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Jornal Folha Regional

Cleitinho afirma que não abre mão de candidatura ao governo de MG

Senador Cleitinho Azevedo – Foto: Roque de Sv°/Agencia Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) respondeu às críticas de que não estaria preparado para assumir o governo de Minas Gerais e disse que, na verdade, não está preparado para roubar ou colocar amigos em cargos comissionados.

Ele ainda afirmou que é o único capaz de “varrer” o PT de Minas, com a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD) apoiada pelo presidente Lula (PT), e afirmou que não abre mão de candidatura ao governo mineiro. A terceira frente na disputa para ser governador é o atual vice-governador Mateus Simões (PSD), apoiado pelo atual governador, Romeu Zema (Novo).

Em entrevista à Revista Timeline, o parlamentar disse que abriria mão da candidatura caso outra pessoa liderasse pesquisas internas de partidos da direita de intenção de voto, mas o primeiro lugar é ocupado por ele e não há motivos para desistir. Segundo ele, seu eleitor e o de Nikolas Ferreira são parecidos, então não faz sentido ambos disputarem a cadeira.

“Eu apareço com mais de 40%. Por que eu tenho que abrir mão? Por que eu tenho que ser um covarde de abrir mão de ser candidato? Se a direita tem que estar unida, por que a direita não pode me apoiar?”, afirmou. 

Sem citar nomes, Cleitinho disse que criticaram um possível despreparo dele para o cargo de governador, do que ele discorda. “Eu não estou preparado pra roubar, eu não estou preparado pra colocar carguinho comissionado de amigo lá dentro, eu não estou preparado pra fazer contrato para poder favorecer empresa de pedágio. Isso eu não tô preparado. Eu estou preparado para defender o povo mineiro”, disse o parlamentar, exaltado. Em certo momento, o senador interrompeu um comentário do entrevistador e gritou: “Deixa eu falar, deixa eu falar!”.

Ex-vereador do MDB é convidado por Cleitinho para ser seu vice-governador em 2026

Ex-vereador do MDB é convidado por Cleitinho para ser seu vice-governador em 2026 – Foto: reprodução

O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) afirmou ao Aparte que foi convidado para ser candidato a vice-governador na chapa do senador e pré-candidato ao governo de Minas Cleitinho (Republicanos). A informação foi confirmada pelo parlamentar, que disse que a ocupação do posto “só vai depender dele (Gabriel)”.

O senador ensaia uma candidatura ao governo de Minas e lidera as intenções de voto nas pesquisas mais recentes. A seu lado, concorreria ao Senado о deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos). Ao Aparte, Euclydes afirmou que convidou Gabriel para coordenar a campanha dele e de Cleitinho e que também tenta convencê-lo a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB – algo que Gabriel já reiterou que não pretende fazer -, por considerar que o ex-vereador pode representar uma base importante em Belo Horizonte. Euclydes é natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, enquanto Cleitinho é de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro.

Segundo Gabriel, além da vaga de vice e de coordenador da campanha, também foi colocada na mesa a possibilidade de uma suplência ao Senado. “O que ouvi de ambos é que, se eu não aceitar o convite para ser candidato a vice-governador, deveria considerar ao menos a suplência ao Senado ou a proposta de ser candidato a deputado federal”, afirmou.

Neste mês, Gabriel, Euclydes e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniram em Brasília para uma “reunião estratégia”, conforme classificou Euclydes, que postou uma foto do encontro. Gabriel também esteve na capital federal na semana seguinte em uma reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e quadros do partido em Minas. As eleições de 2026 teria sido um dos temas centrais. 

Apesar dos convites para participar de candidaturas do Republicanos em 2026, ainda não há garantia de que o partido de Gabriel caminhará com a sigla. As legendas chegaram até a discutir a formação de uma federação, mas as negociações foram paralisadas por tempo indeterminado. Na reunião do MDB, teria sido debatida a possibilidade de lançar o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB) – filho do ex-governador Newton Cardoso, que morreu neste ano – como candidato.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), também tem atraído atenção dentro e fora do partido. Em visita a Belo Horizonte, em junho, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), endossou uma eventual candidatura de Tadeuzinho. Em abril, o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife João Campos, também demonstrou o desejo, caso o deputado migre para o partido. Em entrevista, Euclydes sugeriu uma chapa com Cleitinho e Tadeuzinho.

Gabriel e Tadeuzinho não são os primeiros a serem cogitados como possíveis vices em uma eventual candidatura de Cleitinho. O presidente da Federação das Indústrias (Fiemg), Flávio Roscoe, o ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão (PP) e o deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB) já tiveram os nomes ventilados.

Gabriel, por sua vez, afirma que qualquer decisão passará por dois fatores: seu compromisso com Belo Horizonte – já que se coloca como pré-candidato a prefeito da capital em 2028 – e a construção coletiva com o MDB.

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