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Jornal Folha Regional

Frio intenso gera ondas de solidariedades; grupo distribui sopas para pessoas em situação de rua

‘’Sete moradores de rua morrem em decorrência do frio em São Paulo’’, foi essa a manchete que fez com que Gabriela De Paula Cunha elaborasse um projeto para ajudar pessoas em situação de rua. A francana tem 28 anos e atualmente reside em Uberaba (MG). 

‘’O meu primo, Claudinei, compartilhou uma postagem de uma ONG em São Paulo, que sete moradores de rua morreram de frio, então eu fiquei muito chateada, fiquei tipo: ‘gente como assim?’. As pessoas estão morrendo de frio e nós temos cobertas em casa, temos roupas, comidas quentinhas. Eu parei para pensar e fiquei muito mal, até chorei na hora que vi’’, disse Gabriela. 

Assim que viu a publicação, a estudante de engenharia agrônoma convocou amigos e familiares para auxiliarem na causa. 

‘’Chamei uma amiga minha, ela ama fazer essas coisas, e ela já fazia antes. Chamei minha cunhada também e falei: ‘gente comprar alguns cobertores, arrecadar alguns agasalhos, fazer uma sopa e doar para os moradores de rua?’ Então minha amiga topou na hora, e como ela já era acostumada a fazer essas coisas, ela já conseguiu 300 pães, mandioca, frango, conseguimos tudo’’.

Além dos 300 pães, que foram muito bem embalados, as altruístas fizeram 230 potes de sopas, que foram devidamente distribuídas entre pessoas carentes. A distribuição aconteceu na noite da última quinta-feira (2).

‘’O bairro onde fomos é muito carente, então passávamos nas ruas gritando ‘olha o caldo’ e as pessoas já vinham’’. 

Todo o trabalho foi muito bem pensado e executado. Para evitar a disseminação da Covid-19 e o contato com panelas e outros utensílios, o grupo embalou cada alimento separadamente. 

Segundo Gabriela, a distribuição de cobertores não saiu como esperado. Devido ao frio, os mesmos se esgotaram nas lojas. 

‘’A gente só não conseguiu entregar muitos cobertores, entregamos apenas dois. Como foi de última hora, Leandro, o meu noivo, foi comprar na Havan, aqueles cobertores quentinhos, estava R$ 25,00, quando ele foi comprar já não tinha mais nada. Algumas pessoas compram até para revender. Nós achamos na internet por R$ 65,00 um cobertor que era R$ 25,00. Então estamos pensando em comprar no Mercado Livre para entregar aqui e a gente distribuir’’

Gabriela é sobrinha e prima de são josé barrenses. 

Participaram da ação: Leandro Rodrigo, Camila Cristina, Marcelo Gonçalves, Wendell Wilkie Correa Junior, Nelma Aparecida do Carmo Alves, Patrícia Rosa Dutra Barreto, Ildeu Marcos de Menezes e Letícia Pabla Braz de Oliveira. 

Na última quarta-feira (30), foi confirmado pelo MEPSR-SP — Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua, a morte de pelo menos 12 pessoas em situação de rua, isso apenas em São Paulo. 

‘Força Chico’: vídeo de mãe raspando cabelo do filho com leucemia gera onda de solidariedade

“Força Chico” é um dos assuntos mais comentados no Twitter nos últimos dias. O motivo? A repercussão de um vídeo emocionante da mãe de um menino raspando o cabelo dele após o início do tratamento contra a leucemia. O registro foi compartilhado por Camila Abreu na última segunda-feira (28), e já tem mais de um milhão de visualizações na rede social.

O tratamento de Francisco iniciou no dia 7 de maio. A mãe conta que tudo começou com uma febre alta, ainda em março. De início, acreditava-se que ele poderia ter alguma doença viral. Francisco passou 12 dias internado, teve alta, e precisou voltar ao hospital uma semana depois, onde ficou por mais 11 dias. Após exames, recebeu o diagnóstico de leucemia. A família de Palmas, no Tocantins, viajou então para Barretos, em São Paulo, para realizar o tratamento no Hospital do Amor.

Após a repercussão da publicação e a corrente de solidariedade pelo filho, Camila contou que transforma as mensagens em combustível para cuidar de si e de Francisco.

“Estou tentando responder todo mundo! Vocês são luz demais. Muito obrigada pelas mensagens, isso pra mim é combustível e passo todo esse amor para Chico. Ele está lendo tudinho, viu?”, ressaltou.

24 de junho — Dia de São João

O Dia de São João é comemorado, em 24 de junho, para lembrar o dia em que nasceu João Batista, o profeta que previu o nascimento de Jesus Cristo. A data cristã é celebrada em diversos países. No Brasil, o dia de São João é comemorado, de norte a sul, no formato de Festa Junina.

Com São Pedro e Santo Antônio, São João é um dos santos mais populares do mundo. É considerado, ainda, o primeiro mártir e o último dos profetas.

São João nasceu no dia 24 de junho, em Israel, na cidade de Aim Karim, situada a seis quilômetros de Jerusalém. Seu pai era sacerdote e chamava-se Zacarias. Sua mãe, conhecida como Santa Isabel, era prima de Santa Maria, mãe de Jesus.

Neste dia, além da tradicional Festa Junina, diversas ações de solidariedade contagiam cidades do Brasil inteiro, como a arrecadação e distribuição de alimentos.

Por que não haver uma melhor cultura da cachaça? Sou cachaceiro sim, com muito orgulho!

O mestre alambiqueiro — pela faculdade de Viçosa, em MG — e sommelier especializado em cachaça e destilados, Ely Eudes Miranda Vidigal, escreveu um texto sobre o que é a cachaça e o porquê ela deve ser mais valorizada pelos brasileiros. Ely, que é natural de Belo Horizonte (MG), mas a sete anos reside em Passos (MG), afirma que a palavra ‘cachaceiro’ tem um mau significado, além de pedir respeito aos apreciadores da bebida local. As informações são baseadas em seus estudos.

‘’Nossa cachaça é valorizada fora do Brasil. E aqui é tida como bebida de baixo valor e bebida de alcoólatra. Temos de elevar e valorizar a cachaça. Como está no texto, temos de lutar e espalhar a campanha de valorização da cachaça como uma bebida de qualidade. E mudar a mentalidade do povo, ao falar cachaceiro’’, diz o sommelier.

De acordo com Ely, o cachaceiro é ligado à profissão e cuidados, exemplo: caminhoneiro, engenheiro, pedreiro, enfermeiro e cervejeiro. No dicionário está ligado de forma errônea, como viciados em álcool, alcoolismo, pessoas desocupadas e coisas ruins.

O ato de beber e degustar cachaça é mais do que só consumir álcool. É história, Cultura, política e patrimônio cultural brasileiro.

Segue abaixo o texto:

Apreciadores de cerveja. Degustadores de vinho. Especialistas em whisky. Ser conhecedor de bebidas é uma atividade de respeito que há tempos é levada a sério e respeitada. Formadores de opinião e influenciadores de todo um setor de curiosos por compreender melhor as técnicas e fundamentos por trás das bebidas, esses profissionais encontram reconhecimento e espaço cada vez maior para se posicionarem. Por que com a cachaça, bebida tipicamente brasileira, seria diferente?

No imaginário popular do nosso país, a figura do bebedor de cachaça sempre foi colocada como desprezível. Talvez pela imensa difusão da “branquinha” a baixo custo em todas as partes do Brasil, o termo “cachaceiro” sempre esteve na boca do povo como referência a alguém alcoólatra ou desocupado. A realidade é que esse preconceito já perdeu a razão de ser e se você compartilha dele já passou da hora de rever alguns conceitos.

Nos últimos anos, a indústria da cachaça avançou em inovação e pesquisa. O desenvolvimento das técnicas de destilação e o investimento pesado em qualidade, permitiu que o produto se sofisticasse, atingindo elevados patamares de excelência. Hoje, a cachaça brasileira é reconhecida internacionalmente não apenas pela sua importância cultural, mas também pelo sabor aprovado pelos mais exigentes paladares. São diversos os alambiques ao redor do Brasil que produzem produtos tipo exportação, vencedores, inclusive, de premiações e concursos em vários países.

Todo esse avanço veio acompanhado do desenvolvimento de toda uma cultura da cachaça em nosso país. São inúmeros os sites e as publicações que discutem técnicas e combinações de cachaça, criando uma verdadeira legião de apreciadores e especialistas. Além disso, cada vez mais é dada importância à harmonização de sabores entre a bebida e a fina gastronomia. Isso sem falar no cuidado que os fabricantes estão tendo em relação às garrafas e à apresentação do produto, cada vez mais moderna e alinhada com as principais tendências mundiais em bebidas.

Por tudo isso, o termo “cachaceiro” já está longe de ser algo depreciativo e a cada dia ganha novos adeptos na apreciação desse verdadeiro e inconfundível patrimônio do Brasil. Um brinde à cachaça!

Homem se surpreende com pizzaria após morte da mãe por covid-19

Adriano Lucio de Oliveira estava em luto no dia 3 de junho, quando realizou um pedido de pizza e foi surpreendido com um atendimento bastante diferenciado. O coordenador comercial revelou para a atendente da pizzaria que sua mãe havia morrido de covid-19 em maio e ganhou um carinho do estabelecimento.

“Ontem pedi uma pizza na Dom Vicenti, o atendimento sempre foi fantástico, mas ontem foi fora do sério! Eles sempre perguntam se está tudo bem, mas infelizmente não está. Comentei que a minha mãe havia morrido, então recebi toda palavra de conforto e quando perguntei o valor de quanto ficaria a pizza, me surpreendeu o tal ato de carinho, pois me disseram que ia ser por conta da casa”, contou ele em um grupo de Facebook.

A publicação emocionou muitos internautas e ganhou cerca de 300 compartilhamentos e milhares de curtidas. Adriano admitiu que não segurou o choro ao receber o carinho da pizzaria. “Essa atitude não teve como não chorar, para mim essa não é a melhor pizzaria de Bauru e sim a melhor do mundo. Admiro muito vocês!”, acrescentou.

O coordenador revelou que sua mãe, Maria Mendes Barbosa, morreu aos 78 anos, vítima de covid-19. A morte dela ocorreu na madrugada do dia 29 de maio e ele desabafa: “Todo dia eu sonho com ela, parece que cada dia fica pior”.

Adriano tem uma filha, mas morava apenas com a mãe. Ele admite que tem sido muito difícil a perda e por isso não segurou o choro ao receber o carinho da pizzaria. “Eu pedi a pizza uns quatro dias depois, veio minha namorada e um amigo e a gente sempre pedia lá com a minha mãe, aí a gente falou vamos pedir lá, meu amigo até falou que pagava”, relembra.

A repercussão foi tão grande em Bauru, que Juliana Cândido Benedicto se surpreendeu e agradeceu pelo Facebook o depoimento feito por Adriano. “Nossa, meu coração transborda de felicidade em ter conseguido mudar um pouquinho o seu dia”, escreveu.

“Prezo muito pelos meus clientes, e gosto de tratar todos com muito carinho, infelizmente, às vezes na correria não consigo dar a devida atenção que gostaria, e hoje você conseguiu me mostrar que estou no caminho certo. Muito obrigada de coração”, completou.

11 de junho — Dia da Marinha Brasileira

No dia 11 de junho é comemorado o Dia da Marinha Brasileira, um dos ramos que formam as Forças Armadas do Brasil. A Marinha é responsável por garantir a segurança do litoral e dos rios brasileiros. A data escolhida é uma referência à Batalha Naval de Riachuelo, travada no dia 11 de junho de 1865.

O Jornal Folha Regional homenageia e agradece a todos que integram a Marinha do Brasil, principalmente a equipe da DelFurnas, em São José da Barra (MG), que exerce um excelente trabalho no Lago de Furnas.

Tenente Gustavo completa mais um ano de vida

Nesta quarta-feira (09), o 2⁰ Tenente da Polícia Militar e Comandante do 3º Pelotão da 110ª Cia PM do 12º BPM, sediado no município de Alpinópolis, completa mais um ano de vida.

História do Jovem Militar

Natural de Bom Despacho (MG), o 2º Tenente PM Luís Gustavo Santos Silva, possui 12 anos de carreira na Polícia Militar de Minas Gerais.

Foi incluído nas fileiras da Corporação no ano de 2009, ocasião em que realizou o Curso Técnico em Segurança Pública no 7º BPM, que é sediado na sua cidade natal.

Declarado Soldado de 1ª Classe, foi transferido para o 1º Pelotão de Polícia Rodoviária Estadual, pertencente à 7ª Cia Ind MAT, no município de Divinópolis (MG), onde serviu por sete anos e galgou a graduação de Cabo.

Concomitantemente, concluiu o Curso de Direito pela Faculdade Divinópolis, tornando-se Bacharel em Direito em dezembro de 2016.

Em fevereiro de 2017, mediante aprovação em concurso público, foi promovido à graduação de Cadete, iniciando o Curso de Formação de Oficiais – CFO na Academia da Polícia Militar de Minas Gerais em Belo Horizonte, onde no período de dois anos, dentre várias atividades, teve oportunidade de estagiar nos municípios de Nova Lima, Ribeirão das Neves e trabalhar nos diversos serviços do portfólio institucional na Capital Mineira, além de concluir o Estágio Básico de Combatente de Montanha ministrado pelo 12º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro.

Em novembro de 2018 foi declarado Aspirante a Oficial e pós-graduado em Gestão de Polícia Ostensiva.

Cumpriu o período de arregimentação na cidade de Passos, sede do 12º BPM.

Foi promovido ao Posto de 2º Tenente da Polícia Militar no dia 09 de junho de 2019.

Em agosto de 2019 assumiu o Comando do 3º Pelotão da 110ª Cia PM do 12º BPM, sediado no município de Alpinópolis (MG), cuja responsabilidade também abrange o município de São José da Barra (MG).

Parabéns e muitas felicidades, que Deus continue protegendo sua vida e sua caminhada.

Após pai morrer de Covid-19, menino de 5 anos entrega currículo na empresa onde ele trabalhava

Um menino de 5 anos decidiu entregar um currículo na empresa onde o pai, vítima da Covid-19, trabalhava como segurança, em São João da Boa Vista (SP).

A ideia inusitada teve a intenção de ‘trabalhar para ajudar a mãe’, mas acabou sendo uma forma de matar a saudade e ficar mais próximo dos amigos do homem que ele tanto amava.

Brincar com as ferramentas do pai é uma das formas de Murilo Barbieri Braselino lembrar do pai Evaldo, que morreu aos 46 anos. “Está lá em cima [no céu]. Deve estar jogando bola ou babando no sol”, disse.

“No dia que ele internou, ele estava muito ruim e o Murilo chamou ele pela porta e falou: ‘Tchau, pai’. Ele não conseguiu olhar pra trás de tanta dor, de tão cansado que estava. Quando ele estava no oxigênio ele falou: ‘poxa, eu nem falei tchau pro meu filho’. Eu falei: ‘mas vai dar tempo de voltar lá e dar tchau’. E não deu”, disse a dona de casa Tatiana Barbieri Braselino.

Ao contar para o garoto sobre a morte do pai, a tristeza tomou conta. “Jesus já veio buscar o papai e aí ele falou: ‘mas ele morreu?’ Eu falei: ‘nós não vamos ver mais ele agora, mas logo a gente vai encontrar ele, né? Ele chorou, me abraçou e eu falei: ‘mas você não tá sozinho’”, disse.

Alguns dias depois da morte do pai, Murilo disse que queria entregar um currículo na empresa onde o pai trabalhava. Então, conforme o menino ia dizendo, a mãe ia montando.

Na entrega, ele encontrou com um dos colegas do pai, o vigia Alan Fritoli Silva. “Eu fiz a ideia do currículo para trabalhar igual ao meu pai”, disse o garoto.

“Aí ele me entregou, falou que era pra entregar no RH, que ele queria trabalhar de qualquer jeito. Falou que queria pra ajudar a mãe, que tinha perdido o pai, que ele é o dono da casa, que ele vai pagar as contas”, disse o vigia.

“O amor que o Evaldo tinha por ele era uma coisa indescritível. E a transmissão de valores que ele deu pro Murilo, também, que eu acho que é o mais importante, né? Que demonstra o caráter que o Evaldo tinha, que sempre teve e, se Deus quiser, vai se perpetuar no filho dele. É um prazer receber ele. Sempre, a porta daqui vai estar sempre aberta pra ele”, destacou o coordenador de segurança da empresa, Thiago Ansani.

Junho Violeta — mês de prevenção e conscientização da violência contra a pessoa idosa

Assim como para outros grupos sociais com algum nível de vulnerabilidade, – como a mulher, a pessoa negra, a pessoa LGBTI, – a pessoa idosa também está suscetível à violência de uma forma particular. Com o envelhecimento e suas mudanças, o grau de independência e de autonomia de algumas pessoas pode reduzir. Consequentemente, para que sua qualidade de vida se mantenha, idosos podem precisar de auxílio de outras pessoas, familiares ou profissionais para a realização de atividades do seu dia-a-dia. Este cenário normalmente leva ao aumento de sua vulnerabilidade.

Conforme tem sido noticiado pela imprensa, os casos de violência doméstica têm crescido, durante este período de isolamento, devido à pandemia da Covid-19. Grande parte dessas vítimas são pessoas idosas que estão isoladas em casa, onde acontecem a maior parte das agressões. Contudo, muito antes disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência Contra à Pessoa Idosa instituíram o dia 15 de junho como o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, para conscientizar a população sobre essa violação dos direitos humanos.

Idealizado por Romulo Leandro e com a instituição da data, este mês passou a ser chamado de Junho Violeta, quando são disseminadas ações para a valorização das pessoas idosas, combate à discriminação e a violência contra essas pessoas que, muitas vezes, se encontram em situação de vulnerabilidade.

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