Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Na madrugada deste domingo (16), a Polícia Rodoviária compareceu no KM 07 da rodovia LMG-856, devido um acidente envolvendo um veículo de passeio e uma caminhonete, deixando uma vítima fatal.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Segundo a PMRv (Polícia Militar Rodoviária), o condutor do veículo Chevrolet/Cruze LTZ, cor preta, com placas de Franca (SP), T.R.L.L., 21 anos, declarou que transitava na rodovia, sentido Cássia/Delfinópolis, momento em que em uma curva à direita, seu veículo apresentou pane, travando o volante, apagando os faróis, onde veio a perder o controle direcional e consequentemente ocasionou uma colisão na traseira do lado esquerdo da L200 Triton HPE, cor prata, placas de Cássia (MG), que estava sendo conduzido por Donizete Barbosa Junior, 39 anos, o qual transitava no mesmo sentido.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Segundo ele, a caminhonete que estava com a iluminação traseira apagada, capotou várias vezes no lado esquerdo da pista de rolamento na faixa de domínio do DEER/MG.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
O condutor do Cruze não teve ferimentos e permaneceu no local onde acionou o socorro e prestou socorro às vítimas. Foi realizado nela o teste de etilômetro, constatando 0,00mg/l.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
O condutor da L200, foi lançado para fora do veículo o qual permaneceu inconsciente, sendo socorrido pelo SAMU e encaminhado para o hospital de Cássia. A passageira da caminhonete, A.C.S, 23 anos, sofreu ferimentos graves, foi socorrida pela ambulância e também encaminhada para o hospital de Cássia onde permaneceu internada, após atendimento médico.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Os militares deslocaram para o hospital de Cássia, onde foram informados que o condutor da caminhonete, Donizete Barbosa Junior, não resistiu aos ferimentos vindo à óbito.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Em diálogo com a passageira da L200, esta declarou que o casal fez uso de bebida alcóolica em um bar em Cássia (MG) e depois deslocaram para um rancho sentido Delfinópolis e que o condutor e ela não usavam cinto de segurança.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
O Cruze teve danos materiais de pequena monta sendo removido para o pátio credenciado pelo Auto Socorro Cássia, uma vez que o licenciamento estava atrasado, exercício 2021.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
A L200 teve danos materiais de média monta sendo removido para o pátio credenciado do Auto Socorro Cássia, por não ter nenhum responsável no local para liberação.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
O corpo de Donizete Barbosa Junior, está sendo sepultado na Funerária Santa Rita e o sepultamento será às 17h30, deste domingo (16), no Cemitério Municipal de Cássia.
Homem morre vítima de acidente entre Cássia e Delfinópolis – Foto: PMRv
Motociclista de 22 anos morre vítima de acidente e passageiro de 21 anos está em estado grave em São Roque de Minas – Foto: PMRv
Na noite deste sábado (8), um acidente envolvendo uma motocicleta e dois veículos de passeios, deixou uma vitima fatal e outra em estado grave, no KM 01 da Rodovia MG-341 em São Roque de Minas.
Motociclista de 22 anos morre vítima de acidente e passageiro de 21 anos está em estado grave em São Roque de Minas – Foto: PMRv
A Polícia Rodoviária compareceu no local, onde estava um FORD/FUSION, conduzido por L.G.C, 20 anos, uma VW/ SAVEIRO, conduzida por J.A.O.F, 27 anos e uma motocicleta HONDA/CG, conduzida por E.F.G, 22 anos, tendo por passageiro R.C.O, 21 anos.
De acordo com a versão do condutor do Fusion, este trafegava na MG-341, sentido decrescente, Piumhi à São Roque de Minas, quando na altura do KM 01 foi ultrapassar a Saveiro, e ao acessar a contramão do fluxo, colidiu frontalmente com a motocicleta Honda/CG, informação confirmada pelo motorista da Saveiro e testemunha que também transitava no local.
Os motoristas dos veículos permanecem no local do acidente, não tendo sofrido lesões aparentes, porém o piloto e passageiro da motocicleta sofreram lesões graves e foram encaminhados para o Hospital de São Roque de Minas, chegando ao conhecimento dos militares a informação do óbito do condutor e do estado grave do passageiro.
Realizado o teste do Etilômetro nos condutores do Fusion e da Saveiro, não foi constatado alcoolemia.
Motociclista de 22 anos morre vítima de acidente e passageiro de 21 anos está em estado grave em São Roque de Minas – Foto: PMRv
A perícia realizou os trabalhos de praxe no local, tendo o Fusion e a motocicleta liberados para testemunhas indicadas, a Saveiro foi removida para o pátio credenciado ao Detran/MG, em virtude de licenciamento atrasado. Os condutores dos carros foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil de Piumhi/MG.
Luis Gustavo ao lado de sua irmã Gabriela Vilela no Rio de Janeiro – Foto: Arquivo pessoal
No último final de semana aconteceu a 22ª edição da Maratona Internacional do Rio. A prova que é tida como a maior da América Latina, trouxe novos recordes e números bastante interessantes.
45 mil pessoas se inscreveram, sendo 81% desses corredores não residentes no Rio de Janeiro. Também participaram pouco mais de 50 atletas de várias partes do mundo (e de 7 países africanos) na elite, distribuídos nos 5k, 10k, 21k e 42k e com presença de brasileiros em todos, exceto na prova de 5k, que aconteceu na quinta-feira de Corpus Christi (30), abrindo os eventos da Maratona do Rio 2024.
Dos inscritos, de acordo com os registros, 38.676 concluíram as provas, onde:
4.577 corredores concluíram os 5k;
5.684 corredores concluíram os 10k;
18.990 se tornaram oficialmente, meio maratonistas e;
9.328 maratonistas cruzaram a linha de chegada.
Ainda como quinta distância, a organização propôs o Desafio da Cidade Maravilhosa, que contemplava a conclusão da meia-maratona no sábado (1⁰) e mais a maratona (21k + 42k) no domingo (2)
Com isso, 2.057 atletas concluíram o desafio, sendo 526 mulheres e 1.531 homens, entre eles o jovem de Capitólio (MG), Luis Gustavo Santana Vilela, 19 anos, que atualmente cursa duas graduações no Ibimec em Belo Horizonte, sendo contabilidade e economia.
Gustavo destacou ao participar da meia-maratona no sábado (21k) e ao concluir maratona (42k) no domingo, ele retornou para ajudar um atleta que machucou durante a prova.
O capitolino agora retorna aos treinos para o Iron Man que acontecerá em Fortaleza (CE) no mês de agosto, onde participará das categorias, 21km correndo, 90km de bike e nadará 2km no mar.
Para participar destas maratonas, Gustavo têm focado muito com determinação em resultados e conciliando com os estudos na capital mineira.
Os pais de Gustavo, Hudson Vilela e Daniela Vilela que residem em Escarpas do Lago estão muito orgulhosos da trajetória e esforço do filho.
Em assembleia geral, docentes da UEMG decidem pela continuidade da greve – Foto: ADUEMG
Na tarde dessa terça-feira (04) docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) de diversas unidades acadêmicas da capital e do interior se reuniram em assembleia geral, no auditório da Escola Guignard, em Belo Horizonte. A assembleia foi em um dia marcada por forte mobilização da categoria, que começou de manhã com a participação na audiência pública na Assembleia Legislativa e pelas votações em 1º turno das emendas ao PL 2.309/24.
Após a apresentação dos informes da mobilização e da greve na última semana, como também o andamento da situação no parlamento mineiro, a categoria reunida em assembleia debateu o movimento, e logo em seguida, em votação unanime, deliberou pela continuidade da greve por tempo indeterminado.
Aprovou-se também a moção de apoio às greves dos trabalhadores da Gerdau e também dos/das docentes e técnico-administrativos das instituições de ensino superior federais, organizados no ANDES-SN, SINASEFE e FASUBRA. E por fim, aprovou-se o calendário de lutas para a próxima semana, enfatizando na participação da categoria na pressão aos deputados na quarta e quinta, nas atividades da greve e na próxima assembleia geral da categoria, que se realizará na próxima quarta-feira (12).
Jovem de 22 anos fica ferido após caminhão tombar entre Itaú de Minas e São Sebastião do Paraíso – Foto: PMRv
Na manhã desta quarta-feira (5), a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), compareceu no KM378 da rodovia MG-050 em Itaú de Minas, para atendimento de sinistro de trânsito com vítima leve.
De acordo o condutor do caminhão Mercedes Benz, cor vermelha, G.C.R, 22 anos, ele transitava de Itau de Minas sentido São Sebastião do Paraíso, e na altura do KM378, ao iniciar uma curva a esquerda, perdeu o controle direcional do veiculo, vindo a tombar sobre a pista de rolamento, ficando a carga transportada que era sacos contendo cal e argamassa esparramada sobre a via.
O condutor sofreu ferimentos leves e foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros para hospital de Passos (MG).
A concessionária Nascentes das Gerais retirou o veículo do local e realizou a limpeza da Rodovia.
Foi realizado teste de Alcoolemia no condutor, sendo aferido 0,00 mg/l.
Jovem de 22 anos fica ferido após caminhão tombar entre Itaú de Minas e São Sebastião do Paraíso – Foto: PMRv
Marca do tiro na cabine da Balsa São José da Barra/Guapé – Foto: Reprodução
Na madrugada do último sábado (1⁰), um motociclista não identificado, efetuou um disparo danificando a cabine da Balsa São José da Barra à Guapé (MG).
Segundo o tripulante, Denis Martins da Silva, 44 anos, no mesmo instante dos fatos, ele ligou no 190, porém foi informado pela Polícia Militad que como não houve vitima não iriam deslocar até o local.
Balsa São José da Barra/Guapé – Foto: Reprodução
O fato foi comunicado ao prefeito de Guapé, Evandro Antônio de Oliveira (PSD), o qual solicitou para o tripulante registrar a ocorrência na Delegacia da Polícia Civil da cidade.
De acordo com Denis, o autor do disparo estava muito alterado e nervoso, aparentando estar sob efeito de entorpecentes e reclamando que a balsa demorou buscá-lo, e que não foi possível identificar o autor, pois estava com capacete. Não houve testemunha do fato, pois os demais tripulantes da balsa estavam dormindo.
Até o fechamento da matéria o autor não foi identificado.
Marca do tiro na cabine da Balsa São José da Barra/Guapé – Foto: Reprodução
Francisco Carlos Hohne era garçom do Restauante Turvo em Capitólio e faleceu vítima de acidente- Foto: Reprodução
No início da noite desta segunda-feira (3), a Polícia Militar Rodoviária, compareceu no km 321 da rodovia MG-050, em São João Batista do Glória (MG), para atender uma ocorrência de acidente, envolvendo um carro de passeio e um veículo oficial do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG).
Garçom do Restaurante Turvo morre vítima de acidente na MG-050 em São João Batista do Glória – Foto: Reprodução
Segundo o motorista do caminhão/viatura Iveco/Ectector do Corpo de Bombeiro, 2⁰ SGT, de 49 anos, o qual transitava sentido Passos a Piumhi, foi realizar uma manobra de ultrapassagem à um caminhão que transitava na faixa da direita, visto que sua mão possuía uma faixa adicional, quando se deparou com o veículo Ford/Escort Hobby, cor vermelha, conduzido por Francisco Carlos Hohne, de 67 anos, que transitava no sentido contrário, também realizando manobra de ultrapassagem a um caminhão, não sendo possível evitar o acidente, colidindo a parte traseira esquerda da viatura com a lateral esquerda do veículo.
Garçom do Restaurante Turvo morre vítima de acidente na MG-050 em São João Batista do Glória – Foto: Reprodução
O condutor do veículo Escort foi socorrido para a Santa Casa de Passos e durante o atendimento da ocorrência, chegou ao conhecimento dos militares que este havia falecido.
O veículo de passeio foi removido ao pátio credenciado ao Detran/MG, e a Viatura foi liberada para o seu condutor após realização do teste de alcoolemia, sendo aferido 0,00 mg/l.
Sr. Francisco conhecido como Chico, trabalhava há anos como garçom no Restauante Turvo em Capitólio (MG).
Garçom do Restaurante Turvo morre vítima de acidente na MG-050 em São João Batista do Glória – Foto: Reprodução
Padres Rogacionistas de Passos e Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis participaram da missa das 10h, no Santuário de Santa Rita em Cássia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Nas celebrações dos 20 anos de canonização de Santo Anibal Maria de Francia, os padres Rogacionistas de Passos (MG) e as Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis (MG), estiveram em peregrinação no Santuário de Santa Rita, em Cássia (MG) neste domingo (2), na Santa Missa das 10h.
Nesta ocasião, o Santuário recebeu a presença do Provincial dos Padres Rogacionistas, Pe. Geraldo Tadeu, e também dos padres da cidade de Passos, Pe. Danilo, Pe. Silas Oliveira, Pe. Valdecir, e da Irmãs Filhas do Divino Zelo, Ir. Edna, Ir. Carolina, Ir. Maria dos Anjos e Ir. Vilma. Ainda, teve uma expressiva participação de fiéis passenses que conduziram ao Santuário uma imagem e uma relíquia de primeiro grau do Santo. Tanto a imagem como a relíquia foram oferta do Santuário de Santo Anibal, em Passos, carinhosamente conhecido com Educandário.
Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis e fiéis com a imagem e relíquia de Santo Anibal Maria de Francia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Esta iniciativa tem como intenção aproximar os santuários quase vizinhos: o Santuário Rogacionista, em Passos, e o maior do mundo dedicado à Santa Rita, em Cássia.
Para esta solenidade, esteve presente a Sra. Gleida Danese: em 1985, com menos de 10 anos, Gleida “enfrentava uma gravíssima crise de saúde com a ruptura traumática da aorta, em combinação com a síndrome de Guillain-Barré, anemia pós-hemorrágica e choque hipo-volênico, Deus atendia as preces da Sra. Maria Aparecida Amparado Danese, avó paterna de Gleida, que na capela do Educandário (atual Santuário Santo Aníbal), suplicava, por intercessão de Pe. Aníbal, a cura de sua neta, adotada aos sete meses de vida pelo seu filho, Dr. Marcílio Antônio Danese, médico pediatra e sua esposa, Sra. Maria Célia Ferreira, professora”.
Este milagre foi tão impactante que levou a Congregação dos Rogacionista a encaminhar para Roma o pedido formal de Canonização, isto é, o reconhecimento oficial da santidade de S. Anibal, fato que aconteceu em 2004.
Santo Aníbal Maria di Francia nasceu na Itália, em 5/07/1851. De família nobre, perdeu o pai aos 15 anos, e esta experiência o despertou para os sofrimentos das crianças pobres órfãs e abandonadas. Foi ordenado padre em 1878. Um traço de seu ministério foi o serviço na “Casa de Avignon”, um local miserável e rejeitado onde crianças pobres, órfãs e marginalizadas eram como que “jogadas”. Ali Santo Aníbal praticou o que definiu como “espírito da dupla caridade: evangelização e socorro aos pobres”. Na Casa de Avignon ele começou seu projeto de criação de orfanatos bem estruturados, sob a proteção de Santo Antônio de Pádua. Para manter os orfanatos, Padre Aníbal passou a mendigar por toda a cidade. Incomodado pela passagem bíblica “Rogai ao Senhor da messe, para que envie trabalhadores para sua messe” (Mateus 9,37-38), fundou duas congregações religiosas: em 1887, as Filhas do Divino Zelo e em 1897, os Rogacionistas do Coração de Jesus, com a missão de além de acolher e formar crianças e adolescentes necessitados, pedir ao Pai que envie operários e operárias santos à Igreja.
Ele foi amado por todos, aclamado como “Pai dos pobres e dos órfãos”. Dedicou sua vida à causa das crianças e adolescentes pobres e às vocações sacerdotais. Faleceu no dia 1 de junho de 1927 com fama de santidade.
Padres Rogacionistas de Passos participam da celebração em comemoração aos 20 anos de canonização de Santo Anibal Maria de Francia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Informações do governo federal segmentadas pelo Núcleo de Dados do jornal Estado de Minas mostram que 283 cidades mineiras correm risco de enxurrada, inundação e/ou deslizamento
Efeitos da chuva em Raposos, município da Grande BH: Quando o Rio das Velhas transborda, o rastro de prejuízo é enorme – Foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Uma em cada três cidades de Minas Gerais corre risco crítico para ocorrência de desastres naturais, conforme números da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, segmentados pelo Núcleo de Dados do jornal Estado de Minas (EM). No total, são 283 municípios mineiros nessa situação, um total que subiu 185% desde o levantamento anterior, feito em 2012 pelo mesmo órgão. Na época, o estado tinha 99 prefeituras nesse quadro, mas uma mudança de metodologia do órgão, justamente para melhorar a resposta a catástrofes do tipo, fez o número de prefeituras disparar.
A lista tem o objetivo de facilitar o direcionamento de políticas públicas por parte do governo federal, sobretudo no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – a União pretende investir R$ 1,7 trilhão em diversas obras pelo país até 2026 a partir do Novo PAC, lançado em agosto do ano passado (leia mais na página ao lado). São 184 cidades mineiras em risco crítico de desastre natural incluídas no levantamento mais recente, que se somam às 99 que já o integravam. A Casa Civil considera três tipos de tragédias: deslizamentos, enxurradas e inundações.
Considerando os três recortes, há casos de prefeituras mineiras que registram todos os parâmetros em situação crítica, como os casos de Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros, Betim e Ribeirão das Neves, só para citar municípios com mais de 300 mil habitantes. Na realidade, a União enquadra a maior parte das cidades mineiras incluídas no levantamento nessa dura realidade: 159 das 283, ou 56% daquelas listadas, convivem com esse cenário de insegurança em diferentes frentes a cada período chuvoso.
Na última temporada de cheias, iniciada em outubro do ano passado e finalizada em março, o Gabinete Militar do Governador, onde está lotada a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, emitiu 96 decretos de situação de anormalidade por desastres relacionados às chuvas em Minas. Outros nove reconhecimentos do tipo aconteceram na primeira quinzena de abril, após o período de pluviosidade oficial, mas ainda provocados pela combinação entre as precipitações de alta intensidade e a falta de infraestrutura das cidades.
No total, o estado teve 105 cidades com decreto de situação de anormalidade por conta das chuvas. Dessas, 56 (53%) também integram o mapeamento feito pelo governo federal acerca dos municípios em estado crítico para ocorrência de desastres.
São 1.942 cidades em risco crítico no Brasil, de acordo com a nota técnica da Casa Civil do governo Lula (PT). Portanto, 34,8% das 5.570 prefeituras brasileiras vivem sob ameaça de inundações, enxurradas e/ou deslizamentos. Até por ter mais municípios, Minas é o estado com mais prefeituras listadas (283), à frente de Santa Catarina (207), São Paulo (172), Rio Grande do Sul (142) e Bahia (137).
O governo federal também compila o número de habitantes em risco. Nesse recorte, Minas está em terceiro lugar com 1,4 milhão de pessoas, sendo superada por Bahia (1,46 milhão) e São Paulo (1,55 milhão). No entanto, esse número precisa ser visto com cautela, já que a base de dados da União apresenta várias prefeituras sem registro exato de cidadãos vulneráveis.
Em Minas, 120 cidades registradas não apresentam a informação da população em risco, o que totaliza 42% do levantamento total de prefeituras. Por outro lado, entre aquelas que a Casa Civil tem o detalhamento, a maior concentração de pessoas ameaçadas está em Belo Horizonte, onde 389 mil correm os riscos de deslizamento, enxurrada e inundação. Depois, aparecem Ribeirão das Neves (cerca de 180 mil), Juiz de Fora (aproximadamente 130 mil) e Ibirité (quase 50 mil).
Especialista analisa os dados
Quando fez o primeiro levantamento para mapear as cidades em risco de desastre ambiental, há mais de 10 anos, a Casa Civil considerou dados históricos desse tipo de evento, como o dado de pessoas desalojadas/desabrigadas, a recorrência de catástrofes, as mortes e o total de domicílios atingidos. A alta no número de municípios na pesquisa deste ano não é por acaso. O governo ampliou o seu leque e integrou novas bases de informações de diferentes órgãos, ligados aos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional; das Cidades; da Ciência, Tecnologia e Inovação; de Minas e Energia; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Para o geógrafo Alecir Moreira, doutor e professor da PUC Minas, o aumento no número de cidades não tem relação direta com as mudanças climáticas. Mas, para ele, a ampliação da base de dados por parte do governo é um passo importante para o monitoramento desses desastres, que é motivado pela intensificação das discussões acerca dos impactos do aquecimento global. “O mundo inteiro quer compreender como surgem esses desastres, porque isso impacta diretamente na economia, nas pessoas e no patrimônio. A ciência tem se debruçado para entender essas catástrofes. Isso faz com que a gente procure aperfeiçoar os métodos para traduzir melhor a realidade”, diz.
O fato de o documento servir como balizador das políticas públicas do Novo PAC é um indício do que explica o professor. “Isso dá um pouco a tônica do que estou dizendo. O objetivo com essa mudança dos critérios é proteger o investimento público. Correr menos riscos com esse capital. Um dos grandes problemas que temos no país é a habitação. Os desastres acontecem em locais onde vive a população mais vulnerável. Então, os governos que têm uma preocupação social maior são exigidos a dar uma resposta para isso”, afirma o especialista da PUC Minas.
“Passou levando tudo”
Uma das cidades listadas no levantamento deste ano, portanto que não estava no anterior, é Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A dona de casa Márcia Lages Soares de Barros, de 57 anos, perdeu todos os móveis e eletrodomésticos na enchente ocorrida em 2022 no município. Foi a segunda vez que a família – formada por ela, pela filha, pelo genro e por dois netos ainda crianças – perdeu tudo.
“Quando eu assustei, a água já estava pegando na minha perna. Eu falei ‘não vou sair’, mas meu filho me carregou para fora. A água passou levando tudo. Eu sentei na rua e comecei a chorar”, afirma a mulher. Ela cobra maiores investimentos do poder público no Rio das Velhas, que passa próximo à moradia da família.
Moradora de Raposos, Márcia Lages Soares de Barros, de 57 anos, já foi vítima de desastres duas vezes na vida. Ela cobra medidas do poder público – Foto: Leandro Couri/EM/DA Press
Sem condições financeiras para se mudar, Márcia continua convivendo com o medo a cada nuvem carregada que surge no céu. Em situação melhor, o vizinho da família se mudou e largou o imóvel ameaçado para trás. “Fico morrendo de medo. A gente tem que agradecer a Deus, porque quando o rio enche ainda dá tempo de chegar na rua, de sair de casa. Saímos só com a roupa do corpo, mas saímos vivos”, diz.
A dona de casa reclama da falta de investimentos do poder público para prevenir enchentes. “Acho que deveriam ter dado uma limpeza no rio depois de 2020. Foram muitos móveis, muita coisa jogada no rio, que desceu da casa da gente. Aqui ninguém fez nada. Quando o rio enche, daqui de casa a gente vê os pedaços de entulho nele”, relata. “Graças a Deus a chuva veio controlada esse ano. Daqui, a gente vê o rio enchendo e já fica apreensiva. Vivemos na incerteza. Se ela (a enchente) vem do mesmo jeito que veio no Rio Grande do Sul já era”.
Novo PAC em Minas
Dos R$ 1,7 trilhão que o governo federal vai destinar no âmbito do Novo PAC, R$ 601,1 bilhões vão ser aplicados no eixo “Cidades Sustentáveis e Resilientes”, o que interfere diretamente no combate a desastres naturais, a partir da urbanização de vilas e favelas, esgotamento sanitário, contenção de encostas e drenagem e gestão de resíduos sólidos.
No sub-eixo de contenção de encostas, que trata diretamente do problema, serão R$ 15,3 bilhões para conclusão e retomada de 86 obras. Dessas, 28 estão em Minas Gerais. Uma, inclusive, está concluída: a implantação de obras de macrodrenagem na Bacia do Córrego Santa Vitória, na cidade de mesmo nome, no Triângulo Mineiro.
Outras sete intervenções estão em execução. Quatro delas em BH. A primeira é mais generalizada e trata de contenções de encostas em áreas de risco espalhadas pela cidade. A segunda é a ampliação da seção e adequação das declividades do Parque Linear, que passa nas bacias dos córregos Pampulha, Onça e Cachoeirinha. A terceira se volta ao Barreiro: drenagem urbana sustentável do Córrego Túnel Camarões. Já a quarta acontece na mesma região e com o mesmo objetivo, porém nos córregos Jatobá e Olaria.
As outras três obras em andamento no âmbito do Novo Pac – Cidades Sustentáveis e Resilientes estão em Contagem (macrodrenagem do Complexo Maracanã); Governador Valadares (contenções de encostas generalizadas); e Ouro Preto (o mesmo objetivo de Valadares).
As outras 19 obras estão em fase de “ação preparatória”, segundo o governo federal. Dessas, três estão em BH: a retomada e conclusão de contenções de encostas em áreas de risco em diferentes áreas da cidade; a implantação de macrodrenagem no Córrego Cachoeirinha; e a macrodrenagem no Bairro das Indústrias, no Barreiro.
As outras intervenções se voltam às cidades de Além Paraíba (Mata), Betim (Grande BH), Cataguases (Mata), Contagem (Grande BH), Ibirité (Grande BH), João Monlevade (Central), Juiz de Fora (Mata), Muriaé (Vale do Rio Doce), Nova Lima (Grande BH), Pouso Alegre (Sul), Sabará (Grande BH), Santa Luzia (Grande BH) e Timóteo (Vale do Rio Doce).
O Novo PAC também vai realizar duas obras que passam por diferentes prefeituras da Zona da Mata mineira. Uma primeira em Matias Barbosa, Ewbank da Câmara e Visconde do Rio Branco; e outra em Ervália, Diogo de Vasconcelos, Sabinópolis, Manhumirim e Lajinha.
“Um dos grandes problemas que temos no país é a habitação. Os desastres acontecem em locais onde vive a população mais vulnerável. Então, os governos que têm uma preocupação social maior são exigidos a dar uma resposta para isso”, citou Alecir Moreira – Geógrafo, doutor e professor da PUC Minas.
Campeã paulista de ciclismo morre atropelada em estrada rural de Delfinópolis – Foto: Redes sociais
Uma ciclista de 42 anos morreu atropelada por um carro durante um treino em uma estrada rural, em Delfinópolis (MG), na última quinta-feira (30). O falecimento foi confirmado por familiares. A vítima foi identificada como Lais Saes, campeã paulista de ciclismo de estrada em 2021.
A ciclista foi atingida por um veículo que transitava na contramão. Além disso, o motorista causador do acidente fugiu sem prestar socorro.
Lais foi encontrada caída na estrada por moradores da região. Ela foi socorrida pelo Samu, mas morreu antes de chegar ao hospital.
Mãe lamenta perda
“Hoje faleceu a minha filha Laís Saes, mulher guerreira, decidida, que amava fazer suas corridas e treinos de bike. E foi assim que ela partiu, fazendo o que mais gostava, mas infelizmente atropelada em uma estrada de terra. A vida é assim… hora de chegar, hora de partir…, e quem sofre são os que ficam. Descanse em paz minha filhota Lala”, escreveu Walkiria Mendes, mãe de Lais em publicação nas redes sociais.
A Federação Paulista de Ciclismo também se manifestou sobre o caso e emitiu uma nota oficial sobre o falecimento da atleta. “Nos solidarizamos com a família e amigos nesse momento de dor. Nossos sentimentos a todos!”.
O velório de Lais foi realizado no último sábado (1º), no interior de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso.
Campeã paulista de ciclismo morre atropelada em estrada rural de Delfinópolis – Foto: Redes sociais
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?