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Jornal Folha Regional

VÍDEO | Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis

Uma família de Delfinópolis (MG) denuncia o que classifica como um grave caso de abuso policial ocorrido recentemente na cidade. Segundo os relatos, tudo começou quando policiais militares abordaram um dos membros da família na rua. O jovem, que teria cooperado com a abordagem, acabou sendo espancado após não saber informar o nome da rua onde morava – já que a família havia se mudado há pouco tempo para o bairro. A Polícia Militar de Minas constata a versão da família, diz que houve resistência e que os envolvidos têm “diversas passagens policiais, alguns inclusive como autores de crimes violentos, com uso de violência ou grave ameaça”.

De acordo com os familiares, o rapaz foi agredido com socos na barriga e no rosto e, tentando se defender, revidou antes de fugir e se esconder no mato. Durante a perseguição, os policiais teriam disparado tiros na mata. “Eles queriam prender ele à toa, entendeu?”, disse um dos familiares.

Momentos depois, já na casa da família, o episódio ganhou contornos ainda mais violentos: seis policiais teriam invadido o imóvel com agressões. Segundo a denúncia, os agentes atacaram com spray de pimenta, mesmo diante de um pedido desesperado para que poupassem uma criança de 4 anos, que presenciou toda a ação e teve seus brinquedos ensanguentados. “A minha menininha está assustada, não está dormindo à noite. Foi uma cena horrível”, relata uma mulher da família.

As agressões descritas são brutais: um tio teve o nariz quebrado e está internado com suspeita de fratura na perna; dois irmãos tiveram pernas quebradas, outro teve o dedo fraturado; além de cortes profundos na cabeça de vários membros da família. “Eles chegaram a rasgar a blusa da minha mãe, bateram demais nela. Vieram, eu acho, pra poder matar”, desabafa um dos familiares. Móveis foram destruídos durante a ação.

Segundo os denunciantes, existe uma câmera de segurança que registrou a primeira abordagem, mas o dono do estabelecimento só pretende liberar a gravação mediante ordem judicial. Já as agressões dentro de casa teriam sido filmadas pela própria família, que diz ter fotos e vídeos comprobatórios.

O relato é acompanhado por um forte sentimento de revolta. “Eles são policiais, têm que proteger, não fazer o que fizeram. A gente não é bandido. Só queremos justiça”, reforçam.

A família diz que já está reunindo todas as provas para acionar a Justiça e denunciar oficialmente o caso, destacando que não houve resistência antes da violência policial e que a presença da criança torna tudo ainda mais grave.

O que diz a Polícia? 

No fim da tarde desta terça-feira, 29, o 12º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais enviou nota oficial a reportagem apresentando a versão da corporação. De acordo com o documento, no dia 26 de julho os policiais faziam patrulhamento de rotina quando abordaram dois indivíduos em “atitude suspeita”. Ainda segundo a nota, um deles colaborou, mas o outro teria reagido de forma agressiva, inclusive agredindo um policial antes de fugir.

A PM afirma que localizou o suspeito em sua residência, onde ele teria continuado a resistir e atirado objetos contra os militares. Os familiares, segundo a corporação, também teriam interferido de maneira violenta contra a ação policial, obrigando os agentes a usarem “força diferenciada” para conter as agressões e as resistências. Na ocorrência, três pessoas foram presas e encaminhadas para atendimento médico. Quatro policiais também precisaram de atendimento devido às lesões.

A nota destaca ainda que os envolvidos têm “diversas passagens policiais, alguns inclusive como autores de crimes violentos, com uso de violência ou grave ameaça”.

Por fim, a Polícia Militar de Minas Gerais informa que foi instaurado procedimento interno para apurar os fatos.

Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal
Família denuncia ação violenta da Polícia Militar em Delfinópolis – Foto: arquivo pessoal

Via: GCN/SAMPI

Seis gatos são encontrados mortos em Passos e ONG suspeita de envenenamento; saiba como denunciar

Seis gatos são encontrados mortos em Passos e ONG suspeita de envenenamento; saiba como denunciar - Foto: reprodução
Seis gatos são encontrados mortos em Passos e ONG suspeita de envenenamento; saiba como denunciar – Foto: reprodução

Seis gatos foram encontrados mortos em Passos (MG), no bairro Nossa Senhora das Graças. Um sétimo gato conseguiu sobreviver e está sendo tratado por um veterinário.

Uma ONG do município acompanha o caso e, devido aos sintomas apresentados, suspeita que os animais tenham sido envenenados.

Em entrevista, a voluntária da ONG SOS Patas, Aline Raquel Silva Souza, contou como os casos começaram.

“Uma das tutoras chamou a gente para pedir ajuda porque o gato dela havia morrido, e depois de uns três dias começaram a surgir novos casos de gato morrendo. Aí, no último sábado de manhã, uma outra tutora nos procurou para pedir ajuda porque o gato dela estava passando mal”.

“A gente liberou o atendimento, esse gato foi encaminhado para a clínica e, chegando lá, todos os sintomas dele eram sintomas de envenenamento”, revelou.

Segundo Aline, o gato sobreviveu, mas ficou com sequelas neurológicas. Após esse episódio, ainda apareceram mais casos. A voluntária ainda destacou que a polícia está sendo acionada e os tutores estão recebendo assistência da ONG.

“As tutoras estão fazendo os boletins de ocorrência e a ONG está aí pronta para ajudar nessa investigação. A Comissão do Bem Estar Animal também e os protetores estão aí unidos para a gente descobrir o que está acontecendo e o autor também, porque isso é crime. A gente sabe que maltratar animais é crime e dá cadeia”.

Crime previsto em lei

O envenenamento de animais domésticos ou silvestres é um crime previsto na legislação brasileira, e a prática tem consequências legais severas.

Segundo o Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), causar maus-tratos, ferimentos ou morte a animais configura crime com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Quando o ato resulta na morte do animal, a punição pode ser aumentada.

Para que o crime não fique impune, é fundamental que a população denuncie os casos.

1. Reúna provas

Antes de registrar a ocorrência, é importante coletar o máximo de evidências:

  • Fotos ou vídeos do animal e do local do crime
  • Laudo veterinário, se disponível
  • Depoimentos de testemunhas
  • Informações sobre possíveis suspeitos

2. Registre um Boletim de Ocorrência

O boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia comum ou em delegacias especializadas em meio ambiente e proteção animal.

3. Denuncie aos órgãos de proteção animal

Além da polícia, há outras formas de denúncia:

  • Disque Denúncia (Ibama – Linha Verde): 0800 61 8080
  • Secretarias municipais de Meio Ambiente ou Zoonoses
  • Ouvidorias do Ministério Público estaduais, que recebem denúncias anônimas e acompanham a investigação.

Via: G1

Nunes Marques é sorteado relator de pedido para investigar Lula e Gleisi

Nunes Marques- Reprodução

O pedido de investigação foi protocolado na Polícia Federal pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, foi sorteado como relator do pedido feito pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), para investigar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente do PT, Gleisi Hoffman.

No pedido, o presidente afirma que os petistas tentaram “macular sua honra” durante um comício petista no Complexo do Alemão, em que Lula coloca a culpa do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, no presidente Jair Bolsonaro.

No comício, o petista também associou Bolsonaro a milicianos e ao canibalismo. A princípio, o pedido de investigação foi enviado pelo presidente ao ministro da Justiça, Anderson Torres, que encaminhou o documento à Polícia Federal (PF).

A PF, no entanto, entendeu que a investigação precisaria passar pelo STF, visto que Gleisi é deputada federal e tem foro privilegiado. “Que a notícia-crime seja remetida ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do foro competente para processo e julgamento, bem como para eventual autorização de instauração de inquérito”, argumentou Rodolfo Martins, delegado da Polícia Federal.

O pedido contra Lula e Gleisi foi enviado ao STF pelo diretor-geral da PF, Márcio Nunes, que solicitou um posicionamento do tribunal sobre o foro competente para julgar o caso.

Antes de decidir sobre CPI, comissão vai ouvir diretor da UPA

Reprodução internet

Na tarde desta sexta-feira (25), os vereadores que integram a Comissão de Saúde da Câmara de Passos, Francisco Sena, Dirceu Soares Alves e Gilmara Silveira de Oliveira, se reuniram com o ex-diretor administrativo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Antônio Carlos da Silva e receberam dele documentos relacionados às denúncias de irregularidades feitas por ele na Tribuna Livre na última segunda-feira (21).

Os parlamentares resolveram ouvir também o diretor clínico Flávio Ferreira, na próxima terça-feira (29), às 9h, apontado por Silva nas denúncias. O protocolo do convite já foi entregue a Ferreira.

“Nós queremos abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas queremos reunir o maior número de elementos de denúncias para pôr como objeto, para ficar bem-feita”, disse Sena.

Segundo as denúncias feitas pelo ex-diretor administrativo, Ferreira teria um quarto para dormir nos plantões noturnos. Ele confirmou a presença e disse que quando chegar a vez dele falar ele se defenderá.

A Prefeitura de Passos vive uma crise na saúde e, desde o início do atual governo, já foram nomeados cinco secretários municipais para a área. A UPA está no centro das atenções, pois, segundo o ex-diretor administrativo, teria ocorrido o desligamento de válvula de oxigênio, o que poderia ter causado a morte de pacientes entubados.

Entre sábado (19) e a última quarta-feira (23), a UPA foi alvo de duas ocorrências policiais. Uma sobre danos à porta e à fechadura da garagem e o desligamento da rede de oxigênio, no sábado, e outra sobre furto de documentos na direção da unidade, na quarta.

A Câmara tem reunião ordinária na terça-feira (29), por causa do jogo do Brasil na Copa do Mundo. A reunião com o diretor será na terça, às 9h, com transmissão ao vivo pela TV Câmara. (Clic Folha)

Campanha de Bolsonaro entrega ao TSE relatório em que alega que rádios deixaram de exibir inserções do Presidente

Reprodução / G1

A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (25), um relatório detalhando a denúncia de que rádios deixaram de exibir inserções da propaganda eleitoral do candidato.

O pedido de detalhamento foi feito pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, quando a campanha fez as denúncias, na segunda-feira (24). Moraes determinou que fossem apresentados “provas e/ou documentos sérios”.

A denúncia foi feita inicialmente pelo ministro das comunicações, Fábio Faria. Ele afirmou que a empresa de auditoria contratada pela campanha constatou que Bolsonaro teve pelo menos 154 mil inserções a menos do que a campanha do rival Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas não havia apresentado detalhes.

Agora, a campanha enviou ao TSE um link no qual diz que estão listadas as rádios e os horários das inserções.

Na resposta, os advogados da campanha afirmam que os dados foram checados sucessivas vezes.

Caberá ao TSE analisar o material e os pedidos de apuração e responsabilização dos envolvidos. O TSE também vai analisar a solicitação da campanha de Bolsonaro para suspender as inserções da campanha de Lula no rádio em todo o país.

Via G1

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