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Jornal Folha Regional

Crise no agronegócio impulsiona alta nos pedidos de recuperação judicial e desafia regulamentação no Brasil

Crescimento de 56,4% nas solicitações em 2025 evidencia pressão financeira sobre produtores e reforça necessidade de maior transparência no setor

Crise no agronegócio impulsiona alta nos pedidos de recuperação judicial e desafia regulamentação no Brasil – Foto: reprodução

O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado pelo aumento das taxas de juros desde 2020 e pela volatilidade nos preços das commodities. Esse contexto tem pressionado produtores rurais e contribuído para um avanço significativo nos pedidos de recuperação judicial no setor.

De acordo com dados recentes, 2025 registrou 1.990 solicitações de recuperação judicial de empresas do agronegócio, representando um crescimento de 56,4% em relação a 2024. Entre esses pedidos, 217 foram feitos por produtores de soja, uma das culturas mais impactadas pela queda nos preços desde 2022, apesar de leve recuperação no último ano.

Estudos conduzidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Cepea, indicam que a margem bruta desses produtores pode ter recuado até 47,6% na safra 2025/2026, mesmo em propriedades próprias — cenário que tende a se agravar quando considerados custos adicionais, como o arrendamento de terras.

A crise não afeta apenas os produtores, mas toda a cadeia do agronegócio. A redução na comercialização de máquinas agrícolas, fertilizantes e insumos reflete um setor mais endividado e cauteloso. Ao mesmo tempo, instituições financeiras têm adotado uma postura mais restritiva na concessão de crédito, diante do aumento no risco de inadimplência.

“Estamos diante de um cenário em que o produtor rural enfrenta uma combinação perigosa: aumento do custo do crédito, queda no valor das commodities e restrição no acesso a novos financiamentos. Isso compromete diretamente a capacidade de planejamento e execução das safras”, afirma Claudio Montoro, advogado especialista em recuperação judicial.

Diante desse contexto, o Poder Judiciário tem buscado equilibrar a relação entre devedores e credores, promovendo maior segurança jurídica nos processos de recuperação judicial. Em março de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou o Provimento 216, que estabelece diretrizes para ampliar a transparência e uniformizar procedimentos envolvendo produtores rurais.

A nova regulamentação reforça a necessidade de clareza sobre a situação financeira dos devedores, permitindo aos credores avaliar com maior precisão a viabilidade de recuperação. Entre as medidas previstas, estão o acompanhamento técnico das safras por administradores judiciais e a exigência de perícia especializada para validar a capacidade produtiva e os resultados esperados.

“O Provimento 216 representa um avanço importante ao trazer mais transparência e previsibilidade para os processos. Por outro lado, também exige maior rigor por parte dos produtores, que precisam demonstrar de forma clara a viabilidade da atividade e a real necessidade da recuperação judicial”, explica Montoro.

Além disso, o normativo estabelece critérios mais rigorosos para o acesso à recuperação judicial, como a comprovação de que o produtor exerce diretamente a atividade rural e a demonstração efetiva da incapacidade de pagamento.

“Nem todos os casos são elegíveis para recuperação judicial. Quando há ativos ou fluxo de caixa suficientes, a prioridade deve ser a quitação das dívidas. Um pedido mal estruturado pode, inclusive, agravar a situação do produtor”, alerta o advogado.

Nesse cenário, o especialista reforça a importância do planejamento estratégico e da avaliação criteriosa antes de recorrer ao Judiciário. Em alguns casos, a negociação direta com credores pode ser uma alternativa mais eficiente para a reestruturação financeira.

Impulsionadas pelo café, exportações do agro em Minas lideram ranking nacional

Impulsionadas pelo café, exportações do agro em Minas lideram ranking nacional – Foto: reprodução

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 14,5 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025, com crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

No ranking nacional dos principais estados exportadores do agro, Minas foi o que apresentou o maior crescimento no período. O café lidera a pauta exportadora, seguido pelo complexo soja e sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais.

Já o volume embarcado somou 13 milhões de toneladas, com redução de 7,6%, na comparação com os meses de janeiro a setembro do ano anterior. Minas é o terceiro estado que mais exporta produtos do agro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo, e responde por quase 13% da receita do agro nacional.

Ao todo 615 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 175 países, com destaque para a China (25%), Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (5%).

Na avaliação da assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o expressivo crescimento na pauta exportadora mineira deve-se, principalmente, ao bom momento do café, que mantém suas cotações em alta desde o ano passado, sendo favorecido pela baixa oferta no mercado internacional e aumento do consumo mundial.

O grão alcançou US$ 7,77 bilhões, representando pouco mais da metade da receita do agro. O aumento foi de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

O estado responde, sozinho, por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, o que confirma sua liderança absoluta. Os principais destinos continuam sendo os Estados Unidos, Alemanha e Itália, que demandam a alta qualidade do café mineiro.

Ainda segundo a assessora, a expectativa para o fim do ano é superar, mais uma vez, o recorde de vendas dos produtos agropecuários do estado, que alcançaram US$ 17 bilhões no ano passado.

“Esse cenário positivo vem sendo influenciado pela valorização do preço médio dos produtos. Além disso, Minas Gerais mostra capacidade de adaptação com tecnologia no campo e diversidade produtiva, consolidando-se como referência de qualidade, sustentabilidade e competitividade”, complementa.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,6 bilhões com o embarque de 6,5 milhões de toneladas e queda de 15% e 7% respectivamente.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 3,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,5 bilhão com queda de 19,9% na receita. A produção de etanol no mercado interno tem se mostrado mais atrativa para os produtores.

Carnes

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,3 bilhão no período, alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já o volume total ficou em 368,8 mil toneladas.

Produtos florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 765 milhões. O volume embarcado ficou em 1,3 milhão de toneladas.

Governo e agro se reunirão para discutir apoio a quem está sob tarifaço

Ministro Carlos Fávaro e vice-presidente Geraldo Alckmin devem se reunir com representantes do agro na segunda-feira — Foto: Divulgação/Mapa

Governo federal e setores do agronegócio sujeitos ao tarifaço dos Estados Unidos se reunião na segunda-feira (4/8) para discutir medidas de apoio e redução de eventuais danos. Do Poder Executivo, devem participar o vice-presidente e ministro o Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Executivos de quatro segmentos foram chamados para um encontro “reservado e estratégico”. Foi convidado um representante de cada área para o encontro presencial com os ministros: café, pescados, frutas e carne bovina, confirmou a reportagem. Algumas lideranças receberam o convvite diretamente de Alckmin.

Quem ficou de fora da lista de exceções e será taxado em 50% a partir do dia 6 de agosto espera por medidas de socorro. O pacote pode incluir crédito para exportação, conforme mencionado por representantes do agronegócio durante a semana. O setor de pescados foi o primeiro a solicitar, formalmente, R$ 900 milhões em financiamentos subsidiados para capital de giro das empresas.

Exportadores de café mantêm a expectativa de o produto passar para a lista de exceções. A intenção é buscar a negociação bilateral com “senso em urgência” e foco na pauta econômica, disse uma fonte do setor.

Frutas podem ser isentas de tarifa

Nesta sexta-feira (1/8), exportadores de frutas foram avisados que alguns itens também poderão ficar isentos. Informações de pessoas a par das tratativas nos EUA dão conta de que a manga, principal produto do setor exportado para lá, pode ser excluída das sobretaxas de forma geral, não apenas para o Brasil. O cacau também pode ser contemplado pela medida.

Entre produtores brasileiros ainda há dúvidas se a exceção, se confirmada, vai abranger apenas a manga ou demais “frutas tropicais”. Nesse caso, o mamão, segundo item mais embarcado para lá, também poderia ser beneficiado. A uva, no entanto, ficaria fora.

Mais de 37% do valor das exportações brasileiras (US$ 14,5 bilhões, em 2024) diretamente afetado pela sobretaxa dos EUA vem de dos embarques produtos do agronegócio, de acordo com dados do MDIC sobre os 30 principais itens da pauta exportadora nacional para lá. Cerca de US$ 5,4 bilhões são de itens agropecuários ou da indústria alimentícia.

Foram US$ 1,9 bilhão em café, chá, mate e especiarias; US$ 418,8 milhões em preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas; US$ 1 bilhão em carnes e miudezas; US$ 678 milhões em açúcar; US$ 397,2 milhões de preparações de carne, de peixes ou de crustáceos, de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos; US$ 386,2 milhões de gorduras e óleos animais ou vegetais; US$ 329 milhões de preparações alimentícias diversas; e US$ 255 milhões de tabaco.

Procurados, os ministérios ainda não se manifestaram.

Exportações de produtos agropecuários atingem 46,8% do total de MG

Exportações de produtos agropecuários atingem 46,8% do total de MG - Foto: reprodução
Exportações de produtos agropecuários atingem 46,8% do total de MG – Foto: reprodução

As exportações do agronegócio de Minas Gerais continuam registrando recordes e mantendo o setor cada vez mais à frente da mineração em termos de vendas para o exterior. No primeiro quadrimestre deste ano, o agro representou 46,8% do total das exportações do estado.

A receita gerada pela comercialização de produtos agropecuários atingiu US$ 6,5 bilhões, com um volume exportado de 5 milhões de toneladas, conforme levantamento organizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).

Esse resultado consolida o melhor resultado para o período da série histórica, iniciada em 1997. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, observou-se um crescimento de 26% na receita, embora o volume tenha registrado uma leve redução de 6,2%.

O governador em exercício, Mateus Simões, destaca que o desempenho do agro demonstra o tamanho do papel do campo no desenvolvimento da economia mineira e do apoio do Governo de Minas ao setor.

“Fechar o primeiro quadrimestre de 2025 com quase 47% do total das exportações vindas do setor agropecuário é um marco muito relevante para o estado, que reforça o papel do campo na geração de emprego, renda e oportunidades”, disse Mateus Simões.

Projeções em 2025

Com base nos dados do primeiro quadrimestre, e considerando o comportamento sazonal e as tendências de preço, Minas Gerais pode encerrar 2025 com exportações entre US$ 19,5 e US$ 20,5 bilhões, o que consolida o estado como um dos maiores pólos agroexportadores do Brasil. 

“Teremos uma melhor estimativa a partir do fechamento do primeiro semestre, em julho. Esse ponto de inflexão do calendário agrícola é decisivo para avaliar o comportamento das culturas durante a entressafra, bem como os impactos de variações climáticas extremas, logística portuária, conflitos geopolíticos e oscilações nos preços de insumos e de fretes internacionais”, detalhou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.

Minas segue como o terceiro maior estado exportador de produtos agropecuários do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. A produção mineira foi embarcada para 160 países, com destaque para China (23%), Estados Unidos (13%), Alemanha (9%), Itália (6%) e Japão (5%).

Destaques

O café segue como o principal ator das exportações, alcançando US$ 3,9 bilhões em receita e um volume de 10 milhões de sacas comercializadas. Houve um aumento de 70% no valor e redução de 3% no volume, em relação ao quadrimestre do ano anterior. A commodity foi responsável por 60% da receita total do agronegócio mineiro.

A soja, representada pelos grãos, farelo e óleo, registrou receita de US$ 1,1 bilhão e volume de 2,9 milhão de toneladas.

As carnes tiveram aumento de receita e de volume de exportação nas três frentes: bovina, suína e de frango. Ao todo, houve um aumento de 21,4% na receita, totalizando US$ 533 milhões e 158 mil toneladas enviadas para o exterior.

A carne bovina somou US$ 374 milhões e 78 mil toneladas embarcadas, com acréscimos de 19% e 8%, na receita e volume, respectivamente. As vendas de carne suína somaram US$ 24 milhões, com um volume de 11 mil toneladas, sendo que todos os países aumentaram suas compras. O frango totalizou US$ 128 milhões, com um volume de 66 mil toneladas.

Outros produtos

Nesse quadrimestre, os produtos florestais (composto por celulose, papel e madeira) ultrapassaram a receita do complexo sucroalcooleiro e firmaram-se como o quarto principal grupo de produtos exportados do agronegócio.

A receita foi de US$ 339 milhões e volume de 559 mil toneladas. A mudança se deu pela retração dos produtos sucroalcooleiros no período, com queda de 42,5% na receita e de 38% no volume embarcado, totalizando US$ 334 milhões e 711 mil toneladas. 

Exportações do agro em Minas somam US$ 17,1 bilhões em 2024, melhor resultado desde 1997

Exportações do agro em Minas somam US$ 17,1 bilhões em 2024, melhor resultado desde 1997 - Foto: reprodução
Exportações do agro em Minas somam US$ 17,1 bilhões em 2024, melhor resultado desde 1997 – Foto: reprodução

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram o valor recorde de US$ 17,1 bilhões em 2024. O resultado foi o melhor das vendas externas dos produtos com origem no campo desde 1997. O desempenho superou em 2,5% a receita da mineração, segmento tradicionalmente dominante das exportações do estado, que alcançou US$ 15,7 bilhões no ano passado.

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita teve acréscimo de 19,2%, na comparação com o mesmo período de 2023. Os embarques de produtos agropecuários de Minas Gerais representaram cerca de 42% da pauta mineira de exportação, conforme balanço divulgado pelo governo do estado.

Além do valor, o volume cresceu 8%, com o embarque de 17 milhões de toneladas, também se destacando como o maior já comercializado, de acordo com o Executivo. No ranking nacional dos estados exportadores de produtos agropecuários, Minas Gerais subiu uma posição e agora ocupa o quarto lugar, ultrapassando o Rio Grande do Sul.

Em relação ao comércio com a União Europeia, o estado foi o principal fornecedor de produtos do agro, contabilizando US$ 4,4 bilhões de dólares, superando o estado de São Paulo. A pauta exportada pelo agronegócio mineiro engloba um mix de 644 diferentes produtos agropecuários, que foram enviados para 175 países.

Os principais destinos foram a China (US$ 4,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão), Alemanha (US$ 1,4 bilhão), Bélgica (US$ 788 milhões) e Itália (US$ 726 milhões).

Café segue tradição
O café manteve a escrita e foi o carro-chefe das exportações do agro mineiro. A valorização do dólar e a redução dos estoques dos principais países produtores puxaram para cima a cotação na bolsa, influenciando o cenário de comercialização.

Em 2024, o café registrou seu melhor desempenho em receita e volume embarcados com US$ 7,9 bilhões e 31 milhões de sacas. A commodity representou 46,1% do total comercializado no ano passado, afirmou o governo.

Outras culturas

O complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou queda de 10,2% na receita e aumento de 7,1% no volume. O resultado foi de US$ 3,2 bilhões e 7,2 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro manteve-se na terceira posição, entre os principais produtos do agro, com a marca de US$ 2,5 bilhões e 5,2 milhões de toneladas.

No caso das carnes, todas as proteínas – bovina, frango e suína – obtiveram crescimento em receita e volume. O setor alcançou US$ 1,7 bilhão e 502 mil toneladas. Já no setor florestal, o setor atingiu o recorde em receita de US$ 1,1 bilhão e 1,7 milhão de toneladas.

Governo de Minas e BDMG anunciam R$ 1,4 bilhão em crédito para cooperativas, produtores e empresas do agro mineiro

Governo de Minas e BDMG anunciam R$ 1,4 bilhão em crédito para cooperativas, produtores e empresas do agro mineiro - Foto: Gil Leonardi
Governo de Minas e BDMG anunciam R$ 1,4 bilhão em crédito para cooperativas, produtores e empresas do agro mineiro – Foto: Gil Leonardi

O Governo de Minas , por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), anunciou, nesta segunda-feira (26/8), R$ 1,4 bilhão em crédito para financiar o agronegócio do estado na nova Safra 2024/2025. Este é o maior valor já desembolsado pelo banco para o setor.

O volume de recursos é 15% superior ao total liberado pelo banco na última safra (R$ 1,23 bilhão). Os créditos chegarão às cooperativas, produtores e empresas, incentivando o agronegócio no estado, que representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, segundo a Fundação João Pinheiro (FJP).

O governador Romeu Zema destacou o crescimento do agronegócio no estado e o papel importante do BDMG no desenvolvimento do setor.

“Nosso banco tem dado todo o apoio necessário ao setor, o que não ocorria anteriormente. Em nossa gestão, passamos a financiar o produtor rural, trazendo facilidades e condições para que ele cresça, o que também resultou no crescimento do banco. Dessa forma, todos saem ganhando”, frisou.

“Vale lembrar que nossa produção agropecuária está cada vez mais diversificada, com novos produtos sendo introduzidos em todas as regiões do estado. E isso contribui para a criação de empregos e o desenvolvimento, econômico e social, de Minas”, acrescentou o governador Romeu Zema.

O evento contou ainda com a presença de produtores rurais, empresários, representantes de cooperativas e autoridades. 

Plano Safra 

Por meio do Plano Safra, o BDMG vai disponibilizar R$ 228 milhões em financiamentos em nove linhas de crédito destinadas a empresas e cooperativas. 

“Quando o Estado impulsiona o setor privado, estamos diante da melhor forma de gerar emprego e melhorar a qualidade de vida da população. E é por manter esse foco que, nesse Governo, Minas caminha a passos largos na economia”, apontou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Fernando Passalio.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thales Fernandes, os resultados evidenciam que os instrumentos de política agrícola, como a extensão rural e assistência técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais Emater-MG – empresa vinculada à Seapa –, pesquisa agropecuária liderada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e defesa agropecuária conduzida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), além do crédito rural via BDMG, são prioridades para o Governo de Minas.

“Isso tem impulsionado o desenvolvimento do setor, que cresce a cada ano e gera emprego e renda para os mineiros”, pontuou.

Mais desenvolvimento para o agro

O BDMG, vinculado à Sede-MG, oferece linhas de crédito para armazenagem de grãos; incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais; incentivo à agricultura sustentável, modernização da agricultura, entre outras iniciativas, e utiliza recursos do Plano Safra, Funcafé, LCA, além de capital próprio. 

O presidente do banco, Gabriel Viégas Neto, lembra que o setor agro representa cerca de 40% de todos os financiamentos realizados pelo banco nos últimos 12 meses, o que reforça a contribuição da instituição para o fomento do setor. 

“O BDMG garante o suporte aos produtores mineiros. Cada crédito se converte em mais desenvolvimento regional, emprego e renda na ponta, o que repercute em todas as regiões do estado”, afirmou.

Na última safra, 20% dos financiamentos contratados pelo Plano Safra foram para construção de armazéns. 

Em um deles, a Cooperativa dos Produtores Rurais do Prata (Cooprata), no Triângulo Mineiro, que reúne 1.850 associados na produção de laticínios, buscou o apoio do banco para a construção de quatro silos. Com o novo negócio, o faturamento da cooperativa vai aumentar em 20% no primeiro ano de operação.

“Os silos vão baratear o transporte dos produtores que irão pagar menos frete para descarregar a produção, além de diminuir o custo dos que precisavam se deslocar para cidades vizinhas para estocar milho, soja e sorgo”, explicou o administrador financeiro da Cooprata, Valdenir Moura. 

Café em alta 

Para apoiar a produção de café, setor em que Minas é líder nacional, o BDMG oferece três tipos de crédito: Comercialização – que permite financiar cooperativas em valor equivalente à quantidade de produto armazenado para venda futura em melhores condições de mercado; o FAC – para a compra do café diretamente dos produtores rurais; e Capital de Giro. Ao todo, serão R$ 231,7 milhões na nova safra. 

Desde o ano safra 2018/2019, o BDMG desembolsa 100% dos recursos do Funcafé destinados ao banco e, nos últimos 10 anos, já são R$ 2,2 bilhões liberados nesta linha. 

A partir dos recursos captados junto ao BDMG, a MinaSul, localizada em Varginha, no Sul do estado, e a segunda maior cooperativa exportadora de café no Brasil, garante acesso ao crédito com baixo custo aos seus 10 mil associados. O diretor financeiro da cooperativa, Marcelo Ramos, ressaltou que o banco tem papel decisivo no fomento ao pequeno produtor.

“Todo o recurso que o BDMG disponibiliza é de apoio ao cooperado. O Funcafé nos permite comprar direto do produtor e, assim, dar liquidez quando desejamos vender o produto. A linha de estocagem garante que o produtor possa armazenar o café para vender depois, quando ele espera que o preço vá melhorar no futuro. O crédito que captamos junto ao BDMG tem taxas mais baixas em relação ao mercado e prazos adequados”, disse Ramos.  

Também durante o evento produtores rurais e cooperativas mineiras que já foram atendidas com crédito do BDMG receberam homenagem.

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