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Jornal Folha Regional

PL 2565/2020 que propõe instituir o Piso Salarial Nacional para profissionais da enfermagem poderá ser votado em plenário

De acordo com informações divulgadas pelo portal Senado Notícias, o Projeto de Lei 2564/2020, que visa instituir o Piso Salarial Nacional para os profissionais da enfermagem, poderá ser votado em plenário, contando com o apoio da maioria dos parlamentares. Porém ainda enfrenta a oposição dos setores privados da saúde.

O projeto, de autoria do senador Fabiano Contarato (REDE-ES) e relatoria da senadora Zenaide Maia (PROS-RN), propõe piso de R$ 7.315,00 para Enfermeiros, R$ 5.120,00 para Técnicos de Enfermagem e R$ 3.657,00 para Auxiliares de Enfermagem. O PL fixa em 30 horas semanais a jornada de trabalho para a categoria.

A classe dos enfermeiros, parteiras, técnicos e auxiliares de enfermagem é a mais numerosa da área da saúde: são 2.3 milhões de profissionais em todo o Brasil — mais de um por cento da população do país. Mesmo assim, não existe piso salarial ou carga horária definida entre eles.

O Projeto de Lei 2564/2020 tramita em caráter de urgência por conta da pandemia, o que significa que não precisará passar por todas as transmissões temáticas.

Diversas entidades da rede privada de saúde — entre elas, a Associação Nacional de Hospitais Privados — enviaram uma carta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se posicionando contra o projeto por razões de crise financeira. A carta solicitava que o presidente não pautasse a votação do Projeto de Lei 2564/2020.

Os profissionais de enfermagem de todo o Brasil e toda a sociedade, podem contribuir na luta para a aprovação do projeto votando SIM em consulta pública aberta no site do Senado. Acesse: https://cutt.ly/kbpp9fV e participe. O seu voto é muito importante.

Suspeitos são presos em Divinópolis por envolvimento em explosões a caixas eletrônicos; PM realiza a maior apreensão de drogas deste ano

A Polícia Militar de Divinópolis (MG) prendeu, na última terça-feira (27), um homem de 28 anos suspeito de envolvimento em explosões a caixas eletrônicos. Os militares ainda apreenderam R$ 62 mil e mais de 350 quilos de drogas, entre elas maconha, crack e cocaína, que estavam escondidas em meio a vegetação.

Durante a abordagem, os policiais encontraram um caderno com anotações da ‘contabilidade do tráfico’, prensas usadas no preparo da droga, material para o desdobramento de cocaína e dois veículos.

De acordo com a Polícia Militar, essa é a maior apreensão de drogas deste ano no município. Conforme a mesma, o suspeito é um dos alvos acompanhados pelo setor de inteligência da 7ª Companhia da PM. Segundo a Polícia Civil, será investigado se o homem preso é o proprietário da droga apreendida.

O suspeito e os materiais apreendidos foram encaminhados a Delegacia da Polícia Civil, a qual será responsável pelo caso.

Zema diz que Governo de Minas quer privatizar Cemig e transformar empresa em corporação

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, informou nesta quarta-feira (28) que sua gestão mantém a meta de privatizar a elétrica estatal Cemig (CMIG4) até o final de sua administração e acrescentou que a operação não precisaria envolver uma venda completa da companhia.

“Gostaria muito que durante minha gestão ainda a empresa venha a ser privatizada. Talvez não vendida, mas que ela receba um aporte de capital e que o Estado, que sempre fez interferências indevidas na empresa, perca o controle e deixe de prejudicá-la”, afirmou ele, ao participar de evento da Cemig com acionistas e investidores transmitida online.

“Minha visão sobre a Cemig é que ela venha a ser uma corporação e que o Estado seja um mero acionista, igual aos demais”, acrescentou.

O governador também tem feito duras críticas à empresa de energia mineira, que foram repetidas nesta quarta-feira. “A principal crítica que ouço com relação a serviços públicos é ‘quero energia, quero mais carga e a Cemig não me atende’. Sei que não é culpa da empresa, é culpa do contexto que foi criado nos últimos anos, onde a empresa investiu muito mais em outras áreas e outros negócios que não deram retorno e deixou de investir dentro de Minas Gerais”.

Romeu Zema anuncia repasse de R$ 46 milhões mensais às prefeituras para financiamento de leitos de UTI

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou na última segunda-feira (26), o aumento do repasse às prefeituras, para financiamento de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O valor será de R$ 46 milhões por mês, maior que dos últimos meses, que foi de R$ 21 milhões.

Os recursos serão destinados ao tratamento de pacientes infectados por Covid-19 que necessitarem de internação e para vagas de terapia intensiva de outras enfermidades, além de leitos de enfermaria. O aumento do repasse foi anunciado por Romeu Zema pelas redes sociais.

O financiamento já havia sido informado aos prefeitos de cidades que possuem mais de 100 mil habitantes, consideradas “cidades-polo”, em reunião realizada na semana passada. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual reafirmou o compromisso em manter o diálogo com os municípios, para entender as principais necessidades locais neste momento.

“Quero lembrar que estamos no mesmo barco, juntos. Sabemos que não adianta fazer só a nossa parte, neste momento é preciso ajudar os municípios. No passado, as prefeituras não recebiam 100% dos repasses que tinham direito. Hoje, recebem 100% e têm o adicional do parcelamento que fizemos, no valor de R$ 7,2 bilhões”, afirmou Zema, referindo-se ao acordo firmado entre o Executivo estadual e a Associação Mineira de Municípios (AMM) para regularização de repasses do ICMS, do IPVA e do Fundeb, em atraso desde 2017.

Minas registra 150 casos suspeitos de reinfecção pela Covid-19

Minas Gerais investiga 150 pacientes suspeitos de reinfecção por Covid-19, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde atualizadas na última terça-feira (27). Há um caso confirmado de reinfecção no estado, em Belo Horizonte.

Casos de pessoas infectadas pela segunda vez com o coronavírus existem, porém são raros, e a ciência ainda não definiu com qual frequência eles ocorrem.

A reinfecção acontece quando a pessoa se recupera da Covid-19 e tempos depois ela adoece novamente. Para confirmar a recontaminação, é preciso provar que o código genético do primeiro vírus é diferente do segundo. O código genético é como se fosse uma impressão digital do vírus.

Em todo o estado, segundo a pasta, já foram 309 casos notificados de reinfecção desde o início da pandemia, sendo que 2 já foram descartados, 1 confirmado e 156 foram considerados inconclusivos “devido à falta de dados que permitissem a investigação”. Os outros 150 são os que seguem em investigação.

Ao todo, desde o início da pandemia, já foram notificados 111 casos suspeitos de reinfecção na capital mineira. Destes, 1 caso foi descartado, 53 foram classificados como inconclusivos e os 57 permanecem em investigação.

No Brasil, o primeiro caso de reinfecção foi confirmado em 9 de dezembro.

Índice de infecção e pandemia diminuem pela primeira vez desde novembro

Pela primeira vez, desde novembro, o Brasil conseguiu diminuir o índice de contágio da Covid-19 para um nível relevante de controle da pandemia no país. De acordo com informações do último levantamento realizado pela Universidade Imperial College de Londres, no Reino Unido, a quantidade de infecções por contágio no Brasil nesta semana está com 0,93. Com a margem de erro, essa taxa pode variar entre 0,80 e 0,95, sempre sendo abaixo de 1.

Para uma pandemia ser considerada controlada em um país, o número de transmissão precisa ser inferior a 1. O índice mostra para quantas pessoas cada infectado ‘passa’ o vírus. A taxa calculada nesta semana indica que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o coronavírus para outras 93, em uma progressão decrescente.

Desde dezembro o índice oscilava semanalmente, mas sempre acima de 1. Na semana passada, o Brasil havia conseguido reduzir a taxa para 1,06, o que já representou uma leve redução ante os 1,12 registrados na semana anterior.

A taxa brasileira é menor que a de países como Índia, que tem a maior taxa de transmissão do ranking (1.69), Argentina (1.28), Japão (1.27), Dinamarca (1.26), Canadá (1.12), Alemanha (1.04), França (1.0), Estados Unidos (0.99) e Reino Unido (0.97). Por outro lado, é superior à dos Emirados Árabes (0.92), Itália (0.89), Portugal (0.68), Suíça (0.65), Espanha (0.60) e igual à do Chile (0.93). A análise contém dados de 71 países com transmissão ativa do coronavírus.

O Imperial College também estimou quantos óbitos pela doença serão registrados na semana. A previsão para esta semana é de 16.800 mortes pela Covid-19, uma redução de cerca de 5% em relação à anterior.

Os dados reforçam a tendência de queda nas curvas da Covid-19 no Brasil. No último sábado, 23, o país apresentou queda real na média móvel de mortes por Covid-19 em relação às últimas duas semanas. Isso também não acontecia desde novembro. As notícias são positivas, mas é preciso cautela até que fique claro se a queda é pontual ou se a tendência irá se consolidar nas próximas semanas. Além disso, os números de novos casos e óbitos ainda estão em um patamar alto e o relaxamento de medidas de segurança pode impactar no aumento das taxas.

Senado aprova projeto que obriga motorista embriagado a ressarcir SUS por lesão ou morte no trânsito

O Senado aprovou na última terça-feira (27) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/2016 que obriga o motorista alcoolizado ou sob efeito de outra substância psicoativa envolvido em acidente de trânsito, a ressarcir as despesas com assistência hospitalar das vítimas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), foi aprovada na forma de substitutivo apresentado pelo relator, senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

Pelo PLS 32/2016, que segue para análise da Câmara dos Deputados, o condutor responderá civilmente pelas despesas do tratamento médico de terceiros quando for enquadrado penalmente pelos crimes de homicídio e lesão corporal em acidente de trânsito motivado por embriaguez ou consumo de outras drogas.

Em seu parecer de Plenário, o senador citou dados de 2013 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo os quais os acidentes de trânsito matam cerca de 45 mil pessoas por ano e deixam mais de 160 mil pessoas com lesões graves.

O relator ofereceu emenda que eliminou do texto a previsão de que o motorista também fosse obrigado a pagar pelo tratamento médico-hospitalar prestado pelo SUS a ele ou a seus dependentes em decorrência do acidente. No entendimento do senador, o direito ao atendimento universal e gratuito vale para todos aqueles que batem às portas do SUS. Já o ressarcimento do atendimento médico público a outras vítimas do acidente seria legítimo, por não representar violação ao princípio da gratuidade e universalidade do atendimento. 

O substitutivo — que acolhe seis emendas — também esclarece que o prazo prescricional só passará a correr do trânsito em julgado da sentença final definitiva, e explicita que o ressarcimento não se aplica sobre as consequências de entorpecimento involuntário ou efeito de doença considerada como tal na Classificação Internacional das Doenças (CID).

Antes da análise do Plenário, o projeto tinha sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sob a relatoria da senadora Mailza Gomes (PP-AC), e submetido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a relatoria também coube a Contarato. Porém, com a crise da Covid-19, o texto foi submetido ao rito abreviado de tramitação legislativa. Com informações da Agência Senado.

‘Recomeça Minas’ prevê auxílio de R$ 500 para famílias na extrema pobreza em MG

Nesta quarta-feira (28), a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), irá analisar o Projeto de Lei que estabelece ajuda a famílias mineiras que vivem em situação de extrema pobreza. Caso o programa ‘Recomeça Minas’ seja aprovado, as famílias, com renda per capita de até R$ 89 por pessoa, receberão benefício de R$ 500.

O presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), é o responsável por inserir a emenda, intitulada ‘Força Família’. A proposta visa conceder o benefício em parcela única até agosto deste ano. O programa, que usará os dados do Cadastro Único do Governo Federal, estima investimento de R$ 500 milhões.

Além disso, o Projeto de Lei prevê incentivos fiscais para a regularização de dívidas com o Estado e o direcionamento dos recursos para a desoneração fiscal de alguns setores econômicos.

Desta forma, o programa tem potencial de viabilizar a regularização de R$ 14,9 bilhões em dívidas, ou seja, esse valor poderá compensar incentivos e descontos no pagamento de impostos para setores que foram contemplados no texto final do projeto.

Ao beneficiar mais de 1 milhão de famílias, o dinheiro circula entre pequenos comerciantes de diversas partes do Estado, de acordo com a ideia do programa.

Via: Portal Amirt.

Justiça encontra R$ 3 bilhões perdidos em contas e procura donos de dinheiro

A Justiça do Trabalho localizou R$ 3 bilhões esquecidos no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. O dinheiro depositado pertence a empresas e trabalhadores. Agora, procuram-se os donos.

O balanço consta do Projeto Garimpo, da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. A iniciativa foi implementada em fevereiro de 2019 para regulamentar o tratamento dado a depósitos abandonados em processos. Em fevereiro de 2020, R$ 2 bilhões haviam sido rastreados. O levantamento foi feito pelas corregedorias locais dos 24 TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho).

Do montante, apenas R$ 183 milhões foram liberados para saques após a identificação dos titulares das contas. Um ano depois, foram localizados mais R$ 1 bilhão e, desse total, R$ 268 milhões estão disponíveis a quem de direito.

O dinheiro está parado em contas de depósitos recursais. Para questionar uma decisão na Justiça do Trabalho, a empresa precisa deixar uma garantia em contas judiciais.

A quantia localizada trata-se, em sua ampla maioria, de resíduos em contas em razão de correções monetárias após a fase de execução, quando se chega ao cumprimento da sentença. Finalizados, os processos já se encontram em arquivo.

Segundo o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, mais dinheiro pode estar esquecido nas contas. Ele diz não ter o número de pessoas jurídicas e físicas beneficiadas pela iniciativa.

Professoras são vítimas da Covid-19 em Pouso Alegre

Duas professoras morreram vítimas da Covid-19 em Pouso Alegre (MG). Os óbitos foram confirmados pelo Sindicato dos Profissionais de Educação da Rede Municipal de Ensino.

De acordo com o sindicato, Célia Regina Leal, de 51 anos, e Maria Benedita Balbino, de 59, estavam a uma semana internadas no Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Maria Benedita era professora de geografia na Escola Municipal Doutor Vasconcelos Costa. Benê, como era carinhosamente conhecida, deixa marido e uma filha.

Célia Regina lecionava história e se aposentou no ano passado. Atualmente, exercia o segundo cargo como professora na Escola Municipal Professora Clarisse Toledo e também fazia parte da diretoria do Sipromag. Ela morreu um dia após completar 51 anos de idade. Ela deixa um filho.

As duas professoras estavam trabalhando em casa, já que as aulas presenciais estão suspensas em Pouso Alegre.

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