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Jornal Folha Regional

Polícia Civil prende suspeitos de homicídio após corpo ser encontrado em cafezal em Bom Jesus da Penha

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu cinco pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio de um homem encontrado amarrado e parcialmente enterrado em um cafezal de Bom Jesus da Penha (MG), crime que ganhou repercussão em outubro deste ano e segue sob investigação.

A descoberta ocorreu após um trabalhador rural sentir um odor forte vindo da plantação. Inicialmente, ele acreditou que se tratasse de um animal morto, mas acionou a polícia. Com a chegada das equipes ao local, foi constatado que se tratava de um cadáver humano, o que deu início imediato às investigações.

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (17), o delegado responsável pelo caso, Manoel Nora, detalhou os caminhos que levaram à identificação dos suspeitos. Segundo ele, o estado do corpo dificultava o reconhecimento da vítima, já que o rosto estava irreconhecível devido à fase gasosa da putrefação. O único elemento visível encontrado junto ao cadáver era um pedaço de corda.

A vítima estava com as mãos amarradas para trás e os pés presos às mãos, característica que, de acordo com o delegado, indicava tortura e execução. A corda utilizada chamou a atenção dos investigadores por aparentar ser nova, com sinais de primeiro uso.

A partir dessa observação, a Polícia Civil iniciou diligências em comércios da região que vendem esse tipo de material, como supermercados e lojas de construção. Em um dos estabelecimentos, foi encontrada uma corda idêntica à usada no crime, de padrão tricolor. A análise de imagens do sistema de segurança permitiu identificar as pessoas responsáveis pela compra.

Com essas informações, a polícia solicitou e cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Durante as ações, foi localizado o restante da corda utilizada no homicídio. Conforme relatado pelo delegado, os investigados tentaram justificar a posse do objeto, alegando que ele seria usado para montar um balanço. No entanto, a versão não se sustentou, já que o imóvel era um sobrado e não havia local apropriado para tal instalação.

Outros materiais apreendidos reforçaram as suspeitas e impulsionaram o avanço das investigações. Paralelamente, a polícia enfrentava a dificuldade de não haver, inicialmente, registro de desaparecimento compatível com as características do corpo encontrado. Com o aprofundamento do trabalho investigativo, a vítima foi identificada como um homem de 32 anos, morador da cidade de Passos (MG).

Segundo a Polícia Civil, as apurações indicaram que o homem foi levado de Passos até Bom Jesus da Penha. No município, ele teria sido mantido em um imóvel conhecido como “Cantoneira”. Ainda conforme o delegado, a vítima foi submetida a um chamado “tribunal do crime”, no qual ocorreram ligações e videochamadas antes da decisão pela execução.

Após esse julgamento informal, o homem foi morto e teve o corpo ocultado no cafezal. Para a polícia, desde a identificação da vítima ficou evidente que o caso envolvia circunstâncias mais complexas do que um homicídio comum.

Os cinco suspeitos presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no crime.

Polícia Civil prende suspeitos de homicídio após corpo ser encontrado em cafezal em Bom Jesus da Penha – Foto: divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prende suspeitos de homicídio após corpo ser encontrado em cafezal em Bom Jesus da Penha – Foto: divulgação/Polícia Civil

Corpo de homem é encontrado enterrado em cafezal com as mãos amarradas em Bom Jesus da Penha

Um homem foi encontrado morto e parcialmente enterrado em um cafezal na tarde desta segunda-feira (27/10), na zona rural de Bom Jesus da Penha, no Sul de Minas. Segundo informações iniciais, a vítima ainda não foi identificada.

O corpo foi localizado por um trabalhador rural, que notou um cheiro forte enquanto executava tarefas na propriedade. Ao verificar a origem do odor, ele percebeu que se tratava de um corpo humano, com parte do ombro exposta, e acionou imediatamente as autoridades.

Equipes da Polícia Militar (PMMG) e da Polícia Civil (PCMG) compareceram ao local, isolaram a área e acionaram a perícia técnica. Segundo os peritos, o corpo apresentava as mãos amarradas e estava vestido com uma blusa azul.

A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames que devem indicar a causa da morte e auxiliar na identificação formal. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e informou que nenhuma linha de investigação é descartada neste momento.

A perícia também deve examinar vestígios encontrados na área, como marcas no solo e possíveis objetos ligados ao crime. Moradores e testemunhas da região estão sendo ouvidos para ajudar a esclarecer o ocorrido.

A expectativa é que novos detalhes sejam revelados após a conclusão dos exames periciais e da identificação da vítima.

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