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Jornal Folha Regional

Festival Nacional de Teatro de Passos e Região encerra 9ª edição e se prepara para comemorar 10 anos de história

Festival Nacional de Teatro de Passos e Região encerra 9ª edição e se prepara para comemorar 10 anos de história – Foto: divulgação

O 9º Festival Nacional de Teatro de Passos e Região (FNTP) chegou ao fim na noite do último domingo (27), após 10 dias de intensa programação cultural. Realizado pela ADESC Regional, em parceira com a Prefeitura Municipal de Passos, o evento reuniu cerca de 8 mil espectadores e gerou impacto significativo na economia local, com mais de 1.000 empregos gerados, sendo 28 diretos e 1.134 indiretos.

A programação contou com 20 espetáculos vindos de diferentes estados, ocupando palcos, ruas e espaços alternativos da cidade com montagens que atravessaram diversos gêneros e linguagens teatrais. Além dos espetáculos, a programação incluiu bate-papos, oficinas, ações sociais e manifestações da cultura popular, promovendo uma vivência artística ampla e diversa.

O grande vencedor da noite foi o espetáculo “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, do Grupo Teatro BlasFêmeas, de Taubaté (SP), que conquistou quatro prêmios, incluindo os de Melhor Direção, Melhor Espetáculo de Palco e Melhor Espetáculo do Festival — consagrando-se como o destaque desta edição.

A cerimônia de premiação contou com a presença do prefeito Diego Oliveira, do vice-prefeito Maurício Silva, do deputado estadual Cássio Soares, do secretário de Cultura e Patrimônio Histórico, Denilson César dos Reis, e do presidente da Câmara Municipal de Passos, vereador Plínio Andrade.

Confira os vencedores do 9º FNTP:

  • Melhor Ator – Marcos Poellnitz (Doroteia)
  • Melhor Atriz – Fernanda Viacava (Gabri[ELAS])
  • Melhor Ator Coadjuvante – Matheus Soares (O Santo e a Porca)
  • Melhor Atriz Coadjuvante – Eliane Correia (O Santo e a Porca)
  • Melhor Texto Original – Felipe Moratori (Terra Sem Acalanto)
  • Melhor Direção – Wladimir Pereira (O Arquiteto e o Imperador da Assíria)
  • Melhor Cenário – Cia 2 (Aviso Prévio)
  • Melhor Trilha Sonora – Gilda Vanderlande (Vidas Secas – Uma Cantata Nordestina)
  • Melhor Figurino – Giovani Bruno (O Santo e a Porca)
  • Melhor Maquiagem – Carol Camilo (Doroteia)
  • Melhor Iluminação – Ênio Cunha (Aviso Prévio)
  • Melhor Espetáculo de Espaço Alternativo – Terra Sem Acalanto – Sala de Giz
  • Prêmio Especial do Júri – Corpo Preto Surdo: Nós Estamos Aqui (BH em Libras)
  • Melhor Espetáculo de Palco – O Arquiteto e o Imperador da Assíria – Grupo Teatro BlasFêmeas
  • Melhor Espetáculo de Rua – Vidas Secas: Uma Cantata Nordestina – Grupo Artemis de Teatro
  • Melhor Espetáculo do Festival – O Arquiteto e o Imperador da Assíria – Grupo Teatro BlasFêmeas

Com o encerramento da nona edição, a organização já começa a preparar a próxima jornada: em 2026, o FNTP chegará à sua 10ª edição, comemorando uma década de arte e celebração do teatro nacional.

Lô Vieira é premiado com Melhor Arranjo no Festival Nacional da Canção de Cruzília

Lô Vieira é premiado com Melhor Arranjo no Festival Nacional da Canção de Cruzília – Foto: arquivo pessoal

O cantor, compositor e músico Lô Vieira foi um dos grandes destaques do 43º Festival Nacional da Canção de Cruzília (MG), realizado no último fim de semana, nos dias 25, 26 e 27 de julho de 2025. Representando as cidades de São Sebastião do Paraíso e Capetinga, onde construiu sua trajetória artística e afetiva, o artista conquistou o prêmio de Melhor Arranjo com a canção inédita “Volta Sabiá”, emocionando público e jurados com sua autenticidade musical.

A música, que combina lirismo poético e um arranjo sofisticado, esteve entre as 15 finalistas do festival, que mais uma vez se consolidou como um dos principais palcos da música autoral brasileira. A edição deste ano foi marcada por um altíssimo nível técnico e artístico, reunindo compositores, intérpretes e bandas de diversas regiões do país.

Em declaração após a premiação, Lô Vieira expressou sua gratidão e respeito ao evento:

“Estou muito feliz com esta conquista trazida do trabalho à minha arte. Achei um festival justo e de nível muito raro. Das 15 músicas finalistas, pelo menos 12 mereciam prêmio, sem contar os cantores e bandas que deram um verdadeiro show.”

Com mais de 20 anos de carreira, Lô Vieira acumula um currículo expressivo no circuito de festivais: são mais de 70 classificações e 15 premiações em eventos por todo o Brasil. Seu trabalho é reconhecido pela riqueza musical e pelas letras que dialogam com a cultura popular, a natureza e temas contemporâneos.

O Festival Nacional da Canção de Cruzília é considerado um dos mais tradicionais do país, valorizando a canção brasileira em sua diversidade. A edição de 2025 reafirmou o compromisso com a qualidade artística e com a revelação de novos talentos, além de homenagear grandes nomes da música nacional.

Lô Vieira segue sua caminhada como uma das vozes autênticas da nova geração da MPB, levando suas composições a diferentes públicos e palcos com sensibilidade, técnica e paixão pela arte.

Gincabarra 2025 promete agitar São José da Barra com esporte, diversão e solidariedade

Gincabarra 2025 promete agitar São José da Barra com esporte, diversão e solidariedade – Foto: reprodução

Preparem o tênis, o espírito de equipe e aquela energia boa: vem aí a primeira edição da Gincabarra, uma super gincana de férias que vai tomar conta de São José da Barra (MG) no dia 2 de agosto, a partir das 8h. Esporte, integração, risadas e até boas ações – tudo isso em um evento só!

Organizada pelo setor de esportes da cidade, sob o comando do professor Erick, a Gincabarra vai reunir cerca de 300 participantes, de todas as idades, em competições que vão muito além de medalhas: o foco é movimentar o corpo, fortalecer laços e ainda ajudar quem precisa.

E como toda gincana que se preze, essa aqui também tem equipes, cores e disputa acirrada! São quatro times, cada um com seu próprio exército do bem:

  • Amarelo – comandado por Rodrigo e Franciele (Furnas)
  • Verde – com Adriana Zé Abraão, Aline e Dione no comando
  • Preto – sob a liderança de Julie e Deodônio
  • Azul – representado pelos vereadores Adriano e Thiaguinho

Quer participar? É só procurar um dos líderes e dizer em qual modalidade quer entrar. São cerca de 10 provas, entre esportes coletivos, atividades recreativas e até ações solidárias.

Olha só o que vai rolar:

🏐 Vôlei de areia (masculino e feminino) – Aldeia Beach
🏖️ Beach Tennis feminino – Aldeia Beach
⚽ Futsal para a criançada até 10 anos – Poliesportivo
🃏 Truco (só para maiores de 18!) – Poliesportivo / Feira do Produtor Rural
🔥 Queimada – Poliesportivo
🥚 Corrida do Ovo – Em frente à Prefeitura
🏃 Corridas de 50m, 100m e Corrida do Saco – Em frente à Prefeitura
🛒 Arrecadação de alimentos – Feira do Produtor Rural
📸 Desafio da Foto mais antiga de São José da Barra – Feira do Produtor Rural

A competição promete ser acirrada, mas no fim, a equipe com mais pontos leva o título de campeã da Gincabarra 2025!

Além de incentivar o esporte e a saúde, a gincana também quer fazer a diferença na vida de outras pessoas: uma das provas envolve a arrecadação de alimentos, reforçando o espírito solidário do evento.

Então anota aí na agenda, separa o filtro solar, treina o saque (ou a mira) e vem curtir um sábado diferente, cheio de energia e com aquele clima gostoso de cidade unida.

“As Capivaras” invadem as ruas: espetáculo da Casa Volante encanta o Sul de Minas com teatro de bonecos e intervenção urbana

Performance encerra circulação nos dias 8 e 9 de agosto, na Mostra Tunin de Teatro, em São José da Barra (MG)

“As Capivaras” invadem as ruas: espetáculo da Casa Volante encanta o Sul de Minas com teatro de bonecos e intervenção urbana – Foto: divulgação

Combinando arte de rua, teatro de bonecos e intervenção urbana, As Capivaras é uma performance criada pela Casa Volante – Teatro de Boneco que vem encantando públicos de diversas cidades mineiras com sua presença silenciosa, provocativa e poética. Inspiradas na figura da capivara – o maior roedor do mundo e habitante das margens do Lago de Furnas, onde também se localiza a sede da Casa Volante – as personagens transitam por espaços públicos e cotidianos, rompendo com a lógica ordinária do viver humano e propondo um novo olhar sobre o estranho e o estrangeiro.

Neste ano de 2025, As Capivaras circularam por Minas Gerais com apoio da Lei Paulo Gustavo. A jornada começou em São Lourenço, no Festival de Arte e Saberes da Mantiqueira, seguiu para o Festival Pé da Serra, em Carmo do Rio Claro, e chegou à Fazenda Tulha, em Guaxupé, promovendo um encontro inusitado entre arte e natureza. Em Guapé, a performance foi apresentada no Lar São Vicente, oferecendo um momento de afeto e escuta com os residentes do asilo.

A circulação se encerra nos dias 8 e 9 de agosto, na Mostra Tunin de Teatro, em São José da Barra, no contexto de um festival dedicado à arte da cena, reforçando o compromisso da Casa Volante com o teatro popular e o diálogo com diferentes públicos e territórios.

Apesar de não falarem, As Capivaras se expressam com intensidade por meio da presença, da escrita e da imagem, mantendo viva sua narrativa também nas redes sociais, especialmente no Instagram: @nossavidadecapivara. Por onde passam, deixam rastros de encantamento, estranhamento e reflexão — como só uma capivara-humanizada poderia fazer.

Depoimentos:

Jeanne Kieffer, atriz, bonequeira e gestora da Casa Volante

“Levar As Capivaras para a rua com nossa família é uma forma de construir outras formas de convivência, de olhar para o mundo com mais poesia. Cada cidade nos acolhe de um jeito diferente, e é lindo ver como as pessoas se conectam com o silêncio, com o gesto e com esse bicho que é tão nosso.”

Guilherme Pam, ator, bonequeiro e gestor da Casa Volante

“A performance nasce do encontro entre o cotidiano e o absurdo. As Capivaras andam devagar, mas abrem espaço pra muita coisa acontecer no caminho.”

Braia lança ”Vertentes de Lá e Cá”, obra que transforma histórias de Minas em música

Viola caipira é a protagonista do projeto assinado por Bruno Maia, músico e compositor reconhecido no universo do rock e do metal

Braia lança ”Vertentes de Lá e Cá”, obra que transforma histórias de Minas em música – Imagem: divulgação

Lançado em julho de 2025, “Vertentes de Lá e Cá” tem a viola caipira como fio condutor de um tributo sonoro às histórias e paisagens de Minas Gerais. O novo disco do Braia, banda mineira fundada por Bruno Maia, artista reconhecido no universo do rock progressivo por conta da sua trajetória com a icônica Tuatha de Danann, pode ser ouvido em todas as plataformas (braia.net.br). 

Em cada uma das faixas, que transitam entre a música instrumental e a poesia cantada, o disco “Vertentes de Lá e Cá” traz cenas marcantes, como a Travessia dos Emboabas, a coragem de Hipólita Jacinta entre os Inconfidentes e a resistência do quilombo do Ambrósio. Carrancas, São Thomé das Letras e a fogueira de Ingaí também ganham corpo e ressoam em arranjos que levam o ouvinte para um deleite, uma verdadeira viagem, pelas montanhas e cenários de Minas Gerais.“Eu sou um apaixonado por Minas Gerais, sua história e seu povo. Tentei pagar um tributo a esta instância mágica que são as Minas em forma de música e imagem. Tem um pouco de tudo, acredito: música raiz, rock rural, um dedo de progressivo e tudo isso tendo a viola caipira como protagonista”, descreve Bruno Maia, que está à frente do Braia. 

Além de um disco para se apreciar em looping, “Vertentes de Lá e Cá” é uma experiência audiovisual. Cada música traz consigo uma ilustração original e um vídeo que amplia o sentido das composições. Neste trabalho, Braia não traz as imagens como ornamento ou bibelôs, ao contrário, elas ajudam a costurar o tempo, a apontar os símbolos e a fazer com que os lugares sejam conhecidos. Os vídeos contam com legendas e tradução em Libras, reafirmando o compromisso do projeto com a acessibilidade e a circulação livre da arte.

“Foi um trabalho muito dedicado e caprichoso com cada peça e detalhe do ‘Vertentes de Lá e Cá’. Este material pode servir até como material paradidático em aulas, oficinas… Ficou bem interessante e, pelo burburinho, tem muita gente já dizendo que quer conhecer alguns locais das músicas ou mesmo estudar mais sobre Minas Gerais”, celebra o multiartista Bruno Maia. 

Braia lança ”Vertentes de Lá e Cá”, obra que transforma histórias de Minas em música – Foto: divulgação

Neste rebento que acaba de nascer, Braia reafirma seu compromisso com a junção da tradição e da invenção. Desde 2006, quando o disco “… e o mundo de lá” foi gestado, o grupo vem explorando os encontros musicais e os Gerais, que fazem das nossas Minas um manancial único de criatividade.

“Acho difícil rotular o disco, pois ele manipula muitos elementos e ritmos diferentes: tem essa coisa da raiz em tudo que é lado, mas é um conteúdo raiz reelaborado, que faz do tradicional algo dinâmico e novo”, diz Bruno Maia, frisando que, para compreender melhor o disco, tem que ouvi-lo.  

“Vertentes de Lá e Cá” traz ilustrações de Thiago Brito e artes gráficas de Rodrigo Barbieri. Este projeto foi contemplado no Edital da Lei Paulo Gustavo do Estado de Minas Gerais.BRAIA. A banda nasceu da inquietude criativa do artista varginhense Bruno Maia, que integra a banda Tuatha de Danann. No Braia, ele expande suas referências ao dialogar com a música celta, o Clube da Esquina, o choro e o sertão, sem esquecer do rock progressivo. A proposta do projeto, que já atravessou o oceano e chegou com destaque à Irlanda, é perpassar tempos e culturas por meio de uma sonoridade que valoriza os instrumentos tradicionais e a força da narrativa musical.

OUÇA O DISCO

“Vertentes de Lá e Cá” está disponível em todas as plataformas: braia.net.br

Fim de semana teatral leva humor, emoção e reflexão às ruas de Passos

Fim de semana teatral leva humor, emoção e reflexão às ruas de Passos – Foto: divulgação/Prefeitura de Passos

O último fim de semana em Passos foi repleto de cultura e emoção com a intensa programação do Festival Nacional de Teatro, que segue até o dia 27 de julho. Com apresentações gratuitas em diversos espaços culturais da cidade, o evento tem atraído um público variado e fortalecido o cenário artístico local.

Na sexta-feira (18), o tradicional Terno de Congo Coroa do Menino Jesus abriu a programação, seguido pelo solo dramático “Pormenor de Ausência”, com o ator Giuseppe Oristanio, que emocionou o público com uma performance intensa e sensível.

O sábado trouxe uma agenda diversificada. Na Praça do Rosário, a peça “O Arquidiabo e o Camponês” combinou humor e crítica social. Na Casa da Cultura, Oristanio comandou um bate-papo sobre sua experiência na criação de espetáculos inspirados em Guimarães Rosa, promovendo uma troca enriquecedora com o público.

À noite, o espetáculo “Dipirona” antecedeu a vibrante apresentação do Terno de Congo Santa Ifigênia. Fechando o sábado, a CIA 2 divertiu a plateia com a comédia “Aviso Prévio”, que misturou humor e reflexão.

No domingo, o Grupo Sala de Giz apresentou “Terra sem Acalanto”, uma peça poética que abordou questões sociais com delicadeza e profundidade. Encerrando a programação do fim de semana, o Núcleo Traços Fortes levou ao palco “Vestígios de Alguém que Não Pode Falar”, um espetáculo impactante sobre identidade e silenciamento.

Com uma agenda plural e acessível, o Festival Nacional de Teatro tem reforçado o papel da cultura como instrumento de transformação social e valorização das expressões artísticas no município de Passos.

Atriz de Passos desenvolve espetáculo teatral para bebês de 6 meses a 4 anos

Atriz de Passos desenvolve espetáculo teatral para bebês de 6 meses a 4 anos - Imagem: divulgação
Atriz de Passos desenvolve espetáculo teatral para bebês de 6 meses a 4 anos – Imagem: divulgação

A atriz, dramaturga e moradora de Passos (MG) Helena Amaral desenvolveu um projeto teatral voltados para bebês. O espetáculo “O Menino e o Mundo das Coisas” terá apresentação única no dia 6 de abril, às 16h, no espaço Canto de Passarinhar.

De acordo com a atriz e dramaturga, o projeto, concebido e realizado com recursos próprios, é um convite à experiência sensorial e à comunicação visual e corporal voltada para bebês e crianças de até 4 anos.

“Esse público-alvo é portador de uma cultura própria. Os bebês percebem o mundo de maneira singular. O teatro pode ser uma ponte sensível para essa descoberta”, afirma Helena, que é artista multifacetada com uma trajetória que transita entre a atuação, a escrita e a pesquisa teatral.

Helena ressalta que o projeto vem de uma pesquisa aprofundada sobre o assunto desde o ano passado, que culminou na realização da peça. “Essa peça é direcionada para bebês de 6 meses a 4 anos, que compreende a fase que eu estou priorizando, que seria o nível de compreendimento da dramaturgia que foi criada neste espetáculo”, aponta.

Segundo a artista, esse tipo de abordagem e formato de teatro é muito novo e recente no Brasil. “Nas grandes cidades e metrópoles já acontecem essas apresentações. Em Franca, interior de São Paulo, teve uma apresentação sobre esse evento, que serviu para aprimorar meus conhecimentos sobre o assunto”, afirma.

Helena afirma acreditar que a arte é importante e deve ser acessível desde os primeiros meses de vida. O espetáculo dialoga com o universo dos pequenos por meio do teatro de objetos, explorando formas, texturas, cores e movimentos para estimular a curiosidade e a imaginação. Criado especialmente para a primeira infância, ‘O Menino e o Mundo das Coisas’ propõe um encontro poético entre a cena e os espectadores, respeitando os tempos e as sensibilidades do público infantil”, aponta a atriz.

“A apresentação única no Canto de Passarinhar promete uma experiência delicada e imersiva, reforçando a importância da arte no desenvolvimento infantil”, disse Helena.

A apresentação única acontece no Canto de Passarinhar, localizado na rua Deputado Lourenço de Andrade, 29, no centro de Passos. Para mais informações sobre a precificação do espetáculo e como funciona, o interessado pode entrar em contato pelo telefone: (35) 9902-3635.

Via: Clic Folha

Cortejo de Folias de Reis celebra a cultura popular e marca o encerramento do Natal da Mineiridade

Cortejo de Folias de Reis celebra a cultura popular e marca o encerramento do Natal da Mineiridade - Foto: divulgação
Cortejo de Folias de Reis celebra a cultura popular e marca o encerramento do Natal da Mineiridade – Foto: divulgação

O encontro de Folias, celebração que une tradição, cultura e fé, reuniu dez grupos de Minas Gerais, com representantes da capital e do interior, na última segunda-feira (6/1), no Palácio da Liberdade. A festa vibrante comemorou o Dia de Reis, proporcionando ao público presente um momento único, que colocou em evidência a força da cultura popular e marcou o encerramento do Natal da Mineiridade e das visitações ao Palácio do Natal.

As folias saíram do prédio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e caminharam em direção ao Palácio da Liberdade. Lá foram recebidos pela secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza, pela subsecretária de Cultura, Maristela Rangel, pelo presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), João Paulo Martins, e pelo padre Samuel Fidelis.

Diante do presépio montado no interior do Palácio, as folias levaram seus cantos e homenagens contagiando o espaço com os ritmos, as cores e a diversidade da tradição popular de Minas Gerais. Na sequência, foi promovida a encenação do Presépio Vivo pelos artistas do Centro Artístico Cultural São João Batista (Cenarc).

Participaram do cortejo a Folia de Santos Reis Maria do Bode (Almenara), a Folia de Santos Reis do Paulo VI (Belo Horizonte), a Caravana de Santos Reis União de Amigos (Belo Horizonte), a Folia de Santos Reis Estrela do Oriente (Belo Horizonte), a Folia de Santos Reis de Vespasiano (Vespasiano), a Nossa Folia: Folia do Menino Jesus e São Sebastião do Alto Maranhão (Congonhas), as Pastorinhas do Padre Faria (Ouro Preto), a Folia de Reis Geraldo Julião e Irmandade (Abaeté), a Folia de Reis Os Filhos dos Reis (Leandro Ferreira) e a Folia de Reis Mestre Juca e Tia Nem (Belo Horizonte). 

O presidente do Iepha João Paulo Martins frisou a representatividade do Cortejo de Folias e Pastorinhas no encerramento do Natal da Mineiridade. “O Estado traz para essa celebração uma das manifestações mais ricas e diversas do nosso patrimônio imaterial. Tivemos representadas algumas regiões de Minas Gerais, demonstrando tradição e a importância de sua salvaguarda”.

Cortejo de Folias de Reis celebra a cultura popular e marca o encerramento do Natal da Mineiridade - Foto: divulgação
Cortejo de Folias de Reis celebra a cultura popular e marca o encerramento do Natal da Mineiridade – Foto: divulgação

O Natal da Mineiridade é uma realização do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e da Fundação Clóvis Salgado, com patrocínio da Cemig e apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). A produção é assinada pela Nossa Senhora das Produções.

Sérgio Rodrigo Reis, presidente da Fundação Clóvis Salgado, destacou a importância da preservação e da valorização das manifestações culturais tradicionais de Minas Gerais. “O Cortejo de Reis, além de ser uma celebração da fé, é um verdadeiro testemunho da riqueza e diversidade da nossa cultura popular. Este evento representa a força das folias, um patrimônio imaterial que vem de gerações e que continua a encantar e a reunir nossa gente, em Belo Horizonte e no interior do estado. É com muito orgulho que realizamos esta festa, fechando o Natal da Mineiridade”. 

A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Cemig, Cristiana Kumaira, ressaltou a importância da celebração e do encontro das Folias de Reis, de diferentes cidades do estado, marcando o encerramento do Natal da Mineiridade. “Essa festividade vem para coroar a tradição, a identidade e a memória do povo mineiro, tão intensamente vividas durante todo o Natal da Mineiridade, preservando e valorizando a cultura de Minas”, enfatizou.

Artista mineiro realiza exposição e apresentação no CAT de São João Batista do Glória

Thiago Valle - Foto: arquivo pessoal
Thiago Valle – Foto: arquivo pessoal

Por meio de um nome bastante reflexivo, “O Rio da Vida” flui e se materializa em uma coletânea de obras do artista plástico, arquiteto e músico mineiro, Thiago Valle. São criações diversas produzidas ao longo de duas décadas tais como pinturas, ilustrações, histórias em quadrinhos, poesias e, é claro, a personalização de instrumentos musicais, todas organizadas para o arranjo de uma exposição conceitual que se apresenta neste tempo.

A personalização de instrumentos, como as guitarras utilizadas pela banda, possui lugar de destaque em suas obras. Pinturas feitas diretamente sobre os instrumentos os transformam em peças únicas, exclusivas, onde cada motivo carrega um conceito especial que transporta o expectador a mundos diversos, tais como lendas de povos ancestrais e mitologias antigas.

Parte das obras expostas têm relação direta com as músicas da Gypsy Tears. Sendo o guitarrista e compositor da banda, Valle lapidou canções em paralelo ao desenvolvimento das artes e suas criações, uma vez que tanto as músicas quanto as pinturas e ilustrações compartilham dos mesmos conceitos e narrativas: inspirações no cotidiano, reflexões do ser, tradições e culturas regionais. Portanto, a exposição “O Rio da Vida” proporciona uma experiência imersiva aos expectadores ao manifestar a correlação das diferentes ramificações das belas artes, fundamentadas em conceitos comuns a todas essas vertentes artísticas. É uma exposição de pluralidades que passeia pelos vários cenários das artes e suas disciplinas.

Na noite do último sábado (7), às 20h, sendo parte integrante de um momento especial da exposição, a banda Gypsy Tears fez a apresentação de seu repertório autoral e o pré lançamento de seu novo álbum, Blue Bird, este pincelado junto às obras da exposição, transportando o público presente ao universo das artes e também do audiovisual, em uma dinâmica artística de apreciação imersiva e interativa pelos visitantes.

A exposição contou com um calendário singular. Thiago Valle convidou todos a navegarem pelo “O Rio da Vida”, o Vernissage aconteceu dia 07 de dezembro, às 19h, seguido do show da banda Gypsy Tears, às 20h, juntamente com a exposição das obras. No domingo (8), o horário de exposição foi das 9h as 18h. Com entrada gratuita, essa curta temporada de O Rio da Vida aconteceu no C.A.T. – Centro de Atendimento ao Turista, em São João Batista do Glória (MG), um espaço belíssimo e extremamente receptivo.

Cronograma em Passos

Depois do sucesso da exposição, Thiago Valle & banda (Gipsy Tears) seguem para o Salão do Palácio da Cultura, na Praça Geraldo da Silva Maia, em Passos (MG).

  • Abertura: 10 de dezembro, às 20h;
  • Temporada: 11 a 20 de dezembro, das 17h às 22h;
  • Dia 14 (sábado), das 9h às 13h | às 20h show conceitual da banda Gipsy Tears;
  • Dia 15 (domingo), das 15h às 19h.

Por Cleiton Hipólito

Juliano: Guardião da História e Mestre das narrativas orais

Juliano: Guardião da História e Mestre das narrativas orais

Juliano Pereira de Souza, é um dedicado contador de histórias, Sargento da policial militar, genealogista, pesquisador e historiador. Desde 2009, ele mergulha em pesquisas genealógicas e históricas, entrevistando pessoas, especialmente idosos, para preservar e registrar os “causos” e histórias que compõem a rica memória cultural de Alpinópolis e do Sul de Minas Gerais.

Sua paixão pela história resultou em duas obras fundamentais para o registro local, Ventania Valorizando Nosso Povo (2020) e Caminhando pela História – Um Passeio pelas Ruas (2021), este último foi amplificado em 2024 com a criação de uma página online, financiada pela Lei Paulo Gustavo (LPG), para divulgar e compartilhar trechos da obra, despertando o interesse dos leitores. Devido ao sucesso, no início de 2025, Juliano lançará a segunda edição de Caminhando pela História, enriquecida com novos conteúdos e homenagens a personagens locais e regionais que continuam vivos e essenciais para a história de Alpinópolis.

Além de seus livros publicados, Juliano desenvolve novos projetos, incluindo, A Genealogia da Família de Ana Teodora de Figueiredo – Dona Indá, que explora os troncos genealógicos importantes do Sul de Minas, Tradições de Minas – Reinado: A Festa do Povo, uma obra que retrata as origens de manifestações culturais como as Congadas, Moçambique, Pastorinhas e Cia de Reis, utilizando relatos orais, documentais e fotográficos, A Fuga das Famílias – Do Velho ao Novo Mundo, que reconstrói a trajetória de famílias judias perseguidas até sua chegada ao Sul de Minas, resgatando suas histórias e genealogias.

O historiador, também contribuiu para outras publicações relevantes, como A Linhagem da Família Brasileiro e Alves de Figueiredo, da professora Irene Gonçalves Brasileiro Freire, e O Sentido das Águas, da Editora Plus Info, que destaca as tradições de cidades banhadas pelo Lago de Furnas. Ele é parceiro de outros pesquisadores regionais, fortalecendo a perpetuação da cultura e dos costumes locais.

Reconhecido por sua contribuição à história de Alpinópolis, Juliano recebeu diversas homenagens. Em 2022, foi celebrado pelas escolas Albertino Gonçalves dos Reis e Domingos Gonçalves de Lima, e honrado com a Moção de Aplausos da Câmara Municipal. Em 2024, participou da primeira Feira Literária de Alpinópolis, promovida pela Escola Estadual Dom João VI. Durante o evento, suas obras foram trabalhadas pelos alunos e apresentadas à comunidade, reforçando a importância das tradições orais.

Juliano é um contador de histórias incansável, que se adapta às novas tecnologias para ampliar o alcance de sua missão. Ele participa de podcasts e mídias sociais, compartilhando histórias e “causos” que coletou ao longo dos anos. Suas palestras em escolas conectam gerações, transmitindo lições valiosas dos antepassados e das histórias regionais.

Ele chama atenção de outros escritores renomados e especialistas na arte das letras, como destaca Conceição Lima.

“Há algum tempo ouvi uma entrevista com o contador de histórias e escritor sob a forma de um podcast. Ele afirmava algo como; quando me encontro com alguém desconhecido ou pouco conhecido, não me contenho em pergunta, ‘Quem é você? Onde vive? Qual é sua origem? Quem são seus ancestrais? E coisas semelhantes… Isto para mim é um indício mais que revelador de uma mente sagaz e curiosa, de um ser humano que ama contar histórias de outros homens, sejam elas “oficiais” ou “casuais”, portanto, um memorialista, um genealogista nato”, citou Conceição.

Conceição Lima é Mestre em Educação pela UFSCar, Doutora em Letras pela UNESP, com Pós-Doutorado em Linguística (linguagem no meio digital) pela UNICAMP, é alpinopolense e atualmente reside em Ribeirão Preto (SP). Articulista, ensaísta, cronista, romancista, contista, jornalista, poeta, trovadora e teatróloga.

Conceição, conclui que, Juliano é um dos maiores talentos de que tenho notícia no gênero memorialista, um escritor de frases bem torneadas e lapidadas, alguém que domina intuitiva e tecnicamente a arte de contar histórias de vida. “Cada projeto literário seu anunciado passa a ser ansiosamente esperado pelos leitores, especialmente os conterrâneos sul-mineiros. A ele os meus melhores votos de sucesso na carreira literária e na vida pessoal”.

Seu trabalho é mais do que uma profissão, é um ato de amor pela história e pela cultura de sua terra. Juliano é um verdadeiro guardião das memórias, um narrador que mantém viva a tradição e inspira futuros historiadores a continuar preservando o passado.

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