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Jornal Folha Regional

Protesto: Comerciantes articulam distribuição de cerveja para a população em São José da Barra devido falta de apoio do Poder Público

Está previsto para acontecer no próximo sábado (17), sem horário divulgado, um protesto pacífico por parte de alguns empreendedores do ramo de restaurantes, lanchonetes e bares de São José da Barra (MG), onde todos esperam à semanas um horário de maior flexibilidade no atendimento ao público.

De acordo com os comerciantes, não dá para continuar, pois, muitos estão endividados por conta da falta de atenção e diálogo dos políticos da cidade.

“A única coisa que recebemos são visitas de fiscais sem preparo, e ainda a Polícia Militar tem feito um trabalho de eficiência, apaziguando os diversos conflitos, trazendo diálogo e conversando com sabedoria. Pois aqui qualquer um serve para atuar onde não tem competência. Na maioria das cidades é realizado processo seletivo para o cargo de fiscal”, informou um comerciante.

Outro comerciante afirma ter recebido R$4.600,00 de multas, referente ao último feriado prolongado e não sabe como vai pagar.

“É inviável, não temos políticos que defendam a classe trabalhadora em nossa cidade. Aqui trabalhar se tornou proibido. E nossas dívidas? Nossas famílias? Com o que iremos sustentar?”

De acordo com alguns empreendedores a falta de diálogo entre o Executivo e os comerciantes têm se tornado grande.

“Não dá mais para segurar. O povo precisa saber o que realmente está acontecendo. Se não podemos trabalhar até mais tarde, já que estamos endividados, sem nenhum apoio, iremos doar cerveja para a população no próximo sábado e desligar os freezers”, afirmou outro empresário.

Ao ser interrogado, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra Romulo Leandro, informou que na última semana a Entidade enviou um ofício para a prefeitura pedindo a viabilidade para liberação de excursão com limitações no município e esta semana enviou alguns áudios para o Vice-Prefeito, porém, sem retorno até o momento.

Na região as cidades como Passos e Capitólio, estão com o horário dos bares, restaurantes e lanchonetes funcionando ao público até às 23h e em São José da Barra de acordo com o último decreto podem funcionar para o público até às 22h.

Motorista bate carro em poste em avenida de São José da Barra

Na madrugada deste domingo (11), um veículo de passeio perdeu o controle vindo a bater em um poste de energia elétrica na Avenida Padre Salim de São José da Barra (MG).

A Polícia Militar foi acionada por volta da 1h da madrugada, onde duas mulheres ocupavam o veículo e se envolveram no acidente.

A condutora teve ferimentos nas mãos, e a passageira estava com dores nas pernas.

“Ambas foram conduzidas para a Unidade Mista de Saúde do município, sendo que uma ficou em observação. Fizemos contato com a Cemig para enviar técnicos responsáveis e verificarem a situação do poste de energia elétrica e sinalizamos o local, tendo em vista a situação perigosa nas imediações”, informou o Sargento Samuel.

O posto de gasolina e as residências na avenida estão sem energia.

Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário recebem vacina contra Covid-19 em São José da Barra

Neste domingo (11), os caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário residentes no município de São José da Barra (MG), estão recebendo a dose da vacina contra Covid-19.

O grupo prioritário recebeu o imunizante Janssen, o qual é aplicado em dose única.

A vacinação acontece na sala de vacina da Unidade Mista de Saúde de São José da Barra até às 12h, deste domingo.

Nesta segunda-feira (12), os trabalhadores de transporte aquaviário também serão imunizados na sala de vacinação da Unidade Mista de Saúde.

A equipe de saúde de São José da Barra, tem se empenhando para imunizar a população trabalhando aos finais de semana.

Projeto ‘Plantando Mais Águas para Furnas e Peixoto’ será implantado

O projeto ‘Plantando Mais Águas para Furnas e Peixoto’, de autoria do deputado federal Emidinho Madeira, em parceria com a UFLA — Universidade Federal de Lavras — e a UFV — Universidade Federal de Viçosa —, com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Campus Muzambinho, Machado e Passos e também com a Emater, deve ser executado em breve.

O valor inicial dos recursos é de R$ 6,4 milhões, e vem do programa ‘Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento’ idealizado por Furnas. Toda a verba será aplicada na recuperação de nascentes no entorno dos lagos de Furnas e Peixoto.

“Ao tomarmos conhecimento de que, durante mais de 60 anos não houve qualquer investimento na recuperação e manutenção das nascentes que abastecem o Lago de Furnas, que fornece água também para outras 11 usinas, dentre elas a de Peixoto, nós procuramos uma alternativa, que aliás já deveria ter sido tomada há muitos anos”, disse Emidinho.

O deputado diz que é provável os trabalhos de recuperação começarem na próxima semana.

‘’No final do ano passado disponibilizamos uma síntese do nosso projeto ‘Plantando Mais Águas para Furnas e Peixoto’ que visa a recuperação da bacia do Lago de Furnas em 40 municípios. Na próxima semana acreditamos que já iniciaremos este trabalho de grande importância para as gerações futuras’’, afirmou.

Durante uma audiência pública com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o Ministério de Minas e Energia, Furnas e autoridades, a situação dos reservatórios foi tema de debate.

“Quando construíram a hidrelétrica de Furnas as melhores terras, mais de 500 mil hectares, ficaram debaixo d’ água. Teve a promessa de se investir no desenvolvimento da nossa região, mas nada foi feito. Se tiver água, tem emprego, tem turismo, tem desenvolvimento e tem energia, então temos que começar a “produzir” água com a recuperação das nossas nascentes urgentemente”, disse o deputado.

ACE de São José da Barra apoia o turismo regionalizado

A diretoria e associados da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra (ACE), apoia o turismo regionalizado, tendo em vista que as cidades de São José da Barra, Capitólio, Alpinópolis e São João Batista do Glória, estão articulando esta parceria.

“Parabenizamos os prefeitos Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, Cristiano Geraldo da Silva, Rafael Freire e Celso Henrique pela atuação em prol de um trabalho de parceria. A ACE está a disposição para unir forças e assim atender as demandas dos empreendedores do setor de turismo”, frisa a diretoria da Entidade.

Criança é agredida em praça de São José da Barra

No final da tarde da última segunda-feira (05), uma criança de 09 anos, foi agredida por outras crianças e adolescentes na praça do Residencial Eldorado em São José da Barra (MG).

De acordo com a mãe do menino, ele conseguiu fazer uma chamada de vídeo para ela, ao receber os primeiros “muros”, porém, o telefone caiu.

“Ao atender a chamada de vídeo de meu filho, vi que ele está levando uns muros e perdi as forças, pedi ao meu esposo, para ir lá, o qual chegou no local e encontrou nosso filho sendo agredido e todo sujo devido ter rolado na grama da praça”, informou a mãe.

A mesma informou que não acionou a Polícia Militar, devido a criança não ter sofrido ferimentos graves.

“Meu filho é gordinho, e vem sofrendo com isso. Ele sempre me fala que outras crianças o obrigam a comprar lanches para eles, e vem sofrendo psicologicamente com estas ações”, finalizou.

A praça citada recebe diversas crianças devido ao playground que foi instalado e tem sido o local de diversão para todos, porém, orientamos aos pais para acompanharem os filhos e evitarem maiores problemas.

ACE de São José da Barra solicita ao Executivo viabilidade da retomada gradativa das excursões no município

Na manhã desta quinta-feira (08), o Executivo da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra (ACE), protocolou o ofício n⁰ 07/2021, solicitando a Liberação de Excursões para fins turísticos em São José da Barra (MG).

A solicitação se deu, diante da grande queda nos casos da Covid-19 no município, e devido à meses os empreendedores do seguimento de turismo, estarem com os serviços de atendimento às excursões de ônibus, micro-ônibus e vans paralisados.

No ofício, é sugerido que seja realizado um planejamento para limitação da quantidade de ônibus e ainda que seja solicitado  teste rápido de Covid-19 para os turistas.

Congresso Nacional discute impacto do Lago de Furnas em cidades mineiras e paulistas

Às 10h desta terça-feira (6), aconteceu na Câmara dos Deputados, uma audiência pública para discutir a crise hídrica do Lago de Furnas e o impacto na geração de energia elétrica em diversas cidades de Minas Gerais e São Paulo, as quais dependem da água armazenada no lago.

Participaram da reunião representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Águas (ANA), do Operador Nacional do Sistema (ONS), além de autoridades dos estados de Minas e São Paulo.

O principal tema discutido no debate é a escolha da divisão da água do Lago de Furnas entre tantos setores: geração de energia em sete usinas, agricultura, turismo, piscicultura e transporte. Nos últimos tempos, a chuva na região diminuiu drasticamente, o que interfere na opção de atender todos esses setores.

Nos últimos sete anos, as chuvas no país foram abaixo da média. Furnas representa 12% da água armazenada no país e atende sete usinas no Rio Grande.

O presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas e prefeito de Cristais (MG), Djalma Francisco de Carvalho, defendeu o chamado ‘uso múltiplo das águas’ e criticou a gestão até o momento. Segundo ele, a situação crítica em Furnas é o resultado da prioridade dada à geração de energia.

Por decorrência de crise hídrica, Lago de Furnas dá lugar a pasto e lama

A crise hídrica enfrentada nos reservatórios do país fez com que o lago de Furnas, considerado o “Mar de Minas”, se transformasse literalmente em pasto em alguns pontos. Devido à escassez hídrica, a água recuou até oito quilômetros em algumas cidades banhadas pelo lago, o que fez com que píeres de pousadas e hotéis ficassem sem utilidade, num cenário que parece estar longe de terminar.

O volume útil de Furnas, que entidades e o setor turístico apontam que deveria ficar acima de 55% para não prejudicar as atividades econômicas, estava em 29,77% na terça-feira (29). O nível atual da água é de 757,4 m acima do nível do mar, 4,6 m abaixo do mínimo desejado, de acordo com a Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas) e o comitê da bacia hidrográfica do lago.

“A cada dia está pior a situação e, com a crise energética, tende a piorar ainda mais. São quase cinco metros abaixo do nível mínimo, o que é muito. A cota de 762 m é o aceitável para atender a maioria das atividades econômicas, além da produção de energia”, afirmou Fausto Costa, secretário-executivo da Alago e vice-presidente do comitê da bacia.

Segundo ele, a irrigação, tanto de grandes fazendas quanto de agricultores familiares, é um dos setores prejudicados, além de piscicultura, clubes náuticos, hotelaria e o setor de bares e restaurantes. Estimativas de associações ligadas ao turismo e ao comércio apontam que o total de empresas atingidas com a seca de Furnas chega a 5.000, com 20 mil empregos a menos no setor, que já sofre prejuízo desde 2020 com a pandemia da Covid-19.

O problema na economia das cidades ocorre porque o lago vai do sul ao oeste de Minas Gerais, com localidades que ficam a mais de 100 quilômetros de distância da barragem. Isso faz com que ele atinja áreas planas e também montanhosas -daí o apelido de “Mar de Minas”.

Nas áreas planas, em cidades como Varginha, Fama, Alfenas, Areado, Carmo do Rio Claro, Cristais, Formiga e Campo do Meio, há prejuízos mais significativos.

Enquanto isso, a região mais próxima à barragem, que contempla locais como Capitólio – que se tornou nos últimos anos a principal cidade turística da região –, São José da Barra e São João Batista do Glória, entre outras cidades, não sofre tanto.

“Nelas, a água também baixa, mas não distancia, porque é uma área montanhosa. O lago vai baixando, mas não vai ficando tão longe de um empreendimento. Nos outros, como são planos, a profundidade não é tão grande”, disse Costa.

Em Fama, barcos estão parados nos barrancos e um trampolim com cerca de 5 m de altura, outrora utilizado para recreação, hoje só serve para mostrar o tanto que a água se afastou. O problema já existia em anos anteriores, mas se agravou neste ano, contam moradores.

“A gente tinha de disputar lugar no trampolim para mergulhar. Hoje é só tristeza”, disse o pedreiro José Francisco dos Santos.

No Porto Hotel Fazenda, em Alfenas, o cenário é desolador. Havia água no local até o verão, mas o avanço da crise hídrica fez com que ela fosse recuando a cada dia e, hoje, está oito quilômetros distante dos píeres.

“A água chegou, mas ficou um, dois meses, e foi embora. É uma coisa terrível”, afirmou o proprietário do hotel,

Miguel Barbosa, que chegou a ter 76 funcionários em dois turnos quando havia água no local. Atualmente são 12, por priorizar a criação de animais, mas o número chegou a ser de apenas seis. Apesar da pandemia da Covid-19, o empresário credita o cenário à seca do lago. “A pandemia para hotel fazenda está excelente, porque as pessoas procuram esse descanso, distância, local aberto.

É o problema da água mesmo que atrapalha.” O hotel fecha as contas no vermelho há um ano. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), esteve no hotel há um mês e disse em vídeo que a situação é extremamente crítica em Furnas.

“Essa área já foi considerada, por décadas, o ‘Mar de Minas’. Hoje dá para ver claramente que se transformou num mar de lamas”, disse.

“Furnas, que deveria gerar milhares de empregos em atividades turísticas e em piscicultura, hoje não gera praticamente mais nada, um desastre econômico e também um desastre ambiental.”

A previsão de falta de chuvas pode prejudicar ainda mais a situação. Em maior ou menor grau, as cidades enfrentam fechamento de pousadas, restaurantes ainda mais vazios e empresas náuticas com as atividades paradas.

“Todas as atividades sofrem de alguma forma, mas na piscicultura, por exemplo, muitos já se adaptaram devido a outras secas e acabam sofrendo menos. A gente consegue também captar água para tratamento, mas pousadas, hotéis e esportes náuticos ficam muito prejudicados em todas as cidades”, disse o secretário de Cultura e Turismo e Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Piscicultura de Carmo do Rio Claro, Thiago Ferreira Cândido.

As cidades defendem o tombamento do lago de Furnas -o que, se ocorrer, permitiria que a altura mínima do reservatório ficasse em 762 m acima do nível do mar. O governo Jair Bolsonaro (sem partido), porém, ingressou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) questionando a lei de Minas que definiu o reservatório como patrimônio estadual.

“Isso nos daria mais segurança. Para a gente resolve, mas para outras cidades talvez esse patamar não resolva completamente, seria preciso ainda mais”, disse Cândido. Além de Furnas, Minas Gerais estabeleceu o tombamento do lago de Peixoto. Ambos ficam na bacia hidrográfica do Rio Grande. Bolsonaro alega que a decisão mineira ofende a competência da União para legislar sobre águas e energia.

Furnas teve a barragem concluída em 1963 e foi responsável por desenvolver o turismo e a economia de forma geral nas 34 cidades banhadas pelo lago. Os municípios recebem também royalties de forma proporcional à área alagada pela represa.

Para a associação dos municípios, o lago de Furnas poderia ser aliviado com a retenção de água, gerando mais energia em outras hidrelétricas do sistema, que é interligado.

“É só lembrarmos que 2016 foi um ano bom. Se houvesse planejamento para manter o lago cheio, hoje tinha como atender o uso múltiplo e, ao mesmo tempo, dar segurança energética”, afirmou Costa. Apesar do cenário crítico, o nível do reservatório já esteve em situações piores, como em 1999, quando ficou com apenas 6,28%. Em fevereiro de 2015, alcançou 10,6% do total.

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