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Jornal Folha Regional

Britânica de 90 anos é a primeira pessoa a receber vacina contra Covid-19

Uma mulher de 90 anos se tornou nesta terça-feira (8) a primeira pessoa a receber de maneira oficial, e não em fase de testes, a vacina contra a covid-19 fabricada pelo laboratório farmacêutico Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech, em um marco do programa de vacinação que começou nesta terça-feira no país.

Margaret Keenan, que foi vacinada no Hospital Universitário de Coventry, afirmou à BBC que se sentia “privilegiada” por ser a primeira vacinada fora dos programas de ensaios clínicos. A imunização dela se tornou parte de uma manobra preparada minuciosamente pelo Governo de Boris Johnson para convencer os britânicos mais céticos sobre a necessidade de se imunizar quando chegar a sua vez. Keenan, que vestia uma camiseta com os dizeres “Feliz Natal”, declarou: “Se posso injetar isso aos 90 anos, qualquer um pode”.

Os tabloides conservadores do Reino Unido contribuíram para o entusiasmo ao batizar esta terça-feira como “Dia-V” (V de vacina, mas também o histórico V de vitória). O segundo paciente a receber a vacina foi, curiosamente, William Shakespeare, um homem de 81 anos da localidade de Warwichshire.

Vacinação contra covid-19 começa dia 25 de janeiro em São Paulo

O governador do estado de São Paulo João Doria anunciou, nesta segunda-feira (7), que a campanha de vacinação contra covid-19 terá inicio no dia 25 de janeiro de 2021. Profissionais de saúde, indígenas e quilombolas serão os primeiros a receber a CoronaVac, gratuitamente.

Imunizante escolhido, a vacina chinesa produzida pelo laboratório Sinovac, que tem o Instituto Butantan como parceiro no Brasil, ainda não finalizou a fase 3 do ensaio clínico, no qual a sua eficácia é testada. Após essa etapa, ela precisa ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a aplicação na população.

Segundo Doria, a imunização contra o novo coronavírus em São Paulo será dividida em cinco fases. Ele afirmou também que a escolha do público-alvo da primeira etapa foi baseada na incidência de óbitos provocados pelo Sars-CoV-2 no estado.

Na fase inicial da campanha, a previsão é de que 9 milhões de pessoas sejam vacinadas, cada uma delas recebendo duas doses da CoronaVac. Quem faz parte dos três grupos receberá a primeira aplicação em 25 de janeiro e a segunda no dia 15 de fevereiro, conforme o cronograma.

Vacinação dos idosos


A primeira fase da vacinação contra covid-19 em São Paulo também terá a aplicação da CoronaVac nas pessoas com 75 anos de idade ou mais a partir do dia 8 de fevereiro (segunda dose em 15 de março). Já quem tem entre 70 e 74 anos receberá as doses nos dias 15 de fevereiro e 8 de março.

O cronograma divulgado pelo governo estadual prevê ainda a imunização das pessoas com 65 a 69 anos de idade em 22 de fevereiro e 15 de março e daqueles com 60 a 64 anos nos dias 1º e 22 de março. Serão 18 milhões de doses disponíveis nesta fase.

As demais etapas de aplicação da vacina, incluindo outras faixas etárias, serão anunciadas posteriormente.

Lote com 600 litros de insumos para fabricação da vacina CoronaVac chega a São Paulo

Um lote com 600 litros de insumos para produção da CoronaVac, vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegou nesta manhã ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A nova carga de insumos servirá para a produção de 1 milhão de doses, segundo o governador paulista João Doria (PSDB), que esteve no local acompanhado do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

“Estou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, recebendo nova carga de insumos da Coronavac, para produção de 1 milhão de doses da vacina do Butantan. Agora já temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina em solo brasileiro para salvar vidas. Sentimento de esperança na luta pela vida”, escreveu o tucano.

As primeiras 120 mil doses da CoronaVac chegaram a São Paulo no mês passado. Até o fim do ano chegarão mais de 46 milhões de doses. No acordo com a Sinovac, seis milhões estarão prontas para a aplicação e outros quarenta milhões que serão fabricadas pelo Instituto Butantan a partir de matéria-prima encaminhada pela farmacêutica chinesa.

Resultados analisados

No mês passado, o governo paulista anunciou que os estudos de fase três do imunizante, que podem atestar sua eficácia, chegaram ao número mínimo de infectados pelo coronavírus. Com essa marca, é possível abrir os resultados dos estudos para análise da aprovação do registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Gorinchteyn afirmou nesta terça-feira (1º) que os resultados do imunizante estão sendo analisados e devem ser compartilhados com o governo “possivelmente na semana que vem”.

“Na semana passada, foram abertos os trabalhos da fase 3 para saber se a vacina é eficaz e se ela protege contra o vírus. Foram enviados os resultados para um comitê internacional independente, que analisa os dados”, explicou ele na ocasião.

Se for incorporada ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, a CoronaVac pode ser distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Também na terça-feira, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, anunciou a versão preliminar do plano nacional de imunização contra a covid-19. Segundo ele, a pasta “não descarta nenhuma vacina”.

Vacina induz resposta imune em 97% dos casos

Dados preliminares dos testes clínicos divulgados no mês passado mostram que a CoronaVac foi capaz de induzir uma rápida resposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da covid-19.

As descobertas da Sinovac, publicadas em artigo revisado por outros cientistas na revista científica The Lancet, se referem aos estudos das fases 1 e 2 realizadas na China.

Segundo a publicação, a CoronaVac é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

A análise da eficácia da vacina, entretanto, só será possível com os dados da fase 3 do estudo, realizada, além do Brasil, na Indonésia e na Turquia.

Saúde estadual mantém recomendação de retorno das cirurgias eletivas

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mantém o retorno gradual das cirurgias e procedimentos eletivos não essenciais no Sistema Único de Saúde (SUS), recomendado desde o dia 15 de outubro. A decisão foi baseada em parecer emitido pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), grupo técnico da SES-MG, considerando o risco de piora de quadros clínicos previamente observados devido ao aumento do tempo de espera e potenciais repercussões negativas para os resultados cirúrgicos dos pacientes. Outro ponto considerado foi a possibilidade de acúmulo da demanda preexistente de cirurgias eletivas.

A recomendação é de que a retomada seja gradual no Sistema de Saúde de Minas Gerais, tanto nos setores público quanto privado. Para tanto, as informações epidemiológicas locais e regionais deverão ser consideradas pelos gestores, avaliando:

  • redução sustentada de novos casos da covid-19 durante pelo menos 14 dias consecutivos na área geográfica de base populacional;
  • existência de leitos hospitalares de média e alta complexidade disponíveis na instituição ou rede de serviços pactuados,
  • e condição clínica do paciente e existência de sinais/sintomas indicativos de infecção pelo Sars-CoV-2.

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, ressalta que a decisão deve ser regionalizada. “Os gestores municipais, juntamente com os gestores hospitalares, devem avaliar a situação da ocupação de leitos, o risco de desabastecimento de medicamentos destinados a cirurgias e, a partir destes dados, definir pelo retorno ou não das cirurgias eletivas em seus territórios”.

O secretário lembra, ainda, que Minas Gerais praticamente dobrou a capacidade assistencial da rede pública. Desde o início da pandemia, houve aumento expressivo do número de leitos no estado. Em relação aos leitos de UTI, por exemplo, em fevereiro a rede de saúde pública contava com 2.072 leitos; hoje, a rede possui 3.905. Também foram distribuídos 1.062 respiradores para os municípios, equipamentos essenciais para o funcionamento de leitos de alta complexidade.

“O planejamento feito pelo Governo de Minas e pela SES-MG possibilitou as condições necessárias para a reestruturação da rede de assistência à saúde. O objetivo do governo foi garantir que nenhum mineiro ficasse sem assistência no estado”, afirma o secretário.

Protocolo de retomada

A nota técnica que recomenda a retomada das cirurgias eletivas define, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde (MS) e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), os protocolos de cuidados e biossegurança já estabelecidos para prevenção da transmissão, garantindo assim a segurança ao paciente e a equipe de saúde.

As normas de segurança deverão ser adotadas desde a seleção do paciente para a cirurgia até sua alta do serviço, bem como no período de convalescença em domicílio. Deve estar garantida a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPIs), equipe treinada para tratar e cuidar dos pacientes e itens necessários ao suporte avançado à vida em casos de agravamento de complicações clínicas.

Além disso, as instituições devem implementar o distanciamento social para os funcionários, pacientes e visitantes. Deve-se também priorizar o agendamento de cirurgias cuja espera repercuta no prognóstico do paciente e os procedimentos que foram cancelados e adiados devido à pandemia.

Consentimento

A nota técnica traz ainda a recomendação de que, durante a avaliação pré-admissional para a cirurgia, os médicos conscientizem os pacientes sobre os riscos de exposição à covid-19 e suas possíveis consequências. Assim, o hospital deverá instituir Termo de Desistência Momentânea do Procedimento Cirúrgico, caso seja a vontade do paciente, sendo assegurado a ele a continuidade em fila de espera.

Moderna planeja solicitar autorização para uso emergencial da vacina contra Covid-19 nos EUA e Europa nesta segunda

A Moderna, farmacêutica norte-americana que está desenvolvendo uma vacina contra a Covid-19, anunciou que planeja solicitar uma autorização para uso emergencial do seu imunizante a agências reguladoras dos EUA e Europa nesta segunda-feira (30).

A farmacêutica disse que os resultados completos de um estudo em estágio final mostram que sua vacina foi 94,1% eficaz, sem preocupações sérias de segurança. “A eficácia da vacina contra Covid-19 grave foi de 100%”, afirma a Moderna.

O resultado mais recente de eficácia do Moderna é ligeiramente inferior ao de uma análise provisória divulgada em 16 de novembro, com 94,5% de eficácia. Segundo Tal Zaks, diretor médico da farmacêutica, a diferença não é estatisticamente significativa.

O estudo de fase 3, conhecido como estudo COVE, envolveu mais de 30 mil participantes.

Esta segunda análise foi baseada em 196 casos – 185 eram participantes do grupo de placebo e 11 no grupo que recebeu a vacina. As únicas pessoas que ficaram gravemente doentes – 30 participantes, incluindo um que morreu – receberam o placebo.

“Esta análise primária positiva confirma a capacidade da nossa vacina de prevenir a Covid-19 com 94,1% de eficácia e, mais importante, a capacidade de prevenir a Covid-19 grave. Acreditamos que nossa vacina fornecerá uma ferramenta nova e poderosa que pode mudar o curso desta pandemia e ajudar a prevenir doenças graves, hospitalizações e morte ”, disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna.

Consultores independentes da Food and Drug Administration (equivalente à Anvisa dos EUA) devem se reunir em 17 de dezembro para revisar os dados do ensaio da Moderna e fazer uma recomendação ao FDA.

Ainda não há um contrato com o governo federal ou com estados brasileiros para a aquisição da vacina da Moderna.

Como funcionam as 3 fases

Nos testes de uma vacina — normalmente divididos em fase 1, 2 e 3 —, os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização é capaz de induzir uma resposta imune (ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo).

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência da pandemia, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

Lago de Furnas é portador da matéria-prima mais importante para a cura de queimaduras

Em 2011, o médico pernambucano Marcelo Borges, viu uma matéria no Jornal do Commércio de Pernambuco, onde foi revelado que a pele da tilápia é subproduto de descarte e apenas 1% é empregado no artesanato, assim surgiu a ideia de utilizar esta pele no tratamento de queimaduras. No ano de 2014, Marcelo Borges compartilhou a ideia com o cirurgião plástico cearense Edmar Maciel, que o convidou para viabilizar e realizar este estudo no Ceará.

Hoje, a linha de pesquisa com a pele de tilápia tem a participação de 189 colaboradores distribuídos em sete estados e outros seis países, os quais são: Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Colômbia, Guatemala e México, todos coordenados por um grupo brasileiro. O material biológico é objeto de 43 projetos de pesquisa conduzidos dentro e fora do Brasil.

O método pioneiro ajudou a recuperar centenas de vítimas da explosão que ocorreu em Beirute, no Líbano, no dia 4 de agosto deste ano. Foi enviado mais de 40 mil cm² de pele do estoque brasileiro para tratar os libaneses.

Em setembro deste ano, o procedimento foi vencedor do Prémio Euro Inovação na Saúde, com mais de 1.600 projetos inscritos no Brasil e mais de 15 mil médicos participando por meio da votação.

Segundo Edmar Maciel, presidente do Instituto de Apoio ao Queimado, o método é bem mais eficiente do que um curativo feito com pomadas e cremes, que precisam ser trocados constantemente. Além de causar dor, as bandagens podem requerer o uso de anestésicos, elevando ainda mais o preço do tratamento.

“Já a pele de tilápia tem efeito de cicatrização mais rápido e não necessita de tantas trocas, já que o colágeno interage com a ferida da queimadura facilitando o processo de cicatrização. E, como a pele da tilápia adere completamente à área queimada, isso evita a contaminação externa e a e a perda de líquido e proteína, que desidrata o paciente”, afirmou Edmar.

Tilápia no Lago de Furnas

A criação de tilápias, no lago de Furnas, se tornou uma boa alternativa de renda para pescadores da região. Além do lucro, as peles dos peixes serviriam muito bem para ajudar no método para queimaduras.

Hoje na região existem inúmeros tanques para a criação dos animais, cada um com aproximadamente dois mil peixes. Mesmo em época de piracema, a produção não para. 

Do cativeiro, os peixes vão direto para o abate. Apenas o filé, que corresponde a um terço do peso total, é aproveitado, descantando a pele que poderia ser utilizada no tratamento.

A tilápia foi a espécie que melhor se adaptou às águas da represa.

Em 2016, 200 toneladas da espécie, aproximadamente 600 mil peixes, foram encontrados mortos no lago, um prejuízo para os piscicultores estimado em cerca de R$ 900 mil. A água estava com uma cor avermelhada e com pouco oxigênio, mas não se soube a causa concreta das mortes.

Covid-19: vacina da Moderna apresenta 94,5% de eficácia nos testes

A vacina para Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna Inc. mostrou 94,5% de eficácia em resultados iniciais dos testes de fase 3 para desenvolvimento do imunizante. De acordo com comunicado publicado pela empresa nesta segunda-feira, 16, são 30.000 voluntários americanos inscritos nos estudos clínicos.

O estudo primário levou em conta 95 casos positivos de Covid-19 que foram detectados no grupo de pacientes participantes na análise, a partir de duas semanas após receberem a segunda dose do fármaco ou de um medicamento placebo.

Do total, 90 casos eram do grupo do placebo e cinco do grupo que efetivamente tomaram o imunizante. Entre os casos graves (foram onze) nenhum estava no grupo que recebeu efetivamente a vacina.

Em relação à segurança, diz o documento, não há “preocupações significativas”. A maioria dos eventos adversos são leves a moderados.

Os mais comuns foram: dor no local da injeção (2,7%), fadiga (9,7%), mialgia (8,9%), artralgia (5,2% ), cefaleia (4,5%), dor (4,1%) e vermelhidão no local da injeção (2,0%).

A Moderna afirmou que entrará com pedido de uso emergencial do fármaco junto à FDA (agência que regula medicamentos no país) nas próximas semanas.

No começo do mês, a também americana Pfizer anunciou que seu fármaco previne mais de 90% das infecções pela Covid-19.

Covid-19: Minas tem cidades com taxas de mortalidade maiores que a do país

Apenas as macrorregiões Leste e Vale do Aço permanecem na faixa da onda amarela do programa Minas Consciente. Embora a taxa de mortalidade por Covid-19 a cada 100 mil habitantes em Minas Gerais seja menor do que a nacional, algumas das cidades mais populosas dessas regiões apresentam uma taxa maior que o dobro da mineira e superior à do Brasil. 

A taxa de mortalidade em Governador Valadares, na região Leste, é a mais alta entre os municípios mineiros com mais de 50 mil habitantes: são 105,6 mortes a cada 100 mil pessoas. A média móvel da última semana mostra que o aumento de óbitos no município de cerca de 281 mil pessoas está em declínio, mas a quantidade de casos da doença tem tendência de alta, diferentemente da média do Estado, que está em um nível estável. 

A Secretaria Municipal de Saúde da cidade admite o número elevado, mas afirma que ele não se deve à falta de atendimento ou de leitos, que informa ter sido ampliados. Ela pontua que a taxa de recuperação de paciente no município é de 94,5%, superior à do Estado e do Brasil. 

Em Ipatinga, cidade mais populosa do Vale do Aço, a cada 100 mil habitantes, houve 84,4 mortes por Covid-19. O número supera em quase duas vezes a taxa calculada para todo o Estado, em que foram 43,4 óbitos confirmados a cada 100 mil habitantes, e também passa a brasileira, que é 77,1. 

Com menos habitantes que Ipatinga, Timóteo é a cidade com mais de 50 mil habitantes da região que tem, proporcionalmente, mais mortes: a taxa de mortalidade no município é de 92,7 por 100 mil habitantes. Na cidade de cerca de 90,6 mil moradores, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) registrou 84 óbitos. 

Na cidade de Santana do Paraíso, também no Vale do Aço, a justificativa da prefeitura para a taxa de mortalidade mais elevada que a do Estado é uma suposta desatualização dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto estima que haja 35,4 mil pessoas na cidade, mas, segundo a diretora do departamento de Vigilância em Saúde da cidade, Marcilene Alves, a cidade foi uma das que mais cresceu na região nos últimos 10 anos e teria cerca de 50 mil habitantes. Com isso, a taxa de 81,9 mortes por 100 mil pessoas cairia para aproximadamente 58 — número ainda mais alto que o do Estado.  

Entenda diferença entre taxa de mortalidade e taxa de letalidade

A taxa de mortalidade divide o número de pessoas que morreram por Covid-19 pela população em geral de cada lugar. Já a taxa de letalidade é a razão entre os óbitos e os casos confirmados da doença nas cidades. 

“A taxa de mortalidade indica o risco de morrer por Covid-19 em determinado local, enquanto a taxa de letalidade é uma medida da gravidade da doença”, detalha a epidemiologista Aline Dayrell, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela explica que comparar a taxa de mortalidade entre diferentes municípios é mais preciso do que comparar a taxa de letalidade em diferentes locais, já que a subnotificação de casos em cada região é diferente, enquanto as mortes tenderiam a ser registradas com mais precisão.

Entre as cidades mais populosas das macrorregiões Leste e Vale do Aço, apenas Governador Valadares e Timóteo têm uma taxa de letalidade da doença superior à da média do Estado. Em geral, 2,45% dos pacientes com confirmação de Covid-19 em Minas morrem, percentual que aumenta para 3,27% em Governador Valadares e 3,35% em Timóteo. São taxas ainda mais altas que a nacional, que chega a 2,84% e ultrapassa a estimativa mundial de letalidade inferior a 1%. 

Respostas dos municípios

Os municípios citados na matéria foram procurados pela reportagem e apenas as prefeituras de Santana do Paraíso e de Governador Valadares responderam a tempo da finalização do material. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) foi procurada na manhã do dia 12 de novembro e respondeu que não conseguiria apresentar um posicionamento ou mais informações em menos de 24h. 

Fonte: O Tempo

Minas lidera adesões aos planos de saúde

Minas Gerais é o estado que registrou o maior número absoluto de adesões a planos de saúde nos 12 meses encerrados em setembro deste ano, segundo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

No período, o estado contabilizou 118 mil novos beneficiários, o que representa um crescimento de 2,4%. O levantamento do IESS mostra que o estado registrou queda nos planos de categoria individual e familiar, mas esse recuo foi compensado por um crescimento expressivo nos planos coletivos, que alcançaram cerca de 140 mil novos vínculos no período encerrado em setembro.


Os dados nacionais apontam para uma evolução do setor de 0,3% entre setembro de 2019 e o mesmo mês deste ano, o que evidencia que Minas vem impulsionando o mercado de planos de saúde. Boletim da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgado recentemente mostra que há 5.153.472 beneficiários de planos de saúde no estado.

Segundo o superintendente executivo do IESS, José Cechin, de uma forma geral, o estudo mostra que o mercado de planos médico-hospitalares resistiu aos impactos da pandemia de COVID-19 e sinaliza para uma reação dos setores produtivos.

“Esse crescimento foi alavancado pelo resultado dos coletivos empresariais, o que mostra que as empresas voltaram a admitir novos colaboradores e, consequentemente, contratar novos planos”, afirma. “Eu entendo que esse crescimento no número de beneficiários em Minas Gerais se deve à ajuda que a desvalorização do real perante o dólar deu aos exportadores, em particular de minérios e de commodities agrícolas, como café, soja e carnes. É a percepção que tenho”, completa Cechin.


O estudo do IESS também mostra que o número de planos individuais no estado, embora menor do que o registrado em setembro de 2019, evoluiu entre julho e setembro deste ano, o que também aponta para aumento de confiança para a retomada do consumo das famílias. No comparativo com setembro do ano passado, o setor registrou aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 17 unidades federativas. Além de Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal observaram ganho expressivo de beneficiários em números absolutos.

Inadimplência

Dados levantados pela ANS reforçam a tese de que não houve uma conjuntura de desequilíbrios no setor de planos de saúde no período da pandemia. Em setembro deste ano, a taxa mediana de sinistros ficou em 73%, abaixo do nível histórico. Os dados relativos à inadimplência também se mostraram estáveis e próximos dos patamares históricos, ficando, na média geral de planos, em 7%. Em setembro, o setor registrou 47.118.643 beneficiários em planos de assistência médica, um aumento de 0,4% no comparativo com o mês anterior e de 0,30% em relação ao mesmo período de 2019.

A ANS suspendeu a aplicação de reajustes dos planos no período de setembro a dezembro de 2020. A medida é válida para os reajustes por variação de custos (anual) e por mudança de faixa etária dos planos de assistência médico-hospitalares individuais, coletivos por adesão e coletivos empresariais. Segundo a Agência, a decisão foi tomada com o objetivo de conservar os contratos de planos de saúde num momento de crise sanitária e financeira que afeta o Brasil. A disposição não se aplica a alguns tipos de planos e aos exclusivamente odontológicos.

Reajuste

A ANS comunicou que, a partir de janeiro 2021, as cobranças voltarão a ser feitas considerando os percentuais de reajuste anual e de mudança de faixa etária para todos os contratados que já tiverem feito aniversário. Questionada pelo EM, a Agência informou que detalhes ainda estão em discussão. Em evento no final de outubro, a Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS indicou que estuda o parcelamento dos valores da recomposição.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) informou que, por basearem-se em custos de 2019, os reajustes deste ano não refletiriam os impactos da pandemia sobre o sistema de saúde. A entidade informou que o impacto da demanda reprimida sobre os atendimentos adiados ainda está sendo avaliado e somente agora o sistema de saúde volta à normalidade.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) reagiu ao comunicado da ANS de que os usuários de planos de saúde serão cobrados pelos reajustes suspensos. Em nota, a entidade acusa a medida da agência de “limitada e insuficiente” e defende que a recomposição não deve acontecer. O Idec chama atenção para o fato de que as operadoras nunca tiveram um momento financeiro tão favorável nos últimos 10 anos, conforme dados da própria ANS.

Fonte: EM

São Tomé das Letras registra primeiro caso de coronavírus

A Prefeitura de São Tomé das Letras (MG) confirmou na última quinta-feira (5) o primeiro caso positivo de COVID-19 na cidade. O município era o único do Sul de Minas e estava entre os três do estado livres da doença. A cidade reabriu para turistas no mês passado, após liminar obtida por empresários na Justiça.

De acordo com a prefeitura, a pessoa infectada esteve em viagem a trabalho em São Paulo. “Em respeito à ética, a prefeitura prefere não revelar a idade do paciente. Trata-se de uma mulher, que apresenta sintomas leves. Ela se encontra em isolamento domiciliar”, informou a assessoria de imprensa.

A prefeitura publicou nota nas redes sociais e pediu calma à população. “Todas as providencias necessárias já foram tomadas pela equipe de saúde. Casos suspeitos, confirmados e descartados são notificados no boletim para conhecimento de todos”, afirma o comunicado. A cidade tem agora um caso confirmado do novo coronavírus e outros cinco suspeitos

São Tomé das Letras entra nas estatísticas

São Tomé das Letras era a única cidade do Sul de Minas que permaneceu quase oito meses sem nenhum caso confirmado do novo coronavírus. Com essa moradora infectada, apenas duas cidades seguem sem registros de COVID-19 em MinasPedro Teixeira, na Zona da Mata, e Cedro de Abaeté, na Região Central.

O município chegou a ter casos suspeitos em agosto, depois que um médico infectado, de outra cidade, fez atendimento no local. De acordo com a prefeitura, 15 pacientes ficaram em isolamento domiciliar até a divulgação do resultado dos exames. “Os moradores estavam assintomáticos. Todos os testes deram negativo”, informou a assessoria de imprensa.

Com pouco mais de 6 mil habitantes, São Tomé se manteve fechada para turistas desde o começo da pandemia. O decreto barrando a entrada de visitantes foi prorrogado a cada mês. “Enquanto isso, o setor de Turismo elaborou um plano para a retomada consciente do comércio local e, posteriormente, pretendia promover uma volta gradual de turistas na cidade”, ressalta a assessoria.

Em 6 de outubro, um grupo de empresários obteve liminar na Justiça pedindo a volta de turistas na cidade. O documento foi expedido pela juíza Fernanda Machado de Souza Leite, da 2ª Vara Cível da comarca de Três Corações. A magistrada entendeu que a cidade se enquadra na onda amarela do Programa Minas Consciente, do governo do estado, e, por isso, tem condições de fazer a retomada do turismo.

“A concessão da liminar foi dada sem que a prefeitura nem sequer fosse ouvida, invalidando todos os atos administrativos do município no combate à propagação da COVID-19”, disse a prefeita Marisa Maciel (PT).

Moradores protestaram contra a decisão da Justiça, e a prefeitura recorreu. “A cidade ainda não tem condições de reabrir para o feriado. A população está em pânico. Esse mandado de segurança foi feito pela minoria de empresários na cidade, que já protestaram para pedir essa reabertura”, informou a prefeitura por meio da assessoria de imprensa.

A liminar chegou a ser suspensa pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Gilson Soares Lemes. Mas o pedido de suspensão foi negado pela desembargadora-relatora, Maria Inês Souza, nos autos do recursos do agravo de instrumento, e, em 15 de outubro, a cidade voltou a receber turistas.

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