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Jornal Folha Regional

Semana de baixas: Café finaliza sexta-feira com quedas acima de 400 pontos em Nova York

O mercado futuro do café arábica finalizou o pregão desta sexta-feira (18) com quedas acima dos 400 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A semana foi marcada por quedas expressivas para o café e as valorizações chegaram a registrar baixas acima de mil pontos no início da semana.

“As previsões de chuvas benéficas nas áreas cafeeiras do Brasil geraram uma longa liquidação massiva de futuros de café pelos fundos esta semana”, destacou a análise do Barchart. Segundo a análise, a Somar Meteorologia está prevendo chuvas para o dia 21 de Setembro no sul de Minas Gerais. 

Dezembro/20 teve queda de 450 pontos, valendo 113,50 cents/lbp, maio/21 registrou baixa de 435 pontos, valendo 115,30 cents/lbp, maio/21 também teve baixa de 435 pontos, valendo 116,70 cents/lbp e julho/21 encerrou valendo 118,05 cents/lbp, também com desvalorização de 435 pontos.  

Segundo dados do Procafé, todo o estado de Minas Gerais e a Alta Mogiana/MG passam pelo período de estiagem mais severo dos últimos anos e após uma grande produção em 2020, a água é fundamental para uma boa recuperação da planta e para minimizar os impactos para a safra do que ano, que naturalmente tende a ser de ciclo baixo. 

Em Londres, o café tipo conilon também finalizou a semana com desvalorização. Novembro/20 teve queda de US$ 31 por tonelada, valendo US$ 1356, janeiro/21 teve queda de US$ 29 por tonelada, negociado por US$ 1372, março/21 teve baixa de US$ 27 por tonelada, negociado por US$ 1386 e maio/21 também registrou desvalorização de US$ 27 por tonelada, valendo US$ 1400.

Parelelo às condições do tempo no Brasil, a desvalorização do real ante ao dólar foi mais um suporte de baixa para os preços em Nova York. “As perdas no café aceleraram na tarde de sexta-feira, quando o real brasileiro caiu -2,05%, em relação ao dólar. Um real fraco incentiva as vendas de exportação pelos produtores de café do Brasil”, destacou o Barchart. 

No mercado físico, as cotações acompanharam o desempenho internacional e também recuaram, o que afastou os vendedores do mercado, conforme analisou o Conselho Nacional do Café (CNC) em sua análise semanal. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 554,16/saca e R$ 385,22/saca, registrando perdas de 6,5% e 3,4%, respectivamente.

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 1,80% em Guaxupé/MG, estabelecendo os preços por R$ 547,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 1,85%, negociado por R$ 530,00, Varginha/MG teve queda de 1,82%, valendo R$ 540,00, Varginha/MG teve baixa de 1,75%, negociado por R$ 560,00. Franca/SP teve desvalorização de 3,64%, estabelecendo os preços por R$ 530,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 545,00 e Campos Gerais/MG também não registrou variações, mantendo o valor de R$ 553,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 1,67% em Guaxupé/MG, estabelecendo os preços por R$ 590,00. Poços de Caldas/MG teve valorização de 1,75%, negociado por R$ 580,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 595,00 e Campos Gerais/MG manteve o valor de R$ 613,00.

Fonte: Notícias Agrícolas

11 de setembro de 2001: 19 anos do maior atentado terrorista da história

O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado na memória de milhões de pessoas no mundo todo. O ataque terrorista aos Estados Unidos não apenas abalou o mundo, mas deu origens às guerras do Iraque e Afeganistão, provocou a crise econômica de 2017 afetando todo o planeta, mudou completamente a segurança dos aeroportos e levou a caça de Osama Bin Laden.

O ataque foi coordenado pela organização fundamentalista islâmica alQaeda. Naquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram propositalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial World Trade Center, em Nova Iorque, matando todos que estavam a bordo e grande parte das pessoas que estavam nos edifícios. Os dois prédios desmoronaram duas horas depois os impactos, destruindo edifícios vizinhos, causando vários danos e pânico total.

O terceiro avião colidiu contra o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia. O quarto avião caiu em campo aberto, próximo a Shanksville, na Pensilvânia. Não houve sobreviventes em nenhum dos voos.

Aproximadamente 3 mil pessoas morreram durante o ataque.

Estudo aponta que degelo de glaciais pode elevar oceanos em 45 cm até 2100

O nível dos mares pode subir cerca de 45 centímetros entre agora e o final do século devido ao derretimento das calotas polares devido ao aquecimento global, alerta um novo estudo publicado nesta quinta-feira.

Cientistas de cerca de 40 institutos internacionais especializados modelaram cenários de emissão de gases de efeito estufa do Giec, grupo de especialistas em clima da ONU, para este estudo, tema de uma série de publicações na revista Cryosphère.

No primeiro cenário, a continuação regular do aumento das emissões de gases de efeito estufa e o degelo das geleiras na Antártica elevaria o nível do mar em até 30 centímetros, e o da Groenlândia em mais 9 centímetros.

Em um cenário de fortes reduções de emissões, o derretimento da calota da Groenlândia poderia, entretanto, adicionar três centímetros adicionais ao nível do mar.

As modelagens na Antártica, sujeitas a mais pressões externas, dão resultados diferentes no segundo cenário, incluindo um crescimento de geleiras que baixaria o nível do mar em cerca de 8 centímetros.

No início de setembro, um estudo publicado na revista “Nature Climate Change” já havia concluído em uma possível elevação dos mares de 40 centímetros até 2100, um cenário catastrófico que colocaria em risco centenas de milhões de habitantes das zonas costeiras.

Em setembro de 2019, um relatório especial do Giec estimou que mais de um bilhão de pessoas viveriam até a metade do século em áreas costeiras baixas e muito vulneráveis.

Questionado sobre as variações importantes entre os cenários, Anders Levermann, pesquisador do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK) e um dos autores do estudo, considerou que “a incerteza não deve ser um motivo para esperar, mas que requer ação urgente”.

“Sabemos que algo vai acontecer, mas não sabemos até que ponto será sério”, alertou.

Em fevereiro, estudo que sintetizou modelagem realizado em 27 institutos internacionais e coordenado pelo PIK, havia considerado que somente o degelo na Antártica poderia causar uma elevação do nível dos oceanos de até 58 centímetros até o final do século, se o O ritmo global de emissões permanece inalterado.

As calotas polares da Antártica e da Groenlândia contêm gelo suficiente para elevar o nível da água em 65 metros, caso derretam completamente.

Fonte: Uol

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