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Jornal Folha Regional

BH: profissionais do sexo fazem protesto por vacina

“Trabalhadoras sexuais promovem saúde”. Essa foi uma das frases que estampou faixas carregadas por prostitutas de Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (5), as garotas de programa fizeram uma manifestação para pedir a inclusão da categoria no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

As profissionais, que no início deste mês suspenderam as atividades por causa do risco de contágio do novo coronavírus, direcionaram o protesto para o governo federal. “Ministério da Saúde por favor inclua nós trabalhadoras sexuais como grupo prioritário na vacinação”, pediram.

O ato ocorreu na rua Guaicurus, um dos principais pontos da boemia da capital mineira. Em constante risco, e agora paradas, as profissionais reforçam que “o trabalho sexual leva comida para nossos filhos”.

Responsável pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid, que define quem deve receber a imunização, o Ministério da Saúde informou que a seleção dos grupos prioritários foi baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, frisou que com o avanço da vacinação, outros grupos prioritários serão contemplados.

“Ressaltamos que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 está sujeito à alterações e que a orientação aos estados, municípios e Distrito Federal é para que gestores de saúde locais sigam a ordem de prioridades estabelecida no Plano”.

Já a Prefeitura de BH reforçou que segue o Plano Nacional de Vacinação. “O município não tem autonomia para alterar as ordens de público prioritário indicadas pelo Ministério da Saúde, tendo assim que seguir as regras informadas para a imunização”, declarou.

Em nota, o executivo informou que “é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues para a ampliação dos grupos definidos para a imunização”.

Perigo

Presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira disse recentemente, em entrevista para O Tempo, que as profissionais do sexo estão sem trabalhar. “É uma questão de proteção mesmo, até que sejamos incluídas como grupo prioritário nos planos de vacinação a nível municipal, estadual e federal. Não estarmos nessa listagem é uma violência, já que trabalhamos com contato e levamos o sustento de muitas famílias”. 

De acordo com a presidente da Aprosmig, a Rede Brasileira de Prostitutas (RBP) e associações de outros Estados endossam o movimento. A associação tem 3.500 profissionais cadastradas em Belo Horizonte e 80 mil em todo Estado.

Desde o início da pandemia, já havia a recomendação para que as atividades fossem diminuídas e, em caso de atendimento, as mulheres, tanto cis quanto trans, usassem máscara e fizessem higienizações constantes. “Nós distribuímos álcool em gel, falamos para usar máscara, mas tem cliente que não entende, muitos deles negam a pandemia, por mais que haja muitas mortes, que a imprensa mostre. Não entra na cabeça dos machistas”, explicou Cida.

Bandidos que aterrorizaram Mococa fogem para o Sul de Minas

Três agências bancárias de Mococa (SP), foram alvos de ataques de um grupo fortemente armado na madrugada desta quarta-feira (7). Na ação, os suspeitos dispararam contra a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e feriram um guarda municipal. 

O intenso tiroteio que começou por volta de 1h, foi ouvido e flagrado por moradores, que postaram vídeos nas redes sociais.

Um guarda fazia ronda na UPA quando foi atingido na cabeça por estilhaços de vidro. Ele teve um corte, mas passa bem. 

O prefeito de Mococa, Eduardo Barison, acredita que o grupo confundiu a UPA com a delegacia, uma vez que a unidade de saúde fica ao lado do DP, e por isso atiraram. 

Em imagens nas redes sociais, é possível ver a ação do grupo, que atirou contra o comércio da região, que faz divisa com Minas Gerais. As agências da Caixa Econômica, Santander e Mercantil foram atacadas. Até o momento, não há informações sobre a quantia levada.

Não houve confronto entre o grupo armado e a polícia. Os suspeitos teriam fugido por Igaraí, distrito de Mococa, em direção ao sul de Minas.

Antes das 6h da manhã, a Polícia Militar encontrou dois veículos de luxo utilizados no assalto: uma Porsche Cayenne e uma pick-up Land Rover. Eles estavam na estrada vicinal entre Mococa e Igaraí, numa área rural. O local é preservado para perícia. 

A polícia estima que entre 20 e 30 pessoas estejam envolvidas na ação. Helicópteros e a Polícia Militar de Minas auxiliam nas buscas pelo grupo.

Associações se unem na luta para retorno das atividades turísticas e adesão da Onda Vermelha em São José da Barra, Capitólio e São Roque de Minas

A Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra (ACE), a Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Capitólio (ACIAC), a Associação Comercial e Empresarial de São Roque de Minas (ACE), a Associação dos Empresários de Passeios Náuticos da Ponte do Rio Turvo (APANTUR) e a Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (ASCATUR), informam aos ASSOCIADOS e toda a classe empresarial, que na data de ontem (06) apresentou junto ao Tribunal de Justiça Mandado de Segurança contra o Governo de Minas na tentativa de retornar com as atividades empresariais e turísticas para a Onda Vermelha do Protocolo Minas Consciente, fase menos restritiva para o comércio.

A Assessoria Jurídica das Associações informa que o Mandado de Segurança terá dois momentos de julgamento, sendo que o primeiro será analisado, de forma urgente, a Medida Liminar pleiteada, que é a possibilidade ou não do retorno das atividades para Onda Vermelha, o segundo momento será o julgamento de mérito do procedimento, em que serão analisados os pedidos de forma definitiva.

As entidades reiteram o compromisso com os ASSOCIADOS e a classe empresarial na defesa dos seus interesses e direitos e que independente do resultado do Mandado de Segurança retornará em breve com mais informações.

Vereadores de Itapecerica aprovam auxílio emergencial

Saiba quem terá direito ao benefício; Parcelas de R$200 serão pagas durante três meses.

Itapecerica (MG), terá o próprio auxílio emergencial. Os vereadores aprovaram nesta terça-feira (06), o Projeto de Lei 012/2021, de autoria da prefeitura, que visa socorrer financeiramente parte da população da cidade que viu suas condições sociais já vulneráveis se agravarem no período de pandemia.

A Câmara Municipal tem participação na criação do auxílio, já que parte dos recursos destinados ao benefício virá de um valor devolvido pelo Legislativo aos cofres do município.

O “Auxílio Emergencial Municipal” pagará R$200 mensais, durante três meses, para pessoas em situação de vulnerabilidade social e/ou extrema pobreza agravada pela pandemia.

Alguns grupos de profissionais autônomos que tiveram sua condição profissional atingida pela pandemia e pelas medidas de restrição sanitária também terão direito ao benefício.

O presidente da Câmara, vereador Gleytinho do Valério, falou sobre a importância da aprovação do projeto pelos colegas em plenário e explicou como o Legislativo de Itapecerica foi fundamental para que o Auxílio Emergencial Municipal se tornasse realidade.

“Conversei por diversas vezes com o Prefeito Têko sobre o tema e coloquei a Câmara à disposição para ajudar a nossa população com um projeto dessa natureza. Essa proposta se torna realidade hoje, com a aprovação dos meus nobres colegas vereadores. Esse projeto só foi possível graças à parceria da Câmara Municipal em compromisso firmado com o Prefeito. Devolveremos cerca de R$250 mil que serão utilizados no pagamento do Auxílio Emergencial Municipal. Conseguimos fazer uma grande economia em um orçamento apertado, através de uma gestão enxuta e inteligente que prioriza o que deve ser priorizado. Em três meses, economizar mais R$200 mil não é fácil. Fizemos algo inédito e vamos alcançar coisas maiores para ajudar o povo de Itapecerica.”

Em plenário, o projeto foi elogiado pelos vereadores que fizeram o uso da palavra. Em seus pronunciamentos, Xandy, Dalmo, Antônio Balbino, Dinho da Ambulância, Miro, Marcone Rodrigues, Zé Rodrigues, Vitor Santos, Téo do Boi e Canela Love, além do presidente Gleytinho, destacaram o pioneirismo da iniciativa e do esforço do Legislativo em devolver recursos para que o auxílio pudesse se tornar realidade.

Os parlamentares, no geral, lamentaram a dificuldade que muitos cidadãos de Itapecerica estão enfrentando para manter suas atividades profissionais devido às restrições necessárias para se combater a pandemia do coronavírus.

Em mensagem enviada aos vereadores junto com a apresentação do projeto, o Prefeito Têko justificou a proposição como um alívio financeiro para quem teve sua condição social diretamente atingida pela pandemia.

“Tendo em mente que não irá resolver definitivamente a questão, mas com certeza servirá para aliviar a pressão que recai sobre aquelas pessoas que foram diretamente atingidas pelas medidas de restrição e pela própria crise econômica advinda da pandemia em si, neste momento crítico pelo qual todo o mundo atravessa”.

Quem poderá receber

Somente terão direito ao Auxílio Emergencial Municipal os cidadãos com residência fixa no município de Itapecerica. Serão consideradas aptas a receber o benefício as pessoas que se enquadram nas seguintes condições:

✔️Famílias em situação de extrema pobreza, assim consideradas aquelas que já estão cadastradas e em acompanhamento pelos órgãos de assistência social do município: Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), na data base de 1º de fevereiro de 2021.

✔️Os seguintes profissionais autônomos constantes do Cadastro Municipal na data base de 1º de fevereiro de 2021: lavadores de veículos; ambulantes de venda de mercadorias e alimentos em vias e logradouros públicos; barbeiros, cabeleireiros, maquiadores, manicures/pedicures e esteticistas; DJs; educadores físicos autônomos, registrados de acordo com a Lei Federal Nº 9.696/1998; organizadores de eventos, decoradores e cerimonialistas.

✔️Proprietários de vans ou veículos de transporte escolar que tiveram seus contratos suspensos ou interrompidos em virtude da paralisação das atividades.

✔️Proprietários de bares, botequins ou similares constantes do Cadastro Municipal na data base de 1º de fevereiro de 2021.

Ficará vedado o recebimento de mais de um auxílio por família e por beneficiário. A fiscalização quanto à regularidade do cadastro dos beneficiários será realizada por todas as secretarias municipais envolvidas, dentro de sua área de atuação.

Valor do auxílio

O auxílio consiste na transferência de renda mensal no valor de R$200, pelo período de três meses para pessoas cuja situação de vulnerabilidade social e/ou extrema pobreza foi agravada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), conforme critérios estabelecidos. O pagamento do auxílio poderá ser prorrogado por ato do Executivo.

O pagamento do Auxílio Emergencial Municipal será feito por meio de instituição financeira reconhecida pelo Banco Central. Os beneficiários deverão apresentar diretamente à Administração Municipal, em prazo a ser estabelecido em regulamento, número de conta bancária pessoal para recebimento dos depósitos.

As secretarias municipais de Assistência Social e de Planejamento, Gestão e Finanças serão responsáveis por coordenar as ações de cadastramento, divulgação das regras e pela execução do pagamento do benefício.

Participação da câmara

A Câmara Municipal de Itapecerica devolverá cerca de R$250 mil aos cofres do município para ajudar a custear o pagamento do Auxílio Emergencial Municipal. Esses recursos foram economizados do orçamento do Legislativo nos três primeiros meses de 2021, sob gestão do Presidente Gleytinho do Valério.

O Orçamento da Câmara é repassado pela Prefeitura através do “duodécimo”, parcelamento mensal calculado com base em um percentual do Orçamento do Município. Com uma gestão econômica, parte desses recursos pode (não é obrigatório) ser devolvida ao Executivo.

Em compromisso firmado com o prefeito, os valores economizados pela gestão atual da Câmara no primeiro trimestre já serão devolvidos para uso exclusivo no pagamento do Auxílio Emergencial Municipal.

Fonte: Portal das Gerais 

Foto: Guilherme Amaral/Câmara de Itapecerica

Auxílio Emergencial começa a ser pago nesta terça-feira

O deputado Estadual Antônio Carlos Arantes, comunica que a partir desta terça-feira (06), o Governo Federal começa a pagar o auxílio emergencial 2021.

Durante o período em que o auxílio foi suspenso, enviei requerimentos atrás de ofícios solicitando a volta do benefício e conversei com parlamentares, atendendo a pedidos dos mineiros.

Para ter direito, é necessário ter recebido o auxílio emergencial em 2020; ser trabalhador informal ou beneficiário do Bolsa Família; ter renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 3.300); ou ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 550).  Estamos juntos trabalhando pelo nosso povo!

Para saber mais, acesse o site da caixa.

Nova rodada do auxílio emergencial começa a ser paga hoje

Cerca de 45,6 milhões de brasileiros começam a receber nesta terça-feira (6) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O auxílio será pago a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O calendário de pagamentos foi divulgado pelo governo na semana passada. Hoje começam a receber os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em janeiro. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Toque de recolher é suspenso em todo o estado de Minas Gerais

TJMG convocou reunião de conciliação entre governo do estado e parlamentar autor de ação contra o toque de recolher; reuniões familiares também estão liberadas

Em reunião encerrada agora há pouco, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Gilson Soares Lemes; o secretário de governo do Estado, Mateus Simões; o advogado-geral do Estado, Sérgio Pessoa; e o procurador-geral de Justiça adjunto, Carlos André Bittencourt; mais o deputado estadual Bruno Engler (PRTB-MG), chegaram a um acordo para suspensão do toque de recolher em todo estado e permissão de reunião familiares a partir da noite desta segunda-feira (05/04).

“Nós conseguimos uma importante decisão do poder. A partir de hoje, estão suspensas duas medidas: o toque de recolher e a proibição de realização de visitas sociais em domicílio. O governador Romeu Zema nos prometeu que eles vão buscar revogar essas duas medidas dentro do comitê”, explica Gilson Soares Lemes em entrevista ao vivo ao Estado de Minas, logo após a reunião.

A decisão vale até a quarta-feira (07/04) quando haverá nova reunião do comitê de Enfrentamento da COVID-19 no estado.

A ação de Bruno Engler foi deferida em primeira instância, mas o TJMG convocou uma reunião de conciliação onde o acordo foi fechado.

Segundo Soares Lemes, a decisão tirava o “direito de ir e vir do cidadão”.

Vítimas de violência doméstica em MG podem denunciar e solicitar medida protetiva pela internet

Em decorrência da pandemia, a Polícia Civil determinou que mulheres vítimas de violência doméstica possam denunciar os agressores através da internet. A ação agiliza o andamento da ocorrência e evita aglomerações.

A denúncia é realizada pelo site delegaciavirtual.sids.mg.gov.br. Podem ser registrados crimes de ameaça, vias de fato, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva. Além de ser possível pedir uma medida protetiva de urgência.

Após a denúncia, um agente entra em contato com a vítima e, se for o caso, já solicita imediatamente a prisão preventiva do suspeito.

Governo de Minas vai investir R$ 53,7 mi na ampliação da rede de oxigênio de 250 hospitais públicos

O Governo de Minas vai investir R$ 53,7 milhões para a estruturação, ampliação e otimização do Sistema de Gases Medicinais (oxigênio) dos hospitais inseridos no Plano Operativo de Contingência Macrorregional para o Enfrentamento à covid-19. A medida vai beneficiar cerca de 250 hospitais da rede pública do estado e tem como objetivo garantir o abastecimento de gás e, consequentemente, o atendimento à população mineira neste momento em que o sistema de Saúde está sobrecarregado.

Cada hospital poderá contar com valores entre R$ 115 mil e R$ 315 mil para substituir cilindros de oxigênio que precisam ser recarregados de 4 em 4 horas, em média, por tanques de armazenamento. Os recursos poderão ser utilizados desde a reforma do sistema de gases medicinais até a estruturação de usinas de oxigênio. O investimento estimado por parte do Estado é de R$ 53.705.000,00. A deliberação foi publicada nesta quinta-feira (1/4) no Diário Oficial de Minas Gerais, por meio da Resolução CIB-SUS 7461.

“A medida viabiliza apoio emergencial e imediato para prevenir a falta de oxigênio aos pacientes, bem como atua na prevenção ao agravamento da crise de abastecimento de insumos estratégicos relacionados ao armazenamento e produção de gás medicinal. Além do alívio no atual cenário de estresse do sistema médico-hospitalar, significará uma melhoria permanente de infraestrutura da rede pública”, avalia Fábio Baccheretti.

Os valores de repasses estipulados por instituição levam em consideração a estrutura de armazenamento e/ou produção de gases medicinais, o consumo médio de oxigênio por leito covid-19, a perspectiva de aumento no consumo de cilindros em quatro meses e o número de leitos do estabelecimento.

O valor destinado a cada instituição obedece aos seguintes critérios:

Entre 1 e 50 leitos – até R$ 115.000,00

Entre 51 e 150 leitos – até R$ 200.000,00

Acima de 151 leitos – até R$ 315.000,00

Visando evitar o esgotamento da capacidade de atendimento à população na rede pública de Saúde e o desabastecimento de medicamentos e gases medicinais, o Governo de Minas também publicou, nesta quinta-feira (1/4), alterações nas Deliberações 63 e 73 de 2020 do Comitê Extraordinário Covid-19.

Conforme publicação, as redes públicas e privadas de assistência médico-hospitalar devem informar à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) o quantitativo de estoques de medicamentos para intubação a cada semana ou em outro intervalo de tempo fixado pela secretaria.

“Desta forma, a rede privada de assistência passará a fazer parte da rede solidária do estado, em que, por meio do acompanhamento dos estoques de medicamentos e insumos, as unidades poderão contribuir entre si para suprir carências umas das outras”, explicou o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Cirurgias eletivas

Com o mesmo objetivo de preservar vidas e evitar o colapso na rede assistencial, o Comitê Extraordinário Covid-19 também deliberou que, enquanto durar o estado de calamidade pública, estão suspensas, por determinação, as cirurgias eletivas não essenciais tanto na rede pública quanto na particular.

“Em cirurgias eletivas são utilizados medicamentos essenciais para a assistência ao paciente intubado por insuficiência respiratória provocada pela covid-19, bem como oxigênio. A alta demanda pode impactar na oferta desses insumos essenciais ao tratamento da doença. Por isso, é urgente e necessária a suspensão das cirurgias eletivas em todos os setores”, avalia o secretário.

Vale ressaltar que a medida não se aplica às cirurgias e procedimentos em paciente cardíaco ou oncológico de maior gravidade, cujo atraso do procedimento possa levar a óbito do paciente.

Minas Gerais continua se destacando como estado mais transparente do país

Após alcançar a primeira posição no ranking de transparência pública no país, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), Minas Gerais continua se destacando como o estado mais transparente e comprometido em tornar as informações acessíveis, especialmente em relação aos gastos públicos no combate à pandemia do coronavírus.

Desta vez, Minas foi o único entre os três líderes do ranking de estados mais transparentes a cumprir os prazos estabelecidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para a divulgação dos dados referentes aos hospitais de campanha, destinados ao tratamento de pacientes da covid-19. 

O órgão questionou todos os estados brasileiros sobre a aplicação de recursos e o funcionamento das estruturas, como o início de operação ou fechamento, dados sobre os atendimentos e a utilização de insumos e equipamentos.

O governo mineiro prestou contas sobre a utilização de recursos públicos na construção emergencial e provisória do hospital de campanha, em Belo Horizonte, em abril do ano passado. Foram gastos R$ 5,3 milhões, sendo R$ 4,5 milhões em doações da iniciativa privada.

A estrutura, que não chegou a receber pacientes, foi desativada em setembro.  Isso porque o Hospital de Campanha foi planejado para ser uma espécie de seguro, com 768 leitos de Enfermaria, caso a alta de casos e internações explodisse logo nas primeiras semanas da pandemia.

Desde então, o Governo de Minas abriu leitos em hospitais convencionais que equivalem a cerca de 15 vezes Hospitais de Campanha. Os leitos de UTI passaram de cerca de 2 mil para mais de 4,4 mil, enquanto os de Enfermaria foram de cerca de 10 mil para mais de 21 mil.  

Os leitos em hospitais convencionais apresentam melhores condições de atendimento e possibilitam a ampliação do sistema de Saúde como legado no pós-pandemia. O governo estadual segue buscando a ampliação dos leitos.

Avaliação

Em março deste ano, Minas Gerais obteve pontuação máxima na Escala Brasil Transparente (EBT) – Avaliação 360º, da CGU, colocando o estado, ao lado do Espírito Santo e Ceará, como líder de transparência pública no país. Espírito Santo e Ceará, no entanto, não responderam aos questionamentos da PGR sobre os hospitais de campanha dentro do prazo e pediram prorrogação.

A Escala Brasil Transparente (EBT) – Avaliação 360º – é considerada uma inovação na tradicional metodologia de avaliação da transparência pública adotada pela CGU. A EBT foi ajustada para contemplar não apenas a transparência passiva, mas também a transparência ativa que corresponde à publicação de informações na internet.

A primeira avaliação utilizando a metodologia da EBT foi realizada em 2018. Naquele ano a pontuação de Minas Gerais foi de 7.36, ficando na 20ª posição no ranking dos estados. A partir da análise dos critérios de avaliação utilizados pela CGU, começou já em 2019 a execução de um plano de ação para atender aos requisitos da avaliação.

A transparência na divulgação dos dados referentes aos gastos com a pandemia tem sido prioridade do governo mineiro. A gestão de Romeu Zema, inclusive, se atualiza constantemente na disponibilização dos dados no Portal da Transparência. Ao longo de 2020, organizações não governamentais independentes avaliaram a qualidade dos dados e informações no portal, posicionando o estado sempre entre os líderes.

Além disso, inovações e aprimoramentos na disponibilização de informações públicas são constantes. No último ano, diversas funcionalidades foram incorporadas ao Portal da Transparência com objetivo de aumentar a usabilidade e melhorar a experiência dos usuários, como a consulta do histórico mensal da remuneração de determinado servidor numa mesma página e a possibilidade de realizar o seu download.

Minas Gerais lançou, ainda, o novo Portal de Dados Abertos com o objetivo de dar publicidade a informações sobre os processos de gestão de finanças públicas dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual. O novo portal atua como ponto de referência para busca e acesso a dados públicos sobre quaisquer assuntos de interesse da sociedade, como Saúde, Educação, Segurança pública, Assistência social, Esportes e Turismo.

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