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Jornal Folha Regional

Brasileiro é julgado na Irlanda por morte de ex-namorada de Formiga

Brasileiro é julgado na Irlanda por morte de ex-namorada de Formiga – Foto: reprodução/redes sociais

Teve início na última segunda-feira (12), na Irlanda, o julgamento de Miller Pacheco, de 32 anos, réu pelo assassinato da brasileira Bruna Fonseca. Natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Bruna tinha 28 anos quando foi morta, no dia 1º de janeiro de 2023, dentro do apartamento onde o acusado morava, na cidade de Cork.

Miller está detido desde o dia do crime. Em sua primeira oitiva no Tribunal Distrital de Cork, ele negou envolvimento na morte da ex-namorada. Conforme informações do jornal The Irish Times, que acompanha o caso, a previsão é de que o julgamento se estenda por aproximadamente duas semanas.

Relacionamento e depoimentos

Durante a sessão, o promotor Bernard Condon afirmou aos jurados que o relacionamento entre Bruna e Miller havia terminado meses antes do crime. Segundo a acusação, Bruna já estaria envolvida com outro homem, um jovem argentino que conheceu enquanto fazia um curso de inglês na Irlanda.

Uma prima da vítima, que também residia no país europeu na época, foi ouvida como testemunha. Ela contou que, apesar do término, Bruna e Miller se encontraram durante uma comemoração de Réveillon, na virada para 2023.

Ainda de acordo com o The Irish Times, a testemunha relatou que, após o crime, Miller telefonou para um amigo afirmando que havia matado Bruna e chegou a enviar um vídeo que mostrava o corpo da jovem.

A prima afirmou ainda que foi até o prédio onde o acusado morava e o encontrou do lado de fora. Questionado, ele negou inicialmente o crime, mas, após insistência, disse que teria sufocado a ex-namorada. A polícia foi acionada e Miller acabou detido e encaminhado à delegacia.

O julgamento prossegue com a oitiva de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa.

Histórico do casal

Bruna e Miller mantiveram um relacionamento por cerca de três anos. No início de 2022, o casal se separou, mas retomou o namoro em julho do mesmo ano. Em setembro, Bruna se mudou para a Irlanda e, dois meses depois, Miller também foi para o país europeu.

Em novembro de 2022, os dois encerraram novamente o relacionamento. Apesar disso, continuaram vivendo na mesma cidade, porém em residências diferentes.

O crime

Na manhã de domingo, 1º de janeiro de 2023, por volta das 6h30, a polícia irlandesa foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no apartamento localizado na Liberty Street, onde Miller residia. Equipes de emergência tentaram reanimá-la, mas a jovem não resistiu.

Exames posteriores apontaram que Bruna morreu em decorrência de estrangulamento e agressões físicas. Mesmo negando a autoria do crime, Miller foi preso e teve a fiança negada.

Segundo as investigações, horas antes da morte, Bruna participou de uma festa de Réveillon da qual o ex-namorado também esteve presente. No tribunal, a acusação sustentou que a jovem foi ao apartamento de Miller para que ambos pudessem ver, por meio de uma videochamada, um cachorro que tiveram juntos quando moravam no Brasil.

Moradores do prédio relataram à polícia terem ouvido gritos de uma mulher por volta das 4h15 da madrugada.

Último contato com a família

O último contato de Bruna com a família em Formiga ocorreu nas primeiras horas de 2023. Em uma chamada de vídeo, ela conversou com parentes enquanto estava em uma festa. A irmã, Izabel Fonseca, afirmou que a jovem aparentava estar bem.

Izabel contou ainda que o relacionamento da irmã com Miller sempre foi reservado. Antes de se mudarem para a Irlanda, o casal viveu junto em Franca (SP). A família sabia que eles haviam terminado e reatado em 2022, pouco antes da mudança para o exterior.

Bruna viajou primeiro, em setembro, por já estar com a documentação pronta. Miller se mudou para Cork em meados de novembro.

Quem era Bruna Fonseca

Descrita por familiares e amigos como uma pessoa discreta, determinada e carismática, Bruna Fonseca se mudou para a Irlanda com o objetivo de participar de um intercâmbio e aprimorar os estudos.

Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga, Bruna era religiosa e muito querida por quem convivia com ela. Em 2018, aos 24 anos, concluiu o curso de Biblioteconomia na Universidade de Formiga (Unifor-MG).

Em entrevista anterior, a irmã Izabel relembrou a força da jovem. “Ela sempre dizia que, mesmo que tudo desse errado, tentaria de novo. Nunca desistia. Jamais imaginamos que algo assim pudesse acontecer”, afirmou.

Zema critica código penal brasileiro: ‘Temos resistência em deixar criminoso preso’

Zema critica código penal brasileiro: 'Temos resistência em deixar criminoso preso' - Foto: reprodução
Zema critica código penal brasileiro: ‘Temos resistência em deixar criminoso preso’ – Foto: reprodução

O governador Romeu Zema criticou o código penal brasileiro nesta segunda-feira (5/5), e afirmou que as leis no país devem ser mais rígidas, principalmente para casos de crimes recorrentes.

“Parece que temos uma resistência, principalmente no legislativo federal, no judiciário, em deixar criminoso preso. Mas nós governadores, principalmente do Sul e Sudeste, já pleiteamos ao presidente do senado, ao presidente da Câmara e ao ministro da Justiça a revisão dessa situação absurda e outras mais também. Não só essa de quem cometeu reiteradas vezes o mesmo delito, como também alguém que rompeu tornozeleira eletrônica sem automaticamente ter a prisão decretada. E também liberdade de atuação pelos policiais”, comentou Zema.

A declaração ocorreu durante evento do governo do estado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, que oficializou a entrega de 223 novos veículos para a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

“Essas viaturas significam mais patrulhamento, mais ações, mais conforto e segurança para a nossa Polícia Militar, que com 250 anos de existência é a mais respeitada do Brasil”, afirmou o governador durante a cerimônia.

Via: Rede 98

Brasileiro desenvolve técnica inédita que detecta e trata o câncer de mama simultaneamente

Pesquisador e mastologista Henrique Lima Couto é autor de estudo inédito que representa esperança para pacientes com câncer de mama - Foto: divulgação
Pesquisador e mastologista Henrique Lima Couto é autor de estudo inédito que representa esperança para pacientes com câncer de mama – Foto: divulgação

Um estudo brasileiro pode representar um grande avanço no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. A doença é a primeira em mortes por câncer entre as mulheres no Brasil. De acordo com o INCA, Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é de que tenhamos, no Brasil, 73.610 novos casos de câncer de mama até 2025.

O estudo, único do gênero no mundo, é desenvolvido pelo pesquisador, mastologista e presidente do Departamento de Imagem e Procedimentos Minimamente Invasivos da Mama da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Henrique Lima Couto e foi apresentado em um dos mais prestigiados congressos de imagem da mama do mundo, o EUSOBI – Congresso Anual da Sociedade Europeia de Imagem Mamária, realizado em Lisboa, no mês de outubro.

A técnica é conhecida como Mamotomia e já é usada desde 1996, no entanto, apenas restrita à biópsia diagnóstica para determinar se uma lesão é maligna. A inovação deste estudo está na possibilidade de realizar o diagnóstico e o tratamento ao mesmo tempo, o que representa um grande avanço no combate ao câncer de mama. “Essa é uma notícia que traz esperança, já que o Brasil enfrenta grandes desafios no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento, e essa técnica tem o potencial de reduzir drasticamente os custos, reduzir o tempo de diagnóstico e tratamento do câncer, e melhorar consideravelmente a qualidade de vida das pacientes, evitando-se uma cirurgia tradicional com um procedimento que dura em média 23 minutos”, destaca o pesquisador.

Sobre o estudo

Segundo o pesquisador Henrique Lima Couto, o método mostrou-se eficaz no diagnóstico e tratamento de pequenas lesões únicas de até 15 mm. A pesquisa está em andamento há 10 meses, na clínica Redimama, em Belo Horizonte e até o momento, em torno de 50 mulheres foram submetidas ao procedimento com elevada taxa de sucesso.

“A grande inovação é a técnica de avaliação das margens associada a Excisão Assistida à Vácuo. Por meio dessa técnica é possível prever se o tumor foi completamente ressecado pelo procedimento podendo no futuro evitar e prescindir a cirurgia. Até o momento, estamos com 100% de ressecção completa quando a avaliação das margens é satisfatória e negativa”, afirma o pesquisador. 

Resultados preliminares

Os resultados preliminares foram apresentados, em maio, no Simpósio Brasileiro de Câncer de Mama (BBCS), em Brasília e se tornarão públicos também durante o Simpósio Internacional de Tratamento Mínimo e Imagem de Mama, o Breastmit 2024, que ocorre nesta sexta (8) e sábado (9), na capital mineira.

O evento vai reunir especialistas de todo o Brasil, de outros 13 países e vai abordar as inovações inovações em diagnóstico por imagem e tratamentos minimamente invasivos para doenças mamárias, incluindo o câncer de mama.

O Breastmit 2024 é totalmente on-line e gratuito, sem fins lucrativos e direcionado para médicos e estudantes de Medicina. Entre os principais temas, destacam-se tratamentos avançados para câncer de mama, inovações em imagens e discussões sobre redução do tratamento, especialmente em câncer de mama em estágio inicial, técnicas avançadas de biópsia e ablação, novos métodos de rastreamento e prevenção, a integração de tecnologias de ponta para melhorar o cuidado; além da discussão de tópicos como inteligência artificial em imagens de mama, técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e precisão em diagnósticos para recorrência de câncer de mama.

Para o mastologista Henrique Lima Couto que também é presidente do Simpósio, o evento é especialmente relevante para os profissionais da saúde no que se refere as abordagens menos invasivas e com melhor qualidade de vida para as pacientes.

“Temos a honra de receber palestrantes de países como, por exemplo, Estados Unidos, França, Canadá, Argentina, Reino Unido, Espanha, Holanda e Alemanha, o que reforça o caráter internacional e a relevância do Simpósio. Estamos extremamente felizes em oferecer uma plataforma gratuita para que médicos, pesquisadores e profissionais da área possam se atualizar e trocar experiências”, afirma.

Serviço:

Breastmit 2024
Gratuito e online
Inscrições: www.breastmit.com.br

Vídeo: dançarino brasileiro com deficiência emociona jurados do America’s Got Talent

Um participante brasileiro levou a plateia e os jurados do America’s Got Talent à loucura no último episódio do show de calouros da NBC.

O dançarino Samuel, conhecido como Samuka, contou que teve a perna amputada aos 13 anos devido a um câncer. Quando começou seu número, o jovem de Recanto das Emas (DF), arrancou gritos de surpresa do público enquanto executava giros, saltos mortais e passos de break com todo o molejo brasileiro.

Os elogios foram unânimes: os jurados Simon Cowell, Sofia Vergara, Heidi Klum e Howie Mandell deram “sim” ao participante e se emocionaram com sua performance. O apresentador Terry Crews também ficou impactado.

“Aquilo foi inacreditável. Eu daria nota 12 de 10”, bajulou Simon, que tem fama de durão e costuma esculachar os calouros de que não gosta. Heidi Klum completou: “Começou bom e foi ficando melhor, mais selvagem, com mais e mais saltos. Foi incrível.”

“A dança é minha parte favorita do America’s Got Talent e você não me decepcionou. Você é um dos melhores que eu já vi”, se derreteu Sofia Vergara. “Seu estilo é tão contemporâneo e você até esquece que é amputado quando toma conta desse palco”, falou Howie Mandell.

Na entrevista com Terry Crews após deixar o palco, Samuka foi novamente elogiado pelo apresentador. “Isso foi incrível, como você faz o salto mortal com uma perna só?”, perguntou Terry.

“O limite está aqui”, respondeu o dançarino apontando para a cabeça. “O impossível é só uma oportunidade para explorar. Não desisto nunca”.

Brasileiro condenado a prisão perpétua por matar ex-namorada e que estava foragido nos EUA é capturado

Brasileiro condenado a prisão perpétua por matar ex-namorada e que estava foragido nos EUA é capturado – Foto: divulgação

Danilo Cavalcante, o brasileiro condenado à prisão perpétua que fugiu da cadeia nos Estados Unidos, foi capturado nesta quarta-feira (13), anunciou a polícia da Pensilvânia.

A captura acontece no 14º dia das buscas, que envolveram uma megaoperação com 500 policiais, participação do FBI e mobilização de prefeituras e governos regionais. Mesmo assim, Cavalcante, que matou a facadas uma ex-namorada e escalou as paredes da prisão para fugir, conseguiu caminhar por 38 quilômetros, roubar uma van e um rifle e trocar tiros com um morador (leia mais detalhes abaixo).

“A captura de Cavalcante dá fim ao pesadelo das duas últimas semanas, e agradecemos a cada um dos policiais regionais, estatuais e federais que saíram às ruas em todas as condições, dia e noite”, declarou a polícia do condado de Chester, na Pensilvânia, em comunicado.

Danilo Cavalcante, condenado por matar a ex-namorada Débora Evangelista Brandão, estava foragido desde 31 de agosto, quando conseguiu escapar da prisão escalando paredes (leia mais abaixo).

Cavalcante foi preso pouco depois das 08h no horário local (09h no horário de Brasília). O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, liderou a entrevista coletiva para informar da captura. Ele afirmou que ninguém ficou ferido durante toda a megaoperação e que a polícia não teve de disparar nenhum tiro para a prisão.

Autoridades temiam a possibilidade de vítimas pelo fato de que o brasileiro estava armado (leia mais abaixo).

Câmera térmica

A operação final para capturar Cavalcante durou várias horas. Um dos investigadores revelou à agência de notícias Associated Press, que policiais usaram imagens térmicas de aeronaves para identificar uma possível localização. A partir daí, homens em terra fora até o ponto e capturaram Cavalcante.

No período de fuga, o brasileiro foi visto algumas vezes por câmeras de segurança e moradores. A última delas antes da captura foi na cidade de South Coventry, no condado de Chester, no leste da Pensilvânia.

Lá, ele roubou um rifle na porta da garagem de um morador de South Coventry, que estava aberta. O morador viu e trocou tiros com o brasileiro, mas os investigadores acreditavam que Cavalcante não chegou a ser atingido, porque, segundo a investigação, ele conseguiu correr para uma floresta – até a última atualização desta reportagem, a polícia não havia detalhado se ele tinha algum tipo de ferimento ao ser encontrado.

Um cerco foi então montado na região, a 32 quilômetros da prisão de onde ele escapou, e a 74 quilômetros da cidade da Filadélfia, a maior cidade da Pensilvânia e perto também de Nova York.

“Nós o consideramos desesperado, o consideramos perigoso, toda a dinâmica confirma para nós que ele tem uma arma”, afirmou o tenente-coronel George Bivens, responsável pela megaoperação, na terça-feira (12).

Bivens afirmou na ocasião ter certeza que Cavalcante estava dentro do perímetro de buscas estabelecido e que ele seria preso “o quanto antes”.

As últimas pistas que fizeram a polícia fechar o cerco e checar mais perto do brasileiro foram:

  • Pegadas “idênticas” às dos sapatos que Cavalcante usava na prisão;
  • O caminho até uma área de floresta que ele provavelmente fez após roubar um rifle na porta da garagem de uma casa em South Coventry.
  • A rota de fuga não-linear. Segundo a polícia, Cavalcante começou caminhando em direção ao sul da Pensilvânia, mas agora anda em direção ao norte;

A operação de buscas durou 14 dias e angariou críticas pela demora em encontrar o fugitivo dentro de um perímetro de poucos quilômetros. O tenente-coronel George Bivens negou falhas. Ele disse que a tática foi cercar o brasileiro e “estressá-lo” até que ele ficasse acuado e fosse finalmente encontrado.

“A polícia está fazendo um ótimo trabalho. Sabemos que ele está dentro do nosso perímetro de buscas, e Cavalcante será preso o quanto antes”, disse Bivens na terça-feira.

Durante as operações de busca, escolas chegaram a cancelar aulas, e as autoridades pediram que moradores evitassem sair de casa e trancassem portas.

“Os residentes da área são solicitados a trancar todas as portas e janelas, proteger os veículos e permanecer em casa. Não se aproxime”, publicou a polícia em uma rede social esta semana.

Recompensa e Interpol

Ao longo dos dias, as autoridades da Pensilvânia também foram subindo as recompensas para quem encontrasse Cavalcante. A mais recente delas oferecia US$ 25 mil (cerca de R$ 123 mil).

Além disso, o nome do brasileiro também foi incluído na lista de procurados da Interpol.

A fuga de Danilo também provocou a prisão da irmã dele, que mora nos Estados Unidos. As autoridades não forneceram detalhes sobre a motivação. No entanto, ela deve ser deportada.

Nesta quarta, em entrevista ao jornal “The New York Times”, a mãe do brasileiro, Iracema Cavacalte, afirmou que o filho foi treinado para lutar pela sobrevivência e negou que ele pudesse ser uma ameaça.

Danilo Cavalcante nasceu e cresceu no Tocantins.

Roubo de carro

Nos primeiros dias após fugir da prisão, Danilo estava em uma área de vegetação que a polícia tentou isolar. No entanto, a densidade da mata ajudou com que ele conseguisse escapar.

Logo depois, de acordo com as autoridades, Danilo conseguiu encontrar um carro com chave dentro em uma região próxima da que estava cercada – a região, de cidades pequenas, é tranquila, e moradores costumam deixar chaves em carros e portas abertas.

Crime

Danilo Cavalcante foi condenado por matar a ex-namorada Débora Evangelista Brandão. O crime aconteceu em abril de 2021, na cidade de Phoenixville. No dia 31 de agosto, ele conseguiu escapar da prisão. Desde então, buscas são feitas.

O crime pelo qual o brasileiro foi condenado aconteceu em abril de 2021, na cidade de Phoenixville.

O brasileiro também é suspeito de ter matado o estudante Valter Júnior Moreira dos Reis em Figueirópolis, nos arredores de Palmas, em 2017.

O caso ainda corre na Justiça do Tocantins.

Brasileiro é assassinado nos EUA após elogiar cachorro

Brasileiro é assassinado nos EUA após elogiar cachorro – Imagem: redes sociais.

O brasileiro Matheus Martines Gaidos, de 27 anos, trabalhava como entregador de flores em Oakland, nos Estados Unidos, quando foi morto após elogiar um cachorro. O tutor do animal não teria gostado e atirou à queima-roupa contra o jovem.

Os pais de Gaidos viajaram do Brasil para a Bay Area na última sexta-feira assim que souberam da morte do filho. Eles descreveram o que aconteceu como “cruel”. O brasileiro estava nos EUA havia cinco anos, mas voltaria ao Brasil daqui a dois meses.

Matheus elogiou o animal, o tutor não gostou e os dois começaram a discutir. Segundo informações da emissora KTVU FOX 2, a mãe do jovem, Isabel Martines, contou que o filho estava no celular jogando videogame com um amigo no Brasil enquanto ele tentava entregar flores. O amigo ouviu Gaidos dizer “bom cachorro” e então começou uma confusão.

‘Levei um tiro’

— Matheus disse a ele no telefone ‘Levei um tiro’. Ele estava apenas fazendo sua última entrega antes de ir para casa. Ele não estava fazendo nada de errado — disse Isabel.

Matheus foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O atirador e a mulher que estava com ele foram detidos pela polícia americana.

— É difícil perdoar algo que aconteceu assim — disse seu pai Antonio Gaidos à emissora.

—Queremos justiça, só não queremos ver isso acontecendo com outra pessoa. Eles planejam transportar o corpo de volta ao seu país de origem para ser enterrado.

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