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Jornal Folha Regional

Jornal Folha Regional realizará Destaque Alpinópolis 2021

A população de Alpinópolis (MG), e cidades circunvizinhas terão até dia 28 de janeiro, para indicar as empresas, profissionais e comércios que são destaque.

Sabemos que todos só de estarem sobrevivendo a crise já são grandes destaques.

Os vencedores, receberão um troféu, certificado e mídia pelo reconhecimento de toda população.

Mãe e filhos vão morar na rua devido desemprego na pandemia

A pandemia Covid-19, tem refletido em diversas mortes de pessoas e falências de empresas no Brasil.

Para a família da pequena Rebeca não foi diferente, devido a mãe ficar desempregada, não teve outra alternativa a não ser deixar o alugar e morar nas ruas de São Paulo.

Neste domingo (24), a Rebeca completa 6 anos e ganhou um simples bolo para comemorar seu aniversário.

De acordo com Padre Júlio Lancelotti, a família está dormindo em um alojamento coletivo da prefeitura da capital.

Pela primeira vez a criança comemora seu aniversário. Mesmo não tendo moradia, o sorriso foi contagiante no momento da surpresa. 

Parabéns Rebeca!

Pessoas que brilham

Nossa homenageada deste domingo (24), é a Mariana Claudina de Jesus, moradora do bairro Cachoeira da Lage, São José da Barra (MG),  que no último sábado (23), completou 97 anos.

Dona Mariana esbanja simpatia e muita saúde, e trás em sua face os traços de uma luta incansável.

Mais conhecida como Mariazinha do Antonio Urias, é ícone em nossa cidade.

Parabéns Dona Mariana.

Na oportunidade nossa equipe manda aquele abraço ao genro da dona Mariazinha, Dorival Figueira de Ourinhos (SP).

Capitólio registra mais um óbito de Covid-19 e populares insistem em aglomerar

Na manhã deste domingo (24), um senhor de Capitólio (MG), que estava internado em um hospital de Divinópolis (MG), não resistiu e faleceu.

Somente neste final de semana a cidade registrou dois óbitos.

Mesmo diante de um cenário com muitos óbitos e elevação nos casos confirmados da Covid-19, populares insistem em aglomerar e prefeitos acabam tomando medidas de prevenção que não são respeitadas.

Em Capitólio, o prefeito Cristiano Geraldo da Silva implantou a barreira Sanitária, porém, tem encontrado dificuldades devido proprietários de embarcações, residências de aluguel etc, não respeitarem o último Decreto Municipal.

Diversas denúncias de aglomerações no Lago de Furnas, está trazendo diversos desafios aos executivos da região.

“Nós que somos moradores temos que ficar dentro de casa, assistindo um cenário de óbitos, aumento de casos de Covid-19, e algumas pessoas não estão preocupadas e acabam prejudicando a população de um modo geral”. Citou a mãe de um médico que reside na zona rural de Capitólio.

A culpa é do prefeito?

Diversos prefeitos da região adotaram medidas rígidas, por meio de decretos e ações para evitar aglomerações, alguns prefeitos já estão mais flexíveis.

Em Alpinópolis o prefeito Rafael por meio da Vigilância em Saúde está multando e tomando medidas radicais em prol da população.

“Nem em em Supermercado estou indo, peço e entregam na forma de delivery, se eu como prefeito não dar exemplo, como poderei cobrar da população”. Informou Rafael Freire.

Cristiano Geraldão está em constante encontro com a equipe de combate a Covid-19 e tem ouvido a população capitolina.

“Temos encontrado diversos desafios, mas precisamos muito da ajuda da população. Seja dos empresários do ramo de turismo que tem contribuído muito, e dos populares”. Afirmou Cristiano.

Em Carmo do Rio Claro, o prefeito Filipe Carielo tem ido para as ruas ajudar na fiscalização.

Estamos em um período de constante crescimento nos casos desta pandemia. As prefeituras vêm alertando por meio de conscientização pelos veículos de comunicação, mas pessoas que não acreditam na doença, insistem em ajudar o vírus a proliferar.

Vamos fazer nossa parte, ainda teremos muito lazer pela frente, saibam que isto é passageiro, e se unirmos venceremos este vírus. A vacina está chegando aos poucos e todos serão vacinados de acordo com os grupos prioritários.

Policial que estava na Viatura da Polícia Militar ao perseguir moto falece

O Soldado da Polícia Militar Giancarlo Assis Ribeiro veio a óbito na noite deste sábado (23), na Santa Casa de Paraíso.

No início da noite da última sexta-feira (22), uma viatura da Polícia Militar de São Sebastião do Paraíso (MG) capotou enquanto estava perseguindo uma moto, na Avenida Alfredo Campolongo.

Os dois militares foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e SAMU e encaminhados até a Santa Casa de Paraíso.

O Sargento Paulo Ricardo passou por uma cirurgia e está bem, já o soldado Geancarlo veio a óbito.

Comerciantes de Passos querem saber se terão auxílio para pagar aluguel

Essa é a pergunta que muitos comerciantes de Passos (MG),  fazem desesperadamente.

Com o caixa desfalcado e na “linha de datas”: Tributos pesado, aluguel de ponto comercial, pagamento de mercadoria, energia, água, honorários…. e por aí vai.

Essa é a Rua Presidente Antônio Carlos, região comercial de Passos, “Shopping” a céu aberto na tarde desta última sexta-feira (22).

Fonte: Passos Online

Vigilância multa bar por aglomeração em Alpinópolis

Na tarde deste sábado (23), a Vigilância em Saúde de Alpinópolis (MG),  multou um bar na zona rural da cidade, pelo mesmo estar aberto desrespeitando as normas exigidas pelo Minas Consciente e as orientações de segurança contra a covid-19.

Alpinópolis, assim como todas cidades da região está na Onda Vermelha e somente os serviços essenciais podem funcionar de acordo com o último Decreto Municipal.

Recentemente o prefeito municipal Rafael Freire, implantou a Central de Monitoramento da Covid-19 (CMC), para que a população possa contribuir na conscientização contra a Covid-19, e denunciando festas, aglomerações, descumprimento do Decreto Municipal e o não uso de máscaras. O contato é (35) 98428-9888

A medida será aplicada a todos os comércios que infringirem e não seguir os protocolos exigidos.

Família pede doação de sangue para o Delegado Doutor Regis

A família de Doutor Regis Antônio Reis Ferreira, conhecido como Delgado Doutor Regis pede ajuda aos moradores de São Sebastião do Paraíso (MG) e região.

Doutor Regis está internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG), desde do dia 5/12/2020 após contrair o vírus COVID-19. Eles estão pedindo 50 doadores.

Agendamento de doação por telefone: 155 (opção 8).

Agendamento on-line:

Site: www.hermominas.mg.gov.br

Valem doações de qualquer tipo sanguíneo.

É importante que o doador fale que a doação é para Doutor Regis.

Doar sangue é um ato de amor!

Doar sangue não dói, não prejudica a saúde e é um ato de amor ao próximo.

Doe sangue!!

Fonte: Emergências Paraíso

Prêmio elege Minas Gerais como uma das regiões mais acolhedoras do mundo

Minas Gerais foi eleita pelo Traveller Review Awards 2021, como uma das regiões mais acolhedoras do mundo. O estado ficou no top 10 da premiação realizada pelo site Booking.com.

Esta é a primeira vez que o ranking, que reúne locais dos quatro cantos do planeta que se destacam pela hospitalidade, conta com um representante brasileiro.

O Traveller Review Awards 2021 escolheu os vencedores a partir das avaliações das hospedagens que os viajantes fizeram na Booking.com

após a estadia.

Veja a lista:

Taitung County (Taiwan)

Prešovský kraj (Eslováquia)

Oberösterreich (Áustria)

Tasmânia (Austrália)

Canterbury (Nova Zelândia)

Nova Scotia (Canadá)

Chubut (Argentina)

O’Higgins (Chile)

Iowa (Estados Unidos)

Minas Gerais (Brasil)

Guapé: a cidade quase afogada pelas águas de Furnas

Guapé, localizado no Sul de Minas, é um pedacinho do paraíso cercado de um belo azul do Mar de Minas, com suas encantadoras cachoeiras, serras e paredões. Lugar de natureza exuberante, com belas vistas, um pôr do sol incomparável, festas culturais, deliciosas comidas típicas e um povo ilustre e acolhedor.

Sempre linda e harmoniosa, Guapé é conhecida por muitos como uma cidade de fé, onde Deus colocou a mão e não mais tirou.

Aqueles que visitam a cidade se enchem de emoção ao testemunhar os encanto que ali existem, entretanto, muitos que desfrutam disso, às vezes não fazem ideia do conflito que Guapé viveu no passado. Batalha dos moradores com aquele que um dia tiraria grande parte do que amavam e do que construíram: a Usina Hidrelétrica de Furnas. Mas antes de falar sobre Furnas vamos entender um pouco como surgiu nossa querida Guapé.

Em primeira análise, o nome Guapé se origina da planta aquática que se tinha em abundância, a Aguapé que na língua indígena significa “caminho sobre as águas”, pois recobre a superfície dos lagos e rios com suas folhas, formando uma espécie de tapete verde.

Bem antes do surgimento do município, a região era lar dos indígenas da nação Cataguá, que reza a lenda, podiam andar sobre os aguapés em busca da piracema, movimento migratório de peixes no sentido das nascentes dos rios, com fins de reprodução. Anos mais tarde com a chegada dos Bandeirantes e com iniciativa de Lourenço Castanho, fidalgo europeu, os destemidos indígenas foram domados e afastados, as fazendas se erguiam, e mais tarde através da fé em São Francisco de Assis surgia o futuro município de Guapé.

Conta-se que antes do surgimento da cidade, a região foi abalada por um terremoto e uma conterrânea de fé, Esméria Angelica da Pureza, esposa de Capitão José Bernardes, fazendeiro de muita posse, prometeu a São Francisco que se os tremores acabassem doaria um pedacinho de chão para a construção de uma capela em gratidão ao Santo. O pedido foi atendido e a promessa cumprida. Por volta de 1825 tendo também contribuição de Felisberto Martins Arruda e Cândida Soares do Rosário, foi doado as terras para o patrimônio da igreja e erguida a primeira capela à São Francisco de Assis, para os guapeenses, “O Protetor dos Terremotos”, e assim surgia um povoado.

Mais tarde, em 09 de maio de 1856 foi criada a Paróquia São Francisco de Assis e o arraial já com o nome de São Francisco de Aguapé, referenciando o padroeiro e a planta aquática. Ainda em maio de 1856 no dia 28 pela lei n°. 774, o povoado passa a ser distrito de Dores da Boa Esperança.

No dia 7 de setembro de 1923, sob intervenção do Senador Dominicano Augusto dos Passos Maia, o então governador de Minas Gerais Raul Soares de Moura, assina a Lei nº 843 que desmembra o distrito de São Francisco de Aguapé do município de Dores da Boa Esperança, elevando-o também a categoria de município, recebendo já o nome de Guapé e tendo como primeiro prefeito Dr. Passos Maia, o mesmo que interviu para a emancipação do município.

Os anos se passavam, a cidade crescia, tudo seguia às mil maravilhas, Guapé era uma cidade bela e acolhedora, de arquitetura exuberante e próxima ao Rio Grande, com uma praça deslumbrante, muito florida e arborizada, uma igreja matriz majestosa que com sua grandiosidade encantava a todos que passavam por ali. Havia também escolas, mercearias, farmácias, um grande cinema, crianças alegres brincando nas ruas, jovens namorando na praça, e no entardecer com os toques do sino, o dia se encerrava com uma bela missa de domingo.

Guapé era tudo que uma boa cidade tinha que ser, para seus moradores era um pedacinho do céu, entretanto mais tarde tudo isso mudaria.

Em fevereiro de 1957, as rádios anunciavam a maior tristeza que um mineiro poderia ouvir, tudo aquilo que amavam, que com seu empenho construíra, desapareceria, é dada a largada,  Furnas viria com tudo.

Idealizada por Juscelino Kubitschek, a Usina Hidrelétrica de Furnas, que seria construída no Rio Grande, com capacidade para armazenar 23 bilhões de m³ de água e gerar 1.216 MW de energia, traria mais progresso ao Brasil acabando com a crise de energia, mas para isso 32 cidades nas proximidades do rio teriam que ser sacrificadas, dentre elas estava Guapé.

Era um momento de angústia, não demorou muito e os engenheiros de Furnas chegaram em Guapé junto com as manchetes nos jornais de que em breve Guapé não passaria apenas de um retrato na parede.

Montando três escritórios no município, os Furneiros, como eram chamados pelo povo, iniciaram o seu  trabalho em Guapé, desapropriando terras, demarcando território, comprando as casas à força, e anunciando que a água viria alcançando a altura do relógio da igreja matriz.

Muitos moradores desacreditaram, pois para eles era impossível uma água subir a tal nível e por amor a suas moradas recusavam a todo custo deixá-las, assim naquela cidade calma se iniciava o conflito entre Furnas e o povo. 

No dia 9 de janeiro de 1963, em uma noite serena onde o único som que se ouvia era o canto calmo dos sapos e dos grilos, o relógio bate 00 horas, neste exato momento Furnas fecha as comportas bloqueando a saída da água do rio, iniciando a primeira etapa de inundação. Na manhã seguinte, ouvem-se os gritos de um morador: as águas vinham. O povo se reuniam nas fachadas de suas residências para conversarem e se lamentarem sobre, enquanto isso as águas subiam sem piedade, bloqueando caminhos, inundando plantações e casas. Dois dias depois a represa ja atingira o alicerce do prédio do correio que ficava a 100 metros da igreja Matriz, se interrompendo ali por um bom tempo, dando oportunidade e esperança àqueles que ainda viviam pouco acima.

Após este intervalo, se inicia a segunda etapa de inundação, agora em direção ao formoso centro da cidade, tudo parecia mais um dilúvio, a água vinha com tudo, junto com a dor, sofrimento e tristeza dos moradores, que na pressa já começavam a demolir suas casas. Em poucos dias aquela tão maravilhosa cidade cheia de história, já havia se tornado um tenebroso cenário de guerra, com a água invadindo, pessoas desamparadas se abrigando na escola e clube, ruas cobertas de escombros, utensílios domésticos espalhados, crianças chorando entre as ruínas, pai e mãe inconformados, centenas de pessoas carregando malas sem ter pra onde ir, pois a indenização paga na época por Furnas aos guapeenses era mínima e injusta, para muitos não era o suficiente para um recomeço.

Em meio a tanta destruição a torre da igreja Matriz ainda de pé trazia uma luz de fé e esperança para aquele povo que se agonizava.

Em alguns meses, 206 km² do município havia desaparecido dando lugar a um grande mar azul, quase metade de seus habitantes mudaram para outras cidades, a fim de refazer a vida, e assim a história dividia-se em duas partes, antes e depois das águas.

Furnas ergueu uma nova cidade no alto do morro ligada às áreas que sobrou da antiga, porém na época bem inferior em relação à velha Guapé, e para esta nova localização mudaram a população que aqui ficaram.

Com o passar dos anos, com o empenho do povo guapeense que se ousaram a ser mais fortes do que a dor da perda, souberam reunir forças para ressurgir acima das águas, uma cidade tão bela quanto a antiga. Rapidamente, o lago que um dia foi visível como um flagelo dos mineiros, passou a ser visto como uma fonte de beleza e turismo, trazendo vários benefícios ao município.

Hoje Guapé é uma cidade encantadora que se desenvolvendo cada vez mais, sendo cercada pela imensidão azul do mar de minas, engrandecida por uma paisagem incomparável e rica em cultura, história, beleza e fé, sendo também cidade palco das mais belas festas culturais de minas, tais como o congado, Carnaval, moçambique, dentre outras, além das pousadas e hotéis grandiosos com vistas para o lago que oferecem a melhor hospitalidade que o turista pode desejar.

Guapé, é uma joia valiosa do tesouro Minas, uma cidade exemplo de resistência, que com o seu povo seguiu, segue, e seguirá firme sem afundar, honrando com orgulho o lema de sua bandeira e que cada guapeense carrega no peito, o lema “Fluctuat ne Mergitur”: Flutuar não afundar.

Correspondente Eduardo Martins de Guapé para o Jornal Folha Regional

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