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Jornal Folha Regional

Relíquias fotográficas trazem uma pequena dose de nostalgia para moradores de Furnas

O passado de São José da Barra (MG) guarda diversas lembranças de grandes festas, realizadas principalmente no bairro de Furnas. Baile Havaí e Bola e Viola são alguns dos inúmeros eventos que eram executados anualmente no município, sem falar das comemorações que ocorriam diariamente nas portas e calçadas das residências.


O lazer era algo fundamental no dia a dia dos ‘’furnenses’’, em razão disso, o CREF (antigo clube queimado) e a Agremiação Recreativa de Furnas (ARF), eram pontos essenciais para acontecer às distrações.


Memórias de um passado extraordinário em um mundo atual onde a pergunta ‘’tecnologia usada por crianças é perda da infância?’’ ecoa pelo mundo todo, são bastante valiosas.


Crianças e adultos jogando bola, fazendo churrasco, bebendo e se reunindo para jogar conversa fora, eram coisas comuns no cotidiano dos moradores. Em tempos que somos reféns da tecnologia, relembrar o passado e sentir um pouco do sentimento de nostalgia, nos trás uma falsa esperança que um dia tudo vai voltar a ser como era.


Montamos um acervo de imagens publicadas por antigos e atuais moradores do bairro de Furnas. Cada foto é uma pequena amostra para aqueles que não viveram nessa época e uma imensa saudade para os que conseguiram desfrutar deste período.


Para exclusão de alguma imagem, só entrar em contato pela página.


Por: Valter Júnior

Corpo de Bombeiros realiza sonho de criança


Na manhã do último sábado (28), o Corpo de Bombeiros de Passos (MG), realizou o pedido de natal da criança Nícolas Emanuel da Silva Reis, de 4 anos. O menino, que é morador do Bairro Penha II, havia pedido em sua cartinha ao Papai Noel do Passos Online, um Carrinho do Corpo de Bombeiros, já que é apaixonado pelos ‘’Heróis’’.


O sargento Marcelo Donizete Poupe, viu a carta publicada pela mãe e formulada por Nícolas. Ao ler o pedido, o sargento, com autorização, se encaminhou até a residência do menino, juntamente com outros três militares e conduzindo a viatura dos bombeiros, onde fez uma visita surpresa, entregando o brinquedo para o mesmo.


Além do brinquedo, o sargento também levou uma cesta básica e uma roupa, que foi dada por sua esposa.

Moliane Silva Reis, mãe de Nicolas, agradeceu emocionada aos bombeiros pela ação.

Campanha idealizada por São José da Barrense ganha destaque Internacional

Campanha “Junho Violeta” para mobilizar a população contra a violência a pessoa idosa foi lançado em todo país, com o objetivo de conscientizar e diminuir a violência contra a pessoa idosa. O jovem mineiro Romulo Leandro idealizou a campanha em 2017.


A violência contra a pessoa idosa é um problema que se agrava e se estende, gradativamente, nos dias atuais. O idoso se torna uma vítima fácil, por, muitas vezes, depender de seus familiares em diversos aspectos, seja nos cuidados da saúde, nas relações sociais, na dependência financeira ou até mesmo pela simples convivência familiar.

Os maus-tratos contra o idoso representam uma grave violação de seus direitos como cidadãos, demonstrando assim, o retrocesso da evolução social quanto às afirmações dos direitos humanos, pois as mudanças ocorrem constantemente no país e no mundo. Sendo que a violência doméstica é a que mais contraria os princípios desses direitos que resguardam e protegem a pessoa idosa prevista no ordenamento jurídico internacional e brasileiro.


Dia 15 de junho marca o Dia Mundial da Conscientização da Violência conta a Pessoa Idosa. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência Contra à Pessoa Idosa, com o objetivo de serem preservados os direitos desses cidadãos e dessas cidadãs. Nosso idosos precisam de proteção e acima de tudo de respeito para que possam completar os ciclos com dignidade. Lutamos diariamente para isso.

Atualmente no Brasil temos 26 milhões de pessoas idosas com 60 anos ou mais, o que representa 13% da população brasileira. Sendo que a maior parte (20,95 milhões) vive em áreas urbanas e é composta por mulheres (13,84 milhões). O País atingiu também a marca de 49.177 centenários(as) (IBGE-2013).


De acordo com o idealizador e responsável pela criação do junho violeta Romulo Leandro, a iniciativa tem como objetivo estender a campanha para todo mês de junho e mobilizar toda população sobre este tipo de violência que vem crescendo a cada dia. Atualmente temos uma grande mobilização no dia 15 de junho onde diversos Conselhos, Instituições e população criam campanhas de conscientização.


”A cor violeta é o símbolo da luta contra a Violência ao Idoso. O tema é chamativo, onde ao invés de violentar um idoso, que tal darmos uma violeta em forma de gratidão por eles existirem. O lema nos chama atenção para que possamos tratar os idosos com dignidade e respeita-los de forma que merecem, pois, viveram uma vida árdua para chegarem onde chegaram. As três violetas simbolizam que temos que ter muito cuidado e que não precisamos de muita coisa para que elas floresçam e sim de carinho e atenção diário”. Destaca Romulo Leandro.


”Convidamos a todos para juntos abraçarmos e aderirmos esta campanha. Se cada um fazer sua parte teremos os direitos dos idosos respeitados, pois, todos nós iremos nos envelhecer, e ter paciência é uma dádiva de Deus. Não feche os olhos diante desta violência, caso desconfie ou presencie algum ato de violência contra o idoso, denuncie para o Direitos Humanos, disque 100, o atendimento é 24h”. Finaliza Romulo.


Romulo Leandro Alves, nasceu em São José da Barra, pequena cidade interiorana do sudoeste de Minas Gerais, porém, residiu em diversas cidades devidos oportunidades de trabalho, dentre elas destacam Varginha, Divinópolis, Arcos e São Paulo.


Ministra Damares Alves convida Romulo para discutir o fortalecimento das políticas públicas voltada aos idosos.


Os deputados federais Julio Cesar Ribeiro (DF) e Ossesio Silva (PE), estiveram com a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para debater o fortalecimento de políticas públicas em defesa da pessoa idosa

Na ocasião Julio Cesar reafirmou o seu apoio e reforçou o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa na Câmara. “Queremos reafirmar o nosso empenho na aprovação e articulação na tramitação de propostas em prol dos idosos. Além disso, estamos aqui para destacar a atuação da Frente como um grande canal democrático de comunicação direta entre esse segmento e o parlamento”, disse.


Na Câmara dos Deputados, Julio Cesar Ribeiro é o atual presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Idosos, acompanhado do republicano Ossesio Silva, que ocupa a vice-presidência do colegiado.


A Frente tem o objetivo de promover políticas públicas relativas à defesa do idoso; acompanhar a tramitação de matérias que tratem do assunto correlato, fiscalizando o efetivo cumprimento das normas aprovadas pelo Congresso Nacional; e estimular a assistência ao idoso, propondo e analisando projetos que garantam a promoção e defesa dos direitos dos idosos.


Após reunião a Ministro entrou em contato com Romulo, para que o mesmo fosse para Brasília conhecer seu ministério, porém, devido a compromissos o encontrado foi adiado para janeiro de 2020.

Bruno Covas convida Romulo para seu secretariado


Entre os anos de 2014 e 2017, Romulo Leandro além de desenvolver a Campanha de Concientização em defesa dos Idosos, participou efetivamente de diversos projetos na cidade de São Paulo.

Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes:


O Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) é um serviço público da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, da Prefeitura de São Paulo. Localizado no centro da cidade de São Paulo, o CRAI oferta apoio especializado e multilíngue para imigrantes, com foco em orientações sobre regularização migratória e acesso a direitos sociais, orientação jurídica e do serviço social, bem como encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos.

Acolhimento à Migrante


Surgiu a partir do apelo social da imigração Haitiana chegando a São Paulo. Por ser uma entidade franciscana, o Sefras sentiu-se interpelado a abrir as mãos em solidariedade a esta questão e assim criou o Centro de Acolhida do Imigrante (Sefras Migrante) para o qual estabeleceu parceria com o poder público através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. E o dia 28 de agosto de 2014 ficou marcado como a data da fundação do serviço.


O Sefras Migrante acolhe refugiadas e solicitantes de refúgio, provenientes de diversas partes do mundo. É um serviço que oferece acolhimento 24 horas e dispõe de alimentação, banho e atendimentos psicológico, social e jurídico. Por meio de um acolhimento humanizado, o serviço oferece acesso à garantia dos direitos básicos e acompanhamento para o processo de saída da situação de rua, buscando o caminho da autonomia dos participantes. Infelizmente nem sempre as oportunidades de acesso garantem o protagonismo do imigrante, devido aos desafios de aprovação da documentação (RNE) e dificuldade de acesso ao trabalho no momento em que chega ao país, caracterizado por cargos inferiores e salários baixos; além de grandes desafios na obtenção de moradia autônoma.


Outras frentes de trabalho foram dirigidas e implantadas por Romulo que já recebeu diversos títulos.


Assim como a a criação e manutenção do Centro de Acolhida para crianças e adolescentes em Perus e Caieiras (SP).


Rio de Janeiro


Na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro o projeto de Romulo Leandro se tornou lei


PROJETO DE LEI Nº 4372/2018
EMENTA:
ALTERA A LEI Nº 5.645/2010 E INCLUI NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A CAMPANHA JUNHO VIOLETA, POR DIGNIDADE E RESPEITO COM A PESSOA IDOSA.


Autor(es): Deputada TIA JU
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
Art. 1º. Fica incluído no Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a campanha “Junho Violeta, por Dignidade e Respeito com a Pessoa Idosa”, a ser realizada durante o mês de junho.


Art. 2º. A campanha “Junho Violeta, por Dignidade e Respeito com a Pessoa Idosa” tem como objetivo desenvolver ações de mobilização, sensibilização e conscientização da população, no âmbito do estado do Rio de Janeiro, sobre todos os tipos de violência contra as pessoas idosas.


Parágrafo Único. A campanha Junho Violeta terá como símbolo um pequeno laço de cor violeta.


Art. 3º. A campanha “Junho Violeta, por Dignidade e Respeito com a Pessoa Idosa” será desenvolvida no âmbito das unidades públicas de educação e de saúde da rede estadual durante o mês de junho, da seguinte forma:
I- Realização de palestras e debates e exibição de filmes para os pais e alunos da rede escolar, além da promoção de concursos de redação e de desenhos, e outras práticas pedagógicas destinadas aos alunos;
II- Realização de palestras e debates para os profissionais da rede de saúde, a serem ministrados por psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI).
Art. 4º. O Poder Executivo fica autorizado a iluminar os prédios públicos no âmbito do estado do Rio de Janeiro com a cor violeta durante o mês de junho para divulgar a campanha Junho Violeta.
Art. 5º. O Anexo da Lei nº 5645, de 06 de jJaneiro de 2010 passa a vigorar com a seguinte redação:
CALENDÁRIO DE DATAS COMEMORATIVAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
(…)
Junho
Campanha “Junho Violeta, por Dignidade e Respeito com a Pessoa Idosa”
Art. 6º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 01 de agosto de 2018.
Deputada TIA JU
Líder do PRB


JUSTIFICATIVA


A iniciativa de lançar a campanha “Junho Violeta”, com o tema “Violetas contra a Violência” e o lema “Dignidade e Respeito para com a Pessoa Idosa”, surgiu em São Paulo, com o Serviço Franciscano de Solidariedade, em parceria com a Associação dos Bancários Aposentados. Idealizada pelo jovem mineiro Romulo Leandro Alves, a campanha Junho Violeta tem como objetivo mobilizar a população, utilizando a cor violeta como símbolo da luta contra a violência ao idoso. Nesta proposta, inclui-se a possibilidade da doação de violetas como forma de gratidão pela vida dos nossos idosos, lembrando que elas, assim como eles, precisam apenas de carinho e atenção para que permaneçam vivas.


Embora o dia 15 de junho marque o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, instituído, em 2006, pela ONU, a finalidade desta campanha é disseminar o debate ao longo de todo o mês de junho, pois a violência contra os idosos cresce e se agrava com velocidade.


O Brasil já possui mais de 30 milhões de pessoas que estão acima dos 60 anos de idade. Somente em 2017, o Disque 100 recebeu 33.133 denúncias de violência contra idosos, com 68.870 violações. Seja imposta pelos próprios familiares (76,3% dos casos), por empregadas domésticas, cuidadores ou por funcionários de instituições de saúde, os idosos não têm como se defender diante de maus tratos, negligência (76,84%), abandono, abuso financeiro (42,82%), e violência física ou psicológica (56,47%).

Comércios recebem identificação para participação da Campanha Natal Premiado em São José da Barra

A Associação Comercial e Empresarial de SãoJosé da Barra (ACE), lançará no próximo sábado (05), a campanha “Natal Premiado” para os comércios associados na ACE.

Todos receberam uma placa de identificação, e ao comprar nos comércios, concorrerão a vários prêmios, além de terem direito a participação em uma ação na semana do Natal.

É a primeira vez que uma ação com objetivo de valorizar os comércios e clientes acontece no município.

Comércios participantes até o momento:

  • Supermercado Pague Menos;
  • Novo Lago Supermercado;
  • Salão da Maria;
  • Estúdio de Beleza Elaine Hair;
  • Loja D’Otacílio;
  • Agência Inova;
  • Vidracaria VidroArt;
  • Empório dos Pés;
  • Outlet dos Calçados;
  • DSG Farma;
  • Clínica Veterinária e PetShop Companhia Animal;
  • Visual Presentes e Confecções;
  • Sorveteria Sorvete Cremoso;
  • Contabilidade Cardoso;
  • Lanchonete e Restaurante Tradição Mineira;

Programa de aceleração de startups apoiado por FURNAS é destaque de webinar

Foi realizado na última segunda-feira (30) o webinar “MIT REAP: iEcossistema de Energia e Sustentabilidade do Rio de Janeiro”. O objetivo do evento foi explicar e debater sobre o projeto do Rio de Janeiro selecionado, em agosto deste ano, pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) para participar do MIT REAP (Regional Entrepreneurship Acceleration Program), um programa de aceleração de startups. FURNAS é uma das empresas co-lideres do projeto, ao lado do Laboratório de Inovação Tecnológica (LabrInTOS) da Coppe/UFRJ, Petrobras, representantes do governo e empresas privadas.


Pedro Brito, presidente de FURNAS, foi um dos palestrantes do webinar. O executivo falou sobre a participação da companhia no programa e importância que a iniciativa tem para o Rio de Janeiro e também para toda a cadeia da área de energia. Segundo ele, o setor é muito grande e passa por uma transformação em seu modelo, que vai além da tecnologia. “Temos um apelo por energia mais barata, limpa e renovável e precisamos pensar o setor de uma maneira diferente, buscando sempre inovar. Tem tudo a ver a gente aproximar empresas que já estão no mercado com empreendedores, startups, universidades”, declarou. “Acredito muito nesse programa e estamos todos empenhados para desenvolver esse mindset de inovação, mirando não só na maneira de pensar, mas também na forma de agir, de fazer negócios e se relacionar”, reforçou.

Além do presidente de FURNAS, o evento contou com a participação do coordenador do projeto no Programa MIT REAP e pesquisador do Laboratório de Inovação Tecnológica (LabrInTOS) da Coppe/UFRJ, Hudson Mendonça. Ele abriu o evento com uma apresentação sobre o MIT REAP e detalhes do projeto do Rio de Janeiro, além de mediar o debate e a perguntas do público. Também estavam entre os palestrantes Paulo Ganime, deputado federal pelo Rio de Janeiro; Lindália Junqueira, CEO da Ions Innovation e do Hacking.Rio; Marcus Vinícius, professor e coordenador do LabrInTOS da Coppe/UFRJ; Moisés Swirski, investidor da MSW Capital; e Alex Dal Pont, gerente de Inovação em Ecossistemas Empreendedores da Petrobras.


Para cumprir o objetivo de estimular a criação e o desenvolvimento de startups e do empreendedorismo focados nos setores de energia e sustentabilidade, o programa pretende transformar o Rio de Janeiro no “Vale do Silício” destas áreas, por meio da união de atores da região e da implementação e adaptação da metodologia do MIT REAP ao contexto local.
Ao final, os palestrantes e co-líderes do projeto, responderam as dúvidas dos espectadores. Antes de encerrar sua participação, Pedro Brito ressaltou que o programa também conta com o apoio e entusiasmo do presidente do grupo Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, do qual FURNAS faz parte.

“Queremos que as coisas aconteçam no Brasil. Chegou a hora de dar um passo exponencial para desenvolver o país a partir do Rio de Janeiro e com essa iniciativa”, concluiu.

O Programa


Anualmente, o MIT REAP seleciona oito regiões do mundo para um programa de desenvolvimento com dois anos de duração. O projeto selecionado deve engajar, desde o envio da proposta para seleção, os atores previstos pela metodologia: universidades, corporações, governo, empreendedores e investidores de venture capital, também conhecido como capital de risco ou capital empreendedor.

O programa é dividido em quatro fases: diagnóstico, elaboração da estratégia de ação, implementação das ações e estratégia de sustentação. Ao completar o programa, os integrantes do grupo têm o compromisso de disseminar o conhecimento na região selecionada, que passa a fazer parte do REAP Global.


Estão previstos, ainda, a criação do programa pesquisador empreendedor e de um espaço de interação para as startups aceleradas na iniciativa. Uma das principais oportunidades será a de criação de novas startups focadas nos setores de energia e sustentabilidade.

Fonte: Furnas

Projeto incentiva plantio de árvores e preservação do Cerrado mineiro

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) é parceira da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Monte Carmelo (monteCCer) no projeto Viveiro de Atitude. A iniciativa propõe a preservação dos recursos naturais do Cerrado em Minas, a partir da distribuição e plantio de árvores nativas. As atividades são desenvolvidas no município sede da cooperativa, Monte Carmelo, região do Alto Paranaíba.

Para colocar a ação em prática, foi construído um viveiro com 97 espécies nativas do bioma Cerrado e produzidas mais de 60 mil mudas. “A iniciativa dos cooperados, juntamente com 22 entidades e nove empresas comerciais, com a participação importante da Emater local, fornece mudas de espécies nativas do Cerrado para aumento das matas e proteção das nascentes”, explica o superintendente da monteCCer, Régis Damasio Salles.

Envolvimento

O projeto envolve 158 fazendas cooperadas, que adquiriram as mudas num valor 50% menor que o de mercado. A proposta visa beneficiar mais de 2 mil famílias no município e região, sendo executado, por exemplo, em parceria com escolas e universidades. Até o momento foram plantadas 9 mil árvores. “Podem participar tanto cooperados como não cooperados, área rural e habitantes das cidades, que são também incentivados a plantar em suas casas”, diz Régis Salles.

Destaques

Boa parte da mobilização dos produtores e organização das ações do Viveiro em Atitude são por meio de website, aplicativo mobile e redes sociais. Dessa forma, evita-se o uso de papel e a poluição ambiental. Outro ponto relevante é a arrecadação com a comercialização das mudas ser destinada para entidades filantrópicas, que cuidam de crianças e idosos. “Somos um único ecossistema e acreditamos que devemos todos cuidar e zelar pelo bioma Cerrado, da nossa biodiversidade”, afirma Régis Salles.

Itamiran Camargo Silva é produtor de hortaliças orgânicas e avicultura de postura em Monte Carmelo. Ele trabalha com a família nas atividades e comercializa para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Pelo projeto, ele plantou 250 mudas de árvores em sua propriedade. “A gente está vendo no dia a dia que quase ninguém se importa em preservar o bioma em geral. Se as pessoas começarem a fazer a parte delas, no futuro, seria bom. Preservar e cuidar”, diz o produtor.

Participação da Emater-MG

A Emater-MG atuou na elaboração de uma cartilha digital, disponibilizada em smartphone, tablet e ou computador, para auxiliar os produtores do plantio das mudas. O material traz dicas importantes, como a seleção das espécies, escolha e preparo do local, preparo das covas e adubações. A cartilha também orienta sobre os cuidados pós-plantio, como adubação, irrigação, capinas e controle de pragas.

A partir dessas dicas, os produtores fizeram o plantio das mudas em suas propriedades. Os cafeicultores contaram ainda com a participação dos extensionistas da Emater-MG. Muitas mudas foram utilizadas na proteção de nascentes, o que tem impacto direto na proteção dos recursos hídricos.

Com este trabalho, observa o extensionistas da Emater-MG em Monte Carmelo, Diego Rezende, os produtores rurais podem adotar medidas de conservação e recuperação de nascentes degradadas, por meio de técnicas simples, como de enriquecimento florestal, contenção e cercamento.

Fonte: Agência Minas.

Justiça autoriza pai a plantar maconha para uso medicinal do filho em Minas

O Tribunal Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou uma decisão liminar de 2ª instância que tinha concedido autorização ao pai de uma criança com epilepsia refratária e autismo severo a plantar maconha para usá-la como erva medicinal

O relator do pedido, desembargador Henrique Abi-Ackel Torres, concedeu “liminarmente, permissão ao pai para plantar, cultivar, extrair o princípio ativo e manter pés de Cannabis sativa, em quantidade necessária para a produção do óleo imprescindível à continuidade do tratamento da criança, exclusivamente em sua residência e para fins medicinais, pelo tempo que for necessário para o alívio do sofrimento do menino”.

O relator entendeu que mesmo que a legislação atual autorize a manipulação do remédio apenas por farmacêutico e a venda somente em farmácias com prescrição médica, a venda do produto tem um valor muito alto e inacessível à maioria da população. O produto custa cerca de R$ 2.500.

O paciente que vai fazer uso do medicamento já foi internado 48 vezes, sendo 14 delas em unidades de tratamento intensivo (UTIs). “O pai afirma que, após ser submetido a diversas terapias que não tiveram resultado, aos 7 anos de idade, ele iniciou um tratamento com o óleo da planta, alcançando melhora significativa na qualidade de vida”, ressaltou o TJMG.

O pai da criança tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o extrato da planta, mas por causa da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19) e a consequente crise financeira, ele começou a enfrentar dificuldades para conseguir o produto.

Sendo assim, a criança começou a consumir o extrato in natura de Cannabis sativa, por causa do alto custo das marcas comercializadas nas farmácias do Brasil.

“A fim de evitar práticas que configurem constrangimento ilegal por parte das Polícias Civil e Militar de Minas Gerais, como eventual apreensão das plantas ou qualquer outra forma de interrupção do tratamento, o pai ajuizou o habeas corpus no TJMG”, informou o tribunal.

O magistrado enfatizou que o responsável pelo paciente alegou inviabilidade econômica para adquirir o remédio nas farmácias e o tratamento da criança não pode ser interrompido de forma abrupta por causa da gravidade do caso.

“Tais fatos demonstram que a regulamentação de importação do canabidiol (CBD), com os procedimentos ali dispostos, não atende à expectativa juridicamente possível do impetrante e, por conseguinte, não prejudicam o pedido formulado, nem afastam a necessidade de que tal controvérsia seja decidida, pelo menos por ora, pela via judicial,” disse o desembargador Henrique Abi-Ackel Torres, por meio da assessoria de imprensa do TJMG.

Presidente da ACE articula doação de viatura para São José da Barra

Em agosto de 2020, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra (MG), Romulo Leandro, esteve em contato com o gabinete do Deputado Estadual Antônio Carlos Arantes em BH, solicitando um apoio para a Polícia Militar da cidade.

“Atualmente a corporação trabalha com um veículo que sempre necessita de reparos para dar conta da demanda no município, tendo em vista que os bairros são afastados do centro da cidade. Prezamos por um trabalho digno para todos os militares, população e empresários com o objetivo em zelar pela segurança de todos. Contamos com 9 efetivos, e uma população acima de 7 mil habitantes, que tem desenvolvido um trabalho de excelência no combate ao crime, apoio em ações sociais e atuante por meio de uma comunicação direta com a população. Por ser uma cidade turística, o fluxo de pessoas aumentam aos finais de semana e feriados prolongados o que precisa de uma ação conjunta com a 3ª Companhia da PM de Alpinópolis, da qual nosso efetivo faz parte”. Informa Romulo.

De imediato o chefe de gabinete Luciano Gontijo acusou o recebimento da solicitação.

“Acusamos o recebimento e já despachei ao assessor da área de segurança de nosso mandato para fazer as ações necessárias. Em vista das eleições a partir de 14 de agosto próximo, ficam suspensas doações, repasses e etc em vista da lei eleitoral. Faremos todos os esforços porém ficará para depois de 15 de novembro a possibilidade de atendimento”. Informou Luciano.

No dia 13 de agosto o assessor Wander Aguiar, retornou informando a possível doação.

“Confirmo o recebimento do email solicitando viatura para o município de São José da Barra. Os recursos de emenda parlamentar que podemos utilizar para indicação de bens são indicados no início do ano, faremos o possível para atender o pleito no próximo ano.

Além disso, iremos encaminhar solicitação para que a PMMG verifique a possibilidade de atender o município remanejando algum veículo da atual frota”. Afirmou o assessor.

No dia 14 de agosto o Sr. José Augusto Ribeiro, entrou em contato solicitando alguns dados para cadastro no pedido e município.

No dia 23 de novembro, o contato foi reafirmado, e Romulo colocou em contato o Tenete Luís Gustavo, responsável pelo Pelotão de Alpinópolis, o qual ficou grato pelo apoio.

“Obrigado pelo apoio sempre”. Informou o tenente.

De acordo com Wander, foi solicitado para a PMMG através do coronel que trabalha na ALMG fazendo a interligação entre o comando da PM e ALMG e assim tudo indica que em breve São José da Barra poderá ter uma nova viatura.

Apoio

Romulo Leandro que sempre prezou pela segurança pública, é responsável pela telefonia e internet móvel da PM no município, a qual tem contribuído para uma comunicação mais ágil entre PM e população.

Beco do Batman é pintado de preto em homenagem a artista morto por PM

“Por que a vida do meu irmão valeu tão pouco?” perguntou nesta segunda-feira (30) a irmã do artista plástico negro morto por um policial militar à paisana após discussão no sábado (29) na Vila Madalena, bairro boêmio da Zona Oeste de São Paulo.

Neste fim de semana, o Beco do Batman, tradicional reduto cultural da região, teve seus muros famosos pelos grafites coloridos pintados de preto em sinal de luto e protesto, com frases pedindo Justiça pelo assassinato de Wellington Copido Benfati, conhecido como NegoVila Madalena, de 40 anos.

Apesar de ter alegado legítima defesa para atirar no artista, o sargento da Polícia Militar (PM) Ernest Decco Granaro, de 34 anos, foi detido em flagrante por outros policiais militares e acabou indiciado por homicídio na Polícia Civil.

O policial está no presídio da PM Romão Gomes, na Zona Norte.

Testemunhas contaram na delegacia, que fica perto do local do crime, que viram Ernest atirar no peito de NegoVila quando ele estava deitado no chão sem representar qualquer risco ao policial.

A investigação do caso é feita pelo 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros. Policiais ouvidos pela reportagem informaram que tentam localizar câmeras de segurança que possam ter gravado o crime. Ele foi cometido na madrugada do último sábado próximo a uma distribuidora de bebidas e um posto de combustíveis, entre as ruas Deputado Lacerda Franco e Inácio Pereira da Rocha.

Irmã pede justiça

Segundo a enfermeira Tatiane Benfati, de 43 anos, irmã de NegoVila, testemunhas lhe contaram que o irmão tentou apartar uma briga do amigo dele com outras pessoas. Em seguida, segundo os relatos, o PM, que estava sem uniforme, deu um soco no artista, que revidou.

“Não sei se o policial olhou nele [NegoVila] com raiva porque era negro ou porque meu irmão bateu nele. O que faria ele matar meu irmão?”, indaga Tatiane. “Por que a vida do meu irmão valeu tão pouco?”

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o sargento alegou que estava de folga e atirou no artista plástico em legítima defesa após ser cercado por pessoas que “tentavam ‘tomar’ sua arma de fogo, tendo o indiciado disparado sua pistola a fim de repelir a injusta agressão que estava sofrendo”.

Mas quatro das sete testemunhas ouvidas na delegacia deram outra versão que foi determinante para o entendimento da autoridade policial de que o PM atirou no artista para matar e não para se defender.

“Apresentaram versão dos fatos em que Decco, após um primeiro disparo – que não acertou a vítima, mas que a deitou no chão – disparou uma segunda vez contra Wellington, em cenário em que a vítima ainda se encontrava caída no chão, acabando por ceifar a sua vida”, informa trecho do boletim de ocorrência do caso.

Ainda segundo as testemunhas, o sargento iria atirar novamente em NegoVila, mas uma amiga da vítima se jogou sobre o artista para protege-lo e pediu “para o indiciado não mais machucar a vítima”.

Como o local é próximo à delegacia, que fica na rua Deputado Lacerda Franco, outros agentes da PM que estavam no distrito policial registrando uma ocorrência saíram quando ouviram dois disparos de arma de fogo. E foram ver de onde vinha o barulho.

Os policiais militares disseram que chegando próximo a uma distribuidora de bebidas e um posto de combustíveis encontraram pessoas dizendo que um homem perto de uma árvore tinha atirado e ferido uma pessoa. E que estava apontando a arma para outras pessoas.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O atirador, “apresentando ainda dificuldade para falar e sinais de embriaguez”, se identificou como policial militar, mas não queria obedecer as ordens dos outros PMs para largar a arma e se entregar. Foi preciso que um outro policial militar o desarmasse. Em seguida, Ernest foi algemado e levado ao 14º DP.

Enquanto isso, NegoVilla estava caído no chão. Em seguida, uma ambulância o levou ferido ao Pronto Socorro da Lapa, onde ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Beco do Batman

O assassinato do artista causou indignação e protestos artísticos na Vila Madalena.

“Estou muito triste, muito chocada. Meu irmão não era só da minha família, não era só nosso, ele é da vila Madalena”, disse Tatiana, que se despediu de NegoVila no domingo (29), no Cemitério da Lapa. “O enterro dele não poderia ser diferente do que foi. Com muita música, muito batuque, muita alegria, muita indignação. Foi muito bonito”.

Para cobrar justiça das autoridades, os amigos de NegoVila decidiram pintar os muros do Beco do Batman de preto, em sinal de luto. Nele foram escritas frases como “Justiça – Na Vila Madá, é assim: o samba e o rap não têm fim”.

Segundo a irmã, além de artista plástico, NegoVila era rapper, skatista, grafiteiro e ajudava em produções e locações para filmes de cinema e comerciais.

“Era muito feliz. Ele tinha uma paixão pela Vida Madalena. Meu pai nasceu na Vila Madalena. Então em agosto ele foi morar numa casa com amigos”, lembra Tatiane.

“Tanto que o apelido dele, NegoVila, é por causa dessa identificação com o bairro”, comenta a irmã, que recebeu um shape do skate que era do seu irmão, autografado e com mensagens dos amigos. “Ninguém assinou livro de presença. A presença deles ficou no skate, outra paixão dele”.

Filho de um negro e de uma mulher branca, NegoVila aparece como sendo de cor ‘parda’ na sua identidade. “Mas ele sempre se considerou negro”, rebate a irmã, que também se vê como mulher negra. Seus pais, já falecidos, tiveram cinco filhos.

Tatiane comentou que ainda não é possível saber se seu irmão foi morto por racismo, mas ela suspeita que isso possa ter ocorrido. O policial que atirou é branco.

“Eu não posso afirmar que teve racismo, mas não vejo outro motivo”, falou a enfermeira.

NegoVila deixa uma filha de 9 anos de idade, fruto de um relacionamento anterior, e arte espalhada na Vila Madalena, onde viveu.

Jornal Folha Regional
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