Na manhã da última quinta-feira (24), a Polícia Militar cumpriu mandado de busca e apreensão, em desfavor do menor de 17 anos, no bairro Cidade Nova em Guapé (MG).
Após buscas na casa, foi encontrado duas armas de fogo apreendidas, calibres .32 e .22, uma pedra bruta de crack, uma porção de maconha, trinta e dois pinos de cocaína, dois aparelhos celulares, uma balança de precisão, uma máquina de cartão, R$ 60,00 em dinheiro, três munições intactas, uma munição de festim e uma motocicleta YAMAHA/YBR 125 verde, placa de Campo do Meio (MG, com) características alteradas.
O menor, alvo do documento, foi então apreendido e acompanhado de seu responsável legal, apresentado na delegacia de Polícia Civil, junto com o material arrecadado, para demais providências legais.
Pais e responsáveis de alunos que residem na comunidade Aparecida do Sul, zona rural de Guapé (MG), foram convidados para uma reunião na Escola Municipal da comunidade na última quinta-feira (17), às 16h, para tratativas da nucleação das escolas Deputado Joaquim de Melo Freire e Aparecida do Sul.
Na reunião os pais e responsáveis receberam a notícia de que os estudantes teriam que se locomover para a comunidade de Santo Antônio das Posses para estudarem. A mudança causou indignação nos presentes.
Segundo uma das mães, a alteração vai dificultar o aprendizado das crianças.
‘’A decisão de unir as escolas vai colocar os alunos em ônibus que vivem quebrando, vai colocar crianças de cinco a dez anos para enfrentar estradas cheias de poeira, sendo que aqui tem escola, tem professores. Todas as mães estão revoltadas’’.
Ela disse que uma mãe entrou em contato com a secretária de educação, Maria das Graças de Paiva, para conversarem e informarem sobre seus posicionamentos, porém não adiantou.
‘’Ela disse ‘Eu não vou lá. Já está decidido, não tem mais o que falar’. Ela não deu nem voz para nós falar o que pensamos’’.
Segundo a responsável, a informação que receberam é de que, seria realizado a união entre as duas escolas ou as turmas seriam transformadas em séries multisseriadas, isto é, unificação de duas séries (ano) em uma só sala.
A decisão foi tomada sem consultar a direção ou qualquer outro profissional da escola. ‘’Eles simplesmente decidiram e avisaram. Nenhuma mãe ou pai quer que isso aconteça. Nós nos reunimos lá, chamamos a secretária de educação, mas ela não foi, disse que já estava decidido’’.
Ainda conforme a mãe, um ônibus e uma van que transporta as crianças até a escola de Aparecida do Sul, apresenta defeitos constantemente.
‘’Fica complicado para crianças de quatro, cinco anos, ir em ônibus que quebram atoa e que não tem nenhuma manutenção. Fora que a estrada é ruim, se chover vai atolar no caminho. A qualidade do ensino vai cair, porque terão salas com aproximadamente quarenta alunos”.
Um grupo no WhatsApp foi criado pelos pais, para que o assunto possa ser discutido e ações elaboradas em prol da luta contra esse posicionamento da atual gestão municipal.
A redação do Folha Regional entrou em contato com a Secretária de Educação de Guapé, Maria das Graças. Ela informou que na próxima segunda-feira (21), às 9h, acontecerá uma reunião para tratativas referentes ao assunto. Estarão presentes representantes do Conselho de Educação, do Executivo, do Legislativo e servidores da Secretaria de Educação.
Um homem e uma mulher morreram durante um acidente na noite do último domingo (6) na Rodovia MG-2040, entre Ilicínea e Guapé (MG). O acidente envolveu dois carros que colidiram de frente.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, a condutora de um Fiat Siena informou que após realizar uma curva, o outro veículo, uma Parati, invadiu a contramão e os dois carros bateram de frente.
O motorista da Parati, de 37 anos, e uma passageira do Siena, morreram no local. Os corpos ficaram presos nas ferragens e foram retirados pelo Corpo de Bombeiros de Boa Esperança.
Duas pessoas foram encaminhadas para a Santa Casa de Passos em estado estável de saúde. Outras duas ficaram em observação na Santa Casa de Guapé e receberam alta na manhã desta segunda.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e realizaram os trabalhos de praxe. Os corpos foram levados para a funerária.
Minas Gerais está em alerta para chuvas fortes com granizo em 175 cidades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o alerta, a previsão é de chuvas de até 100 milímetros e de ventos chegando a 100 km/h entre esta quinta-feira (20) e esta sexta-feira (21). “Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos”, alerta o Inmet.
Saiba como se prevenir:
Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
Conforme a denúncia, de 2017 até abril de 2021, o prefeito celebrou 1.246 contratos e 115 prorrogações para a ocupação de diversos cargos públicos municipais.
Imagem: Redes Sociais.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou denúncia do Ministério Público contra o prefeito de Guapé, Nelson Lara (PCdoB), por contratações de servidores sem concurso público na cidade. Conforme o MP, após a análise de provas, o TJMG tornou o prefeito réu na ação criminal.
O Ministério Público, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal, fez a denúncia em janeiro deste ano. A notícia sobre o TJMG ter aceitado a denúncia foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo MP.
De acordo com o Ministério Público, na ação, o procurador de Justiça Cristovam Joaquim Ramos Filho afirma que, tanto no primeiro mandato (2017-2020), quanto no segundo (2021-2024), o prefeito de Guapé, mesmo ciente da irregularidade, admitiu, por meio de contratos temporários, servidores para trabalharem na prefeitura, sem concurso público.
Ainda segundo o MP, em alguns casos, fora das hipóteses de necessidade temporária e de atender excepcional interesse público. Já em outros, a ação aponta que foram feitas sem qualquer processo seletivo.
Conforme o MP, a investigação aponta que, de 2017 até abril de 2021, o prefeito celebrou 1.246 contratos e 115 prorrogações para a ocupação de diversos cargos públicos municipais.
“Como se não bastasse, apurou-se a existência de 147 casos de contratos distintos realizados com uma mesma pessoa e englobando um mesmo período, demonstrando, com isso, o acúmulo de cargos/funções”, afirma o procurador de Justiça.
“Constatou-se que dos 1.246 contratos analisados, 988, isto é, 79,29% do total, têm como justificativa principal ‘não haver servidor efetivo ou concursado para o cargo’. Conclui-se, portanto, que o denunciado pautou quase 80% das contratações temporárias efetuadas de 2017 a abril de 2021, sem demonstrar a urgência das contratações ou o excepcional interesse público, em contrariedade ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirma trecho do acórdão do TJMG que aceitou a denúncia do MPMG contra o prefeito de Guapé.
O MP destaca que, nesse período, segundo a apuração, foram realizados alguns processos seletivos, mas “vários dos aprovados não foram contratados, sendo que pessoas que sequer participaram desses processos seletivos, ou que participaram e não foram aprovadas, firmaram contratos temporários com o município de Guapé”, narra trecho da denúncia.
O Ministério Público salienta que consta ainda na ação que, em mandatos anteriores, o prefeito realizava também contratações irregulares e, em 2017, quando tomou posse novamente (para o mandato 2017/2020), admitiu a ilicitude das contratações judicialmente e firmou Compromisso de Ajustamento de Conduta com o MPMG, comprometendo-se a seguir as regras previstas na Lei Municipal nº 1.513/1998 para a realização contratações temporárias. Também se comprometeu a realizar concurso público.
“O denunciado, sem qualquer justificativa plausível, não realizou concurso público e segue contratando livremente centenas de servidores públicos, razão pela qual foi interposta pelo MPMG, em setembro de 2020, nova Ação de Improbidade Administrativa em seu desfavor, tramitando sob o nº 0281.20.500057-0”, afirma o procurador de Justiça na denúncia.
A redação do Jornal Folha Regional entrou em contato com prefeito, o qual pediu para entrar em contato com seu advogado.
“O que é, é, não adianta tampar o sol com a peneira”, finalizou o executivo.
O advogado de Nelson, Dr. Deyvison Andrade informou que o MP propôs essa ação criminal, a qual tramita diretamente no Tribunal de Justiça.
“Ao meu ver, essa denúncia não tem fundamento. Todas as contratações foram precedidas de processo seletivo simplificando. A demanda do município de Guapé é muito grande e o serviço público não pode parar. Foi realizada algumas contratações para preservar o princípio da continuidade do serviço público, mas tudo dentro da legalidade. Atualmente são 420 ou 426 contratos e temos uma legislação que ampara essas contratações também. Não teve nada de ilegal iremos provar isso perante a justiça”, informou o advogado.
O vereador Thiago Sávio Câmara (PV), que é investigado por injúria racial contra uma companheira de Legislativo, teve o mandato cassado em Guapé (MG). O parlamentar teve o mandato cassado por quebra de decorro e também for fraude (veja mais abaixo) após votação dos vereadores em dois processos contra ele. O caso de possível injúria ainda não foi avaliado pela Câmara Municipal.
As sessões que decidiram pela cassação do agora ex-vereador aconteceram na terça-feira (21) e nesta quarta-feira (22). Nos dois dias, ele foi cassado por seis votos favoráveis e duas ausências, sendo que dois vereadores não participaram.
Com a decisão, Thiago Sávio fica inelegível por oito anos, que começam a ser contados a partir do término da atual legislatura. A suplente do vereador é a advogada Jacenir Souza Miranda, também do PV. Ela já tomou posse na semana passada, pois o agora ex-vereador havia se licenciado para tratamento de saúde.
Processos para cassação
O vereador tinha três processos em aberto e foi cassado em dois deles. O primeiro foi instaurado por denúncia de um cidadão após uma live feita por Thiago nas redes sociais. Ele teria utilizado palavras de baixo calão e sido grosso, o que acarretaria quebra de decorro.
O segundo processo foi instaurado a pedido de outra cidadã, e diz respeito a uma fraude feita na tramitação de um projeto de lei de iniciativa popular. O regimento interno da Câmara exige que as assinaturas sejam colhidas no verso do texto do projeto de lei, sendo que, neste caso, as assinaturas estavam com as costas do papel em branco.
Thiago teria sido orientado a corrigir e, dias depois, o projeto retornou com as mesmas assinaturas com o texto do projeto impresso nas costas. A Câmara enviou o caso para apuração da Polícia Civil, que constatou a fraude, resultando no processo de cassação.
Além dos dois processos já julgados, que terminaram com a cassação dele, há o caso em aberto por decoro parlamentar, devido a falas que teriam culminado em injúria racial contra uma vereadora. Este processo ainda não foi colocado em votação. A comissão da Câmara vai avaliar o caso após a cassação nos outros dois processos.
Inquérito instaurado
Antes da cassação, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar se o vereador de Guapé cometeu crime de injúria racial contra a presidente da Câmara Municipal. O caso ocorreu durante a reunião do Legislativo do dia 1º de agosto. A vereadora registrou um boletim de ocorrência.
Durante a sessão, o vereador Thiago Sávio Câmara respondeu a vereadora Elizabete Florêncio (PT) com os dizeres: “Esse discursinho de preta. A senhora não gosta de branco? Qual é o seu problema contra o branco?”.
O vereador Thiago Sávio Câmara disse que a fala teria sido tirada de contexto.
“O que eu quis dizer foi: ‘presidente, chega de esconder a sua incompetência por trás do seu sexo, por trás da sua cor. Ou seja, por trás do seu estereotipo’. O fenótipo da gente não quer dizer absolutamente nada ao nosso respeito. A régua que uso para medir pessoas, é a mesma que uso para melhorar o meu comportamento. Ou seja, uma régua moral”, falou o vereador.
Elizabete explicou que foi interrompida enquanto tinha o direito à fala na Tribuna. Segundo a vereadora, não foi a primeira vez que esse tipo de comentário aconteceu enquanto ela falava sobre algo na Câmara. (G1)
Sete peregrinos saíram às 5h da manhã desta sexta-feira (12), de Passos (MG) com destino à Igreja de Nossa Senhora Aparecida na comunidade Aparecida do Sul no município de Guapé (MG). O motivo: devoção à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Serão 76km, a serem percorridos até sábado (13) com previsão de chegada às 12h, onde participarão da missa.
De acordo com Antônio Geraldo Lara (Toninho), a peregrinação iniciou em 2012 após uma conversa com seu amigo Edinho.
“Somos da comunidade de Santo Antônio das Posses e já realizamos essa peregrinação. Posteriormente mudamos para Passos e decidimos continuar a caminhada devido nossa devoção a Nossa Senhora Aparecida”, informou Toninho.
Os devotos da Padroeira do Brasil, tiveram a primeira parada próximo ao pedágio Passos/Furnas para tomar café, e às 13h30 pararam em São José da Barra para almoçar, o jantar e repouso será em uma pousada próximo ao porto Barra/Guapé.
O grupo é composto por 16 pessoas, porém, devido a compromissos, neste apenas 7 pessoas estão na caminhada e duas pessoas estão no carro de apoio.
As principais dificuldades que os peregrinos encontram é dor no corpo e calos, mas mesmo assim continuam para valer o sacrifício.
Eles rezam o terço pela manhã e durante a caminhada. A Alimentação, roupas, colchões e medicamentos estão no carro de apoio.
Vídeo faz parte de o Projeto Despertar e tem como objetivo incentivar a valorização da história e da cultura de diversas cidades.
Em 2021, os jovens Felipe José Dutra, 17 anos, e seu primo Mateus Vinícius Dutra, 18 anos, decidiram criar um documentário em comemoração aos 150 anos de Doutor Passos Maia, e devido ao grande sucesso, eles fundaram o ‘Projeto Despertar’.
O projeto tem como objetivo incentivar a valorização da história e da cultura da cidade em que eles nasceram e residem, que é Guapé (MG).
Felipe e Matheus são gestores culturais e a principal maneira de realizarem o projeto é com as criações de documentários e produções audiovisuais, que são publicadas e compartilhadas nas plataformas da internet, sendo elas YouTube, Instagram, Facebook e Tik Tok, além das apresentações em palestras e outras exibições públicas de seus conteúdos.
Felipe fala com emoção da importância do Despertar.
“O projeto foi oficialmente criado em outubro de 2021, após o lançamento do nosso primeiro vídeo, o documentário em comemoração aos 150 anos de Doutor Passos Maia, que foi uma personalidade importante para a fundação de nossa cidade. Desde então, percebemos a importância e o interesse da população sobre tal assunto, assim, decidimos continuar criando conteúdos sobre a história e cultura de nosso município e consequentemente desenvolvemos produtos que transmitem o grande amor pelo que fazemos e temos por nossa terra”, informou o gestor.
Desde o início do projeto, os primos pesquisaram sobre a história de Guapé, e acabaram confirmando a suspeita de que a história e cultura são temas pouco valorizados pelas gerações atuais.
“Então, estamos aqui para tentar mudar essa realidade e fazer que nosso bem patrimonial receba seu devido valor e reconhecimento! Muitos não sabem ou não tem dimensão do patrimônio cultural e histórico de sua própria região. Nossa tentativa para mudar essa realidade vai ser continuar criando nossos conteúdos sobre os patrimônios históricos e culturais da nossa cidade. O diferencial dessa iniciativa é que surgiu de nós jovens que queremos um futuro melhor. Juntos nós estamos trabalhando para mostrar marcos importante do passado e preservar o legado dos nossos antepassados”, frisou Felipe.
O canal do YouTube que é a maior plataforma do projeto, podemos conferir diversas entrevistas, vídeos comemorativos, documentários e até música.
Para o jovem gestor, o projeto está em constante evolução e chegando cada vez mais longe.
“Ganhamos o reconhecimento e carinho de grande parte da população guapeense, e já apresentamos o projeto para grandes personalidades. Em 5 de dezembro de 2021, apresentamos o projeto na Câmara Municipal de Guapé, a convite da Presidenta da Casa legislativa, no qual recebemos o reconhecimento de todos os vereadores e do público presente. No fim de dezembro apresentamos o projeto na Prefeitura Municipal de Guapé, ao nosso prefeito e amigos. No começo de Janeiro de 2022, apresentamos pela primeira vez a nível estadual para um Deputado Estadual. Já no início de fevereiro, lançamos um ambicioso e promissor o “Evento 3 de Fevereiro” que foi uma semana inteira de lançamentos em comemoração aos 98 anos de emancipação política de Guapé. Apresentamos também o nosso trabalho a outras cidades como Ilicínea, Pimenta, Nepomuceno etc. Outros deputados estaduais também tiveram acesso e reconheceram nosso trabalho. Em abril ganhamos um grande reconhecimento ao apresentarmos ao governador do estado de Minas Gerais Romeu Zema. E o que eu particularmente considero mais importante é quando fomos notados, reconhecidos e apoiados pelo Secretário e a Secretária Adjunta de Cultura e Turismo do Estado de Minas”, destacou Felipe.
O projeto já viajou muito e tem planos de continuar viajando ainda mais e longe. Os primos e toda equipe atua na preservação e valorização do legado de dezenas de gerações.
”Agradecemos a todo o apoio recebido e desejamos poder continuar crescendo e desenvolvendo nosso projeto e agora venho convidar você que está me assistindo nesse momento para assistir a nossos vídeos, documentários e entrevistas pois como uma famosa frase de Louis Bonald , “A cultura forma sábios a educação, homens”, vamos juntos cuidar do que é nosso!”, finalizou o jovem.
Sobre o bangalô
O Bangalô foi tombado pela Prefeitura Municipal de Guapé, por sua importância cultural para a cidade, o qual é uma casa histórica com arquivos da cultura Guapeense. Localiza-se na parte central da represa, onde situa-se também um espaço público de lazer, contendo pista para caminhada, barzinho e uma bela vista do padroeiro da cidade, o São Francisco.
Localizado na R. Três de Fevereiro, esquina com R. Mário Rocha, o espaço fica aberto diariamente para visitações guiadas.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar se o vereador de Guapé (MG), Thiago Sávio Câmara, cometeu crime de injúria racial contra a presidente da Câmara Municipal, Elizabete Florêncio (PT). O caso ocorreu durante a reunião do Legislativo na última segunda-feira (1º). A vereadora registrou um boletim de ocorrência.
Durante a sessão, o vereador respondeu a vereadora com os dizeres: “Esse discursinho de preta. A senhora não gosta de branco? Qual é o seu problema contra o branco?”.
Elizabete explica que foi interrompida enquanto tinha o direito à fala na Tribuna. Segundo a vereadora, não foi a primeira vez que esse tipo de comentário acontece enquanto ela fala sobre algo na Câmara.
“Eu me posiciono, como uma mulher presidente da Câmara, para ser um exemplo para as outras mulheres, para elas saberem que são espaços que podem ser disputados por elas. Essas espaços de poder, esses espaços de decisão. E me refiro como eu, uma mulher preta. De repente o vereador fala ‘já vem com esse discursinho de preto’. Eu me senti discriminada”, disse a vereadora.
Em entrevista à EPTV, Thiago disse que a fala teria sido tirada de contexto. Ele explicou o que tentou dizer vereadora.
“O que eu quis dizer foi: ‘presidente, chega de esconder a sua incompetência por trás do seu sexo, por trás da sua cor. Ou seja, por trás do seu estereotipo’. O fenótipo da gente não quer dizer absolutamente nada ao nosso respeito. A régua que uso para medir pessoas, é a mesma que uso para melhorar o meu comportamento. Ou seja, uma régua moral”.
Após a reunião, a vereadora abriu um boletim de ocorrência. Um inquérito foi instaurado e o caso vai ser investigado como injúria racial.
“A partir de agora nós pegaremos as imagens completas da sessão, para que a gente entenda o contexto e a forma como tudo acontecer. Para tentar verificar eventual exagero e eventual crime cometido por qualquer pessoa que seja. Nós precisamos ressaltar que os vereadores tem imunidade com suas palavras, opiniões e votos na circuncisão do município em que vivem, mas essa imunidade não é absoluta. Ela tem que ser compatível com o exercício da função. Além disso, existe uma nova lei que combate a violência política notadamente contra mulheres e, principalmente, praticados em decorrência de gênero e de cor”, explicou o delegado Alexandre Boaventura Diniz, à EPTV.
O vereador Thiago possui três pedidos de cassação, todos por quebra de decoro parlamentar.
“Eu sou gordo e careca. Isso são características. O que eu não tolero, é incompetência e falta de caráter. Infelizmente isso infelizmente ela não tem”, disse o vereador.
Elizabete diz esperar que a Justiça seja feita.
“Eu creio muito na Justiça. Eu acredito na Justiça. Até porque eu tenho que acreditar na Justiça”, comentou a vereadora Elizabete.
A Câmara de vereadores informou que vai se reunir para analisar possíveis providências cabíveis sobre o caso. (Com informações de G1)
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