
O Hospital São Sebastião, em Três Corações (MG), confirmou três mortes de pacientes diagnosticados com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde a implantação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados ao atendimento desses casos. As vítimas são um homem de 75 anos, morador de Ouro Fino, uma mulher de 62 anos, de Itanhandu, e um homem de 39 anos, que faleceu na madrugada desta segunda-feira (8).
A ampliação da estrutura faz parte de uma estratégia de apoio à rede estadual de saúde. Ao todo, foram disponibilizados 33 novos leitos de UTI para pacientes com SRAG, sendo 19 destinados ao público adulto e 14 à pediatria. Atualmente, dez vagas estão ocupadas, principalmente por pacientes com diagnóstico de influenza.
A unidade também informou que continua recebendo pacientes encaminhados pelo sistema estadual de regulação. Novas transferências vindas de Muriaé já foram confirmadas, o que poderá aumentar a taxa de ocupação nos próximos dias.
Entre os pacientes internados atualmente estão moradores de diferentes cidades do Sul de Minas. Segundo o hospital, há dois pacientes de Varginha, dois de Três Corações e dois de Carmo da Cachoeira. Também estão em tratamento pacientes de Boa Esperança, Lambari, Carmo de Minas e Ipuiúna, com um representante de cada município.
Na ala pediátrica, uma criança que chegou a necessitar de cuidados intensivos apresentou melhora clínica e foi transferida para a enfermaria.
A médica responsável pelo setor de internação, Lavínia Vanoni Toledo, explicou que os três pacientes que morreram deram entrada na unidade em condições graves, exigindo atendimento intensivo imediato.
“São pacientes que chegam com um comprometimento respiratório muito importante, já necessitando de suporte intensivo. Infelizmente, mesmo com toda a assistência, alguns quadros evoluem de forma muito rápida”, explicou a médica.
Conforme a profissional, os pacientes atendidos chegam ao hospital por meio da Central de Regulação do Estado (CORE) ou pelo pronto-socorro da própria instituição, desde que apresentem sintomas compatíveis com síndrome respiratória aguda grave.
“A gente reforça a importância de procurar atendimento logo no início dos sintomas, principalmente em casos de falta de ar, febre persistente e piora rápida do quadro. Chegar precocemente pode fazer toda a diferença”, alertou.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais apontam que, somente em 2026, já foram registradas 1.160 notificações de SRAG em todo o estado, com 51 mortes confirmadas. Considerando apenas as quatro semanas epidemiológicas mais recentes, foram contabilizadas 319 notificações e seis óbitos.
Diante do aumento dos casos, a direção do hospital orienta que pessoas com sintomas respiratórios adotem medidas preventivas, como o uso de máscaras, evitar ambientes com aglomeração e manter a vacinação atualizada, especialmente contra a gripe.