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Jornal Folha Regional

Inadimplência atinge 77 milhões de brasileiros, segundo Serasa

Inadimplência atinge 77 milhões de brasileiros, segundo Serasa – Foto: reprodução

Dívidas em atraso são velhas conhecidas de muitos brasileiros e atingem cada vez mais pessoas, ano após ano. Dados levantados pelo Serasa e atualizados até o mês passado mostram que a inadimplência já atinge 77 milhões de brasileiros, o que representa um incremento de cerca de 3 milhões de novos cidadãos com dívidas que já venceram e ainda não foram pagas, desde o início deste ano.

Do total de inadimplentes, cerca de 35 milhões possuem dívidas em bancos, sendo que 11 milhões mantêm dívidas em atraso apenas com essas instituições financeiras, de acordo com o Mapa da Inadimplência do último mês de maio, publicado, ontem, pelo Serasa. Segundo esses dados, há mais de 65 milhões de dívidas em atraso no país relacionadas somente aos bancos. No Distrito Federal já há 1.396.029 de inadimplentes.

A pesquisa mostra que o segmento de bancos e cartões respondeu por 27,8% de todas as dívidas que ficaram atrasadas no país em maio. É o segmento que lidera a estatística, em relação a outras modalidades. Além desse grupo, também se destacaram como principais “vilões” da inadimplência no país nesse período, as contas de água e luz (20,3%), as instituições financeiras (19,3%) e os serviços (11,9%).

Sobre esse cenário, o porta-voz do Serasa, Giovani Inocente, avalia que, para o consumidor, é importante evitar ao máximo o uso de cartão de crédito e, se tiver que usá-lo, evitar grandes parcelas ou valores exacerbados. “É o famoso ‘não comer e fazer exercício’. No caso das finanças, é o mesmo caminho: evitar contrair novos créditos e fazer um pouco de dinheiro, para a gente não acabar nessa conta”, destaca.

Na tentativa de entender o perfil das dívidas contraídas por meio dos bancos, o Serasa fez um levantamento, com 921 credores dessas instituições financeiras, segundo o qual o principal responsável pela inadimplência nesse recorte é o cartão de crédito, que acomete 69% dos clientes com dívidas em atraso nos bancos. Em segundo lugar, está outro vilão: o cheque especial, respondendo por 56% de todos os inadimplentes nessas instituições.

“O cheque especial é um recurso para ser usado em pouco tempo. Mas o que a gente acaba vendo — não em todos os consumidores, obviamente, mas acredito que na maioria — é o uso recorrente dele em todos os meses. Você cobre, depois no outro mês de novo, cobre no outro mês novamente, e cada vez ele cresce um pouquinho mais. Então, a gente vê uma tendência de não conseguir sair desse ponto”, acrescenta Inocente.

Apesar de estar em queda no país, o desemprego ainda é, com folga, o principal motivo das dívidas com os bancos, e responde por 40% do total. O porta-voz do Serasa reconhece que é necessário pensar, acima de tudo, no sustento da casa e da família. Mas orienta a tentar acumular uma reserva financeira, separando um pouco da renda mensal.

Nesse cenário, o Serasa promove um mutirão de negociação de dívidas em atraso, com parcelamento e descontos que chegam a até 97% em maior de 40 bancos credenciados. Para negociar dívidas nesse mutirão, o primeiro passo é baixar o aplicativo da Serasa, disponível para sistemas Android e iOS. Após inserir o CPF e preencher um breve cadastro, o usuário tem acesso às suas informações financeiras, incluindo dívidas e o Serasa Score. Em seguida, ao clicar em “Ver ofertas”, é possível visualizar as dívidas com descontos aplicados e escolher a melhor condição para pagamento, acessando o item “Negociar”.

Após escolher uma oferta, o usuário define a forma de pagamento, que pode ser por boleto ou Pix, selecionando também o vencimento e número de parcelas. Antes de finalizar, é necessário revisar as condições e clicar em “Concluir acordo”. O último passo é realizar o pagamento conforme o combinado. No caso do Pix, basta copiar a chave gerada e colar no app do banco para efetuar a quitação.

PIB mineiro cresce 1,4% no primeiro trimestre de 2025, e estado aumenta participação na economia nacional

PIB mineiro cresce 1,4% no primeiro trimestre de 2025, e estado aumenta participação na economia nacional – Foto: divulgação

A economia mineira segue apresentando resultados positivos com a atração de investimentos e diversificação dos setores produtivos e, no primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal do estado foi estimado em R$ 275,3 bilhões, com crescimento real de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com isso, a participação do PIB de Minas Gerais no PIB nacional foi de 9,1%, acima dos 8,8% registrados nos três primeiros meses de 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17/6), pela Fundação João Pinheiro (FJP), e apontam que o resultado se deve, especialmente, ao crescimento nos segmentos do comércio, transportes e indústrias de transformação.

“É com muita satisfação que nós vemos esses indicadores que revelam uma economia mineira cada vez mais dinâmica e robusta, o que significa mais emprego e renda para a população”, comemora o governador Romeu Zema.

No período, o setor de serviços respondeu por mais da metade da produção econômica (R$ 150,7 bilhões), seguido pelas indústrias (R$ 62,4 bilhões) e pelas atividades agropecuárias (R$ 27,1 bilhões). Assim, a economia mineira apresentou um aumento nominal de 13,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

“Esse crescimento reforça a importância do trabalho do Governo de Minas no aumento da diversidade e competitividade da nossa economia”, afirma o secretário Executivo de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), Bruno Araújo.

Serviços e indústrias lideram crescimento

Na comparação interanual (entre os primeiros trimestres de 2025 e de 2024), houve expansão do volume de produção em todos os segmentos mais relevantes dos serviços para a economia estadual. Os destaques do setor foram a alta de 2,8% do comércio, 1,7% do transporte e 2,7% em outros serviços.

“Tivemos um bom desempenho da parte de serviços, o comércio também teve números favoráveis, na parte de supermercados, hipermercados, e também tecidos”, cita o pesquisador da Fundação João Pinheiro, Thiago Almeida.

A alta de 2% das indústrias de transformação – sobressaindo a fabricação de alimentos – manteve o crescimento de 0,8% das indústrias, apesar da redução de 3,5% no desempenho das indústrias extrativas nessa base de comparação.

Ainda na comparação com o mesmo trimestre em 2024, o valor adicionado do setor agropecuário apresentou queda de -5,6%; resultado que, segundo a FJP, se deve sobretudo à queda nas produções de banana, tomate, feijão e batata-inglesa e, principalmente, ao segmento de extração vegetal e silvicultura fornecedor de insumos para indústria metalúrgica.

Nessa perspectiva, estimou-se o PIB nominal de Minas Gerais em R$ 275,3 bilhões no primeiro trimestre de 2025, contra R$ 242,9 bilhões no primeiro trimestre de 2024. A variação nominal, de 13,3%, pode ser decomposta na variação real (1,4%) e na variação do deflator implícito do PIB (11,8%).

Alta dos serviços e indústrias extrativas seguram variação do agro

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o PIB de Minas Gerais permaneceu praticamente estável, com pequena variação de -0,1% em termos reais no primeiro trimestre de 2025.

Com predomínio da produção de minério de ferro, as indústrias extrativas tiveram expansão de 6,2% nessa ótica de comparação. Já o setor de serviços cresceu 1,0%, impulsionado pelo volume de vendas no comércio de combustíveis, de hipermercados, de veículos automotores e de material de construção. Esses aumentos compensaram a queda de -8,0% do setor agropecuário em relação ao trimestre anterior.

Votorantim Cimentos encerra primeiro trimestre de 2025 com aumento de receita líquida, volume de vendas e investimentos

Votorantim Cimentos encerra primeiro trimestre de 2025 com aumento de receita líquida, volume de vendas e investimentos - Foto: reprodução
Votorantim Cimentos encerra primeiro trimestre de 2025 com aumento de receita líquida, volume de vendas e investimentos – Foto: reprodução

A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, encerrou o primeiro trimestre de 2025 com receita líquida global de R$ 5,6 bilhões, avanço de 1% na comparação, em moeda local (expurgando o efeito da variação cambial), com o mesmo período do ano passado. O resultado é explicado pelo aumento no volume de vendas e diversificação geográfica, com demanda positiva no Brasil e Espanha e dinâmica de preços positiva na maioria dos países. No primeiro trimestre, as vendas globais de cimento da empresa somaram 7,7 milhões de toneladas, aumento de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado atingiu R$ 598 milhões nos primeiros três meses de 2025, um arrefecimento de 14% em relação ao mesmo período de 2024 em moeda local, decorrente de impactos climáticos na América do Norte e cronograma de manutenções nas fábricas. A Margem EBITDA alcançou 11% no trimestre, redução de dois pontos percentuais em relação a 2024. Já o lucro líquido foi negativo em R$ 325 milhões no primeiro trimestre de 2025 contra resultado positivo de R$ 17 milhões no mesmo período no ano passado. O resultado foi impactado pelo resultado operacional, a maior depreciação no período, principalmente devido ao aumento da base de ativos advindo dos investimentos recentes, variação cambial e revisão na vida útil de seus ativos imobilizados, além de impactos da conclusão da venda de ativos na Tunísia. Adicionalmente, realizamos o pagamento de dividendos extraordinário no mês de abril, no valor de R$ 683 milhões para o acionista majoritário.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, fechou o trimestre em 1,95x, aumento de 0,09x que o mesmo período de 2024, considerando apenas operações continuadas. O aumento da métrica foi decorrente de variação cambial e segue em conformidade com a política financeira da companhia e alinhada com os indicadores de grau de investimento. No final do primeiro trimestre de 2025, a Votorantim Cimentos manteve uma sólida liquidez, com o montante em caixa e aplicações financeiras no valor de R$ 4,1 bilhões, o que permite que a companhia cumpra com as suas obrigações financeiras pelos próximos três anos.

“Encerramos o trimestre com avanço em receita líquida, devido ao aumento no volume de vendas e estratégia de diversificação geográfica. Nossa forte robustez financeira e disciplina na alocação de capital nos permitem navegar neste ambiente global volátil. Ao mesmo tempo, mantemos o foco no longo prazo com nosso programa de investimentos em expansão de capacidade, competitividade estrutural e aceleração de novos negócios”, afirma Osvaldo Ayres, CEO global da Votorantim Cimentos.

Os investimentos (Capex) da Votorantim Cimentos no primeiro trimestre do ano totalizaram R$ 548 milhões, um aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2024. Esse aumento é explicado pela estratégia global de investimentos em modernização, competitividade estrutural e descarbonização. A companhia iniciou um investimento nas fábricas de Málaga e Alconera, na Espanha, para modernização dos fornos para recebimento de combustível alternativo, com o objetivo de aumentar a substituição térmica nas unidades, contribuindo para a redução de emissões de CO2. No Brasil os destaques são os projetos de expansão de capacidade nas fábricas de Salto de Pirapora (SP) e Edealina (GO), que tem previsão de início da operação no segundo semestre de 2025 e primeiro trimestre de 2026, respectivamente.

Em abril, as agências de rating Moody’s e S&P Ratings reafirmaram a nota de crédito global da Votorantim Cimentos em “Baa3” e “BBB”, respectivamente, com perspectiva estável.

“A disciplina financeira da companhia é reafirmada pelos resultados em ratings com perfil de crédito de grau de investimento e pela oportunidade de emissão de dívida em baixos níveis de spread”, afirma Antonio Pelicano, CFO Global da Votorantim Cimentos.

Em maio de 2025, a Companhia emitiu a emissão de debêntures, não conversíveis em ações, em série única, nos termos da Resolução CVM n.º 160/2022, no montante total R$ 1 bilhão e com vencimento para 16 de abril de 2032, remuneradas a taxa DI+ 0,67% a.a.. A nova captação está alinhada à estratégia de gestão de dívida da Companhia, focada na redução de custo e ano alongamento do perfil da dívida.

Desempenho por região

No Brasil, a Votorantim Cimentos alcançou receita líquida de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, crescimento de 5% em comparação ao mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado foi de R$ 427 milhões, arrefecimento de 17% em relação ao 1T24, explicado pelo cronograma de manutenção nas fábricas e item não recorrente que impactou positivamente o primeiro trimestre de 2024.

Na América do Norte, a receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão nos três primeiros meses do ano, redução de 9% em relação ao mesmo período de 2024 excluindo a variação cambial, resultado impactado pela desaceleração de mercado decorrente do inverno mais intenso, parcialmente mitigado pela dinâmica positiva de preços. O EBITDA ajustado da região foi negativo em R$ 136 milhões no período contra um resultado negativo de R$ 18 milhões no primeiro trimestre de 2024. O resultado foi impactado principalmente pelas condições mais rigorosas do inverno, além do cronograma de manutenção das fábricas.

Na Europa, Ásia e África, a receita líquida foi de R$ 869 milhões, um aumento de 2% no 1T25 em comparação ao 1T24 em moeda local, decorrente de melhores preços na Espanha e Turquia. O EBITDA ajustado na região foi de R$ 235 milhões no período, aumento de 33% em relação ao primeiro trimestre de 2024 em moeda local. O resultado operacional positivo decorrente da dinâmica de mercado positiva na Espanha e melhores margens em ambos os países. Em abril foi anunciada a conclusão da venda dos ativos da Tunísia. A venda dos ativos do Marrocos segue o curso normal da transação e aguarda o cumprimento de condições precedentes usuais para este tipo de operação.

Na América Latina, a receita líquida avançou 2% em moeda local no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período de 2024, atingindo R$ 234 milhões, resultado de melhores volumes de vendas e preços na Bolívia. Essa melhora de vendas refletiu também no EBITDA ajustado de R$ 39 milhões no 1T25, aumento de 6% sobre o 1T24 excluindo o efeito de variação cambial.

Sobre a Votorantim Cimentos 

A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis com mais de 13 mil empregados. O portfólio de materiais de construção vai além de cimentos e inclui concretos, argamassas e agregados. A companhia também atua nas áreas de insumos agrícolas, gestão de resíduos e coprocessamento. As unidades da Votorantim Cimentos estão estrategicamente próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e presente em nove países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Marrocos, Turquia e Uruguai. Mais informações em www.votorantimcimentos.com.br

Adeus nome FURNAS: Eletrobras (ELET3) completa incorporação de Furnas

Incorporação dá adeus ao nome Furnas que impulsou as indústrias das três maiores cidades do sudeste do país no final dos anos 50

Visão da usina hidrelétrica de Furnas, que dá o nome à empresa - Foto: Reprodução
Visão da usina hidrelétrica de Furnas, que dá o nome à empresa – Foto: Reprodução

A Eletrobras (ELET3) informou que a partir da próxima segunda-feira (1º/7) ocorrerá a incorporação de Furnas Centrais Elétricas. O objetivo da Eletrobras, com a incorporação, é racionalizar e simplificar sua estrutura societária, ao mesmo tempo em que abre espaço para ampliar investimentos nos ativos integrados.

O conselho de administração da companhia confirmou nesta sexta-feira (28), o cumprimento de todas as condicionantes para a incorporação da ex-subsidiária.

Criada em 28 de fevereiro de 1957, Furnas conta com instalações nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Bahia e no Distrito Federal.

A companhia é anterior à constituição da própria Eletrobras, criada pelo governo federal em 1962.

Incorporação de Furnas foi aprovada em janeiro

Os acionistas da Eletrobras aprovaram a incorporação em janeiro deste ano, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

O Conselho de Administração, por sua vez, havia aprovado a realização da Assembleia em novembro do ano passado, quando duas liminares suspenderam a AGE.

Com a decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo pedido da empresa de tornar nulas as liminares, a votação foi realizada após comunicação aos acionistas que compareceram à Assembleia anteriormente suspensa.

Para muitos funcionários e ex-funcionários de Furnas, acabaram com o nome de Furnas, principalmente com a Usina de São José da Barra.

“Furnas havia se tornado a maior empresa de energia da América Latina, sempre lucrativa e com qualidade excepcional nos serviços entregues. Hoje é um dia triste, sepultamento de Furnas, empresa que sempre ajudou a região com projetos sociais. Agora restou apenas Eletrobras que também engoliu a CHESF, ELETROSUL, ELETRONORTE e está nas mãos de banqueiros e acionistas que visam apenas lucro canibalizando a mão de obra e todos os ativos da empresa. Sem investimentos e cobrando dividendos”, citou um funcionário de Furnas.

Ainda de acordo com o trabalhador, infelizmente o povo não soube de como foram assaltados nessa privatização descarada.

“É uma pena a região ter perdido o tempo de reclamar a empresa do povo. Sempre eficiente e lucrativa, apesar de dizerem ao contrário para conseguirem meter a mão. Não precisa ser muito inteligente para ver que algo está errado nas privatizações de setores estratégicos”, finalizou o funcionário.

Empregados da Eletrobras votam por estado de greve em protesto contra Acordo de Trabalho Coletivo

Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os empregados da Eletrobras aprovaram, na noite da segunda-feira (28), a indicação dos sindicatos para que a categoria permaneça em estado de greve até o fim das assembleias que irão votar a realização de uma greve por tempo indeterminado. O protesto se deve à insatisfação da categoria com a proposta da empresa para o Acordo de Trabalho Coletivo (ACT) 2024/25.

“A proposta (da Eletrobras) é considerada como muito ruim pelos dirigentes sindicais. Além de prever redução salarial e demissões para parte dos trabalhadores, a empresa quer mexer em questões sensíveis como plano de saúde e plano de cargos e salários”, afirma o CNE em nota, que espera para hoje a oficialização da proposta da companhia, permitindo assim a declaração da greve.

A Eletrobras propôs em um primeiro momento reduzir em 12,5% os salários abaixo de R$ 16 mil e negociar caso a caso quem ganha acima desse valor.

Em seguida, a empresa reduziu o corte para 10% e, na última e quinta proposta, retirou da mesa de negociação o corte de salários para quem recebe abaixo de R$ 16 mil.

“Tudo isso soa contraditório, uma vez que a Eletrobras acabou de registrar lucro de R$ 4,4 bilhões, distribuiu R$ 1,3 bilhão em dividendos e remunera seus administradores com R$ 83 milhões”, avalia o CNE. “Nas negociações recentes, a direção da Eletrobras só recuou quando os trabalhadores entraram em greve e foram mediar no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Pelo visto, este ano não será diferente”, concluiu.

8 em cada 10 empresários mineiros são impactados pela estação de inverno

Com tíquete médio maior em 8,4%, o consumidor deve investir R$ 266,22 nas compras do período.

8 em cada 10 empresários mineiros são impactados pela estação de inverno – Imagem: Fecomércio MG

A estação do inverno se aproxima e faz com que 8 em cada 10 empresários do seguimento de vestuário e acessórios, tecidos e artigos de cama, mesa e banho, e calçados e artigos de viagem sejam impactados positivamente pelo período, conforme pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG.

O inverno que ocorre no período de 21 de junho e termina em 23 de setembro, impactará mais empresas desses setores frente a 2023, de acordo com a expectativa dos empresários. Atualmente 77,1% dos empresários esperam impacto positivo com o inverno, 12,7 pontos percentuais superior ao último ano, quando o impacto positivo foi de 65,0%.

Os empresários do varejo que são impactados pela data acreditam que as vendas serão melhores ou iguais a última temporada em 60,4%, proporção menos expressiva que em 2023, quando 74,6% dos varejistas esperavam vendas iguais ou melhores que o inverno anterior. Os motivos que levam 6 em cada 10 comerciantes crerem melhora nas vendas são o inverno rigoroso (36,6%), otimismo (32,1%), consumidor está comprando mais (13,0%), diversidade de produtos (10,7%) e esperança (10,7%).

Com as vendas no período de inverno, 40,0% dos empresários esperam um impacto em suas vendas entre 10,1% e 30,0%, já para 24,5% dos pesquisados, o incremento é mais intenso, entre 30,1% e 60,0%.

Para Gilson Machado, economista da Fecomércio MG, o período de inverno é uma excelente oportunidade para o aumento das vendas entre os meses de junho e setembro, já que os consumidores tendem a ir ao comércio para comprar itens para o período que a temperatura fica mais amena no país.

Ainda de acordo com nosso economista “mesmo que as mudanças climáticas façam com que o inverno não seja de temperaturas mais baixas como já foi no passado, o período ainda tem a incidência de sensação térmica mais baixa, costumes estabelecidos e a estação tem o seu charme, o que contribui com as vendas de inverno”. Destaca Machado.

Perfil da venda

No período de inverno o consumidor deve gastar em torno de R$ 266,22, um tíquete médio superior ao mesmo período do último ano em 8,4%, pois em 2023 o gasto médio esperado foi de R$ 245,65. “O tíquete mais elevado mostra que o empresário espera um aumento real no gasto médio do consumidor, a inflação nos últimos 12 meses, maio de 2023 a abril de 2024, é de 3,7%.”, destaca Machado.

A forma de pagamento que mais deve ser utilizada pelo consumidor para realizar as compras é o cartão de crédito parcelado, com 62,8%, seguido do crediário/carnê/caderneta (13,7%) e Pix (8,0%). Os meios de pagamentos utilizados mostraram mudança na proporção em relação ao último ano, no qual o cartão de crédito parcelado foi de 51,6%, Pix de 15,2% e crediário/carnê/caderneta de 10,2%.

“Com o tíquete médio mais elevado para a data, é comum o uso do cartão de crédito parcelado para dissolver o valor em alguns meses e o consumidor não sentir o peso da compra de forma imediata, ao passo que a compra pode impactar outras necessidades caso ocorra de forma imediata”. Destaca Machado.

Com o início do inverno na segunda quinzena de junho, quase a metade dos empresários esperam que o maior movimento dos consumidores vai ocorrer antes do início da estação, marcada para o dia 21 de junho. Há comerciantes que esperam que o período de vendas mais intenso aconteça mais cedo, ainda em maio, e aqueles que esperam que o maior fluxo ocorrerá mais para o fim do período de inverno.

Investimento

A nova estação já está próxima e 77,7% dos lojistas já estão prontos para atender as demandas de inverno em 2024, enquanto 18,8% dos varejistas não estão totalmente preparados, faltando menos de 1 mês para o início da estação. Por outro lado, apenas 1,0% dos empresários manifestaram que não farão aquisições de produtos para atender demandas de inverno para o ano corrente.

O número de pedidos feitos para os fornecedores é igual ou maior para 56,5% dos empresários, refletindo que o sentimento é de que a demanda de itens para o inverno mantenha-se aquecida. Já para 34,2% dos lojistas, foram demandados um menor volume de itens para os fornecedores frente ao último ano.

Os produtos estão mais caros, é o que revela 46,1% dos comerciantes ao adquirir seu estoque junto aos fornecedores, algo já esperado pelo mercado em função do efeito inflacionário. Para 37,8%, os preços praticados pelos fornecedores não sofreram alteração frente ao último ano, enquanto 5,1% dos empresários identificaram que os preços praticados pelos fornecedores estão menores que em 2023.

Ações dos comerciantes

Os comerciantes pretendem impulsionar as vendas no período e adotarão ações para atrair os consumidores para os estabelecimentos, entre as ações mais presentes, destacam-se propagandas e divulgação (48,9%), promoções e liquidações (20,0%), brindes (5,2%), variedade de produtos (4,7%) e atendimento diferenciado (4,1%).

O varejo já está preparado e quase todos os empresários impactados pela estação de inverno realizarão divulgações de produtos para alavancar as vendas. Os meios de divulgações mais presentes foram Instagram (90,2%), WhatsApp (67,9%), Facebook (41,7%).

Uma parte expressiva dos comerciantes impactados pela data irão utilizar de canais on-line para realizar as vendas, 85,3%. Os meios utilizados para realizar as vendas com maior frequência serão, o WhatsApp com 91,7%, o Instagram com 69,9% e site próprio com 9,1%.

Para Machado, “o varejo vem se transformando, os empresários estão cada vez mais antenados nas necessidades do mercado para atender o público, os comerciantes estão adotando ações, estão mais presentes nas redes sociais e há uma crescente na realização de vendas on-line”.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais integra o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac em Minas e Sindicatos Empresariais que tem como presidente o empresário Nadim Donato. A Fecomércio MG é a maior representante do setor terciário no estado, atuando em prol de mais de 740 mil empresas mineiras. Em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG atua junto às esferas pública e privada para defender os interesses do setor de Bens, Serviços e Turismo a fim de requisitar melhores condições tributárias, celebrar convenções coletivas de trabalho, disponibilizar benefícios visando o desenvolvimento do comércio no estado e muito mais.

Há 85 anos fortalecendo e defendendo o setor, beneficiando e transformando a vida dos cidadãos.

Compulsão por jogos de aposta on-line afeta a vida familiar e profissional do viciado

Compulsão por jogos de aposta on-line afeta a vida familiar e profissional do viciado – Foto: Reprodução/Internet

Empresas manifestam o elevado número de empréstimo pessoal e adiantamentos de salários, por colaboradores endividados pelo vício em diversos “joguinhos on-line”. A grande maioria, uma espécie de jogo caça níquel que vem sendo amplamente divulgado por influenciadores e artistas. Um verdadeiro sinalizador de compulsão por jogo que envolve vários aspectos: as perdas consideráveis, a instabilidade financeira, além de outras questões como o enriquecimento ilícito por parte dos organizadores, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, entre outros

Já pelo ponto de vista da saúde mental, o drama é ainda maior. A compulsão desenfreada e o estrago psicológico na mente do indivíduo. Tudo isso nos leva a refletir sobre como nosso cérebro se comporta diante desse tipo de vício e o que pode ser feito para não cair nessas armadilhas ilusórias.

O primeiro ponto que deve ser analisado é a facilidade que os indivíduos possuem de criar expectativas. Criamos expectativas em relação ao outro e em relação a nossas conquistas futuras. O grande problema é que nem tudo é previsível. Acreditamos em tudo que vemos. E é exatamente esse o nosso maior ponto nevrálgico: sofremos por não controlar tudo. Quando algo foge ao nosso controle, entramos em estado de desequilíbrio que afeta tanto o comportamento, quanto o emocional. Isso porque a necessidade em ter o controle das situações nas mãos é um sentimento intrínseco de nossa espécie.

Tudo o que é externo e nos foge ao controle, gera insegurança e medo e nos faz sentir vulneráveis. E no caso em questão, estamos falando de uma situação de perda, muitas vezes perda de somas consideráveis. Fato é que, ninguém joga e investe para perder, e quando isso ocorre entra em cena sensações incômodas como: a impotência, o fracasso e a culpa.

Emocionalmente falando, o indivíduo que perde suas economias e se frustra com o resultado negativo, se vê angustiado ao ponto de não conseguir sentir-se em paz, o que gera transtornos emocionais relevantes, como perda de sono, perda de apetite, estresse generalizado, ansiedade, tristeza profunda, depressão e até síndrome do pânico.

Emoções que retroalimentam o estresse, levando-o a vivenciar sensações de cabeça pesada, irritabilidade, alterações de humor, entre outros gatilhos que justificam a desestruturação mental, em função da compulsão por jogatinas. Um outro fator bem relevante de todo esse processo é o sentimento de culpa. Uma culpa que distorce a realidade dos fatos e acelera o complexo de inferioridade e a baixa autoestima.

O que pode estimular, através de atitudes desesperadoras, a busca da falsa ilusão do alívio e do auto perdão. Visto que, essa impotência também pode estar ligada a vergonha de se expor e mostrar sua fragilidade para parentes e amigos próximos.

Portanto, a compulsão precisa ser estudada para compreender qual gatilho desencadeia todo o processo. Se não tratado a tempo, essas questões podem levar a consequências mais desastrosas como o envolvimento em outros vícios como cigarro, álcool, comida e drogas ilícitas, na tentativa de descontar a frustração em excessos.

E por fim, na perda do emprego, diante do descontrole financeiro. A solução não é se culpar e se esconder. Não adianta fugir dos problemas. Devemos encarar de frente para conseguir perceber sua dimensão e desta maneira, verificar de que forma poderão ser solucionados. Jogos de azar, não farão milagre financeiro na vida de ninguém.

É puro marketing e enganação. Muitas pessoas caem nas garras da ilusão dos ganhos fáceis e no prazer provocado pela compulsão do jogo e da competição.

Enfim, a dependência pode afetar qualquer um. É preciso entender a natureza do vício para modificar o padrão. Já que, muitos dependentes perdem a condição até mesmo de tomar atitudes próprias, agindo de forma negativa, necessitando de apoio e compreensão para sua reabilitação. O vício em jogos pode surgir de forma inesperada na vida de uma pessoa, porém é totalmente possível vencer e se livrar do abismo financeiro instalado.

Escrito por Dra. Andrea Ladislau / Psicanalista

Andrea Ladislau é doutora em Psicanalise Contemporânea, Neuropsicóloga. Graduada em Letras – Português/ Inglês, Pós graduada em Psicopedagogia e Inclusão Digital, Administração de Empresas Administração Hospitalar. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro: Instagram: @dra.andrealadislau

Eletrobras abre processo seletivo para 105 vagas no Brasil

As vagas do processo seletivo da Eletrobras estão distribuídas por todas as regiões do país, com vagas para candidatos dos níveis médio e superior

Eletrobras abre processo seletivo para 105 vagas no Brasil - Foto: Eletrobras Furnas - São José da Barra/MG
Eletrobras abre processo seletivo para 105 vagas no Brasil – Foto: Eletrobras Furnas – São José da Barra/MG

A Eletrobras está com diversos processos seletivos abertos para 105 vagas de emprego em diversas áreas, com atuação nas subsidiárias CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas. As oportunidades do processo seletivo da Eletrobras estão distribuídas por todas as regiões do Brasil e os cargos são para profissionais dos níveis médio/técnico e superior.

Há vagas no processo seletivo para profissionais das áreas de Eletrotécnica, Eletrônica, Telecomunicações, Mecânica, Química, Edificações, Agrimensura, Técnico cível, Técnico de Manutenção entre outras. Vale destacar que as contratações serão para áreas operacionais, de manutenção e operação, com posições efetivas e feitas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A empresa oferece aos aprovados no processo seletivo da Eletrobras um pacote de benefícios que inclui vale-transporte, auxílio-alimentação/refeição, previdência complementar, plano de saúde, plano odontológico e auxílio-creche e pré-escola (até seis anos para dependentes). A empresa também possui programas de desenvolvimento interno, como a Universidade Corporativa.

Como participar do processo seletivo da Eletrobras?

Os interessados em participar do processo seletivo da Eletrobras devem acessar a página de recrutamento da empresa e cadastrar currículo na vaga pretendida. O período de inscrições varia conforme cada cargo e a quantidade de postos abertos pode sofrer alterações de acordo com o preenchimento das vagas.

Também é importante destacar que a Eletrobras foi privatizada em 2022 e, por esse motivo, a companhia não realiza mais concursos públicos. Desde então, as seleções devem ser feitas nos moldes de uma empresa privada, com vagas celetistas. De acordo com a empresa, esta nova forma de recrutamento possibilita ainda mais a participação ativa da Eletrobras em contratações pautadas pela diversidade, reforçando seu comprometimento com a sociedade do futuro.

Link para inscrições: https://eletrobraspage.gupy.io/

Diretor do DER afirma investimentos na rodovia que liga Itaú de Minas, Cássia e Capetinga até a divisa de São Paulo

Diretor do DER afirma investimentos na rodovia que liga Itaú de Minas, Cássia e Capetinga até a divisa de São Paulo - Foto: Reprodução/Internet
Diretor do DER afirma investimentos na rodovia que liga Itaú de Minas, Cássia e Capetinga até a divisa de São Paulo – Foto: Reprodução/Internet

Nesta terça-feira (12) o Deputado Estadual, Antônio Carlos Arantes (PL), reuniu novamente com o Dr. Rodrigo, diretor-geral do DER, para discutir a situação da rodovia de Itaú de Minas até a divisa com São Paulo, passando por Cássia, a MG-344 e a MG-444, que passa por Itaú de Minas, Cássia, Capetinga até a divisa com São Paulo. A MG-444, por ser mais complexa, será objeto de licitação até o final de abril.

“Já concluímos o projeto de restauração e estamos desenvolvendo um novo projeto para aumentar a capacidade, incluindo a construção de uma terceira faixa principalmente no trecho da Serra de Capetinga. Nossa expectativa é lançar o edital de licitação até o final de abril. Quanto à MG-344, faremos um trabalhos de manutenção, priorizando a obra assim que tivermos orçamento disponível”, afirmou o Dr. Rodrigo.

Arantes informou que está recebendo muitas demandas do prefeito de Cássia, Reminho, do César de Capetinga, dos vereadores, do prefeito Norival de Itaú de Minas, do vice-prefeito Matheuzinho, bem como de vereadores do município e de diversos caminhoneiros.

BR-146: Rodovia vai ter desvio temporário de tráfego em Muzambinho

Alteração passa a valer neste domingo (11). Comunicado foi feito pela EPR Vias do Café, empresa que administra o trecho da rodovia.

BR-146: Rodovia vai ter desvio temporário de tráfego em Muzambinho: Imagem: EPR Vias do Café

A BR-146 vai ter mudança no tráfego de veículos a partir deste domingo (11) em Muzambinho (MG). Conforme a EPR Vias do Café, empresa que administra o trecho, haverá um desvio temporário por conta das obras do pedágio que é construído na região.

Conforme a concessionária, o fluxo de veículos será desviado para a esquerda no sentido crescente da rodovia e para a direita no sentido decrescente da rodovia.

Segundo a empresa, a intervenção é necessária para garantir a segurança dos usuários e trabalhadores devido a movimentação de máquinas pesadas no local da construção da praça de pedágio, no km 453 e tem previsão de duração de aproximadamente 90 dias.

A concessionária informou, ainda, que haverá eventuais operações pare e siga no local por conta das obras.

A empresa destaca também que, em locais onde há obras, a velocidade permitida da via é reduzida para 40km/h. A concessionária salientou que a rodovia estará devidamente sinalizada com placas indicando o desvio e manobras a serem realizadas pelos motoristas, além da velocidade.

Jornal Folha Regional
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