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Jornal Folha Regional

Justiça reverte justa causa de trabalhador após concluir que rasura em atestado foi feita por filha de 10 anos no Sul de Minas

Justiça reverte justa causa de trabalhador após concluir que rasura em atestado foi feita por filha de 10 anos no Sul de Minas – Foto: reprodução

A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) reformou a decisão que havia mantido a demissão por justa causa de um trabalhador de uma fábrica de embalagens de Três Pontas, no Sul de Minas. Para os desembargadores, não ficou comprovado que o empregado tenha agido com a intenção de fraudar um atestado médico ou causar prejuízo à empresa.

O funcionário foi dispensado depois que a empresa alegou que ele teria alterado um atestado para ampliar o período de afastamento recomendado pelo médico, passando de três para sete dias.

Durante o processo, porém, o trabalhador afirmou que desconhecia a alteração. Segundo ele, a rasura foi feita por sua filha, de 10 anos, que queria que o pai permanecesse mais tempo em casa.

Ao analisar o recurso, a relatora do caso, a desembargadora Maristela Íris da Silva Malheiros, ressaltou que a aplicação da justa causa exige provas consistentes da falta grave, por se tratar da punição mais severa prevista na legislação trabalhista. A magistrada também destacou que devem ser observados os princípios da proporcionalidade e da imediatidade na aplicação da penalidade.

Na decisão, foi considerado que o empregado encaminhou à empresa, pelo WhatsApp, uma fotografia do atestado original, sem qualquer rasura, no mesmo dia em que passou pela consulta médica. Dessa forma, a empresa já tinha conhecimento de que o afastamento recomendado pelo profissional de saúde era de apenas três dias.

Outro ponto destacado pelo Tribunal foi a ausência do documento original nos autos. Segundo a decisão, a empresa apresentou apenas uma imagem da parte adulterada do atestado. Além disso, o trabalhador retornou espontaneamente às atividades logo após o término do período de afastamento indicado pelo médico, circunstância que, na avaliação da relatora, demonstra que ele não buscou obter vantagem indevida.

Os desembargadores também levaram em consideração o histórico funcional do empregado, que trabalhou por quase nove anos sem qualquer registro de punição disciplinar. Outro fator que pesou na decisão foi o intervalo de aproximadamente três semanas entre a identificação da rasura e a aplicação da justa causa, o que enfraqueceu a justificativa para a adoção da penalidade máxima.

Com isso, a Justiça converteu a dispensa em demissão sem justa causa e determinou que a empresa pagasse todas as verbas rescisórias devidas, incluindo aviso-prévio indenizado, saldo de salário, 13º salário proporcional, férias proporcionais acrescidas de um terço, depósitos do FGTS, multa de 40% sobre o fundo e a entrega das guias para saque do FGTS e solicitação do seguro-desemprego.

Após a publicação da decisão, foi apresentado recurso de revista, que não foi admitido. Na sequência, o processo foi encaminhado ao Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC-JT), onde as partes chegaram a um acordo.

Polícia Civil investiga falsificação de 16 atestados médicos em São Sebastião do Paraíso

Polícia Civil investiga falsificação de 16 atestados médicos em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para investigar a falsificação de 16 atestados médicos em São Sebastião do Paraíso. A denúncia partiu de uma médica da rede pública municipal, que identificou o uso indevido de documentos emitidos em seu nome.

De acordo com o delegado Rafael Souza Gomes, responsável pela investigação, os atestados foram apresentados por uma funcionária de uma empresa que administra condomínios na cidade. As supostas fraudes teriam ocorrido entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Como o esquema foi descoberto

Segundo as apurações iniciais, a investigada teria sido atendida pela médica em duas ocasiões, recebendo atestados legítimos. A partir desses documentos originais, ela teria produzido pelo menos outros 16 atestados falsificados para justificar faltas ao trabalho.

A irregularidade veio à tona após o proprietário da empresa desconfiar da quantidade e do padrão dos documentos apresentados. Ao procurar a profissional de saúde para verificar a autenticidade dos atestados, recebeu a informação de que ela não atuava mais na unidade de saúde desde setembro de 2025 — justamente o período em que os documentos começaram a ser entregues à empresa.

Perícia e próximos passos

Todos os atestados já foram apreendidos e estão sendo submetidos a exames documentoscópicos para comprovar a materialidade da falsificação.

O delegado informou que a investigação está na fase de oitivas. A médica será ouvida formalmente, assim como o empregador. A mulher suspeita já foi intimada e deverá prestar depoimento nos próximos dias.

Possível enquadramento criminal

Caso a fraude seja confirmada, a investigada poderá responder por falsificação de documento público, uma vez que os atestados utilizam timbre oficial da Prefeitura e são emitidos por unidade de saúde municipal.

A pena prevista para esse tipo de crime varia de dois a seis anos de reclusão, podendo ser aplicada conforme o andamento e o resultado do processo judicial.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.

Polícia Civil investiga venda de atestados médicos falsos por R$ 20 em cidade do Sul de Minas

Polícia Civil investiga venda de atestados médicos falsos por R$ 20 em cidade do Sul de Minas – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na última quarta-feira (2) na casa de um homem investigado por vender atestados médicos falsos para trabalhadores em Poços de Caldas (MG). As investigações começaram há cerca de dois meses após denúncias.

Segundo a Polícia Civil, representantes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) denunciaram que empresas estariam questionando a autenticidade de atestados médicos apresentados por trabalhadores para abonar faltas.

Na unidade de saúde, os profissionais constataram que grande parte dos atestados eram falsos. A origem dos documentos foi apurada e o investigado foi identificado como um morador do bairro Vila Rica.

Na casa do suspeito, a polícia encontrou atestados falsos e equipamentos de informática com os arquivos utilizados na fraude. Aos policiais, o indivíduo confessou que falsificava os atestados e que cobrava R$ 20 por dia de licença.

Conforme a polícia, alguns trabalhadores que apresentaram atestados falsos foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. A Civil não informou se o suspeito foi preso ou liberado.

A ação policial foi coordenada pela 6ª Delegacia de Polícia em Poços de Caldas. As investigações continuam.

PCMG desarticula grupo de atestado falso em São Sebastião do Paraíso

PCMG desarticula grupo de atestado falso em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu três pessoas durante a segunda fase da operação Efeito Colateral, que investiga uma associação criminosa para falsificação e venda de atestados médicos a detentos no município. A ação foi realizada na última terça-feira (11).

Segundo informações da Polícia Civil, três suspeitos foram presos cautelarmente, e oito pessoas foram indiciadas no inquérito que apura os crimes. Ainda de acordo com a corporação, mais de 40 atestados falsificados foram apreendidos.

O esquema criminoso envolvia a falsificação e a venda dos atestados para detentos do presídio de Paraíso e funcionários de uma empresa. As investigações tiveram início em maio deste ano, quando a Polícia Civil tomou conhecimento de que alguns condenados estavam apresentando os documentos com indícios de fraude ao Juízo de Execução, na tentativa de justificar ausência no cumprimento das penas.

Paralelamente, uma empresa em São Sebastião do Paraíso relatou à polícia que vários atestados apresentados por seus funcionários para justificar as faltas ao trabalho também apresentavam indícios de fraude.

Com base nas informações, a Polícia Civil instaurou inquérito e, após levantamentos, confirmou as falsificações. Em ambos os locais, os documentos possuíam carimbos e assinaturas dos mesmos médicos.

Os médicos foram ouvidos pela Polícia Civil e nenhum deles reconheceu as caligrafias e as assinaturas constantes nos atestados, além de apontarem divergências nos carimbos. Os policiais civis também verificaram que não há registros de consultas dos supostos pacientes nos respectivos hospitais e postos de saúde onde teriam sido atendidos.

De acordo com o delegado Rafael Gomes, as investigações indicam que a responsável pela falsificação dos atestados os vendia por R$ 50 cada. A investigada foi presa pela Polícia Civil. “Os suspeitos devem responder por crimes de associação criminosa, falsificação de documentos públicos e particulares, uso de documento falso, entre outros”, acrescenta.

BALANÇO
Na primeira fase da operação, realizada em 29 de junho, foi cumprido um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão. Nesta nova etapa, além das duas prisões, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. As investigações continuam por meio da Delegacia de Polícia Civil em São Sebastião do Paraíso. (Clic Folha)

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