
A Polícia Civil de Minas Gerais desencadeou, em Guaxupé, a operação Última Gota, direcionada ao combate de um grupo criminoso de origem estrangeira que, segundo as investigações, atuava na cidade explorando o esquema ilegal de empréstimos conhecido como “gota a gota”. Além da agiotagem, o grupo é suspeito de extorsão, lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos.
Durante o cumprimento da operação, equipes da PCMG executaram quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Os policiais recolheram cadernos de anotações, listas de cobrança, celulares, dinheiro, documentos financeiros e diferentes materiais considerados essenciais para aprofundar as apurações.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Guaxupé ao longo de vários meses, apontaram a existência de um núcleo que permanecia temporariamente na cidade para administrar empréstimos com juros abusivos. O grupo realizava cobranças constantes e intimidadoras, e parte dos valores arrecadados era enviada clandestinamente ao exterior, revelando o caráter estruturado e transnacional da atividade.
Cinco suspeitos foram levados à delegacia para esclarecimentos. Como não havia situação de flagrante, eles prestaram depoimento e foram liberados. Os relatos agora passam a integrar o inquérito policial. Segundo a PCMG, o modo de atuação é semelhante ao registrado em outras regiões do país, com divisão de funções entre os integrantes, uso de motocicletas nos deslocamentos, comunicação por aplicativos e cobranças frequentes que causavam forte pressão psicológica e insegurança entre comerciantes locais.