Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Lula e Zema travam disputa por legado do Hospital Universitário de Divinópolis

Lula e Zema travam disputa por legado do Hospital Universitário de Divinópolis – Foto: reprodução

A inauguração oficial do Hospital Universitário de Divinópolis, realizada nesta sexta-feira (19), transformou-se em mais um capítulo da disputa política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo).

Enquanto Lula esteve na cidade do Centro-Oeste mineiro para participar da cerimônia de entrega da unidade de saúde, Zema contestou o protagonismo do governo federal e afirmou que o hospital já havia sido entregue à população meses antes, durante sua gestão à frente do estado.

Em manifestação pública, o ex-governador destacou investimentos realizados pelo Governo de Minas para viabilizar a conclusão do empreendimento.

“Por que não falam que retomamos as obras de todos os Hospitais Regionais de Minas Gerais, que estavam paradas desde o governo do próprio PT? Inclusive, alguns deles já foram inaugurados. Agora, vão a Divinópolis inaugurar aquilo que nós já entregamos em fevereiro deste ano. Vale lembrar que investimos R$ 134 milhões para a conclusão do Hospital Regional de Divinópolis — sendo R$ 49 milhões destinados às obras e R$ 85 milhões para aquisição de equipamentos, mobiliário hospitalar e adequações necessárias para o pleno funcionamento da unidade”, afirmou Zema.

Além dos recursos destinados à estrutura e aos equipamentos, o ex-governador também ressaltou a transferência do imóvel para a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), medida que, segundo ele, foi decisiva para garantir o funcionamento da unidade.

“O ex-governador ainda diz que sua gestão doou à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) o imóvel do Hospital Regional de Divinópolis, avaliado em R$ 184 milhões, com ‘a finalidade exclusiva de garantir o funcionamento do hospital’. ‘Então, é muito fácil o presidente Lula participar de um evento tentando passar a impressão de que trabalhou pela conclusão do Hospital Regional de Divinópolis’, provoca.”

A discussão em torno da autoria da entrega do hospital não é inédita. Antes mesmo da agenda presidencial desta sexta-feira, a unidade já havia sido alvo de divergências políticas envolvendo o Governo de Minas e a deputada estadual Lohana França (PV).

Uma das principais articuladoras das ações relacionadas ao hospital, a parlamentar criticou o Executivo estadual por, segundo ela, minimizar sua participação no processo de implantação da unidade. Na ocasião da primeira cerimônia de entrega do hospital, Lohana afirmou ter sido excluída do evento e relatou que não recebeu convite para participar da solenidade.

Rodrigo Pacheco anuncia saída da política e descarta candidatura ao governo de Minas em 2026

Pacheco confirma que não disputará governo de MG e diz que vai encerrar carreira política – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco confirmou publicamente, na última sexta-feira (29), que não participará da disputa pelo Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Durante um evento realizado em São Paulo, o parlamentar também revelou que pretende encerrar sua trajetória política ao término do atual mandato no Senado, previsto para 2027.

A declaração foi feita após sua participação em um painel sobre tecnologia promovido pelo grupo empresarial Lide. Ao conversar com jornalistas, o ex-presidente do Senado afirmou que sua decisão é definitiva e afastou qualquer possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes ou assumir futuramente uma vaga em tribunais superiores.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

O posicionamento ocorre pouco mais de uma semana após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo mineiro. Nos bastidores, a manifestação foi interpretada como um indicativo de que o partido não conseguiu viabilizar uma aliança que permitisse ao senador disputar o cargo com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo dos últimos meses, o nome de Pacheco vinha sendo apontado por integrantes do governo federal e do PT como uma das principais alternativas para representar o grupo político de Lula na corrida pelo comando de Minas Gerais. O estado é considerado estratégico no cenário eleitoral nacional devido ao peso de seu eleitorado.

Embora nunca tenha oficializado uma pré-candidatura, o senador admitiu anteriormente que manteve conversas com lideranças petistas sobre a possibilidade. Em abril, ele deixou o Partido Social Democrático e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento que ampliou as especulações sobre uma eventual candidatura ao governo estadual.

Ao comentar sua trajetória, Pacheco destacou os cargos que ocupou ao longo dos últimos 12 anos de vida pública.

“Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de rever a decisão no futuro ou de ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o senador negou as duas hipóteses.

“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Ainda na sexta-feira, o Lide promoveu um segundo encontro que reuniu autoridades e lideranças políticas, entre elas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o vice-governador paulista Felício Ramuth, o ex-presidente Michel Temer e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

Durante coletiva de imprensa, Baleia Rossi lamentou a decisão do senador de deixar a vida política e aproveitou para defender uma aproximação em torno da candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas Gerais.

“Eu lamento que ele esteja colocando um ponto final, como ele mesmo falou, na vida pública. Claro que vai continuar contribuindo para os grandes debates e que, se de alguma forma a gente puder dialogar para que haja uma convergência em torno do apoio a Gabriel Azevedo, isso seria muito importante para nós, pela relevância de sua liderança”, afirmou Baleia.

Vereadores mineiros são investigados por suposto uso irregular de diárias; Justiça determina avanço do processo

Segundo o MP, foram gastos cerca de R$ 217 mil em diárias de forma irregular, com relatórios que apresentavam apenas declarações

Vereadores mineiros são investigados por suposto uso irregular de diárias; Justiça determina avanço do processo – Foto: reprodução

A Justiça estadual autorizou, na última quarta-feira (8), a produção de provas em um processo investiga supostas irregularidades no pagamento de diárias a vereadores e servidores da Câmara Municipal de Delta, no Triângulo Mineiro, entre 2013 e 2014. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acusa os réus de terem recebido valores sem comprovação do interesse público nas viagens, o que configuraria atos de improbidade administrativa e prejuízo ao erário municipal.

A decisão foi assinada pela juíza Beatriz Auxiliadora Rezende Machado, da 2ª Vara Cível de Uberaba, responsável pelo caso que reúne 13 acusados, entre eles parlamentares e servidores da Câmara à época. Segundo o Ministério Público, foram gastos cerca de R$ 217 mil em diárias de forma irregular, com relatórios que apresentavam apenas declarações de visitas a gabinetes de deputados estaduais, sem registros de atividades oficiais.

A investigação teve início a partir de denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público. A ação também questiona a legalidade de uma resolução que transferiu para o presidente da Câmara a competência exclusiva para autorizar os pagamentos, sem necessidade de apreciação pelo plenário e sem estabelecer critérios de controle.

O Ministério Público pede que os acusados sejam condenados ao ressarcimento integral dos valores considerados indevidos, à perda de função pública, suspensão dos direitos políticos por até 10 anos e pagamento de multa civil.

Os réus alegam que as viagens tinham finalidade pública e que todas as contas foram aprovadas dentro das normas da Câmara. Também descartam dolo ou enriquecimento ilícito.

Um dos réus, o ex-vereador Carlos Roberto de Souza, firmou acordo de não persecução cível, comprometendo-se a devolver R$ 21,9 mil ao município e pagar multa de R$ 3,1 mil, totalizando R$ 25 mil em 40 parcelas. O acordo foi homologado e suspendeu o processo em relação a ele.

Na decisão, a juíza rejeitou o argumento de que vereadores não poderiam ser enquadrados na Lei de Improbidade Administrativa. Segundo ela, o Supremo Tribunal Federal já definiu que agentes políticos podem responder nesse tipo de ação.

O Ministério Público pediu a oitiva de uma ex-assessora parlamentar da Câmara e o depoimento do ex-controlador interno. A magistrada autorizou as provas orais, por entender que podem esclarecer se as viagens ocorreram e se houve interesse público.

As partes terão 15 dias para apresentar seus rol de testemunhas. Caso não haja manifestação, o processo seguirá para alegações finais.

Réus do processo

Adilson José de Rezende, Adriana Maria Morais de Freitas, Carlos Roberto de Souza, Carlos Roberto dos Santos, Fábio Antônio da Silva, Jaimes William Fontes Dias, José Renato Elias, Júlio César Gonçalves, Luís Humberto Zanuto Junior, Raimundo Rodrigues Pereira, Marcos Roberto Estevam, Paulo Henrique Camilo dos Reis, Ricardo César Evangelista e Rodrigo Juliano Vantuil.

Deputado Federal Lafayette Andrada deixa REPUBLICANOS e filia ao PL

Deputado Federal Lafayette Andrada deixa REPUBLICANOS e filia ao PL – Foto: reprodução

O movimento do Partido Liberal (PL) em Minas Gerais ganhou ainda mais força com a filiação do deputado federal Lafayette Andrada, um nome experiente e de tradição política no estado.

Lafayette vem de uma família com forte atuação na política mineira e nacional, sendo filho do ex-deputado Bonifácio Andrada. Ao longo de sua trajetória, construiu uma imagem ligada ao conservadorismo, à defesa de pautas municipalistas e ao fortalecimento do legislativo.

Sua saída do Republicanos e ingresso no PL reforçam a estratégia da sigla, que em Minas é liderada pelo deputado Nikolas Ferreira, de atrair parlamentares com mandato e densidade eleitoral.

Mesmo tendo transferido seu domicílio eleitoral para Belo Horizonte, Lafayette mantém forte base em Juiz de Fora, onde historicamente concentra parte significativa de seus votos.

A chegada de Lafayette Andrada ao PL sinaliza não apenas um crescimento quantitativo da legenda, mas também um reforço qualitativo, ao incorporar um parlamentar com experiência, articulação e tradição política — fatores que podem pesar nas disputas eleitorais e na formação de alianças em Minas Gerais.

“Essa decisão é uma construção”: prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, anuncia pré-candidatura a deputado federal

“Essa decisão é uma construção”: prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, anuncia pré-candidatura a deputado federal – Foto: redes sociais

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva, conhecido como Cristiano Gerardão (PL), anunciou oficialmente que é pré-candidato a deputado federal nas próximas eleições. Para viabilizar a candidatura, ele deixará o comando do Executivo municipal no dia 2 de abril, quando formalizará sua renúncia.

Até lá, o chefe do Executivo seguirá à frente da administração, cumprindo agendas institucionais e finalizando compromissos de governo. Com a saída, o vice-prefeito Jaime Leonel assumirá a Prefeitura de forma definitiva.

A decisão marca o início de um novo ciclo político para Cristiano, que busca levar para o cenário nacional a experiência acumulada ao longo de mais de cinco anos à frente de uma das cidades turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Decisão baseada em propósito e construída ao longo do tempo

Ao comentar a motivação para deixar a Prefeitura e disputar uma vaga em Brasília, Cristiano Gerardão afirmou que sua trajetória política é guiada por um propósito que vai além de realizações administrativas.

“O que me motiva a estar na política é um propósito, não é nem mais o meu propósito, é o propósito que Deus tem pra minha vida. […] para mim o que mais importa é colocar placa no coração das pessoas, ou seja, desenvolver política pública que realmente melhore e atinja a vida das pessoas. E foi o que nós fizemos em Capitólio”.

Segundo ele, a decisão não surgiu de forma repentina, mas foi construída ao longo de sua experiência na vida pública, com base em articulações e aprendizados acumulados durante sua gestão.

“Essa decisão é uma construção, ao longo desses cinco anos e três meses. É uma decisão que não se toma do dia pra noite”.

O prefeito também destacou a importância das relações institucionais firmadas durante o mandato, tanto em nível estadual quanto federal, como fator determinante para a nova etapa.

Experiência em Capitólio e fortalecimento do turismo

Durante sua gestão, Capitólio consolidou-se como um dos principais destinos turísticos do Brasil, especialmente após enfrentar momentos desafiadores, como a pandemia e o acidente envolvendo o desabamento de rochas no Lago de Furnas.

Cristiano atribui a retomada do crescimento turístico a um conjunto de ações estratégicas, incluindo o fortalecimento da marca da cidade e a qualificação do setor.

“Minha intenção como pré-candidato a deputado federal, é desenvolver projetos para cidades turísticas de Minas Gerais e a gente conseguir alavancar cada vez mais o nosso turismo”.

Ele destacou ainda a parceria com o Sebrae e o engajamento da iniciativa privada como fatores fundamentais para a recuperação e expansão do turismo local, com investimentos nos setores hoteleiro, gastronômico e de serviços.

Turismo como principal bandeira, sem limitar atuação

Cristiano Gerardão afirma que o turismo será sua principal bandeira política, mas ressalta que sua atuação não se limitará a esse setor. Ele pretende integrar políticas públicas em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico.

“A minha bandeira política é o turismo. […] E eu tenho projetos no turismo, na saúde, no agronegócio”.

Entre os exemplos citados, estão iniciativas voltadas à agricultura familiar, incentivo ao turismo rural e programas sociais, como a Casa Rosa, voltada ao acolhimento de mulheres em tratamento oncológico.

“Meu intuito é estar levando esse projeto da Casa Rosa para outras cidades […] para poder abraçar, acolher, atender as mulheres”.

Propostas para o Congresso: turismo, economia e apoio aos municípios

Caso eleito, o pré-candidato pretende defender no Congresso Nacional propostas que ampliem o acesso a recursos e incentivem o desenvolvimento do turismo nas cidades do interior.

Entre as ideias apresentadas, está a flexibilização do uso de recursos vinculados, permitindo que municípios possam direcioná-los para ações de fomento ao turismo.

“Um dos projetos que eu vejo que seria de grande valia, é em relação às verbas e recursos vinculados […] por que não utilizar no turismo?”.

Além disso, Cristiano defende o fortalecimento do chamado “trade turístico”, com políticas que beneficiem empresários e trabalhadores do setor.

Outro eixo central de sua atuação será o municipalismo, com foco na descentralização de recursos e no fortalecimento das prefeituras.

“Setenta por cento dos impostos arrecadados ficam em Brasília […] então nós precisamos ter deputados que tenham tido a experiência e a vivência como gestores públicos municipais”.

Desafios estruturais e defesa de investimentos em logística

O pré-candidato também apontou entraves estruturais que, segundo ele, limitam o crescimento do turismo no Brasil, especialmente em cidades do interior. Entre os principais desafios, destacou a deficiência logística.

“Nós precisamos desenvolver a logística do nosso país […] para que nós possamos internacionalizar as cidades do interior”.

Cristiano defende a criação de um plano estratégico para Minas Gerais, com investimentos em infraestrutura viária e, principalmente, na ampliação da malha aérea regional, facilitando o acesso a destinos turísticos.

Compromisso com o desenvolvimento regional

Na reta final da entrevista, Cristiano Gerardão reforçou que sua pré-candidatura está alinhada ao objetivo de promover o desenvolvimento econômico regional, com geração de renda e oportunidades.

“Me coloco aqui como pré-candidato a deputado federal do Lago de Furnas, da Serra da Canastra, da nossa Minas Gerais, levando como bandeira principal o nosso turismo”.

“Estou muito focado na nossa região”: prefeito de Passos, Diego Oliveira, projeta atuação se confirmado candidato a deputado estadual

“Estou muito focado na nossa região”: prefeito de Passos, Diego Oliveira, projeta atuação se confirmado candidato a deputado estadual – Foto: arquivo pessoal

O prefeito de Passos (MG), Diego Oliveira, anunciou que deixará oficialmente o cargo no próximo dia 31 de março para disputar uma vaga como deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). A decisão marca a transição de uma gestão municipal consolidada para um novo desafio no cenário político mineiro.

Até a data do desligamento, Diego seguirá à frente da Prefeitura, cumprindo sua agenda administrativa e assegurando uma transição organizada. A posse do vice-prefeito Maurício Antônio da Silva será formalizada em solenidade na Câmara Municipal, em reunião solene presidida pelo Presidente Plinio Andrade.

A pré-candidatura surge em um momento em que o prefeito destaca os resultados alcançados em Passos como base para avançar politicamente e ampliar sua atuação.

‘’Eu acredito muito em política de resultado. E o que nós fizemos em Passos foi, de fato, uma transformação. Nunca se fez tanto por uma cidade, nunca se fez tantas obras de infraestrutura, nunca se criou tantas oportunidades para a cidade como foi criado na nossa gestão. Então, o que me credencia e o que faz a gente avançar mais é justamente isso. Eu não posso concorrer novamente para prefeito. Então, com base nisso e diante de todos os resultados que obtivemos aqui na gestão municipal, eu acredito que tô credenciado para dar esse passo maior’’.

Experiência como base para novos desafios

Com foco na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Diego Oliveira pretende levar propostas voltadas à desburocratização e à atração de investimentos — pontos que, segundo ele, já demonstraram resultados concretos no município.

‘’Eu vejo que algo que deu muito certo aqui na cidade de Passos, que penso que vai ser uma plataforma pra mim, é justamente a desburocratização do Estado e principalmente a questão da atração de investimentos. […] Esse é meu intuito. A minha grande plataforma é isso, trabalhar em prol dos mineiros, fazendo com que o Estado seja mais leve e gerando oportunidades pro povo’’.

A proposta é ampliar para o âmbito estadual práticas que contribuam para o crescimento econômico e geração de empregos, especialmente em regiões que dependem de maior apoio estrutural.

Representatividade regional

Conhecedor das demandas locais, Diego afirma que pretende manter forte atuação no Sudoeste e Sul de Minas, reforçando a importância de representantes que tenham vivência direta com a realidade dos municípios.

‘’A partir do momento que você se torna um deputado estadual, você tem o dever e missão de cuidar de todo o Estado. Mas eu estou muito focado na nossa região, do Sudoeste mineiro, uma parte do Sul de Minas, até mesmo por saber e viver as demandas locais aqui. […] Então vou tá muito focado no Sudoeste de Minas e uma parte do Sul de Minas’’.

Nesse contexto, a pré-candidatura ganha relevância ao se apresentar como uma opção alinhada às necessidades regionais, especialmente para cidades de médio e pequeno porte.

Atuação voltada à população

O pré-candidato também ressalta que sua atuação será guiada pelos interesses da população, com atenção especial à educação — área em que afirma ter promovido avanços durante sua gestão.

‘’É muito meu perfil estar do lado do povo. Eu acho que quem nos coloca no poder é o povo, todo poder emana do povo, e a gente não pode se pautar por grupos políticos. Temos que nos pautar por aquilo que tem que ser feito, principalmente lutar pela nossa população, estar do lado do povo, é uma coisa que eu tenho comigo. […] Então essa experiência que eu tive por Passos, de fazer uma das melhores gestão em educação do estado de Minas Gerais, eu quero levar para Assembleia, esse modelo para a gente aplicar na educação do Estado’’.

Uma candidatura baseada em resultados

Com a experiência administrativa e os projetos realizados em Passos, Diego Oliveira se apresenta ao partido como um nome que busca levar ao Legislativo estadual uma atuação prática e orientada por resultados.

‘’O grande diferencial dessa minha pré-candidatura e futura, se Deus quiser, candidatura, é justamente os resultados que a gente tem pra mostrar. […] Então o diferencial é ter o que mostrar, os resultados que nós obtivemos através de muito trabalho. Não vai ser falácia. ‘Ah, eu não…’,nós já fizemos. Eu, enquanto político, tenho o que mostrar. Então o grande diferencial são os resultados obtidos e é isso que vai fazer a diferença nas urnas, se Deus quiser’’.

Ao entrar na disputa interna do partido, Diego Oliveira passa a integrar o cenário eleitoral como uma alternativa que combina experiência administrativa, foco regional e propostas voltadas ao desenvolvimento — fatores que tendem a influenciar o eleitor na escolha de seus representantes para a Assembleia Legislativa.

Mateus Simões toma posse como governador de Minas Gerais

Mateus Simões toma posse como governador de Minas Gerais – Foto: Cristiano Machado

Mateus Simões, do PSD, é oficialmente o novo governador de Minas Gerais. Ele tomou posse no último domingo (22), em solenidade no Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa (ALMG), em Belo Horizonte. No discurso de assunção ao cargo, ele anunciou que, a partir de quinta-feira (26), fará um périplo pelo interior, transferindo provisoriamente, a cidades-polo de cada região, a capital do estado.

Simões substitui Romeu Zema (Novo), que renunciou à chefia do Executivo para cumprir a regra de desincompatibilização estipulada pela Justiça Eleitoral. Zema é pré-candidato à Presidência da República e, para manter de pé a pretensão de concorrer ao cargo, teve de se afastar das funções em Minas.

Ao anunciar a ideia de instituir capitais transitórias, Simões afirmou que pretende visitar os municípios ao lado de deputados estaduais de cada região.

“Faço questão de rodar as 16 regionais acompanhado sempre dos senhores (os parlamentares, presentes à solenidade de posse). Mas quero fazer mais do que visitar: transferirei, a partir do dia 26, a sede administrativa e a capital do estado para cada uma dessas regiões, em um reconhecimento de que Belo Horizonte é a nossa capital, mas que Minas Gerais é muito grande para ser compreendida à distância”, falou.

O presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), declarou Simões empossado no cargo exatamente  às 10h30. O pessedista é pré-candidato à reeleição.

No discurso de posse, Simões afirmou que mesmo com a chegada à chefia do Executivo, sua rotina “mudará pouco”. Segundo ele, isso se deve ao fato de compor o governo desde março de 2020, quando foi nomeado chefe da Secretaria-Geral, que tem a tarefa de coordenar as demais pastas — prerrogativa, aliás, que será repassada à Casa Civil.

Ritos

Mateus Simões chegou ao plenário da Assembleia por volta das 10h20. Antes, foi recepcionado, na entrada da Casa, por um corredor de honra dos Dragões da Inconfidência, grupamento especial da Polícia Militar. Posteriormente, percorreu as dependências do Legislativo ao lado de uma comitiva de deputados estaduais.

Já no plenário, Simões entregou a sua declaração de bens ao primeiro secretário do Parlamento, Gustavo Santana (PL), e prestou o compromisso constitucional.

A solenidade de posse de Simões foi acompanhada por autoridades como o presidente do Tribunal de Justiça (TJMG), o desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior, o procurador-geral do Ministério Público (MPMG), Paulo de Tarso, a chefe da Defensoria Pública (DPMG), Raquel da Costa Dias, o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), desembargador Vallisney de Oliveira, e o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Juliano Lopes (Podemos).

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também compareceu à cerimônia, assim como o ex-governador Eduardo Azeredo.

Perfil

Mateus Simões tem 45 anos. Nascido em Gurupi, no Tocantins, começou a carreira política eletiva em 2017, quando assumiu mandato de vereador de Belo Horizonte. Em 2020, se licenciou do cargo para assumir a Secretaria-Geral de Minas.

Em 2022, foi eleito vice-governador na chapa de Zema. No ano passado, deixou o Novo e migrou para o PSD. Advogado de de formação, é servidor concursado da Assembleia

Zema oficializa renúncia ao governo de Minas a partir de domingo

Zema oficializa renúncia ao governo de Minas a partir de domingo – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador Romeu Zema (Novo) enviou ofício à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na última quarta-feira (18) confirmando a renúncia ao cargo a partir do próximo domingo, 22 de março. A correspondência do Palácio Tiradentes foi apresentada à Casa, durante reunião de Plenário, pela deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB).

A saída de Zema se dará em cerimônias na Assembleia e no Palácio Tiradentes, na manhã do próximo domingo, quando ele transmitirá o cargo ao vice e pré-candidato à sucessão, Mateus Simões (PSD). Zema, a partir da renúncia, se dedicará aos compromissos de pré-campanha à Presidência da República.

Já Simões, mesmo que empossado para uma espécie de ‘mandato-tampão’, terá acesso a uma cerimônia com os mesmos ritos tradicionais à chegada de um novo chefe do Executivo a cada quatro anos na ALMG. De acordo com a Casa, a sessão solene será realizada no Plenário da Assembleia, a partir das 10h. A cerimônia será conduzida pelo presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB) e os convidados terão acesso ao Legislativo a partir das 9h.

Foram convidados deputadas e deputados estaduais e federais, senadores, representantes do Executivo estadual e representantes do Poder Judiciário, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Defensoria Pública, Prefeitura e Câmara Municipal de Belo Horizonte, além de outras autoridades.

Simões chegará à ALMG pelo Hall das Bandeiras e passará por um corredor formado pelos Dragões da Inconfidência – grupamento de honra da Polícia Militar. Logo após, ele será recebido por uma comitiva de deputados estaduais na porta do Salão Nobre. A cerimônia no Plenário se dará com a execução dos ritos protocolares previstos para a solenidade de posse.

Durante o ato, Simões entregará sua declaração de bens à Casa, requisito para a posse. Depois, fará a leitura do compromisso constitucional e assinará o termo de posse. Caberá a Tadeu Leite, ler a declaração de posse e entregar a Mateus Simões exemplares das Constituições Federal e Estadual. Depois, o governador empossado fará pronunciamento no Plenário, que será seguido também por uma fala do presidente da ALMG. 

Despedida de Zema 

Após a cerimônia na ALMG, Mateus Simões seguirá para o Palácio da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, para a cerimônia de transmissão de cargo. Inicialmente, havia o desejo de realizar parte da cerimônia na Praça da Liberdade, mas avaliações internas decidiram pela concentração dos protocolos apenas no interior da antiga sede do gabinete do governador. 

No Palácio, onde haverá um coquetel para convidados, Zema entregará a Simões o Colar da Inconfidência e fará um pronunciamento que marcará a despedida para se dedicar às eleições presidenciais. Há previsão de uma entrevista coletiva de Simões durante o coquetel no Palácio da Liberdade.

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência, descarta aliança com outros partidos e cita investimentos no Sul de MG

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência, descarta aliança com outros partidos e cita investimentos no Sul de MG – Foto: Flávio Tavares

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (16) que pretende manter sua pré-candidatura à Presidência da República até o fim do processo eleitoral. Ele também descartou qualquer possibilidade de aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional, negando articulações nesse sentido.

Segundo o governador, não houve convite formal — nem há expectativa de que aconteça — para compor alianças, já que sua decisão é seguir com a candidatura própria até o final. Zema reforçou que se considera um nome diferente no cenário político nacional por não ter trajetória tradicional na política, defendendo que o país precisa de renovação.

Na avaliação dele, o atual sistema político brasileiro carece de mudanças estruturais e enfrenta dificuldades justamente por ser composto, em grande parte, por figuras já inseridas nesse meio. Para o governador, quem está habituado à política tende a relativizar práticas que ele considera inadequadas, enquanto alguém de fora teria mais disposição para provocar mudanças.

Durante a agenda, Zema também destacou que pretende adotar uma postura incisiva ao longo da campanha, com o objetivo de expor temas que, segundo ele, não recebem apoio da maioria dos políticos. Entre as críticas, citou os gastos com o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral, que somam bilhões de reais por ano. Na visão do governador, esses recursos acabam favorecendo a permanência de candidatos já estabelecidos, em vez de promover renovação. Ele ainda criticou o cenário envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a situação como inadequada.

Mesmo com desempenho ainda modesto nas pesquisas eleitorais — cerca de 3% das intenções de voto, segundo levantamento recente —, Zema afirmou que não pretende recuar. Ele relembrou a própria eleição ao governo de Minas, em 2018, quando saiu de índices baixos nas pesquisas e terminou o primeiro turno na liderança, como exemplo de que o cenário eleitoral pode mudar rapidamente.

Embora rejeite alianças neste momento, o governador reconheceu afinidade com pautas da direita. Ele indicou que, caso não avance para o segundo turno, deverá apoiar um candidato desse campo político contra o Partido dos Trabalhadores (PT), citando temas como valorização da família e maior investimento federal em segurança pública.

No âmbito administrativo, Zema confirmou que transmitirá o cargo de governador ao vice, Mateus Simões (PSD), no próximo domingo (22). A cerimônia será realizada no Palácio da Liberdade, na capital mineira.

Pautas do Sul de Minas

Durante a visita, o governador também abordou temas de interesse regional no Sul de Minas. Em relação à obra da rodovia MG-167, entre Varginha e Três Pontas, ele afirmou que os recursos já estão garantidos, mas o andamento tem sido prejudicado por disputas judiciais entre construtoras que participam das licitações. Segundo Zema, esse tipo de impasse é recorrente no setor público e reforça a defesa de concessões à iniciativa privada, onde a contratação ocorre de forma direta. A expectativa é de que a obra seja concluída até meados do ano, ou antes.

Sobre os pedágios na região, o governador reconheceu que preferiria que o Estado não precisasse adotá-los, mas ressaltou a incapacidade financeira de Minas Gerais para manter toda a malha rodoviária. Ele argumentou que rodovias concedidas, mesmo sem duplicação, apresentam melhor conservação, redução de acidentes e menor custo operacional para usuários frequentes, como caminhoneiros. Zema também defendeu um modelo em que o cidadão pague apenas pelo uso das vias, em substituição a tributos como o IPVA.

Outro ponto abordado foi a privatização da Copasa. O governador demonstrou confiança na conclusão do processo nas próximas semanas, destacando que o Estado não possui recursos suficientes para realizar os investimentos necessários na companhia. Segundo ele, a entrada de um novo controlador permitirá aportes bilionários e a universalização do saneamento básico em Minas Gerais.

Em relação ao transporte por balsas no Lago de Furnas, Zema afirmou que o objetivo é garantir mais segurança e eficiência, com a substituição gradual das embarcações. Ele explicou que os atuais operadores poderão continuar prestando o serviço, desde que realizem a modernização dos equipamentos.

Por fim, ao avaliar sua gestão no Sul de Minas, o governador destacou investimentos em infraestrutura, educação e saúde. Ele mencionou a recuperação de rodovias, a reforma de centenas de escolas estaduais e a implantação de diversas unidades básicas de saúde, além do aumento de investimentos privados na região.

Cleitinho lidera para governo de MG, Kalil e Pacheco aparecem em 2° e Simões em terceiro

Cleitinho lidera para governo de MG, Kalil e Pacheco aparecem em 2° e Simões em terceiro – Foto: reprodução

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) lidera cenários de primeiro turno para a disputa ao governo de Minas Gerais em 2026, mostra levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (9).

O levantamento mostra Cleitinho liderando sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD), uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o estado, e sobre o atual vice-governador, Mateus Simões (PSD).

No primeiro cenário, Cleitinho registra 45,6% das intenções de voto, contra 18,4% de Pacheco. Simões aparece com 8,7% e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), com 6,2%. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 8% não souberam responder.

Em outro cenário, Cleitinho aparece com 45,8% contra 22,6% do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Simões tem 8,4%, e Azevedo, 5,9%. Brancos e nulos somam 10,9%, e 6,4% não souberam opinar.

A pesquisa entrevistou 1.350 eleitores em 52 cidades mineiras entre os dias 4 e 7 de março, por meio de entrevistas pessoais. A margem de erro 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Rádio São João Del-Rei e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo MG-03797/2026.

Senado

O levantamento desta segunda-feira também testou dois possíveis cenários para a disputa ao Senado em Minas Gerais. Nas eleições deste ano, estarão em disputa dois terços das 81 cadeiras que compõem a Casa Alta do Parlamento brasileiro.

Cada entrevistado poderia mencionar o nome de até dois eventuais candidatos.

No primeiro quadro, Carlos Viana (Podemos) tem 32,2% das intenções de voto, contra 26,1% do deputado federal Aécio Neves (PSDB).

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) aparece com 25,7%, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), com 16,6%.

O ex-deputado federal Marcelo Aro (PP) registra 13,8%; o deputado federal Domingos Sávio (PL), 9,6%; e a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL), 6,9%. Brancos e nulos somam 12%, e 7,8% não souberam responder.

Em outro cenário, Viana aparece com 31%, Neves com 25,5%, Campos com 24,1% e Alexandre Kalil (PDT) com 23,3%. Aro mantém 13,8%. Sávio tem 9,6%, e Carolina, 6,7%. Brancos e nulos somam 11%, e 7,3% não souberam responder.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.