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Jornal Folha Regional

Variante P1 do novo Coronavírus é confirmada em amostras de pacientes de Passos e São Sebastião do Paraíso

Conforme dados do Estado, também já foram confirmadas a presença de outras variantes, como a do Reino Unido e a do Rio de Janeiro; pesquisadores investigam presença da P4, identificada no interior de SP.

A variante P1 do novo coronavírus, ou a variante de Manaus, já foi encontrada em amostras de pacientes de pelo menos 24 cidades do Sul de Minas. Os dados constam no “Painel De Monitoramento”, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Amostras de pelo menos 34 pacientes que tiveram sequenciamento genético confirmaram a presença da variante.

O painel do Estado aponta que a P1 é a variante mais predominante na região, com mais registros do que outras variantes de atenção, como a B.1.1.7, do Reino Unido e a P2, do Rio de Janeiro. As variantes de Manaus e do Reino Unido são consideradas variantes de atenção devido à maior capacidade de transmissão do vírus. Pesquisadores agora investigam se já há na região a presença da variante P4, identificada em 21 cidades do interior de São Paulo.

Na última semana, várias prefeituras confirmaram oficialmente a presença da variante P1. No entanto, essa variante já circula no Sul de Minas há pelo menos três meses. A presença da variante em amostras da região já havia sido confirmada pela SES-MG no início de março e pode estar relacionada com a alta de casos observada na região nos últimos meses, assim como o relaxamento das medidas de distanciamento e prevenção à Covid-19.

Em entrevista à EPTV Sul de Minas nesta semana, o Secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, disse que a P1, conhecida por ser uma variante mais transmissível da doença, já corresponde a 80% das amostras sequenciadas. Pelo menos 13 variantes do vírus SARS-CoV-2 já circula pelo estado.

“A variante que mais circula no estado, cerca de 80% das amostras, são da P1, que é a variante de Manaus, que é a que deu este pico este ano em fevereiro, março e abril, no entanto vamos seguir acompanhando para ver se alguma outra variante é identificada. É comum novas variantes serem identificadas, mas com mutações muito pouco prevalentes ou muito próximas daquelas mutações já existentes, então o estudo continua para ver se há um aumento de circulação, de taxa de infecção e transmissão dessa variante”, disse o secretário.

Além da P1, o Estado já confirmou na região a presença de amostras com a variante P2, a variante do Rio de Janeiro. As duas variantes são desdobramentos das linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33, que também já tiveram casos confirmados no Sul de Minas.

A variante B.1.1.7, ou variante do Reino Unido, foi encontrada em três amostras de pacientes do Sul de Minas. Essa variante foi identificada em setembro de 2020 e atualmente já existe em pelo menos 120 países, incluindo o Brasil.

Pesquisadores que identificaram a nova variante do coronavírus, a P4, no interior de São Paulo, afirmam que já monitoram o Sul de Minas para identificar a presença da nova variante na região. Casos da P4 já foram identificados em pelo menos 21 cidades do Estado de São Paulo.

“Estamos entrando em contato com São José do Rio Pardo, o pessoal de Minas Gerais também já está pegando a região de Poços de Caldas, de Guaxupé, Arceburgo, que faz fronteira com Mococa, Guaranésia, tudo aquilo ali, a UFMG está junto com a gente agora para monitorar isso aí, pra gente tentar minimizar essa transmissão”, disse o pesquisador João Pessoa Araújo Júnior durante transmissão ao vivo nas redes sociais em que falava sobre o tema com o prefeito de Porto Ferreira, Rômulo Rippa (PSD), cidade em que a variante foi identificada.

Variante indiana

A nova preocupação agora é com a variante indiana, que, segundo o Ministério da Saúde, já teve oito casos confirmados no Brasil. A Secretaria Estadual de Saúde acompanhava um caso suspeito em Juiz de Fora. Na noite desta quinta-feira (27), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou ao G1 que o morador da cidade foi diagnosticado com a variante de Manaus. Este é o primeiro caso em Minas Gerais.

A variante indiana do coronavírus, chamada de B.1.617, foi registrada pela primeira vez na Índia em outubro do ano passado. Com a explosão de casos na Índia e sua disseminação no Reino Unido, ela passou a preocupar o mundo. Isso ocorreu, segundo os infectologistas, porque provavelmente a variante se tornou mais transmissível após mutações sofridas desde a sua descoberta.

Fonte: G1

Fiocruz alerta para possível alta de mortes na próxima semana

Nordeste do País é a região que mais preocupa; cinco estados estão com 90% dos leitos de UTIs ocupados.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou alerta para a possibilidade de aumento de mortes por Covid-19 no Brasil a partir da semana que vem. A média está em 1,9 mil óbitos por dia e pode, de acordo com a análise da Fiocruz, atingir patamar de 2,2 mil.

A informação consta na nova edição do boletim feito pelo Observatório Covid-19 divulgado nesta quarta-feira (26) e chama atenção para o fato de na última semana epidemiológica – 16 a 22 de maio – ter sido registrada um aumento na média de novos casos:  0,7% ao dia, com média de 62 mil novos registros diários.

“De fato, o aumento no número de casos costuma ser seguido, cerca de duas semanas após, pela elevação do número de óbitos por Covid-19. Mantida essa tendência, se prevê um aumento na próxima semana para valores em torno de 2,2 mil óbitos por dia (2 mil a 2,4 mil, considerando a margem de erro do modelo)”, diz a Fiocruz.

No total, 18 estados estão com leitos de UTI com mais de 80% de ocupação. O Nordeste, aponta o documento, é a região que mais preocupa.  Dos 9 estados, cinco estão com UTIs operando com 90% dos leitos cheios.

A Fiocruz também registra que entre os dias 17 e 24 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos com coronavírus no SUS ou aumentaram, ou se mantiveram em níveis elevados em praticamente todos os estados do País. A queda nessas ocupações, registrada por algumas semanas até 10 de maio, se interrompeu.

Terceira onda ou prolongamento da segunda

Pesquisadores da Fiocruz ouvidos pela CNN não creem que os números apontem para uma “terceira onda” de contaminações e mortes por Covid-19 – e sim um prolongamento da segunda onda, iniciada a partir de janeiro.

“Não dá para falarmos em nova onda porque não controlamos essa. Tivemos uma pequena redução no número de óbitos, mas não tivemos queda sustentada no número de novos casos. A gente está vivendo uma onda que vai e vem e oscila num patamar muito alto”, afirmou Raphael Guimarães, do Observatório Covid19 da Fiocruz.

Christovam Barcellos, que mantém o portal de monitoramento do coronavírus da Fiocruz, afirmou que o termo deve ser evitado.

“Estamos evitando falar em terceira onda. Estamos com um novo platô formado de casos e óbitos formado e isso pode durar vários meses”, disse.

Foto: Cemitério Vila Formosa – Funcionários do cemitério de Vila Formosa, em SP, carregam caixão de vítima da Covid-19; devido ao elevado número de óbitos, os funcionários também trabalham no período noturno.

Fonte: CNN

UFMG identifica 68 bebês que nasceram com anticorpos contra Covid-19

Pesquisa utiliza o teste do pezinho para identificar exposição ao Sars-CoV-2 durante a gestação

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou 68 bebês que nasceram com anticorpos para a Covid-19. Resultados preliminares mostram que a maioria das mães que se infectaram pelo Sars-Cov-2, durante a gestação, passou os anticorpos para os bebês por meio da transferência placentária.

Vacina

A análise é feita através da mesma gota de sangue no papel filtro coletada para o teste do pezinho. Dessa forma, os bebês não passam por nenhum procedimento diferente do habitual. Até o momento foram testadas 506 mães e bebês de Uberlândia, Contagem, Itabirito, Ipatinga e Nova Lima, e a meta é testar 4 mil mães.

Os pesquisadores pretendem investigar a duração em que o bebê permanece imunizado. Os casos positivos serão acompanhados por dois anos, período em que se observará se a infecção durante a gestação trouxe consequências para o desenvolvimento das crianças. Um grupo de controle, com mães e bebês com resultados negativos, também será acompanhado.

Os critérios para a escolha dos municípios foram a taxa de prevalência de Covid-19, o número de nascimentos por mês e a existência de rede de apoio para eventual necessidade de reabilitação das crianças com alterações nos testes de neurodesenvolvimento.

Um dado que chamou atenção dos pesquisadores é a proporção de casos assintomáticos, ou seja, mães que não tiveram sintomas da doença e ainda assim passaram anticorpos para os fetos. Na pesquisa em Minas Gerais o número chegou a 40%.

“Outros estudos já mostraram a presença de anticorpos no bebê, mas a maioria deles investigou a transferência de anticorpos após as manifestações da Covid na mãe. Nesta pesquisa, estamos testando todas as mães e bebês, independentemente de elas terem apresentado qualquer sintoma da doença durante a gravidez, porque sabemos que cerca de 80% das infecções são assintomáticas”, explica a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudia Lindgren, que cita o zika, rubéola e HIV como vírus que permanecem “ocultos” no organismo por bastante tempo. “Temos a hipótese que, à semelhança de outras infecções virais durante a gravidez, o Sars-Cov-2 pode trazer repercussão futura”, pontua.

Nenhuma das mães participantes do estudo havia sido vacinada contra a Covid-19.

O estudo conta com parceria do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) e da Universidade Federal de Uberlândia.

Fonte: O Globo

Foto: Divulgação/ Nupad/Faculdade de Medicina da UFMG

Prefeito faz ‘homenagem’ aos homens que se cadastraram como gestantes para furar fila da vacinação

Em Divinópolis, 200 casos de possíveis fraudes são investigados pela prefeitura.

Após identificar pelo menos 17 pessoas do sexo masculino se passando por gestantes e puérperas para receber a vacina contra a Covid-19, o prefeito de Divinópolis (MG), Gleidson Azevedo (PSC), fez uma homenagem aos “homens grávidos” em sua rede social, nesta quarta-feira (26).

No vídeo, ele e outras três pessoas aparecem em uma academia da região, com uma bola na altura da barriga e ao som de “Volta bebê, volta neném”. “Homenagem a todos os grávidos de Divinópolis”, escreveu o prefeito na descrição da publicação.

Para evitar que mais pessoas se beneficiem irregularmente da prioridade da vacina, a prefeitura anunciou mudanças nos documentos de comprovação dos grupos prioritários. Apenas laudos médicos junto com a receita para comprovar a comorbidade do paciente passam a serem aceitos.

Pelo menos 200 casos de possíveis fraudes envolvendo a vacinação contra a Covid-19 no município estão sendo investigados pela prefeitura. As denúncias de fura-filas foram encaminhadas ao Ministério Público, na última segunda-feira (25).

Como deve ser a privatização da Eletrobras

MP do governo prestes a ser aprovada determina a redução da participação do Estado na companhia, mas ela não será vendida inteira.

O governo tenta, pela terceira vez só em anos recentes, fazer vingar a privatização da Eletrobras, a maior empresa de energia da América Latina e uma das cinco gigantes estatais do país, ao lado da Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Juntas, as ‘big 5’ representam cerca de 85% de todo o capital do governo federal com suas mais de 200 estatais, de acordo com o Tesouro Nacional.

O fim do controle público na Eletrobras é o ponto central da Medida Provisória (MP) 1.031/2021, apresentada pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus ministros ao Congresso Nacional em fevereiro deste ano.

A MP aguarda para os próximos dias a sua votação pelo Senado, depois de já ter sido aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, e com uma votação suficientemente forte para deixar um prenúncio de “agora vai”: foram 166 deputados contra e 313 a favor, muito mais do que o necessário para uma MP e o suficiente até para aprovar uma alteração à Constituição (308 votos).

Ao contrário da possível impressão inicial, o projeto em tramitação não propõe vender totalmente a Eletrobras para a iniciativa privada. A proposta é que o governo, hoje dono de quase tudo, reduza sua participação para menos de 50% e, assim, deixe de ser o controlador, o que significa que perde o poder exclusivo de decisão sobre ela, embora continue podendo opinar junto aos novos sócios.

A União também deve continuar dona de uma “golden share” na companhia, o papel especial que dá o poder de veto em situações excepcionais.

“A Eletrobras será mais ou menos parecida com o que é a Vale, em que o governo ficou com uma participação pequena, e são os acionistas que decidem os rumos da empresa”, explica Carlos Schoeps, diretor da consultoria em energia Replace.

A então Companhia Vale do Rio Doce, mineradora criada nos anos 1940 por Getúlio Vargas e que encurtou o nome depois, foi vendida em 1997, em meio às grandes privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso. “Na Eletrobras, o governo vai diluir sua participação; será uma privatização indireta”, diz Schoeps.

Veja a seguir os principais pontos propostos pela MP da privatização da Eletrobras.

Privatização via capitalização

A desestatização da Eletrobras será feita por meio de um processo de capitalização, que é um remanejamento nas ações e um dos tipos possíveis de privatização.

Pela MP em debate, a Eletrobras deverá aumentar seu capital, ou seja, emitir novas ações, para depois vendê-las a outras empresas privadas, que serão as novas sócias. Com isso, mesmo que o governo continue dono da mesma quantidade de ações, sua participação no capital total ficará menor –por isso se diz que o controle será diluído.

Não foram ainda definidos os detalhes dessas emissões, mas a ideia é que a conta final faça com que a participação do governo na Eletrobras caia para menos de 50%, o que tira oficialmente seu título de acionista majoritário e o seu poder de decidir sozinho sobre a companhia. 

Quanto o governo tem hoje

Hoje, a Eletrobras já tem seu capital parcialmente diluído, já que uma parte de suas ações está listada na bolsa de valores e, portanto, está na mão de milhares de investidores e pequenos sócios.

A União, porém, ainda é dona de 51,8% dos papéis ordinários, que são os que dão direito a voto nas decisões. Se juntar também a participação do BNDES e de fundos federais, a participação total do governo nas ordinárias da Eletrobras chega a 72%.

Limites aos novos sócios

Pelas regras propostas, nenhum dos novos compradores poderá ter participação maior do que 10% nesse capital votante da geradora, de maneira a evitar que um único investidor ou uma única empresa seja o dono ou tenha desproporcionalmente mais poder de decisão.

Schoeps, da Replace, adverte, porém, para possíveis falhas no modelo. “Dois ou mais sócios podem se associar e votar juntos”, diz. “Também deveria haver uma restrição à compra de participação por outras empresas do setor de energia, se não elas ficam muito grandes e passam a ser um oligopólio.”

O que muda na gestão

A indicação do presidente da Eletrobras e de suas subsidiárias, como Furnas e Chesf, hoje feitas pelo presidente da República, é uma das coisas que sai da alçada do governo com a pulverização do poder, e passa a ter que ser debatida entre o conjunto de sócios.

Indicações às diretorias e de boa parte dos membros do Conselho de Administração, por onde passam todas as grandes decisões de uma empresa, também saem do controle do governo.

Governo ganha ‘golden share’

Pela proposta de capitalização, depois de ter sua participação diminuída, a União ganhará o direito a ter uma ação de classe especial na nova Eletrobras, a chamada “golden share”, ou “ação de ouro”. Ela dá a seu portador –via de regra, sempre o governo- o poder de veto em situações específicas. Essas exceções são definidas em cada empresa.

É um coringa que foi mantido em algumas outras ex-estatais, como a Vale, a Embraer e a resseguradora IRB Brasil. Mudança de nome, de sede, criação de programas e venda da empresa são alguns vetos que estão sob o poder do governo por meio dessa ação de ouro nas empresas onde ela já existe.

O que é da Eletrobras

A Eletrobras faz parte da segunda leva de estatais criada pelo presidente Getúlio Vargas, em seu mandato de 1951 a 1954. Mesmo após muitas reformulações do mercado de energia brasileiro desde os anos de 1990, ela é, ainda, a maior geradora do país, com cerca de 30% de participação.

São dela uma série de empresas donas de hidrelétricas, redes de transmissão e de outras usinas espalhadas por todo o país, caso de Furnas, da Eletronorte (dona de Tucuruí) e da Chesf (dona de Sobradinho), além da Amazonas GT, CGT Eletrosul e Cepel. Tudo isso vai junto para os novos donos na nova repartição das ações.

Itaipu e nucleares continuam estatais

As exceções são Itaipu Binacional, a maior hidrelétrica do país, e a Eletronuclear, dona das usinas nucleares de Angra, ambas também parte da Eletrobras. O uso da energia nuclear é considerado estratégico e permitido apenas ao Estado pelo Constitução brasileira, enquanto Itaipu está na fronteira e tem a gestão compartilhada com o governo do Paraguai.

Por essas razões, a privatização não é permitida nem a uma, nem à outra. O projeto de privatização da Eletrobras prevê a criação de uma nova estatal, menor, que será responsável por elas.

Tentativas frustradas

Essa é a terceira tentativa desde o fim dos governos petistas de tentar desencantar a venda da Eletrobras, em meio a falta de consenso histórica tanto entre especialistas quanto na sociedade.

Em 2018, o presidente Michel Temer apresentou um projeto de proposta de privatização da companhia, mas que acabou encalhado no Congresso. Em 2019, a gestão Bolsonaro já tinha feito seu primeiro projeto de lei sobre o assunto, que também não andou entre os parlamentares.

Todos eles foram feitos aproveitando algo do anterior e propunham um modelo de desestatização parecido ao da atual MP, de aumento de capital da Eletrobras seguido de redução da participação da União.

Antes disso, a gigante da energia já tinha integrado a grande lista de privatizações empreendida pelo governo Fernando Henrique, nos anos 1990, atrás de outras que foram vendidas como Vale, as companhias telefônicas do sistema Telebrás e as ferrovias da antiga RFFSA, a Rede Ferroviária Federal.

O projeto de venda da Eletrobras, porém, não vingou até o fim do mandato tucano e não sobreviveu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu em 2003 e cancelou a empreitada.

Foto: Hidroelétrica de Furnas em São José da Barra (MG).

Poeta do Encontro, Bráulio Bessa é internado com complicações da Covid-19

Bráulio Bessa, poeta que participa do Encontro com Fátima Bernardes, está internado por causa de complicações da Covid-19. Segundo nota divulgada nesta quarta-feira (26), o artista deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital localizado em Fortaleza (CE), mas segue na unidade com acompanhamento médico.

“Informamos que, em 16 de maio, Bráulio Bessa sentiu sintomas relacionados à Covid-19, sendo testado positivo logo no dia seguinte. Em 25 de maio, com baixa saturação e sentindo cansaço, deu entrada no hospital, sendo internado na UTI por precaução”, informou a assessoria do poeta para o jornalista Leo Dias, do Metrópoles.

Ao apresentar sinais de melhora nas últimas horas, Bessa recebeu alta da UTI e foi transferido para um leito hospitalar, no qual permanece em acompanhamento e com um quadro estável.

Por causa da pandemia, o titular do quadro Poesia com Rapadura passou a participar do programa matinal por videochamada. No início do mês, Bráulio aproveitou o espaço para declamar um poema em homenagem a Juliette Freire, campeã do BBB21.

Papa brinca e diz que Brasil não tem salvação: “Muita cachaça e pouca oração”

Durante uma conversa com um padre brasileiro, o papa Francisco brincou que o povo brasileiro não tem salvação. “É muita cachaça e pouca oração”, completou o pontífice ao caminhar pelo pátio de San Dámaso na tarde da última quarta-feira (26).

O papa voltava de uma audiência quando foi abordado pelo padre João Paulo, de Campina Grande, que solicitou: “Santo Padre, pregue por nós, brasileiros”. O líder da Igreja Católica sorriu e respondeu, em tom descontraído. A cena foi gravada por outro padre brasileiro que estava no local.

Em abril, o pontífice argentino prestou solidariedade ao povo brasileiro e comentou sobre o enfrentamento no país da pandemia de covid-19. O religioso apontou que o Brasil passa por “uma das provas mais difíceis de sua história”.

Na ocasião, ele também desejou ânimo e esperança para os líderes religiosos brasileiros. “Não podemos dar-nos por vencidos! Como cantamos na sequência do Domingo de Páscoa: ‘Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo!’ Sim queridos irmãos, o mais forte está ao nosso lado”, disse o papa.

Mais 622.590 doses vão reforçar vacinação de grupos prioritários em Minas

Imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca chegam para dar continuidade à estratégia vacinal junto aos mineiros.

O Estado recebe, nesta quarta-feira (26), mais uma remessa de vacinas contra a covid-19. Este é o 21º lote contendo 622.590 doses, sendo 561.750 da AstraZeneca e 60.840 da Pfizer. Esta é a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais.

Os imunizantes desembarcam no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, em dois momentos. Por volta das 7h15, chegaram as doses da AstraZeneca e, a partir das 14h30, será a vez da remessa da Pfizer. Do aeroporto, as vacinas serão encaminhadas para a Central Estadual de Rede de Frio, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), de onde serão distribuídas às 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs).

A logística de distribuição será divulgada em breve.

Público-alvo

As 561.750 doses da AstraZeneca serão destinadas ao início e à continuação do esquema vacinal dos grupos prioritários. Elas serão utilizadas para começar a vacinação dos trabalhadores de transporte aéreo e portuário, alén de garantir a continuidade da imunização de pessoas com comorbidades e dos trabalhadores das Forças de Segurança e Salvamento.

Já as 60.840 doses da Pfizer darão sequência à vacinação de grávidas, mulheres que acabaram de dar à luz, público com comorbidades e também com deficiência permanente.

Acompanhe o quantitativo de cada remessa:

1ª remessa

577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021

2ª remessa

190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021

3ª remessa

87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021

4ª remessa

315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021

5ª remessa

220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021

6ª remessa

285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021

7ª remessa

303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021

8ª remessa

509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021

9ª remessa

86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021

10ª remessa

116.600 doses de AstraZeneca e 359.000 doses de CoronaVac em 26/3/2021

11ª remessa

73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021

12ª remessa

257.750 da AstraZeneca e 220.400 da CoronaVac, em 8/4/2021

13ª remessa

426.000 da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021

14ª remessa

316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

15ª remessa

578.000 doses da AstraZeneca e 11.800 doses da CoronaVac, em 29/4/2021

16ª remessa

30.400 doses da CoronaVac, em 1/5/2021, e 676.250 doses da AstraZeneca, em 3/5/2021

17ª remessa

50.310 doses da Pfizer, em 3/5/2021

18ª remessa

396.500 doses da AstraZeneca, em 6/5/2021, e 100.200 doses da CoronaVac, em 8/5/2021, e 112.320 doses da Pfizer, em 10/5/2021

19ª remessa

422.750 doses da AstraZeneca e 207.800 doses de CoronaVac, em 13/5/2021, e 101.600 doses da CoronaVac, em 14/5/2021

20ª remessa

435.500 doses da AstraZeneca, 8.200 doses da CoronaVac e 64.350 doses da Pfizer, em 18/5/2021

21ª remessa

561.750 doses da AstraZeneca e 60.840 doses da Pfizer, em 26/5/2021

Total: 10.050.450 doses

Gino que faz dupla com Geno testa positivo para Covid-19 e é transferido para SP

Na última terça-feira (25), o cantor Gino, da dupla com Geno, de 75 anos, testou positivo para Covid-19. Ele foi internado no Hospital São João de Deus, em Divinópolis (MG), no último domingo (23) com suspeita de pneumonia.

De acordo com o empresário da dupla sertaneja, Wagner Tadeu de Paula, na segunda-feira (24) a família optou por transferir o cantor para o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, para ser acompanhado pela equipe médica que já está acostumada a cuidar da saúde dele.

Ainda segundo o empresário, Gino passa bem. Não foi informado se ele está em uso de suprimento de oxigênio complementar.

A assessoria também informou que o cantor já tomou as duas doses da vacina CoronaVac contra a doença. Ele recebeu a segunda dose do imunizante no início de maio.

Sebastião Ribeiro de Almeida, o Gino, é natural de Itapecerica e têm 75 anos. Atualmente, o cantor vive em Divinópolis.

É cantor da dupla Gino e Geno desde 1970, sendo que desde 2019 o seu parceiro na música é Mauro Gonçalves Pereira.

MP desarticula esquema de sonegação de impostos em MG, SP e TO; prejuízo chega a R$ 150 milhões

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi realizada na manhã desta quarta-feira (26) para combater sonegação de impostos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

Quatro mandados de prisão foram cumpridos durante a ação, sendo três em BH e 1 na cidade de Pará de Minas.

Segundo a Polícia Civil, entre os presos em BH, está um homem considerado chefe do esquema que foi detido em casa. Também foi detido, na capital, um agente da Guarda Municipal, que seria usado como “laranja” no esquema. Um investigado segue foragido.

29 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Andradas, Guaxupé, Pará de Minas e Pequi, em Minas Gerais. Em São Paulo, os investigados estavam em Jundiaí, Limeira e Mogi Mirim. Palmas e Porto Nacional, em Tocantins, também tiveram alvos.

Segundo a Polícia Civil, apenas em uma empresa localizada em Contagem, na Grande BH, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 150 milhões.

A operação denominada Sinergia teve alvos empresários do ramo de materiais e sucatas, principalmente de alumínio e cobre. Além de crime tributário, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A ação contou com a participação de 11 promotores de Justiça, seis servidores do MPMG, 46 servidores da Receita Estadual, 20 delegados e 135 investigadores da Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, os representantes de uma empresa com sede em Contagem seriam responsáveis por executar um esquema de sonegação de ICMS na comercialização de metais e sucatas.

A fraude consistiria na simulação de operações de compra e venda de mercadoria mineira com notas fiscais de outros estados, “mediante o uso de empresas de fachada, criadas em nome de pessoas “laranjas”, com o objetivo de não pagar tributos e gerar créditos tributários para a empresa beneficiária do esquema”.

Além das notas fiscais falsas, segundo a polícia, existem indícios de receptação de fios de cobre furtados.

O MPMG informou que de acordo com os primeiros levantamentos, apenas uma das empresas, localizada em Palmas, capital do Tocantins, emitiu um total de R$ 1,3 bilhão em notas fiscais correspondentes a supostas vendas de metais e sucatas.

A emissão dos documentos teria gerado um crédito de R$ 159 milhões distribuídos entre as empresas envolvidas no esquema e usados para abatimento no ICMS.

A Justiça mineira analisa o pedido de sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados que estariam envolvidos na fraude.

Já no Sul de Minas, a Receita Estadual apura uma empresa situada no município de Andradas que estaria simulando a compra de mercadorias provenientes de outros estados, especialmente Mato Grosso e Maranhão, com o objetivo de obter créditos tributários de forma ilícita.

Além disso, as saídas de mercadoria declaradas pela empresa de Andradas também seriam fictícias.

O suposto esquema pode ter causado prejuízo de cerca de 100 milhões de reais aos cofres públicos, em razão do não recolhimento do ICMS devido pelos beneficiários. Apenas nos anos de 2020 e 2021, a empresa de Andradas apresentou movimento contábil superior a R$ 1 bilhão.

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