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Jornal Folha Regional

Rodrigo Pacheco anuncia saída da política e descarta candidatura ao governo de Minas em 2026

Pacheco confirma que não disputará governo de MG e diz que vai encerrar carreira política – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco confirmou publicamente, na última sexta-feira (29), que não participará da disputa pelo Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Durante um evento realizado em São Paulo, o parlamentar também revelou que pretende encerrar sua trajetória política ao término do atual mandato no Senado, previsto para 2027.

A declaração foi feita após sua participação em um painel sobre tecnologia promovido pelo grupo empresarial Lide. Ao conversar com jornalistas, o ex-presidente do Senado afirmou que sua decisão é definitiva e afastou qualquer possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes ou assumir futuramente uma vaga em tribunais superiores.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

O posicionamento ocorre pouco mais de uma semana após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo mineiro. Nos bastidores, a manifestação foi interpretada como um indicativo de que o partido não conseguiu viabilizar uma aliança que permitisse ao senador disputar o cargo com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo dos últimos meses, o nome de Pacheco vinha sendo apontado por integrantes do governo federal e do PT como uma das principais alternativas para representar o grupo político de Lula na corrida pelo comando de Minas Gerais. O estado é considerado estratégico no cenário eleitoral nacional devido ao peso de seu eleitorado.

Embora nunca tenha oficializado uma pré-candidatura, o senador admitiu anteriormente que manteve conversas com lideranças petistas sobre a possibilidade. Em abril, ele deixou o Partido Social Democrático e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento que ampliou as especulações sobre uma eventual candidatura ao governo estadual.

Ao comentar sua trajetória, Pacheco destacou os cargos que ocupou ao longo dos últimos 12 anos de vida pública.

“Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de rever a decisão no futuro ou de ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o senador negou as duas hipóteses.

“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Ainda na sexta-feira, o Lide promoveu um segundo encontro que reuniu autoridades e lideranças políticas, entre elas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o vice-governador paulista Felício Ramuth, o ex-presidente Michel Temer e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

Durante coletiva de imprensa, Baleia Rossi lamentou a decisão do senador de deixar a vida política e aproveitou para defender uma aproximação em torno da candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas Gerais.

“Eu lamento que ele esteja colocando um ponto final, como ele mesmo falou, na vida pública. Claro que vai continuar contribuindo para os grandes debates e que, se de alguma forma a gente puder dialogar para que haja uma convergência em torno do apoio a Gabriel Azevedo, isso seria muito importante para nós, pela relevância de sua liderança”, afirmou Baleia.

Cleitinho afirma que não abre mão de candidatura ao governo de MG

Senador Cleitinho Azevedo – Foto: Roque de Sv°/Agencia Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) respondeu às críticas de que não estaria preparado para assumir o governo de Minas Gerais e disse que, na verdade, não está preparado para roubar ou colocar amigos em cargos comissionados.

Ele ainda afirmou que é o único capaz de “varrer” o PT de Minas, com a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD) apoiada pelo presidente Lula (PT), e afirmou que não abre mão de candidatura ao governo mineiro. A terceira frente na disputa para ser governador é o atual vice-governador Mateus Simões (PSD), apoiado pelo atual governador, Romeu Zema (Novo).

Em entrevista à Revista Timeline, o parlamentar disse que abriria mão da candidatura caso outra pessoa liderasse pesquisas internas de partidos da direita de intenção de voto, mas o primeiro lugar é ocupado por ele e não há motivos para desistir. Segundo ele, seu eleitor e o de Nikolas Ferreira são parecidos, então não faz sentido ambos disputarem a cadeira.

“Eu apareço com mais de 40%. Por que eu tenho que abrir mão? Por que eu tenho que ser um covarde de abrir mão de ser candidato? Se a direita tem que estar unida, por que a direita não pode me apoiar?”, afirmou. 

Sem citar nomes, Cleitinho disse que criticaram um possível despreparo dele para o cargo de governador, do que ele discorda. “Eu não estou preparado pra roubar, eu não estou preparado pra colocar carguinho comissionado de amigo lá dentro, eu não estou preparado pra fazer contrato para poder favorecer empresa de pedágio. Isso eu não tô preparado. Eu estou preparado para defender o povo mineiro”, disse o parlamentar, exaltado. Em certo momento, o senador interrompeu um comentário do entrevistador e gritou: “Deixa eu falar, deixa eu falar!”.

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo

PT de MG nega que Pacheco tenha confirmado candidatura ao governo – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após circular a informação de que lideranças petistas teriam afirmado que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) finalmente aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas, a presidente do PT no estado, deputada estadual Leninha, negou que haja definição até o momento. Em nota, a dirigente reconheceu que Pacheco é um nome com densidade política, mas afirmou que o diálogo segue em curso e que, sob sua gestão, o debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias de forma coletiva, “pensando no melhor para Minas e para o Brasil”.

Leninha inicia a nota dizendo: “é público que sempre reconhecemos em Rodrigo Pacheco um nome com densidade política para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Seguimos dialogando dentro de um cenário mais amplo, que também envolve as definições nacionais do partido”.

A deputada menciona os encontros que ocorreram entre o senador e o presidente para tratar sobre o tema, sendo o último dias antes do Carnaval, em 11 de fevereiro. “Nos últimos dias ocorreram conversas importantes entre Luiz Inácio Lula da Silva e Pacheco, com a perspectiva de construir sua presença ao nosso lado na disputa pelo governo do estado”.

Ela lembrou ainda da possibilidade de mudança de partido por parte de Pacheco, que perdeu espaço para se candidatar ao governo mineiro pelo partido após o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, filiar Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato na disputa. Pacheco estaria entre o União Brasil e o MDB. Ele também recebeu convite do PSB.

“Agora é hora de acompanhar os próximos capítulos, inclusive as discussões sobre uma possível mudança partidária. Recebemos esse processo com expectativa, responsabilidade e otimismo. Queremos recolocar Minas no centro do debate nacional, como já aconteceu em momentos históricos com lideranças como Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Tancredo Neves”, cita Leninha.

Ela encerra a nota reforçando que a decisão sobre o candidato apoiado pelos petistas em Minas será feita de forma coletiva. “Aqui em Minas, sob a minha presidência, esse debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias, como sempre fizemos. As decisões serão tomadas de forma coletiva, pensando no melhor projeto para Minas Gerais e para o Brasil.”

“Assim que houver definições oficiais, elas serão comunicadas pelos canais do partido”, finalizou.

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas

Pacheco já procura partido para ser candidato ao governo de Minas – Foto: reprodução

Depois de considerar diferentes caminhos para o futuro político, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deve disputar o governo de Minas Gerais, segundo informações divulgadas pela revista Veja. A decisão ocorre após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que via a ausência de um palanque consolidado no estado como um entrave para seus planos eleitorais.

Pacheco já procura um novo partido para viabilizar a candidatura e a legenda mais cotada para recebê-lo é a União Brasil. A movimentação encerra um período de indefinição, no qual o senador chegou a cogitar a Presidência da República, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo a saída da vida política.

A entrada de Pacheco na disputa atende a uma demanda do Palácio do Planalto. Lula considera o senador o nome mais adequado para liderar a chapa em Minas Gerais e estruturar o palanque estadual que dará sustentação ao projeto do governo federal junto ao eleitorado mineiro. Até então, o presidente não contava com um candidato definido no estado para representar suas pretensões eleitorais.

A composição da chapa já começa a ser desenhada. A prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), será candidata ao Senado. Pacheco ainda definirá quem ocupará a vaga de vice-governador e quem será o segundo nome ao Senado na coligação.

Pacheco afirma que vaga no STF é ‘página virada’ e que foco é definir candidatura ao governo de Minas

Pacheco afirma que vaga no STF é ‘página virada’ e que foco é definir candidatura ao governo de Minas – Foto: reprodução

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta quinta-feira (27) que considera encerrada a discussão sobre uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que seu foco passa a ser a definição sobre uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026 ou a saída da vida pública ao fim do mandato.

A declaração foi dada após sessão da comissão especial do Senado que discute o novo Código Civil. Pacheco comentou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Messias ainda precisa ser sabatinado pelo Senado.

“Da minha parte, em relação a essa situação, eu considero isso uma página virada, bem amadurecida”, afirmou o senador, ao ser questionado sobre o tema.

Enquanto Pacheco declara que avalia inclusive deixar a política em 2026, setores do PT em Minas Gerais trabalham para que ele dispute o governo do estado. Em reunião em Brasília, na terça-feira (25), a presidente estadual do PT, deputada Leninha, tratou do tema com a bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Segundo participantes do encontro, houve consenso de que o PT mineiro não afastou a ideia de apoiar Pacheco como candidato ao governo. A avaliação interna é que o partido pode aguardar uma decisão definitiva do senador, que transmitiu recentemente a Lula a possibilidade de encerrar a trajetória política ao fim do atual mandato.

No mesmo encontro, dirigentes e parlamentares petistas também trataram da composição da chapa para o Senado. A prefeita de Contagem, Marília Campos, foi apontada como nome em construção para disputa à vaga de senadora, com apoio de diferentes grupos internos do PT.

Aliados articulam para evitar saída de cena

Paralelamente às declarações públicas de dúvida sobre seu futuro, aliados de Pacheco articulam para convencê-lo a permanecer na política e disputar o governo mineiro em 2026. Integrantes de sua base relatam que pretendem fazer um movimento organizado, porém discreto, para apresentar ao senador um cenário em que consideram haver condições de vitória.

Segundo interlocutores, o argumento central é o de que Pacheco poderia se tornar o nome de unificação de segmentos da centro-esquerda e de campos próximos, em torno de uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Esse grupo vê na possível aliança com o PT e no apoio direto de Lula um fator relevante na montagem da campanha no estado.

De acordo com relatos, prefeitos e deputados ligados ao senador planejam encontros e conversas para demonstrar a ele que haveria base territorial, tempo de televisão e palanque nacional suficientes para uma disputa em Minas, sobretudo se houver alinhamento com programas federais em execução no estado.

Definição passa por consultas

Na fala desta quinta-feira, Pacheco reforçou que qualquer decisão sobre o futuro político passará por consultas à sua base em Brasília e em Minas. “Cabe agora sentar com meus companheiros do Senado e companheiros de Minas Gerais para decidir sobre a candidatura”, declarou.

O senador também destacou que mantém canais de diálogo com diferentes campos. “Converso com todo mundo. Até com meus adversários políticos eu dialogo”, afirmou, atribuindo a prática ao funcionamento das instituições democráticas.

Caso opte pela disputa ao governo, Pacheco terá ainda de resolver o destino partidário. Com o PSD abrigando a pré-candidatura de Mateus Simões, o senador conversa com outras siglas, entre elas PSB, MDB e União Brasil. O grau de autonomia que cada partido poderia assegurar em uma campanha estadual é apontado por pessoas próximas como fator determinante.

No PT mineiro, as movimentações em torno de Pacheco são vistas em conjunto com a tentativa de organizar o palanque de Lula no estado. A construção da possível candidatura de Marília Campos ao Senado e a expectativa sobre a decisão do senador compõem o desenho inicial da aliança para 2026.

Dirigentes petistas avaliam que Pacheco poderia funcionar como ponto de convergência entre setores que hoje se encontram dispersos no campo progressista em Minas. Para isso, porém, será necessário que o senador confirme a permanência na vida pública e aceite liderar uma chapa estadual em coordenação com a estratégia nacional do Planalto.

Prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, oficializa candidatura a presidência da AMM

O anúncio foi feito durante sua fala em um evento que reuniu prefeitos das macrorregiões do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, realizado na cidade de São Lourenço

Prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, oficializa candidatura a presidência da AMM - Foto: reprodução
Prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, oficializa candidatura a presidência da AMM – Foto: reprodução

Durante o encontro promovido pela Associação Mineira dos Municípios (AMM), Marcelo Morais, que também é presidente da Associação Pública dos Municípios Mineiros do Médio Rio Grande (AMEG), apresentou-se como candidato para representar o Sudoeste de Minas no processo eleitoral da entidade. Ele ainda sugeriu a possibilidade de uma composição política para evitar divisões entre os prefeitos na disputa pela presidência da Associação.

Ao discursar, representando a AMEG, Morais convocou o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, e o atual presidente da AMM, Marcos Vinícius, para um almoço que seria realizado na quinta-feira, 16. O objetivo seria debater uma possível composição política em nível regional e estadual, a fim de garantir a unidade entre os prefeitos na AMM. Contudo, o prefeito Falcão deixou o evento antes do encerramento, justificando outros compromissos em sua agenda.

Marcelo Morais também foi recebido pelo presidente Marcos Vinícius para uma conversa. Na ocasião, Marcos anunciou oficialmente sua candidatura à reeleição como presidente da AMM. Dessa forma, estão na disputa pelo cargo de liderança da Associação os seguintes prefeitos: Marcelo Morais, de São Sebastião do Paraíso; Marcos Vinícius, atual presidente; e Falcão, de Patos de Minas.

Segundo Marcelo Morais, o momento foi importante para alinhar bases políticas, lançar sua candidatura à presidência da AMM como representante do Sudoeste mineiro e destacar a necessidade de atenção à região, historicamente preterida em termos de representatividade na Associação.

“Não vou me furtar de levar ao conhecimento do estado de Minas Gerais o quanto a nossa região precisa dessa representatividade. Sou candidato à presidência pelo Sudoeste, pela região Sul e por Minas Gerais, para garantir, principalmente, que a causa municipalista seja defendida a todo momento”, concluiu o prefeito.

Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB

Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB - Foto: reprodução
Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB – Foto: reprodução

Pablo Marçal, coach e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, anunciou que concorrerá à presidência da República em 2026, mantendo-se no PRTB, que segundo ele será renomeado para “Brasileiro”. A decisão foi revelada após uma série de negociações com diferentes partidos, incluindo o União Brasil, conforme reportagem de O Globo.

Marçal enfatizou a importância do empreendedorismo para o desenvolvimento econômico do Brasil. “Serei candidato a presidente pelo PRTB em 2026. O empreendedorismo é a chave para libertar o nosso povo e fomentar o desenvolvimento econômico”, declarou em uma nota à imprensa.

Paralelamente à sua campanha presidencial, Marçal enfrenta desafios legais significativos. Ele está sob investigação tanto pela Polícia Federal quanto pela Justiça Eleitoral devido a acusações de divulgar um laudo falso durante a eleição municipal de São Paulo.

O documento em questão falsamente acusava Guilherme Boulos (PSOL) de usar cocaína, uma alegação rapidamente desmentida. O caso está em análise no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e pode levar à inelegibilidade de Marçal por oito anos, além de possíveis penalidades criminais.

O PRTB, visando as eleições de 2026, planeja lançar candidatos para o Senado e governos estaduais e considera parcerias estratégicas, incluindo uma possível aliança com o cantor Gusttavo Lima, que também expressou intenções presidenciais. Lima e Marçal já iniciaram discussões sobre apoio mútuo em suas candidaturas.

Esta será a segunda tentativa de Marçal para a presidência, após uma candidatura infrutífera em 2022 pelo PROS, que foi impedida pela Justiça Eleitoral.

Além disso, ele concorreu a deputado federal no mesmo ano, mas não assumiu o cargo devido a decisões judiciais adversas. Em 2024, Marçal disputou a eleição municipal de São Paulo, onde obteve 1,7 milhão de votos, terminando em terceiro lugar na corrida mais competitiva da história da cidade.

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