
Um homem de 29 anos foi preso suspeito de agredir a esposa, de 23, e o enteado, de 7, na noite da última quinta-feira (13), na cidade de Itabirinha (MG). Antes de ser detido, o suspeito desacatou os militares e afirmou que “não havia homem para prendê-lo”.
De acordo com a Polícia Militar (PMMG), os policiais faziam um patrulhamento de rotina quando a mulher surgiu pedindo socorro. Aos militares, ela contou que o marido havia chegado bêbado em casa e começado a brigar com o enteado, de 7 anos. Ela tentou intervir na discussão, mas acabou agredida pelo suspeito. Descontrolado, o homem quebrou móveis da casa e arremessou objetos na companheira. A mulher tentou fugir do local a pé, mas o suspeito pegou um carro e passou a persegui-la. A vítima conseguiu entrar em um matagal e correu por dois quarteirões até encontrar a viatura.
Os militares foram até a residência do casal e visualizaram o suspeito, que se recusou a atender a PM. O homem proferiu insultos e xingamentos contra as guarnições. Os policiais tentaram negociar com ele a rendição, mas foram informados que “não havia homem para prendê-lo naquele dia” e que se os policiais tentassem algo iria “fazer uma loucura com o enteado”.
Na sequência, o homem se dirigiu para o interior da casa onde estavam os dois enteados, de 7 e 4, além do seu próprio filho, de 2. Temendo pela segurança das crianças, os militares invadiram a casa e conseguiram abordar o suspeito dentro de um quarto. Ele resistiu à prisão e agrediu os agentes, sendo necessário o uso de força para contê-lo. O homem foi algemado e colocado na viatura, momento em que passou a chutar o veículo. Diante da agressividade, o homem foi levado ao quartel da PM onde voltou a fazer ameaças aos policiais.
Segundo a PM, após a prisão, a mulher contou que já foi agredida pelo companheiro em diversas ocasiões. Além disso, o homem também já agrediu os enteados e o filho. Ela relatou ainda que é dependente economicamente do suspeito.
O suspeito e as vítimas foram atendidos no hospital da cidade. O homem foi levado para a delegacia da Polícia Civil (PCMG). O caso será investigado.