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Jornal Folha Regional

CEMIG diz que informações sobre furtos em propriedades rurais utilizando o nome da empresa e drones são falsas

Na última quarta-feira (22), residentes de cidades do Sul de Minas e usuários de diversos grupos do aplicativo de mensagem ‘WhatsApp’ acompanhavam atônitos um comunicado de um homem não identificado. No áudio, o senhor dizia que dois indivíduos estariam se passando por funcionários da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e furtando fiação, motores, transformadores e outros materiais de propriedades da zona rural.

Na informação, os criminosos, que supostamente usavam uniformes e um carro com emblema da empresa, já teriam subtraído equipamentos e cabos de nove locais em Guapé e Ilicínea. Em Alterosa e Conceição da Aparecida, já teriam realizado mapeamentos das áreas e serem furtadas.

Conforme o autor do áudio, os ladrões usam um drone para esquematizar e mapear as áreas, e assim, voltar e furtar. De acordo com um morador de São José da Barra, um dos indivíduos foi visto no município, trajando o uniforme.

Em nota enviada por e-mail, a assessoria de imprensa da CEMIG afirmou à redação do Folha Regional que a informação é falsa.

‘’A informação de possíveis furtos/roubos em propriedades rurais associadas ao uso de drones por pessoas supostamente a serviço da Cemig não procede. Para que a energia continue chegando com qualidade às propriedades rurais, a Cemig realiza um trabalho constante de inspeção preventiva, monitorando o estado de suas linhas de distribuição de energia. Com o objetivo de dar mais eficiência a esse processo, a Cemig tem investido em novas tecnologias, como a utilização de drones para a realização das inspeções. Essa técnica garante maior efetividade na detecção de defeitos que podem levar a interrupções no fornecimento de energia, mais segurança aos inspetores e mais agilidade ao processo’’, afirmaram.

O Gerente de Expansão e Manutenção Preventiva da Média e Baixa Tensão da Distribuição Sul, Antônio de Pádua Dutra Pereira, revela que há vários anos a empresa vem realizando estudos e testes sobre a utilização destes equipamentos, porém, esse ano 100% da inspeção das redes em áreas rurais serão feitas com drones.

“É uma tecnologia que tem se mostrado essencial para auxiliar nas inspeções visuais, uma vez que oferece uma visão detalhada da parte superior da rede e dos postes, revelando defeitos que seriam impossíveis de serem observados a olho nu. Esses equipamentos permitem visão mais ampla e privilegiada da fiação, o que torna nossas inspeções mais efetivas e seguras”, disse o gerente.

No Sul de Minas, estas inspeções estão sendo realizadas pelas empresas Eletrocamp e Eletropontes, que deverão percorrer 132 municípios da região até o final do ano. As empresas a serviço da Cemig estão instruídas a contatar as prefeituras e a Polícia Militar em cada localidade onde for realizado este trabalho.

A Cemig destaca que estes serviços são realizados durante o dia e que  as empresas a seu serviço não estão autorizadas a utilizar os drones durante a noite. Mesmo assim, se o cliente tiver dúvidas e quiser esclarecimentos, pode contatar o Fale com a Cemig pelo telefone 116.

SEJUSP realiza leilão eletrônico de veículos

Dezessete veículos, entre carros, motos e caminhonetes, estarão disponíveis para arremate na próxima terça-feira (27/4), durante o 3º leilão eletrônico de veículos apreendidos em operações contra o tráfico de drogas, promovido pela Secretaria de Segurança Pública (Sejusp).

Um Jeep Compass, uma caminhonete L200 Sport 4×4 e um Chevrolet Cruze, ano 2011, são os destaques desta edição. Os lances já estão abertos e podem ser feitos pelo link: https://cutt.ly/4vUwKVv. No site também é possível conhecer os veículos e ver os lances que já foram dados.

Os itens podem voltar à circulação e têm direito à documentação. Quem arremata é isento de multas, encargos e tributos anteriores à aquisição. Já os bens alienados como sucatas irrecuperáveis só podem ser adquiridos por empresas de desmonte ou reciclagem, devidamente credenciadas em órgãos de trânsito.

Projeto

A iniciativa faz parte do projeto Esforço Concentrado para a Redução dos Bens Aguardando Destinação, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, via Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Sejusp.

“Esses leilões são de bens apreendidos devido ao tráfico de drogas, que se transformam, posteriormente, em recursos que retornam para as políticas de enfrentamento e prevenção à criminalidade e ao tráfico”, explica a subsecretária de Prevenção à Criminalidade de Minas Gerais, Andreza Gomes.

Os valores são utilizados especialmente para ações de redução da oferta e da demanda, campanhas, estudos e capacitações relacionadas às drogas. São também aplicados na própria gestão do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e nas despesas decorrentes do cumprimento das atribuições da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, órgão gestor do fundo.

No último leilão, realizado no mês de março deste ano, R$ 174,6 mil foram arrecadados com a venda de 24 veículos.

Cadastro

Para participar do leilão, é necessário realizar cadastro no site do Leiloeiro Público Oficial. Em prevenção à pandemia de covid-19, os lances serão realizados apenas de forma virtual, da mesma forma que os leilões anteriores. Outras informações no edital, disponível em: https://cutt.ly/dvPicQ3.

Via: Clic Folha

Empresa é condenada a pagar R$ 200 mil para família de motorista que morreu de Covid-19

A Justiça do Trabalho reconheceu como acidente de trabalho a morte por Covid-19 de um motorista de uma transportadora. A empresa foi condenada a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais e materiais, que será dividido entre a viúva e a filha da vítima.

A decisão foi proferida pelo juiz Luciano José de Oliveira da Vara do Trabalho de Três Corações (MG). De acordo com a Justiça, a família alegou que o motorista foi contaminado pela Covid-19 enquanto trabalhava. Ele foi internado e morreu por complicações da doença.

Conforme o juiz responsável pelo caso, o motorista ficou propenso à contaminação nas instalações sanitárias, muitas vezes precárias, existentes nos pontos de parada, nos pátios de carregamento dos colaboradores e clientes e, ainda, na sede ou filiais da empresa.

Via: Portal Amirt

Romeu Zema realiza nova reunião para decidir sobre ‘ondas’

Os comerciantes de Minas Gerais, cujo local mudou da onda roxa para onda vermelha, começaram a semana mais aliviado, podendo atender os clientes de portas abertas. Porém, na próxima quarta-feira (21), haverá uma reunião que definirá regressão, continuidade ou avanço das ‘ondas’ do programa Minas Consciente.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que a mudança para a onda vermelha não é motivo para comemorar e que semanalmente será realizada uma conferência para analisar se existe necessidade ou não de retorno para a onda roxa.

Quem trabalha com turismo reclama, pois se trata de serviços e produtos que requerem planejamento e agendamento. Comerciantes também sofrem para programar estoques e cronograma de atividades.

Justiça do Trabalho reconhece morte por Covid-19 como acidente de trabalho – indenização será de R$ 200 mil

Para o juiz, houve responsabilidade objetiva do empregador, que assumiu o risco de o motorista trabalhar durante a pandemia do coronavírus e não comprovou a adoção de medidas de segurança.

A Justiça do Trabalho mineira reconheceu como acidente de trabalho a morte por Covid-19 do motorista de uma transportadora.  A empregadora foi condenada a pagar indenização por danos morais, no valor total de R$ 200 mil, que será dividido igualmente entre a filha e a viúva, e, ainda, indenização por danos materiais em forma de pensão. A decisão é do juiz Luciano José de Oliveira, que analisou o caso na Vara do Trabalho de Três Corações.

A família, que requereu judicialmente a reparação compensatória, alegou que o trabalhador foi contaminado pelo coronavírus no exercício de suas funções, foi internado e veio a óbito após complicações da doença. O motorista começou a sentir os primeiros sintomas em 15 de maio de 2020, após realizar uma viagem de 10 dias da cidade de Extrema, Minas Gerais, para Maceió, Alagoas, e, na sequência, para Recife, Pernambuco.

Em sua defesa, a empresa alegou que o caso não se enquadra na espécie de acidente de trabalho. Informou que sempre cumpriu as normas atinentes à segurança de seus trabalhadores, após a declaração da situação de pandemia. Disse ainda que sempre forneceu os EPIs necessários, orientando os empregados quanto aos riscos de contaminação e às medidas profiláticas que deveriam ser adotadas.

Mas, ao avaliar o caso, o juiz deu razão à família do motorista. Na sentença, o magistrado chamou a atenção para recente decisão do STF, pela qual o plenário referendou medida cautelar proferida em ADI nº 6342, que suspendeu a eficácia do artigo 29 da MP nº 927/2020, que dizia que os “casos de contaminação pelo coronavírus não seriam considerados ocupacionais”. Exceto no caso de “comprovação do nexo causal”, circunstância que permite o entendimento de que é impossível ao trabalhador e, portanto, inexigível a prova do nexo causal entre a contaminação e o trabalho, havendo margem para aplicação da tese firmada sob o Tema nº 932, com repercussão geral reconhecida.

Segundo o magistrado, a adoção da teoria da responsabilização objetiva, no caso, é inteiramente pertinente, pois advém do dever de assumir o risco por eventuais infortúnios sofridos pelo empregado ao submetê-lo ao trabalho durante a pandemia do coronavírus. Na visão do juiz, o motorista ficou suscetível à contaminação nas instalações sanitárias, muitas vezes precárias, existentes nos pontos de parada, nos pátios de carregamento dos colaboradores e clientes e, ainda, na sede ou filiais da empresa.

Prova testemunhal revelou, ainda, que o caminhão poderia ser conduzido por terceiros, que assumiam, como manobristas, a direção nos pátios de carga e descarga. Situação que, segundo o juiz, aumenta o grau de exposição, sobretudo porque não consta nos autos demonstração de que as medidas profiláticas e de sanitização da cabine eram levadas a efeito todas as vezes que a alternância acontecia.

Além disso, o magistrado reforçou que não foi apontada a quantidade fornecida do álcool em gel e de máscara, “não sendo possível confirmar se era suficiente para uso diário e regular durante os trajetos percorridos”, frisou o julgador. Ele lembrou, ainda, que não foram apresentados também comprovantes de participação da vítima e seus colegas em cursos lecionados periodicamente sobre as medidas de prevenção.

Para o juiz, é irrefutável que o motorista falecido, em razão da função e da época em que desenvolveu as atividades, estava exposto a perigo maior do que aquele comum aos demais empregados, “não sendo proporcional, nesta mesma medida, promover tratamento igual ao que conferido a estes quando da imputação da responsabilidade civil”.

Segundo o julgador, tais peculiaridades, seguindo o que prescreve o artigo 8º, caput e parágrafo 1º da CLT, atraem a aplicação do disposto no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil brasileiro, “ficando assim prejudicada a alegação da defesa de que não teria existido culpa, e que isso seria suficiente para obstar sua responsabilização”.

Na visão do juiz, não se nega que a culpa exclusiva da vítima seria fator de causa excludente do nexo de causalidade. “Entretanto, no caso examinado, não há elementos que possam incutir na conclusão de que ela teria se verificado da maneira alegada pela empresa, por inobservância contundente de regras e orientações sanitárias, valendo registrar que o ônus na comprovação competia à reclamada e deste encargo não se desvencilhou”, frisou.

Assim, diante de todo o quadro, o juiz entendeu que ficaram evidenciados os requisitos para imputação à empresa do dever de indenizar. Para o julgador, a responsabilidade civil da empresa restaria prejudicada em absoluto, pelo afastamento do nexo causal, se, e tão somente se, houvesse comprovação total de que adotou postura de proatividade e zelo em relação aos seus empregados, aderindo ao conjunto de medidas capazes de, senão neutralizar, ao menos, minimizar o risco imposto aos motoristas e demais colaboradores. “Porém, não foi essa a concepção que defluiu do conjunto probatório vertido”, ressaltou.

Por isso, visando a assegurar a coerência entre a aplicação e a finalidade do direito, garantindo a sua utilização justa, por analogia, o magistrado aplicou ao caso os comandos dos artigos 501 e 502 da CLT. “Imputada a responsabilidade civil sobre a empregadora, reputo razoável e proporcional a redução da obrigação de reparar os danos à razão da metade”.

No caso dos autos, o juiz entendeu que o dano moral é evidente e presumido, importando a estipulação de um critério para fixação da compensação pela dor e pelo sofrimento experimentado pelos familiares. Para o julgador, as figuras paterna e materna possuem papel decisivo no desenvolvimento da criança, do adolescente e dos jovens, seja nos momentos mais simples, para atos da vida cotidiana, seja nos momentos mais complexos, como na atuação para educação e formação do caráter. “Ademais, a perda do ente querido priva os membros da família da convivência e do desfrutar do contato e da companhia”.

Diante disso, o juiz entendeu ser proporcional, razoável e equitativo fixar a indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada uma das autoras, o que totaliza R$ 200 mil. Em sua decisão, o magistrado levou em consideração o grau de risco a que o empregado se expunha recorrentemente, o bem jurídico afetado e as vicissitudes do caso como, por exemplo, o quão trágico foi o falecimento, a inviabilidade de se poder ao menos fazer um velório, além da natureza jurídica do empregador e de seu porte econômico.

Quanto ao dano material, o juiz determinou o pagamento da indenização em forma de pensionamento para a filha e a viúva. Na visão do julgador, as provas dos autos indicaram que o motorista era o único provedor do lar e, por consequência, a perda sumária e precoce proporcionou efeitos deletérios nefastos à família.

Especificamente em relação à filha, o juiz determinou que a obrigação de indenizar se conservará até que ela complete idade suficiente para garantir a própria subsistência, ou seja, até os 24 anos de idade, conforme sugerido pela jurisprudência predominante. No tocante à viúva, o dever de pensionamento se estenderá até que o motorista completasse 76,7 anos de idade, de acordo com a última expectativa média de vida divulgada pelo IBGE. Houve recurso, que aguarda julgamento no TRT mineiro.

Processo:

PJe: 0010626-21.2020.5.03.0147

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região MG

Secretário admite esgotamento dos profissionais de saúde de Divinópolis e confirma aumento de problemas psicológicos

Falta de profissionais exige convocação para o trabalho de servidores afastados por comorbidades.

Já está em vigor a Portaria nº 174/2021, assinada pelo Secretário Municipal de Saúde de Divinópolis (MG) Alan Rodrigo da Silva, através da qual estão sendo convocados para trabalho remoto servidores da pasta, que foram afastados por comorbidades em razão da pandemia do coronavírus.

Esses servidores já estão trabalhando na identificação e monitoramento de casos de covid-19 e seus contatos. Segundo o secretário, esse rastreamento se faz necessário para subsidiar a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) na gestão das medidas de saúde pública em resposta à covid-19. O trabalho é integrado às ações da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Vigilância em Saúde (VS), com a realização de planejamento de estratégias de intervenção assistencial e sanitária efetivas, que indicarão medidas de contenção do avanço do coronavírus na cidade.

A Portaria também visa reduzir o número de pessoas com sintomas leves da covid-19, que procuram os serviços de saúde. Segundo o texto, a Atenção Primária à Saúde é “capaz de exercer a contenção da transmissibilidade do coronavírus, por meio de ações que visem à redução da circulação de pessoas com sintomas leves aos serviços de urgências ou hospitais”.

O secretário afirma, ainda, que a atual situação da transmissão do vírus indica “que Divinópolis precisa melhorar seus indicadores de rastreamento, “seja para a obtenção dos fins retromencionados, seja para se habilitar ao recebimento de mais recursos financeiros vinculados aos referidos indicadores”.

Atendimento Psicológico

A portaria assinada pelo secretário traz uma informação preocupante, indicando que o excesso de trabalho exigido pelo atual quadro, está causando danos à saúde dos servidores do sistema municipal de saúde. “Os profissionais de saúde, submetidos a uma estafante jornada de trabalho desde o início da pandemia, estão demandando cuidados, especialmente atendimentos psicológicos”, diz o texto da portaria assinada por Alan Rodrigo.

Para tentar aliviar a pressão sobre o sistema e ampliar o número de servidores disponíveis para a linha de frente de combate à pandemia, a Semusa convocou essa semana mais 16 técnicos de enfermagem, que foram aprovados no último concurso público realizado pela Prefeitura de Divinópolis. Esses servidores vão trabalhar sob o regime de contrato temporário e a maioria será destinada para as ações de vacinação contra a covid-19, visando agilizar o processo e reduzir a onda de contágio.

Pesquisa

Pesquisa inédita realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto a 1.600 médicos cadastrados nos conselhos regionais (CRMs), entre setembro e dezembro de 2020, revelou aumento do nível de estresse de profissionais da área de saúde. Segundo 22,9% dos consultados, o principal impacto sobre os níveis de estresse é a pandemia do novo coronavírus. Os médicos que participaram da sondagem atuam nos setores público (22%), privado (24%) ou em ambos (54%). São homens e mulheres com idade média de 49 anos, dos quais a maior parte atua no Sudeste (53%), Nordeste (21%) e Sul (16%). Outros 6% trabalham em unidades de saúde do Centro-Oeste e 5% no Norte do país.

Para a grande maioria dos médicos (96%), a pandemia afetou sua vida pessoal ou profissional. Lidar com um vírus desconhecido provocou sensação de medo ou pânico em 14,6% dos entrevistados; redução do tempo dedicado às refeições, família e lazer (14,5%); comprometimento de horas de descanso e do nível da qualidade do sono (7,6%).

Segundo análise do CFM, esses fatores podem ter consequências no bem-estar desses profissionais, agravando quadros de depressão e, até, levando ao aparecimento da síndrome de burnout – doença psicológica causada pelo excesso de trabalho.

Ao mesmo tempo, 13% dos entrevistados relataram que o novo cenário reforçou seu compromisso com a medicina e com a saúde da população; fortaleceu sua imagem como médico diante da comunidade (6,2%); melhorou sua relação com os pacientes e outros profissionais de saúde (4,7%); e estimulou a aproximação com as entidades médicas (3,7%).

Fonte: Comunicação Sintram

Covid-19: Brasil tem mais de 12 milhões de recuperados

Números foram divulgados pelo Ministério da Saúde

O Brasil se aproxima de chegar a 14 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia. Segundo a atualização diária do Ministério da Saúde divulgada no último sábado (17), em Brasília, foram confirmados 13.900.091 diagnósticos positivos desde o primeiro, em fevereiro de 2020. Em 24 horas, houve 67.636 novos casos. Na sexta-feira (16), o painel do ministério marcava 13.832.455 casos acumulados.

Já o número de mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus ultrapassou 370 mil. O total de vidas perdidas para a covid-19 chegou a 371.678. De sexta para sábado, foram confirmados 2.929 novos óbitos. Na sexta-feira (16), o balanço diário marcava 368.749 vidas perdidas para a pandemia. Ainda há 3.648 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente. O número de pessoas recuperadas está em 12.344.861. Já o total de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.183.552.

Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pela menor quantidade de trabalhadores para fazer os novos registros de casos e mortes. Já às terças-feiras eles tendem a ser maiores porque neste dia o balanço recebe o acúmulo das informações não processadas no fim de semana.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (88.097), Rio de Janeiro (41.162), Minas Gerais (29.940), Rio Grande do Sul (23.121) e Paraná (20.297). Já as unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.405), Roraima (1.445), Amapá (1.464), Tocantins (2.357) e Sergipe (3.929).

Sul de Minas recebe mais 98 mil doses de vacinas contra a Covid-19

Este novo lote é referente à 13ª remessa de vacinas enviada pelo Governo do Estado e SRS de Passos recebe 17.300 doses

As Superintendências Regionais de Saúde do Sul de Minas receberam neste sábado (17) mais 98 mil doses de vacinas para imunização contra a Covid-19. Este novo lote é referente à 13ª remessa de vacinas enviada pelo Governo do Estado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, das 98 mil doses das vacinas, 59 mil são da AstraZeneca/Fiocruz e 39 mil são da CoronaVac/Butantan. Em todo o Estado, o governo está distribuindo 701,2 mil de doses das vacinas.

Segundo o Ministério da Saúde, esta etapa da campanha deve distribuir as 2ª doses relativas ao esquema vacinal dos trabalhadores da saúde (2%) e da população de 65 a 69 anos (23%).

Também será entregue as 1ª doses que serão direcionadas aos grupos de trabalhadores de saúde, de pessoas de 65 a 69 anos e dos grupos das Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas. Os idosos entre 60 a 64 anos também serão contemplados por este novo lote.

As 98 mil doses de CoronaVac chegam neste sábado (17) na Regional de Saúde de Alfenas (MG), onde será distribuída para as outras regionais do Sul de Minas. Os municípios deverão retirar os imunizantes nas sedes das regionais.

A SES informou o quantitativo de vacinas que cada Regional de Saúde irá receber. O número faz referência a primeira e segunda dose.

Veja a quantidade recebida por cada regional:

Alfenas: 15.700 (9,5 mil da AstraZeneca e 6,2 mil da CoronaVac)

Passos: 17.300 (10,5 mil da AstraZeneca e 6,8 mil da CoronaVac)

Pouso Alegre: 33.850 (20.250 da AstraZeneca e 13,6 mil da CoronaVac)

Varginha: 31.150 (18.750 da AstraZeneca e 12,4 mil da CoronaVac).

Asilo registra surto de Covid-19 em MG; idosos não apresentam sintomas após a vacinação

Woman taking care of elderly lady

Idosos de um asilo de Monte Santo de Minas (MG) tiveram apenas sintomas leves após a instituição registrar um surto de Covid-19. Todos os idosos já haviam sido vacinados com a 2ª dose em fevereiro deste ano. Segundo a prefeitura, 46 idosos testaram positivos para a doença e 30 deles estão assintomáticos.

Os idosos são moradores do asilo Allan Kardec, que atende 65 idosos. A prefeitura informou que a média de idade dos idosos infectados é de 75 a 93 anos. Todos receberam a 2ª dose da imunização contra a Covid-19 no dia 8 de fevereiro.

“O primeiro caso foi identificado a partir de uma moradora que foi para o pronto-atendimento e lá eles fizeram a testagem e ela testou positivo. Na sequência, foram testados os outros idosos a partir dos sintomas, os que estavam sintomáticos foram testados. A instituição comprou os testes para fazer a testagem em todos os funcionários e moradores que estavam assintomáticos”, disse a enfermeira responsável, Ieda Cristina Baquião.

Ainda conforme a enfermeira, todos os idosos foram isolados.

“Nós fizemos o isolamento dos sintomáticos, a médica está aqui diariamente acompanhando os moradores e em seguida foi feita a testagem dos outros moradores que estavam sem sintomas. A situação atual está controlada, estamos com alguns moradores internados em São Sebastião do Paraíso, que é a referência de Monte Santo. No momento está controlado, não há resultado grave, não há ninguém entubado na UTI, com certeza resultado da vacinação”, completou a enfermeira.

A prefeitura informou que assim que foi notificada, colocou mais um médico para atender os idosos e disponibilizou materiais e medicamentos para tratamento. A Vigilância também esteve no local coletando amostras para tentar identificar a origem do surto.

Dentre os 46 contaminados, apenas seis precisaram ser internados, mas nenhum na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a prefeitura, os outros idosos estão em situação estável, sendo cuidados pela entidade.

Agressões contra crianças aumentaram na pandemia

O Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA) informou que publicará em seu site nota técnica sobre todos os procedimentos que devem ser adotados em casos de agressão contra menores de idade. O texto será submetido à assembleia plena do conselho para aprovação.

O presidente da instituição, Carlos André Moreira dos Santos, disse que o tema é pauta prioritária da instituição. “Além de ser um órgão deliberativo e fiscalizador, o conselho estadual é um órgão de controle social que vai acolher as denúncias e cobrar das autoridades competentes, para que sejam tomadas as devidas providências”, acrescentou.

Pessoas com suspeita de que uma criança está sendo vítima de maus-tratos podem denunciar o caso aos conselhos tutelares, às polícias Civil e Militar, ao Ministério Público e também pelo canal Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), Daniel Monnerat, especializado em psiquiatria infantil, explicou que, diferentemente de pacientes adultos, uma criança vítima de violência pode apresentar quadros de depressão e ansiedade. Além de perda de interesse em atividades antes prazerosas e humor deprimido, esses quadros podem ser caracterizados por aumento de irritabilidade, isolamento social, alterações de sono e apetite.

Monnerat esclareceu que as crianças podem passar a comer mais ou menos, como uma atitude compensatória para suprir a ansiedade, por exemplo, de estarem sofrendo agressões verbais ou físicas. Esses são, segundo o especialista, os principais pontos que devem ser observados.

“A criança pode apresentar, indiretamente, esses sinais ou sintomas, mostrando que é preciso investigar e esclarecer se essas agressões podem estar acontecendo ou não”. Para o professor, quanto mais nova uma criança e mais cedo é vítima de agressão, mais dificuldade, muitas vezes ela tem de verbalizar o que está sofrendo. É preciso que pais e responsáveis tenham sensibilidade para entender os sinais e sintomas de uma possível agressão contra os menores.

Acompanhamento

De acordo com o médico, o tratamento psiquiátrico para uma criança vítima de maus-tratos tem de ser particularizado, caso a caso. “Porque não sabemos se essa criança que está sofrendo alguma agressão moral ou física já apresentava algum diagnóstico psiquiátrico prévio”.

Ele disse que, de qualquer maneira, o acompanhamento tende a ser multiprofissional. Ou seja, envolve acompanhamento psiquiátrico, “medicando ou não a criança, de acordo com os sintomas mais ou menos exuberantes que possam interferir de maneira mais incisiva na rotina de vida dela” e buscando apoio de psicólogos e pediatras. Acrescentou que sinais observados no exame físico ou na consulta podem servir para que se faça uma intervenção que permita interromper aquele processo de agressão ao qual o menor esteja sendo submetido.

O presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Marco Gama, afirmou que as principais causas de morte em crianças acima de 1 ano até os 19 anos de idade no país são violência e acidentes. “Não são as doenças infectocontagiosas”. Advertiu que, em geral, as pessoas não têm essa visão. O pediatra avaliou, por outro lado, que as mortes por violência e acidentes são evitáveis, mas faltam ações para que esses números sejam reduzidos.

No período de 2010 a agosto de 2020, 103,149 mil crianças e adolescentes de até 19 anos de idade morreram vítimas de agressões no Brasil. Os óbitos por agressões e suas causas podem ser conferidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, obedecendo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Até 4 anos

Os números analisados pela SBP mostram que, entre 2010 e agosto do ano passado, 2,083 mil crianças mortas por maus-tratos estavam na faixa etária de zero a 4 anos de idade. Essa era a idade do menino Henry Borel, vítima de suposta violência em casa que o levou à morte, no último dia 8 de março.

Embora os números relativos a 2020 ainda sejam preliminares, a análise da década revela que as agressões por meio de disparo de outra arma ou de arma não especificada lideram os óbitos entre crianças e jovens, totalizando 76,528 mil casos. Na faixa até 4 anos, esse tipo de agressão causou 386 mortes nos últimos dez anos. Em seguida, aparecem as agressões por meio de objeto cortante ou penetrante, com 10,066 mil mortes entre crianças e adolescentes de até 19 anos. 

De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, as agressões por meios não especificados foram as causas de 451 mortes de crianças até 4 anos no período investigado, seguidas por agressões por meio de objeto contundente (254), por outras síndromes de maus-tratos (190) e por agressões por meio de objeto cortante ou penetrante (164).

Violência é doença

Marco Gama esclareceu que embora a mortalidade seja alta, o número de vítimas de agressão é muito superior. Em 2018, por exemplo, foram 140 mil crianças e adolescentes agredidos. “Isso é subnotificado”, disse. O total de crianças de zero a 4 anos de idade foi de 32 mil, “também subnotificado”, neste ano. “É um número crescente, a cada ano que passa, de crianças sendo mais agredidas”.

Segundo o pediatra, um conceito que a sociedade precisa entender é que violência para a criança é uma doença crônica, “porque ela tem uma história, tem exame clínico, laboratorial e de imagem, tem tratamento e encaminhamento”. O médico lembrou que o problema dessa doença, principalmente em sua parte crônica, é que ela vai se perpetuando em muitas famílias. O filho de um pai violento, se não morre em decorrência das agressões, acaba se tornando também violento. “Nessa família, a violência é uma coisa crônica, que vai se perpetuando enquanto não for interrompida”.

Muitas vezes, a criança é tirada dos pais e devolvida aos avós, que são os agressores iniciais do processo e aí começa tudo de novo, observou Gama. Ele assegurou que ninguém nasce violento. A criança vai, ao longo do sofrimento de vários tipos, se tornar um adulto violento e até um homicida. “Como pode não se tornar, como essa criança que faleceu”, disse o pediatra, referindo-se ao menino Henry Borel cuja mãe, Monique Medeiros, e o namorado dela, vereador Dr. Jairinho, foram presos, investigados pela morte da criança.

Marco Gama afirmou que não só o número de óbitos por maus-tratos é grande, mas também o de sequelados, envolvendo sequelas físicas, de retardo do desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo. “Tem criança que não consegue ter bom nível de aprendizado devido à violência que sofreu. É um processo gigantesco que acontece todos os dias”.

Para ele, o caso do menino Henry Borel ganhou visibilidade pelo fato de ser de família de classe média. O pediatra lembrou, entretanto, que a violência acontece em todas as classes sociais, todas as etnias, todas as religiões, e os pais são de todos os níveis de escolaridade. “Todos são violentos”.

Pandemia

Na análise do presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, embora não haja ainda estatísticas oficiais, “seguramente” o número de violência contra crianças e jovens cresceu durante a pandemia de covid-19. Marco Gama observou que a criança poderia pedir socorro a um vizinho, à professora ou a um colega na escola, a um padrinho com quem tenha proximidade afetiva. Mas, com o isolamento social imposto pela pandemia, a criança que sofre maus-tratos está limitada ou presa no ambiente domiciliar.

As estatísticas mostram que, em 2018, 83% dos agressores foram o pai ou a mãe e que mais de 60% das agressões foram cometidas dentro das residências. “A pandemia propiciou o conjunto ideal para o agressor”. O mesmo ocorreu em relação às mulheres, com a expansão de feminicídios, destacou. “As agressões aumentaram durante a pandemia e as chances de defesa das crianças diminuíram”.

Gama defendeu a criação de uma rede técnico-científica para combater os maus-tratos contra as crianças e adolescentes, “porque violência, como doença, é caso médico, mas como agressão, é caso de polícia”. É preciso, segundo o pediatra, tratá-la nas duas instâncias, interromper esse processo e cuidar precocemente das vítimas.

Para Marco Gama, a rede de proteção aos menores tem de ser mais efetiva, mais ágil e conhecer melhor a violência. Essa rede envolveria a SBP, a Justiça, a Polícia Civil, o Ministério Público. A SBP tem um projeto nesse sentido, que começou a ser elaborado. Gama citou o caso da organização não governamental (ONG) Dedica, da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas de Curitiba, que há 13 anos atende crianças e adolescentes que vivem em situação de violência.

A presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, observou que “o Brasil precisa estar preparado para, por meio da efetiva implementação das políticas de prevenção à violência na infância e na adolescência, garantir ações articuladas entre educação, saúde, segurança e assistência social”.

Luciana comentou que o tratamento humilhante, os castigos físicos e qualquer conduta que ameace ou ridicularize a criança ou o adolescente, quando não letais, podem ser extremamente danosos à formação da personalidade e como indivíduos para a sociedade, bem como interferem negativamente na construção da sua potencialidade de lutar pela vida e no equilíbrio psicossocial. “Nascer e crescer em um ambiente sem violência é imprescindível para que a criança tenha a garantia de uma vida saudável, tanto física quanto emocional”.

Via: Agência Brasil

Jornal Folha Regional
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