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Jornal Folha Regional

Consórcio vence leilão para construção de ponte entre Cássia e Delfinópolis

Consórcio vence leilão para construção de ponte entre Cássia e Delfinópolis – Foto: reprodução/Youtube

O consórcio Ponte Delfinópolis, formado pelas empresas Trena Terraplanagem e Construções S.A. e Vereda Engenharia Ltda., foi o vencedor do leilão da parceria público-privada (PPP) que prevê a construção de uma ponte sobre o Rio Grande, ligando os municípios de Cássia e Delfinópolis, no Sul de Minas.

A disputa aconteceu na manhã desta terça-feira (14), na sede da B3, em São Paulo, e contou com a presença do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD). O consórcio vencedor apresentou proposta de contraprestação mensal no valor de R$ 851 mil — um deságio de 15,10% em relação ao valor inicial previsto. Já a tarifa de pedágio definida será de R$ 15.

A concorrência teve apenas mais um participante: a empresa Raff Geração e Comércio de Energia Elétrica.

O modelo adotado no leilão considerou, como critério de escolha, a combinação entre o menor valor de pagamento mensal por parte do poder público e a menor tarifa de pedágio ao usuário.

A iniciativa faz parte de um projeto de concessão patrocinada que inclui a implantação, operação e manutenção da ponte sobre o reservatório da Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Moraes. O contrato terá duração de 30 anos e prevê investimentos estimados em R$ 221 bilhões.

Após a assinatura do contrato — prevista ainda para este ano — a empresa vencedora terá um prazo de até 12 meses para desenvolver o projeto executivo da obra. A expectativa do governo estadual é que a ponte seja concluída e entregue à população até 2030.

Impacto regional e fim das balsas

A construção da ponte é uma demanda antiga da população local e deverá substituir o atual sistema de travessia por balsas. Hoje, o percurso leva cerca de 30 minutos por via aquática, enquanto, com a nova estrutura, a travessia poderá ser feita em aproximadamente dois minutos por estrada.

Com 1.280 metros de extensão, a ponte deve atender cerca de 780 veículos por dia — volume que representa mais da metade do fluxo atual registrado nas balsas.

Além de facilitar o deslocamento entre os municípios, a obra é considerada estratégica para o desenvolvimento regional, contribuindo para o escoamento da produção agrícola, ampliação do acesso a serviços essenciais e fortalecimento do turismo.

Declarações

“Esta é nossa primeira PPP. Tanto a Trena quanto a Vereda são especializadas em obras de artes especiais. Não é a primeira ponte que faremos com mais de mil metros de extensão. Então, para a gente é uma grande alegria representar o Estado de Minas Gerais e realizar essa grande obra que ficará aí por vários anos e trará um grande avanço para o município de Cássia, de Delfinópolis e toda a região”, afirmou a diretora da Vereda Engenharia, Luiza Vaz da Costa.

O governador Mateus Simões destacou o modelo adotado no projeto e defendeu a ampliação de parcerias semelhantes no estado:

“Nós temos ainda um caminho largo para explorar em concessões do Brasil. Temos que perder aquela ideia de que o governo é um provedor infinito de benefícios e infraestruturas sociais. Infraestrutura custa dinheiro e ela tem de ser paga. O pagamento do pedágio não é uma penalidade, é uma oportunidade. E eu tenho certeza de que vocês vão surpreender com um volume muito grande de gente passando por essa ponte porque nós estamos abrindo um corredor novo de escoamento, uma chegada nova para o turismo”, afirmou.

Bombeiros encontram corpo de turista que se afogou em cachoeira de Delfinópolis

Bombeiros encontram corpo de turista que se afogou em cachoeira de Delfinópolis – Foto: reprodução/redes sociais

O corpo do turista paulistano Wellington Fonseca Cordeiro, de 45 anos, foi encontrado na segunda-feira (13) em uma cachoeira na região da Serra da Canastra, em Delfinópolis (MG), após ele desaparecer durante um passeio no domingo (12).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas começaram logo após o desaparecimento e mobilizaram uma equipe de Passos. Quatro militares participaram da operação, incluindo mergulhadores, que realizaram varreduras subaquáticas no ponto onde a vítima foi vista pela última vez.

Wellington visitava uma cachoeira localizada a cerca de 25 quilômetros do centro de Delfinópolis quando entrou na água e não retornou à superfície. Testemunhas relataram que o desaparecimento ocorreu de forma repentina, sem tempo para qualquer reação.

Segundo uma pessoa que teve contato com o grupo, a situação aconteceu em questão de segundos. “Ele entrou na água e logo sumiu. Não deu tempo nem do guia pegar a boia”, relatou.

O corpo foi localizado após dois dias de buscas e retirado do local pela equipe de resgate. Em seguida, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Passos, onde passará por exames de necropsia.

Após os procedimentos, o corpo será levado para o estado de São Paulo, onde a vítima morava, para a realização do velório e sepultamento.

Prefeitura de Delfinópolis nega desvio de recursos e rebate acusações de vereador

Prefeitura de Delfinópolis nega desvio de recursos e rebate acusações de vereador – Imagem: divulgação/Prefeitura de Delfinópolis

A Prefeitura de Delfinópolis (MG) se manifestou publicamente para rebater declarações feitas pelo vereador João Pedro, que sugeriu a existência de desvio de recursos públicos no município.

Em nota oficial, a administração municipal classificou as acusações como graves e destacou que esse tipo de afirmação exige responsabilidade, especialmente por envolver a gestão de recursos públicos e a credibilidade das instituições.

Segundo a prefeitura, o valor mencionado pelo parlamentar refere-se a uma proposta cadastrada para obtenção de recursos do tipo MAC (Média e Alta Complexidade), destinados exclusivamente a ações de urgência e emergência hospitalar. Ainda conforme o comunicado, esse tipo de verba não pode ser aplicado na Atenção Básica nem em unidades de saúde dos distritos.

A administração também esclareceu que a proposta segue em fase de análise pelos órgãos competentes e, portanto, o recurso ainda não foi liberado nem ingressou nos cofres públicos. Dessa forma, segundo a prefeitura, não há possibilidade de desvio.

No posicionamento, o município ainda alertou que a divulgação de informações inverídicas pode gerar desinformação e insegurança na população, além de prejudicar o debate público.

Diante da situação, a Prefeitura de Delfinópolis informou que pretende adotar medidas judiciais cabíveis para responsabilização por eventuais excessos.

Por fim, o Executivo municipal reafirmou o compromisso com a transparência, responsabilidade na gestão dos recursos públicos e respeito à população, especialmente na área da saúde.

CONFIRA A NOTA COMPLETA

”A Prefeitura Municipal de Delfinópolis vem a público manifestar veemente repúdio às declarações proferidas pelo vereador João Pedro, nas quais sugere a existência de desvio de recursos.

Acusações dessa natureza são extremamente graves e exigem responsabilidade, não podendo ser feitas de forma leviana, especialmente quando envolvem a gestão de recursos públicos e a credibilidade das instituições.

É importante esclarecer à população que o recurso mencionado trata-se de proposta cadastrada para obtenção de verba MAC (Média e Alta Complexidade), destinada às ações de urgência e emergência hospitalar, utilizada exclusivamente no âmbito hospitalar, não sendo passível de aplicação na Atenção Básica ou em unidades de saúde dos Distritos. Ressalta-se, ainda, que a referida proposta permanece em fase de análise pelos órgãos competentes.

Dessa forma, o recurso não foi liberado e não ingressou nos cofres públicos, sendo, portanto, impossível qualquer alegação de desvio.

A propagação de informações inverídicas causa desinformação e insegurança à população, além de comprometer o debate público responsável.

Diante da gravidade das declarações, o Município informa que adotará as medidas judiciais cabíveis, a fim de que a verdade seja restabelecida e haja a devida responsabilização por eventuais excessos.

Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, responsabilidade e respeito à população, especialmente no que se refere à gestão dos recursos públicos e à área da saúde.”

Prefeitura de Delfinópolis se pronuncia após filas de até 7 horas em travessia de balsa para Cássia

Prefeitura de Delfinópolis se pronuncia após filas de até 7 horas em travessia de balsa para Cássia – Foto: reprodução

A Prefeitura de Delfinópolis (MG) informou que problemas mecânicos e pendências operacionais em balsas que fazem a travessia para Cássia têm causado transtornos e longas filas para os usuários.

Na última quinta-feira (19), motoristas chegaram a enfrentar cerca de 7 horas de espera para conseguir realizar a travessia, evidenciando a gravidade da situação.

De acordo com a Administração Municipal, uma das principais embarcações, a Balsa Canastra, precisou ser retirada de operação temporariamente para manutenção emergencial. A estrutura das rampas de acesso apresentava risco iminente de ruptura, o que poderia comprometer a segurança. Após intervenção, a balsa foi liberada nesta sexta-feira (20), mas com operação limitada ao transporte de carros, motocicletas e pedestres.

Outro fator que agrava o cenário é a paralisação da Balsa Rio Grande 2005 (amarela), que apresentou falha mecânica após a quebra do eixo e segue em manutenção, reduzindo ainda mais a capacidade de travessia.

Além disso, a Balsa São João Batista do Glória está impedida de operar devido a pendências de documentação junto à Marinha do Brasil. Segundo a prefeitura, a regularização está sendo tratada em conjunto com a empresa responsável pelo serviço, com expectativa de solução em breve.

Com a operação comprometida em praticamente todas as embarcações disponíveis, a travessia tem funcionado de forma parcial, o que explica o aumento significativo no tempo de espera e os transtornos enfrentados pela população.

A Prefeitura de Delfinópolis informou que segue acompanhando a situação e trabalhando para restabelecer a normalidade do serviço o mais rápido possível.

Prefeitura de Delfinópolis se pronuncia após filas de até 7 horas em travessia de balsa para Cássia – Imagem: divulgação/Prefeitura de Delfinópolis

Edital de licitação para construção de ponte entre Cássia e Delfinópolis é publicado

Edital de licitação para construção de ponte entre Cássia e Delfinópolis é publicado – Foto: divulgação/Seinfra

O Governo de Minas Gerais lançou, neste sábado (20), o edital de licitação para a construção e concessão de uma ponte que vai interligar os municípios de Cássia e Delfinópolis, no Sul de Minas. O projeto será executado por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e prevê a implantação, gestão, operação e manutenção da estrutura sobre o reservatório da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes.

A futura ponte terá 1.280 metros de extensão e deve pôr fim a um isolamento histórico entre as duas cidades. A expectativa é de que aproximadamente 780 veículos utilizem diariamente a nova ligação, número que representa mais da metade do atual fluxo de travessias realizadas na região por meio de balsas.

O contrato será firmado no modelo de concessão, com prazo de 30 anos, e os investimentos estimados chegam a R$ 221,4 milhões. A estruturação do projeto contou com a parceria da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e com a participação da Eletrobras, que atualmente é responsável pelas balsas que fazem a travessia e pela manutenção do serviço.

Além de encurtar distâncias entre Cássia e Delfinópolis, a obra é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola, a ampliação do acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e comércio, e também para o fortalecimento do turismo rural e ecológico no Sul de Minas.

Detalhes da concessão

Conforme estabelecido no edital do Lote 12, a concessão inclui a construção, exploração, operação, manutenção, monitoramento e conservação do sistema rodoviário da ponte. Entre as exigências técnicas, está a comprovação de experiência na execução de pontes de grande porte, incluindo obras com balanços sucessivos e estruturas em concreto armado ou submerso.

Os documentos da licitação estarão disponíveis no site da Seinfra. Interessados poderão encaminhar pedidos de esclarecimento até 21 de janeiro de 2026. As propostas deverão ser entregues no dia 20 de março de 2026, na B3, em São Paulo, e o leilão está marcado para 30 de março.

O julgamento das propostas levará em conta dois critérios: o menor valor de contraprestação mensal a ser pago pelo poder concedente e o menor valor da tarifa de pedágio. O cronograma prevê a assinatura do contrato no segundo trimestre de 2026, com prazo máximo para conclusão das obras até o quarto trimestre de 2029.

Participação popular

Ao longo deste ano, o Governo de Minas concluiu os estudos e a modelagem do projeto, que também passaram por consulta pública, aberta até 9 de novembro. A Seinfra promoveu ainda duas audiências públicas para discutir a proposta com a população: uma presencial, realizada em Delfinópolis, no dia 24 de outubro, e outra virtual, transmitida pelo canal oficial da secretaria no YouTube, em 22 de outubro.

Motociclista morre após colidir com cavalo e cair em rio na BR-464, em Delfinópolis

Motociclista morre após colidir com cavalo e cair em rio na BR-464, em Delfinópolis – Foto: Helder Almeida

Um motociclista, de 35 anos, morreu na noite da última quarta-feira (3) após um acidente na BR-464, na altura da Ponte do Claro, região de Delfinópolis (MG). A vítima, identificada como Ederaldo Martins da Silva, caiu dentro do rio depois de atingir um cavalo que estava na pista.

A Polícia Militar informou que, ao chegar ao local, encontrou o homem já sem sinais vitais — situação confirmada pouco depois por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O corpo estava dentro do rio e ainda com o capacete.

A perícia técnica apontou indícios claros de colisão com um animal de grande porte: a motocicleta apresentava marcas compatíveis com o impacto e havia pelos de cavalo presos à carenagem do tanque. Moradores que passaram pela rodovia relataram ter visto um cavalo correndo assustado no trecho logo após o acidente.

O corpo de Ederaldo foi resgatado pelos bombeiros e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

VÍDEO | Chuva de 30 minutos derruba postes, árvores e destelha casa em Delfinópolis

Uma forte chuva atingiu Delfinópolis (MG) na tarde da última quinta-feira (30) e provocou diversos estragos em diferentes pontos da cidade. O temporal, que durou cerca de 30 minutos, veio acompanhado de ventos intensos e granizo, derrubando dois postes e várias árvores, além de destelhar uma casa e causar alagamentos em prédios públicos.

De acordo com a Defesa Civil, os postes caíram na Rua José Neto, uma das áreas mais atingidas. A força dos ventos também foi responsável por danos em árvores espalhadas por vários bairros. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de feridos, desabrigados ou desalojados.

Moradores relataram que a chuva começou por volta das 16h, trazendo ventania e granizo. Em alguns pontos da cidade, a queda de árvores chegou a interromper o fornecimento de energia elétrica temporariamente, mas o serviço foi restabelecido sem a necessidade de acionar equipes de resgate.

Entre os locais afetados está a Escola Estadual Professora Neiva Maria Leite, que teve parte da cobertura danificada. Telhas, rufos e pingadeiras foram deslocados com a força do vento.

A Defesa Civil informou que a situação já está sob controle e que, até o momento, não há registro de ocorrências mais graves.

VÍDEO | Chuva de 30 minutos derruba postes, árvores e destelha casa em Delfinópolis – Foto: reprodução

Mesmo com decisão judicial a seu favor, idoso vive há mais de 20 anos sem energia elétrica em zona rural de Delfinópolis

Mesmo com decisão judicial a seu favor, idoso vive há mais de 20 anos sem energia elétrica em zona rural de Delfinópolis – Foto: reprodução/G1

Há mais de duas décadas, o produtor rural João Batista Rocha, de 72 anos, vive uma rotina que parece ter parado no tempo. Sem energia elétrica em sua propriedade, localizada na zona rural de Delfinópolis (MG), ele enfrenta diariamente a falta de comodidades que hoje são básicas para qualquer cidadão — geladeira, chuveiro, celular ou mesmo uma lâmpada acesa à noite.

Rocha mora sozinho e, apesar de ter alguns eletrodomésticos, como geladeira e máquina de lavar roupas, eles permanecem desligados, servindo apenas como locais de armazenamento.

“Tem que lavar roupa na mão. Eu tenho máquina de lavar, mas não posso usar. Tenho geladeira, mas não posso usar. A comida azeda, porque é muito quente aqui durante o dia”, contou o produtor.

Para tentar amenizar o isolamento, ele utiliza uma bateria de trator para assistir à televisão e precisa esquentar a água manualmente quando quer tomar banho quente. Antes disso, no entanto, precisa andar cerca de três quilômetros a cavalo para buscar água, já que, sem energia, não é possível instalar uma bomba. O idoso afirma que, além do desconforto, vive com medo de passar mal e não ter como pedir socorro.

Apesar das dificuldades, o que mais o incomoda é a sensação de injustiça.

“É uma discriminação monstruosa, que eu não consigo entender. Gostaria de saber o motivo. Eu nunca fiquei devendo para a Cemig. Teve audiência presencial, levei vizinhos, o oficial de Justiça filmou, o juiz deu três ordens e a Cemig não cumpriu”, desabafa.

O caso já chegou à Justiça. Segundo a advogada Alilca Roberta Zanelato, que representa João Batista, uma liminar foi concedida em 7 de julho de 2022, determinando que a Cemig ligasse imediatamente a energia elétrica na residência. A decisão, porém, nunca foi cumprida.

“A liminar foi deferida para que a Cemig ligasse imediatamente a energia elétrica na residência do seu João, o que não ocorreu. Em 2024, veio a sentença judicial, condenando a companhia ao pagamento de danos morais e à ligação imediata da energia, sob pena de multa. Contudo, estamos no final de 2025 e, até a presente data, mais de um ano depois, a Cemig não cumpriu a ordem judicial”, afirma a advogada.

O produtor afirma ainda que toda a instalação elétrica da propriedade está pronta e que há um poste de energia a cerca de 30 metros de sua casa. Todos os vizinhos têm luz, o que reforça sua indignação.

Em nota, a Cemig informou que a obra foi concluída em setembro de 2022, mas que, no momento da ligação, não havia sido instalado o padrão de entrada de energia, equipamento cuja responsabilidade é do cliente.

Já a Prefeitura de Delfinópolis declarou que não tem conhecimento do processo judicial, pois não é parte na ação, mas que vai consultar o processo para verificar de que forma o Município pode intermediar ou auxiliar na solução do problema, dentro dos limites de sua competência administrativa.

Com informações de G1.

Empregadores de São Sebastião do Paraíso, Ibiraci e Delfinópolis são incluídos na ‘Lista Suja’ do trabalho análogo à escravidão

Empregadores de São Sebastião do Paraíso, Ibiraci e Delfinópolis são incluídos na ‘Lista Suja’ do trabalho análogo à escravidão – Foto: reprodução

Cinco empregadores de quatro municípios do Sul de Minas foram incluídos na nova edição da “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na segunda-feira (6). A atualização traz 159 nomes — 101 pessoas físicas e 58 jurídicas — representando um aumento de 20% em relação à última publicação.

Os novos casos registrados na região envolvem empregadores das cidades de São Sebastião do Paraíso, Delfinópolis, Cristais e Ibiraci, sendo que este último município aparece com duas ocorrências.

Em todo o estado de Minas Gerais, 151 empregadores figuram na lista. Destes, 38 estão distribuídos em 28 cidades do Sul de Minas, onde 372 trabalhadores foram resgatados de situações degradantes.

A “lista suja” é atualizada a cada seis meses. Segundo o MTE, após a constatação das irregularidades, são lavrados autos de infração e o empregador tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Somente após a conclusão do processo administrativo é que o nome passa a constar oficialmente na relação.

De acordo com a Auditoria Fiscal do Trabalho, os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, período em que 1.530 trabalhadores foram resgatados em todo o país.

Os estados com maior número de novos registros são Minas Gerais (33), São Paulo (19), Mato Grosso do Sul (13) e Bahia (12). Entre os principais setores envolvidos estão a pecuária de corte (20 casos), os serviços domésticos (15), o cultivo de café (9) e a construção civil (8). Cerca de 16% das ocorrências estão relacionadas a atividades econômicas urbanas.

Municípios do Sul de Minas com empregadores na “lista suja”:

Aiuruoca; Alfenas (2 casos); Alpinópolis; Araxá (2 casos); Boa Esperança (3 casos); Bueno Brandão; Cabo Verde; Campanha; Campestre (3 casos); Campo do Meio; Carmo do Rio Claro; Conceição das Pedras; Cristais; Delfinópolis (2 casos); Espírito Santo do Dourado; Estiva; Ibiraci (2 casos); Ilicínea (2 casos); Ingaí; Itamogi; Juruaia; Muzambinho; Nova Resende; Poço Fundo; Santa Rita do Sapucaí; São Pedro da União (2 casos); São Sebastião do Paraíso; e Varginha.

Lista completa aqui.

Empregadores de São Sebastião do Paraíso, Ibiraci e Delfinópolis são incluídos na ‘Lista Suja’ do trabalho análogo à escravidão – Foto: reprodução

Motorista morre após capotar carro ao desviar de capivara na LMG-856, entre Cássia e Delfinópolis

Motorista morre após capotar carro ao desviar de capivara na LMG-856, entre Cássia e Delfinópolis – Foto: divulgação/Polícia Militar

Na noite da última terça-feira (16), um acidente na LMG-856, no km 5, interrompeu o tráfego por cerca de uma hora e resultou na morte de um motorista de 28 anos. O caso aconteceu entre Cássia (MG) e Delfinópolis (MG).

Segundo o Corpo de Bombeiros, Danilo Barbosa de Sousa, natural de Patos (PB), dirigia seu veículo quando tentou desviar de uma capivara que atravessava a rodovia. Durante a manobra, o carro capotou e Danilo ficou preso às ferragens.

As equipes de resgate chegaram por volta das 20h, mas o motorista já estava sem sinais vitais. Foi necessário o uso de ferramentas de desencarceramento para remover o corpo, posteriormente entregue a uma funerária de Franca (SP).

A capivara envolvida na ocorrência não sobreviveu: após o acidente, acabou sendo atropelada por outro veículo.

A Polícia Militar Rodoviária e a perícia da Polícia Civil estiveram no local para investigar as circunstâncias do acidente e liberar a via para o tráfego, que foi normalizado após a conclusão dos trabalhos.

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