Médico encontrado disfarçado de barba e óculos em SP é condenado por violência sexual contra paciente em Alfenas – Foto: divulgação
O médico-cirurgião Hudson de Almeida, que foi preso em julho disfarçado de barba e óculos em São Paulo, foi condenado por violação sexual mediante fraude contra uma paciente. Ele é suspeito de abusar de pelo menos outras 10 mulheres em Alfenas (MG).
Segundo a sentença do juiz Elias Aparecido de Oliveira, Hudson foi condenado a três anos e seis meses de prisão. Ele não poderá recorrer em liberdade. Esta condenação é referente aos crimes cometidos contra uma das 11 vítimas.
Além da prisão, o médico-cirurgião deverá pagar uma reparação por danos morais de R$ 30 mil. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros de 1% ao mês.
De acordo com o advogado da vítima, Diogo Cassiano Fernandes, apesar da condenação do médico, a sentença foi abaixo da esperada.
“Em teste de DNA foi identificado que o acusado de fato praticou a conjunção carnal com a vítima, onde, por meio de suas atitudes previamente arquitetadas, foi possível identificar pelo Juiz da causa a fraude praticada no intuito de aproveitar-se da vulnerabilidade da paciente que acreditava estar se passando em apenas mais uma consulta, quando foi covardemente violada. […] A pena seria próxima da máxima, 6 anos, o que foi bem abaixo do esperado pela acusação”.
Médico encontrado disfarçado de barba e óculos em SP é condenado por violência sexual contra paciente em Alfenas – Foto: divulgação
Por meio de nota, a defesa de Hudson de Almeida informou que receberam com surpresa a sentença condenatória e afirmaram que entrarão com recurso.
“A sentença não representa a realidade dos fatos e das provas produzidas no interim da instrução processual, pelo que dela iremos interpor o concernente recurso”.
Quem é Hudson de Almeida?
Suspeito de abusar de pelo menos onze mulheres, Hudson de Almeida tem 56 anos, é médico e cirurgião plástico em Alfenas (MG). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o médico era procurado desde abril, quando foi expedido um mandado de prisão por crime de violação sexual mediante fraude.
Conforme o currículo Lattes, ele possui graduação em Medicina Humana. No Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG), o médico foi registrado nas especialidades de Cirurgia Plástica e Cirurgia Geral.
Hudson de Almeida cumpriu especialização e residência médica no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), e Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas (MG); neste último, atuou também como médico.
Médico encontrado disfarçado de barba e óculos em SP é condenado por violência sexual contra paciente em MG — Foto: Reprodução
Na carreira acadêmica, era frequentador de congressos de estudos, com diversas publicações de artigos na área da Saúde. Também é membro da Associação Médica de Pouso Alegre.
Hudson também foi professor universitário na disciplina de “Bases da Técnica Cirúrgica”; além de cirurgião plástico do hospital universitário na Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), em Alfenas.
Também em Alfenas, o médico atendia em uma clínica particular de propriedade própria e na Santa Casa da cidade. Em Varginha, o cirurgião também chegou a dar plantões de sobreaviso em cirurgias emergenciais no Hospital Bom Pastor.
Investigação
A investigação começou após denúncia registrada por uma vítima. Conforme a polícia, era possível que existissem mais vítimas. Posteriormente, o médico foi denunciado por mais mulheres em Alfenas.
Hudson de Almeida responde a dois inquéritos por abuso sexual mediante fraude. Em um deles, de 2021, três mulheres denunciaram à Justiça situações constrangedoras que tiveram com ele.
Conforme as investigações, o crime era praticado quando as mulheres iam à consulta e passavam por procedimentos não autorizados.
Em agosto de 2022, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no consultório do médico investigado. Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos eletrônicos.
Em um segundo inquérito, encerrado em março deste ano, uma mulher de 33 anos também acusou o médico por abuso sexual. Ele também foi indiciado pelo crime e denunciado ao Ministério Público.
A prisão preventiva do médico foi expedida no dia 13 de abril, mas o mandado só chegou no dia 19 de abril. A Polícia Civil informou que foi até todos os endereços do médico, mas ele não havia sido encontrado.
Prisão
Na madrugada do dia 21 de julho, o médico foi preso em um apartamento de alto luxo na Zona Sul de São Paulo, após a filha dele deixar o imóvel.
Depois de ficar três meses foragido, foi encontrado de barba e bem diferente da foto que era divulgada pela polícia enquanto procurado. “No momento da prisão, ele não esboçou nenhuma reação, nenhuma resistência”, disse a polícia.
Médico cirurgião acusado de abusar de pelo menos quatro mulheres era considerado foragido — Foto: Reprodução
A prisão do médico é resultado de trabalho conjunto da Polícia Militar e do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim) e da 4ª Promotoria de Justiça de Alfenas, que fez o pedido de prisão diante da possibilidade do médico praticar novos delitos, considerando sua especialidade de cirurgião plástico.
Segundo o MP, o médico iniciava o atendimento das vítimas de forma profissional, realizando atos típicos e próprios de seu ofício. Porém, a certa altura, passava a praticar o abuso sexual sem que as próprias vítimas, no exato momento, percebessem que estavam sendo abusadas.
Após a prisão, a Polícia Militar informou sobre as denúncias feitas contra o médico. Segundo o capitão Cristiano Araújo, cerca de 11 mulheres relataram identificar algumas características do atendimento que levantaram suspeita de terem sido vítimas de violação sexual mediante fraude.
“Basicamente elas acreditavam que estavam diante de um atendimento hospitalar tradicional, dentro dos protocolos próprios, e foram enganadas”, informou a PM.
O médico será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. Segundo o advogado de defesa, Gustavo Barbosa, ainda não há informações sobre a transferência do médico para o sistema prisional mineiro.
Os advogados de defesa de Hudson de Almeida, Gustavo Peres Barbosa, Rodrigo Lemos Urias e Valter José Cardoso, informaram em nota que o cumprimento do mandado de prisão não altera a realidade dos fatos e que a defesa tem absoluta convicção sobre a inocência dele.
A defesa também informou que nos próximos dias o decreto de prisão será reavaliado pelo próprio TJMG, que poderá fazer prevalecer o que prescreve a lei processual.
Mulher de 26 anos é morta a pauladas após suposto desentendimento por jogo de truco em Alfenas – Foto: Minas Acontece
Uma mulher de 26 anos foi morta a pauladas na madrugada desta quarta-feira (2) no bairro Campos Elísios, em Alfenas (MG). Duas pessoas foram presas suspeitas do crime.
Conforme a polícia, o homicídio teria acontecido devido a um desentendimento em um jogo de truco entre a vítima, o companheiro dela e outro homem, ambos usuários de drogas.
Dois homens, de 43 e 63 anos, foram presos suspeitos do crime e levados para a delegacia.
A vítima foi identificada como Fernanda Lázaro Francelino. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia mais informações sobre velório e sepultamento.
Alfenas vira cena de novela das 18h na TV Globo – Reprodução/TV Globo
A cidade de Alfenas (MG) será retratada nos próximos capítulos da novela Amor Perfeito, produção para o horário das 18h na TV Globo. Uma cena importante da trama envolve um cartório de registro de Alfenas da novela ambientada na década de 1940.
O personagem Júlio (interpretado por Daniel Rangel) descobre que é filho de Anselmo (personagem de Paulo Betti) e sai de casa. O advogado cresceu acreditando que o pai estava morto, chorando à beira de um túmulo vazio. Enganado por Verônica (vivida por Ana Cecília Costa) e pelo prefeito durante anos, o rapaz surta e sai de casa.
Após ir até Vitória (ES), Júlio dá uma passadinha em Alfenas, até o cartório onde foi registrado, e descobre que sua certidão consta apenas o nome da mãe, sendo o pai desconhecido.
Alfenas vira cena de novela das 18h na TV Globo – Reprodução/TV Globo
O personagem, em busca da verdade, vai descobrir ainda que não há ninguém enterrado no suposto túmulo do seu pai, em Alfenas, e que a lápide é falsa.
Escrita por Duca Rachid e Júlio Fischer e com a coautoria de Elísio Lopes Júnior, é livremente inspirada no romance Marcelino Pão e Vinho (1953), do escritor espanhol José María Sánchez Silva. O folhetim é escrito ainda com a colaboração de Dora Castellar, Duba Elia e Mariani Ferreira. Tem direção de Oscar Francisco, Alexandre Macedo, Lúcio Tavares, Joana Antonaccio e Larissa Fernandes. As informações sobre os próximos capítulos são do site Na Telinha.(Alfenas Hoje)
A mulher que teve 70% do corpo queimado pelo companheiro em Alfenas, no Sul de Minas, morreu nesta quarta-feira (31) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG).
Ainda em Alfenas, no Hospital Alzira Velano, ela permaneceu internada em estado grave. Foram cerca de 18 dias até ela conseguir uma vaga no Hospital João XXIII, instituto de referência para queimados na capital mineira.
Elisângela Custódio foi transferida para Belo Horizonte no último sábado (27). Ela permaneceu internada por três dias, mas não resistiu. Ela faleceu na manhã desta quarta-feira no hospital.
O caso
A vítima teve 70% do corpo queimado depois que o companheiro jogou combustível no corpo dela e ateou fogo no dia 6 de maio. O crime aconteceu em uma casa no Bairro Vista Alegre, em Alfenas, onde o casal morava com dois filhos.
Em depoimento à polícia, o homem disse que tudo teria acontecido por causa de um acidente doméstico. Mas conforme a polícia, após ser socorrido para atendimento, o homem abandonou o hospital e voltou ao local dos fatos.
“O marido foi comprar gasolina, há imagens dele chegando com galão de gasolina em casa, o frentista foi ouvido e confirmou que ele foi comprar, o autor foi à delegacia, foi ouvido também, confessou que comprou gasolina, mas manteve a história que foi um acidente doméstico, que não usou a gasolina para incendiar a esposa”, disse o delegado, Márcio Bijalon.
Com as contradições, a polícia pediu a prisão preventiva do autor, que foi concedida pela Justiça. Ainda conforme a polícia, os peritos identificaram alguns indícios de modificação do local do crime.
Um homem, de 38 anos, foi preso preventivamente, na última sexta-feira (12), suspeito da tentativa de feminicídio, em Alfenas (MG).
Segundo as investigações da Polícia Civil, no dia 6 de maio, o suspeito colocou combustível no corpo da mulher, de 34 anos, e, em seguida, ateou fogo.
Os dois foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Hospital Alzira Velano, sendo o caso tratado, a princípio, como acidente doméstico.
A vítima está hospitalizada em estado grave, com queimaduras em 70% da superfície corporal, aguardando transferência para unidade hospitalar especializada em Belo Horizonte.
Investigação
As investigações começaram depois que o hospital denunciou que o homem se recusou a permanecer no local, saindo da unidade sem liberação médica.
A partir de então, foram realizados levantamentos periciais e coletados depoimentos de testemunhas que apontam para a ocorrência do crime de tentativa de feminicídio. Dessa forma, a Polícia Civil descartou a versão do homem de um suposto acidente doméstico.
“A partir desses elementos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi concedida pelo Poder Judiciário e executada na sexta-feira, estando o preso à disposição da Justiça”, informou a delegada Rafaela Santos Franco.
As investigações prosseguem e o inquérito policial será concluído e remetido à Justiça em breve.
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra duas mulheres, mãe e filha, envolvidas em um caso que viralizou no Sul de Minas.
Elas foram filmadas maltratando uma cliente do supermercado da família, em setembro do ano passado, em Alfenas.
De acordo com o processo, a mulher, teria colocado dentro da bolsa um pacote de presunto, um de muçarela e um de salame. Ele teria sido levada para um lugar fechado contra a própria vontade e foi agredida física e verbalmente.
Além disso, ela teve ainda retirado, pelas mulheres, R$ 120 e o celular. Toda a ação foi filmada.
As mulheres foram denunciadas por ameaça e cárcere privado. A defesa da vítima acredita que ela tenha sido vítima do crime de racismo, pelo qual as acusadas não foram denunciadas.
Relembre o caso
Uma jovem de 22 anos foi agredida após ser acusada de furto em um supermercado em Alfenas (MG). A abordagem feita no estabelecimento foi filmada e circula nas redes sociais.
O vídeo mostra a jovem sendo conduzida para uma sala do supermercado. Uma pessoa pede para que ela retire de dentro da bolsa o objeto que teria sido furtado.
Enquanto a jovem retira objetos de dentro da bolsa, ela é agredida de forma verbal e física por duas mulheres que estavam no local. Elas pegaram o celular da jovem e uma nota de R$ 100. Uma delas aparece, inclusive, martelando algum objeto.
O advogado Ricardo Grechi, que representa o supermercado, afirmou que a administração lamentou o ocorrido, que a atitude foi tomada “no calor do momento” e que entrou em contato com a família da jovem, que seria cliente do estabelecimento há anos.
Ele disse ainda que a administração do supermercado restituiu o celular da jovem mediante pagamento em dinheiro, bem como o valor de R$ 100 que havia sido tomado dela.
A Prefeitura de Alfenas lançou nesta quarta-feira (12) um aplicativo para celular chamado “SOS Escola Segura”. O lançamento aconteceu durante uma reunião do poder público com gestores das escolas das redes municipal, estadual e particular, comandantes das Forças de Segurança e secretários municipais.
O aplicativo tem como objetivo de melhorar a segurança nas unidades de ensino. Ele já começou a ser instalado no celular dos responsáveis pelas escolas, que ao perceberem uma situação de perigo disparam o alarme, fazendo com que as viaturas da Guarda Municipal e Policia Miliar sejam acionadas imediatamente para as escolas.
Outras ações:
Além do aplicativo, outras ações também foram definidas na reunião: uma delas é a aquisição de três viaturas para a Guarda Municipal que serão exclusivas para as escolas. Também foi definido que haverá uma ampliação das rondas policiais nas proximidades das escolas, a criação de um grupo de trabalho para definir protocolos de ação conjunta, um trabalho de inteligência policial junto às redes sociais e um sistema de monitoramento das escolas.
A próxima reunião sobre o assunto vai acontecer na próxima sexta-feira (14), com a participação das Forças de Segurança, Poder Executivo Municipal e Ministério Público. (Portal Onda Sul)
A Polícia Civil indiciou três mulheres e um homem por invadirem o cemitério e violarem o túmulo de uma criança em Alfenas (MG) no fim de janeiro.
As quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de violação de sepultura, vilipêndio à cadáver, furto qualificado, e corrupção de menores. Uma adolescente também foi responsabilizada pelo ato infracional análogo aos delitos apurados.
O inquérito que investigava o caso foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
O crime
A ação aconteceu no dia 28 de janeiro e foi registrada por uma câmera de segurança. Pelo menos duas mulheres invadiram o cemitério e furtaram um caixão onde estavam restos mortais de um bebê que morreu prematuro em 2017.
Nas imagens, é possível ver pessoas batendo um caixão contra o chão. Em outro momento, ele é chutado. Segundo a Polícia Militar, uma testemunha acionou os policiais informando sobre a ação das mulheres.
Esse mesmo túmulo com o restos mortais de uma criança já tinha sido alvo de uma tentativa de furto em outra ocasião.
Nas imagens, também é possível ver uma das suspeitas chutando o caixão pela rua. Segundo a Polícia, o túmulo violado é de um bebê prematuro que morreu em 2017.
O magistrado alfenense Paulo de Tarso Tamburini foi empossado como desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), de Minas Gerais, na segunda-feira em uma cerimônia comandada pelo presidente do TJ, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho. Tamburini passa a integrar a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
Natural de Alfenas, o magistrado era titular da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. Ele foi juiz auxiliar da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na época comandado pela ministra Carmem Lúcia, além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Corregedoria Nacional de Justiça.
Tamburini também foi secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados e atuou em forças-tarefas nas eleições de vários países, como enviado da ONU (Organização das Nações Unidas) e do TSE.
O desembargador recém-empossado ressaltou o reconhecimento por ter sido promovido à 2ª Instância, após 31 anos de magistratura. “Ser promovido a desembargador é o coroamento, o topo da carreira, o que nos traz muita felicidade e emoção. No cotidiano de um juiz, todos os dias representam novos desafios. E, agora, outros desafios virão para enfrentarmos com a mesma paixão, devoção e dedicação”, disse.
Durante a posse, Tamburini recebeu o Colar do Mérito Judiciário, honraria instituída em 1983. Segundo o deputado estadual Luiz Antônio da Silva (Luizinho/PT), em uma postagem nas redes sociais, é o segundo alfenense a assumir como desembargador do TJ. O parlamentar esteve presente na cerimônia de posse.
Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio de Janeiro, Tamburini possui doutorado em Direito Internacional pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Além de Tamburini, também foram empossados Marco Antônio de Melo como desembargador da 6ª Câmara Criminal e Maria Lúcia Cabral Caruso como desembargadora da 12ª Câmara Cível. (Alfenas Hoje)
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