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Jornal Folha Regional

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano – Foto: reprodução

Os mineiros já pagaram R$ 226,8 bilhões de impostos, taxas e contribuições no País este ano. O volume representa 7% da arrecadação nacional, que ultrapassou os R$ 3 trilhões este mês. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que simula em tempo real o volume arrecadado pela União.

Chama atenção que os números estão avançando mais cedo este ano. No ano passado, somente no dia 7 de novembro, 26 dias depois, o impostômetro somou R$ 226 bilhões em Minas Gerais. No Brasil, o cenário se repetiu. O impostômetro só chegou a R$ 3 trilhões no dia 1º de novembro, 25 dias depois, revelando um aumento no ritmo da arrecadação.

A princípio, o movimento pode aparentar o aquecimento da economia, o que de fato não deixa de ser um dos motivos da maior arrecadação, porém não é o único, conforme analisa a economista do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), Diana Chaib.

“Esse crescimento pode ser atribuído a vários fatores como, por exemplo, o aumento de alíquotas de impostos, a expansão de setores que já eram mais rentáveis ou até uma recuperação econômica de setores que, durante e após a pandemia, estavam estagnados”, explica.

Diana Chaib também ressalta o crescimento econômico de atividades de setores específicos como as commodities. “Mineração e petróleo, por exemplo, podem ter contribuído com uma parte significativa desse aumento da arrecadação no Brasil. Em Minas Gerais, a gente pode destacar a mineração, que é uma grande fonte de receita, e com o preço do minério de ferro e outros produtos estão em alta no mercado global, essa arrecadação tende a crescer”, analisa.

Assim como a economista da UFMG, o professor de gestão do Centro Universitário Una e do UniBH, Fernando Sette Junior, acrescenta o efeito combinado da inflação e da formalização econômica. A alta dos preços, segundo ele, aumenta automaticamente a base de impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS) e Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), já que são tributos que incidem sobre o valor das transações.

“Paralelamente, a digitalização da economia e a maior emissão de notas fiscais eletrônicas facilitaram o monitoramento do fisco, reduzindo a evasão. Minas Gerais, por exemplo, vem investindo fortemente em fiscalização digital e cruzamento de dados, o que amplia a eficiência da cobrança e reduz brechas para sonegação”, relata.

Um segundo elemento, na análise do professor, é o comportamento do mercado de trabalho e do setor de serviços, que tem sido o grande motor da economia brasileira. “Com mais pessoas ocupadas e rendimentos em recuperação, há aumento do consumo e, por consequência, da arrecadação sobre bens e serviços”, observa.

Além disso, setores como mineração, energia e combustíveis, de grande peso na economia mineira, registraram receitas relevantes, impulsionadas por preços internacionais favoráveis e retomada da demanda global. Isso gera reflexos diretos na arrecadação estadual e federal.

Por fim, ele ressalta as mudanças tributárias e fiscais recentes. “A reversão de desonerações concedidas em 2022, especialmente sobre combustíveis e energia elétrica, devolveu receitas perdidas aos cofres públicos”, comenta Sette Junior.

O governo federal também obteve, na visão do professor, receitas extraordinárias com dividendos de estatais, concessões e royalties do petróleo. “Portanto, o crescimento da arrecadação não é resultado de um único fator, mas de uma combinação de melhora administrativa, conjuntura econômica favorável e ajustes normativos. O desafio, contudo, é transformar essa melhora conjuntural em base fiscal sustentável”, observa.

A economista da UFMG, Diana Chaib destaca ainda o reflexo da recuperação econômica após a pandemia. “Essa recuperação ainda está em andamento. Alguns setores não se recuperaram totalmente, e algumas empresas voltaram a produzir e vender mais e isso acaba impactando na arrecadação”, diz.

Desequilíbrio fiscal pode trazer impactos negativos na economia

Apesar desses avanços, os gastos dos governos simulados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, estão maiores que os valores arrecadados em todo o País. O mesmo não ocorre em Minas, onde a situação está controlada. No Brasil, esses gastos já somam R$ 4 trilhões, R$ 1 trilhão a mais que a arrecadação no mesmo período.

“Esse não é necessariamente um movimento que tem sido feito de forma sustentável ou justa. É sempre importante a gente ficar atento e observar quem está contribuindo mais para esse volume. Será que essa carga tributária que tem aumentado muito, está sendo bem distribuída? Ou ela está só recaindo sobre a classe trabalhadora e as pequenas empresas?”, indaga Diana Chiab.

Se a arrecadação continuar abaixo dos gastos, ou seja, crescendo de forma insuficiente e desequilibrada, a economista da UFMG alerta para os efeitos negativos que isso pode causar. “O aumento da dívida pública pode fazer com que o governo recorra ao endividamento. E isso pode levar ao aumento da dívida pública, aumentando a dependência do crédito externo”, diz.

Ela acrescenta que pode haver ainda cortes nos serviços públicos e pode ser necessário cortar investimentos em áreas essenciais. “O governo pode adotar também políticas de austeridade para tentar equilibrar as contas públicas e isso geralmente implica em cortes em programas sociais, previdência, redução de gastos públicos de uma forma mais geral, o que é ruim para a economia”, observa.

O economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, uma das entidades responsáveis pela manutenção das ferramentas de simulação, acredita que a tendência é de mais aumento de gastos. “Estamos com um modelo de política fiscal de crescimento dos gastos, além da capacidade de aumentar a arrecadação. O resultado disso é um endividamento cada vez maior, colocando em dúvida a capacidade do governo de honrar seus compromissos a médio e longo prazo, o que seria a insolvência fiscal”, afirma.

São José da Barra reúne autoridades para discutir transporte por balsas no Lago de Furnas

Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência

A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.

Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.

O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.

O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:

  • Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
  • Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
  • Fernandes, entre Guapé e Cristais;
  • Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
  • Fama, que liga o município a Campos Gerais;
  • Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
  • e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.

Estado explica modelo de concessão

O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.

“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.

Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.

“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.

Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.

“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.

“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.

Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”

Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.

“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.

Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.

“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.

Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos

O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.

“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.

Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.

“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.

Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.

“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.

“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.

Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores

O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.

“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.

Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.

“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.

Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo

O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.

“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.

Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.

“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.

“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.

Motocicletas são removidas durante operação da Polícia Militar em Carmo do Rio Claro

Motocicletas são removidas durante operação da Polícia Militar em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/PM

A Polícia Militar realizou no último domingo (19) uma Operação Batida Policial no bairro Nossa Senhora Aparecida e em áreas próximas, em Carmo do Rio Claro (MG). A ação teve como objetivo aumentar a sensação de segurança pública e inibir crimes violentos, furtos e outras ocorrências, por meio da presença ostensiva e de abordagens preventivas.

Durante a operação, os militares reforçaram o patrulhamento em pontos estratégicos e nas principais vias da região, realizando abordagens a pessoas e veículos em atitudes suspeitas.

Como resultado, duas motocicletas foram removidas por apresentarem irregularidades. Segundo a PM, a ação ocorreu sem alterações e faz parte do planejamento contínuo de patrulhamento preventivo, voltado à manutenção da ordem e da tranquilidade da população carmelitana.

VÍDEO | Paciente com elefantíase é içado para sentir o sol após dias internado em hospital de Divinópolis

Um gesto simples, mas carregado de emoção, marcou a rotina do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis (MG), nesta semana. O paciente Cássio Murilo Teixeira, de 43 anos, internado há vários dias, foi içado pela equipe do hospital até o corredor da unidade para ver e sentir o sol pela primeira vez em muito tempo.

O momento foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais do hospital. Nas imagens, profissionais de saúde aparecem utilizando uma cadeira adaptada, cuidadosamente erguendo o paciente até uma abertura onde a luz solar entrava. Sorridente, Cássio permaneceu por alguns minutos contemplando o céu e aproveitando o calor do sol, enquanto a equipe se emocionava com a cena.

Cássio está em tratamento contra elefantíase, doença que provoca inchaço extremo nos membros, e também enfrenta complicações respiratórias. Segundo o CSSJD, ele segue internado, recebendo cuidados contínuos, e ainda não há previsão de alta.

O que é elefantíase

A elefantíase, também conhecida como filariose benigna, é uma condição crônica causada pela obstrução dos vasos linfáticos, o que leva ao aumento disforme de partes do corpo — como pernas, braços ou genitais. O tratamento inclui medicações, higiene rigorosa, fisioterapia e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.

Pacientes que convivem com a doença enfrentam limitações físicas severas e maior risco de infecções secundárias, fatores que impactam diretamente na qualidade de vida.

VÍDEO | Homem é morto a facadas dentro de bar em São Sebastião do Paraíso; suspeito foi preso e confessou o crime

Homem é morto a facadas dentro de bar em São Sebastião do Paraíso; suspeito foi preso e confessou o crime – Vídeo: Líder TV

Um homem de 61 anos foi assassinado a facadas na manhã da última sexta-feira (17) dentro de um bar no bairro Parque São Judas Tadeu, em São Sebastião do Paraíso (MG). O suspeito, identificado e preso pouco tempo depois pela Polícia Militar, confessou ter cometido o crime.

De acordo com as informações da PM, o caso ocorreu no Bar do Cirilo, na Rua São Judas Tadeu. Quando os militares chegaram ao local, encontraram a vítima, Márcio Antônio Fideles, que trabalhava como pintor, caída no chão e já sem sinais vitais. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte e constatou que ele havia sido atingido por um golpe de faca no lado esquerdo do peito.

Ataque surpresa dentro do bar

Testemunhas relataram que Márcio estava sentado em uma mesa, consumindo bebida alcoólica, quando o autor se aproximou por trás e o atacou de forma repentina, sem que ele tivesse chance de reagir. Após o golpe, o suspeito fugiu do local.

O proprietário do bar contou que presenciou o momento em que a vítima caiu e viu o agressor com uma faca envolta em uma sacola plástica branca. Ele conseguiu desarmar o homem antes que ele escapasse completamente e entregou a faca à polícia.

Câmeras registraram o crime

Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento confirmaram o relato das testemunhas. Nas gravações, o suspeito aparece sentado no interior do bar, com a faca escondida dentro da sacola. Em seguida, ele se levanta, caminha até a vítima e desfere o golpe fatal no peito.

Prisão e confissão

Após receber as informações sobre o autor, a PM realizou buscas na região e o localizou nas proximidades. O homem foi preso em flagrante, recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi conduzido à Polícia Civil, junto com a faca usada no crime.

Durante o interrogatório, o suspeito declarou que havia sido ameaçado pela vítima dias antes e que acreditava que Márcio estaria armado com uma arma de fogo — hipótese descartada após as buscas, já que nenhuma arma foi encontrada com a vítima nem em sua residência.

O filho do autor relatou à polícia que não tinha conhecimento de qualquer desavença entre os dois, mas afirmou que o pai é dependente de bebidas alcoólicas e apresenta episódios de confusão mental quando está em abstinência.

Corpo encaminhado ao IML

Após os trabalhos da Perícia da Polícia Civil, o corpo de Márcio Antônio Fideles foi liberado e encaminhado pela funerária ao Instituto Médico Legal (IML), para exames de necropsia.

O suspeito, por sua vez, foi encaminhado ao presídio de São Sebastião do Paraíso, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias e a motivação do homicídio.

VÍDEO | Chuvas fortes causam danos na estrutura da Expo Sarandi, mas shows aconteceram normalmente

A madrugada da última sexta-feira (17) foi marcada por fortes chuvas em Sarandi, no Norte do Paraná, que causaram danos significativos na estrutura da Expo Sarandi. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram parte do espaço do evento totalmente afetado, com lonas e estruturas metálicas retorcidas pela força do vento e da chuva.

O temporal ocorreu poucas horas após um show histórico que reuniu grande público para assistir a apresentação do cantor Leonardo, com a presença de Ana Castela e Zé Felipe, um dos pontos altos da programação deste ano. Logo após o encerramento dos shows, a chuva atingiu a cidade e provocou o colapso de parte das instalações do evento.

Apesar dos estragos, a organização da Expo Sarandi agiu rapidamente. A estrutura danificada foi reconstruída a tempo, e os shows previstos para os próximos dias – com Jiraya Uai e Maria Marçal – ocorreram normalmente, garantindo a continuidade da programação.

A equipe responsável pela feira informou que ninguém ficou ferido e reforçou o compromisso com a segurança do público e dos artistas. As apresentações seguiram dentro do cronograma e com o mesmo entusiasmo dos dias anteriores.

A Expo Sarandi é um dos eventos mais tradicionais da região, reunindo atrações musicais, exposições e atividades agropecuárias, e segue atraindo milhares de visitantes todos os anos.

Sem salário e trabalhando todos os dias, idosa de 76 anos é resgatada após 25 anos de trabalho análogo à escravidão em MG

Sem salário e trabalhando todos os dias, idosa de 76 anos é resgatada após 25 anos de trabalho análogo à escravidão em MG – Secretaria de Inspeção do Trabalho/Divulgação

Vinte e cinco anos trabalhados sem férias, 13º salário e todos os dias da semana. Assim era o dia a dia de uma idosa de 76 anos, resgatada em situação análoga à escravidão em Ubá (MG).

Conforme informações da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), ela exercia funções de doméstica e cuidadora de uma idosa na casa de uma família, no Centro da cidade.

Nos 20 primeiros anos de trabalho, o pagamento era de meio salário mínimo por mês. Nos últimos 5, parou de ser remunerada. Além disso, dormia em um quarto minúsculo, que mal cabia a cama.

A idosa que ela cuidava morreu neste ano.

Conforme informações da SIT, após a ação, realizada no fim de setembro e divulgada na segunda-feira (13), a família se comprometeu a não retirar a trabalhadora do imóvel e garantiu que ela tenha onde morar.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que a ação está em curso e outras informações serão repassadas quando ela for concluída. O caso é acompanhado também pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da cidade e pela Promotoria de Justiça.

Aposentadoria podia ter sido em 2012

Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho, a idosa poderia ter se aposentado por idade em 2012, se os direitos tivessem sido respeitados. Além disso, ela perdeu 13 anos de contribuição para aposentadoria, sem contar os danos físicos e emocionais provocados pela exploração.

A fiscalização determinou o encerramento imediato do contrato de trabalho, a regularização da carteira de trabalho e o pagamento de todos os direitos desde o início do vínculo.

Ela também terá direito a três parcelas de seguro-desemprego, previstas para trabalhadores resgatados de exploração, e os empregadores foram multados e notificados a recolher o FGTS.

Homem condenado a 26 anos de prisão por abusar da filha de 8 anos em 2016 é preso na casa dos pais, em Piumhi

Homem condenado a 26 anos de prisão por abusar da filha de 8 anos em 2016 é preso na casa dos pais, em Piumhi – Foto: reprodução

Um homem de 44 anos, condenado a 26 anos de reclusão em regime fechado por estupro de vulnerável, foi localizado e preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), na tarde da última quinta-feira (16), em Piumhi (MG). O crime foi cometido em 2016, época em que a vítima, filha do investigado, tinha apenas 8 anos.

Em setembro deste ano, policiais civis em Piumhi receberam informações da equipe da PCMG em Arcos (MG) sobre o paradeiro do foragido, que estaria residindo naquela cidade.

Tendo em vista que o homem prestava serviço de forma autônoma em diversas localidades, foi necessário uma série de levantamentos para identificar o local onde estaria o investigado. Ele foi encontrado na casa dos pais.

O homem não resistiu à prisão e, após os procedimentos de polícia judiciária, foi encaminhado ao sistema prisional.

Adolescente de 16 anos morre após passar mal durante partida de futebol em Pouso Alegre

Adolescente de 16 anos morre após passar mal durante partida de futebol em Pouso Alegre – Foto: redes sociais

Um adolescente de 16 anos, identificado como Vitor Anastácio Neto, morreu após sofrer um mal súbito durante uma partida de futebol no fim da tarde de quinta-feira (16), em um ginásio de Pouso Alegre (MG).

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o chamado foi registrado por volta das 18h30. Quando a equipe chegou ao local, um policial militar que estava à paisana já havia iniciado os primeiros socorros.

Testemunhas relataram que Vitor jogava com amigos quando caiu repentinamente, sentou e teve uma crise convulsiva, evoluindo rapidamente para uma parada cardiorrespiratória. Os socorristas do Samu realizaram os procedimentos de reanimação durante o trajeto até o Hospital Samuel Libânio, mas o adolescente não resistiu e faleceu logo após dar entrada na unidade.

O velório de Vitor Anastácio Neto ocorreu no Velório Ecumênico, e o sepultamento foi realizado na manhã desta sexta-feira (17), no Jardim do Céu Cemitério Parque.

Prefeitura ofereceu suporte à família

A Prefeitura de Pouso Alegre emitiu uma nota lamentando a morte do adolescente, além de oferecer suporte à família, confira:

“A Prefeitura de Pouso Alegre lamenta profundamente a morte do adolescente e manifesta sua solidariedade à família e amigos neste momento de dor. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde, será aberto um processo para acompanhamento e acolhimento da família, oferecendo todo o suporte necessário.”

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais estuda a criação de uma parceria público-privada (PPP) para modernizar o transporte aquaviário no entorno do Lago de Furnas, no Sul de Minas. O projeto prevê que um operador privado assuma a administração, manutenção e renovação das balsas utilizadas por moradores, produtores rurais e turistas em travessias intermunicipais.

Atualmente, o serviço é operado de forma independente por cada município, com embarcações antigas e estrutura precária, o que compromete a segurança e a regularidade das travessias. A proposta estadual busca unificar a gestão e criar um sistema padronizado e fiscalizado, com balsas novas, horários fixos e tarifas reguladas.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o objetivo é garantir um transporte mais eficiente e seguro, eliminando as deficiências do modelo atual. O governo pretende implantar um único operador responsável por todas as travessias, o que, segundo ele, permitirá fiscalização mais rígida e melhorias significativas na qualidade do serviço.

O projeto inclui sete travessias em cidades banhadas pelo lago: Pontalete (Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu), Pontal Penas (São José da Barra e Guapé), Fernandes (Guapé e Cristais), Águas Verdes (Carmo do Rio Claro e Campo do Meio), Fama (ligando o município a Campos Gerais), Mendes (Campo Belo e Nepomuceno) e Itaci (distrito de Carmo do Rio Claro).

O edital da PPP deve ser lançado até o final de 2025, e o leilão está previsto para 2026. O governo propõe uma tarifa mínima de R$ 15 por travessia, com exigência de balsas novas, cumprimento de horários e padrões de qualidade definidos em contrato.

Travessia do Pontalete é destaque entre as mais problemáticas

Um dos pontos mais críticos do sistema é a balsa do Pontalete, que conecta Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu. O valor atual da travessia é de R$ 25, e a embarcação, com capacidade para 37 toneladas (cerca de quatro carros), enfrenta constantes falhas mecânicas e falta de estrutura de segurança.

Moradores relatam que não há salva-vidas suficientes nem equipamentos de comunicação adequados, o que gera apreensão em caso de emergências. Também há registros de paralisações frequentes por problemas nos motores, o que causa atrasos e transtornos diários.

Durante uma audiência pública em Três Pontas, representantes da comunidade defenderam que a construção de uma ponte seria a solução definitiva para os deslocamentos na região. Para os produtores rurais, o custo com as travessias diárias representa um ônus financeiro e logístico significativo, e a balsa é vista apenas como uma alternativa temporária.

População acompanha audiências e cobra soluções

As discussões sobre o novo modelo de transporte seguem sendo realizadas por meio de audiências públicas nas cidades envolvidas. Nesta quinta-feira (16), o encontro ocorreu em Campo Belo, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. As próximas reuniões estão marcadas para 22 de outubro, em Cássia, e 24 de outubro, em Delfinópolis, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Autoridades municipais têm reforçado a importância da participação popular nas decisões. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Pontas, Sérgio Victor Nogueira, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir que o resultado final atenda às reais necessidades da população e traga benefícios efetivos à região.

Investimentos federais e integração de projetos

Enquanto o governo mineiro avança com o modelo de PPP, o governo federal também anunciou um investimento de R$ 42 milhões voltado à melhoria do transporte aquaviário nos lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes. O plano federal prevê a doação de embarcações da Eletrobras a municípios que assumirão a operação e manutenção dos equipamentos.

No Sul de Minas, nove cidades serão beneficiadas diretamente: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis.

Com os dois projetos em andamento — estadual e federal —, o governo de Minas estuda formas de integrar as iniciativas, criando uma gestão unificada para as travessias. A proposta é que o Estado assuma a coordenação e a fiscalização do sistema, garantindo padronização operacional e mais eficiência na prestação do serviço.

Segundo informações de Furnas, as definições sobre o modelo de gestão e a divisão de responsabilidades entre Estado e prefeituras ainda estão sendo discutidas e deverão ser concluídas nos próximos meses.

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