Um participante brasileiro levou a plateia e os jurados do America’s Got Talent à loucura no último episódio do show de calouros da NBC.
O dançarino Samuel, conhecido como Samuka, contou que teve a perna amputada aos 13 anos devido a um câncer. Quando começou seu número, o jovem de Recanto das Emas (DF), arrancou gritos de surpresa do público enquanto executava giros, saltos mortais e passos de break com todo o molejo brasileiro.
Os elogios foram unânimes: os jurados Simon Cowell, Sofia Vergara, Heidi Klum e Howie Mandell deram “sim” ao participante e se emocionaram com sua performance. O apresentador Terry Crews também ficou impactado.
“Aquilo foi inacreditável. Eu daria nota 12 de 10”, bajulou Simon, que tem fama de durão e costuma esculachar os calouros de que não gosta. Heidi Klum completou: “Começou bom e foi ficando melhor, mais selvagem, com mais e mais saltos. Foi incrível.”
“A dança é minha parte favorita do America’s Got Talent e você não me decepcionou. Você é um dos melhores que eu já vi”, se derreteu Sofia Vergara. “Seu estilo é tão contemporâneo e você até esquece que é amputado quando toma conta desse palco”, falou Howie Mandell.
Na entrevista com Terry Crews após deixar o palco, Samuka foi novamente elogiado pelo apresentador. “Isso foi incrível, como você faz o salto mortal com uma perna só?”, perguntou Terry.
“O limite está aqui”, respondeu o dançarino apontando para a cabeça. “O impossível é só uma oportunidade para explorar. Não desisto nunca”.
Prevenção à violência contra o idoso passa pelo combate ao etarismo – Foto: reprodução
A prevenção da violência contra os idosos passa pelo combate ao etarismo, que são os estereótipos e discriminações contra pessoas com 60 anos ou mais. Durante uma reunião da Comissão do Trabalho da ALMG, a consultora da OMS, Karla Giacomini, destacou a importância da educação para a longevidade e do convívio intergeracional.
A deputada Ana Paula Siqueira revelou que até maio deste ano, foram feitas 71 mil denúncias de violência contra idosos no Brasil, com Minas Gerais sendo o terceiro estado com maior número de registros (mais de 7 mil). A maior parte dessas violências ocorre dentro das próprias casas.
Programas como o “Maior Cuidado” em Belo Horizonte oferecem suporte essencial para idosos vulneráveis. A valorização da ancestralidade e a capacitação das famílias para cuidar de seus idosos são fundamentais para combater essa violência.
O Movimento do Junho Violeta criado por Romulo Leandro, natural de São José da Barra (MG) é crucial para conscientizar a sociedade sobre a importância de proteger e respeitar os idosos. Vamos juntos promover o respeito e a dignidade que eles merecem.
Padres Rogacionistas de Passos e Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis participaram da missa das 10h, no Santuário de Santa Rita em Cássia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Nas celebrações dos 20 anos de canonização de Santo Anibal Maria de Francia, os padres Rogacionistas de Passos (MG) e as Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis (MG), estiveram em peregrinação no Santuário de Santa Rita, em Cássia (MG) neste domingo (2), na Santa Missa das 10h.
Nesta ocasião, o Santuário recebeu a presença do Provincial dos Padres Rogacionistas, Pe. Geraldo Tadeu, e também dos padres da cidade de Passos, Pe. Danilo, Pe. Silas Oliveira, Pe. Valdecir, e da Irmãs Filhas do Divino Zelo, Ir. Edna, Ir. Carolina, Ir. Maria dos Anjos e Ir. Vilma. Ainda, teve uma expressiva participação de fiéis passenses que conduziram ao Santuário uma imagem e uma relíquia de primeiro grau do Santo. Tanto a imagem como a relíquia foram oferta do Santuário de Santo Anibal, em Passos, carinhosamente conhecido com Educandário.
Irmãs Filhas do Divino Zelo de Alpinópolis e fiéis com a imagem e relíquia de Santo Anibal Maria de Francia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Esta iniciativa tem como intenção aproximar os santuários quase vizinhos: o Santuário Rogacionista, em Passos, e o maior do mundo dedicado à Santa Rita, em Cássia.
Para esta solenidade, esteve presente a Sra. Gleida Danese: em 1985, com menos de 10 anos, Gleida “enfrentava uma gravíssima crise de saúde com a ruptura traumática da aorta, em combinação com a síndrome de Guillain-Barré, anemia pós-hemorrágica e choque hipo-volênico, Deus atendia as preces da Sra. Maria Aparecida Amparado Danese, avó paterna de Gleida, que na capela do Educandário (atual Santuário Santo Aníbal), suplicava, por intercessão de Pe. Aníbal, a cura de sua neta, adotada aos sete meses de vida pelo seu filho, Dr. Marcílio Antônio Danese, médico pediatra e sua esposa, Sra. Maria Célia Ferreira, professora”.
Este milagre foi tão impactante que levou a Congregação dos Rogacionista a encaminhar para Roma o pedido formal de Canonização, isto é, o reconhecimento oficial da santidade de S. Anibal, fato que aconteceu em 2004.
Santo Aníbal Maria di Francia nasceu na Itália, em 5/07/1851. De família nobre, perdeu o pai aos 15 anos, e esta experiência o despertou para os sofrimentos das crianças pobres órfãs e abandonadas. Foi ordenado padre em 1878. Um traço de seu ministério foi o serviço na “Casa de Avignon”, um local miserável e rejeitado onde crianças pobres, órfãs e marginalizadas eram como que “jogadas”. Ali Santo Aníbal praticou o que definiu como “espírito da dupla caridade: evangelização e socorro aos pobres”. Na Casa de Avignon ele começou seu projeto de criação de orfanatos bem estruturados, sob a proteção de Santo Antônio de Pádua. Para manter os orfanatos, Padre Aníbal passou a mendigar por toda a cidade. Incomodado pela passagem bíblica “Rogai ao Senhor da messe, para que envie trabalhadores para sua messe” (Mateus 9,37-38), fundou duas congregações religiosas: em 1887, as Filhas do Divino Zelo e em 1897, os Rogacionistas do Coração de Jesus, com a missão de além de acolher e formar crianças e adolescentes necessitados, pedir ao Pai que envie operários e operárias santos à Igreja.
Ele foi amado por todos, aclamado como “Pai dos pobres e dos órfãos”. Dedicou sua vida à causa das crianças e adolescentes pobres e às vocações sacerdotais. Faleceu no dia 1 de junho de 1927 com fama de santidade.
Padres Rogacionistas de Passos participam da celebração em comemoração aos 20 anos de canonização de Santo Anibal Maria de Francia – Foto: Santuário Santa Rita/Cassia
Com o objetivo de conscientizar e diminuir a violência contra a pessoa idosa, o jornalista mineiro, Romulo Leandro, idealizou a campanha em 2017.
“Junho Violeta”: mês dedicado para mobilizar a população contra a violência a pessoa idosa – Imagem: Agência Inova
A violência contra a pessoa idosa é um problema que se agrava e se estende, gradativamente, nos dias atuais. O idoso se torna uma vítima fácil, por, muitas vezes, depender de seus familiares em diversos aspectos, seja nos cuidados da saúde, nas relações sociais, na dependência financeira ou até mesmo pela simples convivência familiar.
Os maus-tratos contra o idoso representam uma grave violação de seus direitos como cidadãos, demonstrando assim, o retrocesso da evolução social quanto às afirmações dos direitos humanos, pois as mudanças ocorrem constantemente no país e no mundo. Sendo que a violência doméstica é a que mais contraria os princípios desses direitos que resguardam e protegem a pessoa idosa prevista no ordenamento jurídico internacional e brasileiro.
Dia 15 de junho marca o ‘Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa’ Idosa. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência Contra à Pessoa Idosa, com o objetivo de serem preservados os direitos desses cidadãos e dessas cidadãs. Nosso idosos precisam de proteção e acima de tudo de respeito para que possam completar os ciclos com dignidade. Lutamos diariamente para isso.
Na última década, o número de idosos com 65 anos ou mais cresceu de forma acelerada no Brasil e alcançou o total de 22,2 milhões de pessoas.
De acordo com os dados do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número representa um recorde. Essa faixa etária representa 10,9% da população brasileira, a maior desde 1980. Sendo que a maior parte vive em áreas urbanas e é composta por mulheres. O País atingiu também a marca de 37.814 centenários.
O idealizador e responsável pela criação do “Junho Violeta” Romulo Leandro, cita que atualmente existe uma grande mobilização no dia 15 de junho onde diversos conselhos, Instituições e população criam campanhas de conscientização, porém a iniciativa têm como objetivo estender a campanha para todo mês de junho e mobilizar toda população para evitar e denunciar a violência contra a pessoa idosa.
Campanha Junho Violeta
“A cor violeta é o símbolo da luta contra a Violência ao Idoso. O tema é chamativo, onde ao invés de violentar um idoso, que tal darmos uma violeta em forma de gratidão por tudo que eles já fizeram por nós. O lema nos chama atenção para que possamos tratar os idosos com dignidade e respeita-los de forma que merecem, pois, viveram uma vida árdua para chegarem na 3ª idade. As três violetas simbolizam que temos que ter muito cuidado e que não precisamos de muita coisa para que elas floresçam e sim de carinho e atenção diário”, destaca Romulo Leandro.
Identidade Visual Oficial da Campanha “Junho Violeta” – Criação: Romulo Leandro/Robson Andrade
O idealizador convida a todos para abraçarem e aderirem esta campanha.
“Se cada um fazer sua parte teremos os direitos dos idosos amparados, pois todos nós iremos envelhecer, e ter paciência é uma dádiva de Deus. Não feche os olhos diante desta violência, caso desconfie ou presencie algum ato de violência contra o idoso, denuncie para o Direitos Humanos, disque 100, o atendimento é 24h”, finaliza Romulo.
Romulo Leandro Alves, atualmente com 40 anos, nasceu em São José da Barra, interior de Minas Gerais e sempre atuou em prol das causas sociais em prol dos idosos em todo país.
Instagram @romulo.leandro
Camisetas “Junho Violeta”
O movimento “Junho Violeta” foi abraçado pela ‘Shop Envelhecer com Estilo’, a qual apoia essa causa e lançou uma coleção especial para quem quer apoiar a campanha.
O movimento “Junho Violeta” foi abraçado pela ‘Shop Envelhecer com Estilo’ – Imagem: Shop Envelhecer com Estilo
Confira a coleção:
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O movimento “Junho Violeta” foi abraçado pela ‘Shop Envelhecer com Estilo’ – Imagem: Shop Envelhecer com EstiloO movimento “Junho Violeta” foi abraçado pela ‘Shop Envelhecer com Estilo’ – Imagem: Shop Envelhecer com EstiloO movimento “Junho Violeta” foi abraçado pela ‘Shop Envelhecer com Estilo’ – Imagem: Shop Envelhecer com Estilo
Conselho Tutelar e parceiros realizam campanha ‘Maio Laranja’ em alusão a importância da prevenção ao combate a violência e exploração sexual infantil – Foto: Reprodução
O Conselho Tutelar de Alpinópolis (MG) em parceria com o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Secretaria de Educação, Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Programa Bolsa Família e Prefeitura de Alpinópolis, estão promovendo nas escolas das redes municipal e estadual de ensino, a campanha ‘Maio Amarelo’ – em alusão sobre a importância da prevenção ao combate a violência e exploração sexual infantil.
De acordo com a conselheira, Silvana Pimenta, a campanha será estendida até atingirem o público alvo que são as crianças e adolescentes.
“Essa campanha se estenderá pelo mês de junho e trabalharemos em todas as escolas. Nosso projeto envolve a Rede de Proteção com apoio da Secretaria de Assistência e desenvolvimento social”, citou Silvana.
São José da Barra recebe maior projeto social da história da cidade – Foto: Divulgação/Peojeto Canaã
O Instituto Canaã abriu inscrições para o Projeto Educacional, Esportivo e Profissionalizante, totalmente gratuito, destinado aos jovens e adolescentes de São José da Barra (MG). Além do projeto, o grupo ainda contribui socialmente com famílias que necessitam de assistência e acompanhamento.
O evento, que é 100% gratuito, acontece no próximo sábado (25) em dois horários, às 15h e às 19h30 onde as fundadoras irão explicar e apresentar o projeto para a comunidade, além de proporcionar muitas músicas, teatro, sorteios de brindes e brinquedos no local para as crianças se divertirem.
O local para a realização do projeto ainda será definido, visto que foi solicitado um espaço à Prefeitura Municipal e aguardam uma resposta.
As vagas limitadas, por isso é necessário fazer a inscrição pelo Instagram @projetocanaasjbarra ou pelo telefone (48) 99656-0651.
O instituto vai oferecer assistência para:
Mães de crianças com 0 a 3 anos que precisam de creche;
Pessoas que precisam de medicamentos de uso contínuo;
Famílias que necessitam de cestas básicas.
Para os jovens e adolescentes, o projeto oferece:
Aulas de reforço escolar;
Prática dos mais variados esportes com os melhores profissionais e medalhistas do país;
Aulas focadas em empreendedorismo, com grandes empresários, dos mais variados ramos;
Desenvolvimento pessoal;
Oficinas de artes;
Preparo e capacitação para o mercado de trabalho.
O objetivo do instituto é transformar o futuro dos jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade através da educação, da tecnologia e do desenvolvimento humano de forma multidisciplinar. “Acreditamos que o futuro de cada jovem e adolescente pode ser construído através do conhecimento, desenvolvimento de habilidades interpessoais e da fé”.
O foco do projeto está no compromisso de capacitar os mais vulneráveis e promover ambientes onde os sonhos não sejam apenas sonhados, mas perseguidos até a realização.
“Nossa narrativa está profundamente entrelaçada com a elevação da comunidade. Nossos programas extracurriculares e iniciativas de educação parental representam nossa abordagem holística. Reconhecendo a importância do sustento, nossos esforços também se estendem ao fornecimento de refeições, garantindo que nenhum adolescente ou família vá para a cama com o estômago vazio”, informou.
Com o projeto, o grupo busca contribuir para a formação de adolescentes e jovens conscientes e preparados para lidar com situações adversas em seu dia a dia, capacitando-os para enfrentar a vida com o preparo necessário. Trazer um cuidado holístico que, somado à educação, à inteligência emocional, ao esporte e à cultura, transforma a vida deles a curto, médio e longo prazo, sendo uma constante evolução. “É importante ressaltar que a participação ativa deles, dos familiares e da comunidade será essencial para o sucesso do projeto”.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
‘’Não foi fácil esse processo de aceitação de que estou carregando no meu organismo um vírus que não tem cura’’. A frase é do influenciador digital Jorge Santos, de 34 anos, natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro e que atualmente vive na Zona Rural do Município. No início do ano ele descobriu ser portador do vírus HIV.
A descoberta veio através de um teste rápido realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) em Uberaba (MG), após Jorge sentir alguns sintomas visíveis, como úlcera oral (limpa branca), suor noturno, dores forte de cabeça, perda de peso, gengivite, fadiga ao caminhar e diarreia.
‘’Fui à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e me encaminharam para o CTA, fiz teste rápido onde o resultado saiu em 15 minutos. Tive que fazer o teste duas vezes, para ter a certeza de que o primeiro não estava errado. Enfim, o diagnóstico veio após consultas com o infectologista’’, disse o influencer.
Atualmente, Jorge realiza tratamento em um laboratório especializado em Uberaba, cerca de 60 quilômetros de distância da zona rural onde mora. Uma vez por mês, ele faz consultas de rotina, e toma dois medicamentos por dia para evitar a contaminação e que o vírus se espalhe pelo seu organismo.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
Jorge conta que a primeira pessoa a saber do diagnóstico foi sua mãe, mas que teve dificuldade para contar.
‘’Tive que engolir muitas palavras, pois eu não tinha coragem e nem palavras para expressar os ‘trens’. Depois de muita coragem, contei. A reação da minha mãe foi só de chorar. Mas ela ficou muito preocupada, pois teve uma tia que faleceu com AIDS, claro que não tinha tratamento adequado como temos hoje, mas minha mãe não consegue compreender isso. Ela acha que posso bater as botas a qualquer momento por conta disso’’, contou.
Jorge relata que aos poucos os familiares todos ficaram sabendo ‘’por boca de outras pessoas da própria família, os fofoqueiros’’. Ele diz que atualmente não se importa mais com isso e que inclusive fala abertamente sobre o assunto em suas redes sociais.
AgroGay: como tudo começou
Em suas redes sociais, o AgroGay, como é conhecido, posta sua rotina para seus milhares de seguidores. Porém, o que chama a atenção mesmo é o seu sotaque bem puxado para o ‘mineirês’. Suas respostas às ‘caixinhas de perguntas’ do Instagram fazem sucesso entre os internautas, devido a forma bem humorada que ele responde e ao sotaque diferenciado.
Segundo Jorge, ele começou a se descobrir gay com 11 anos, porém, mesmo sendo certo de sua sexualidade, sempre foi um ‘peão’ mais introvertido.
‘’Eu sempre morei na roça com minha família, sempre fui quieto e nunca fui de fazer muitas amizades. Nunca precisei me assumir gay pra ninguém, até hoje nunca precisei. Foi tudo natural. No começo minha família rejeitou o fato de eu ser um filho gay, fui expulso de casa, morei em casa de abrigos, orfanato e no acompanhamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra). Tudo se tornou um tormento pra família quando eu tinha uns 24 anos de idade, quando apresentei meu primeiro namorado’’, disse.
O influenciador diz que devido ele ser homossexual e trabalhar no campo, resolveu compartilhar sua vida nas redes sociais e responder de um jeito diferente aos ataques homofóbicos que sofria constantemente.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
‘’A vida no campo não é fácil. É um ambiente árduo e machista. Há muito preconceito e brincadeiras sem graça contra a comunidade lgbtqiapn+. Um ambiente de engolir piadas sem graça, comentários homofóbicos e histórias de que os gays não podem ‘estragar a tradição do agro’. Cresci em fazendas onde sempre ouvia que homem foi feito pra casar com mulheres, ser o machão da família, ser o bruto da lida e mascar fumo pra ter um ar de superioridade e ter o estilo de homem robusto do mato. Foi então onde decidi abrir uma conta no Instagram (@89jorgesantos), e fazer vídeos quebrando tabus e respondendo comentários preconceituosos que todo gay que mora na zona rural ouve no dia a dia. Muitos não têm coragem de fazer o que faço nas redes sociais, de mostrar ao mundo que a diversidade também é importante no agro. Assim, com o crescimento da minha conta no Instagram , tive o privilégio de ser chamado pela TV Globo – Globo Rural no mês do orgulho LGBT e dar uma entrevista para mostrar essa diversidade tão importante. Hoje tenho zindtagram, TikTok e Kwai como redes sociais de apoio’’, relatou Jorge.
Atualmente, Jorge namora com o também influenciador Wellington Cristiano Aparecido Marques Ferreira (@chrys.oficiaal), conhecido por Cris, de 32 anos. Eles se conheceram pelo Instagram uma semana antes do peão anunciar abertamente nas redes sociais sobre sua sorologia.
‘’Eu estava namorando outro peão, então conversamos pouco por essa semana antes do anúncio. No dia do teste rápido do CTA, conversei com o Cris pelo Instagram pedindo um ombro pra eu chorar e desabafar tudo o que estava sentindo a respeito do resultado. Já que meu ex-namorado tinha me abandonado depois que falei pra ele do resultado do diagnóstico. Foi então onde o Cris teve mais espaço diariamente, me dando apoio, fazendo ligações de vídeo e áudio conversando comigo pra eu não fazer besteira na vida, já que eu estava no começo de uma depressão e estava prestes a tirar minha própria vida, porque eu não conseguia aceitar o diagnóstico e nem a separação do relacionamento’’, contou Jorge.
Cris também cria conteúdos para a internet com o filho, William, de 11 anos, com objetivo de quebrar tabus e preconceitos. O namorado reside em Guaratuba, no Paraná, cerca de 1.150 quilômetros de distância de onde Jorge mora, ou seja, 22 horas de viagem.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
‘’Já faz três meses que eu e Cris estamos namorando. Vivemos assim: vinte dias na cidade dele e vinte dias lá na roça no interior do Triângulo Mineiro. Além de digital influencer, o amor da minha vida também é pescador, assim como toda a família dele’’, disse.
Cris é pai de 3 filhos, frutos de um antigo relacionamento. Marielle, de 12 anos, William, de 11 e Isaque, de 8.
De acordo com Jorge, os filhos de Cris são crianças de mente aberta e muito bem educadas.
‘’São treinadas para espalhar o amor, o respeito e o carinho pelo mundo. São crianças estudadas, lindas, extrovertidas, animadas, inteligentes e saudáveis. São crianças ensinadas a se defender caso receba algum comentário preconceituoso nas ruas ou na escola por ter dois pais. Por esse motivo, o amor é o que reina no lar sabendo que agora eles têm dois pais que se amam’’, diz o AgroGay.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
Além da renda do campo, oriunda de lavoura de cana de açúcar, Jorge também capitaliza pelos conteúdos postados nas plataformas digitais, como Instagram, TikTok e Kwai. ‘’Tenho uma renda mensal considerável pela qualidade de meus vídeos, que contém uma quantidade significativa de visualizações e interações’’.
Com humor e inteligência, o peão diz que não existe tempo, idade e nem limite para se assumir. ‘’Recomendo não ficar ali dentro (do armário), pois tem um cheiro muito forte de mofo e naftalina. Se sentir que não é a hora de sair do armário para respirar um ar puro, então não faça nada com pressa. Pense e reflita nas pessoas com quem quer se abrir, no ambiente onde vive e até mesmo nas pessoas com quem quer se relacionar’’.
Em relação a ser soropositivo, Jorge diz que teve sorte em encontrar alguém que o aceitou do jeito que é, mesmo sabendo que ele é portador do vírus.
‘’Eu sou soropositivo, o Cris não. Agora, tenho que ter atenção duplicada. Proteger eu e ele contra alguma infecção. Se você tem HIV e sofre calado, costuma ir pra um bosque para chorar sozinho, ou tem medo de se abrir pra alguém da família, incentivo a encontrar um amigo do peito que sempre teve ao seu lado, se abre aos poucos com ele. Comece fazer estudos sobre HIV para entender melhor sobre o vírus. Se sinta confortável e confiante em falar para alguém sobre sua sorologia, ou então siga seu coração. Se precisar de mim, eu tô aqui. Pode me procurar também. Lembrando que, mesmo tomando as medicações corretamente, ou não, nunca deixe de se prevenir usando preservativo! Essa é a melhor escolha’’, aconselha o influenciador.
O casal é um sorodiscordante, isto é, Jorge possui o vírus e Cris não.
‘’Meu boy não convive com o HIV. Ele toma prep, um medicamento que ajuda a combater a infecção por manter um relacionamento de risco, mesmo sabendo que eu sou um soropositivo indetectável. Cris não tem medo, pois ele sabe se prevenir e se cuida. Ele sabe que hoje em dia temos tratamento. Temos um namoro descontraído, um peão e um pescador vivendo numa casa com três crianças extrovertidas e feliz’’, finaliza o peão.
Influenciador e produtor rural gay de MG fala sobre preconceito e como é conviver com HIV – Foto: redes socias
Mais de 800 romeiros de Passos caminharão 42 km para a celebração de Santa Rita em Cássia; Polícia Militar, Saae e Prefeitura de Passos apoiará caminhada – Foto: Caminhada de Passos à Cássia em 2023 – Reprodução
No dia 21 de maio, às 18h, um grupo de mais de 800 devotos de Santa Rita de Cássia saíra da Capelinha da Penha em Passos (MG) e percorrerão 42 km até o Santuário de Santa Rita em Cássia (MG), em comemoração ao aniversário da padroeira da cidade e Padroeira das Causas Impossíveis.
A romaria teve início há 15 anos com duas passenses que são amigas. Aos poucos, o pequeno grupo ganhou força e hoje conta com mais de 690 devotos de Santa Rita de Cássia inscritos.
No dia 10 de maio, militares da Polícia Rodoviária e Patrulha Rural, estiveram na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos, conversando com os romeiros e falando sobre algumas dicas essenciais para a caminhada. Ambas equipes estarão oferecendo apoio durante todo o trajeto.
Imagem de Santa Rita de Cássia no Santuário em Cássia – Foto: Reprodução
Os peregrinos terão o apoio do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Passos, que doou 50 caixas de copos de água e da Prefeitura de Passos que disponibilizou uma ambulância.
A saída da caminhada será dia 21 de maio, às 18h da capelinha da Penha – concentração a partir das 17:30h.
A previsão de chegada no Santuário será até às 6h do dia 22 de maio para primeira missa
O ônibus retornará às 9h – estará identificado com ‘Peregrinos Passos – Tia Lúcia – todos deverão entregar as passagens e a identidade e estar na relação com o motorista.
Maiores informações, falar com a Cecília pelo whatsapp (35) 99827- 9498.
Santuário de Santa Rita em Cássia – Foto: Reprodução
Heróis anônimos fazem a solidariedade atravessar barreiras e salvar vidas em um Rio Grande do Sul devastado pela água
Voluntários de São José da Barra e Capitólio se desdobram em meio a enchentes no Rio Grande do Sul – Foto: Arquivo Pessoal
As impressionantes enchentes que estão destruindo cidades gaúchas, desabrigando milhares de famílias e tornando quase impossível a circulação pelo estado vem sendo cotidianamente enfrentadas por heróis anônimos que deixaram suas vidas “normais” de lado para ajudar o próximo.
Com diversos pontos de isolamento, os voluntários têm operado por água, terra e ar um ecossistema de solidariedade. Por conta própria ou junto aos órgãos públicos, eles fazem a ajuda chegar onde não há mais estradas e nem o sinal de telefone existe. Inspirados na força das águas, que dribla qualquer obstáculo, centenas de pessoas de dentro e fora do estado batalham, incansáveis, há quase duas semanas, para chegar a quem precisa de ajuda para continuar vivendo.
Voluntários de São José da Barra e Capitólio se desdobram em meio a enchentes no Rio Grande do Sul – Foto: Arquivo Pessoal
O frio chegou forte nos últimos dias e começou a castigar o ânimo de quem está cara a cara com os efeitos da enchente: primeiros sintomas das doenças, resfriados, cansaço, gastos excessivos. Após muitos dias no front, abrigos e organizações começam a registrar baixas na participação dos voluntários. Alguns têm de voltar ao trabalho, outros ficaram exauridos. Mas há quem persista apostando na ação humanitária como forma de ressignificar sua própria existência neste momento de incerteza.
O voluntariado da emergência climática abre espaço para todo e qualquer tipo de competência: criar aplicativo de conexões, apoio psicológico, força física, tratamento de pets, limpeza, distração de crianças, estética, contação de histórias, construção de casas. Há quem prontamente crie soluções inovadoras para problemas reais, como uma rede de lavanderia solidárias para lavar as roupas dos desabrigados.
É hora de reforçar a imunidade. Esculpir a saúde emocional de dentro para fora. Os moradores do bairro Shangrylá em São José da Barra (MG), Gilson Vilela e Fábio Pereira, deixaram todos os compromissos e juntamente com um amigo de Capitólio (MG), viraram heróis para salvar pessoas que nunca viram antes. Com quase 12 horas de trabalho por dia, investimentos do próprio bolso, redes mobilizadas, superação do estresse emocional, noites sem dormir, eles são razões para acreditar que, aos poucos, o povo gaúcho vai reencontrar o caminho de volta para casa.
Segundo Gilson, cada dia eles ficam em abrigos de cidades diferentes, enfrentando dificuldades, mas com o propósito de salvarem vidas.
“Um caminhão de donativos da região veio junto a nós e todas as doações já foram distribuídas para as famílias”, informou Gilson.
Voluntários de São José da Barra e Capitólio se desdobram em meio a enchentes no Rio Grande do Sul – Foto: Arquivo Pessoal
Sem data para retornar à São José da Barra e Capitólio, os voluntários continuam trabalhando por meio de terra e água.
Em meio a uma área alagada em Agudo, na Região Central do RS, Leonardo Speridião Pape, de 11 anos, filma o pai, Altair Pape, se aproximando e carregando uma sacola com donativos embaixo de chuva.
“Aquele lá é o pai, ó. Pai ganhou a cesta básica. Daí veio de lá carregando nas costas. Não tem guarda-chuva, não tem nada. Dá pra ter orgulho de um pai assim. Isso sim que é pai”, diz o garoto, em um vídeo que já conta com milhares de visualizações nas redes sociais.
Atingidos pelas enchentes, pai e filho passaram a registrar os momentos vividos na casa onde permaneceram sozinhos por alguns dias. Relatar os dias isolados e longe da mãe foi uma forma de distração para Leonardo.
A mãe de Leonardo, Clenir Teresinha Sperdião, estava grávida e foi resgatada de helicóptero no início do mês. Ela deu luz à Ravena, e passou dias em um abrigo com o bebê e a mãe, até voltar para casa.
Os vídeos, postados pelo pai em uma rede social, têm emocionado internautas. Altair já possui mais de 140 mil seguidores.
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