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Jornal Folha Regional

Mulher fica ferida após explosão de botijão de gás em Passos

Uma mulher ficou ferida depois que um botijão de gás explodiu gás dentro de sua casa na noite da última terça-feira (29), no Centro de Passos (MG). De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao chegar no local a casa já estava tomada pelas chamas e vítima na deitada na calçada com várias queimaduras pelo corpo.

Vizinhos relataram ter ouvido e sentido uma explosão. Uma testemunha arrombou o portão da casa, que estava trancado, e encontrou a vítima caída no meio dos escombros da casa. O homem contou que retirou a vítima, a levou para a calçada e solicitou o socorro. Logo depois houve o desabamento de paredes e de parte do telhado.

A vítima foi encaminhada pelo Samu para a Santa Casa de Passos. A ação dos bombeiros durou em torno de uma hora. A Defesa Civil também será acionada para averiguar possíveis danos à estrutura dos imóveis vizinhos. As causas do incêndio e da explosão são desconhecidas.

Empresário de Franca é morto e jogado em ribanceira na região

Joel Donizete Macedo de 38 anos, desapareceu no dia 31 de julho, quando teria saído para comprar uma caminhonete. Joel foi atraído pelos suspeitos até uma fazenda na cidade de Jeriquara.

De acordo com o delegado Eduardo Lopes Bonfim, um indivíduo com o nome de Rodrigo, disse que teria dado carona a Joel até o trevo de Jeriquara e que ele teria ido em outro carro até a cidade de Uberaba para comprar uma caminhonete.

Uma história que seria mentira, seria tudo uma armadilha para matar o empresário e mataram naquele mesmo dia com ajuda de dois comparsas.

No dia seguinte, voltaram no local do crime e pegaram o corpo de Joel e jogaram em uma ribanceira na cidade de Delfinópolis nas proximidades da Bela Mansão.

Rodrigo foi preso no início das investigações, pois o carro que foi utilizado no crime foi encontrado em São Sebastião do Paraiso, cheio de sangue o que apontava sua participação no sumiço do empresário.

Segundo as investigações, Rodrigo teria uma dívida de cerca de R$ 90 mil com Joel e esse teria sido o motivo do crime. Outras duas pessoas que participaram do crime já foram identificadas.

O corpo ainda não tinha sido localizado pelos policiais, só foi localizado após uma mulher moradora na cidade de Ibiraci tirar uma selfie na ribanceira e notado algo estranho, a mesma acionou a policia Militar que constatou que era um corpo já em estado de decomposição com um ferimento na cabeça. Foi feito um exame de DNA e na data de ontem, 29, o resultado confirmou ser o corpo de Joel.

Familiares compareceram na delegacia para dar prosseguimento ao translado do corpo para Franca para ser sepultado.

Motoristas ficam isentos de taxa do DPVAT em 2021

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carrero determinou, nesta terça-feira (29), que a Susep, órgão que regula as seguradoras, obrigue a Líder a continuar operando o seguro obrigatório, o DPVAT, única forma de viabilizar o repasse de R$ 2,25 bilhões que a empresa precisa fazer para cobrir as apólices do próximo ano. Com a decisão, os motoristas ficam isentos de pagar taxa do DPVAT em 2021.


Sem isso, ainda segundo a decisão do ministro, os condutores estariam em situação irregular junto aos Detrans estaduais e não conseguiriam emitir documentos de renovação do veículo.


A decisão de Carrero tem caráter cautelar porque o consórcio responsável pela gestão do seguro será dissolvido no final deste ano. Com isso, deixará de ser responsável pela operação do DPVAT em janeiro de 2021.

Uma das ideias apresentadas pela Susep ao governo e ao TCU era a transferência das atividades do consórcio atual para um órgão público. No entanto, ainda há dúvidas sobre a viabilidade. É possível que essa transferência seja feita a ente privado.


Esse impasse levou a AGU (Advocacia-Geral da União) a solicitar que o processo do DPVAT fosse adiado pelo TCU. O mérito do caso seria julgado na sessão desta terça-feira (28). Agora, não tem data para ser julgado pelo plenário do tribunal.


Carrero retirou o caso da pauta, mas baixou a medida cautelar para que os proprietários de veículos fossem cobertos em um prazo de, no máximo, 30 dias. Até lá, o seguro obrigatório dos veículos deverá estar quitado com os recursos em caixa previstos para o repasse deste ano.


Esse dinheiro a mais no caixa é resultado de irregularidades na gestão do DPVAT. Fiscalização específica do tribunal apurou 2.119 despesas (saídas de caixa) com recursos do seguro DPVAT consideradas irregulares e que correspondem ao valor, atualizado pela Selic, de R$ 2,25 bilhões. No total, o saldo a mais no caixa chega a R$ 4,2 bilhões, ainda segundo o TCU.

Em 2015, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tempo de Despertar em que verificou fraudes e irregularidades nas esferas administrativa e judicial relativas ao pagamento de indenizações do DPVAT.


Uma auditoria foi conduzida e diversas irregularidades, tanto em despesas quanto na emissão do seguro foram detectadas.


A presidente da Susep, Solange Vieira, chegou a declarar recentemente que o controle no DPVAT era “frouxo”.

Essas falhas levaram os motoristas a arcarem com pagamentos desnecessários ao consórcio. Por isso, a proposta para 2021 era a de que os condutores estariam isentos dessa cobrança.


Em sua decisão, o ministro Carrero propõe que a Líder continue como operadora do seguro DPVAT em caráter provisório até que a Susep escolha a melhor saída – transferir a gestão para um órgão público ou privado.

Carrero quer que a Susep “estabeleça regras transitórias para que todas as atribuições, compromissos e demais obrigações da Seguradora Líder atinentes à gestão do seguro DPVAT permaneçam vigentes pelo prazo de vigência desta cautelar”.


Caso haja descumprimento do repasse, ele recomenda uma intervenção na seguradora com base em uma resolução do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) que entrou em vigor no início deste mês.

O seguro obrigatório foi criado por uma lei de 1974 para garantir uma compensação mínima às vítimas de acidentes causados por veículos automotores a pessoas transportadas ou não.


Em 1991, a Lei de Custeio da Seguridade Social estabeleceu que as companhias seguradoras do DPVAT deveriam repassar à Seguridade Social 50% do valor total do prêmio recolhido, para custeio da assistência médico-hospitalar das pessoas vitimadas em acidentes de trânsito.


Posteriormente, o Código de Trânsito Brasileiro estabeleceu que 5% da arrecadação do Seguro DPVAT deveria ser destinado ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes.
Naquela época, a operacionalização desses repasses era efetuada pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados).


Somente em 1992 uma nova lei estabeleceu a universalização do DPVAT. Por ela, tornou-se obrigatório o pagamento de todas as espécies de indenização ainda que o acidente fosse causado por veículo não identificado, sem seguro realizado ou com seguro vencido.


Em 2006, uma resolução CNSP transformou os convênios DPVAT em consórcios, administrados por uma seguradora especializada. A seguradora Líder assumiu o comando da gestão do DPVAT em janeiro de 2008.


Por esse modelo, para operar o DPVAT, as seguradoras passaram a fazer parte do consórcio, uma entidade contábil independente em que foram registradas as provisões técnicas e os respectivos ativos garantidores (receitas do pagamento do seguro pelos motoristas, por exemplo).

Cabe à seguradora Líder administrar os recursos arrecadados, realizar as transferências obrigatórias previstas em lei, pagar indenizações, constituir provisões e representar o consórcio DPVAT.


Em contrapartida, as seguradoras consorciadas têm direito de repartir o lucro da operação, que não pode ultrapassar 2% do total da arrecadação anual com os prêmios do seguro.
Esse modelo funciona como se fosse um condomínio em que cada proprietário de veículo é um morador. Aumentos nos custos operacionais elevam o valor da tarifa, que eleva a arrecadação, e o lucro do consórcio. Tudo às custas dos proprietários de veículos automotores (ou “condôminos”), que são obrigados por lei a pagar o seguro DPVAT.

Fonte: O Tempo

Ministério prevê inicio da vacinação entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a covid-19 pode começar no dia 20 de janeiro. Se não for possível, a imunização poderia ter início entre esta data e 10 de fevereiro. Em um cenário menos favorável, a vacinação no Brasil poderá ocorrer a partir de 10 de fevereiro.

A projeção foi apresentada pelo secretário executivo da pasta, Élcio Franco, em entrevista coletiva na última quarta-feira (29) na sede do órgão, em Brasília. Franco destacou que o melhor cenário depende de uma conjunção de aspectos, especialmente dos laboratórios com vacinas em desenvolvimento cumprirem os requisitos de registro, seja emergencial ou definitivo.

“Isso vai depender de uma série de fatores, inclusive de logística, e dos laboratórios estarem em dia com o seu processo de submissão contínua e do  processo de registro com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não depende de nós, depende do laboratório cumprir com a sua parte”, declarou.

Países como Estados Unidos, Reino Unido e nações da União Europeia já iniciaram planos de imunização contra a covid-19. Na América do Sul, a Argentina começou a aplicar um imunizante contra a doença em públicos prioritários.

Uma das opções cogitadas pelo Ministério da Saúde para a imunização da população brasileira é a vacina desenvolvida pela Pfizer – já autorizada nos Estados Unidos e na Europa. Mas até agora a empresa não deu entrada no pedido de autorização emergencial.

Ontem, a farmacêutica divulgou nota na qual afirmou que participou de reunião com a Anvisa no dia 14 de dezembro para “esclarecer dúvidas sobre o processo de submissão para uso emergencial” e que a solicitação não ocorreu até agora porque as “condições estabelecidas pela agência requerem análises específica para o Brasil, o que leva mais tempo de preparação.”

Segundo a Pfizer, entre as condições exigidas estaria o levantamento de dados sobre aplicação da vacina em brasileiros. Em agências de outros países, acrescentou a nota da empresa, a análise não faz distinções entre populações específicas.

A Pfizer argumentou que o processo demanda apresentação do quantitativo de doses, o que só poderia ser definido após a celebração de um contrato definitivo.

Registro de vacinas

O secretário executivo do Ministério da Saúde afirmou que a equipe está à disposição da Pfizer, ou outras empresas, para esclarecimentos sobre informações que facilitem a solicitação do registro.

Entretanto, Élcio Franco ponderou que o contrato mencionado pela farmacêutica só poderá ser celebrado após a autorização pela Anvisa. “Não temos criado nenhuma dificuldade, apenas primamos pela segurança e legalidade. O que temos pedido desde o início de dezembro é que elas solicitem o registro. Esta é a condição para adquirir. Se falta algum dado ela não nos solicitou.”

Quanto às demais empresas que desenvolvem imunizantes, os representantes do Ministério da Saúde informaram que solicitaram a elas que encaminhem os pedidos de registro à Anvisa. Segundo Élcio Franco, o Instituto Gamaleya, responsável pela vacina russa Sputinik V, informou que vai começar a fase 3 de estudos, o que possibilitaria a solicitação para uso emergencial.

Já a vacina da Universidade de Oxford e da Astrazeneca concluiu a fase 3 e está “em vias” de apresentar o registro. Neste caso, o governo já celebrou um acordo de encomenda tecnológica para produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Zema assina decreto para prorrogação do Estado de Calamidade por mais seis meses em Minas

O govenador Romeu Zema assinou na última terça-feira (29), o decreto que prorroga por seis meses o Estado de Calamidade Pública, em decorrência do crescimento dos casos de contaminação pela covid-19 em Minas Gerais. Antes o prazo era até dia 31 de dezembro, o Estado de Calamidade é previsto para durar, agora, até 30 de junho do próximo ano.

A doença já vitimou 11.615 mil pessoas em Minas até o momento, e infectou quase 530 mil. “A impressão que tenho é que o relaxamento e o cansaço das pessoas nesses últimos três meses tenham causado o aumento do número de infectados e das internações”, alertou.

O decreto foi assinado durante videoconferência, que contou com a participação de parlamentares. No texto, que também será analisado pela Assembleia Legislativa, Zema justificou que a prorrogação não se deve apenas a questões de saúde pública, mas também pelas consequências sociais e econômicas da pandemia.

Segundo o governador, a prorrogação se faz necessária, principalmente, para que o Estado possa destinar mais recursos para a Saúde. A situação de calamidade foi reconhecida em Minas pela Resolução 5.529, de 25 de março deste ano.

Vacinação

Na reunião, o governador Romeu Zema voltou a destacar a atuação do Estado para garantir a vacinação em Minas. Foram adquiridas 50 milhões de seringas e mais de 600 câmaras refrigeradas para armazenamento dos imunizantes.

“Nossa logística já está planejada e pronta para ser iniciada. Os 853 municípios mineiros receberão o imunizante assim que a vacina chegar ao estado”, adiantou.

Batida entre carreta e viatura da Polícia Penal deixa três feridos na BR-262 em Luz

Um acidente envolvendo uma carreta e uma viatura da Polícia Penal deixou três agentes penitenciários feridos na tarde desta segunda-feira (28) na BR-262, no município de Luz (MG). O acidente aconteceu por volta das 15h40, na altura do KM 552.


De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a viatura seguia sentido Campos Altos/Luz, quando em uma curva o motorista perdeu o controle direcional do veículo e colidiu na lateral de um caminhão que seguia no sentido contrário.


Com o impacto da batida, os agentes sofreram ferimentos leves e foram levados pelo Samu para o Hospital Senhora Aparecida de Luz. O motorista do caminhão não sofreu ferimentos.


Conforme apurado pela reportagem, a viatura seguia de Uberaba para Belo Horizonte.
O trânsito ficou lento no local até a retirada dos veículos.


Fonte: Tapiraímg TV

Por economizar R$ 2,50 em aposta, mineiro deixa de ganhar R$ 1,2 milhão

Um morador de Ipatinga (MG), quase ganhou R$ 1,2 milhão, mas acabou não levando o prêmio. O homem fez uma aposta na Lotomania e conseguiu o mais difícil: não acertou nenhuma das 20 dezenas sorteadas, uma probabilidade de um em mais de 11 milhões. Porém, ele não pagou R$ 2,50 para aumentar as chances de ganhar e não levou a fortuna.

No último sábado (26), ocorreu o sorteio do concurso 2138 da Lotomania, que funciona assim: a pessoa deve marcar 50 dezenas dentre as 100 disponíveis. O custo é de R$ 2,50. Depois de escolher os números, ela tem a opção de realizar a chamada aposta-espelho, que consiste em fazer um novo jogo, portanto, R$ 2,50, com os outros 50 números não escolhidos.

Essa possibilidade é oferecida pois a Lotomania é diferente da Mega-Sena. O prêmio máximo vai, obviamente, para quem acerta todas as 20 dezenas sorteadas. Mas também são contemplados quem adivinha 19, 18, 17, 16 e até 15 acertos – diminuindo também o valor do prêmio. E não acaba por aí: se o autor da aposta não acertar uma dezena sequer, também recebe um valor.

Emissão de carteira de motorista cai 23% neste ano em Minas Gerais

O número CNHs emitidas pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) em 2020 foi 23% menor em comparação com o ano passado. Levando em conta apenas primeira via obtidas por motoristas recém aprovados a queda é ainda maior, de 32%.

Os dados são do próprio Detran-MG e são sentidos na pele no dia a dia pelos Centros de Formação de Condutores (CFC) de todo o Estado.


As expectativas para o ano que vem, segundo o presidente do sindicato que representa os proprietários de CFC em Minas, Alessandro Dias, não são boas.


“A gente já começa o ano sem ter a certeza de que o decreto de pandemia será prorrogado. Com isso, nem mesmo a suspensão dos contratos de trabalho poderão acontecer. Então, as empresas serão obrigadas ou manter os seus empregados ou demiti-los, realizando uma demissão em massa e haverá uma necessidade de grande aporte de recurso já que o custo de admissão é muito alto. A gente vive um cenário de muita incerteza, principalmente no primeiro trimestre”.

Viagens durante recesso de fim de ano exigem atenção redobrada de motoristas

Dois acidentes graves, com cinco mortes em cada, marcaram o feriado de Natal nas rodovias MG-050 e BR-135. Portanto, o alerta para motoristas que vão pegar estrada durante o recesso de ano novo precisa ser reforçado.

O primeiro cuidado é planejar a viagem, informando-se das condições das estradas, e, durante o deslocamento, praticar a direção defensiva, respeitando a sinalização. Estas são as orientações básicas do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), que disponibiliza, no site www.der.mg.gov.br, consulta sobre as condições das rodovias sob sua responsabilidade.

Historicamente, nesta época do ano, as estradas ficam mais movimentadas e mais perigosas. O maior fluxo de carros ainda encontra outro problema: as chuvas. Neste período, viajar significa redobrar cuidados, conhecer antes as condições das rodovias, anotar os telefones dos atendimentos de emergência e fazer uma revisão geral no carro para sair com segurança e evitar aborrecimentos.

Os riscos aumentam e são várias as precauções serem tomadas, como por exemplo, a verificação do sistema de freios; os pneus em bom estado e calibrados; o uso de cadeirinhas para transportar crianças; paletas dos limpadores de para-brisa verificadas, faróis funcionando adequadamente e outros cuidados importantes para realizar uma viagem tranquila e segura.

O DER também disponibiliza, em seu site, na parte de educação para o trânsito, uma série de dicas importantes para o cidadão sobre as diversas situações que ele pode se deparar ao circular em ruas e estradas.

Quase 60% das rodovias de MG estão em péssimas condições

Estradas em péssimas condições de rodagem, perigo de queda de barreiras e desvios que se interpõem ao alívio de férias dos mineiros, após um ano tenso e triste pela pandemia do novo coronavírus. Os caminhos mais perigosos são os das praias do litoral capixaba e baiano, administrados pelos estados e a União e sem contar com duplicações. Um total de 58,7% da extensão de BRs e MGs se encontram em estado de atenção e cuidado nestes trajetos. São buracos, obras, barrancos que podem desabar sobre veículos e falta de conservação.

Os caminhos mais críticos são os que têm como destino o litoral do Espírito Santo. O mais conhecido deles, a BR-381, não por acaso chamada de Rodovia da Morte. Mas um outro trecho assusta agora. O próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) não recomenda a utilização de outro segmento importante para esse destino, a rodovia BR-262, por motivos de falta de segurança. A rota é uma das mais acessadas pelos turistas mineiros que procuram destinos como Guarapari.


Foram levantadas no Dnit e em órgãos estaduais mineiros, capixabas e baianos as condições de três itinerários de Belo Horizonte para Guarapari (ES) e Porto Seguro (BA), que estão entre os destinos mais procurados pelos mineiros. Apesar da grande procura, as estradas de acesso a esses locais – de pistas simples – não estão entre as mais seguras para os motoristas, diferentemente de outras rodovias que cortam o estado, como a BR-040, para o Rio de Janeiro, BR-262, para o Triângulo, BR-040, para Brasília, e a BR-381 (Fernão Dias), rumo a São Paulo. Ao todo, foram pesquisados 1.347,3 quilômetros, dos quais 790,9 (58,7%) se encontram sem condições ideais de tráfego, enquanto 556,4 quilômetros são considerados bons.

Devido às recentes tempestades, que causaram instabilidade de encostas ao longo da BR-262, no Espírito Santo, o Dnit recomendou que se evite os 79,7 quilômetros de extensão dessa estrada, principalmente na região serrana, que é mais íngreme. “Trecho com fortes chances de alagamento devido a intercorrências de fortes chuvas que acontecem no local. Risco de queda de barreira a qualquer momento. Na dúvida, sugerimos alterar o trajeto pelos desvios disponíveis”, alertam os engenheiros do departamento que monitoram o trecho.

Uma das saídas para evitar a região serrana capixaba seria alongar uma viagem a Guarapari, por exemplo, de 533 para 581 quilômetros – cerca de 40 minutos a mais – seguindo pela BR-356, passando por Muriaé, pelo norte do Rio de Janeiro e ingressando no Sul do Espírito Santo pela rodovia estadual ES-297 para ingressar na BR-101 e chegar ao destino.

Mas os problemas não se resumem às condições das estradas capixabas, uma vez que as rodovias mineiras estão repletas de problemas. Quem opta por fazer a viagem pela BR-381 enfrenta muitos perigos, sobretudo devido às paralisações, desvios, má sinalização e gestão de tráfego ineficiente nos canteiros de obras de duplicação da via, que se arrastam desde 2014. O segmento mais crítico é chamado de Rodovia da Morte nos 109 quilômetros entre o Anel Rodoviário de BH e João Monlevade. Além de ser muito sinuoso, com mais de 200 curvas, há obras de duplicação entre o km 389,5 (Trevo de Barão de Cocais) e o km 427 (Trevo de Caeté).

Uma opção é passar pela BR-356, até Mariana, ingressando nas rodovias estaduais MG-262 e MG-329 até chegar à BR-262, em Rio Casca. Contudo, essa é uma via de pista simples muito estreita, de muitas curvas, com poucos pontos para ultrapassagens e asfalto extremamente degradado, o que se repete na BR-262, seja para quem veio pela BR-381 ou pela BR-356.

Já o trajeto até Porto Seguro exige que se siga pela BR-381 além da Rodovia da Morte, passando por uma estrada em condições um pouco melhores até Governador Valadares, onde se ingressa na BR-116 e posteriormente na BR-418, em Teófilo Otoni. Apesar de serem vias de pistas únicas, as condições são melhores do que nas rotas para o Espírito Santo.

Os perigos também estão à frente de quem vai aproveitar as férias de fim de ano e de ano novo para circular pelo interior mineiro, em rodovias estaduais e federais concedidas. De acordo com informações do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG), há 88 trechos com problemas de trafegabilidade na malha estadual. São 65 segmentos pavimentados com diversos problemas, a maior parte sendo percorrido em meia pista. Outros 23 não são pavimentados e trazem ainda mais preocupações com as chuvas do período. Ao todo, há 29 pontes com limitações ou interdições parciais, sobretudo de tráfego pesado.

Cuidados ao descer a serra


Trecho sob alerta do Dnit, a descida da serra capixaba, bem como as das regiões serranas de Ouro Preto e Rio de Janeiro exigem cuidados adicionais dos motoristas. Segundo o coordenador de assistência técnica da TMD Friction do Brasil, maior fabricante de pastilhas de freio do mundo, Raulincom Borges da Silva, existem cuidados básicos que devem ser respeitados durante a descida da serra para evitar possíveis problemas durante a viagem.

O primeiro cuidado é sempre descer com o carro engrenado. “Dirigir com a marcha engrenada garante estabilidade, além de oferecer mais eficiência no momento de frenagem do motor. Esse cuidado permite com que o freio não precise ser acionado o tempo todo durante a descida, preservando todo o sistema do veículo”, afirma. Utilizar o freio motor também é recomendado. “Acionar o freio em excesso pode ocasionar um grande aumento na temperatura do sistema de freio. Através da redução das marchas é possível evitar com que haja uma sobrecarga, preservando todos os equipamentos”,observa.

No caso de carros com câmbio manual é indicado descer a serra usando a mesma marcha que seria utilizada na subida, para preservar os freios. Já, se o câmbio for automático, ele faz essa redução sozinho, porém se a rotação do motor estiver muito baixa é preciso acionar o freio de forma manual através da alavanca de câmbio ou borboletas no volante, quando houver. Outro alerta é para ter cuidado com a neblina e a chuva, que quase sempre estão presentes durante a descida da serra. “Por isso é indicado reduzir a velocidade do veículo, ficar atento às sinalizações da estrada e também manter uma distância segura do carro à frente. Dessa forma, além de preservar os freios é possível evitar acidentes”, salienta o especialista.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) faz algumas recomendações de segurança que podem auxiliar na viagem por trechos complicados. “Planeje sua viagem e faça a revisão de seu veículo. É fundamental verificar a presença e o funcionamento de todos os equipamentos obrigatórios. Verifique também toda a documentação do veículo e do condutor”, afirma a corporação. Além de respeitar as regras de circulação, sinalização, limites de velocidade e uso do cinto de segurança, uma das indicações é a de trafegar sempre com os faróis acesos, mesmo durante o dia, pois isso aumenta a visibilidade.

Acidentes no Natal

Um total de 24 mortos e 140 acidentes em rodovias estaduais e 10 mortes e 113 acidentes em rodovias federais. Esse é o balanço do feriado de Natal nas rodovias mineiras, segundo as policiais rodoviárias Estadual e Federal, respectivamente. O balanço leva em consideração o período de 24 a 27 de dezembro. O maior número de acidentes ocorreu nas rodovias fiscalizadas pela Polícia Rodoviária Estadual (PMRv). Do total de 140 acidentes, 104 foram com registro de vítimas, e 36 sem vítimas. Nas rodovias fiscalizadas pela PRF, além das 10 mortes,  174 pessoas ficaram feridas. Seis procurados foram presos e 43 multas por embriaguez foram emitidas.

Ministério da Infraestrutura diz que 75% da malha mineira é boa ou regular

O Ministério da Infraestrutra afirma que no geral as condições das estradas são boas ou regulares. Segundo o Índice de Condição da Manutenção (ICM), elaborado pelo DNIT, “mais de 75% da malha rodoviária federal de Minas Gerais é considerada em situação boa ou regular, enquanto que menos de 20% das BRs no Estado se encontram em condições consideradas como péssimas”.


O ministério afirma que “o Governo Federal vem trabalhando para garantir a trafegabilidade adequada das rodovias federais, aperfeiçoando a gestão da manutenção das BRs e inaugurando novos trechos nas estradas em todo o país. Apenas em 2020, o Ministério da Infraestrutura, por meio do DNIT, entregou, no setor rodoviário, mais de 1.300 quilômetros de novas estradas em todas as regiões do Brasil, incluindo 43 km de duplicação na BR-381/MG; adequação de ponte sobre o Rio Araçui/MG, na BR-367/MG; 10 km de restauração entre Patos de Minas e Araxá, na BR-146/MG; e pavimentação entre Ituiutaba – Crucilândia, na BR-154/MG. E, para 2021, a expectativa do Governo Federal é ainda maior. No próximo ano, há a previsão de mais de 50 concessões, sendo onze lotes de rodovias. Entre elas, a BR-381/262/MG/ES”.

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