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Jornal Folha Regional

Dois casos de abuso sexual contra crianças de 9 anos são registrados no Sul de Minas

Dois casos de abuso sexual contra crianças de 9 anos são registrados no Sul de Minas – Imagem: reprodução/Agência Inova

Fortaleza de Minas e Guaranésia registraram, no último domingo (9), prisões em flagrante por estupro de vulnerável envolvendo meninas de 9 anos. Os crimes ocorreram em contextos distintos, mas ambos mobilizaram Polícia Militar, Conselho Tutelar e autoridades de saúde.

Em Guaranésia, por volta das 21h50, durante um culto evangélico no bairro Bom Jesus, um auxiliar de produção de 30 anos foi detido após acariciar o rosto, pescoço, ombros e seio de uma criança, chamando-a de “linda” e “bebê”. A vítima afastou a mão do agressor e denunciou o ato a uma fiel, que o expulsou do local e acionou a mãe. A PM negociou a rendição do suspeito em sua residência, usando algemas para evitar fuga.

Já em Fortaleza de Minas, às 19h30, em um sítio na zona rural, um caseiro de 48 anos foi surpreendido por uma testemunha tocando as partes íntimas de uma menina que dormia. Ao ser confrontado, tentou fugir e agrediu a testemunha, mas foi contido com ajuda de outros presentes, incluindo a mãe da vítima. Conselheiras tutelares acompanharam a criança ao hospital, onde não foram constatadas lesões genitais.

Os acusados, em ambos os casos, foram presos em flagrante e levados à DePol. Ambas as vítimas receberam atendimento médico e psicológico. Os casos seguem sob investigação da Polícia Civil, com medidas protetivas em andamento pelo Conselho Tutelar.

Via: Observo

Papa manifesta tristeza por abusos de menores pela Igreja na França

O papa Francisco manifestou nesta terça-feira (5) “profunda tristeza” após a publicação de um relatório sobre abusos sexuais de crianças e outros menores pela Igreja Católica francesa, dizendo que “tomou conhecimento dessa terrível realidade”.

“O pensamento do papa dirige-se, em primeiro lugar, às vítimas, com imensa dor pelas feridas e gratidão pela coragem de denunciar. Dirige-se também à Igreja da França, para que, ao tomar consciência dessa terrível realidade, possa empreender o caminho da redenção”, declarou o porta-voz do Vaticano, Matteo Brun, aos jornalistas sobre a reação do papa ao relatório.

Também nesta terça-feira, o episcopado francês expressou “vergonha” e pediu “perdão” às vítimas de crimes de pedofilia, após a divulgação de um relatório que revela que mais de 300 mil menores foram abusados pela Igreja Católica francesa durante 70 anos.

Elaborado por uma comissão independente e apresentado nesta terça-feira em Paris, o relatório concluiu que mais de 300 mil menores foram abusados e agredidos em instituições da Igreja Católica francesa, responsabilizando diretamente clérigos e religiosos por 216 mil vítimas, entre 1950 e 2020.

“O meu desejo neste dia é pedir o vosso perdão, o perdão de cada um de vós”, disse o bispo Eric de Moulins-Beaufort, presidente da Conferência Episcopal Francesa.

De acordo com o relatório, cerca de 216 mil crianças ou adolescentes foram abusados ou agredidos sexualmente por clérigos católicos ou religiosos.

O número de vítimas sobe para 330 mil, quando considerados “agressores leigos que trabalham em instituições da Igreja Católica”, especialmente nos trabalhos de assistência religiosa, professores nas escolas católicas ou em movimentos juvenis, segundo o presidente da Comissão Independente sobre os Abusos da Igreja (Ciase, na sigla em francês), Jean-Marc Sauvé, durante a apresentação do relatório à imprensa.

“Esses números são mais do que preocupantes, são condenáveis e não podem de forma alguma ser ignorados”, disse Jean-Marc Sauvé, acrescentando que a estimativa revelou que cerca de 80% são vítimas masculinas.

“As consequências são muito graves”, disse Sauvé, adiantando que “cerca de 60% dos homens e mulheres que foram abusados sexualmente revelam grandes problemas na sua vida sentimental ou sexual”.

O relatório de 2.500 páginas identifica cerca de 3 mil abusadores – dois terços dos quais padres – que trabalharam na Igreja francesa no período.

Para a comissão, as conclusões do relatório revelam fenômeno de “natureza sistêmica”, cuja responsabilidade a Igreja Católica deve reconhecer, assegurando “reparação” financeira a todas as vítimas.

De acordo com Sauvé, há 22 alegados crimes que ainda não prescreveram e foram encaminhados às autoridades judiciais.

Mais de 40 casos antigos para serem processados, mas que envolvem suspeitas sobre abusadores ainda vivos, foram encaminhados para análise dentro da própria Igreja.

Olivier Savignac, líder da associação de vítimas “Parler et Revivre”, que contribuiu para a investigação, destacou que a elevada proporção de vítimas por agressor é particularmente “aterradora para a sociedade francesa e para a Igreja Católica”.

O relatório surge depois do escândalo que envolveu o agora ex-padre Bernard Preynat, condenado, no ano passado, por abuso sexual a uma pena de prisão de cinco anos, por ter abusado de mais de 75 rapazes durante décadas.

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