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Jornal Folha Regional

São José da Barra reúne autoridades para discutir transporte por balsas no Lago de Furnas

Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência

A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.

Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.

O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.

O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:

  • Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
  • Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
  • Fernandes, entre Guapé e Cristais;
  • Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
  • Fama, que liga o município a Campos Gerais;
  • Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
  • e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.

Estado explica modelo de concessão

O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.

“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.

Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.

“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.

Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.

“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.

“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.

Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”

Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.

“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.

Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.

“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.

Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos

O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.

“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.

Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.

“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.

Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.

“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.

“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.

Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores

O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.

“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.

Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.

“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.

Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo

O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.

“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.

Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.

“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.

“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.

Ministro do Tribunal de Contas da União ministra palestra em Capitólio

O Ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Ribeiro Nardes, e o arcoense Walter Marinho, estiveram presentes em Capitólio (MG), para ministrar a palestra ”Inovação em Governança – Qual o futuro da gestão pública?’’. O encontro aconteceu na secretaria de educação do município, na última segunda-feira (11). A palestra coloca em pauta a governança pública e inovação para gestores públicos e membros da sociedade. 

O ministro Nardes deu início a sua palestra colocando a governança como pilar de avaliação de desenvolvimento entre nações. Ele explicou que a origem grega da palavra ‘governança’, kubernaein, significa dirigir, dar direção a um navio.

Comparando a governança brasileira com a de países mais desenvolvidos, Nardes mostrou que as nações que alcançam seus objetivos tomaram atitudes para implementar a governança e acabar com a improvisação. De acordo com o mesmo, o fundamental para quem é gestor público é saber diferenciar a governança de gestão.

O ministro apresentou os 10 passos para a boa governança. Segundo ele, a Governança Pública serve para tornar o estado mais eficiente e mais eficaz. Liderança, estratégia e controle são os mecanismos que norteiam as boas práticas de governança. “Governança significa sempre colocar o interesse coletivo acima do interesse pessoal”, ressaltou. Ele ainda destacou que melhorar a governança contribui para o uso eficiente dos recursos públicos, para evitar fraudes e desvios e, principalmente, para entregar serviços de qualidade aos cidadãos.

Durante a apresentação, o ministro comentou sobre a importância do turismo para a região do Lago de Furnas. 

‘’Vocês estão em uma posição privilegiada, e é a coisa mais importante que vocês tem em Capitólio e toda a região. Vocês estão a poucos quilômetros do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e não estão muito distantes de Brasília e nem de Goiás, vocês têm a capacidade de agregar tudo isso aqui. Minas Gerais exerce uma liderança hoje nacional, que podia estar páreo com São Paulo e superior ao Rio de Janeiro. Eu vejo vocês com uma grande capacidade de ser o estado destaque no Brasil, Minas tem essa capacidade de juntar e fortalecer a potência mineira’’, frisou.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão falou sobre a importância da união entre os municípios da região. 

‘’Nós não fazemos nada sozinhos, não adianta querermos envolver apenas São João Batista do Glória, São José da Barra, Guapé e Capitólio, mas também Piumhi, Passos e as outras. Temos que buscar essa união para desenvolvermos a região, assim todos vamos ganhar com essa política para o desenvolvimento de nossas cidades. Precisamos trabalhar de mãos dadas, não só nós prefeitos, mas com os empresários, comerciantes e população da nossa região, e com os deputados que nos apoiam’’, comentou o prefeito. 

O idealizador do projeto, o Ministro Augusto Nardes, é formado em administração, com cursos de pós-graduação e mestrado em Genebra, Suíça, em estratégia de desenvolvimento. Augusto foi deputado estadual no Rio Grande do Sul, de 1987 a 1995 (2 mandatos consecutivos) e deputado federal pelo mesmo Estado de 1995 a 2005 (3 mandatos consecutivos), deixando o cargo para ocupar o Ministério do Tribunal de Contas.

Também estiveram presentes no evento a vice-prefeita de Capitólio,  Ângela Leite, a presidente da Câmara de Capitólio, Miriam Salete, a presidente da Câmara de Guapé, Elizabete Florêncio, o prefeito de Ilicínea, Nirlei do Sindicato, o prefeito de São Roque de Minas, Onésio, o prefeito de Piumhi, Dr. Paulo, o vice-prefeito de São José da Barra, André Luiz, o presidente da Câmara de Alpinópolis, Alex Mochila, a prefeita de Jacuí, Di Professora, o deputado estadual Antônio Carlos Arantes, o prefeito de São João Batista do Glória, Celsinho, o prefeito de Itaú de Minas, Norival Lima, juntamente com seu vice, Matheus Vilela, e demais autoridades.

Capitólio tem recebido diversas autoridades, por meio de uma articulação do prefeito Cristiano Geraldo da Silva (PP). Apenas este ano, a cidade já recebeu a visita do vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (PSDB) e também do Secretário Estadual de Cultura e Turismo Leônidas Oliveira.

Governo de MG anuncia início do tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto; autoridades participam de inauguração de tirolesa em Capitólio

O Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, esteve em Capitólio (MG), para discutir pautas relevantes para o município e participou da inauguração oficial da tirolesa, localizada no Parque Mirante dos Canyons. 

Estiveram presentes também, o deputado estadual Professor Wendel Mesquita, vereadores da Câmara Municipal, o prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, o Secretário de Turismo Lucas Arantes e o Chefe da Divisão de Cultura, Thiago Goulart.

O secretário se aventurou e vislumbrou as belezas naturais de Capitólio com um pouco mais de adrenalina.

‘’Hoje desci pela primeira vez em uma tirolesa e foi bom demaaaais! Foi logo após inaugurarmos o Circuito de Tirolesa e Canionismo do Parque Mirante dos Canyons, em Capitólio, um megaempreendimento que contará ainda com resort e parque aquático. Os canyons de Capitólio são belíssimos. Experiências de natureza, ao ar livre, são a tendência mundial nesse momento em que o turismo volta a crescer, e Minas, no Brasil, lidera esse crescimento’’, comentou Leônidas. 

O deputado Professor Wendel também agradeceu pelo convite e elogiou a nova atração turística do município.

‘’Fico grato em poder fazer parte desta inauguração que certamente vai impulsionar ainda mais o turismo de Capitólio. A vista e a adrenalina da tirolesa são de tirar o fôlego! Espero me aventurar novamente em breve’’, disse o deputado.

Também foram discutidos projetos de incentivos financeiros, além da implantação da polícia turística em parceria com a Polícia Militar.

Tombamento dos lagos de Furnas e Peixoto

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), anunciou, na última quarta-feira (22/9), o início da instrução do processo administrativo de tombamento dos lagos de Furnas e de Peixoto. O anúncio foi feito durante a 9ª reunião do Grupo de Trabalho de Furnas, promovida em Capitólio (MG), que contou com a participação do governador Romeu Zema e do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. A medida vai proteger áreas, garantir as atividades turísticas e estimular geração de empregos e renda

Em dezembro de 2020, a Assembleia Legislativa de Minas, por meio de emenda constitucional, acrescentou ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado o tombamento dos dois Lagos para fins de conservação. Agora, o Iepha-MG irá instaurar o processo administrativo com os estudos necessários para a definição técnica das áreas e diretrizes de preservação.

A proposta aprovada pela Assembleia no ano passado, e adicionada à Constituição mineira, fixa limites mínimos para os níveis dos lagos de Furnas e Peixoto, utilizados como fonte de energia hidrelétrica. O intuito da proposta é “assegurar o uso múltiplo das águas para o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da piscicultura, a par da geração de energia”. O limite do reservatório de Furnas ficou estabelecido em 762 metros acima do nível do mar, enquanto que em Peixoto é de 663 metros. O Governo de Minas apoia integralmente o estabelecimento deste limite mínimo. No entanto, o governo federal entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma.

O governador enfatizou que já foi a Brasília diversas vezes para tratar do tema. “Este tombamento é um marco para Minas Gerais. Desde o início do meu governo assumi o compromisso de que a cota 762 seria respeitada. Infelizmente, recebemos a notícia de que o nível do lago foi reduzido. O problema é complexo, dentro do contexto do Brasil, que tem pecado, infelizmente, pela falta de planejamento. Vivemos um momento de escassez de chuvas e de consequente crise hídrica, que está se desdobrando para se tornar uma crise energética, um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15 anos”, afirmou.

Desenvolvimento sustentável do turismo e da economia

O lago de Furnas é a maior extensão de água do estado, com 1.440 km² – quatro vezes a Baía de Guanabara. Ele banha 39 municípios, formando lagos, cachoeiras, balneários e piscinas naturais. Para que atividades como navegação, turismo, piscicultura e produção agrícola possam ser desenvolvidas sem prejuízos pelos municípios, é necessário que se mantenha o nível do lago com o mínimo de 762 metros de profundidade.

“A abertura do processo de tombamento já significa proteção preliminar e administrativa do lago. É o primeiro passo para o tombamento integral pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, órgão responsável pela memória cultural material e imaterial do Estado. Com essa medida, balizada pela Constituição Federal do Brasil, os lagos se juntam aos bens de relevância para o estado, como Ouro Preto, Pampulha, Sabará e os mais de 4 mil bens tutelados pelo Iepha. A proteção administrativa é a garantia legal de que o Mar de Minas, suas paisagens, modos de uso e história devem ser protegidos e cuidados. Essa medida, somada à PEC 106, acredito que dificilmente poderá ser contestada em instâncias legais, visto que é dever do Estado de Minas Gerais, pela Constituição Federal do Brasil, inventariar, proteger e tombar seus bens”, afirmou o secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

No evento, o presidente do Iepha assinou o termo de início da instrução do processo administrativo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto. “O tombamento administrativo de Furnas e Peixoto traz uma nova força para um tombamento constitucional que já havia sido estabelecido. Com isso, regularizamos o processo, iniciamos a construção de critérios, a delimitação de áreas, o entendimento maior de como essa paisagem cultural estrturada por volta da década de 1960 tem sido afetada pela redução dos níveis dos lagos. Com isso, o Iepha passa a ser um dos agentes prioritários na proteção dessa área, e na formulação de um entendimento de como aproveitar as águas de maneira mais sustentável, tanto para a produção de energia como para a vida, envolvendo processos econômicos e culturais”, ressaltou Felipe Pires.

Durante os estudos serão promovidos diálogos com outras instituições federais, municipais e estaduais e com a população no intuito de buscar informações que possam auxiliar na construção do documento. O dossiê de tombamento, que será coordenado pelo Iepha-MG, irá estabelecer perímetros e diretrizes de proteção, para permitir a preservação e o monitoramento da área dos lagos. Questões importantes devem ser levadas em consideração para elaboração das diretrizes de ocupação e fruição do local. São temas que estão relacionados às áreas mais demandadas pelo turismo no entorno dos lagos, a ocupação de bares, restaurantes e à paisagem natural na área.

Atualmente, Minas Gerais possui doze bens protegidos por tombamento por meio do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado.

O dossiê, assim que definido, será encaminhado ao Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep), para deliberação e prosseguimento das demais etapas. 

GT em Prol dos Lagos de Furnas e Peixoto

Formado em dezembro de 2020, o Grupo de Trabalho (GT) em Prol dos Lagos de Furnas e Peixoto foi criado a partir da Resolução Conjunta Nº 18 entre as Secretarias de Estado de Cultura e Turismo (Secult), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), de Desenvolvimento Econômico (SEDE), e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). O GT destina-se a promover estudos referentes à manutenção, preservação e promoção do Lago de Furnas e do uso múltiplo de suas águas, para a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico e turístico de Minas Gerais.

O coletivo propõe a participação de representante de cada um dos seguintes órgãos do poder público: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult); Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico (Sede); Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam); Secretaria de Estado de Governo (Segov); Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG); Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG); Marinha do Brasil; Ministério do Turismo; Furnas Centrais Elétricas; Ministério do Desenvolvimento Regional; Ministério de Minas e Energia; e Universidade Federal de Alfenas (Ufal).

Da sociedade civil, o GT sugere que participem um representante de cada uma das seguintes entidades: Instâncias de Governança Regionais Lago de Furnas, Grutas e Mar de Minas, Nascentes das Gerais e Canastra, Montanhas Cafeeiras, Vale Verde e Quedas D’água e Caminhos das Gerais; Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago); Movimento Pró Furnas 762; Movimento Pró Peixoto 663 e Grupo Todos por Furnas.

O GT é coordenado por um representante da Secult e, em caso de sua ausência, pelo representante da Semad. O coordenador poderá convidar representantes de órgãos e entidades públicas e privadas, além de pesquisadores e especialistas, quando necessário, para subsidiar tecnicamente os trabalhos do grupo.

Vídeo: Capitólio, a famosa Rainha dos Lagos recebe autoridades em um dia histórico

Na ocasião, o prefeito de Capitólio (MG), apresentou excelentes projetos como a orla da praia, portal de entrada na cidade, vila gastronômica, concha acústica, duplicação da pista que liga a cidade até Escarpas Lago entre outros.

Vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, agradeceu a receptividade dos capitolinos e firmou compromisso com Capitólio e região.

Reportagem: Romulo Leandro

Imagens e edição: Jean Carlos

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