Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoal
O talento da cozinha mineira ultrapassou fronteiras e ganhou reconhecimento internacional. O chef de cozinha Takay Sousa, natural de Passos (MG), brilhou durante o evento “Best Gastronomia”, realizado entre os dias 7 e 14 de fevereiro na França, e conquistou a medalha de ouro com um prato típico da culinária de Minas Gerais.
Representando o Brasil e levando no cardápio os sabores, aromas e tradições mineiras, o chef encantou o público e os jurados com uma proposta que uniu técnica, identidade cultural e afeto — características marcantes da gastronomia do interior de Minas.
Além das apresentações na França, o evento também envolveu atividades realizadas em empresas na Alemanha e na Suíça, ampliando ainda mais o alcance da culinária brasileira no cenário europeu. Ao final da programação, Takay voltou para casa com a medalha de ouro na bagagem e o orgulho de ter representado sua cidade e seu país.
Mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero durante a estadia na Europa, o chef mostrou que o calor da cozinha mineira é capaz de aquecer qualquer ambiente. Entre compromissos profissionais, ele ainda encontrou tempo para viver a experiência do inverno europeu — literalmente “entrando numa gelada”.
A conquista reforça o potencial da gastronomia regional como instrumento de valorização cultural e projeção internacional. Para Passos, fica o orgulho de ver um talento da terra levando o nome da cidade para o mundo, com dedicação, comprometimento e amor pela profissão.
Chef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoalChef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoalChef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoalChef passense conquista medalha de ouro em evento gastronômico na Europa – Foto: arquivo pessoal
Minas é eleito um dos melhores destinos gastronômicos do mundo em 2026 – Foto: reprodução
Minas Gerais voltou a ganhar projeção internacional ao ser eleito um dos principais destinos gastronômicos globais para 2026 pela Condé Nast Traveler, uma das mais renomadas e influentes revistas de turismo e estilo de vida do mundo.
Na publicação, a cozinha mineira é destacada ao lado de culinárias consagradas de destinos internacionais como Espanha, Grécia, Canadá, Austrália, Marrocos e Hong Kong.
O reconhecimento reafirma a força da cozinha mineira, marcada por técnicas caseiras, pela valorização de produtos artesanais, como o Queijo Minas Artesanal e o café, além da conexão profunda entre gastronomia, cultura, hospitalidade e território.
A revista também destaca as experiências gastronômicas associadas às vinícolas e rotas turísticas do estado, citando regiões como o Serro e a Cordilheira do Espinhaço, onde paisagem, tradição e sabor se encontram.
O vice-governador Mateus Simões celebrou o reconhecimento internacional. “É o mundo inteiro descobrindo aquilo que a gente sempre soube por aqui: a melhor cozinha do mundo é mineira. Mas Minas vai além do prato cheio. É acolhimento, prosa sem pressa, paisagem que abraça e um jeito único de receber. Venham conhecer Minas Gerais”, convida.
Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, o destaque reafirma a autenticidade da gastronomia mineira. “Minas Gerais está disputando espaço com o mundo todo e, mais uma vez, recebe esse reconhecimento internacional de uma revista altamente especializada, que influencia viajantes de todo o planeta”, comenta.
“A Condé Nast reconhece nosso jeito de fazer, a nossa cozinha tradicional, genuína, elaborada com afeto e ingredientes locais, valorizando produtos como o queijo, o café e também nossos produtores de vinho. São esses produtos que inspiram nossas rotas e festivais gastronômicos, como o tradicional Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes”, ressalta.
Na reportagem, Minas Gerais é apresentada como um dos grandes tesouros ainda pouco explorados pelo público internacional. A Condé Nast Traveler ressalta as tradições culinárias preservadas ao longo das gerações, os saberes populares, a arquitetura histórica e a diversidade cultural que moldam a identidade gastronômica do estado.
Belo Horizonte ganha atenção especial como uma capital que “vem se transformando discretamente em um destino imperdível”, impulsionada por sua vibrante cultura de botecos, comparada ao movimento da bistronomia parisiense.
A publicação destaca ainda o protagonismo de jovens chefs que reinventam os clássicos regionais, o fortalecimento de polos como o Mercado Novo e a valorização de antigos mercados transformados em ambientes de encontro, sabor e cultura, consolidando a capital mineira como referência gastronômica contemporânea.
“A revista apresenta Belo Horizonte, reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, com riqueza de detalhes, valorizando nossos mercados, chefs e espaços culturais. É um relato de quem conheceu Minas Gerais, se encantou e está convidando o mundo a nos conhecer”, pontua a secretária.
Comida mineira é a melhor do país e está entre as 30 melhores do mundo, segundo site americano Taste Atlas – Foto: reprodução
O que os mineiros já estão cansados de saber agora é notícia mundial: a culinária de Minas Gerais é, sim, a melhor do país e está entre as 30 melhores do mundo. Quem garantiu isso foi o site americano The Taste Atlas.
De acordo com o portal, MG recebeu uma pontuação de 4,36, ficando em primeiro lugar no Brasil e na 30ª posição global. A culinária baiana foi eleita a segunda melhor do país. Já o topo do ranking mundial foi ocupado pela Campania, no sul da Itália.
Minas Gerais aparece em 30º lugar no ranking do site. Bahia está na posição 43º. — Foto: Redes sociais
A lista divulgada tem 100 regiões do mundo todo. O The Taste Atlas é um guia gastronômico, e seu conteúdo conta com a participação de viajantes.
Comida mineira
Segundo portal, resultado contou com cerca de 11 mil avaliações válidas — Foto: Redes sociais/Reprodução
Também neste ano, o site elegeu o pão de queijo mineiro como o terceiro melhor café da manhã do mundo. A lista foi publicada no mês de abril, segundo o portal, e contou com mais de 17 mil avaliações, das quais cerca de 11 mil foram validadas.
Em 2022, foi a vez do queijo Canastra. A iguaria ficou no topo do ranking elaborado pelo site americano e superou o italiano Parmeggiano Reggiano, o francês Mont d’Or e o português Serra da Estrela.
Vida longa aos nossos campeões! Viva longa ao feijão tropeiro, ao queijo, ao torresmo e ao tutu de feijão!
Cozinha Mineira é oficialmente patrimônio imaterial de MG – Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (5), data em que celebra o Dia da Gastronomia Mineira, a cozinha mineira, por meio da culinária do milho e da mandioca, agora é oficialmente patrimônio cultural imaterial do estado. O anúncio foi realizado no Palácio da Liberdade pelo Governo de Minas Gerais.
Além desse registro oficializado, o Governo de Minas também lançou o projeto “Cozinha Mineira Patrimônio – Temporada 2023”, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), com uma série de iniciativas com o objetivo de proteger, fomentar e promover os ingredientes, saberes e práticas que constituem a cultura alimentar mineira.
“Teremos qualificação, formação e, sobretudo, festivais gastronômicos. E queremos também fazer um festival internacional da gastronomia mineira. Há todo um projeto de estruturação até outubro de 2023, com várias atividades, linkando várias outras áreas, como a coquetelaria com os drinks, cachaças, vinhos e até azeites”, enumera Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo.
Registro dos Sistemas Culinários da Cozinha Mineira – O Milho e a Mandioca é de grande relevância para o reconhecimento e a valorização de saberes e práticas desenvolvidos pelos povos originários e tradicionais, como as comunidades indígenas e negras. A contribuição desses povos foi essencial para que a mandioca e o milho constituíssem alguns dos pilares que sustentam a cozinha mineira.
“É a partir da originalidade, trazida, sobretudo, pelos povos indígenas e pelos povos africanos, que nós chamamos de afro-mineiros, que começou, juntamente com os pprtugueses, que começou a fermentar uma cozinha mineira.
Ele ainda cita de que o Brasil tem mais de 4 mil restaurantes fora de Minas dedicados à cozinha mineira e cerca de 30% do turismo de MG vem da gastronomia. “O turismo gastronômico é um pilar estruturante
De A
“O fubá que é produzido a partir do milho deu origem ao nosso angu e a diversos outros preparos, como broas, bolos e biscoitos. O registro dos Sistemas Culinários da Cozinha Mineira – o Milho e a Mandioca, reverencia, assim, os povos originários e tradicionais, os fazedores de farinha, que desenvolveram os elementos fundantes da nossa cozinha”, disse Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo.
Cozinha Mineira é oficialmente patrimônio imaterial de MG – Foto: Reprodução
Ações
Além da entrega do dossiê para o Registro dos Sistemas Culinários da Cozinha Mineira – O Milho e a Mandioca, o Iepha realizará a publicação de uma edição dos Cadernos do Patrimônio Cultural dedicada ao tema. A divulgação de peça audiovisual sobre o assunto e de material educativo a ser compartilhado nas escolas, bibliotecas e museus também estão previstas.
Capacitações, por meio das Rodadas do Patrimônio Cultural, promovidas pelo Iepha, também deverão contribuir para a formação de gestores sobre a temática da salvaguarda, incentivando a participação dos mais diversos agentes de patrimônio, em especial, os detentores do saber.
A realização de um programa voltado à agricultura familiar, contemplando, por exemplo, comunidades ribeirinhas e quilombolas, é outra ação desse eixo. Com o nome Agricultura Familiar e Sustentável, o projeto visa preservar as práticas e conhecimentos transmitidos por gerações enquanto também auxilia essas comunidades na geração de renda de maneira sustentável. Esse trabalho será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
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