Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Anvisa suspende venda de água Mamba Water após detecção de bactéria

Anvisa suspende venda de água Mamba Water após detecção de bactéria – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water, de 350 ml. A agência apontou a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante análises realizadas pela própria fabricante, conforme publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16/7).

É o terceiro episódio envolvendo a bactéria nos últimos quatro meses. Em abril, a agência anunciou a suspensão de distribuição de 100 lotes de produtos da Ypê, caso que teve outros desdobramentos no último mês. Ainda em junho, a Anvisa comunicou o recolhimento de um lote da água mineral Crystal pelo mesmo motivo.

No caso da água mineral, a fabricante HNJ BR Indústria de Bebidas Ltda, conhecida pelo nome Mamba Water, comunicou o recolhimento voluntário após identificar o problema. “A iniciativa ocorre após a identificação, em análises de controle de rotina, de resultado fora do padrão microbiológico esperado, com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. Trata-se de ocorrência pontual”, informou a marca em nota.

Os lotes afetados da Mamba Water são os com fim 13 e 14, fabricados em 3 e 4 de abril de 2026, com validade prevista até 3 e 4 de abril de 2027, respectivamente. “Embora não haja registros de eventos adversos à saúde associados a esses lotes, em casos específicos, seu consumo pode eventualmente representar risco à saúde”, declarou a marca.

Conforme decisão, a Anvisa proibiu a venda, a distribuição e o uso desses produtos.

Energético suspenso

Também nesta quinta-feira (16/7), a agência comunicou a suspensão de fabricação, distribuição, divulgação e uso de energéticos Mister Hemp. A decisão abrange todos os energéticos da marca.

A resolução aponta duas irregularidades: o fabricante não realizou estudos de estabilidade capazes de garantir a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o fim do prazo de validade; e não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).

A reportagem busca contato com a representação da marca. O espaço segue aberto. 

“Rio morto”: moradores denunciam poluição e forte mau cheiro no rio Pindaíba, em Alpinópolis

Um vídeo gravado há algumas semanas por um morador de Alpinópolis (MG) tem chamado atenção para a situação do rio Canaã, popularmente conhecido como rio Pindaíba. Nas imagens, a água aparece escura, com espuma acumulada em alguns pontos e sinais de poluição. Segundo o denunciante Marcos Túlio, o problema estaria relacionado ao descarte irregular de dejetos de gado no curso d’água, situação que, segundo ele, ocorre há mais de uma década.

De acordo com o relato, resíduos provenientes da lavagem de currais estariam sendo despejados diretamente no rio.

“Estão fazendo descarte de esgoto de gado dentro do rio. O gado faz xixi e defeca, e depois eles lavam o curral e fazem o descarte desse material diretamente no rio. Em hipótese nenhuma poderia tá sendo jogado dentro do rio. Ele é um rio bem extenso, ele vai desaguar lá no rio de Furnas”, afirmou.

O denunciante relata que a situação vem se agravando ao longo dos anos e que atualmente os episódios seriam frequentes, acontecendo praticamente todos os dias.

“Já tem mais de 10 anos que isso está acontecendo. Antigamente acontecia uma vez no mês, quando começou. Aí depois passou três, quatro, agora acontece isso aqui todo dia, e ninguém toma providência. Até lá em cima tem espuma”, disse.

Segundo Marcos Túlio, além da coloração escura da água, o cheiro no local é forte e constante. “A situação ainda continua, a água suja, fedida, assemelhando-se a um rio morto. Estão jogando chorume de gado no rio”, afirmou.

Em outro trecho do relato, ele descreve as condições do rio nos dias em que o descarte seria mais intenso.

“Às vezes a água fica bem mais escura, sobe espuma lá também, a situação fica bem pior. E fede, fede muito, é muito fedido. É cheiro de cocô de vaca mesmo, misturado com xixi. E até produto químico deve ter no meio disso, porque o cheiro fica muito diferente”, relatou.

O morador também demonstrou preocupação com os impactos ambientais causados pela situação e lamentou a degradação de um local que, segundo ele, marcou sua infância.

“Um local onde eu tenho memória da minha infância, de vir aqui, de ver a água limpa, de nadar, de pescar. Agora chega um dia de calor, a gente quer entrar dentro da água, não tem como, porque a água está suja, a água tá fedendo. E ninguém toma providência, ninguém faz nada”, declarou.

Marcos Túlio compara a situação do rio à poluição histórica do Rio Tietê, em São Paulo. “O rio Pindaíba tá virando um Rio Tietê. Um Rio Tietê com fezes de vaca e daqui a um dia estão jogando esgoto de gente também aqui”, afirmou.

Além da poluição causada pelos supostos descartes, ele aponta outro problema ambiental enfrentado pelo rio: a retirada excessiva de água para irrigação, principalmente em períodos de estiagem.

“Outro grande problema que acontece é a questão da irrigação no período de estiagem. O nível do rio está baixando absurdamente, porque eles colocam aqueles pivô de irrigação dentro do rio para poder estar fazendo a irrigação da lavoura deles e abaixa o volume de água drasticamente. Todo ano a água diminui um pouco mais”, relatou.

Segundo o denunciante, diversas tentativas de acionar órgãos responsáveis já foram feitas ao longo dos anos. Ele afirma ter procurado a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Polícia Militar Ambiental, o Ministério Público e até o prefeito do município.

“Já procurei os órgãos, já procurei a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Alpinópolis. Conversei por duas vezes. Na primeira vez, eles falaram que esse problema estava sendo recorrente. Pela segunda vez, falaram que iam fazer visita nas fazendas para poder ver essa questão, mas de toda forma não resolveu”, contou.

Ele também criticou as exigências feitas para o registro das denúncias.

“Já fiz denúncias também na Polícia Ambiental, e sempre que a gente faz denúncia, eles falam que a gente precisa tá enviando fotos, vídeos do local, a localização exata e o nome do proprietário da fazenda que está fazendo. Eu, um cidadão comum, não tenho condições de invadir uma propriedade de alguém”, afirmou.

Sobre as denúncias encaminhadas ao Ministério Público, Marcos Túlio disse que até hoje não viu resultados concretos.

“A resposta que eu tenho é que eles vão encaminhar para a Polícia Civil para eles abrirem um inquérito policial para estar investigando. Mas até hoje eu nunca tive notícia de nenhum inquérito, não estou sabendo de nenhuma investigação que está ocorrendo também e não vi nenhum resultado efetivo”, declarou.

O denunciante também afirma que outras pessoas já tentaram chamar a atenção das autoridades para o problema.

“Muitas pessoas tentaram tomar alguma providência, já levaram ao conhecimento da prefeitura, na Polícia Ambiental também e eles não fazem nada”, disse.

Ao final do desabafo, ele fez um apelo pela preservação do rio.

“Carreguei essa revolta em silêncio por muito tempo, mas esse mesmo silêncio está me machucando, tá doendo, me entristecendo, por ver tudo isso e não possuir condições de fazer mais. O que consigo fazer é isso, expor, levar a conhecimento de outros, cobrar esclarecimentos”, afirmou.

“O rio Pindaíba/Canaã é nosso patrimônio, é nossa riqueza, preservar ele é um dever de todos, sem exceção.”

O Jornal Folha Regional entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura de Alpinópolis, mas até o momento da publicação dessa reportagem, não obteve retorno.

Operação contra uso irregular de recursos hídricos aplica mais de R$ 200 mil em multas em Carmo do Rio Claro e Alfenas

Operação contra uso irregular de recursos hídricos aplica mais de R$ 200 mil em multas em Carmo do Rio Claro e Alfenas – Foto: divulgação

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realizou, nesta semana, uma operação de fiscalização voltada ao uso de recursos hídricos nos municípios de Alfenas e Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas. A ação teve como objetivo identificar irregularidades em propriedades rurais e resultou na aplicação de multas que ultrapassam R$ 200 mil.

Ao todo, foram fiscalizados 21 imóveis rurais. A definição dos alvos da operação foi baseada em processos de sensoriamento remoto e na demarcação de áreas com pivôs centrais de irrigação.

De acordo com o chefe da Unidade Regional de Fiscalização Sul da Semad, Elias Venâncio Chagas, o planejamento da operação contou com informações de bases de dados oficiais e o uso de tecnologias avançadas para tornar a fiscalização mais precisa.

“O cruzamento de informações provenientes de bases de dados oficiais, associado ao emprego de técnicas de sensoriamento remoto e ferramentas de geoprocessamento, possibilitou o refinamento dos alvos previamente definidos, direcionando as ações de campo às utilizações de recursos hídricos com maior relevância em termos de consumo consuntivo”, explica.

A metodologia utilizada permitiu delimitar áreas responsáveis pela irrigação de aproximadamente 650 hectares.

Durante a operação, os fiscais identificaram diversas irregularidades, entre elas a ausência de outorga para captação de águas superficiais, captações realizadas em desacordo com as vazões autorizadas e a falta de equipamentos para aferição de vazão e tempo de captação, exigidos pela legislação vigente.

Segundo Elias Venâncio, o uso inadequado ou excessivo da água pode comprometer a disponibilidade hídrica e gerar impactos ambientais significativos.

“As irregularidades alteram os regimes naturais dos cursos d’água, degradam ecossistemas associados e causam impactos ambientais de elevada magnitude”, destaca.

Denúncia

A população pode contribuir no monitoramento e na denúncia de práticas suspeitas ou irregulares utilizando os Canais Oficiais do órgão ambiental, LigMinas, pelo número 155, opção 7. Também podem ser feitas de forma on-line, clicando aqui para registrar a ocorrência.

Nestes canais é possível realizar o registro de denúncias ambientais de forma simples, segura e transparente, além de acompanhar o andamento da solicitação.

Acesse também o portal da Semad e confira outras informações sobre fiscalização ambiental, clicando aqui.

Prefeitura de Bambuí admite erro e diz que pacientes receberam água destilada no lugar da vacina da gripe

Prefeitura de Bambuí admite erro e diz que pacientes receberam água destilada no lugar da vacina da gripe – Foto: reprodução

A Prefeitura de Bambuí, município localizado no Centro-Oeste mineiro, a cerca de 190 quilômetros de Passos, informou por meio de nota oficial que houve uma falha durante a campanha de vacinação contra a gripe realizada no município.

Segundo o comunicado divulgado nas redes sociais da administração municipal, o problema ocorreu na última segunda-feira (4), durante atendimentos feitos a pacientes acamados vinculados ao PSF Aparecida dos Açudes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, parte dos pacientes recebeu aplicação de água destilada em vez da vacina contra a influenza. A prefeitura destacou, porém, que não há riscos à saúde das pessoas atendidas.

Ainda conforme a nota, a água destilada utilizada é um produto estéril empregado rotineiramente na área da saúde para preparo e diluição de medicamentos e vacinas, sem presença de substâncias tóxicas ou prejudiciais ao organismo. O município ressaltou que o problema consistiu na não aplicação do imunizante contra a gripe, e não na administração de uma substância perigosa.

A prefeitura informou que 42 pacientes acamados foram atingidos pela falha. Após a identificação do caso, a Secretaria de Saúde iniciou procedimentos de apuração e adotou medidas administrativas imediatas.

A técnica de enfermagem responsável pela aplicação foi desligada das funções. Segundo a administração municipal, ela era funcionária de uma empresa terceirizada contratada pela prefeitura. O Executivo não informou detalhes sobre a conduta da profissional.

O município afirmou ainda que todos os pacientes envolvidos estão sendo comunicados e receberão a dose correta da vacina em suas próprias residências.

Além disso, a Secretaria de Saúde informou que está reforçando os protocolos de conferência, armazenamento e aplicação de vacinas em toda a rede municipal, com o objetivo de evitar novos episódios semelhantes.

Em nota, a prefeitura afirmou compreender a preocupação da população e declarou que a situação está sendo tratada com “transparência, responsabilidade e rapidez”, reforçando o compromisso com a saúde pública e a segurança dos pacientes.

O caso ganhou repercussão após a divulgação oficial do município. Segundo o Ministério da Saúde, o processo de distribuição de vacinas no Brasil envolve um sistema logístico rigoroso, realizado em parceria entre União, estados e municípios. As doses são armazenadas sob temperaturas controladas, transportadas por vias aérea e terrestre e monitoradas em tempo real para garantir a qualidade dos imunizantes até a aplicação nas unidades de saúde.

‘Produtor de Água’: Minas sai na frente e vira exemplo para o Brasil

MAIS – DO DIA – EXTREMA – MG . PLANTANDO AGUA SAO SOLUCOES PARA SOLUCIONAR A RECUPERACAO DE NASCENTES , REFLORESTAMENTO E ACOES QUE PODEM CONTRIBUIR PARA AMENIZAR OS EFEITOS DAS MUDANCAS CLINATICAS . NA FOTO : CACHOEIRA – EXTREMA FOTOS : FRED MAGNO

Dizem que o que dá certo em Minas dá certo no Brasil inteiro, graças à sua diversidade social e geográfica. Em tempos de emergência climática, o estado decidiu assumir a frente e oficializou, no dia 14 de agosto, a criação do Programa Produtor de Água de Minas Gerais. A proposta é apoiar produtores rurais com incentivos financeiros e assistência técnica para proteger propriedades, áreas ambientais estratégicas e, ao mesmo tempo, “produzir” água, com recuperação de nascentes, melhoria da fertilidade do solo e preservação da biodiversidade.

A medida, inédita no país, foi instituída por meio de resolução conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). A iniciativa, segundo o subsecretário de Gestão Ambiental da Semad, Diogo Melo Franco, é estratégica para enfrentar as mudanças climáticas e garantir segurança hídrica.

“Minas é um estado extenso, com enorme número de produtores rurais. Aqui nascem rios fundamentais para o Brasil como o São Francisco, o Rio Doce, o Jequitinhonha, o Paraíba do Sul e o Rio Grande. A Serra da Mantiqueira, por exemplo, abastece o Sistema Cantareira, em São Paulo. Então, o que fazemos aqui impacta o país inteiro. Minas não apenas armazena, mas gera água”, destaca Diogo.

Criado há mais de 20 anos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Produtor de Água já atua em várias bacias brasileiras, incentivando a adoção de boas práticas ambientais no campo. A diferença é que Minas Gerais foi o primeiro estado a assumir oficialmente a metodologia, transformando-a em política pública estadual.

Para o superintendente adjunto de Planos, Programas e Projetos da ANA, Henrique Veiga, a medida representa um marco. “Isso nos alegra sobremaneira. Minas é o primeiro estado a incorporar o programa dessa forma, e isso faz parte da estratégia de descentralização e transferência dessa metodologia”, afirma. 

Ele lembra que, nos últimos anos, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre ANA, IEF, Semad e Igam para fortalecer o programa no estado. “O objetivo era criar um modelo próprio, apelidado até de Produtor de Água ‘Pão de Queijo’, numa referência bem mineira”, brinca.

A diretora de conservação e recuperação de ecossistemas do IEF, Marina Dias, também comemorou a conquista. “Em Minas, o diferencial do programa é a promoção da regularização ambiental dos imóveis rurais, que vai contribuir para a implementação do Código Florestal”, destaca.

Na prática, a resolução significa uma oportunidade de integrar iniciativas já existentes, dar visibilidade a projetos locais e estimular novas ações de conservação. “Ele tem esse caráter guarda-chuva. Pode funcionar sozinho, mas também se soma a outras iniciativas. Aqui, em Minas, há um arranjo com o IEF, Igam, Secretaria de Meio Ambiente, Emater, cooperativas, prefeituras e empresas privadas. Onde já existe organização local, a chance de sucesso é ainda maior”, explica o subsecretário de Meio Ambiente.

Para viabilizar o programa, o governo mineiro vai contar com recursos públicos e privados. “Um exemplo é o programa de conversão de multas ambientais. Metade desse valor será direcionada ao Produtor de Água. Para 2026, a perspectiva para financiamento é positiva”, projeta Franco. 

Produtores rurais são os protagonistas

‘Produtor de Água’: Minas sai na frente e vira exemplo para o Brasil – Foto: Fred Magno

O superintendente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Henrique Veiga, explica que um dos diferenciais da metodologia do programa é o protagonismo do produtor rural. “Ao adotar práticas sustentáveis, ele garante a perenidade dos rios e nascentes”, afirmou.

Para estimular esse engajamento, o programa prevê o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), um incentivo financeiro destinado a produtores que adotam práticas de preservação do solo e da água.

Cada projeto define sua própria tabela de remuneração, mas, em média, os valores variam de R$ 300 a R$ 400 por hectare ao ano. “O objetivo não é gerar enriquecimento, mas reconhecer o esforço do produtor para a preservação e garantir a continuidade das ações sustentáveis”, explica Veiga.

A metodologia não se restringe ao reflorestamento, ela se adapta às necessidades locais. “Em regiões com risco de incêndios, por exemplo, quem realiza o manejo integrado do fogo também é remunerado”, explica Veiga.

Ganhar escala é o desafio

Desde a criação do Programa Produtor de Água, em 2004, Minas Gerais tornou-se parceiro estratégico na validação das metodologias em campo. O Conservador das Águas, em Extrema, foi o primeiro. A partir dessa experiência, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) passou a se estruturar tecnicamente e a apoiar diretamente outros municípios, por meio de chamamentos públicos, oferecendo suporte tanto financeiro quanto técnico.

Hoje, Minas Gerais reúne 34 iniciativas de conservação, sendo 29 em execução, que já beneficiam 95 municípios. Entre os resultados alcançados estão a preservação de 6.000 hectares, a recuperação de 1.750 hectares de vegetação, a construção de mais de 5.000 barraginhas, 870 km de terraços e 208 km de estradas adequadas, além de 273 fossas sépticas.

“Minas pode ser um estado do agro, que produz alimento de qualidade, combate mudanças climáticas, produz água, protege a biodiversidade e garante renda. Isso não é utopia, já existem exemplos concretos, aqui e no mundo. O que precisamos é dar escala a eles”, conclui o subsecretário de Gestão Ambiental da Semad, Diogo Melo Franco. 

Copasa investe e moderniza sistema de abastecimento de água em Ibiraci

Copasa investe e moderniza sistema de abastecimento de água em Ibiraci – Foto: reprodução

Ibiraci (MG) foi contemplado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) com investimentos para modernizar a Estação de Tratamento de Água (ETA). As melhorias, realizadas entre o final de julho e início de agosto, proporcionaram mais eficiência na qualidade da água tratada, beneficiando toda a população.

As intervenções consistiram na substituição das placas antigas de fibrocimento por lamelas do decantador. As peças são responsáveis por ampliar a capacidade de sedimentação da estrutura. O objetivo é levar para o fundo do tanque as partículas sólidas suspensas na água durante a decantação, um dos processos pelo qual o líquido passa até se tornar potável.

A medida otimizou a operação do sistema de abastecimento, conforme explicou o gerente de Produção e Tratamento de Água da Copasa, Lázaro Oliveira. “A ação proporciona maior eficiência no processo de decantação, possibilitando que a água passe pelos filtros sem causar sua sobrecarga, assegurando a qualidade e os padrões exigidos pelo Ministério da Saúde”, disse.

Os moradores comemoraram a iniciativa, conforme afirmou o agricultor Tiago Rodrigues, que vive há 39 anos em Ibiraci. “Considero importante o investimento em melhorias, porque água e esgoto são serviços essenciais para a população. Esse aprimoramento, com certeza, trará benefícios para a saúde e bem-estar de todos”, afirmou.

Entenda o processo

Depois de ser captada no córrego do Ouro e no Ribeirão Massaranduba, a água consumida pela população de Ibiraci segue para a ETA, onde é submetida ao tratamento convencional. A técnica química de produção da Copasa, Aline Barbosa, explicou o passo a passo do processo.

“Primeiro, é realizada a coagulação, que consiste na adição das substâncias capazes de reunir os pontos de sujeira. Já o agrupamento das partículas sólidas é o estágio da floculação. Em seguida vem a decantação, quando esses flocos ganham consistência, afundam e se solidificam no fundo do tanque”, pontuou.

O ciclo seguinte é a filtração, quando a água passa para tanques que contêm camadas de areia, antracito, cascalho, entre outros diferentes agentes naturais, que retêm a sujeira ainda presente. “Esse passo é precedido pela desinfecção, ponto em que cloro é adicionado aos tanques com intuito de exterminar quaisquer microrganismos que possam prejudicar a saúde”, completou Aline.

A ETA de Ibiraci tem capacidade para tratar até 32 litros de água por segundo. Em média, diariamente, são fornecidos cerca de 1,6 milhão de litros aos 3.508 imóveis, por meio dos cinco reservatórios que que asseguram a eficiência no abastecimento da população.

VÍDEO | Sem água em casa, mulher toma banho em posto da Copasa e protesto viraliza nas redes sociais

Um protesto inusitado chamou a atenção de moradores de Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais, na tarde desta terça-feira (29). Revoltada com a falta de água em casa, uma mulher decidiu tomar banho usando o bebedouro de uma loja da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), localizada no município.

A cena foi registrada por populares e circula nas redes sociais, gerando debate e indignação. No vídeo, a mulher aparece visivelmente irritada, segurando um caneco e uma barra de sabão, enquanto se banha com a água do bebedouro. “Eu preciso tomar banho, lá em casa não tem água. Tô desde sábado sem água. Tem água pra nada lá, nem pra tomar um café”, desabafou, enquanto se jogava água no corpo, sob olhares de espanto e risos de quem estava no local.

O gesto, além de protesto, expôs um problema recorrente relatado por moradores da cidade: o fornecimento irregular de água. Segundo relatos, diversas regiões de Teófilo Otoni enfrentam cortes frequentes no abastecimento, sem explicações claras da Copasa.

Até o momento, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais não se manifestou oficialmente sobre o episódio, nem sobre os motivos da instabilidade no serviço. A população cobra respostas e medidas urgentes para restabelecer o fornecimento.

A atitude da mulher gerou repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns consideraram o ato uma forma legítima de protesto diante da precariedade dos serviços públicos, outros criticaram o uso do espaço da empresa para manifestações individuais.

Via: Bahia Extremosul

Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos – Foto: reprodução

A prevenção das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) passa, principalmente, por hábitos simples de higiene. Neste sentido, o trabalho integrado entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde é fundamental para proteger a população.

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destaca que o papel das equipes de saúde vai além do atendimento clínico, abrangendo ações de promoção da saúde, análise de risco e resposta rápida a possíveis surtos.

A referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, João Pedro Evangelista, reforça a importância dos cuidados básicos com a higiene no dia a dia.

“As medidas mais simples são as mais eficazes. Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar adequadamente os alimentos, armazená-los na temperatura correta e higienizar frutas e verduras fazem toda a diferença para evitar essas doenças”, explica o técnico da SES-MG, João Pedro Evangelista.

Sobre as doenças

As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas e se manifestam por meio de aumento no número de evacuações, geralmente mais de três vezes ao dia, com fezes líquidas ou pastosas, e duração de até 14 dias.

A principal preocupação é com crianças menores de 5 anos e idosos com mais de 60, por apresentarem maior risco de desidratação.

Em 2025, já foram registrados 386.447 casos de DDA nas unidades de saúde monitoradas em Minas Gerais. Em 2024, foram notificados 822.036 casos.

Já as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas. Crianças, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas demandam atenção especial.

Essas doenças são mais comuns em áreas com falhas na cadeia de produção e conservação de alimentos, e os surtos geralmente ocorrem em locais populosos ou onde há precariedade na preparação de alimentos e no acesso à água potável.

Em 2023, foram registrados 1.667 casos por DTHA. Em 2024, até o momento, já são 5.823 casos.

Cuidados e tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para essas doenças, com atendimento disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades hospitalares. A hidratação com água, sucos, chás e o uso do soro de reidratação oral (SRO) são essenciais. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação para reposição intravenosa de líquidos e tratamento das complicações.

João Pedro salienta que é importante a atenção aos sinais de alerta.“É preciso oferecer líquidos com frequência e estar atento a sinais como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor agravamento dos sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde”.

Ações da SES-MG

A SES-MG atua junto aos municípios com ações de prevenção e promoção da saúde, priorizando capacitações, apoio técnico e distribuição de materiais informativos. A estratégia é reforçada em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica, como os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Estado também orienta os municípios quanto aos protocolos de manejo clínico, coleta de amostras e notificação de casos. A notificação é uma ferramenta essencial para identificar surtos, investigar fontes de contaminação, implantar medidas de controle e definir políticas públicas de saúde mais eficazes. 

Tarifas de água e esgoto terão reajuste de 5,5% em Passos

Tarifas de água e esgoto terão reajuste de 5,5% em Passos - Foto: reprodução
Tarifas de água e esgoto terão reajuste de 5,5% em Passos – Foto: reprodução

A Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (Arisb-MG) revisou as tarifas de água e de esgoto em todas as faixas de consumo e categorias de usuários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Passos. As novas tarifas devem entrar em vigor em até 30 dias.

Segundo a resolução da agência reguladora, publicada no último sábado, 31 de maio, será aplicado o percentual de 5,55%, linearmente, aos atuais valores aplicados no Saae, além de aumento no percentual de cobrança para 70% do valor da tarifa de água para os usuários atendidos com o serviço de esgotamento sanitário.

Conforme a agência, as tarifas, compostas por água e esgoto, são categorizadas por: social, residencial, comercial e industrial, e pública. O valor atualizado em cada categoria consta na tabela.

Segundo a resolução do Arisb-MG, o Saae de Passos deverá disponibilizar, em ambiente de fácil acesso, tanto no setor responsável pelo atendimento ao usuário, quanto em seu sítio na internet, a tabela onde constam os novos valores estabelecidos, conferindo ao tema ampla divulgação.

A resolução determina ainda que o Saae de Passos deverá obedecer ao prazo mínimo de 30 dias para iniciar as leituras/medições que precederão a emissão das respectivas contas/faturas em que constem os valores modificados das tarifas.

TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO – SAAE PASSOS
CATEGORIAÁGUAESGOTO
Tarifa atual / Tarifa revisadaTarifa atual / Tarifa revisada
Residencial      13,45                       14,20       6,73                          9,94
Social       6,37                          7,10       3,37                          4,97
Comercial e Industrial      19,26                       20,33       9,63                         14,23
Pública      15,34                       16,19       7,67                         11,33
Fonte: Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (Arisb-MG)

Via: Clic Folha

VÍDEO | Vereador coloca laxante na água de adversário durante sessão em Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí

O vereador Carlos Roberto Dias, conhecido popularmente como Gato, publicou em suas redes sociais na tarde da última segunda-feira (26), um vídeo onde confessa ter colocado laxante na água do também vereador Benedito Raimundo Ribeiro, o Dito, durante uma sessão na Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí (MG).

No vídeo de quase cinco minutos, Carlos Roberto afirma que queria tirar o colega da reunião, para que ele ‘parasse de encher o saco’. Ele diz ainda que não teria feito por maldade e pede desculpas ao colega. “Eu não fiz por maldade, eu fiz uma brincadeira com você. (…) Essa brincadeira acho que saiu bem caro, eu peço desculpa pra você, peço desculpa pelo que fiz com você”.

O vereador Benedito Raimundo Ribeiro relatou que a água dele estava com o sabor alterado. A água é fornecida em copos descartáveis e cada vereador tem direito a dois copos. No dia seguinte, a Câmara instaurou uma sindicância interna. Os depoimentos foram colhidos na segunda-feira.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí, Antônio Longuinho, Carlos confirmou em depoimento ter colocado laxante na água de Benedito.

Em nota o PL diz que repudia o ato e trata-se “de um ato de gravidade absoluta, que extrapola os limites da disputa política”. Além disso, o PL cobra uma posição imediata do União Brasil, partido do vereador que teria batizado a água, e também da Mesa Diretora da Câmara.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.