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Jornal Folha Regional

Surto de Ebola: OMS declara emergência internacional

Surto de Ebola: OMS declara emergência internacional – Foto: reprodução

Uma epidemia de ebola foi declarada na sexta-feira (15) na República Democrática do Congo (RDC). Embora as autoridades congolesas e internacionais ainda avaliem sua dimensão, a OMS emitiu uma emergência sanitária internacional diante da rápida evolução do número de mortes.

O ebola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus causou mais de 15 mil mortes na África.

Mais de 90 mortos

Até o momento, as autoridades congolesas registraram 91 mortes provavelmente relacionadas a esta nova epidemia. Além disso, informaram cerca de 350 casos suspeitos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos, e mais de 60% são mulheres.

Até agora, poucas amostras puderam ser analisadas em laboratório, de modo que os balanços se baseiam principalmente nos casos suspeitos.

O epicentro da epidemia está em Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul. Nesta região rica em ouro, há intensos deslocamentos diários de população ligados à atividade mineradora.

Algumas partes da província também são devastadas pela violência de vários grupos armados, o que dificulta o acesso por motivos de segurança.

Risco regional e internacional

O vírus já se espalhou além de Ituri e das fronteiras da RDC, com duas mortes registradas em Uganda, segundo a OMS. Trata-se de pessoas que viajaram a partir da RDC, sem que tenha sido identificado um foco epidêmico local.

A agência sanitária da União Africana, Africa CDC, considera “alto” o risco de propagação para os países da África Oriental vizinhos da RDC. A OMS ativou no domingo seu segundo nível mais alto de alerta internacional diante de um surto de ebola.

Doença ainda não possui vacina

A cepa do vírus responsável pelo atual surto se chama Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para esta variante.

As medidas para tentar frear sua propagação se baseiam essencialmente no respeito às medidas de prevenção e na rápida detecção dos casos para limitar os contatos.

As vacinas contra o ebola existentes são eficazes apenas contra a cepa Zaire do vírus, responsável pelas maiores epidemias registradas.

Antes do surto atual, Bundibugyo havia provocado apenas duas epidemias: uma em Uganda (2007) e outra na RDC (2012). A taxa de mortalidade ficou entre 30% e 50%.

Propagação rápida

A epidemia de ebola mais letal na RDC deixou quase 2.300 mortos entre 3.500 doentes entre 2018 e 2020.

O episódio anterior à atual epidemia provocou 45 mortes entre setembro e dezembro de 2025, segundo a OMS.

Este vasto país da África Central, com mais de 100 milhões de habitantes, possui grande experiência na gestão do ebola, sendo esta a 17ª epidemia registrada.

No entanto, as particularidades do atual surto preocupam os especialistas.

“É uma epidemia que vai se propagar muito rapidamente, sobretudo porque ocorre em uma província muito populosa”, declarou à AFP o virologista Jean-Jacques Muyembe, codescobridor do ebola em 1976 e diretor do instituto de pesquisa congolês que confirmou o reaparecimento do vírus.

Se todos os casos suspeitos registrados forem confirmados, esta epidemia estará entre as sete maiores já conhecidas e será a segunda mais grave entre as cepas que não são Zaire, segundo vários especialistas.

“Bruxaria”

Investigações epidemiológicas estão em curso para determinar a origem da epidemia. O primeiro caso identificado até agora é o de um enfermeiro que procurou um centro de saúde de Bunia, capital da região de Ituri, em 24 de abril.

Apesar disso, o foco está a cerca de 90 km dali, na região de Mongbwalu, o que leva à hipótese de que a epidemia tenha surgido nessa localidade e que os casos tenham migrado posteriormente.

A OMS foi alertada sobre o aparecimento de uma doença com alta mortalidade em 5 de maio, após a morte de quatro profissionais de saúde em apenas quatro dias na região de Mongbwalu.

As pessoas infectadas pela cepa Bundibugyo apresentam inicialmente sintomas semelhantes aos de gripe ou malária, o que pode atrasar a detecção.

Além disso, segundo o ministro da Saúde congolês, a identificação do surto demorou porque as comunidades afetadas acreditaram inicialmente que se tratava de uma “doença mística” ou de “bruxaria”, o que levou os doentes a procurar “centros de oração” em vez de profissionais de saúde.

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa

Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoal

O talento da cozinha mineira ultrapassou fronteiras e ganhou reconhecimento internacional. O chef de cozinha Takay Sousa, natural de Passos (MG), brilhou durante o evento “Best Gastronomia”, realizado entre os dias 7 e 14 de fevereiro na França, e conquistou a medalha de ouro com um prato típico da culinária de Minas Gerais.

Representando o Brasil e levando no cardápio os sabores, aromas e tradições mineiras, o chef encantou o público e os jurados com uma proposta que uniu técnica, identidade cultural e afeto — características marcantes da gastronomia do interior de Minas.

Além das apresentações na França, o evento também envolveu atividades realizadas em empresas na Alemanha e na Suíça, ampliando ainda mais o alcance da culinária brasileira no cenário europeu. Ao final da programação, Takay voltou para casa com a medalha de ouro na bagagem e o orgulho de ter representado sua cidade e seu país.

Mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero durante a estadia na Europa, o chef mostrou que o calor da cozinha mineira é capaz de aquecer qualquer ambiente. Entre compromissos profissionais, ele ainda encontrou tempo para viver a experiência do inverno europeu — literalmente “entrando numa gelada”.

A conquista reforça o potencial da gastronomia regional como instrumento de valorização cultural e projeção internacional. Para Passos, fica o orgulho de ver um talento da terra levando o nome da cidade para o mundo, com dedicação, comprometimento e amor pela profissão.

Rússia diz que vacina contra câncer está ‘pronta para uso’; entenda por que anúncio é polêmico

Rússia diz que vacina contra câncer está ‘pronta para uso’; entenda por que anúncio é polêmico – Foto: reprodução

A chefe da Agência Federal de Medicina e Biologia (FMBA) da Rússia, Veronika Skvortsova, disse, na última semana, que uma vacina em desenvolvimento no país para câncer colorretal está “pronta para uso” após resultados positivos nos testes pré-clínicos. A dose, no entanto, é vista com certo ceticismo na comunidade científica pela ausência da publicação de dados em revistas científicas – todas as informações estão disponíveis apenas em comunicados do governo.

Segundo a agência de notícias estatal russa Tass, Skvortsova afirmou, durante o Fórum Econômico do Leste, na cidade de Vladivostok, que “a pesquisa (da vacina) durou vários anos, sendo os últimos três dedicados aos estudos pré-clínicos obrigatórios”, e que a dose “agora está pronta para uso, estamos aguardando a aprovação oficial”.

”Quando temos um novo medicamento, primeiro fazemos estudos pré-clínicos em laboratórios e/ou animais e, se tiver potencial, iniciamos os estudos clínicos em humanos, que são divididos em fases 1, 2 e 3. Muitas vacinas, por exemplo, têm bons resultados nas etapas iniciais, mas não passam na fase 3, porque têm muitos efeitos colaterais ou não são eficazes. Sempre que temos um novo produto precisamos passar por esse rigor para demonstrar segurança e eficácia. É isso que norteia a maior parte das agências reguladoras do mundo todo — explica Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Os dados desses testes são geralmente publicados em revistas científicas, o que garante a confiabilidade das informações. Além disso, são encaminhados para a agência reguladora responsável, como a Anvisa no Brasil, que os avaliará para decidir sobre a aprovação ou não do novo medicamento.

No caso da vacina russa, porém, além de não haver dados publicados, a autoridade do país não especificou se o aval aguardado seria para o início dos testes clínicos em humanos, seguindo o protocolo necessário para uso na população, ou se seria diretamente para a aplicação em pacientes fora de estudos.

— Todos os dados deveriam ser compartilhados em revistas científicas, que são revisados por pares. É o que atesta a qualidade dos estudos e embasa as análises das agências. O que temos dificuldade aqui é com a transparência desses dados. Não sabemos como foram os estudos pré-clínicos, que moléculas são essas, como vão ser os testes clínicos. Países sérios cadastram todos os estudos clínicos na plataforma clinicaltrials, por exemplo — diz Kfouri.

No final do ano passado, porém, Skvortsova já havia dito que, com o fim dos testes pré-clínicos, eles estavam “prontos para começar a implementar esta vacina na prática já em 2025”. O próprio presidente russo, Vladimir Putin, já disse ter altas expectativas para o imunizante, que seria uma “inovação”.

À revista americana Newsweek, David James Pinato, médico oncologista e pesquisador clínico do Imperial College London, no Reino Unido, também afirmou que, baseado no que há disponível, do ponto de vista científico, é impossível compreender de fato em que estágio de desenvolvimento se encontra a vacina:

— Se os estudos em animais foram concluídos, a primeira autorização que poderia acontecer seria utilizar essa vacina no contexto de um ensaio clínico em ambiente de pesquisa, certamente não em uso clínico. Mas não consegui realmente encontrar muita informação sobre há quanto tempo esse tratamento vem sendo testado, onde os resultados foram apresentados, se houve algum tipo de revisão por pares desses resultados, se estamos convencidos de que esse tipo de tecnologia será realmente implementado em humanos.

A dose foi desenvolvida em conjunto por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, do Instituto de Pesquisa Oncológica Hertsen de Moscou e do Centro de Pesquisa do Câncer Blokhin.

De acordo com Skvortsova, nos testes pré-clínicos a vacina foi segura e levou a uma redução no tamanho dos tumores e uma desaceleração na sua progressão, que teria variado de 60% a 80%, dependendo das características da doença. Além disso, a pesquisa teria indicado um aumento nas taxas de sobrevivência.

Inicialmente, o alvo da vacina é o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, mas a autoridade disse que há avanços promissores no desenvolvimento de versões para glioblastoma, um câncer cerebral grave, e melanoma, câncer de pele mais letal.

A dose utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma empregada nos imunizantes contra a Covid-19 e que vem sendo estudada por outras farmacêuticas para o combate a tumores. Porém, diferente de como foi com a Covid-19, trata-se de uma vacina terapêutica, e não preventiva. Isso porque induz a produção de anticorpos para combater o tumor, e não para evitar o desenvolvimento da doença.

Para isso, retira-se uma proteína (antígeno) do tumor de determinado paciente que, então, é utilizada na formulação de uma dose para apresentá-la ao sistema imunológico. Dessa forma, a vacina faz com que ele reconheça o material genético daquele câncer e produza defesas contra ele — algo que não acontece naturalmente porque as células cancerígenas têm uma capacidade de “se esconder” do sistema imune.

Outros laboratórios que também desenvolvem vacinas terapêuticas para o câncer com a tecnologia de RNAm têm publicado os resultados dos testes em revistas científicas. A mais avançada, na última etapa dos estudos, é uma contra o melanoma, câncer de pele mais agressivo, da americana Moderna em parceria com a MSD.

Dados da fase 2, publicados no The Lancet, mostraram que a vacina proporcionou uma redução de 49% no risco de morte ou recorrência, e de 62% no de morte ou metástase. Além disso, o laboratório americano está nos estágios finais dos estudos clínicos de uma vacina contra o câncer de pulmão de células não pequenas e de câncer de bexiga.

No Brasil, a Fiocruz também tinha um projeto de vacina para tratamento do câncer com RNAm, mas que foi pausado para direcionar o foco para a pandemia da Covid-19. Neste ano, os pesquisadores retomaram o estudo. Em estágio ainda muito inicial, já selecionaram proteínas de um tipo de câncer de mama.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que as primeiras doses contra o câncer devem receber uma aprovação no mundo até 2030, com base no andamento e na divulgação dos testes clínicos. A vacina russa, no entanto, não tem transparência em relação aos dados dos estudos ou a uma possível análise do órgão regulador do país.

Alerta: menino de 12 anos morre após ‘desafio do apagão’ no TikTok

Alerta: menino de 12 anos morre após ‘desafio do apagão’ no TikTok – Foto: arquivo familiar

Um menino de 12 anos morreu após participar do “desafio do apagão”, popularizado no TikTok. A prática consiste em se sufocar intencionalmente para sentir euforia ou desmaiar, o que pode levar a lesões graves ou até à morte. O caso aconteceu em Castleford, na Inglaterra, na última sexta-feira (27).

A informação foi divulgada por familiares, em uma campanha no site GoFundMe — para arrecadação de fundos para as despesas do funeral e de apoio psicológico.

A polícia de West Yorkshire informou, em comunicado ao jornal local Yorkshire Live, que foi acionada às 18h06 para atender um chamado de emergência envolvendo uma criança em risco. Os agentes encontraram o menino desacordado e o levaram ao hospital, onde a morte acabou confirmada. O legista da cidade está investigando as circunstâncias exatas do ocorrido, que, segundo as autoridades, não está sendo tratado como suspeito.

Na descrição da campanha — iniciada por Agnieska Czerniejewska logo após o incidente —, a vítima, identificada apenas como Sebastian, é descrita como um menino sorridente, gentil, cheio de alegria, sonhos e com um talento incrível. “Sebastian perdeu a vida por causa de um desafio on-line. Ele teve pais amorosos que fizeram tudo o que podiam para lhe proporcionar uma infância segura e feliz. Eles teriam lhe dados as estrelas. O que aconteceu é uma tragédia indescritível”, disse.

A publicação também fez um apelo para que outros pais fiquem atentos ao que os filhos acessam na internet. “Pergunte o que eles assistem, com quem conversam, o que os inspira. Esteja presente. O mundo on-line poder ser tão perigoso quanto o mundo real — às vezes, até mais”, escreveu.

Até o momento, o site já registrou 375 doações, arrecadando mais de 7.344 euros (cerca de R$ 47,2 mil). 

Vítimas

O caso do garoto não é isolado. Em 2022, o jornal britânico The Independent reportou que, pelo menos, 20 mortes em 18 meses estavam associadas ao “desafio do apagão”, sendo 15 delas de crianças com 12 anos ou menos.

Neste ano, os pais de quatro adolescentes britânicos — Isaac Kenevan, de 13 anos, Archie Battersbee, 12, Julian Sewweney, 14 e Maia Walsh, de 13 — entraram com uma ação judicial contra o TikTok nos Estados Unidos, responsabilizando a plataforma pelas mortes dos filhos, todas ligada ao mesmo desafio. 

Segundo o processo, o algoritmo da rede social teria “direcionado propositalmente conteúdo perigoso a essas crianças para aumentar seu tempo de uso e gerar receita”. O caso foi levado ao Centro de Advocacia para Vítimas de Mídias Sociais, que representa as famílias. 

Em resposta, o TikTok declarou que bloqueia buscar por vídeos e hashtags relacionadas ao “desafio do apagão” desde 2020. A plataforma afirmou ainda que suas diretrizes proíbem desafios perigosos, sendo removidos com rapidez, além de redirecionar para a página informações de segurança, os usuários que tentarem acessá-los. 

Alerta: menino de 12 anos morre por infecção grave causada por piolhos

Alerta: menino de 12 anos morre por infecção grave causada por piolhos - Foto: redes sociais
Alerta: menino de 12 anos morre por infecção grave causada por piolhos – Foto: redes sociais

O estudante Amador Flores Vargas, de 12 anos, morreu devido a uma infecção grave provocada por uma infestação de piolhos. O menino foi levado a um hospital em Coahuila, no México, em estado crítico, com febre persistente, desidratação severa e sinais de falência de órgãos. Ele foi vítima de uma infecção bacteriana chamada riquétsiose, transmitida por picada de piolhos (pediculose).

De acordo com as autoridades, este é o primeiro caso da doença registrado na região. O menino foi internado no fim de maio, com um quadro bastante avançado. Amador estava com insuficiência hepática, baixa produção de plaquetas e sepse (infecção generalizada).

Antes de procurar o hospital, o menino passou oito dias com uma infestação de piolhos. Ele chegou a ser tratado com antibióticos, teve o cabelo raspado para eliminar os piolhos e usou um shampoo especial. No entanto, o quadro do menino piorou e ele precisou ser levado para um hospital.

Empresária ganha mais de R$ 12 mil por dia catando piolho nos EUA
Segundo os médicos, houve uma demora no atendimento, o que dificultou as chances de recuperação. Após a morte de Amador, as autoridades sanitárias instalaram um cordão sanitário no bairro da família do menino, para impedir a propagação do parasita. Foram realizadas varreduras e ações de desinfestação em domicílios vizinhos.

As autoridades pediram para que a população tome medidas extremas de higiene e vigilância epidemiológica.

O que é riquétsiose?

A riquétsiose é causada por bactérias do gênero Rickettsia – a mesma causadora da febre maculosa. A doença é transmitida ao ser humano por pulgas, carrapatos, ácaros, piolhos e outros ectoparasitas infectados que vivem em animais como cães, gatos, ratos e esquilos, e pode ser transmitido por humanos na pele, no cabelo e nas roupas. Nos casos mais graves, a infecção pode levar a uma intoxicação no sangue, falência múltipla de órgãos e até à morte.

Os sintomas são febre persistente, dores musculares, náuseas, vômitos, inchaço dos gânglios linfáticos, erupções na pele e mal-estar geral. O paciente deve procurar o atendimento médico quando houver quadro de febre alta, manchas vermelhas no corpo, cansaço extremo ou histórico recente de contato com parasitas. 

Embora o caso de Amador seja raro, é importante ficar vigilante na higiene das crianças. Para isso, mantenha o couro cabeludo limpo, inspecionando com frequência. Além disso, é indicado evitar o compartilhamento de pentes, bonés e escovas e procurar ajuda médica ao notar infestações. 

Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação

Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação - Foto: divulgação
Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação – Foto: divulgação

Minas Gerais acaba de alcançar um novo marco na defesa agropecuária: o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A oficialização ocorreu nesta quinta-feira (29/5), durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, em Paris, diante de representantes de 183 países.

“Esse reconhecimento gera uma economia significativa para os nossos produtores rurais e representa uma vitória histórica para o nosso setor agropecuário e a cadeia da proteína animal, o que nos garante segurança alimentar e acesso ao mercado global”, comemora o governador de Minas Gerais em exercício, Mateus Simões.

Representando o Governo de Minas, participaram da cerimônia o diretor técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), André Duch, e o coordenador estadual do Programa Nacional de Vigilância de Febre Aftosa (PNEFA), Natanael Lamas.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, lembra a dimensão do setor agropecuário na economia mineira. “Nos primeiros quatro meses do ano, o agronegócio superou a mineração nas exportações com US$ 6,5 bilhões”, diz, ao celebrar o feito e destacar a atuação do Estado para chegar ao reconhecimento da OMSA.

“O reconhecimento internacional de Minas Gerais como área livre de febre aftosa sem vacinação reforça a robustez do serviço veterinário oficial mineiro. O trabalho do IMA, vinculado à Seapa, é importantíssimo para a agropecuária. É o órgão responsável pela defesa agropecuária em Minas Gerais e teve papel fundamental nesta conquista”, detalha Thales Fernandes.

O diretor técnico do IMA, André Duch, por sua vez, afirma que decisão da OMSA consolida décadas de esforços coordenados entre governo, setor privado, entidades e produtores. “É uma abertura de portas para novos mercados internacionais, fortalecendo o setor mineiro e brasileiro. A conquista internacional fortalece o reconhecimento nacional obtido em 2024, quando o estado foi declarado livre da doença sem vacinação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), consolidando Minas como referência em sanidade animal”, observa Duch.

Desenvolvimento econômico

Com o aval da OMSA, Minas Gerais se posiciona entre as maiores referências globais no controle de doenças que impactam o comércio agropecuário. O novo status poderá ampliar de forma expressiva o potencial de exportação de carne e demais produtos de origem animal, abrindo portas para mercados altamente exigentes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

A agropecuária mineira se fortalece em competitividade, amplia o valor agregado de sua produção e impulsiona o desenvolvimento econômico do estado. Na prática, isso significa mais oportunidades de negócios, geração de emprego e renda no campo e nas cidades. Para o consumidor mineiro, representa também uma garantia de que os alimentos produzidos no estado seguem os mais altos padrões de sanidade animal, reforçando a confiança na produção local e a reputação de Minas Gerais como produtor de alimentos seguros e de excelência.

Menino vence leucemia, e milhares de pessoas se reúnem para comemorar na Turquia

Milhares de pessoas se reuniram em Sancaktepe, um distrito de Istambul, na Turquia, para comemorar a cura de um menino de 3 anos após dois anos de tratamento contra a leucemia, no último domingo (25).

A grande festa, que contou até com o apoio do Prefeitura, ocorreu depois que uma publicação do pai do menino nas redes sociais viralizou.

Samet Demir, que é dono de uma loja de ferragens local, contou que o sonho do filho era soltar balões no céu para comemorar sua cura e pediu que mais pessoas se juntassem à família. “Amigos, não temos um círculo grande. Meu filho venceu o câncer e quer soltar balões. Vocês se juntam a nós?”, escreveu.

O apelo tocou muita gente. Um grupo de mais de 200 motociclistas fez questão de participar, um casal recém-casado – ainda com as roupas de gala do casamento – apareceu, e até o prefeito local e o vice-prefeito de Istambul estiveram presentes.

“Não esperávamos tantas pessoas. Que Deus abençoe a todos. Agradeço a todos que nos apoiaram neste dia feliz. Espero que este evento se torne uma fonte de esperança para outros pacientes. Pensei que poucas pessoas viriam, nunca imaginei uma participação tão grande”, agradeceu o pai.

Ali Asaf, que foi diagnosticado com a doença quando tinha apenas 8 meses, estava com uma capa vermelha de super-herói quando subiu ao palco montado para a celebração. Os pais dele foram às lágrimas.

“Foi uma jornada muito difícil. Só quem a vive verdadeiramente entende. Neste dia de alegria, nos sentimos como uma grande família”, afirmou a mãe do garoto, Esra.

Menino vence leucemia, e milhares de pessoas se reúnem para comemorar na Turquia - Foto: reprodução
Menino vence leucemia, e milhares de pessoas se reúnem para comemorar na Turquia – Foto: reprodução

Morre Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio, aos 89 anos

Morre Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio, aos 89 anos - Foto: reprodução
Morre Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio, aos 89 anos – Foto: reprodução

Morreu nesta terça-feira, 13, o ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, aos 89 anos. Mujica presidiu o Uruguai entre 2010 e 2015. A informação foi confirmada pelo presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

Ele tratava de um câncer em fase terminal e estava em cuidados paliativos. Em janeiro, Mujica revelou que o câncer havia se espalhado por todo o corpo e que não faria mais tratamentos.

Nessa segunda-feira, sua esposa, a ex-vice-presidente Lucía Topolanski, revelou que o político estava em cuidados paliativos para aliviar a dor. Lucía comentou ainda a ausência do marido nas eleições regionais do último domingo, afirmando que havia recomendação médica, em função do deslocamento.

Com seu estilo de vida austero e direto, que lhe rendeu o apelido de “presidente mais pobre do mundo” – afirmação que ele sempre negou -, Mujica se tornou um emblema da esquerda latino-americana. Com sua retórica anticonsumista, conquistou simpatizantes em todo o mundo todo.

Legado político

Ao longo de sua vida, Pepe Mujica foi um ativista político ligado ao campo político da esquerda. Durante os anos 60 integrou o Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros, com quem participou de operações de guerrilha, enquanto trabalhava em sua chácara, até refugiar-se na clandestinidade. Na década de 1970, quando o país foi governado pela Ditadura Militar, foi preso. Seu último período de detenção durou treze anos, entre 1972 e 1985.

Em 1994, foi eleito deputado por Montevidéu. Cinco anos depois, virou senador. Em 2009 se tornou presidente do Uruguai com pouco mais de 52% dos votos válidos, vencendo o adversário Luis Alberto Lacalle. Governo o país entre 2010 e 2015. Em 2019, foi eleito novamente Senador, mas abdicou do cargo no ano seguinte, por motivos de saúde. Retirado da vida política, mas não da vida pública, Mujica militou até onde conseguiu.

No ano passado, fez umas das suas últimas aparições públicas, durante as eleições presidenciais do Uruguai, apoiou o então candidato Yamandú Orsi. Assim como Mujica, Orsi venceu em segundo turno também com pouco mais de 52% dos votos válidos.

Empresas da China anunciam R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil

Empresas da China anunciam R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil - Foto: divulgação
Empresas da China anunciam R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil – Foto: divulgação

Empresas chinesas vão anunciar R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o primeiro compromisso oficial nesta segunda-feira (12).

Haverá anúncios de investimento em áreas como automóveis, combustível de aviação, defesa, além do mercado de semicondutores e de serviços, como delivery e fast-food.

A informação foi divulgada pelo presidente da Agência de Promoção de Exportações (Apex Brasil), Jorge Vianna. Ele integra a delegação brasileira que acompanha Lula e conta com cerca de 200 empresários.

Alguns dos anúncios e planos de investimentos foram divulgados após o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e Lula, em Pequim, na capital chinesa.

Confira a seguir algumas das empresas chinesas que vão investir no Brasil e os valores: 

  • GWM: a montadora de carros anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para ampliar operações no Brasil e pretende exportar para América do Sul e México.
  • GAC Motor: a montadora anunciou a sua instalação em Catalão (GO) para fabricar três modelos de carros (um híbrido e dois elétricos) e um plano de investimento de US$ 1,3 bilhão.
  • Envision: empresa que atua no ramo de energia eólica, armazenamento de energia e no desenvolvimento de SAF [sigla em inglês para Combustível Sustentável de Aviação], planeja investimentos de até RS$ 5 bilhões num parque industrial no Brasil.
  • Meituan: empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos. Líder no mercado de entregas na China, vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A estimativa é de geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com até 4 mil empregos diretos.
  • Didi: controladora do aplicativo de transporte 99 Taxi, também vai investir em serviço de entrega no Brasil e planeja construir cerca de 10 mil pontos de recarga para promover a eletrificação de veículos na frota nacional.
  • Mixue: vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede e fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s. A empresa vai iniciar operação no Brasil com capital de RS$ 3,2 bilhões e projeta 25 mil empregos até 2030.
  • CGN: vai investir R$ 3 bilhões em um hub de energia renovável no Piauí, com foco em energia eólica, solar, e armazenamento de energia, com previsãoa de mais de 5 mil empregos na construção das unidades.
  • Longsys: por meio da subsidiária Zilia, anunciou um plano de investimentos para 2024 e 2025 de R$ 650 milhões, nas plantas de fabricação de São Paulo e Manaus, que terão capacidade ampliada. Fabrica componentes para semicondutores e também dispositivos de memória, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash.
  • Nortec Química: formalizou parceria com chinesas e vai investir RS$ 350 milhões numa plataforma industrial.

Essa é a quarta visita de Estado de Lula à China — a terceira em pouco mais de dois anos. Nesta segunda, o presidente brasileiro participou de quatro audiências com executivos de empresas chinesas ligadas aos setores de energia sustentável e defesa.

Os encontros resultaram no anúncio de investimentos de US$ 1 bilhão na produção de SAF (sigla em inglês para combustível renovável para aviação) por meio da Envision Group, e na criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em parceria entre a Windey Technology e a Senais Cimatec na área de energia renovável.

Na primeira audiência, Lula recebeu o presidente do grupo automotivo GAC, Feng Xingya. Em seguida, Lula reuniu-se com o presidente do Conselho da Windey Energy Technology Group, Chen Qi. A empresa lidera a pesquisa, o projeto, a fabricação e a manutenção de turbinas eólicas de grande porte na China. 

A terceira audiência foi concedida a Cheng Fubo, CEO da Norinco (China North Industries Corporation). A estatal chinesa opera na indústria de defesa, além de projetos voltados à infraestrutura, como construção de rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e estações de tratamento de água.

Por fim, Lula recebeu o CEO da Envision Group, Lei Zhang. Com sede em Xangai, e empresa atua em soluções de energia inteligente e em setores como energia eólica, armazenamento de energia e, com especial destaque, no desenvolvimento de SAF, uma das prioridades da nova agenda de transição energética brasileira, incluída na Lei do Combustível do Futuro.

“O presidente atendeu separadamente várias empresas que vão investir no Brasil, fazer parcerias com instituições brasileiras, montar centros de pesquisa, e gerar desenvolvimento de tecnologia na área de energia”, disse o ministro Rui Costa (Casa Civil), ao final dos encontros.

“Concluímos uma audiência com um anúncio de investimento de US$ 1 bilhão para a produção de SAF a partir da cana-de-açúcar no Brasil. O Brasil se tornará um dos maiores produtores de combustíveis verdes de aviação”, contou Rui Costa. 

O SAF é uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil, produzido a partir de matérias-primas e processos que atendam a padrões de sustentabilidade.

“Nós assinamos aqui um centro de P&D com a Senai Cimatec na área de energia renovável”, disse o ministro. “Todas essas sinergias buscam fazer parcerias na área de desenvolvimento tecnológico, incluindo formação de talentos e a instalação de centros de pesquisa e produção no Brasil.” 

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “o presidente veio à China para, mais uma vez, fortalecer essa relação bilateral tão fundamental para o desenvolvimento e para a convergência de ambos os países”. Ele também revelou que outros investimentos deverão ser anunciados ainda durante esta visita de Estado.

China é a maior parceira comercial do Brasil

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Desde 2004, quando Lula visitou a China pela primeira vez, o comércio bilateral cresceu mais de 17 vezes, e chegou, em 2023, ao recorde de US$ 157,5 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 104,3 bilhões, importações de US$ 53,1 bilhões e superávit para o Brasil de US$ 51,14 bilhões. 

As exportações brasileiras para a China foram superiores à soma das vendas do país para os Estados Unidos (US$ 36,9 bilhões) e para a União Europeia (US$ 46,3 bilhões).

Entre janeiro a março de 2025, o intercâmbio comercial entre os países foi de cerca de US$ 38,8 bilhões. No período, o Brasil exportou US$ 19,8 bilhões e importou US$ 19 bilhões. 

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão óleos brutos de petróleo, soja e minério de ferro e concentrados. O Brasil, por sua vez, importa principalmente embarcações, equipamentos de telecomunicações, máquinas e aparelhos elétricos, válvulas e tubos termiônicos (válvulas).

A China foi o destino de mais de um terço de toda a exportação do agro brasileiro (36,2%) em 2024. Os dois governos têm mantido contatos para ampliar e diversificar a pauta comercial agrícola.

Em março, as autoridades sanitárias chinesas anunciaram a habilitação de 38 novos frigoríficos brasileiros exportadores de carne, o maior número de plantas autorizadas de uma só vez na história: 24 plantas produtoras de carne bovina, oito de carne de aves e um estabelecimento de carne bovina termoprocessada, além de cinco entrepostos (um de carne bovina, três de frango e um de suínos).

Antes dessa leva de autorizações, o Brasil tinha 106 plantas habilitadas para a China: 47 de aves, 41 de bovinos, 17 de suínos e 1 de asininos.

Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio

Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio - Foto: reprodução
Conclave para eleger o novo Papa começa em 7 de maio – Foto: reprodução

O Vaticano anunciou nesta semana a data do início do conclave para escolher o sucessor do Papa Francisco: quarta-feira, dia 7 de maio.

A Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, se tornou um lugar de culto quase comparável ao Vaticano. No domingo (27), 70 mil foram ao túmulo de Francisco. O que fez o influente cardeal e teólogo alemão Walter Kasper comentar:

“O povo de Deus já votou no funeral e evocou a continuidade do pontificado dele”.

Mas há os que querem virar a página no conclave que começa na semana que vem. Habemus data: dia 7 de maio, quarta-feira, os cardeais eleitores entrarão na Capela Sistina. O grandioso cenário do século 16 foi fechado nesta segunda-feira (28) para a decepção de muitos turistas.

Nesta segunda-feira (28) de manhã, na reunião preparatória, 20 cardeais falaram da relação com o mundo contemporâneo, com outras religiões, da questão dos abusos. Também sobre as qualidades exigidas do novo pontífice. O cardeal Gregorio Rosa Chavez comentou que o próximo papa será inspirado por Francisco:

“A mesma visão, os mesmos sonhos,” disse o salvadorenho, ao entrar no portão do Vaticano.

Mas as várias correntes poderão criar uma candidatura de compromisso. O italiano Angelo Becciu, condenado por fraude financeira, desistiu de participar do conclave, mas disse que vai provar a inocência.

A política externa não fica indiferente. Além de Donald Trump, o presidente da França também pode estar tentando influenciar a escolha. Segundo o jornal francês “Tribune Chrétienne”, Emmanuel Macron teria sugerido a alguns cardeais que evitem eleger um nome mais conservador, como o africano Robert Sara.

Setenta e um países estarão representados na eleição do próximo papa. Será o conclave mais internacional de todos. No anterior, foram 48 nações. Daqui a nove dias, só os eleitores ficarão na Capela Sistina e, na porta, uma expressão em latim se tornará mais popular do que nunca: “Extra omnes” – “Todos fora”.

Jornal Folha Regional
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