Skip to main content

Jornal Folha Regional

Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70%

Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70% – Foto: reprodução

O governo federal apresentou, na última sexta-feira (3), o programa Desenrola MEI, iniciativa voltada à regularização de débitos de microempreendedores individuais (MEIs) inscritos na Dívida Ativa da União. A proposta busca facilitar a renegociação das pendências por meio de descontos sobre encargos e condições especiais de parcelamento.

De acordo com o governo, aproximadamente 3,5 milhões de MEIs possuem dívidas registradas na Dívida Ativa, totalizando R$ 12,4 bilhões. Em média, cada empreendedor deve cerca de R$ 4 mil. O programa contempla débitos de até R$ 20 mil.

Entre as condições oferecidas estão descontos de até 70% sobre juros e multas, possibilidade de parcelamento em até 145 meses e parcelas mínimas de R$ 25.

A estimativa do governo é recuperar aproximadamente R$ 1,2 bilhão com as renegociações. Segundo a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi, a medida não deve gerar impacto fiscal para a União porque envolve créditos classificados como de difícil recuperação.

“Não são só dívidas decorrentes do MEI. Um CNPJ pode ter uma dívida, por exemplo, com a Secretaria do Patrimônio da União, que está inscrita em dívida ativa. Essa dívida também entra no programa de regularização. É um programa de transação tributária customizado para sustentabilidade do pagamento e para a saúde financeira desses MEIs e que fecha o ciclo de estímulo a novos créditos”, disse.

Além da criação do Desenrola MEI, o governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que altera as regras da categoria. A proposta prevê elevar o limite anual de faturamento dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também autoriza que o microempreendedor possa contratar até dois empregados, em vez do limite atual de um.

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, o teto de faturamento está sem reajuste desde 2018 e, caso tivesse acompanhado a inflação acumulada no período, atualmente seria de aproximadamente R$ 128 mil.

“Os efeitos econômicos são terríveis, porque esse empreendedor passa a ser inadimplente, fica com a sua margem de lucro apertada, vai para a renda informal, o que atrapalha o desenvolvimento dos negócios. Ou ele promove mecanismos que são indesejados pelo governo brasileiro, como o crescimento do lado, abre uma outra MEI”, afirmou.

Outra medida anunciada pelo governo foi a ampliação do Contrata+Brasil, plataforma que conecta órgãos públicos a microempreendedores para a prestação de serviços.

Com a mudança, o número de atividades econômicas aptas a participar passará de 107 para 141 Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs). Entre os novos segmentos incluídos estão alimentação, fotografia, produção cultural, organização de eventos e serviços de estética.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.