Na tarde da última quinta-feira, a Polícia Civil de Lavras, equipe sob o comando do delegado geral Ailton Pereira, atendeu a uma ocorrência de que um forte mal cheiro estava exalando de uma casa que fica na Zona Sul de Lavras, e que o forte odor indicava que uma pessoa já sem vida poderia estar naquele local.
Ao chegar no endereço indicado, a Polícia Civil conseguiu adentrar na casa, onde constatou que um homem, de cerca de 30 anos, foi assassinado a facadas e que seu corpo estava no local. Foi apurado que a morte ocorreu na segunda-feira, o que explica o forte cheiro.
A Polícia Civil apurou que a casa que foi cenário do assassinato era alugada pelo suposto assassino e a vítima não morava naquele local, ela morava no bairro Novo Horizonte.
Apurou também que o suposto assassino morava na residência em que ocorreu o crime com sua mãe e um irmão e que todos os três estão desaparecidos desde segunda-feira, quando ocorreu o assassinato. A Polícia vai apurar se os demais moradores da casa são cúmplices e por que ocorreu o crime, quais as razões que levaram a matar a vítima identificada como sendo Gilmar Messias Conedeira, de 39 anos.
Segundo o delegado Ailton Pereira, a vítima foi morta na sala da residência a golpes de faca. O corpo estava sobre o sofá da casa com uma toalha enrolada no pescoço. Foram contadas 25 facadas em todo o corpo do homem. Na casa havia sinais de luta corporal, muitos objetos quebrados e móveis fora do lugar. A Polícia Civil encontrou no bolso da vítima uma pequena porção de um pó branco amarelado, aventando a hipótese de ser cocaína ou derivado.
A Polícia Civil foi até o bairro Novo Horizonte e localizou a família de Gilmar Messias Conedeira. Uma irmã da vítima foi até o Instituto Médico Legal (IML) e fez o reconhecimento do corpo, que estava bastante deformado com o número excessivo de facadas e já se encontrava inchado.
O governo da Espanha aprovou um decreto que proíbe oficialmente a desigualdade salarial por gênero. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 13, e aprovada pelo conselho de ministros do governo.
“A partir de hoje, um homem e uma mulher não podem mais receber remuneração diferente”, afirmou a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, após reunião com os demais ministros. Díaz afirmou ainda que a disparidade salarial é uma “aberração judicial e democrática”.
As empresas terão seis meses para se adaptar à regra. Para garantir que estão cumprindo a igualdade, as companhias terão de manter registros dos salários e funções dos funcionários e divulgar os documentos, explicando o porquê de eventualmente terem pagamentos diferentes para pessoas exercendo a mesma função. A multa no caso de descumprimento pode chegar a 187.000 euros.
De acordo com o governo, o objetivo é dar transparência aos pagamentos e ajudar os próprios sindicatos, funcionários e empresas a identificar as desigualdades. A nova lei foi acordada com os sindicatos, mas não com todos os representantes das empresas, segundo a imprensa espanhola.
Sem levar em conta o cargo ocupado, o salário médio das mulheres é 22% menor que o dos homens na Espanha, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O salário médio das mulheres também foi menor em todas os setores profissionais pesquisados pelo instituto nos últimos anos. As mulheres ganham menos na média mesmo quando ocupam as mesmas funções do que seus pares homens, segundo os dados.
A diferença salarial por gênero também é maior entre as mulheres mais velhas, acima de 59 anos. Isso indica que mulheres estão sendo menos promovidas às posições do topo da carreira. Em média, mulheres mais velhas ganham 8.000 euros anuais a menos do que homens (mais de 4.000 reais a menos por mês ou 52.000 reais por ano), ainda segundo o INE.
Ao falar sobre a nova lei, a ministra do Trabalho disse ainda que as funções exercidas por mulheres — como os serviços de cuidado médico — foram essenciais durante a pandemia. “As mulheres estiveram nos postos de trabalho essenciais, mas eram os postos menos valorizados no conjunto da sociedade”, diz Díaz.
Uma lei sobre o tema da disparidade salarial por gênero já havia sido aprovada neste ano, e o decreto desta semana vem para regulamentá-la. O governo espanhol é liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, do PSOE, partido de centro-esquerda.
Desigualdade salarial no Brasil
No Brasil, a diferença entre os ganhos de homens e mulheres foi de 47% em 2019, segundo dados do Quero Bolsa compilados com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Parte da explicação para a renda média menor é o fato de que mulheres estão em posições mais baixas em empresas, sendo menos promovidas, e setores com salários piores, como serviços.
Muito do trabalho realizado pelas mulheres no Brasil também não é remunerado, o que ajuda a reduzir a média salarial. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) sobre Outras Formas de Trabalho 2019, divulgada em julho deste ano, apontou que a mulher concentra boa parte do trabalho doméstico e não remunerado.
As mulheres se dedicam cerca de 21 horas semanais a esse tipo de atividade considerada “invisível” pelo estudo, como cuidar da casa e dos filhos. São 10 horas a menos do que o tempo gasto pelos homens com as mesmas funções.
A saída das mulheres do mercado de trabalho em meio à pandemia é também um dos fatores mais preocupantes em meio à crise do coronavírus, e a divisão desigual das tarefas pode também impactar a presença das mulheres no mercado de trabalho formal.
O pai do empresário Adam Esteves Cardoso, de 25 anos, lamentou a morte do filho durante a prática do “rope jump”, modalidade de salto de grandes alturas também conhecida como “pêndulo humano”, em Minas Gerais. O acidente, que é apurado como homicídio pela polícia, aconteceu no último sábado (3). As informações são de Época.
“Ninguém queria que ele fosse, a mãe dele pediu para ele não pular. Mas ele estava empolgado, era jovem e insistiu que conhecia gente que já tinha pulado. Então ele foi, estava alegre no dia, eu vi as imagens antes do salto. Mas ele pulou e foi direto para o chão”, detalha Luiz Carlos Martins Cardoso, de 54 anos; pai de Adam.
A prática do “rope jump” é popular no Viaduto da Prainha, na região mineira do Vale do Aço, onde aconteceu o acidente. Amarrado por cordas e usando um capacete, o empresário lançou-se em um vão de 107 metros de altura, na intenção de ter sua queda impedida pela corda e, assim, balançar como um pêndulo para depois ser lentamente baixado ao chão. Ele, entretanto, foi direto de encontro ao solo e morreu imediatamente, por politraumatismo craniano.
“Como ele caiu em pé, o corpo dele encolheu com o impacto. Meu filho ficou todo estourado. Eu precisei ir até lá para ver com meus próprios olhos porque eu não queria acreditar nisso”, relembra o pai de Adam. A polícia civil investiga se houve erro no ajuste da corda de segurança, deixando-a longa demais para impedir o contato de Adam com o chão.
A queda do empresário levou cinco segundos, de acordo com um cálculo que desconsidera a resistência do ar. Nessas condições, a estimativa é de que uma pessoa chegue ao chão a uma velocidade de 164 km/h após atirar-se de 107 metros de altura. Quem afirma é o físico Vladimir Jearim Peña Suarez, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), à Época.
Nove pessoas antecederam Adam nos saltos, no dia do acidente. A oitava foi o primo do empresário, que o acompanhava no passeio. Tudo correu bem: após o salto, os instrutores desceram a corda e permitiram ao jovem que tocasse o solo. Ele, então, aguardou no ponto de pouso por Adam.
“O Adam convidou o primo para passear com ele. Veja você, meu filho pagou R$ 130,00 para morrer e gastou outros R$ 130,00 para o primo dele ficar traumatizado”, protestou Ele foi parar no hospital em estado de choque. Agora, já está em casa mas não para de lembrar do que aconteceu e chorar. Os dois eram muito amigos, cresceram juntos”, afirmou Luiz Carlos.
Os médicos acusados no ‘Caso Pavesi’ serão julgados por meio de júri popular. A decisão é do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ribeiro Dantas. Ele manteve o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que declarou a nulidade da condenação dos médicos de Poços de Caldas (MG) pelo crime de remoção de órgãos seguida de morte, para que eles sejam julgados pelo tribunal do júri por crime doloso contra a vida.
O ‘Caso Pavesi’ ocorreu em abril de 2000, quando os médicos José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado de Paulo Veronesi Pavesi, que na época tinha 10 anos. Eles chegaram a ser condenados por envolvimento na retirada ilegal de órgãos de Paulinho, como era conhecido.
Conforme a Justiça, os quatro médicos teriam sido responsáveis por procedimentos incorretos na morte e remoção de órgãos do garoto, após ele cair de uma altura de 10 metros no prédio onde morava. O exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos.
Na nova decisão do STJ, o ministro Ribeiro Dantas explicou que não há controvérsia a respeito dos fatos denunciados e reconhecidos na sentença que foi anulada pelo TJMG, pois, tanto para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) quanto para as instâncias ordinárias, os médicos removeram os órgãos da vítima, causando-lhe dolosamente a morte como consequência.
Os quatro negam qualquer irregularidade, tanto nos exames, quanto nos transplantes aos quais o garoto foi submetido. O caso foi desmembrado e transferido de Poços de Caldas para Belo Horizonte em agosto de 2014, a pedido do Ministério Público, devido ao clamor público.
O júri popular dos quatro médicos envolvidos no ‘Caso Pavesi’ aconteceria no dia 6 de abril de 2016 em Belo Horizonte, mas foi suspenso.
Data marcada para três médicos
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG), o júri popular está marcado para o dia 28 de janeiro de 2021, às 9h, no I Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte. O Tribunal do Júri será para três dos quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca.
Já no caso de Álvaro Ianhez, segundo o TJ-MG, o processo foi desmembrado em relação a ele. Isso porque, na decisão, há um agravo que necessita ser julgado. Com isso, o caso dele segue suspenso até o trânsito em julgado deste agravo que aguarda julgamento.
O Caso Pavesi
O caso aconteceu em abril de 2000 e ganhou repercussão internacional. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que conforme apontaram as investigações, teria sido forjado.
Após receber uma conta hospitalar no valor de R$ 11.668,62, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, questionou as cobranças e deparou-se com dados que não condiziam com o que havia sido feito, inclusive com a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos, que oficialmente é custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A descoberta de um suposto esquema para a retirada ilegal de órgãos de pacientes em Poços de Caldas fez com que a Santa Casa da cidade fosse descredenciada para a realização de transplantes e remoção de órgãos no ano de 2002. A entidade que geria os trabalhos na cidade, MG Sul Transplantes, também foi extinta no município. Quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do menino Pavesi.
Na denúncia, consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal, que resultou em erro médico, e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.
Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.
Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado. O “Caso Pavesi”, também chamado de “Caso 0”, deu origem a uma investigação que inclui outros 8 processos em que irregularidades na retirada de órgãos de pacientes também teria ocorrido.
O reajuste de 4% no preço da gasolina anunciado pela Petrobras já reflete nos postos de combustível das maiores cidades do Sul de Minas. Em Pouso Alegre, o valor do litro está R$ 0,10 maior em alguns estabelecimentos. Em Varginha e em Passos este aumento deve ocorrer ainda nesta terça-feira (13). Já em Poços de Caldas, reajuste ainda não foi repassado.
O novo reajuste, que vale desde sábado (10), é o terceiro aumento consecutivo da gasolina imposto pela companhia desde o final do mês passado.
Já com preço maior
Alguns postos de Pouso Alegre consultados pela EPTV, afiliada Rede Globo, repassou R$ 0,10 no valor do litro da gasolina comum e também na aditivada. No caso da comum, o preço agora é de R$ 4,59. Já na aditivada o litro é encontrado por R$ 4.69. Há estabelecimentos na cidade em que o reajuste ainda não foi repassado.
O mesmo caso ocorre em Poços de Caldas em que o aumento ainda não foi repassado. O valor do litro da gasolina comum no município está em torno de R$ 4,49.
Em Varginha, no próprio sábado um dos postos da cidade já fez o reajuste de 4% nas bombas. Outro estabelecimento ainda vai repassar o aumento de R$ 0,10 nesta terça. O preço do litro do combustível na cidade é em torno de R$ 4,70.
Já em Passos, um dos postos da cidade ainda vai repassar o aumento da gasolina comum nesta quinta. Na cidade, o valor do combustível é em torno de R$ 4,90.
Além de reajustar o valor da gasolina nas refinarias, a Petrobras também reajustou o valor do diesel em 5%. A companhia defendeu que esse reajuste dos combustíveis leva em conta os preços do petróleo no mercado internacional e do câmbio, além de outros fatores.
Foi encontrado na manhã desta quarta-feira (14) o corpo do Sr Marcio Viana Schmidt de 51 anos que se afogou na tarde do último sábado, (10), depois que o barco em que ele estava virou no Lago de Furnas em Carmo do Rio Claro.
O corpo da vítima boiou e foi localizado pelas equipes de busca próximo do local onde ele afogou. A perícia de Alfenas já foi acionada para que o corpo seja liberado para a Funerária.
As buscas iniciaram na manhã de domingo (11), o afogamento aconteceu por volta das 15:30 de sábado (10), quando o barco em que a vítima pescava com um amigo foi ultrapassado por uma lancha formando uma onda que fez com que eles se desequilibrassem e caíssem do barco. Um deles conseguiu chegar na margem, pediu socorro e foi socorrido pelo SAMU.
Além do Corpo de Bombeiros, a delegacia fluvial de Furnas também ajudou nas buscas desde domingo. Márcio morava em Conceição da Aparecida, era casado e trabalhava com bicicletas.
Um webinar realizado por FURNAS nesta sexta feira (9), apresentou dados sobre o aumento dos casos de violência sexual de crianças e adolescentes durante a pandemia do novo Coronavirus. Eva Cristina Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, foi a convidada para falar sobre o assunto, apresentar dados e dizer como todo cidadão pode ajudar. A Childhood Brasil é a filial brasileira da entidade global fundada pela Rainha Silvia da Suécia, que atua para garantir a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, com foco na prevenção e no enfrentamento da violência sexual.
Também participaram do evento a Superintendente de Comunicação e Relações Institucionais de FURNAS, Ana Claudia Gesteira, e a Assistente Social da Gerência de Responsabilidade Sociocultural, Claudia Tenório. Em 2009 FURNAS assinou um pacto apoiando várias iniciativas da Childhood Brasil, inclusive o Programa Na Mão Certa, mobilizanco funcionários, fornecedores e sociedade para denunciar casos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.
“Diante do cenário atual de isolamento, temos vivido um aumento dos casos de abuso de crianças e adolescentes, abusos que na maioria das vezes acontecem dentro de casa. Com as crianças passando mais tempo na internet e sem a rede de apoio de professores e orientadores que a escola oferece, essas crianças estão mais expostas a riscos e a material pornográfico. Eu quero convidar nossos empregados e colaboradores a desenvolver um olhar mais cauteloso para as crianças à sua volta e a denunciar. Não podemos ser omissos, temos que esgotar todos os nossos recursos para garantir o direito dessas crianças serem ouvidas e protegidas”, disse Ana Cláudia.
Eva Cristina afirmou que o primeiro passo para proteger crianças e adolescentes é compreender as formas de violência às quais elas estão sujeitas. Basicamente a violência é classificada em quatro grupos. A primeira é a negligência, isto é, qualquer tipo de descuido ou abandono, ou falta de política pública ou de garantia de direitos. “Estamos falando de ausência de educação, saúde, convivência familiar ou comunitária, cuidados pessoais. Toda criança que convive com adultos que são negligentes com esses cuidados que uma pessoa em desenvolvimento precisa é enquadrada como vítima de negligência. Muitas das denúncias que existem hoje no país estão dentro desse grande guarda-chuva da negligência”, completa Eva.
As outras formas são a violência física, a psicológica – que tem se intensificado por conta das questões on-line; o bulling por exemplo é uma das grandes violências psicológias – e, por fim, a violência sexual. “Se a gente parar para pensar, vai perceber que a violência sexual é uma consequência da negligência, da violência física e principalmente da violência psicológica. A violência psicológica é a grande arma do abusador” explica ela.
A violência sexual se divide em abuso sexual e exploração sexual. A exploração sexual de crianças e adolescentes está dentro de um contexto de prostituição, que pode ser no turismo, nas estradas, em grandes empreendimentos, grandes obras, terminais logísticos, portuários, polos industriais e outros lugares de grande circulação de pessoas. A exploração sexual de crianças e adolescentes também tem conexões com o tráfico de pessoas, tanto interno quanto internacional, e também com o uso dessas crianças em materiais pornográficos, uma prática que vem crescendo dentro desse novo ambiente online.
O abuso sexual é aquela situação em que uma criança ou adolescente está sendo usado para satisfação sexual de uma ou mais pessoas mais velhas. “É importante esse conceito porque você pode ter uma situação de abuso sexual acontecendo de um adolescente de 16 anos abusando de uma criança de 8. Nenhum dos dois é adulto ainda, mas ambos estão em uma faixa de idade em que deveriam estar protegidos e já está havendo uma violação entre eles. Nem sempre quem abusa de uma criança é um adulto” explica Eva.
O abuso sexual vai sempre envolver uma questão de ameaça ou sedução, para manter um pacto de segredo, porque geralmente ele é cometido por alguém que a criança conhece ou confia. Grande parte das vezes o abusador é da família, mas mesmo quando o abuso é extrafamiliar, é alguém que a criança conhece e confia, e pode acontecer com ou sem contato físico. “Pode ser alguém de um curso que a criança esteja fazendo, pode ser alguém do condomínio, da rua onde ela mora, da comunidade onde ela vive” diz Eva.
Ao contrário do abuso, a exploração sexual envolve um pagamento, é um ato comercial geralmente praticado por adultos. Esse pagamento pode ser dinheiro, um prato de comida, uma carona, um presente ou até mesmo o ingresso em uma boate ou clube da moda. Trata-se de uma troca comercial, está dentro de um ambiente de prostituição, mas não é prostituição.
“No Brasil a prostituição é uma profissão reconhecida e considerada legal quando exercida de maneira independente por uma pessoa maior de 18 anos. Quando uma criança exerce isso, muitos enquadram do ponto de vista legal como trabalho infantil. Nós dos Direitos Humanos qualificamos isso como uma violação de direitos. Não foi uma escolha, a criança foi colocada naquela situação”, comenta Eva.
As consequências são devastadoras para a vida dessa criança. A violência sexual afeta todo o desenvolvimento físico e social desse indivíduo, sua autoconfiança, sua capacidade de confiar nos outros, além dos riscos de desenvolvimento de doenças sexualmente transmissíveis, de alcoolismo e uso de drogas, a evasão escolar, a gravidez precoce, o alto índice de tentativa de suicídio por crianças que não sabem lidar com isso e a perpetuação do ciclo continuo de violência.
Dados
Os dados da Childhood Brasil são assustadores:
51 % das crianças abusadas no Brasil tem entre 1 e 5 anos.
23 mil casos de violência sexual foram registrados no Brasil nos últimos cinco anos pelo Ministério da Saúde.
49 mil denúncias de pornografia infantil na internet no mesmo período.
A cada hora, cerca de quatro crianças e adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil.
Apenas sete de cada 100 casos são denunciados.
O Brasil é o sétimo país em gravidez na adolescência e quarto em casamento infantil no mundo.
Um em cada três indivíduos on-line hoje são crianças e adolescentes.
Existem cerca de 75 mil denúncias de pornografia infantil apenas em 2019.
Atualmente há mais de 46 milhões de imagens e vídeos de abuso sexual de crianças nos arquivos da Europol.
A Assistente Social de FURNAS, Claudia Tenório foi a responsável por organizar as mais de 20 perguntas feitas durante o webinar. No geral as pessoas queriam saber como contribuir para diminuir essas estatísticas.
“Todos nós temos crianças próximas. São filhos, sobrinhos, afilhados, ou convivemos com filhos de vizinhos, de colegas de trabalho, etc. A primeira coisa necessária é construir uma relação de confiança com essa criança. Converse com as crianças, explique os perigos, explique as partes do corpo que não podem ser tocadas, construa, junto com a criança, uma autonomia, a autoconfiança para dizer não. Lembre-a que ela pode se comunicar com você no caso de alguma agressão” explica Eva.
Segundo Eva, a forma mais importante de reconhecer se a criança está sendo vítima de algum abuso on-line é se aproximar. Conhecer os sites, conhecer os jogos, acompanhar a navegação dessas crianças e acessar tudo que a criança navegou e tudo que ela está fazendo. Mostrar interesse em conhecer, procurar saber quais crianças ela conhece pessoalmente e quais só virtualmente. “O contato muitas vezes acontece com adultos que se passam por crianças na internet. O acompanhamento e a denúncia são fundamentais”, complementa ela.
“Acessem no site da Childhood (childhood.org.br) uma série chamada “Crescer sem violência” com filmes para várias faixas etárias. Como abordar o tema com diferentes graus de profundidade. É preciso despertar nela a autoproteção. A chave é dizer para a criança que não existe segredo com nenhum adulto, sejam eles pais, tios, conhecidos ou desconhecidos”, recomenda Eva.
O rapaz de 24 anos foi morto com um tiro na cabeça depois de reagir a um assalto em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.
Felipe Augusto trabalhava como comerciante em Alfenas (MG). Ele tinha ido para Ubatuba passar o feriado com amigos.
De acordo com a Polícia Civil, o jovem estava com a namorada e um casal de amigos próximo a um quiosque na Praia Grande. Ele estava dentro do carro que estava estacionado com o vidro aberto quando um homem se aproximou para roubar o celular da vítima.
Ainda segundo a Polícia, o jovem reagiu e entrou em luta corporal com o assaltante, que acabou fazendo um disparo. A vítima foi baleada na cabeça, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O criminoso fugiu após a ação.
O caso foi registrado pela polícia, que apura o crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Até o momento ninguém foi preso.
Às vésperas da inauguração das obras na MG 050 em Passos (MG), na noite desta segunda-feira (12), 12 candidatos à prefeito de da região do Lago de Furnas e Centro Oeste Mineiro se reúnem em São José da Barra (MG), juntamente com alguns deputados do partido Novo e PSL.
A reunião que contará com a presença de um Advogado e Marqueteiro, tem como objetivo unir forças para que cidades possam traçar estratégias de trabalho em união.
A escolha de São José da Barra se deu porque 7 dos candidatos estão tendo assessoria jurídica de um profissional de Passos, e coordenação de campanha de um profissional de São José da Barra.
Na próxima terça-feira (13), os candidatos, deputados e profissionais estarão visitando o Lago de Furnas, juntamente com a comitiva de empresários da região.
Semanalmente os profissionais individualmente com os candidatos se reúnem para traçarem estratégias de campanha no decorrer da semana.
Um homem de 44 anos morreu afogado enquanto pescava na tarde desse domingo em um trecho da represa de Furnas na zona rural de Alfenas, no Sul de Minas Gerais.
Segundo o Corpo de Bombeiros, testemunhas disseram que a vítima estava em uma chácara e praticava pesca a 15 metros da margem. Ao caminhar para uma área mais funda, ele afundou e não retornou à superfície.
Um bombeiro que estava de folga em um sítio perto do local do acidente foi avisado e tentou procurar a vítima. Após diversos mergulhos, ele encontrou o homem inconsciente, o trouxe até a margem e realizou manobras de reanimação.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros e outra do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e continuaram o atendimento, mas o homem morreu no local. A perícia da Polícia Civil foi chamada e realizou os trabalhos de praxe.
Fonte: Estado de Minas
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?