
Evento, que começa nesta sexta-feira (9) e vai até domingo (11), tem shows, missas e pregações todos os dias em diferentes espaços do Parque Fernando Costa.
A 35ª edição do Hallel Som e Vida, em Franca (SP), espera reunir de 15 a 20 mil fiéis católicos entre esta sexta-feira (9) e domingo (11) no Parque de Exposições Fernando Costa. São mais de 50 horas de programação, segundo a organização, e a entrada é gratuita para todos os dias.
Conheça a história de Tia Lolita, fundadora do Hallel de Franca
O evento, que volta a receber público depois dos anos mais intensos da pandemia de Covid, tem na programação nomes consagrados da música católica, como Padre Marcelo Rossi, The Flanders, Colo de Deus, Dalvimar Gallo, Walmir Alencar e o mexicano Martin Valverde.
“Há um ano a gente tinha um pouco de receio de não poder mais tocar ao vivo, tocar para bastante gente. Voltar para o Hallel é muito gratificante, uma alegria enorme. Acho que esse Hallel vai ser um dos melhores de todos, porque a galera está muito ansiosa para estar junto de novo, pular e cantar junto de novo”, afirma Marcelo Machado, o Tchelão, da banda de hardrock católico The Flanders.
Missas, pregações e shows são realizados no palco central e em outros nove módulos, além de uma capela, que deverá receber atividades durante a madrugada também.
Visibilidade
Classificado como ‘pai’ de outros grandes festivais católicos pelo país, como o Hallel de Aparecida (SP) e o Halleluya, em Fortaleza (CE), o Hallel de Franca é considerado uma vitrine para a música cristã no Brasil.
Nomes como padre Fábio de Melo e Rosa de Saron, por exemplo, já se apresentaram em diversas edições e ganharam projeção nacional muito por conta do festival, na visão de Ângela Pulicano, coordenadora geral do evento em 2022.
“Os grandes nomes hoje da música católica, o próprio padre Fábio de Melo, foram praticamente todos crias do Hallel. Antes não existia esse valor de um músico católico. Todos nasceram no Hallel, inclusive muitos sacerdotes nasceram do Hallel. Estamos bem ansiosos e com expectativa muito boa. Acredito que vai ser um Hallel muito bem visitado. Acredito que vai ser de muita unção, principalmente essas bandas que estão vindo são bandas não só de música, mas que também evangelizam. É muito importante não só trazer a música, mas junto com a música a evangelização. É o que a gente precisa para nos alimentar”.
Para Tchelão, o festival é uma importante forma de o músico católico mostrar o trabalho. Ele estima que já fez mais de 15 apresentações no Hallel, seja com o Flanders ou com a Rosa de Saron, banda que ele ajudou a fundar e da qual foi primeiro vocalista.
Os grupos, de acordo com ele, no início das carreiras, eram pequenos e tocavam nas missas em Campinas (SP). Quando foram convidados para tocar no Hallel de Franca, na década de 1990, tudo mudou e os músicos passaram a ser conhecidos nacionalmente.
“O Hallel é o grande evento divulgador da música católica, não só no segmento católico, mas para toda a sociedade. Muita gente que não é católico já ouviu falar do Hallel. O Hallel tem grande importância nessa divulgação. Outra coisa que eu acho importante, o Hallel foi o grande incentivador de novos estilos, de novos artistas, muita gente começou a carreira por causa do Hallel e muita gente que acreditava que aquele estilo, como o rock, não condiziam muito com a música católica, através do Hallel, dos shows, da oportunidade que o Hallel deu para as bandas, para os artistas, a gente conseguiu mostrar nosso trabalho, mostrar de uma forma valorizada, o que é mais importante”, diz.
O palco menor, a apostas em pregadores e cantores locais, mesmo com uma programação recheada de nomes famosos, e a junção de módulos, por exemplo, fazem parte da estratégia da organização em conter gastos, já que foram dois anos sem realização presencial do festival, explica Ângela.
Isso, segundo ela, fez com que a principal fonte de renda, a praça de alimentação, que mobiliza cerca de 80% dos recursos do evento, ficasse sem fornecer verba para os organizadores.
“O Hallel ele se custa muito. Tem toda uma estrutura, muitas coisas que envolvem. Nós não podemos fazer o Hallel do jeito que fizemos o último presencial. Estamos contendo algumas despesas, juntamos alguns módulos. Vai continuar a mesma oportunidade para as pessoas, mas demos uma diminuída justamente para conter gastos, mas oferecer ao mesmo tempo essa evangelização”, explicou.
Importância para a cidade
O Hallel surgiu em 1988 por iniciativa da fiel Maria Teodora Lemos Silveira, a tia Lolita, para comemorar os 10 anos do movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) em Franca. O termo tem origem no dialeto aramaico e que dizer cântico de louvor ao senhor.
A primeira edição reuniu cinco mil pessoas, surpreendendo a organização, que decidiu dar sequência ao projeto. Segundo Ângela, no início, cerca de 80% do público era de fora. Hoje, no entanto, o festival já caiu nas graças dos francanos.
“Hoje ele é muito frequentado pela população de Franca, além de vir muita gente de fora. Estamos com muitas caravanas confirmadas. Para a cidade é muito bom. Os hotéis praticamente lotam, shopping, comércio, restaurantes. Mobiliza muito a cidade. Até em casas vizinhas o pessoal oferece almoço, é muito interessante como que mobiliza tudo”, afirma Ângela.
Programação do Palco Central
Sexta-feira (9)
17h: Interação com os apresentadores
18h: Terço
19h: Abertura oficial com o bispo Dom Paulo Roberto, padres, coordenadores e autoridades
19h30: Missa com Frei Mauro
21h: Show com André Bolela
22h: Show com a banda Colo de Deus
23h: Encerramento
Sábado (10)
16h40: Interação com apresentadores
17h30: Missa com Padre Adriano Zandoná, da Canção Nova
19h: Show com a Banda Myron
20h: Show com Dalvimar Gallo e Xandão
21h: Show com Walmir Alencar e Ministério Adoração e Vida
22h: Show com The Flanders
23h: Encerramento
Domingo (11)
16h40: Interação com apresentadores
17h: Ordem dos Salvistas
17h30: Missa com Padre Marcelo Rossi
19h30: Show com Martin Valverde e Boy
20h30: Adoração ao Santíssimo Sacramento
22h: Encerramento e anúncio do casal coordenador do Hallel 2023
A programação dos outros espaços do Hallel pode ser conferida no site do evento. O Parque de Exposições Fernando Costa fica à Avenida Doutor Flávio Rocha, 500.