Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Deputado quer proibir jogadores que atuam fora do Brasil na Seleção

Deputado quer proibir jogadores que atuam fora do Brasil na Seleção – Foto: reprodução

Um projeto de lei apresentado na última quarta-feira (8) pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) propõe que apenas jogadores de futebol brasileiros que atuem no Brasil possam ser convocados para competir pela Seleção.

Segundo o PL 3.582 de 2026, todos os integrantes da comissão técnica – bem como o técnico principal da Seleção – também deverão atuar por clubes brasileiros em seus registros profissionais para estarem aptos a participar de competições internacionais, salvo amistosos e jogos promocionais, mediante acerto com o órgão que realiza o evento.

Para o autor do texto, o objetivo da proposta é fortalecer o desenvolvimento do futebol nacional, motivado pelo fracasso do time convocado para a Copa do Mundo da Fifa de 2026.

O Brasil foi eliminado da competição pela Noruega no último domingo (5) pelo placar de 2×1. O time do técnico Carlo Ancelotti – nascido na Itália e o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção brasileira – tinha apenas 7 dos 26 convocados atuantes no país e conseguiu o pior desempenho do Brasil em uma Copa do Mundo desde1990, quando fomos eliminados nas oitavas de final.

A determinação do projeto também abrange as categorias de base da Seleção Brasileira e o futebol feminino: “Precisamos de um futebol feito por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro”, disse Hauly em plenário.

Proibição de bets

O projeto de lei também aborda a proibição de entidades nacionais, regionais e locais de realizar propaganda de casas de apostas nos produtos, times e competições organizadas em território nacional.

Em janeiro deste ano, com o início do Campeonato Brasileiro de 2026, 12 dos 20 times da Série A tinham contratos firmados com casas de apostas. Os naming rights do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil — principais competições nacionais — também têm participação das chamadas bets.

Hoje, a CBF (Confederação Brasileira de Futebolnão é proibida expressamente de ter relação com bets, mas está submetida ao RGC (Regulamento Geral de Competições), que condiciona a exibição de publicidade de operadoras de apostas – inclusive nos uniformes – ao cumprimento da Lei nº 14.790/2023 (Lei das Apostas) e das regras da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Apenas bets licenciadas podem ter tal vínculo.

O projeto, no entanto, não se debruça sobre o patrocínio de casas de apostas a atletas da Seleção, por se tratarem de acordos pessoais dos jogadores. Ainda há espaço para que emendas ao texto original possam incluir esse segmento à lei, se aprovada.

Apresentada na quarta-feira, a medida aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e ainda pode passar por comissões temáticas. Caso o texto seja aprovado pelo plenário, ele então segue para análise do Senado Federal e, depois, sanção presidencial.

Brasil x Noruega deve ter horário de início alterado; CBF aguarda Fifa

FIFA deve mudar o horário de Brasil x Noruega! A tendência é que o jogo das oitavas comece uma hora mais tarde por causa do calor extremo previsto em Nova Jersey. • NurPhoto via Getty Images

A Fifa deve alterar o horário de início de Brasil x Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no próximo domingo (5), por causa das condições climáticas em Nova Jersey.

Conforme apuração, a tendência é que a partida comece às 17h no horário local, uma hora depois do previsto inicialmente. Com isso, o duelo passaria das 17h para às 18h (de Brasília).

A CBF ainda aguarda a confirmação oficial da Fifa, mas já trabalha internamente com a possibilidade da mudança devido ao risco de calor intenso no horário originalmente marcado.

Alerta meteorológico de calor extremo em Brasil x Noruega é a causa

De acordo com a AccuWeather, uma das principais empresas de previsão do tempo dos Estados Unidos, a sensação térmica no estádio de Nova York/New Jersey pode chegar a 39°C no horário do jogo entre Brasil e Noruega no domingo (5).

A previsão de tempo para a região do estádio será de 34°C, mas com sensação térmica de aproximadamente 39°C, segundo a AccuWeather. Mesmo na sombra, a sensação deve ficar em torno de 37°C. A umidade prevista é de 59%, o que aumenta a sensação de abafamento.

A previsão também indica 55% de chance de chuva, com possibilidade de uma tempestade localizada, nebulosidade alta e ventos de cerca de 13 km/h.
A AccuWeather prevê que Nova York pode registrar nesta semana as temperaturas mais altas desde 2013.

CBF não deve adotar protocolo especial para o jogo

CBF informou que não adotará medidas específicas para o duelo de domingo e irá manter os procedimentos normalmente adotados em situações de calor extremo.

Entre eles estão: uso de “ice vests”, coletes com gelo, para refrescar o tórax dos jogadores; toalhas molhadas para a nuca e a cabeça durante os intervalos; e o reforço no cuidado com a hidratação e alimentação dos atletas, com estratégias desenvolvidas pela nutróloga Andreia Picanço.

Em março, os jogadores passaram por testes de suor para identificar quais deles tinham uma maior perda de sais minerais durante os jogos e receberam orientações personalizadas de hidratação. A medida foi coordenada em parceria com a Gatorade, que patrocina o time brasileiro.

A CBF ressalta que todos os procedimentos citados já haviam sido preparados e planejados antes do Mundial, uma vez que as condições de calor intenso já eram esperadas.

Jogo do Brasil não deve ser o único alterado

O duelo entre México e Inglaterra, inicialmente marcado para às 21h (de Brasília), pode sofrer alterações por conta do risco de tempestade nos arredores do estádio Azteca.

Para garantir a segurança de torcedores, jogadores e comissão técnica das duas equipes, a partida deve ser antecipada para às 15h, segundo informou a imprensa mexicana. A Fifa ainda não oficializou a mudança.

O objetivo é evitar o mesmo cenário ocorrido no duelo entre México e Equador na última terça-feira (30), que sofreu atraso devido às fortes tempestades que atingiram a Cidade do México.

México x Inglaterra está no mesmo chaveamento do Brasil no mata-mata da Copa do Mundo. O vencedor deste confronto pode encontrar a Seleção Brasileira nas quartas de final, caso a seleção de Ancelotti superar a Noruega.

Brasil atualiza lista de espécies ameaçadas de extinção e inclui 180 novos animais

Brasil atualiza lista de espécies ameaçadas de extinção e inclui 180 novos animais – Foto: reprodução

O Brasil atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção após uma nova rodada de avaliações conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O documento, que substitui a versão anterior publicada em 2022, amplia o retrato da situação da biodiversidade no país e reforça a urgência de ações de conservação.

Ao todo, 180 espécies ou subespécies foram incluídas na lista, entre elas a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora classificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Por outro lado, 150 espécies deixaram de integrar o levantamento, refletindo mudanças nos critérios e no estado de conservação.

O novo documento contabiliza 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Além disso, apresenta uma lista paralela com nove espécies oficialmente consideradas extintas no país.

Diversidade sob risco

O levantamento abrange diferentes grupos da fauna terrestre brasileira, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados. As espécies foram classificadas em categorias que indicam o grau de ameaça: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW).

Os dados mostram que a maior parte das espécies ameaçadas é composta por invertebrados terrestres, somando 264 registros. Na sequência aparecem aves (242), répteis (123), mamíferos (102) e anfíbios (59).

Já a lista de espécies extintas inclui seis aves, dois anfíbios e um mamífero — o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que habitava o arquipélago de Fernando de Noronha.
Os peixes e invertebrados aquáticos não fazem parte deste documento específico. Eles integram uma lista própria, também atualizada em 2026 e divulgada anteriormente, no mês de abril.

Instrumento para conservação

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a atualização é  essencial para orientar políticas públicas e estratégias de preservação.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirmou.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou o esforço técnico envolvido no trabalho e a capacidade brasileira de monitorar sua biodiversidade em larga escala. “Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, disse.

Construção coletiva

A atualização da lista é resultado de um trabalho conjunto entre o poder público, a comunidade científica e organizações da sociedade civil. O processo envolve análise criteriosa de dados sobre distribuição, população e ameaças enfrentadas pelas espécies.

O documento serve como base para ações de conservação, definição de prioridades e criação de políticas ambientais, sendo considerado um dos principais instrumentos para a proteção da fauna brasileira.

A lista completa está disponível na publicação oficial do Diário Oficial da União.

Brasil x Haiti: veja a provável escalação da Seleção para o jogo desta sexta

Brasil x Haiti: veja a provável escalação da Seleção para o jogo desta sexta – Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O Brasil enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Stadium, na Filadélfia, nos Estados Unidos, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Após empatar por 1 a 1 com o Marrocos na primeira partida, a equipe busca os primeiros três pontos na competição.

Para o confronto, o técnico Carlo Ancelotti sinalizou que deve promover mudanças pontuais na equipe titular em relação ao jogo de estreia. Sem contar com Neymar, que permanece em recuperação física, a comissão técnica avalia opções no meio-campo e no ataque.

“A equipe não ficou contente porque a estreia não foi boa, principalmente o primeiro tempo. Amanhã já vamos fazer um jogo diferente, com muito mais qualidade”, disse Ancelotti, em coletiva na quinta-feira (18).

Sobre Endrick, muito pedido para ser ter mais minutos, Ancelotti fez elogios ao ex-atacante do Palmeiras, chamou o atacante do Real Madrid de fora de série, mas voltou a pedir paciência.

“Vou colocar o Endrick no momento correto. Temos que esperar um pouco. Vai ser importante nesta Copa do Mundo”, respondeu o italiano, que treinou o garoto em sua primeira temporada na Europa, no Real Madrid.

Confira a provável escalação:

A provável escalação do Brasil tem: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Danilo Santos); Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.

Já o Haiti chega para o jogo após perder por 1 a 0 para a Escócia na estreia. A seleção haitiana tenta somar seu primeiro ponto na história das Copas do Mundo. O destaque da equipe é o centroavante Frantzdy Pierrot, que atua ao lado de Wilson Isidor e Jean-Ricner Bellegarde, jogadores com passagem pelo futebol inglês.

Ficha técnica

Local: Lincoln Financial Stadium, Filadélfia (EUA)

Horário: 21h30 (horário de Brasília)

Arbitragem: Alejandro Hernández (Espanha), auxiliado por Jose Enrique Naranjo (Espanha) e Diego Sánchez (Espanha)

Em clima de Copa do Mundo, Lô Vieira e Marina Rosa lançam “Ela É do Brasil”

Em clima de Copa do Mundo, Lô Vieira e Marina Rosa lançam “Ela É do Brasil” – Foto: divulgação

Enquanto o Brasil já começa a respirar a atmosfera da Copa do Mundo, a música ganha um novo hino de brasilidade. O cantor e compositor Lô Vieira lança “Ela É do Brasil”, uma parceria marcante com a cantora Marina Rosa, artista reconhecida nacionalmente por sua participação no The Voice Brasil e por sua atuação no projeto Samba do Chicão, de Alfenas (MG).

Com uma sonoridade vibrante e contemporânea, a canção reúne elementos do samba, do jazz e da MPB para celebrar aquilo que há de mais genuíno na cultura brasileira. Em uma proposta leve e inteligente, “Ela É do Brasil” utiliza o samba como personagem principal para contar a história da mulher brasileira, transformando-se em uma metalinguagem que exalta sua beleza, seus trejeitos, sua força e sua alegria.

A interpretação de Marina Rosa acrescenta ainda mais personalidade à obra. Dona de uma voz marcante e de grande versatilidade artística, a cantora transita com naturalidade entre o samba de gafieira e a MPB, criando um diálogo musical envolvente com Lô Vieira.

A gravação reúne músicos de destaque. O violão de sete cordas de Vinicius Maniza conduz a harmonia com elegância, enquanto o saxofone do paraisense Luciano Altran imprime influências do jazz e amplia a riqueza dos arranjos. A base rítmica fica por conta de Mario Teodoro, na bateria, e a produção musical leva a assinatura de André Bolela, responsável por dar unidade e identidade ao projeto.

O resultado é uma faixa cheia de energia, cores e movimento, traduzindo musicalmente o espírito festivo que acompanha o povo brasileiro em tempos de Copa. Mais do que uma canção, “Ela É do Brasil” é uma celebração da identidade nacional, do samba e da capacidade que a música tem de unir pessoas em torno de sentimentos e histórias comuns.

Disponível nas plataformas digitais, o novo single reafirma a proposta artística de Lô Vieira de valorizar a música brasileira por meio de composições autorais que dialogam com tradição, contemporaneidade e emoção.

“Ela É do Brasil” chega como trilha sonora perfeita para quem acredita que o samba, a alegria e a paixão pelo Brasil continuam sendo parte essencial da nossa identidade.

Itaú de Minas está entre as cidades com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026

Itaú de Minas está entre as cidades com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026 – Foto: reprodução

Itaú de Minas aparece entre os municípios com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A cidade alcançou 69,46 pontos e ocupa a 60ª posição nacional, além de figurar entre os melhores resultados de Minas Gerais.

O levantamento avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais, sem considerar critérios econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB). A proposta do índice é medir se os serviços públicos e as políticas sociais realmente impactam a vida da população.

Além da posição de destaque no ranking geral, Itaú de Minas também obteve um dos melhores desempenhos do estado na dimensão de Necessidades Humanas Básicas, atingindo 87,25 pontos — o segundo melhor resultado de Minas Gerais. Esse eixo analisa condições relacionadas a moradia, saneamento, segurança alimentar e infraestrutura essencial.

O IPS aponta que o desempenho do município reflete avanços significativos no acesso da população a serviços básicos e na melhoria das condições estruturais.

O Sul de Minas, como um todo, teve forte presença entre os municípios mais bem avaliados do país. A região concentra cidades com altos índices de desenvolvimento social e qualidade de vida. O principal destaque regional foi Córrego do Bom Jesus, que alcançou 70,23 pontos, ocupando a 28ª colocação nacional e o 2º melhor resultado mineiro.

Também aparecem entre os melhores desempenhos da região São João da Mata, com 69,40 pontos (66º lugar nacional), Lavras, com 69,32 pontos (69º), e Itajubá, que registrou 68,79 pontos e aparece na 106ª posição do Brasil.

Melhores cidades do Sul de Minas no IPS Brasil 2026

  • Córrego do Bom Jesus – 70,23
  • Itaú de Minas – 69,46
  • São João da Mata – 69,39
  • Lavras – 69,32
  • Itajubá – 68,79

Na outra ponta do ranking regional aparecem Campestre (58,08), Maria da Fé (58,83), Carvalhos (59,08), Pedralva (59,22) e Delfim Moreira (59,58).

O levantamento também mostrou destaque regional em áreas específicas. Em Necessidades Humanas Básicas, depois de Itaú de Minas, aparecem São Bento Abade (86,97 pontos), São Tomás de Aquino (86,84), Itumirim (86,36) e Ribeirão Vermelho (85,97).

Já entre os menores desempenhos nessa dimensão estão Aiuruoca (72,72), Gonçalves (72,98), Poço Fundo (73,33), Wenceslau Braz (73,38) e Bocaina de Minas (73,42).

Na dimensão de Fundamentos do Bem-estar — que considera saúde, educação, meio ambiente e acesso à informação — os maiores destaques regionais foram Poços de Caldas (76,68), Extrema (75,44), Itajubá (75,34), São Lourenço (74,77) e Cambuí (74,68).

Os menores resultados nesse eixo ficaram com Claraval (61,39), Passa Vinte (61,68), Capetinga (62,13), Carmo da Cachoeira (62,14) e Carrancas (62,32).

O IPS Brasil 2026 também analisou a dimensão de Oportunidades, relacionada à inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior. Nesse indicador, São João da Mata lidera regionalmente com 58,81 pontos, seguido por São Sebastião do Rio Verde (54,97), Córrego do Bom Jesus (54,27), Jesuânia (52,87) e Santana do Jacaré (52,77).

Já os menores desempenhos foram registrados em Campestre (33,64), Munhoz (34,68), Andradas (35,40), Maria da Fé (35,43) e Carmo de Minas (35,67).

Segundo o IPS, municípios de menor porte ainda enfrentam mais dificuldades relacionadas à inclusão e ao acesso a serviços mais complexos, especialmente na dimensão de Oportunidades.

Minas Gerais aparece na 5ª colocação nacional em qualidade de vida, com média de 64,66 pontos, acima da média brasileira, que ficou em 63,40.

Novo medicamento para Alzheimer chega ao Brasil, mas preço preocupa

Novo medicamento para Alzheimer chega ao Brasil, mas preço preocupa – Foto: reprodução

A aprovação do medicamento intravenoso Lecanemabe pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz nova esperança para pacientes e familiares que vivem com o Alzheimer no Brasil. O medicamento, indicado para os primeiros sinais da doença, deve chegar às farmácias no fim de junho com o nome comercial de Leqembi e é uma das principais apostas da ciência para atrasar o avanço dos sintomas.

O Lecanemabe é um tipo de anticorpo feito em laboratório que age direto sobre a beta-amiloide, uma proteína ligada ao desenvolvimento do Alzheimer. Segundo o professor Júlio César Moriguti, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, “a beta-amiloide é uma substância patológica que deposita no cérebro e que é o gatilho para iniciar a doença”.

Os estudos com o anticorpo foram publicados no fim de 2023 na revista científica New England Journal of Medicine e mediram principalmente a capacidade mental dos pacientes durante 18 meses. De acordo com Moriguti, os pesquisadores compararam pacientes que usaram o medicamento com outros que receberam placebo (substância sem propriedades medicinais ativas) usando escalas específicas de avaliação clínica.

“O grupo que usou a droga e o grupo que usou placebo tiveram uma diferença de menos 0,45 numa escala de 18 pontos. Isso aparentemente não se traduziu em benefícios perceptíveis para o paciente e/ou para os cuidadores”, explica. Ainda assim, o especialista destaca que os resultados chamam atenção porque o medicamento consegue tirar a amiloide do cérebro. “Essas drogas reduzem muito essa carga de amiloide, de tal forma que passa a ter uma carga semelhante a quem não tem doença”, afirma.

Para o professor, o medicamento é um grande avanço da ciência, mas ainda tem limites. “Eu entendo que representa um avanço real por ter conseguido remover a amiloide, mas há de se entender qual seria o melhor momento de se utilizar essa droga e para quais pacientes. A adoção ampla dessas terapias ainda deve ser muito cautelosa.”

Além de uma eficácia abrangente ainda ser discutida, os efeitos colaterais também preocupam os especialistas. Segundo Moriguti, os principais riscos vistos nos estudos foram inchaço e sangramentos no cérebro. “O principal risco é de sangramento. As hemorragias cerebrais ou micro-hemorragias podem ser sintomáticas ou não”, ressalta. Ele completa que as complicações ligadas a problemas neurológicos aconteceram em cerca de 27% dos pacientes que usaram o medicamento.

Outro ponto que o pesquisador destaca é que os testes foram feitos em um ambiente muito controlado e com pacientes bem específicos. “Quando popularizar essa droga, ela não vai ser usada dessa forma, porque vamos ter pacientes com várias comorbidades”, afirma.

Acesso ao medicamento

Apesar de a Anvisa já ter aprovado o medicamento, a discussão agora é sobre o acesso ao tratamento. O Lecanemabe deve custar cerca de R$ 20 mil por mês, um valor que a maior parte da população brasileira não tem condições de pagar.

Segundo Moriguti, o SUS ou os planos de saúde ainda estão longe de incluir esse medicamento. “A população que poderia ser beneficiada com isso é bastante grande, tanto no Brasil quanto no mundo inteiro. Eu creio que, para o SUS incorporar um tratamento desse e para os planos de saúde pagarem, eles precisam ter um pouco mais de certeza dessa melhora.”

Além do preço alto, o tratamento exige uma estrutura médica complicada. Antes de receber o medicamento na veia, os pacientes precisam fazer exames como PET-CT (um tipo de tomografia), ressonância magnética, testes de biomarcadores e testes genéticos. Depois, ainda é preciso acompanhamento constante em centros especializados.

“Precisa ter um centro de infusão, precisa de ressonância, PET-CT e até neurocirurgião de prontidão para intervir em casos de hemorragia ou grande edema”, explica o professor. “Ou seja, é para lugares bastante restritos.”

Mesmo cuidando de pacientes com Alzheimer e pesquisando a doença na USP, Moriguti diz que ainda não receitou esse tipo de tratamento. “Eu ainda não tive o convencimento de que, ao aplicar essas drogas, vou trazer mais benefícios do que malefícios para o paciente. Isso sem pensar em preço. Quando você coloca o preço na jogada, a restrição vai ser ainda maior.”

Crise no agronegócio impulsiona alta nos pedidos de recuperação judicial e desafia regulamentação no Brasil

Crescimento de 56,4% nas solicitações em 2025 evidencia pressão financeira sobre produtores e reforça necessidade de maior transparência no setor

Crise no agronegócio impulsiona alta nos pedidos de recuperação judicial e desafia regulamentação no Brasil – Foto: reprodução

O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado pelo aumento das taxas de juros desde 2020 e pela volatilidade nos preços das commodities. Esse contexto tem pressionado produtores rurais e contribuído para um avanço significativo nos pedidos de recuperação judicial no setor.

De acordo com dados recentes, 2025 registrou 1.990 solicitações de recuperação judicial de empresas do agronegócio, representando um crescimento de 56,4% em relação a 2024. Entre esses pedidos, 217 foram feitos por produtores de soja, uma das culturas mais impactadas pela queda nos preços desde 2022, apesar de leve recuperação no último ano.

Estudos conduzidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Cepea, indicam que a margem bruta desses produtores pode ter recuado até 47,6% na safra 2025/2026, mesmo em propriedades próprias — cenário que tende a se agravar quando considerados custos adicionais, como o arrendamento de terras.

A crise não afeta apenas os produtores, mas toda a cadeia do agronegócio. A redução na comercialização de máquinas agrícolas, fertilizantes e insumos reflete um setor mais endividado e cauteloso. Ao mesmo tempo, instituições financeiras têm adotado uma postura mais restritiva na concessão de crédito, diante do aumento no risco de inadimplência.

“Estamos diante de um cenário em que o produtor rural enfrenta uma combinação perigosa: aumento do custo do crédito, queda no valor das commodities e restrição no acesso a novos financiamentos. Isso compromete diretamente a capacidade de planejamento e execução das safras”, afirma Claudio Montoro, advogado especialista em recuperação judicial.

Diante desse contexto, o Poder Judiciário tem buscado equilibrar a relação entre devedores e credores, promovendo maior segurança jurídica nos processos de recuperação judicial. Em março de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou o Provimento 216, que estabelece diretrizes para ampliar a transparência e uniformizar procedimentos envolvendo produtores rurais.

A nova regulamentação reforça a necessidade de clareza sobre a situação financeira dos devedores, permitindo aos credores avaliar com maior precisão a viabilidade de recuperação. Entre as medidas previstas, estão o acompanhamento técnico das safras por administradores judiciais e a exigência de perícia especializada para validar a capacidade produtiva e os resultados esperados.

“O Provimento 216 representa um avanço importante ao trazer mais transparência e previsibilidade para os processos. Por outro lado, também exige maior rigor por parte dos produtores, que precisam demonstrar de forma clara a viabilidade da atividade e a real necessidade da recuperação judicial”, explica Montoro.

Além disso, o normativo estabelece critérios mais rigorosos para o acesso à recuperação judicial, como a comprovação de que o produtor exerce diretamente a atividade rural e a demonstração efetiva da incapacidade de pagamento.

“Nem todos os casos são elegíveis para recuperação judicial. Quando há ativos ou fluxo de caixa suficientes, a prioridade deve ser a quitação das dívidas. Um pedido mal estruturado pode, inclusive, agravar a situação do produtor”, alerta o advogado.

Nesse cenário, o especialista reforça a importância do planejamento estratégico e da avaliação criteriosa antes de recorrer ao Judiciário. Em alguns casos, a negociação direta com credores pode ser uma alternativa mais eficiente para a reestruturação financeira.

Heineken atinge 1 milhão de hectolitros em cervejaria de Passos e reforça expansão no Brasil

Heineken atinge 1 milhão de hectolitros em cervejaria de Passos e reforça expansão no Brasil – Foto: reprodução

A cervejaria do Grupo Heineken, em Passos (MG), alcançou um importante marco operacional apenas quatro meses após o início das atividades: a produção de 1 milhão de hectolitros de cerveja. O volume equivale a cerca de 300 milhões de latas e sinaliza o avanço da unidade rumo à sua capacidade total.

A planta, que ainda opera em fase de crescimento gradual, foi projetada para atingir até 5 milhões de hectolitros por ano. Com investimento superior a R$ 2,5 bilhões, o empreendimento é o primeiro projeto greenfield da companhia no Brasil, ou seja, construído do zero.

Desde o início da operação, a unidade produz as marcas Heineken e Amstel, acompanhando a expansão do consumo de cervejas puro malte e do segmento premium, no qual a empresa lidera o mercado nacional.

Além da capacidade produtiva, a cervejaria foi concebida com foco em sustentabilidade. O projeto inclui sistemas voltados à eficiência no uso de água e energia, além de tecnologias para tratamento e reuso hídrico, com o objetivo de reduzir impactos ambientais e tornar a operação mais eficiente.

Segundo o diretor da unidade, Reinaldo Franco, o resultado alcançado reflete o desempenho da equipe e o alinhamento aos padrões globais da companhia. “Produzir o primeiro milhão de hectolitros confirma a maturidade operacional da cervejaria de Passos. Cumprimos e superamos nossos indicadores de desempenho, mantendo o padrão global de qualidade e fortalecendo uma cultura baseada em cuidado com as pessoas, excelência e segurança”, afirmou.

A estrutura da cervejaria ocupa uma área equivalente a cerca de 140 campos de futebol e poderá ser ampliada conforme a demanda do mercado. A instalação também contribui para fortalecer a presença industrial da empresa no Sudeste, além de otimizar a logística de distribuição para a região.

No aspecto econômico, o impacto também é significativo. Atualmente, a unidade gera cerca de 350 empregos diretos, sendo aproximadamente 70% ocupados por moradores de Passos e cidades vizinhas. O empreendimento tem impulsionado a cadeia produtiva local e consolidado o município como um polo industrial emergente em Minas Gerais.

O marco de produção foi celebrado na manhã desta quinta-feira em uma cerimônia realizada na própria unidade, com a presença de autoridades locais, entre elas o prefeito de Passos, Diego Oliveira.

Passense representa o Brasil na Conferência de Ministros da Justiça dos países Ibero-Americanos

Passense representa o Brasil na Conferência de Ministros da Justiça dos países Ibero-Americanos – Foto: arquivo pessoal

A cidade de Passos foi representada em um importante evento internacional da área jurídica na última semana. A servidora pública Débora Pollo, integrante do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, participou da Conferência de Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos, realizada na Cidade do Panamá.

O encontro reuniu autoridades e representantes governamentais de diferentes países para debater políticas públicas e mecanismos de cooperação jurídica internacional voltados ao fortalecimento dos sistemas de justiça. Durante as discussões, Débora integrou a delegação brasileira e chegou a ocupar lugar à mesa de debates ao lado de representantes de outras nações, oportunidade em que apresentou e defendeu as posições do Brasil no evento.

Ao término da conferência, os países participantes aprovaram o texto da Convenção Iberoamericana de Acesso à Justiça. O documento estabelece um compromisso conjunto entre as nações envolvidas para ampliar o acesso da população aos sistemas judiciais, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade, além de incentivar a construção de estruturas mais inclusivas e sensíveis às demandas sociais.

Filha de Marcos Pollo e Leonia Pollo, Débora é natural de Passos e construiu sua formação educacional na própria cidade. Durante a infância e adolescência, estudou na escola de sua tia, Lurdes Sanches, e também no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, instituições que fizeram parte de sua trajetória acadêmica.

A presença da passense em um evento internacional desse porte foi recebida como motivo de orgulho para a cidade, ao ver uma de suas cidadãs representar o país em um espaço de diálogo entre diferentes nações. Após retornar da conferência, Débora destacou a satisfação com os resultados alcançados e ressaltou a importância do avanço das discussões voltadas ao fortalecimento do acesso à justiça nos países ibero-americanos.

Passense representa o Brasil na Conferência de Ministros da Justiça dos países Ibero-Americanos – Foto: arquivo pessoal
Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.