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Jornal Folha Regional

SRS Passos distribui mais de 15 mil vacinas contra a Covid-19

A SRS Passos — Superintendência Regional de Saúde de Passos —, distribuiu na última terça-feira (7), aos municípios que compõem a instituição, 15.541 doses de vacinas contra a Covid-19.

São 13.165 doses da Astrazeneca/Fiocruz e 2.376 doses da Pfizer/Biotech. Os imunizantes fazem parte da 25° remessa entregue aos municípios regionais e foram entregues a SRS Passos pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

O público-alvo desta remessa são pessoas que ainda não iniciaram o esquema vacinal, sendo profissionais das forças de segurança, faixa etária de 55 a 59 anos, trabalhadores da indústria, saúde e transporte coletivo.

O quantitativo é destinado a vacinar 11% da população estimada de trabalhadores industriais e alcançar 100% de cobertura dos trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, passageiros urbanos e de longo curso, forças de segurança e saúde.

De acordo com orientações da SES-MG, o município que tiver completado o esquema vacinal de todas as pessoas de um grupo prioritário, e tiver dose disponível, poderá avançar na imunização de outros grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Grande quantidade de drogas é apreendida em Passos

Uma grande quantidade de droga foi apreendida pela Polícia Militar nesta quarta-feira (7), em Passos (MG). O suspeito, de 29 anos, teria abandonado a motocicleta que conduzia e fugido durante uma abordagem próxima a sua residência, localizada no bairro Cohab II, local onde foram encontrados os entorpecentes.

A informação inicial repassada à PM era de que o suspeito realizava tráfico de drogas em sua casa. Quando os policiais se aproximaram do local, o homem fugiu numa moto. Em seguida, ele a abandonou nas proximidades de uma vegetação fechada e não foi mais visto.

Na residência, os militares localizaram 482 pinos de cocaína, uma pedra grande de crack, dois tabletes prensados de maconha, uma barra prensada de cocaína, uma balança de precisão e R$ 1.818,50 em dinheiro.

Os materiais foram apreendidos e a moto foi removida para o pátio credenciado.

Prefeitura de Itaú de Minas adquire carro funcional para escolas

A Prefeitura Municipal de Itaú de Minas (MG), através da Secretaria de Educação adquiriu carro funcional para as escolas do município.

De acordo com o prefeito Norival Lima, o produto vai ajudar na limpeza e assepsia das escolas facilitando o trabalho das auxiliares de serviços.

A empresa Ecoclin treinou os servidores da educação.

Congresso Nacional discute impacto do Lago de Furnas em cidades mineiras e paulistas

Às 10h desta terça-feira (6), aconteceu na Câmara dos Deputados, uma audiência pública para discutir a crise hídrica do Lago de Furnas e o impacto na geração de energia elétrica em diversas cidades de Minas Gerais e São Paulo, as quais dependem da água armazenada no lago.

Participaram da reunião representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Operador Nacional do Sistema (ONS), além de autoridades dos estados de Minas e São Paulo.

O principal tema discutido no debate é a escolha da divisão da água do Lago de Furnas entre tantos setores: geração de energia em sete usinas, agricultura, turismo, piscicultura e transporte. Nos últimos tempos, a chuva na região diminuiu drasticamente, o que interfere na opção de atender todos esses setores.

Nos últimos sete anos, as chuvas no país foram abaixo da média. Furnas representa 12% da água armazenada no país e atende sete usinas no Rio Grande.

O presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas e prefeito de Cristais (MG), Djalma Francisco de Carvalho, defendeu o chamado ‘uso múltiplo das águas’ e criticou a gestão até o momento. Segundo ele, a situação crítica em Furnas é o resultado da prioridade dada à geração de energia.

Vereador solicita apoio a Deputado para esclarecimento sobre vacinação em Capitólio

Na tarde desta terça-feira (06), o Deputado Estadual Cleitinho Azevedo (PSC), gravou um vídeo informando que o vereador Lucas de Oliveira Silva (DEM), enviou um ofício solicitando apoio devido ao atraso na vacinação em Capitólio (MG).

De acordo com o Deputado, será encaminhado um requerimento a Secretaria Estadual  Saúde, para saber o porquê a vacinação está atrasada no município, e assim buscar uma normalização.

O vereador Lucas, afirma que em diversas cidades da região a vacinação está bem mais adiantada, e como representante do povo está sempre atento às demandas e anseios da população.

De acordo com informações da prefeitura de Capitólio, está previsto para iniciar a vacinação do público de 55 anos à 59 anos, ainda esta semana, pois as doses, são direcionadas para o público de acordo com a distribuição da Superintendência Regional de Saúde de Passos (SRS).

Prefeito de São Sebastião do Paraíso recebe alta da Covid-19: ‘Achei que iria morrer’

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSC), recebeu alta da Covid-19. O chefe da administração municipal estava internado em um leito de enfermaria para tratamento da doença desde o dia 25 de junho. Ele deixou o hospital no último sábado (03) e disse, em publicação nas redes sociais, que pensou que “iria morrer”.

“Eu achei que iria morrer de verdade. Na segunda-feira fiquei muito debilitado e não sabia o que fazer, a impotência era gigante. Tomei todos os cuidados, mas a doença acabou com meu pulmão, machucou literalmente, uma tosse insuportável, não abuse, se preserve, nos dê mais dois meses, vamos avançar a vacinação, isso vai acabar”, escreveu no perfil oficial dele.

Morais ressaltou a “chance de ir para casa” após estar curado da doença e enfatizou a necessidade de a população respeitar as medidas de prevenção à Covid-19.

“Vamos ajudar a equipe de saúde, estão no limite, é nítido. Evite aglomerações, evite sair sem necessidade, já vimos quantas pessoas duvidaram e pagaram caro com isso. Faço apenas um pedido a todos, hoje Deus está me dando a chance de ir pra casa, não queira ter essa mesma chance estando aqui dentro, cuide de você. Cuide de sua família. O psicológico pra estar aqui dentro tem que ser muito forte. Peço a Deus que possa livrar-te de qualquer possibilidade dessa doença e que as pessoas que aqui estão possam ter a mesma chance que eu, de ir embora. Obrigado a todos e gratidão sempre”, publicou.

Ainda no texto escrito nas redes sociais, Marcelo Morais agradeceu aos profissionais que trabalham na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

“Vou pra casa. mas minha mensagem de ir pra casa é, além de agradecer a Deus, familiares, médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, servidores da limpeza da Santa Casa, todos os funcionários, literalmente todos, queria muito pedir a você: Não duvide dessa doença”, disse.

Prefeito Marcelo Morais (PSC) publica

O prefeito, conforme a assessoria da prefeitura, precisou ser internado para tratar os sintomas da Covid-19 no dia 25 de junho. Ele ficou em um leito de enfermaria e chegou a participar de uma audiência da Câmara Municipal de maneira remota.

Marcelo Morais tem 42 anos e a previsão é que ele volta às atividades presenciais na Prefeitura de São Sebastião do Paraíso ainda esta semana.

Mulher interrompe vida em Alpinópolis após descobrir prisão do filho por tráfico de drogas

Na manhã desta segunda-feira (05), o corpo de uma mulher de 43 anos, foi encontrado em um terreno em Alpinópolis (MG).

De acordo com a Polícia, a mesma ficou ciente que seu filho foi preso no último sábado (03), em Passos (MG), devido envolvimento com tráfico de drogas.

Conforme testemunhas, no domingo (04), ela foi chorando para um terreno, e interrompeu sua vida, sendo encontrada hoje.

A funerária foi acionada para retirada do corpo.

Ela deixa 3 filhos.

Igrejas de Passos adotam pagamento de dízimo por Pix

O Pix é um meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, lançado oficialmente no dia 19 de fevereiro de 2020. Com isso, as pessoas e empresas podem realizar essas transações em menos de 10 segundos, usando apenas um aplicativo de celular.

Diversas igrejas de todo o país estão adotando o app para receber dízimo dos fiéis, é o exemplo de Passos (MG). Em decorrência da pandemia da Covid-19, o número de cultos e celebrações presenciais diminuíram drasticamente no município, portanto, a quantidade de dízimos também caiu. Diante disso, desde dezembro do ano passado, pastores começaram a aceitar a doação pelo aplicativo de pagamento instantâneo.

Antes mesmo da ampla aceitação nos comércios, as igrejas já começaram a utilizar o sistema de pagamento eletrônico para receber as contribuições dos fiéis. Em um canal evangélico com abrangência nacional, eles disponibilizam um QR Code da chave do Pix como destaque durante toda a programação.

De acordo com o Banco Central, nada impede que as igrejas utilizem o Pix como método de pagamento para receber doações. Assim como já existem igrejas que recebem contribuições através de cartões de créditos, transferências bancárias e até boletos, nada impede que essas instituições religiosas adotem o Pix como método de doação.

Por decorrência de crise hídrica, Lago de Furnas dá lugar a pasto e lama

A crise hídrica enfrentada nos reservatórios do país fez com que o lago de Furnas, considerado o “Mar de Minas”, se transformasse literalmente em pasto em alguns pontos. Devido à escassez hídrica, a água recuou até oito quilômetros em algumas cidades banhadas pelo lago, o que fez com que píeres de pousadas e hotéis ficassem sem utilidade, num cenário que parece estar longe de terminar.

O volume útil de Furnas, que entidades e o setor turístico apontam que deveria ficar acima de 55% para não prejudicar as atividades econômicas, estava em 29,77% na terça-feira (29). O nível atual da água é de 757,4 m acima do nível do mar, 4,6 m abaixo do mínimo desejado, de acordo com a Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas) e o comitê da bacia hidrográfica do lago.

“A cada dia está pior a situação e, com a crise energética, tende a piorar ainda mais. São quase cinco metros abaixo do nível mínimo, o que é muito. A cota de 762 m é o aceitável para atender a maioria das atividades econômicas, além da produção de energia”, afirmou Fausto Costa, secretário-executivo da Alago e vice-presidente do comitê da bacia.

Segundo ele, a irrigação, tanto de grandes fazendas quanto de agricultores familiares, é um dos setores prejudicados, além de piscicultura, clubes náuticos, hotelaria e o setor de bares e restaurantes. Estimativas de associações ligadas ao turismo e ao comércio apontam que o total de empresas atingidas com a seca de Furnas chega a 5.000, com 20 mil empregos a menos no setor, que já sofre prejuízo desde 2020 com a pandemia da Covid-19.

O problema na economia das cidades ocorre porque o lago vai do sul ao oeste de Minas Gerais, com localidades que ficam a mais de 100 quilômetros de distância da barragem. Isso faz com que ele atinja áreas planas e também montanhosas -daí o apelido de “Mar de Minas”.

Nas áreas planas, em cidades como Varginha, Fama, Alfenas, Areado, Carmo do Rio Claro, Cristais, Formiga e Campo do Meio, há prejuízos mais significativos.

Enquanto isso, a região mais próxima à barragem, que contempla locais como Capitólio – que se tornou nos últimos anos a principal cidade turística da região –, São José da Barra e São João Batista do Glória, entre outras cidades, não sofre tanto.

“Nelas, a água também baixa, mas não distancia, porque é uma área montanhosa. O lago vai baixando, mas não vai ficando tão longe de um empreendimento. Nos outros, como são planos, a profundidade não é tão grande”, disse Costa.

Em Fama, barcos estão parados nos barrancos e um trampolim com cerca de 5 m de altura, outrora utilizado para recreação, hoje só serve para mostrar o tanto que a água se afastou. O problema já existia em anos anteriores, mas se agravou neste ano, contam moradores.

“A gente tinha de disputar lugar no trampolim para mergulhar. Hoje é só tristeza”, disse o pedreiro José Francisco dos Santos.

No Porto Hotel Fazenda, em Alfenas, o cenário é desolador. Havia água no local até o verão, mas o avanço da crise hídrica fez com que ela fosse recuando a cada dia e, hoje, está oito quilômetros distante dos píeres.

“A água chegou, mas ficou um, dois meses, e foi embora. É uma coisa terrível”, afirmou o proprietário do hotel,

Miguel Barbosa, que chegou a ter 76 funcionários em dois turnos quando havia água no local. Atualmente são 12, por priorizar a criação de animais, mas o número chegou a ser de apenas seis. Apesar da pandemia da Covid-19, o empresário credita o cenário à seca do lago. “A pandemia para hotel fazenda está excelente, porque as pessoas procuram esse descanso, distância, local aberto.

É o problema da água mesmo que atrapalha.” O hotel fecha as contas no vermelho há um ano. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), esteve no hotel há um mês e disse em vídeo que a situação é extremamente crítica em Furnas.

“Essa área já foi considerada, por décadas, o ‘Mar de Minas’. Hoje dá para ver claramente que se transformou num mar de lamas”, disse.

“Furnas, que deveria gerar milhares de empregos em atividades turísticas e em piscicultura, hoje não gera praticamente mais nada, um desastre econômico e também um desastre ambiental.”

A previsão de falta de chuvas pode prejudicar ainda mais a situação. Em maior ou menor grau, as cidades enfrentam fechamento de pousadas, restaurantes ainda mais vazios e empresas náuticas com as atividades paradas.

“Todas as atividades sofrem de alguma forma, mas na piscicultura, por exemplo, muitos já se adaptaram devido a outras secas e acabam sofrendo menos. A gente consegue também captar água para tratamento, mas pousadas, hotéis e esportes náuticos ficam muito prejudicados em todas as cidades”, disse o secretário de Cultura e Turismo e Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Piscicultura de Carmo do Rio Claro, Thiago Ferreira Cândido.

As cidades defendem o tombamento do lago de Furnas -o que, se ocorrer, permitiria que a altura mínima do reservatório ficasse em 762 m acima do nível do mar. O governo Jair Bolsonaro (sem partido), porém, ingressou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) questionando a lei de Minas que definiu o reservatório como patrimônio estadual.

“Isso nos daria mais segurança. Para a gente resolve, mas para outras cidades talvez esse patamar não resolva completamente, seria preciso ainda mais”, disse Cândido. Além de Furnas, Minas Gerais estabeleceu o tombamento do lago de Peixoto. Ambos ficam na bacia hidrográfica do Rio Grande. Bolsonaro alega que a decisão mineira ofende a competência da União para legislar sobre águas e energia.

Furnas teve a barragem concluída em 1963 e foi responsável por desenvolver o turismo e a economia de forma geral nas 34 cidades banhadas pelo lago. Os municípios recebem também royalties de forma proporcional à área alagada pela represa.

Para a associação dos municípios, o lago de Furnas poderia ser aliviado com a retenção de água, gerando mais energia em outras hidrelétricas do sistema, que é interligado.

“É só lembrarmos que 2016 foi um ano bom. Se houvesse planejamento para manter o lago cheio, hoje tinha como atender o uso múltiplo e, ao mesmo tempo, dar segurança energética”, afirmou Costa. Apesar do cenário crítico, o nível do reservatório já esteve em situações piores, como em 1999, quando ficou com apenas 6,28%. Em fevereiro de 2015, alcançou 10,6% do total.

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