Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Criança morre após ser atingida na cabeça durante troca de tiros em bairro de Pouso Alegre

Uma menina de oito anos morreu após ser atingida na cabeça por uma bala perdida, na última quarta-feira (5), em Pouso Alegre (MG). De acordo com informações da Polícia Militar, o disparo que atingiu a criança teria sido efetuado durante troca de tiros entre suspeitos de tráfico de drogas no bairro São Geraldo.

O caso aconteceu na rua Oscar Dantas. A criança estaria voltando da escola e estaria até mesmo com uma mochila nas costas no momento em que foi atingida.

O disparo, segundo os bombeiros, foi feito por um atirador que estava dentro de um carro junto com outros suspeitos. Todos estariam encapuzados.

Ainda segundo os bombeiros, o objetivo dos suspeitos era o de atirar contra outras pessoas que estavam próximos à menina, que foi atingida.

De acordo com o Samu, a vítima estava com vida quando a equipe chegou ao local. Conforme o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, todos os procedimentos foram realizadas e a criança foi levada para o Hospital Samuel Libânio, onde o óbito foi constatado.

Os suspeitos foram detidos, na tarde desta quinta-feira (6), em Careaçu. De acordo com a Polícia Militar, eles estavam em um hotel na cidade do Sul de Minas.

Conforme a PM, um homem foi preso e três adolescentes apreendidos por suspeita de participação no crime.

A localização dos suspeitos aconteceu após a Polícia Militar receber a informação de que eles haviam entrado em um hotel de Careaçu ainda na noite de quarta.

“A partir dessa informação, as equipes policiais militares foram até o local e realizaram a prisão dos suspeitos pelo crime de homicídio, os quais serão apresentados na Delegacia de Polícia Civil para providências subsequentes”, destacou a PM.

Pai se distrai e criança de 3 anos morre afogada em balde no banheiro em cidade do Sul de Minas

Uma criança de 3 anos morreu afogada na cidade de Botelhos (MG), na última terça-feira (7). A Polícia Militar foi acionada já no hospital para onde a criança foi levada pelos pais.

Segundo a mãe da criança, ela estava na fazenda com o marido, quando saiu para levar um outro filho do casal, de 8 anos, até um ponto para pegar a condução escolar. Nesse momento, o homem ficou com a criança mais nova, que brincava no banheiro do imóvel.

O pai relatou que no banheiro tinha um balde, com aproximadamente 50 cm de profundidade com água até a metade. Ele alegou que saiu um instante do local e, quando voltou, viu a criança debruçada sobre o objeto com a cabeça e parte do tronco submersos. O pai retirou a criança do balde e gritou por socorro. Um vizinho teria ajudado na tentativa de reanimação.

Quando a mãe voltou, se deparou com o marido desesperado realizando massagem cardíaca na criança que estava deitada no sofá, mas sem reagir. Eles levaram a criança para o hospital, mas as massagens não surtiram efeito.  

A perícia compareceu ao hospital e liberou o corpo, que foi encaminhado ao IML de Poços de Caldas. O Corpo de Bombeiros informou que não houve registros para a ocorrência.

Criança de 2 anos com síndrome de Down leva 23 mordidas em creche de MG

Um menino de 2 anos, que nasceu com síndrome de Down, recebeu pelo menos 23 mordidas dentro do Centro de Educação Infantil Maria Messias, no município de Luisburgo (MG). A suspeita é que outra criança tenha provocado as lesões. A Polícia Civil informou na quinta-feira (2) que instaurou procedimento para apurar uma possível negligência dos responsáveis pela creche.

Em decorrência da repercussão do caso, o Executivo ponderou a existência de “pessoas desinformadas” ou “haters da internet” que se “desprestigiam incitando e fomentado sentimento de ódio”. Confira o posicionamento completo no fim da reportagem. 

A profissional autônoma e mãe da criança, Maria Aparecida da Silva Pereira, de 41 anos, contou que levou um susto quando recebeu uma ligação do centro educacional informando que o pequeno Arthur estava ferido. O caso aconteceu na última terça-feira (28), mas só repercutiu na internet nesta quinta após a mãe decidir divulgar o ocorrido nas redes sociais. 

“A princípio, eles disseram que meu filho tinha se machucado e pediram que eu fosse até lá. Larguei meu trabalho por volta das 14h30 para ir na creche. Eu entrei em desespero quando cheguei e vi o corpo dele todo machucado. A gente jamais pensa que algo assim vai acontecer em um lugar onde as pessoas deveriam cuidar e proteger”, avaliou Maria Aparecida. Segundo ela, além do rosto, o menino tinha ferimentos nos braços e nas costas. 

A mãe contou ainda que os administradores da instituição disseram que o menino estava dormindo junto com outra criança em um dos cômodos. “Foi a faxineira quem viu meu filho machucado e comunicou aos responsáveis pelo local. Uma vizinha aqui na minha rua – e que também deixa o filho lá – disse que essa criança tem o hábito de morder as outras.”

Ao sair do centro educacional, Maria Aparecida procurou atendimento médico para o filho. “Levei o Arthur na pediatra, que contou pelo menos 23 mordidas no corpo dele. Graças a Deus, ele não teve nada mais sério, mas está apresentando um pouco de febre”, finalizou. 

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) disse que a ocorrência foi registrada nessa quarta-feira (1º/3). Um “procedimento policial para apurar se ocorreu alguma negligência por parte dos responsáveis pelos cuidados e vigilância do menor” está em curso. 

“As primeiras diligências estão sendo realizadas. A PCMG esclarece que uma equipe, composta por investigadores e perito oficial, se deslocou ao local dos fatos para recolher informações que possam elucidar o caso”, finalizou a Polícia Civil mineira, em nota. 

Prefeitura de Luisburgo se manifesta

Em comunicado emitido nesta quinta-feira, a Prefeitura de Luisburgo pediu “desculpas” ao aluno e seus familiares, destacando que lamenta “tamanha exposição do menino Arthur”. 

A prefeitura disse ainda que reconhece o “infeliz fato” e está dando apoio aos familiares. Por outro lado, a administração municipal trata o episódio como um evento pontual, e “uma das medidas que serão adotadas é a instalação de câmeras na unidade de ensino”. 

Leia o posicionamento na íntegra: 

“O Município de Luisburgo, através de sua Secretaria Municipal de Educação, vem externar, publicamente, pedido de desculpas para com o nosso querido aluno Arthur Alves Pereira e sua família pelo fato público e notório ocorrido no Centro de Educação Infantil Maria Messias no último dia 28 de fevereiro de 2023.

Nesse momento compreendemos, em verdade: compartilhamos a dor da família e lamentamos que a triste situação tenha causado tamanha exposição do menino Arthur, principalmente por pessoas desinformadas e/ou haters da internet, as quais, ao invés de trazerem alento a todos os envolvidos, se desprestigiam incitando e fomentado sentimento de ódio.

Ao papai e mamãe do Arthur, bem como da nossa outra criança envolvida no episódio, informamos que continuaremos dando todo o apoio, inclusive com os já realizados acompanhamentos médicos e psicológicos necessários, a fim de amenizar, o quanto possível, os danos causados pelo fatídico evento.

No mais, reconhecemos que o infeliz fato ocorrido entre crianças indica que existem eventos pontuais que podemos e devemos melhorar para a segurança de nossas crianças. Inclusive, uma das medidas que serão adotadas é a instalação de câmeras na unidade de ensino.

Assim, agora, dirigindo aos estimados pais de nossos alunos, pedimos que mantenham a confiança em nosso trabalho, que sempre busca melhorar a educação e o bem-estar dos nossos pequenininhos.

Em tempo, ressaltamos que estamos à disposição dos órgãos de segurança pública  controle administrativo para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Por fim, informamos à toda a comunidade que, com serenidade e dentro da mais estrita legalidade, iremos apurar os fatos e punir, severa e exemplarmente, eventuais omissões de servidores públicos municipais responsáveis.”

Menino de 8 anos pula em piscina e salva bebê que se afogava

Um menino de 8 anos se tornou ‘herói’ após salvar a vida do primo, um bebê de apenas 1 ano e 9 meses, que se afogava na piscina. Imagens divulgadas nesta quinta-feira (2) mostram como o garoto reage rápido à situação e evita a tragédia em Mongaguá, no litoral de São Paulo (veja acima).

O caso aconteceu durante uma confraternização familiar na casa de Renata Cristina Rios, que é mãe do menino de 8 anos. Ao g1, ela contou que tudo aconteceu muito rápido e acredita que o reflexo do filho foi resultado de aulas que ele teve em um projeto, que ensina surfe a crianças e adolescentes na cidade.

Nas imagens, é possível observar que uma outra criança está na piscina no momento em que o bebê cai na água, mas ela não percebe a situação. Aproximadamente 15 segundos depois da queda, o menino de 8 anos nota o primo com o rosto mergulhado na água e pula para socorrê-lo.

Projeto Surf Escola

Bernardo participa do projeto Surf Escola desde 2021. O projeto é uma parceria entre a ONG Esporte Vida e o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). A mãe conta que foi lá que ele desenvolveu a natação, aprendeu a surfar e começou a ter noções de primeiros socorros para acidentes em água.

“O preparo em relação aos primeiros socorros fez com que ele tivesse um rápido raciocínio na hora de pular e salvar a criança”, disse Renata.

Julio Cesar, o fundador do projeto, disse que ele é realizado em Mongaguá e em Praia Grande, cidade vizinha. Através dele, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos são ensinadas a nadar e surfar, além de primeiros socorros em acidentes com água.

O projeto é gratuito e atende 120 crianças por turma. Julio conta que a procura por alunos é maior, mas que a falta de recursos impede que mais crianças sejam atendidas.

Morre menino que esperava remédio mais caro do mundo

Portador de uma síndrome rara, Vinícius de Brito Samsel, de 3 anos, morreu no último dia 15 enquanto esperava o fornecimento do medicamento Zolgensma, o remédio mais caro do mundo, ao qual ganhou direito após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Infelizmente o nosso menino não resistiu e partiu para os braços de Deus”, escreveu a família nas redes sociais. Os parentes buscavam doações para o tratamento de Vinícius, que era portador de AME (atrofia muscular espinhal), uma doença genética degenerativa.

Vinícius foi internado no dia 14 em Campo Mourão (PR), a 500 km de Curitiba, mas não resistiu. “Você lutou até o último segundo filho, foi tudo tão rápido que ainda não conseguimos acreditar que você não estará mais entre nós”, continua a família, no texto das redes sociais.

Vinícius foi diagnosticado com AME aos quatro meses e, desde então, a família vivia uma batalha judicial pelo fornecimento do remédio, que custa R$ 7,2 milhões. No início de dezembro de 2022, o ministro do STF Edson Fachin determinou a liberação dos recursos para a compra do medicamento.

Ele deu 72 horas para que o Ministério da Saúde cumprisse a determinação, mas o prazo não foi cumprido. Há seis semanas, a família clamava por ajuda para cobrar da União a liberação dos recursos.

“Depois de tanta luta conseguimos, em dezembro do ano passado, a liminar favorável para compra do Zolgensna”, escreveram. “Porém, infelizmente isso ainda não aconteceu continuamos vivendo na angústia e no desespero vendo a AME levar um pouquinho do Vinícius todos os dias.”

Em nota, o Ministério da Saúde disse que “lamenta profundamente o falecimento de Vinícius de Brito Samsel” e que, após a decisão do STF “todas as providências administrativas foram tomadas pelo Ministério da Saúde com toda a celeridade que o caso demandava”.

O depósito judicial do valor do medicamento havia sido realizado em 9 de fevereiro de 2023, diz o ministério. O Hospital Angelina Caron, que seria responsável pela compra do remédio, diz que recebeu notificação sobre a transferência dos recursos apenas no dia 14 de fevereiro, um dia antes da morte de Vinícius.

A Folha ainda não conseguiu contato com a família do menino. O Zongelsma foi incorporado ao rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde no início de fevereiro, em meio a protestos das operadoras: a Fenasaúde alega que 25% das empresas de pequeno porte, com até 20 mil vidas, não faturam esse valor no ano, e a decisão ameaça sua sustentabilidade.

Raio atinge casa e mata criança em MG

Um menino, de 3 anos, morreu após receber uma descarga elétrica, na zona rural de Gonzaga (MG). De acordo com informações repassadas pela Defesa Civil, um raio teria atingido a casa em que ele estava no momento em que a criança acendeu a luz do quarto. Segundo o órgão, o fornecimento de energia elétrica estava interrompido na região por causa das chuvas.

Segundo a Polícia Militar, a avó relatou que chovia com muitos relâmpagos quando o neto se aproximou do apagador de luz e, de repente, recebeu a descarga elétrica. Ela disse que o menino gritou e depois ficou desacordado.

A avó disse ainda que levou a criança para um sítio e depois para o atendimento médico na cidade, não sendo possível um socorro mais rápido porque as estradas foram afetadas pelas fortes chuvas na região.

No registro policial, consta que o médico, que prestou o atendimento na unidade de saúde, ainda tentou reanimar a criança, que chegou sem os sinais vitais, mas não teve sucesso.

Criança vai pegar bola debaixo de trailer de fast-food e morre eletrocutada em MG

Uma criança de 2 anos morreu eletrocutada enquanto tentava pegar uma bola. O caso foi registrado em Rio Paranaíba (MG), no último sábado (17). O garoto chegou a ser levado para o Hospital Municipal da cidade, mas não resistiu.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o menino saiu de casa para brincar na rua quando, em determinado momento, a bola foi parar debaixo de um trailer de fast-food. Enquanto tentava pegá-la, a criança encostou no veículo e recebeu uma descarga elétrica decorrente de um fio desencapado em contato com a lataria.

Após dar entrada na unidade de saúde municipal, o garoto recebeu atendimento médico, mas acabou vindo a óbito. A perícia da Polícia Civil foi até o local dos fatos e o espaço foi isolado para a realização dos trabalhos de praxe.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Patos de Minas.

Homem suspeito de estuprar criança de 2 anos é preso pela Polícia Civil de Alpinópolis

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Polícia de Alpinópolis (MG), após tomar conhecimento da ocorrência de crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas dois anos de idade, com suspeita de que o autor de 64 anos, seria um parente, representou ao Poder Judiciário pela prisão temporária do suspeito.

O caso aconteceu no decorrer desta semana, e as conselheiras Silvana e Flávia tomaram ciência dos fatos e de imediato procuraram a Delegacia de Polícia, relatando os fatos.

A criança foi direcionada para o hospital de Alpinópolis e encaminhada para a Santa Casa de Passos onde foi constatado o abuso sexual.

Para o Jornal Folha Regional, o Delegado Dr. Hélio de Mattos Junior afirmou que contou com a manifestação favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Juízo da Comarca de Alpinópolis. Tão logo a decretação da prisão, policiais civis deram cumprimento ao Mandado de Prisão no fim da tarde desta sexta-feira (11).

As investigações prosseguem para a apuração integral dos fatos.

O prazo da prisão é de trinta dias, podendo ser renovado por igual prazo.

Participaram das diligências o Delegado Dr. Helio, os investigadores Grace Renata e Edvaldo Julio.

Criança entrega flores para Militar do Exército em manifestação pró-Bolsonaro

Nesta quarta-feira (2), uma imagem viralizou nas redes sociais, um Militar do Exército no Rio de Janeiro, ao ver que uma criança caminhava na direção do portão da sede Militar, abriu o mesmo e recebeu um buquê de flores.

A imagem logo viralizou e diversos internautas comentaram sobre a emoção em ver a cena.

Instagram

Após mobilização popular, em 24h o Instagram do Exército Brasileiro recebeu mais de 3 milhões de seguidores.

Em carta, criança de 9 anos relata ter sido estuprada pelo pai e avô: ‘Doía muito, mas ele continuava’

Uma criança de 9 anos denunciou o próprio pai e o avô por abuso sexual em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O caso foi denunciado em junho deste ano e segue em investigação, mas ninguém foi preso. O pai ainda não foi localizado e o avô nega os abusos.

A menina faz acompanhamento psicológico e relatou a violência em uma carta (veja acima).

Os abusos foram descobertos pela mãe da menina, que notou manchas de sangue em suas roupas íntimas. Até então, a mãe nunca havia desconfiado que a criança estivesse sendo violentada.

“Eu estava lavando roupa, quando encontrei uma calcinha dela com manchas de sangue. Estranhei, porque ela ainda não menstrua e, conversando ela, revelou que o sangue era dos machucados que o pai e o avô haviam causado na região íntima dela, ao estuprá-la”, contou a mãe.

A criança narrou que o pai abusava dela há pelo menos quatro anos, quando a menina tinha 5 anos de idade. Já o avô teria iniciado a violência há cerca dois anos. Segundo a mãe da menina, o marido e o pai abusavam da menina enquanto ela não estava presente.

“Durante muito tempo trabalhei em shopping e por isso o pai ficava cuidando das crianças aos finais de semana. Os abusos aconteciam justamente quando eu estava trabalhando e ele ficava em casa. Já com o avô, os abusos aconteciam quando eu precisava que ele buscasse ela na escola”, disse.

O caso foi denunciado na Delegacia da Mulher de São José dos Campos e é investigado pela Polícia Civil. O pai da menina fugiu após a denúncia.

Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças

“Assim que descobri, corri com ela para a delegacia e prestei queixa contra o pai dela e o avô. Mesmo com provas e o exames que compravam o abuso, por telefone o pai dela me chamou de louca, dizia que não tinha feito nada e antes que eu voltasse da delegacia ele já havia fugido. Foi embora levando só a roupa do corpo e a habilitação. Foi muito chocante e doloroso descobrir isso, porque eram duas pessoas que eu confiava e que nunca desconfiei que pudessem fazer algo assim”, afirmou.

A Justiça expediu uma medida protetiva para que o pai e o avô não se aproximem da menina. Agora ela faz acompanhamento psicológico e também tratamento médico para se recuperar das lesões físicas e prevenir doenças sexualmente transmissíveis que possa ter tido contato.

“Eu não tive nem coragem de olhar na cara do avô da minha filha. Ele é meu pai, eu o admirava. Também amava meu marido. É revoltante. Quero que os dois paguem pelo que fizeram, os dois são culpados. É uma coisa que não tem explicação”, contou.

Sinais despercebidos

Agora que sabe que a filha foi vítima de violência sexual, a mãe relembra que percebido sinais físico de que algo estava acontecendo com a menina, mas diz que na época não havia entendido.

“Desde os cinco anos de idade ela sofria com infecção de urina constante, corrimentos, mas eu levava no pronto-socorro e nunca descobri nada. O pai dela falava que era normal, porque ela não se secava direito após o banho ou por causa da imunidade baixa, então acabamos tratando a infecção sempre que aparecia, como se fosse comum. Hoje já percebo que era por causa dos abusos que desde essa época ela era vítima”, contou.

Ainda segundo a mãe, o pai era ciumento com a filha, super protetor e estava sempre com ela. O que pensava ser uma demonstração de afeto e carinho, agora acredita ser na verdade uma forma de ter a menina sob controle, por medo de que ela revelasse os abusos.

“Ela contou que ele tinha vontade de me pedir ajuda, mas que o pai a ameaçava. Ele dizia que ela contasse pra alguém o que ele fazia, seria preso, sofreria muito na cadeia e que nunca mais veria ela nem os irmãos e assim ele ia fazendo ela se sentir culpada e com medo de denunciar a situação, presa nesse segredo”, disse.

Traumas

Mesmo com o apoio da família e dos psicólogos, a mãe relata as dificuldades da menina de enfrentar o trauma causado por anos de violência sexual. Ela diz que a menina passou a ter crises de ansiedade e teme a todo momento reencontrar com os abusadores.

“Ela sempre teve problemas pra dormir, chorava à noite, tinha pesadelos e agora está pior, ela está sofrendo de crises de ansiedade. Desde que o pai fugiu, ela teme que ele volte e acorda assustada, achando que ele está no quarto dela, na janela ou até em cima do telhado. Estamos fazendo acompanhamento psicológico, para tratar esse trauma que destruiu a infância dela, mas vai ser um processo longo”, disse.

Sem conseguir falar ou desenhar o que sofria, a menina passou a escrever sobre a violência da qual foi vítima. As cartas devem ser usadas na investigação.

Nos relatos por escrito, a menina contou que o pai e o avô colocavam as mãos nas partes íntimas e que abusavam dela.

“Doía muito, eu falava para ele, mas ele continuava”, narrou ela em um trecho da carta. A família busca agora por justiça e faz um apelo para que os abusadores sejam presos.

“Eu quero justiça, peço por isso todos os dias a Deus. Nada vai tirar o trauma da minha filha, a dor que ela sentiu todos esses anos e que ainda está sentindo. Nada vai pagar o que eles fizeram com uma inocente, mas a gente só vai conseguir recomeçar, deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilas quando eles forem presos”, afirmou.

O que diz a polícia

De acordo com a Polícia Civil, o pai da menina tem 33 anos e trabalhava como gesseiro. Ele está sendo investigado pelo crime, mas ainda não foi localizado para prestar depoimento. Uma medida protetiva foi expedida, que proíbe a aproximação dele com a filha.

O avô tem 78 anos, é um pedreiro aposentado e também é investigado pelo crime. Ele já prestou depoimento sobre o caso e nega os abusos.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a caso segue sendo investigado, sob sigilo, na Delegacia da Mulher de São José dos Campos. A equipe da unidade ouviu a representante da vítima e aguarda o resultado dos laudos periciais para análises e esclarecimentos dos fatos.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.