Dois suspeitos são presos após furto de veículo em Nova Resende – Foto: divulgação/Polícia Militar
A Polícia Militar recuperou um carro furtado e prendeu dois suspeitos na manhã do último sábado (14), após uma ocorrência registrada no bairro Vila São João, em Nova Resende, no Sul de Minas.
De acordo com a corporação, o proprietário acionou a polícia ao perceber que seu Fiat Uno havia sido levado da garagem de casa. O veículo estava com a chave na ignição e o portão do imóvel, segundo relato, estava destrancado.
Durante os levantamentos iniciais, os militares receberam informações de que o carro teria sido visto circulando em Monte Belo, conduzido por dois jovens, de 20 e 23 anos, já conhecidos no meio policial por envolvimento em furtos e receptação.
Com base nas informações, equipes iniciaram diligências e conseguiram localizar o veículo. Os suspeitos foram abordados e detidos. Durante a ação, os policiais encontraram uma faca com um dos abordados, além de objetos e peças de roupa semelhantes às utilizadas no momento do crime, conforme registrado por câmeras de segurança da região.
Diante dos indícios, a dupla foi presa em flagrante e encaminhada, junto com o material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Mulher é morta com 15 facadas na frente do filho após recusar beijo em MG – Foto: redes sociais
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigou a morte de Priscila Beatriz Assis Teixeira, de 38 anos, assassinada a facadas na noite de 23 de fevereiro em Campos Altos, no Alto Paranaíba. O principal suspeito do crime é um jovem de 18 anos, que foi indiciado por feminicídio e importunação sexual.
Segundo as investigações, Priscila foi atingida por 15 golpes de canivete após negar um beijo ao suspeito. O ataque ocorreu na frente do filho dela, de 8 anos, o que aumenta a pena prevista para o crime de feminicídio.
De acordo com o delegado Jeferson Leal, o jovem foi até a casa da vítima para negociar a compra de um celular. Durante a conversa, ele tentou beijá-la, mas foi rejeitado.
“De acordo com a investigação o suspeito foi à casa da vítima e após uma conversa tentou beijá-la. Contudo, ela se esquivou e negou o beijo, sendo o motivo para que ele a matasse. Ou seja, o fato dela negar o beijo o fez se sentir rejeitado. Portanto, incorreu na prática do crime de feminicídio com aumento de pena e, ainda, importunação sexual”, disse o delegado.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais informou que irá analisar o inquérito policial para decidir quais providências serão tomadas.
Crime pode ter sido planejado
Mulher é morta com 15 facadas na frente do filho após recusar beijo em MG – Foto: divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil também trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha sido premeditado. Segundo o delegado responsável pelo caso, o fato de o suspeito ter ido ao local já portando um canivete levanta essa possibilidade.
“Há suspeitas que tenha sido premeditado porque ele foi ao local já portando o canivete. A gente acredita que ele já tenha também lançado investidas amorosas para ela”, afirmou o delegado.
De acordo com uma prima da vítima, câmeras de segurança da região registraram o suspeito observando a casa de Priscila dias antes do crime.
Dinâmica do crime
Priscila foi morta no portão de casa, no bairro Camposaltinhos. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que o suspeito chegou ao local na noite do crime.
Nas gravações, o jovem aparece usando calça jeans, bota amarela, jaqueta escura e boné preto. Outras imagens, que não foram divulgadas, ajudaram os investigadores a identificar o trajeto utilizado pelo suspeito após o ataque.
Conforme explicou o delegado, durante a negociação do celular o suspeito tentou forçar um beijo. Após a recusa, iniciou uma briga e atacou a vítima com o canivete.
“Ele disse que no momento da recusa da mulher, deu um ‘branco’ em sua cabeça e atingiu a vítima com vários golpes de canivete”, relatou o delegado.
Mesmo ferida, Priscila foi socorrida e levada ainda consciente para o Hospital Municipal de Campos Altos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Fuga e prisão
Após o crime, o suspeito fugiu pulando muros de várias casas do bairro Camposaltinhos até alcançar outra rua.
Uma testemunha reconheceu o jovem como o homem que havia invadido sua residência durante a fuga. O filho de Priscila também conseguiu descrever características físicas e roupas compatíveis com as registradas nas câmeras.
Durante as buscas, policiais da Polícia Militar de Minas Gerais receberam a informação de que um homem tentava contratar um táxi e dizia ter cometido “um fato grave”, afirmando que precisava sair com urgência de Campos Altos e seguir para Medeiros, no Centro-Oeste do estado.
Com base no nome e na foto vinculados a um perfil em aplicativo de mensagens, os militares identificaram o possível endereço do suspeito. Ele foi localizado e preso no imóvel.
No local, foram encontradas roupas molhadas e sujas de barro, semelhantes às registradas pelas câmeras de segurança.
Ao ser questionado, o jovem confessou o crime e reconheceu o canivete de cabo azul encontrado na casa da vítima como a arma utilizada no ataque.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito não possuía antecedentes criminais. Após passar por exame de corpo de delito e ser ouvido, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Araxá, onde permanece preso e responderá pelos crimes de feminicídio e importunação sexual.
Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa – Foto: reprodução
A Operação Sem Remorso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o crime de peculato envolvendo o desvio de recursos da Caixa Federal.
As investigações indicam que o suspeito teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.
Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca na residência do investigado no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, onde foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um carro de luxo.
A PF informou que, com o material apreendido, “dará continuidade às investigações para esclarecer completamente os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes”.
Polícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante, na última quarta-feira (28), um homem, de 60 anos, suspeito de praticar maus-tratos contra cães em Guaxupé (MG). A ação foi desencadeada após denúncia.
No local, os policiais constataram que diversos cães eram mantidos em condições inadequadas, sem os cuidados mínimos de bem-estar. Foram identificados confinamento irregular, ausência de alimentação adequada, oferta de comida deteriorada, falta de água potável, acúmulo de resíduos orgânicos e inexistência de abrigo contra sol e chuva.
A ocorrência contou com o apoio de uma médica-veterinária do município, que avaliou os animais e elaborou laudo técnico, apontando sofrimento físico e debilidade extrema em parte dos cães, o que exigiu resgate imediato e atendimento especializado.
Diante das condições constatadas, o responsável foi preso em flagrante. O crime de maus-tratos é classificado como infração permanente, caracterizando-se enquanto os animais permanecem submetidos à situação degradante. Após os procedimentos de polícia judiciária, o suspeito será encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça.
Segundo o delegado Tales Moreira, responsável pelo caso, o combate aos maus-tratos contra animais é uma das prioridades da instituição. Ele destacou a importância da participação da população, por meio de denúncias, para a identificação e repressão desse tipo de crime.
Cuidados
Os cães em situação mais grave foram encaminhados para atendimento veterinário. Os demais permanecem sob acompanhamento dos órgãos competentes, que adotaram as medidas administrativas e sanitárias cabíveis.
As investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.
Polícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMGPolícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMGPolícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMGPolícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMGPolícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMGPolícia Civil prende suspeito por maus-tratos a cães em Guaxupé – Foto: divulgação/PCMG
PF apreende R$ 1 mil em cédulas falsas durante entrega de pacote em Guaxupé – Foto: divulgação
Uma ação da Polícia Federal resultou na apreensão de cédulas suspeitas de falsificação no município de Guaxupé, no Sul de Minas. A ocorrência foi registrada na terça-feira (13), durante uma fiscalização que envolveu o monitoramento de uma encomenda enviada pelos Correios.
Após identificar indícios de irregularidade, os policiais acompanharam o trajeto do pacote até o momento da entrega. Durante a abordagem e a abertura da correspondência, foram encontradas notas que totalizavam R$ 1 mil, todas com sinais de possível falsificação.
O destinatário da encomenda era um adolescente, que foi abordado no ato do recebimento. Diante da idade do envolvido e do enquadramento do caso como crime de competência da Justiça Federal, o jovem foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Guaxupé para prestar esclarecimentos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Após os procedimentos legais, o menor foi liberado e entregue aos seus responsáveis legais.
As cédulas recolhidas serão submetidas à perícia técnica oficial para confirmação da falsidade. Enquanto isso, a Polícia Federal segue com as investigações para apurar a origem do dinheiro apreendido e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de distribuição das notas falsas.
Governo de Minas anuncia investimento de R$ 4,3 mi à Polícia Civil – Foto: divulgação
O Governo de Minas vai destinar mais de R$ 4,3 milhões à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para serem aplicados em melhorias nas estruturas da instituição. O anúncio do repasse do investimento foi realizado, nesta segunda-feira (12/1), pelo governador Romeu Zema e pelo vice-governador Mateus Simões, durante a abertura oficial do 6º Curso de Operações Especiais (COP) da Polícia Civil.
A iniciativa integra a agenda comemorativa dos 100 anos da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol), em 2026. O chefe do Executivo mineiro enalteceu o trabalho de formação realizado pela PCMG e a importância desses investimentos para aperfeiçoar as condições para a instituição.
“Estamos comemorando um marco extremamente relevante da nossa academia de polícia, que é referência nacional e recebe profissionais da área de segurança pública de todo o Brasil. Queremos uma Acadepol cada vez mais estruturada, então estamos fazendo este aporte para dar continuidade ao trabalho de melhorar a infraestrutura da PCMG”, afirmou o governador.
“Na nossa gestão, já reformamos ou inauguramos mais de 200 unidades da Polícia Civil em todo o estado, trocamos os armamentos, que hoje são mais modernos, entregamos mais de 1,5 mil novas viaturas. Isso tem contribuído muito para que Minas Gerais seja considerado um dos estados mais seguros do Brasil”, observou Romeu Zema.
Modernização da Acadepol
Os recursos serão destinados para a melhorar a estrutura da unidade, com revitalização da fachada, reestruturação dos prédios, climatização das áreas de ensino e reforma do ginásio. Também estão previstas a implantação de energia fotovoltaica no Centro de Treinamento Avançado (CTA), em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e a estruturação física da Escola Estadual Ordem e Progresso, na capital mineira.
O investimento reúne recursos de diferentes fontes: o Acordo de Brumadinho, o Fundo Nacional de Segurança Pública, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e repasse da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG).
Formação
Fundada em 1926, a Acadepol é o principal centro de formação, capacitação e aperfeiçoamento do efetivo policial civil mineiro, responsável pela formação inicial e continuada dos servidores em investigação criminal, técnicas policiais e gestão da segurança pública, além de promover cursos presenciais e à distância em diversas áreas da atividade policial.
O COP visa formar operadores táticos para atuarem na Coordenação de Recursos Especiais (Core), sendo pré-requisito para que o policial civil de Minas Gerais seja inserido nesse grupo tático. Vinte e seis alunos participam das atividades, entre policiais civis e agentes de outras Forças de Segurança.
“A construção da melhor polícia judiciária do Brasil passa pela formação deles aqui. Tenho orgulho de ter conhecido vários diretores-gerais da Acadepol e saber que, ao longo da história, a academia vem dando exemplo, aqui e fora de Minas Gerais, de como conduzir a formação inicial e também esses cursos especiais”, pontuou o vice-governador Mateus Simões.
Iniciado na última quinta-feira (8/1), o COP envolve treinamentos intensivos voltados ao preparo para missões críticas e de alta complexidade, como operações em ambientes confinados, ações em altura, combate corpo a corpo, tiro tático, atendimento pré-hospitalar de combate, patrulhamento em áreas de risco e planejamento operacional, além de outras atividades de caráter eliminatório.
Com duração aproximada de 30 dias, o curso é realizado nas dependências da Acadepol, na capital, no CTA de Sabará e na sede da Core, em Nova Lima, também na RMBH. “Nós temos hoje o primeiro curso presencial do ano, que é o de operações policiais, que prepara os nossos policiais civis para ingressarem na coordenação de recursos especiais da Polícia Civil”, disse a delegada-geral Leticia Gamboge, chefe da PCMG.
“Esses investimentos anunciados serão significativos para que nós tenhamos policiais cada vez mais preparados para o combate à criminalidade do nosso estado, especialmente no combate ao crime organizado”, explicou Letícia Gamboge.
Desde 2019, a atuação da Core resultou na realização de mais de 500 operações em Minas Gerais, reforçando o papel estratégico da unidade no enfrentamento ao crime organizado. Ao longo das cinco edições já realizadas do COP, a PCMG formou 58 policiais preparados para atuar na Core.
Polícia Civil prende maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais – Foto: PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu o maior traficante de pasta base de cocaína do estado, um dos maiores do Brasil, e deu informações, neste sábado (10/1), da operação de inteligência, que durava meses, e resultou na captura de Sonny Clay Dutra, de 43 anos, na cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, nessa sexta-feira (9/1).
O governador Romeu Zema parabenizou o trabalho investigativo e a atuação dos policiais em suas redes sociais. “Um dos maiores traficantes de Minas está onde precisa ficar, de volta à cadeia. A nossa Polícia Civil prendeu, nesta madrugada, Sonny Clay Dutra, após um preciso trabalho de inteligência. Aqui, criminoso não tem paz. E é por isso que temos um dos estados mais seguros do país”.
Com mandado de prisão em aberto por uma condenação a 14 anos, Dutra era responsável pela logística do transporte da droga de países vizinhos, como Bolívia e Paraguai. Ele também foi flagrado com porte ilegal de arma de fogo e não ofereceu resistência no momento da abordagem policial.
“É uma das prisões mais relevantes que fizemos nos últimos anos, considerando a expressividade dele na atividade criminosa em Minas Gerais, considerado um dos maiores traficantes do Brasil e o maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais”, afirmou a chefe da PCMG, delegada-geral Letícia Gamboge.
As ações para chegar ao traficante foram realizadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil, junto com a Diretoria de Inteligência Policial da Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP) da PCMG.
Natural de Ouro Preto, onde já havia sido preso pela equipe do Deoesp, em 2019, o homem teve a prisão preventiva revogada na época e, desde então, estava foragido, figurando na lista dos criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
As investigações que levaram ao paradeiro de Sonny Clay Dutra, em uma boate de Divinópolis, indicam que ele residia em Itaúna, na mesma região do estado.
A delegada-geral da Polícia Civil enfatizou a atuação das Forças de Segurança para coibir esse tipo de crime e de atuação no estado. “Com esta ação, reafirmamos o compromisso inabalável da Polícia Civil e do Governo de Minas no combate ao crime organizado, às facções e ao tráfico de drogas. Aqui em Minas Gerais, não tem impunidade. Não vamos tolerar criminosos e prenderemos quem quer que seja”, disse Letícia Gamboge.
O delegado da Draco 1, Davi Batista Gomes, detalhou os desafios para capturar o criminoso. “As investigações para localizá-lo vêm de muito tempo e demandaram muito trabalho de inteligência e de campo, ele já foi preso diversas vezes, tem uma grande rede de proteção, tem muito dinheiro, então consegue trocar frequentemente de endereço, então conseguimos dar um golpe muito forte no tráfico de drogas do estado, principalmente na questão da grande logística, que abastece os pontos de droga”.
Próximos passos
O chefe da operação especializada do Deoesp, Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, recapitulou que Sonny Clay Dutra é investigado pela Polícia Civil desde 2013. “É um criminoso contumaz, tem grandes contatos em regiões de fronteira, por isso se tornou o maior narcotraficante do estado de Minas Gerais e um dos maiores do país e não tem vínculo com nenhuma facção específica, mantendo interlocução com todas, atua em um nível acima da logística de drogas e é o responsável por trazer grandes quantidades de cocaína para Minas Gerais”, completou o delegado, que apontou as ações a partir de agora.
“Vamos entrar uma segunda fase em que vamos esmiuçar a questão da lavagem de dinheiro e tentar as outras ramificações da organização da qual ele faz parte. Conseguimos atingir o topo, agora vamos atacar a capilaridade dessa organização e chegar nas outras conexões”, explicou o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.
Essa lavagem de dinheiro envolve empresas de setores como de alimentos e de postos de combustíveis, de diversos estados além de Minas Gerais, como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Operação Interligação prende suspeito de crimes rurais em Ilicínea – Foto: divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 45 anos durante a Operação “Interligação”, realizada na última quarta-feira (7) no município de Ilicínea (MG). Ele é investigado por furto qualificado e associação criminosa, com suspeita de envolvimento em crimes praticados na zona rural da região.
A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais de Alfenas, com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Boa Esperança. Durante a ação, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, além do mandado de prisão preventiva.
Entre os materiais apreendidos está um caminhão pertencente ao investigado, que, segundo a polícia, teria sido utilizado na execução dos crimes apurados.
O homem é apontado como um dos responsáveis pelo furto de uma caçamba avaliada em aproximadamente R$ 40 mil, equipamento utilizado nas atividades rurais de uma fazenda localizada em Serrania (MG). O bem havia sido localizado anteriormente durante as investigações e já foi devolvido ao proprietário.
De acordo com a Polícia Civil, o caso não se restringe a esse episódio. As investigações seguem em andamento para apurar a possível participação do suspeito e de outros envolvidos em novos crimes rurais, com indícios de que o grupo atuava de forma reiterada em municípios da região.
Manobras perigosas em vias públicas motivam operação contra ‘rolezinhos do grau’ em MG – Foto: divulgação/PMMG
Manobras perigosas, excesso de ruído e desrespeito às normas de trânsito em vias públicas, registrados em encontros clandestinos de motociclistas conhecidos como “rolezinhos do grau”, motivaram o lançamento da Operação Cavalo de Aço pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), iniciada na manhã desta quinta-feira (18/12), em todo o estado e tem duração até 4 de janeiro de 2026. Segundo a corporação, esse tipo de ocorrência tende a aumentar com a proximidade do Natal. Para coibir as práticas, a operação conta com o reforço de 1.400 policiais militares em motocicletas, além do serviço de inteligência e do uso de drones.
De acordo com o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da PMMG, esse tipo de ocorrência tende a aumentar com a proximidade do Natal, colocando em risco a segurança da população e dos próprios motociclistas. “Nos últimos anos, principalmente neste período que antecede o Natal, a sociedade tem se deparado com um evento ilegal conhecido como os rolezinhos do grau. Essas ações ocorrem de forma clandestina em vias públicas, com motociclistas realizando manobras perigosas, buzinaços, ruídos excessivos e desrespeitando totalmente o Código de Trânsito Brasileiro”, afirmou o capitão.
A operação contará com o reforço de 1.400 policiais militares em motocicletas, além do apoio do serviço de inteligência e do uso de drones. “Esse recurso logístico nos dá vantagem tática e operacional, tanto nas ações preventivas quanto nas abordagens e capturas. Nosso serviço de inteligência também monitora redes sociais abertas para identificar possíveis marcações de rolezinhos e permitir uma intervenção mais assertiva”, explicou.
Segundo Veríssimo, a Polícia Militar realiza operações anuais para combater esse tipo de prática e, em 2025, a atuação será intensificada. “Em 2024, a instituição apreendeu 1.023 motocicletas, removeu mais de 2.300 veículos, prendeu 477 infratores e apreendeu 128 menores, todos nesse contexto de crimes relacionados ao rolezinho. Em 2025 não será diferente. A Polícia Militar lança a Operação Cavalo de Aço com o objetivo principal de inibir essa prática delituosa e proteger o cidadão de bem”, destacou.
O capitão reforçou que a ação busca garantir o direito de ir e vir da população com segurança. “A família precisa ter a garantia do direito de circular em via pública com tranquilidade, sem temer que um condutor irresponsável perca o controle da motocicleta e provoque lesões em pedestres ou outros usuários da via”, pontuou.
Sobre o uso da tecnologia, Veríssimo ressaltou a importância dos drones. “Os drones serão de extrema importância para ampliar nosso monitoramento e auxiliar na identificação dos indivíduos durante esses eventos ilegais”, disse.
O capitão fez um apelo à conscientização dos motociclistas e orientou a população a acionar a polícia diante de qualquer movimentação suspeita. “A Polícia Militar recomenda que esse tipo de evento não seja realizado. Mas, caso ocorram práticas delituosas, estamos prontos para adotar todas as providências cabíveis. Havendo qualquer concentração suspeita de motociclistas, a população pode acionar o 190. A PM já está mobilizada e atuará no caso concreto”, concluiu.
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu cinco pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio de um homem encontrado amarrado e parcialmente enterrado em um cafezal de Bom Jesus da Penha (MG), crime que ganhou repercussão em outubro deste ano e segue sob investigação.
A descoberta ocorreu após um trabalhador rural sentir um odor forte vindo da plantação. Inicialmente, ele acreditou que se tratasse de um animal morto, mas acionou a polícia. Com a chegada das equipes ao local, foi constatado que se tratava de um cadáver humano, o que deu início imediato às investigações.
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (17), o delegado responsável pelo caso, Manoel Nora, detalhou os caminhos que levaram à identificação dos suspeitos. Segundo ele, o estado do corpo dificultava o reconhecimento da vítima, já que o rosto estava irreconhecível devido à fase gasosa da putrefação. O único elemento visível encontrado junto ao cadáver era um pedaço de corda.
A vítima estava com as mãos amarradas para trás e os pés presos às mãos, característica que, de acordo com o delegado, indicava tortura e execução. A corda utilizada chamou a atenção dos investigadores por aparentar ser nova, com sinais de primeiro uso.
A partir dessa observação, a Polícia Civil iniciou diligências em comércios da região que vendem esse tipo de material, como supermercados e lojas de construção. Em um dos estabelecimentos, foi encontrada uma corda idêntica à usada no crime, de padrão tricolor. A análise de imagens do sistema de segurança permitiu identificar as pessoas responsáveis pela compra.
Com essas informações, a polícia solicitou e cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Durante as ações, foi localizado o restante da corda utilizada no homicídio. Conforme relatado pelo delegado, os investigados tentaram justificar a posse do objeto, alegando que ele seria usado para montar um balanço. No entanto, a versão não se sustentou, já que o imóvel era um sobrado e não havia local apropriado para tal instalação.
Outros materiais apreendidos reforçaram as suspeitas e impulsionaram o avanço das investigações. Paralelamente, a polícia enfrentava a dificuldade de não haver, inicialmente, registro de desaparecimento compatível com as características do corpo encontrado. Com o aprofundamento do trabalho investigativo, a vítima foi identificada como um homem de 32 anos, morador da cidade de Passos (MG).
Segundo a Polícia Civil, as apurações indicaram que o homem foi levado de Passos até Bom Jesus da Penha. No município, ele teria sido mantido em um imóvel conhecido como “Cantoneira”. Ainda conforme o delegado, a vítima foi submetida a um chamado “tribunal do crime”, no qual ocorreram ligações e videochamadas antes da decisão pela execução.
Após esse julgamento informal, o homem foi morto e teve o corpo ocultado no cafezal. Para a polícia, desde a identificação da vítima ficou evidente que o caso envolvia circunstâncias mais complexas do que um homicídio comum.
Os cinco suspeitos presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no crime.
Polícia Civil prende suspeitos de homicídio após corpo ser encontrado em cafezal em Bom Jesus da Penha – Foto: divulgação/Polícia CivilPolícia Civil prende suspeitos de homicídio após corpo ser encontrado em cafezal em Bom Jesus da Penha – Foto: divulgação/Polícia Civil
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