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Jornal Folha Regional

Turismo é afetado pela baixa do Lago de Furnas

Na manhã do dia 22 de setembro, uma cena inusitada foi flagrada por marinheiros e banhistas que passavam próximos às margens do Lago de Furnas. Pelos menos duas embarcações estavam encalhadas na ‘’beira’’ da represa, próximas a Marina Mar de Minas, em Capitólio (MG).

Segundo o Delegado da DelFurnas, Ten Fabio Luis Jacobucci Bambace, Militares da Delegacia Fluvial de Furnas orientaram a retirada das embarcações, as quais foram rebocadas com a utilização de ‘’cintas’’.

Bambace ainda diz que os encalhes não são comuns e que as embarcações não tiveram danos.

‘’Embarcações encalhadas podem ocorrer independente do nível da represa, tanto na cheia, quando na seca, quando a navegação é negligenciada’’, continuou o delegado.

A seca do Lago de Furnas este ano já afeta o turismo e preocupa quem depende da água para tirar o sustento. Pilotos de lanchas reclamam da dificuldade de realizarem seus trabalhos com êxito.

Segundo o marinheiro Diones Silva Santos, o baixo nível da água, prejudica muito quem trabalha nesse meio.

‘’Estamos tendo que subir o motor, temos que redobrar a atenção. Na Cascatinha, não temos como chegar na cachoeira, no Vale dos Tucanos, está tudo seco, só vamos até a entrada. A água baixou totalmente, por todo lado está raso. Com a represa quase seca, a concentração de galhos na água é maior, o que dificulta ainda mais a navegação’’, afirma Diones.

Outro piloto, reforçou a fala do colega de profissão.

‘’A represa e os pontos turísticos estão bem críticos, infelizmente na Cascatinha e no Vale dos Tucanos não conseguimos entrar até o final. Nos canyons, daqui a dois ou três dias vai ‘praiar’, não vamos conseguir ter acesso a cachoeira, vai ficar dividida com o lago. Estamos tendo muitas dificuldades, para ter acesso aos pontos. É difícil, porque o objetivo da represa é a geração de energia, o turismo veio depois. Mas está ficando ruim pra todo mundo, daqui a alguns dias os turistas poderão reclamar, pelas poucas opções que as embarcações poderão oferecer. Acredito que a baixa no Lago está sendo expressiva, o que poderá refletir na economia da região”. Afirma o marinheiro.

Justiça autoriza pai a plantar maconha para uso medicinal do filho em Minas

O Tribunal Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou uma decisão liminar de 2ª instância que tinha concedido autorização ao pai de uma criança com epilepsia refratária e autismo severo a plantar maconha para usá-la como erva medicinal

O relator do pedido, desembargador Henrique Abi-Ackel Torres, concedeu “liminarmente, permissão ao pai para plantar, cultivar, extrair o princípio ativo e manter pés de Cannabis sativa, em quantidade necessária para a produção do óleo imprescindível à continuidade do tratamento da criança, exclusivamente em sua residência e para fins medicinais, pelo tempo que for necessário para o alívio do sofrimento do menino”.

O relator entendeu que mesmo que a legislação atual autorize a manipulação do remédio apenas por farmacêutico e a venda somente em farmácias com prescrição médica, a venda do produto tem um valor muito alto e inacessível à maioria da população. O produto custa cerca de R$ 2.500.

O paciente que vai fazer uso do medicamento já foi internado 48 vezes, sendo 14 delas em unidades de tratamento intensivo (UTIs). “O pai afirma que, após ser submetido a diversas terapias que não tiveram resultado, aos 7 anos de idade, ele iniciou um tratamento com o óleo da planta, alcançando melhora significativa na qualidade de vida”, ressaltou o TJMG.

O pai da criança tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o extrato da planta, mas por causa da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19) e a consequente crise financeira, ele começou a enfrentar dificuldades para conseguir o produto.

Sendo assim, a criança começou a consumir o extrato in natura de Cannabis sativa, por causa do alto custo das marcas comercializadas nas farmácias do Brasil.

“A fim de evitar práticas que configurem constrangimento ilegal por parte das Polícias Civil e Militar de Minas Gerais, como eventual apreensão das plantas ou qualquer outra forma de interrupção do tratamento, o pai ajuizou o habeas corpus no TJMG”, informou o tribunal.

O magistrado enfatizou que o responsável pelo paciente alegou inviabilidade econômica para adquirir o remédio nas farmácias e o tratamento da criança não pode ser interrompido de forma abrupta por causa da gravidade do caso.

“Tais fatos demonstram que a regulamentação de importação do canabidiol (CBD), com os procedimentos ali dispostos, não atende à expectativa juridicamente possível do impetrante e, por conseguinte, não prejudicam o pedido formulado, nem afastam a necessidade de que tal controvérsia seja decidida, pelo menos por ora, pela via judicial,” disse o desembargador Henrique Abi-Ackel Torres, por meio da assessoria de imprensa do TJMG.

MEC não deve aprovar aula remota em 2021

O Ministério da Educação (MEC) não deve validar a decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) de permitir o ensino remoto até dezembro de 2021. A intenção do governo federal, segundo fontes, é a de estimular uma volta presencial das escolas, mas acaba deixando uma lacuna nas diretrizes para Estados e municípios. Uma resolução do CNE com o artigo que permite continuar a educação online por causa da pandemia está desde o dia 7 de outubro aguardando o aval do governo federal.

Com a negativa, Estados e municípios ficarão sem diretrizes oficiais sobre o assunto para escolas públicas e particulares. Os conselhos estaduais e municipais costumam esperar a homologação do MEC para fazer seus documentos locais com base na resolução federal. Segundo especialistas, isso pode levar à judicialização já que a continuidade de ensino remoto é dada como certa em 2021.

Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de Educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido. Isso porque os protocolos exigem distanciamento nas salas de aula. Para que os alunos fiquem a 1,5 metro um do outro não é possível que todos estejam ao mesmo tempo presencialmente. Não há espaço suficiente na maioria das escolas.

Em live na semana passada com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o “parecer do MEC é em defesa do ensino presencial” sem mencionar o documento. Até a semana passada havia a expectativa de que o MEC homologasse a resolução sem restrição. Também durante a transmissão ao vivo, Bolsonaro reclamou que muitas crianças não conseguem fazer aulas a distância, apesar de a filha dele não ter problemas porque “a mãe fica em cima”.

Apesar dessa lacuna no ensino básico, segundo apurou o Estadão, o MEC deve editar uma portaria para dar suporte ao ensino remoto nas universidades privadas.

Presidente da ACE articula doação de viatura para São José da Barra

Em agosto de 2020, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra (MG), Romulo Leandro, esteve em contato com o gabinete do Deputado Estadual Antônio Carlos Arantes em BH, solicitando um apoio para a Polícia Militar da cidade.

“Atualmente a corporação trabalha com um veículo que sempre necessita de reparos para dar conta da demanda no município, tendo em vista que os bairros são afastados do centro da cidade. Prezamos por um trabalho digno para todos os militares, população e empresários com o objetivo em zelar pela segurança de todos. Contamos com 9 efetivos, e uma população acima de 7 mil habitantes, que tem desenvolvido um trabalho de excelência no combate ao crime, apoio em ações sociais e atuante por meio de uma comunicação direta com a população. Por ser uma cidade turística, o fluxo de pessoas aumentam aos finais de semana e feriados prolongados o que precisa de uma ação conjunta com a 3ª Companhia da PM de Alpinópolis, da qual nosso efetivo faz parte”. Informa Romulo.

De imediato o chefe de gabinete Luciano Gontijo acusou o recebimento da solicitação.

“Acusamos o recebimento e já despachei ao assessor da área de segurança de nosso mandato para fazer as ações necessárias. Em vista das eleições a partir de 14 de agosto próximo, ficam suspensas doações, repasses e etc em vista da lei eleitoral. Faremos todos os esforços porém ficará para depois de 15 de novembro a possibilidade de atendimento”. Informou Luciano.

No dia 13 de agosto o assessor Wander Aguiar, retornou informando a possível doação.

“Confirmo o recebimento do email solicitando viatura para o município de São José da Barra. Os recursos de emenda parlamentar que podemos utilizar para indicação de bens são indicados no início do ano, faremos o possível para atender o pleito no próximo ano.

Além disso, iremos encaminhar solicitação para que a PMMG verifique a possibilidade de atender o município remanejando algum veículo da atual frota”. Afirmou o assessor.

No dia 14 de agosto o Sr. José Augusto Ribeiro, entrou em contato solicitando alguns dados para cadastro no pedido e município.

No dia 23 de novembro, o contato foi reafirmado, e Romulo colocou em contato o Tenete Luís Gustavo, responsável pelo Pelotão de Alpinópolis, o qual ficou grato pelo apoio.

“Obrigado pelo apoio sempre”. Informou o tenente.

De acordo com Wander, foi solicitado para a PMMG através do coronel que trabalha na ALMG fazendo a interligação entre o comando da PM e ALMG e assim tudo indica que em breve São José da Barra poderá ter uma nova viatura.

Apoio

Romulo Leandro que sempre prezou pela segurança pública, é responsável pela telefonia e internet móvel da PM no município, a qual tem contribuído para uma comunicação mais ágil entre PM e população.

Homem é encontrado em alto mar agarrado ao casco de seu barco um dia após naufragar

A tripulação de um navio de carga encontrou, no domingo (29), um homem de 62 anos agarrado ao casco do seu barco naufragado há um dia na costa da Flórida, nos Estados Unidos.

Na sexta-feira (27), Stuart Bee havia partido da Marina de Cape, Flórida, para navegar e não retornou para casa no final do dia. Os familiares resolveram registrar o seu desaparecimento porque afirmaram que ele não costumava passar a noite no mar.

Em uma foto postada no Twitter da Guarda Costeira americana, é possível ver Bee se equilibrando na ponta do casco do seu barco, única parte que ainda não tinha afundado. Outra imagem mostra o barco naufragado sendo içado à bordo do navio de cargas que fez o resgate.

Bee estava há pelo menos 24 horas desaparecido no mar quando foi encontrado. De acordo com a Fox News, depois de avistar o navio de carga à distância, Bee retirou a blusa e começou a sacudi-la desesperadamente para chamar a atenção da tripulação.

O canal de TV americano não divulgou informações sobre o estado de saúde de Bee.

Bairros de São José da Barra estão há dias sem água e moradores imploram socorro

Há meses moradores do Distrito de Bom Jesus dos Campos e do bairro Cachoeira da Lage em São José da Barra (MG), reclamam da falta de água nas residências, os privando das necessidades básicas.


De acordo com Maria de Fátima Ribeiro moradora do bairro Cachoeira da Laje, desde o último domingo está faltando água, tendo em vista que eles ligam a bomba da caixa por volta das 18h às 6h, e em muitas residências não chega água.

“Para lavar roupas temos que acordar as 5h, e ainda lavar poucas peças. Banho? Ou vamos para casa de amigos ou ficamos sem. Quando o João Passos era prefeito não tínhamos uma atuação por parte do vereador Cássio Freire, que lutava pela água de nossa comunidade. Desde quando a atual gestão entrou infelizmente não tivemos nenhum apoio e sempre nas promessas”. Informou Fátima Ribeiro.


Dona Neuma do Distrito de Bom Jesus do Campos, também vem enfrentando o problema de falta de água a tempos. No último domingo ela precisou levar suas netas na casa de amigos para que pudessem tomar banho.


“To dando meus pulos, pois está custoso. Não adianta ficarmos reclamando! Temos que ir atrás para ver se resolve alguma coisa. Estou muito chateado com tudo isso”. Afirma a dona de casa.


De acordo com publicações em redes sociais, um questionamento foi levantado, nesta segunda-feira (30), onde supostamente imagens de um caminhão da Usina Açucareira estava captando água não potável e levando para os bairros.

Prefeito responde população por meio de vídeo


O Prefeito Municipal Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, publicou um vídeo na tarde desta segunda-feira (30), na fanpage da prefeitura, no qual informa que ele e sua equipe estão trabalhando incansavelmente para resolver o mais rápido possível a questão da água destes dois bairros.

“Eu quero dizer que toda água que foi levada até agora, para dar socorro a vocês é uma água de qualidade QUE NÓS COMPRAMOS DA COPASA! E dizer também, que continuem racionando com o racionamento, pois, nunca tivemos uma seca aproximando do mês de dezembro. Então as dificuldades estão sendo maior devido a escassez da chuva”. Afirma o prefeito.


Segundo ele, em breve, assim que passar esse período e ele faz o compromisso de NUNCA MAIS deixar os bairros em uma situação como esta.

COPASA


A redação do Jornal Folha Regional entrou em contato com o escritório da COPASA de São José da Barra, porém, ninguém atendeu.


Ao entrar em contato com a sede da COPASA em Belo Horizonte, eles disseram que irão apurar e assim repassar a informação ao Jornal.

Saúde estadual mantém recomendação de retorno das cirurgias eletivas

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mantém o retorno gradual das cirurgias e procedimentos eletivos não essenciais no Sistema Único de Saúde (SUS), recomendado desde o dia 15 de outubro. A decisão foi baseada em parecer emitido pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), grupo técnico da SES-MG, considerando o risco de piora de quadros clínicos previamente observados devido ao aumento do tempo de espera e potenciais repercussões negativas para os resultados cirúrgicos dos pacientes. Outro ponto considerado foi a possibilidade de acúmulo da demanda preexistente de cirurgias eletivas.

A recomendação é de que a retomada seja gradual no Sistema de Saúde de Minas Gerais, tanto nos setores público quanto privado. Para tanto, as informações epidemiológicas locais e regionais deverão ser consideradas pelos gestores, avaliando:

  • redução sustentada de novos casos da covid-19 durante pelo menos 14 dias consecutivos na área geográfica de base populacional;
  • existência de leitos hospitalares de média e alta complexidade disponíveis na instituição ou rede de serviços pactuados,
  • e condição clínica do paciente e existência de sinais/sintomas indicativos de infecção pelo Sars-CoV-2.

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, ressalta que a decisão deve ser regionalizada. “Os gestores municipais, juntamente com os gestores hospitalares, devem avaliar a situação da ocupação de leitos, o risco de desabastecimento de medicamentos destinados a cirurgias e, a partir destes dados, definir pelo retorno ou não das cirurgias eletivas em seus territórios”.

O secretário lembra, ainda, que Minas Gerais praticamente dobrou a capacidade assistencial da rede pública. Desde o início da pandemia, houve aumento expressivo do número de leitos no estado. Em relação aos leitos de UTI, por exemplo, em fevereiro a rede de saúde pública contava com 2.072 leitos; hoje, a rede possui 3.905. Também foram distribuídos 1.062 respiradores para os municípios, equipamentos essenciais para o funcionamento de leitos de alta complexidade.

“O planejamento feito pelo Governo de Minas e pela SES-MG possibilitou as condições necessárias para a reestruturação da rede de assistência à saúde. O objetivo do governo foi garantir que nenhum mineiro ficasse sem assistência no estado”, afirma o secretário.

Protocolo de retomada

A nota técnica que recomenda a retomada das cirurgias eletivas define, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde (MS) e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), os protocolos de cuidados e biossegurança já estabelecidos para prevenção da transmissão, garantindo assim a segurança ao paciente e a equipe de saúde.

As normas de segurança deverão ser adotadas desde a seleção do paciente para a cirurgia até sua alta do serviço, bem como no período de convalescença em domicílio. Deve estar garantida a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPIs), equipe treinada para tratar e cuidar dos pacientes e itens necessários ao suporte avançado à vida em casos de agravamento de complicações clínicas.

Além disso, as instituições devem implementar o distanciamento social para os funcionários, pacientes e visitantes. Deve-se também priorizar o agendamento de cirurgias cuja espera repercuta no prognóstico do paciente e os procedimentos que foram cancelados e adiados devido à pandemia.

Consentimento

A nota técnica traz ainda a recomendação de que, durante a avaliação pré-admissional para a cirurgia, os médicos conscientizem os pacientes sobre os riscos de exposição à covid-19 e suas possíveis consequências. Assim, o hospital deverá instituir Termo de Desistência Momentânea do Procedimento Cirúrgico, caso seja a vontade do paciente, sendo assegurado a ele a continuidade em fila de espera.

Beco do Batman é pintado de preto em homenagem a artista morto por PM

“Por que a vida do meu irmão valeu tão pouco?” perguntou nesta segunda-feira (30) a irmã do artista plástico negro morto por um policial militar à paisana após discussão no sábado (29) na Vila Madalena, bairro boêmio da Zona Oeste de São Paulo.

Neste fim de semana, o Beco do Batman, tradicional reduto cultural da região, teve seus muros famosos pelos grafites coloridos pintados de preto em sinal de luto e protesto, com frases pedindo Justiça pelo assassinato de Wellington Copido Benfati, conhecido como NegoVila Madalena, de 40 anos.

Apesar de ter alegado legítima defesa para atirar no artista, o sargento da Polícia Militar (PM) Ernest Decco Granaro, de 34 anos, foi detido em flagrante por outros policiais militares e acabou indiciado por homicídio na Polícia Civil.

O policial está no presídio da PM Romão Gomes, na Zona Norte.

Testemunhas contaram na delegacia, que fica perto do local do crime, que viram Ernest atirar no peito de NegoVila quando ele estava deitado no chão sem representar qualquer risco ao policial.

A investigação do caso é feita pelo 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros. Policiais ouvidos pela reportagem informaram que tentam localizar câmeras de segurança que possam ter gravado o crime. Ele foi cometido na madrugada do último sábado próximo a uma distribuidora de bebidas e um posto de combustíveis, entre as ruas Deputado Lacerda Franco e Inácio Pereira da Rocha.

Irmã pede justiça

Segundo a enfermeira Tatiane Benfati, de 43 anos, irmã de NegoVila, testemunhas lhe contaram que o irmão tentou apartar uma briga do amigo dele com outras pessoas. Em seguida, segundo os relatos, o PM, que estava sem uniforme, deu um soco no artista, que revidou.

“Não sei se o policial olhou nele [NegoVila] com raiva porque era negro ou porque meu irmão bateu nele. O que faria ele matar meu irmão?”, indaga Tatiane. “Por que a vida do meu irmão valeu tão pouco?”

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o sargento alegou que estava de folga e atirou no artista plástico em legítima defesa após ser cercado por pessoas que “tentavam ‘tomar’ sua arma de fogo, tendo o indiciado disparado sua pistola a fim de repelir a injusta agressão que estava sofrendo”.

Mas quatro das sete testemunhas ouvidas na delegacia deram outra versão que foi determinante para o entendimento da autoridade policial de que o PM atirou no artista para matar e não para se defender.

“Apresentaram versão dos fatos em que Decco, após um primeiro disparo – que não acertou a vítima, mas que a deitou no chão – disparou uma segunda vez contra Wellington, em cenário em que a vítima ainda se encontrava caída no chão, acabando por ceifar a sua vida”, informa trecho do boletim de ocorrência do caso.

Ainda segundo as testemunhas, o sargento iria atirar novamente em NegoVila, mas uma amiga da vítima se jogou sobre o artista para protege-lo e pediu “para o indiciado não mais machucar a vítima”.

Como o local é próximo à delegacia, que fica na rua Deputado Lacerda Franco, outros agentes da PM que estavam no distrito policial registrando uma ocorrência saíram quando ouviram dois disparos de arma de fogo. E foram ver de onde vinha o barulho.

Os policiais militares disseram que chegando próximo a uma distribuidora de bebidas e um posto de combustíveis encontraram pessoas dizendo que um homem perto de uma árvore tinha atirado e ferido uma pessoa. E que estava apontando a arma para outras pessoas.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O atirador, “apresentando ainda dificuldade para falar e sinais de embriaguez”, se identificou como policial militar, mas não queria obedecer as ordens dos outros PMs para largar a arma e se entregar. Foi preciso que um outro policial militar o desarmasse. Em seguida, Ernest foi algemado e levado ao 14º DP.

Enquanto isso, NegoVilla estava caído no chão. Em seguida, uma ambulância o levou ferido ao Pronto Socorro da Lapa, onde ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Beco do Batman

O assassinato do artista causou indignação e protestos artísticos na Vila Madalena.

“Estou muito triste, muito chocada. Meu irmão não era só da minha família, não era só nosso, ele é da vila Madalena”, disse Tatiana, que se despediu de NegoVila no domingo (29), no Cemitério da Lapa. “O enterro dele não poderia ser diferente do que foi. Com muita música, muito batuque, muita alegria, muita indignação. Foi muito bonito”.

Para cobrar justiça das autoridades, os amigos de NegoVila decidiram pintar os muros do Beco do Batman de preto, em sinal de luto. Nele foram escritas frases como “Justiça – Na Vila Madá, é assim: o samba e o rap não têm fim”.

Segundo a irmã, além de artista plástico, NegoVila era rapper, skatista, grafiteiro e ajudava em produções e locações para filmes de cinema e comerciais.

“Era muito feliz. Ele tinha uma paixão pela Vida Madalena. Meu pai nasceu na Vila Madalena. Então em agosto ele foi morar numa casa com amigos”, lembra Tatiane.

“Tanto que o apelido dele, NegoVila, é por causa dessa identificação com o bairro”, comenta a irmã, que recebeu um shape do skate que era do seu irmão, autografado e com mensagens dos amigos. “Ninguém assinou livro de presença. A presença deles ficou no skate, outra paixão dele”.

Filho de um negro e de uma mulher branca, NegoVila aparece como sendo de cor ‘parda’ na sua identidade. “Mas ele sempre se considerou negro”, rebate a irmã, que também se vê como mulher negra. Seus pais, já falecidos, tiveram cinco filhos.

Tatiane comentou que ainda não é possível saber se seu irmão foi morto por racismo, mas ela suspeita que isso possa ter ocorrido. O policial que atirou é branco.

“Eu não posso afirmar que teve racismo, mas não vejo outro motivo”, falou a enfermeira.

NegoVila deixa uma filha de 9 anos de idade, fruto de um relacionamento anterior, e arte espalhada na Vila Madalena, onde viveu.

Nova nuvem de gafanhotos está bem próxima da divisa com o Brasil, diz governo argentino

Na última sexta-feira (27), o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) relatou a presença do grupo de insetos nas cidades de Campo Viera e Itacaruaré, na província de Misiones, que faz divisa com as cidades brasileiras de Rincão Vermelho e Porto Xavier.

Técnicos do país vizinho dizem que esse gafanhoto não é do mesmo tipo do que chegou a ser aproximar do Brasil em agosto. Essa espécie, conhecida como tucura, não costuma se locomover a grandes distâncias, o que pode evitar a entrada dela em território brasileiro.

Até o momento, esses insetos foram observados em três fazendas no município de Campo Viera e em uma em Itacaruaré, sem grandes prejuízos — há registros apenas de ataques a algumas lavouras de erva-mate.

Profissionais dos dois países estão monitorando o deslocamento dos insetos e pedem para que os agricultores das duas regiões avisem às autoridades sobre qualquer novidade.

Nuvens

Desde o começo do ano, o governo do país vizinho monitora as nuvens de gafanhotos. Até agosto, eram 9 grupos de insetos que viajam pelo país, especialmente no norte da Argentina, perto da fronteira com o Paraguai.

No mesmo mês, técnicos argentinos conseguiram eliminar a nuvem que trazia mais riscos ao Brasil, também na divisa com o Rio Grande do Sul.

Justiça indicia policiais que espancaram homem negro em Paris e manda prender dois deles

Os quatro policiais acusados de espancar o produtor musical negro Michel Zecler, em Paris, na França, foram indiciados, e dois deles foram presos preventivamente, informa a imprensa francesa na madrugada desta segunda-feira (30).

Entre os quatro policiais indiciados, três são acusados de “violência voluntária e intencional” e “mentir em depoimento por escrito” e um, por “violência”.

A promotoria havia solicitado prisão preventiva para três policiais, mas a Justiça decidiu pela prisão de dois e deixar os outros dois “sob controle judicial”.

Anteriormente, os quatro policiais franceses foram suspensos de suas funções, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostra pelo menos três agentes espancando um produtor musical negro, no último sábado (21), quando ele chegava em um estúdio de gravação no 17° distrito de Paris.

As imagens viralizaram nas redes sociais – com mais de 7 milhões de visualizações – e provocam a indignação de jogadores de futebol, ativistas e políticos de oposição. Todos denunciam o racismo e abusos da polícia francesa.

Três agentes alegaram que intervieram porque o produtor estava na rua sem máscara. Eles disseram que “foram arrastados” pela vítima para dentro do prédio. Um quarto policial, que chegou de reforço para “ajudar os colegas”, é suspeito de ter jogado uma bomba de gás lacrimogêneo no estúdio de música.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Michel Zecler, que prestou queixa acompanhado por sua advogada na sede da Inspecção-Geral da Polícia Nacional em Paris (IGPN), órgão equivalente à corregedoria da polícia no Brasil, disse que os policiais o chamaram várias vezes de “crioulo sujo”.

Os advogados de três deles, Anne-Laure Compoint (que defende dois policiais) e Jean-Christophe Ramadier, se recusaram a comentar a decisão do juiz após uma audiência que terminou na madrugada de segunda-feira.

A detenção dos agentes deve “evitar o risco de que façam algum tipo de acordo” entre eles ou “pressionem testemunhas”, argumentou o promotor Rémy Heitz ao explicar o pedido de prisão provisória.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, prometeu na quinta-feira o afastamento dos policiais que “mancharam o uniforme da República”, enquanto a “justiça apura os fatos”.

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