Dois cavalos morrem após serem atropelados por caminhão na Fernão Dias, em Pouso Alegre – Foto: reprodução/redes sociais
Dois cavalos morreram após serem atingidos por um caminhão na madrugada da última quinta-feira (2), na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O acidente foi registrado por volta das 3h15, no km 847 da rodovia, no sentido São Paulo.
Segundo a concessionária responsável pela administração da via, após a colisão, um dos animais ficou sobre o acostamento, enquanto o outro permaneceu na faixa 1 da pista. O caminhão envolvido no acidente parou na faixa 2.
O motorista não ficou ferido. Ele recusou atendimento médico e solicitou apenas apoio para a retirada do veículo. A concessionária informou ainda que o caminhão estava vazio e que não houve derramamento de carga ou qualquer material sobre a pista.
Para o atendimento da ocorrência, a faixa 2 precisou ser interditada. Apesar da restrição, o trânsito apresentou lentidão apenas nas proximidades do acidente, sem registro de congestionamento. Até as 8h30, a concessionária ainda não havia informado previsão para a liberação total da rodovia.
Os dois equinos serão sepultados pela equipe de conservação da concessionária. As circunstâncias que levaram os animais à pista, bem como a identificação do proprietário, não foram divulgadas.
Poços de Caldas proíbe o uso de charretes turísticas puxadas por cavalos – Foto: Prefeitura de Poços de Caldas
Após anos de debates e impasses, a Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (12), o encerramento definitivo do uso de charretes turísticas puxadas por cavalos no município. A decisão foi tomada de forma unânime pelos vereadores.
O texto aprovado é um projeto substitutivo apresentado pelo vereador Lucas Arruda (Rede), líder do governo na Câmara. A proposta determina o fim da tração animal no serviço turístico e autoriza a implantação de carruagens elétricas como alternativa para os passeios na cidade.
A votação ocorreu sob um esquema especial de segurança, com a presença da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Apesar da mobilização, a sessão transcorreu sem intercorrências.
A proposta original sobre o tema havia sido enviada pelo Executivo à Câmara em junho deste ano. O objetivo era criar o serviço de carruagens elétricas e extinguir as charretes tradicionais. No entanto, o projeto recebeu diversas emendas que alteraram seu conteúdo. Pelo regimento interno do Legislativo, a prefeitura não poderia reapresentar um novo texto, o que levou o líder do governo a protocolar um substitutivo.
Com a aprovação, o serviço de carruagens elétricas, voltado ao transporte turístico, ainda dependerá de regulamentação por parte da administração municipal. A operação deverá ficar a cargo da iniciativa privada, por meio de concessão pública, e não há prazo definido para o início do funcionamento.
Já as charretes puxadas por cavalos terão um prazo de até 90 dias, contados após a sanção da lei, para deixar de circular definitivamente. Como forma de compensação, os charreteiros — muitos deles atuando na atividade há décadas — receberão um auxílio financeiro de R$ 20 mil para facilitar a transição para outro ramo econômico. O valor será pago em quatro parcelas e supera a proposta inicial da prefeitura, que previa R$ 15.180.
Também foi aprovada, igualmente por unanimidade, uma emenda do vereador Diney Lenon de Paulo (PT) que institui um “auxílio ração”. O benefício prevê o repasse de R$ 10 mil, distribuídos ao longo de um ano, para ajudar na manutenção dos cavalos. Caso o animal seja vendido, o pagamento do auxílio é automaticamente interrompido.
Atualmente, o serviço de charretes envolve 39 profissionais em Poços de Caldas. Vários deles acompanharam a votação no plenário. Representando a categoria, Silas Cordeiro afirmou que o resultado já era esperado. Segundo ele, o compromisso assumido pelo prefeito em relação ao auxílio para os animais trouxe algum alívio diante do fim da atividade. “A gente já sabia que eles iam votar pelo término. Agora vamos tentar mudar de vida e ver o que é possível fazer daqui para frente”, declarou.
O debate sobre a retirada das charretes turísticas da cidade se estendeu por quatro anos. O processo teve início em dezembro de 2021, quando a prefeitura anunciou a intenção de substituir a tração animal por veículos elétricos, com prazo inicial até outubro de 2022. Desde então, o tema passou por audiências públicas, apresentação de protótipos, tentativas de licitação, decretos suspensos pela Justiça, tumultos em discussões públicas e sucessivas propostas legislativas, até a decisão final tomada neste 12 de dezembro de 2025.
Um vídeo que mostra o resgate de um cavalo caído em plena Avenida João Pinheiro, em Poços de Caldas (MG), voltou a colocar em pauta a discussão sobre o uso de animais nas charretes turísticas da cidade. As imagens, gravadas e compartilhadas nas redes sociais neste domingo (5), mostram o momento em que pessoas ajudam o animal, preso às ferragens da charrete, a se levantar.
O episódio ocorreu próximo à Praça Getúlio Vargas, um dos pontos tradicionais onde os charreteiros costumam estacionar seus veículos. Após a repercussão, o prefeito Paulo Ney (PSD) se manifestou publicamente, pedindo agilidade dos vereadores na votação do projeto de lei que prevê o fim do transporte turístico por tração animal no município.
Prefeitura pressiona por mudança
Segundo o prefeito, a proposta — enviada à Câmara Municipal em junho deste ano — propõe a substituição das charretes por carruagens elétricas, que passariam a operar por concessão pública. Caso seja aprovada, a medida deve encerrar o uso de cavalos em até 90 dias após a publicação da lei. “Conto com o apoio dos vereadores para que esse projeto seja aprovado com urgência”, escreveu Paulo Ney nas redes sociais.
Condutores reagem e defendem continuidade
A Associação dos Condutores de Veículos de Tração Animal de Poços de Caldas informou que abriu uma apuração interna sobre o incidente e garantiu que o cavalo envolvido não sofreu ferimentos e está em plenas condições de saúde.
Em nota, a entidade reforçou o compromisso com o bem-estar dos animais e se posicionou contra o encerramento imediato da atividade.
“Não há indícios de maus-tratos decorrentes do trabalho, fato atestado por laudos periciais judiciais. Propomos uma transição gradual e justa, com aumento da indenização financeira para que os condutores — em sua maioria idosos — possam se realocar dignamente no mercado de trabalho”, diz o comunicado.
Atualmente, 39 charretistas atuam no serviço turístico em Poços de Caldas.
Entenda o impasse
O debate sobre o futuro das charretes turísticas se arrasta há quatro anos, com uma série de avanços e recuos. A seguir, a linha do tempo do impasse:
Dezembro/2021 – Prefeitura anuncia intenção de substituir as charretes por carruagens elétricas até 4 de outubro de 2022.
Julho/2022 – Audiência pública define alterações no projeto e cancela o prazo inicial.
Outubro/2022 – É apresentado o protótipo das carruagens elétricas.
24/01/2024 – Publicado edital de licitação para fabricação de nove carruagens elétricas.
03/06/2024 – Projeto de lei para extinguir as charretes é encaminhado à Câmara; previsão de fim do serviço em setembro de 2024.
Julho/2024 – O então prefeito Sérgio Azevedo (PSDB) anuncia o cancelamento de todos os alvarás de charretes.
04/09/2024 – Prefeitura suspende o serviço por 30 dias.
05/09/2024 – Justiça suspende o ato; no mesmo dia, novo decreto proíbe charretes na área central e na Avenida João Pinheiro.
06/09/2024 – Justiça volta a suspender o decreto.
24/06/2025 – Novo projeto de lei é reenviado à Câmara, propondo a substituição definitiva por carruagens elétricas.
13/08/2025 – Audiência pública sobre o tema é interrompida após tumulto.
O caso mais recente reacende não apenas a polêmica, mas também a pressão política em torno de uma decisão que promete mudar de forma definitiva um dos símbolos turísticos mais tradicionais de Poços de Caldas.
Brasil registra morte de 222 cavalos com suspeita de contaminação por ração; Minas tem 41 casos – Foto: reprodução
O Ministério da Agricultura e Pecuária já contabiliza 222 mortes de cavalos em diferentes estados do país com suspeita de ligação ao consumo de uma ração fabricada pela empresa Nutratta Nutrição Animal. A empresa foi procurada pela reportagem, mas não retornou até a publicação deste texto.
Em comunicado divulgado no dia 17 de junho nas redes sociais da empresa, a Nutratta afirmou que, desde os primeiros sinais de anormalidade, agiu com responsabilidade, cautela e colaborou com os órgãos competentes.
Disse ainda que, até o momento, não há evidências de contaminação ou falhas nos produtos destinados aos bovinos. Já a fábrica que produz a linha de ração para cavalos foi interditada pelo Mapa, e amostras foram coletadas para análise.
“Ressaltamos que o nosso pronunciamento, nesse momento, não se deu por omissão, mas sim por respeito à busca da verdade – um dos valores inegociáveis da empresa. Preferimos adotar uma postura responsável e conservadora, ao invés de emitir alerta sem fundamentação técnica ou orientações precipitadas diante de um cenário desconhecido, sensível e sem precedentes.”
Desde o primeiro comunicado, segundo o ministério, a Fiscalização Federal Agropecuária passou a conduzir investigações nos estabelecimentos onde foram registrados casos de adoecimento e morte de equinos.
“Até o momento, os casos apresentaram associação com o consumo de rações da empresa citada”, disse por meio de nota.
Atualmente, o ministério investiga outras 195 mortes suspeitas, sendo 40 casos no sudoeste da Bahia, 70 em Goiânia (GO), 34 em Jarinu (SP), 10 em Santo Antônio do Pinhal (SP), 18 em Uberlândia (MG), 8 em Guaranésia (MG), 8 em Jequeri (MG) e 7 em Mariana (MG).
Desafios da investigação
Apesar do avanço nas apurações, a ausência de registros formais por meio da ouvidoria –canal oficial para denúncias– tem dificultado o andamento das investigações. Outro desafio enfrentado pela fiscalização é a manifestação tardia dos sintomas nos animais, que muitas vezes surgem depois da suspensão da ração.
“A evolução clínica dos equinos, marcada por insuficiência hepática e uma piora repentina, tem tornado ainda mais complexa a estimativa precisa do número total de óbitos”, informou a pasta, em nota.
Desde o recebimento da primeira denúncia, o ministério realizou duas fiscalizações no único estabelecimento da empresa Nutratta Nutrição Animal. Durante as inspeções, foram encontradas irregularidades que levaram à suspensão cautelar da produção de todas as rações da empresa.
A fabricante ingressou com um mandado de segurança contra as medidas adotadas, e o ministério já apresentou os esclarecimentos ao Poder Judiciário, aguardando agora a decisão da Justiça.
Além da suspensão da fabricação, o Mapa também determinou a interrupção da comercialização de todos os produtos fabricados pela Nutratta. O escopo da restrição foi gradualmente ampliado, à medida que novas informações e indícios sobre a possível relação entre a ração e as mortes dos animais foram sendo reunidos. O ministério pede ainda que qualquer informação ou denúncia relacionadas ao caso sejam encaminhadas por meio da ouvidora.
ONG vai denunciar à polícia casos de maus-tratos a cavalos registrados em Passos- Foto: divulgação/ONG Patas Amigas
Uma ONG de Passos (MG) vai denunciar à Polícia Civil dois casos de maus-tratos a cavalos ocorridos na cidade. Nos dois casos, os animais foram resgatados bastante debilitados, mas não resistiram e morreram. Um dos cavalos é o Tenente, que foi resgatado e cuidado pela Juliana.
“O pessoal colocou no grupo, disse que ele já estava sem vida, já estava fedendo. E assim, de imediato, eu e meus filhos mais velhos fomos lá verificar se realmente estava constatada a morte do cavalo, que é o Tenente que estava lá. Chegando lá, a gente viu que ele estava com sinais de vida. A gente recebeu tipo uma denúncia que o antigo dono dele ia mandar sacrificar ele, onde de mediato eu e minha família, Lamara (amiga) que ajudou, arrumou a carretinha, ajudou a gente trazer ele pra cá”, contou a dona de casa Juliana Fátima de Paula.
Ela resgatou o cavalo no mês passado em condições de maus tratos. Ele foi encontrado abandonado em um terreno no bairro Vila Romana, em Passos.
“Que ele olhava pra mim. Só nós dois sabíamos com o outro. O carinho que ele tinha por mim, o carinho que eu tinha por ele, não tá sendo fácil”, se emocionou a dona de casa.
Juliana e o marido montaram uma estrutura no quintal de casa para oferecer um espaço de proteção ao tenente. Foram quase 60 dias intensos com medicação, hidratação e cuidados para que o cavalo pudesse se recuperar. Mas desde a última segunda-feira o amor deu lugar à saudade.
“É a gratidão, porque ele foi em paz, ele não conheceu o amor e ele foi em paz porque ele teve alguém que cuidasse tão bem dele”, disse a dona de casa.
Esse não foi o único caso de abandono e maus-tratos a animais de grande porte em Passos. No dia 15 de outubro, outro cavalo foi encontrado aqui em uma rua de terra do Jardim Polivalente após uma denúncia feita à Secretaria de Meio Ambiente do município. A ONG Patas Amigas esteve aqui no local, encaminhou esse cavalo até uma chácara para que ele pudesse receber os cuidados, mas cinco dias depois, ele também não sobreviveu.
ONG vai denunciar à polícia casos de maus-tratos a cavalos registrados em Passos- Foto: divulgação/ONG Patas Amigas
“Mesmo com todos os cuidados que o veterinário passou, as indicações, ele veio a óbito. Infelizmente não tinha como reverter o quadro dele, era um caso muito grave, eles já estavam tentando já, a ONG já estava tentando em outras formas já, para ajudar a conseguir mais recursos, né, no local próprio, até no Aras, mas ele não tinha condições mais nem de sair do local, porque ali ele ficou bem debilitado”, disse a integrantes da ONG Patas Amigas, Paula Priscila da Silva Garcia.
O cavalo ficou conhecido como Napoleão. Nas imagens gravadas no dia em que foi encontrado, o animal estava muito machucado e recebeu ajuda de voluntários para conseguir se reerguer. Os dois casos foram notificados à Comissão Municipal de Bem-estar Animal de Passos e devem ser encaminhados à polícia.
“Abandonar um animal doente é crime. Ele foi explorado, a vida toda, os dois. E depois, quando não tinha mais serventia, ele foi abandonado. Isso não pode acontecer. Então nós sempre tomamos as providências. Ou são casos, às vezes, diferentes. Ou é militar ou é civil. Só que nesse caso agora vai entrar civil”, completou a integrante da ONG.
Dois cavalos vítimas de maus-tratos, resgatados por ONG, não resistem e morrem em Passos – Foto: divulgação/Patas Amigas
Em um curto espaço de tempo, dois animais de grande porte foram resgatado em situações precárias de saúde e com sinais de maus-tratos, em Passos (MG). O último, com nome de Tenente, foi abandonado pelo dono em um terreno para morrer.
O cavalo foi resgatado pela ONG Patas Amigas, que tentou de tudo para que ele tivesse a saúde restabelecida, mas não adiantou. O animal não resistiu e morreu na madrugada da última segunda-feira (21).
”Tentamos tudo o que foi possível para o Tenente sobreviver… Temos a certeza que sua vida não foi fácil, foi sofrida, mas nos últimos dias foi cuidado com todo o amor que merecia. Agradecemos a todos que contribuíram com os cuidados pelo Tenente, em especial, a Juliana Paula e sua família, que se dedicaram sobremaneira. Sentimos muito Tenente, por tudo o que passou. Vamos continuar aqui na luta por dias melhores para os animais não humanos”, escreveu a ONG.
Outro caso
Dois cavalos vítimas de maus-tratos, resgatados por ONG, não resistem e morrem em Passos – Foto: divulgação/Patas Amigas
O outro caso é do cavalo Napoleão, que foi encontrado em um estado totalmente crítico. Ele também foi abandonado e não possuía mais forças, já não conseguiu nem ao menos erguer a cabeça.
Segundo a Patas Amigas, a Comissão do Bem-estar Animal chegou ao local e solicitou apoio à ONG, que providenciou todo o atendimento para o animal.
Infelizmente, Napoleão também não resistiu. Ele estava magro, desidratado e mal conseguia andar.
”Não sabemos quantos dias ele ficou sem cuidados, mas pelas marcas em seu corpo foi uma vida de sofrimento. Agradecemos a todos que participaram do seu resgate e que doaram para custear as despesas. Napoleão sentimos profundamente toda dor que você sofreu ao longo de sua existência. Vamos continuar firmes no propósito de fazer um mundo melhor para os animais não humanos”, disse a ONG.
Três cavalos soltos na pista provocam acidente em São Sebastião do Paraíso; dois animais morreram – Imagem: Tom Reis.
Três cavalos soltos na pista causaram acidentes por volta das 4h40 da madrugada desta segunda-feira (26), na saída de São Sebastião do Paraíso (MG), sentido Monte Santo de Minas (MG).
Segundo informações de testemunhas, após o atropelamento dos animais, outros veículos não conseguiram visualizar os cavalos e também bateram.
Dois cavalos morreram. A pista foi interditada e a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estiveram presentes no local e realizaram os trabalhos de praxe.
Além dos animais, ninguém ficou ferido.
Três cavalos soltos na pista provocam acidente em São Sebastião do Paraíso; dois animais morreram – Imagem: Tom Reis.
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