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Jornal Folha Regional

VÍDEO | Com apenas 3 anos, menina com câncer raro ajoelha na igreja e pede: ‘Jesus, me cura

Com as mãos pequenas unidas e ajoelhada diante do altar, Valentyna, de apenas 3 anos, fez um pedido simples e devastador: “Jesus, me cura”. A cena, registrada pela própria mãe, surpreendeu a família e tocou profundamente quem assistiu. A menina enfrenta um câncer raro e agressivo e, mesmo tão nova, demonstra uma fé que comove.

O vídeo foi gravado em uma igreja de Gaspar, no Vale do Itajaí (SC). Valentyna aparece com um lenço vermelho na cabeça, cobrindo a queda dos cabelos provocada pela quimioterapia. Ainda assim, mantém o sorriso no rosto e uma serenidade difícil de explicar diante de uma batalha tão dura para alguém da sua idade.

Diagnosticada com neuroblastoma maligno, um tipo raro de câncer infantil, a menina enfrenta cinco tumores e está em tratamento quimioterápico. A previsão é que o processo dure cerca de um ano e meio. Diante da gravidade do quadro, a família pede orações e boas energias para atravessar esse período tão delicado.

As imagens se espalharam rapidamente pelas redes sociais e despertaram uma onda de emoção em todo o país. Comentários se multiplicaram, muitos falando de lágrimas, arrepio e esperança — independentemente de crença religiosa. Porque, para quem assiste, não se trata de dogma, mas de fé, coragem e amor.

“Vamos reforçar esse pedido para Jesus. Dê cura a ela, Jesus”, escreveu uma seguidora do Só Notícia Boa.
“Jesus, cura ela, Senhor”, comentou outra.
“Vai curar, meu amor!”, disse mais uma.
“Está curada em nome de Jesus!”, declarou outra internauta.

O vídeo revela algo que palavras mal conseguem traduzir: a fé pura de uma criança que encara uma luta imensa, mas segue acreditando — e fazendo o Brasil inteiro acreditar junto.

HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença

HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença - Foto: reprodução
HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença – Foto: reprodução

Cientistas da Austrália e dos Estados Unidos deram um passo importante na busca por uma cura para o HIV, o vírus causador da Aids. Em um estudo publicado na revista Nature Communications, eles desenvolveram uma tecnologia baseada em mRNA — a mesma usada nas vacinas contra a covid-19 — capaz de “acordar” o patógeno que permanece escondido no organismo mesmo com o uso de antirretrovirais.

Essa forma latente do HIV é considerada o principal obstáculo para a cura da Aids. Mesmo quando a carga viral está indetectável no sangue, o vírus continua presente em células do sistema imunológico chamadas T CD4+. Ele fica adormecido, fora do alcance das defesas do corpo e dos medicamentos. Se a pessoa interrompe o tratamento, volta a se multiplicar.

A nova abordagem usa nanopartículas lipídicas — minúsculas cápsulas de gordura — para entregar às células infectadas um RNA mensageiro que carrega instruções para a produção da proteína Tat, essencial para o funcionamento do HIV. Ela funciona como um interruptor, reativando o vírus dentro das células. 

Inédito

O objetivo é tornar as estruturas infectadas visíveis novamente, para que possam ser destruídas pelo próprio organismo ou por terapias complementares. “Conseguimos ativar o vírus sem causar danos às células nem provocar efeitos colaterais indesejados. Isso é inédito”, disse, em nota, a imunologista Sharon Lewin, diretora do Instituto Peter Doherty, em Melbourne, e uma das autoras do estudo.

Além da proteína Tat, os cientistas testaram a tecnologia CRISPR, conhecida como “tesoura genética”, adaptada para ativar genes, em vez de cortá-los. O sistema foi programado para reconhecer e estimular o DNA do HIV dentro das células infectadas. Embora essa abordagem tenha mostrado resultados mais modestos que o mRNA com Tat, ela foi considerada altamente específica, sem afetar genes saudáveis das células.

Promissor

Ambas as estratégias foram testadas em laboratório com células do sangue de pessoas vivendo com HIV e em tratamento. Os resultados foram promissores, mas ainda preliminares. O estudo não chegou a eliminar o vírus do organismo — ele apenas o reativou. Isso significa que outras terapias serão necessárias para destruir as células infectadas após acordar o patógeno. 

Ainda assim, os cientistas acreditam que essa é uma peça-chave para montar o quebra-cabeça da cura. “Essa abordagem pode ser combinada com imunoterapias ou drogas que induzem a morte das células infectadas. É um caminho promissor”, explica o pesquisador Michael Roche, também autor do estudo.

Antes de chegar aos pacientes, a técnica ainda precisa passar por testes em animais e ensaios clínicos em humanos. Também será necessário investigar a segurança do tratamento a longo prazo e encontrar formas de aplicá-lo em larga escala, explicaram os cientistas. 

Cerca de 40 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Embora o tratamento atual com antirretrovirais seja eficaz para controlar a infecção e permitir uma vida longa e saudável, ele não elimina o vírus do organismo. A possibilidade de uma cura funcional — em que o vírus deixa de causar danos mesmo sem medicamentos — é um objetivo buscado há décadas por cientistas. “Estamos longe de uma cura definitiva, mas esse estudo mostra que ela está cada vez mais próxima”, resume Sharon Lewin.

Âmbito nacional

André Bon, infectologista do Hospital Brasília, da Rede América - Foto: Arquivo pessoal
André Bon, infectologista do Hospital Brasília, da Rede América – Foto: Arquivo pessoal

Depois que infecta o ser humano, o vírus HIV entra em uma série de células, dentre elas alguns glóbulos brancos, que entram em latência, param de se multiplicar e ficam com o HIV naquele reservatório de DNA durante muitos anos. Em algum momento, essa célula pode sair da latência, e o vírus voltar a se replicar. Essas células são uma das principais barreiras para a cura do HIV. Uma estratégia que consegue identificar esse material genético do HIV em latência, expor essas células para que o sistema imune ou alguma outra terapia eventualmente possa destruir as células, é um caminho interessante para a cura do HIV. O que é importante a gente saber é que isso ainda está no âmbito experimental, que a gente ainda precisa de estudos em animais e, posteriormente, em seres humanos para ver se isso será, de fato, uma estratégia eficaz para a cura nos próximos anos. É extremamente relevante a gente compreender que uma cura definitiva e erradicação do HIV no mundo de fato só vai ser possível se existirem terapias curativas acessíveis para todas as pessoas do mundo, inclusive nos países de baixa renda.

Coleguinhas fazem festa na escola para receber menina que venceu câncer

Coleguinhas fazem festa na escola para receber menina que venceu câncer

Elisa, de 7 anos, mal podia acreditar no que estava vendo. Os coleguinhas da escola fizeram uma grande festa para receber a menina, que depois de um ano em tratamento de combate ao câncer, venceu a doença e voltou para a sala de aula. Balões, cartazes e muitos abraços!

Uma emoção só, na Escola Municipal Maria Aparecida Degaspare, no Jardim do Lago, em Limeira (SP), cidade que se mobilizou por Elisa. Diagnosticada com um tumor no cérebro, a mãe pediu ajuda para conseguir R$ 200 mil. E, conseguiu!

Em 2024, Elisa descobriu que tinha um tumor cerebral e teve que fazer uma cirurgia, além do tratamento. Após a campanha aberta feita pela mãe, Jéssica Eustácio, foi possível fazer a terapia completa.

Corredor do amor e da amizade

A garotinha se recuperou e, agora, aos poucos retoma a rotina. Teve alegria e choro de felicidade na volta à escola. A mamãe Jéssica também era pura realização.

Ao chegar no colégio, após o feriado, Elisa entrou por um corredor de amor e amizade. As crianças se uniram às professoras e saudaram a garotinha com o entusiasmo imenso.

Caminhando devagar, olhando cada detalhe, Elisa ora abraçava uma coleguinha, ora outra, e recebia um carinho de uma professora.

Acolhimento também nas redes sociais

Nas redes sociais, os seguidores também fizeram uma corrente de amor em torno de Elisa que, mais uma vez, foi acolhida.

“Elisa volta a ser criança. Você merece Elisa por tantas lutas que venceu”, reagiu uma internauta.

Para outra, o amor venceu. “Quanto amor e que prevaleça no coração de cada um”.

“Que lindo! Que Deus continue abençoando. Parabéns aos alunos e integrantes da unidade escolar”, ressaltou uma seguidora.

Viva Elisa!

Superação: mãe e filha se curam de câncer ao mesmo tempo

Superação: mãe e filha se curam de câncer ao mesmo tempo – Foto: Arquivo pessoal

Superação resume o que mãe e filha viveram ao vencer o câncer praticamente ao mesmo tempo. Primeiro, foi a menina, aos 5 anos, que descobriu a leucemia, depois a mãe, aos 38, quando se viu diante do câncer de mama. Mas o amor, sempre ele, falou mais alto.

É o amor que, segundo a mineira Viviane Pereira, fez com que ela e a filha Sophia ultrapassassem as dificuldades do diagnóstico e do tratamento do câncer juntas.

No momento em que filha se tratava contra leucemia, a mãe recebeu o diagnóstico que também estava com câncer. Mas para Viviane, não havia outra opção a não ser lutar e vencer. “Nossa conexão é como uma armadura e, juntas, não havia obstáculo que não pudéssemos superar”, disse.

O amor

Quando questionada como conseguiu acompanhar o tratamento da filha e ainda ela mesma se submeter às sessões de quimioterapia e radioterapia, Viviane costuma dizer que a única explicação está no amor.

“Quando descobri o câncer, meu mundo virou de cabeça para baixo, mas a força que encontrei ao lado da minha pequena Sophia foi o que me manteve determinada”, reagiu.

Em seguida, Viviane acrescentou que: “Meu coração se despedaçou, não foi fácil lidar com toda aquela notícia, mas tive que ser forte. Por ser a mãe, fui a base de tudo”, contou Viviane em vídeo feito pelo Hospital do Câncer de Muriaé, em Minas Gerais, postado nas redes em 2020.

Recentemente, após a finalização dos dois tratamentos, mãe e filha comemoram ter vencido a batalha contra o câncer.

O momento agora, segundo Viviane, é para aproveitar a fase que só as obriga a seguir com acompanhamento médico regular.

O futuro

Aos 8 anos, a pequena Sophia que viveu tão cedo as agruras de uma doença com um tratamento penoso e difícil decidiu o que quer ser quando crescer.

Após o tratamento, a filha avisou à mãe que vai estudar medicina e vai se especializar em hematologia “para cuidar de outros pacientes”.

Sophia, a menina que enfrentou e venceu a leucemia com um sorriso no rosto, virou símbolo do Hospital do Câncer de Muriaé, em Minas Gerais.

Obrigado, Sophia, por sua força e determinação!

Neste vídeo, de 2020, mãe e filha mostram como combateram o câncer, a superação e a vitória das duas

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