Eletrobras realiza simulado de evacuação em São José da Barra e Capitólio – Foto: reprodução
A Eletrobras vai realizar simulados de evacuação da Usina de Furnas nas Zonas de Autossalvamento (ZAS), as áreas próximas à barragem da usina, das cidades de São José da Barra (MG) e Capitólio (MG), nos dias 20 e 21 de março, em parceria com as Defesas Civis municipais e estadual. O objetivo é orientar e treinar a população sobre as medidas a serem tomadas no caso de uma evacuação de emergência.
“A participação da população da ZAS no simulado do PAE da Usina de Furnas é fundamental para que todos fiquem seguros quanto às ações a serem tomadas em uma eventual evacuação de emergência, mas ninguém precisa se preocupar. As estruturas da barragem da Usina de Furnas são seguras e constantemente monitoradas, inspecionadas e fiscalizadas. Atualmente, o empreendimento se encontra operando normalmente, sem qualquer anomalia que implique em risco para a usina ou para as comunidades do entorno”, afirma o coordenador do PAE pela Eletrobras Furnas, Cristiano Simão.
Os simulados são mais uma etapa da implantação do plano de Ação em Emergências (PAE), uma medida da Lei Nacional de Segurança da Barragens que visa proporcionar mais segurança à população na região do empreendimento. A Usina de Furnas funcionará normalmente durante os simulados do PAE.
As torres sonoras do sistema de comunicação do PAE vão tocar nos horários determinados e placas de sinalização vão indicar as rotas que a população deve seguir até os pontos de encontro, onde equipes da Eletrobras e da Defesa Civil vão receber os moradores e tirar dúvidas. As equipes também vão auxiliar o público no download e uso do aplicativo Alert Indivíduo, criado para facilitar a comunicação entre a empresa e a população vizinha de seus empreendimentos.
Além da UHE Furnas, a Eletrobras Furnas implanta o PAE em outras 11 usinas hidrelétricas e uma subestação.
Serviço: simulado de evacuação do Plano de Ação em Emergências da Usina de Furnas
Local: São José Barra
Data: 20/03
Horário: 15h30
Ponto de Encontro 1: Praça da Matriz São José Operário – Centro
Ponto de Encontro 2: Casa de Visita da Usina de Furnas – Bairro Furnas
Serviço: simulado de evacuação do Plano de Ação em Emergências da Usina de Furnas
Local: Capitólio
Data: 21/03
Horário: 9h
Ponto de Encontro 5: Escola Estadual Modesto Antônio de Oliveira – Centro
Ponto de Encontro 6: Praça José de Melo Soares – UAITEC – Centro
Eletrobras aprova incorporação de Furnas em votação-relâmpago após decisão do STF – Foto: reprodução
Os acionistas da Eletrobras aprovaram na última quinta-feira (11) a incorporação de Furnas ao capital da empresa, horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizar a realização da assembleia-geral sobre o tema.
Furnas é uma subsidiária integral da Eletrobras, com operações em geração, transmissão e comercialização de energia elétrica em 15 estados e no Distrito Federal. Entre seus ativos estão mais de 20 usinas hidrelétricas.
O resultado da assembleia foi inicialmente divulgado pelo jornal Valor Econômico e confirmado a reportagempor entidades de classe que acompanharam a votação. De acordo com relatos, a reunião a portas fechadas durou cerca de 15 minutos.
Inicialmente prevista para 29 de dezembro, a realização da assembleia virou um imbróglio judicial. Sindicatos acionaram a Justiça do Trabalho para impedir que o encontro acontecesse antes da apresentação de estudos de eventuais impactos em contratos e nos direitos dos empregados após a incorporação.
Outra ação foi apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob a alegação de que a votação da matéria contrariava um processo de conciliação sobre a privatização da Eletrobras em curso no STF. Os argumentos foram acolhidos pelos magistrados.
Nesta quinta-feira, Moraes derrubou as liminares e abriu caminho para a votação. Ao defender a realização da assembleia, ele considerou que as determinações do TJ e do TRT-1 feriam a lei que privatizou a Eletrobras.
A incorporação de Furnas encontra resistências no Ministério de Minas e Energia, comandado por Alexandre Silveira (PSD). O ministro chegou a atuar nos bastidores para barrar a medida.
Em novembro, o Conselho de Administração da Eletrobras aprovou a incorporação da subsidiária, sob o argumento de que a medida representaria “passo essencial à reorganização societária” da empresa.
A decisão atende parcialmente a um pedido feito por sindicatos do setor, que pediam a suspensão de uma assembleia marcada para votar o tema no fim de dezembro
Justiça do Trabalho intima Eletrobras para esclarecimentos sobre Furnas – Foto: Hidrelétrica de Furnas em São José da Barra/MG – arquivo Folha Regional
A Justiça do Trabalho determina a intimação da Eletrobras e de Furnas para prestar esclarecimentos sobre a incorporação da subsidiária. A decisão é relativa a um processo aberto por sindicatos do setor, que pedem a suspensão de uma assembleia marcada para votar o tema no fim de dezembro.
O juiz Marcelo José Duarte Raffaele afirmou que a matéria é complexa e envolve valores bilionários. O magistrado afirmou não ser prudente a suspensão da assembleia, já que ainda há tempo para que as empresas apresentem justificativas antes da data marcada. Eletrobras e Furnas têm cinco dias para se manifestar
Ainda na decisão, o juiz afirmou que a competência da Justiça do Trabalho para avaliar o caso é questionável, uma vez que os pontos levantados pelos autores envolvem questões de expertise da Eletrobras para gerir os ativos de Furnas, além de suposições sobre uma futura redução do plantel de funcionários, aspectos que, em sua avaliação, não cabem à Justiça do Trabalho.
Procuradas, as empresas disseram que não vão se manifestar.
Integração com Furnas é assunto prioritário, diz Eletrobras – Foto: reprodução
A definição para a integração de Furnas com a Eletrobras foi considerada um assunto prioritário pelo presidente da companhia, Ivan Monteiro. Em teleconferência de resultados na última quarta-feira (8), o executivo revelou que ainda não é possível prever se os estudos serão finalizados ainda este ano.
“É um assunto prioritário. Toda energia colocada é na linha da racionalização e da eficiência”, explica. Em agosto, a holding anunciou que havia começado estudos para integrar as operações com a subsidiária.
Na época, a justificativa foi que a medida fazia parte da iniciativa de simplificação da estrutura societária e de governança prevista no planejamento. Furnas possui 22 UHEs que somam mais de 18 GW de potência instalada. Na transmissão, são ativos em oito estados da federação.
Na teleconferência, o executivo lembrou que há dois Planos de Demissões Voluntárias em andamento. O primeiro, com economia esperada de R$ 1,2 bilhão e 2.123 saídas realizadas. O segundo, que é mais recente, tem expectativa de trazer economia de R$ 670 milhões e já teve 225 saídas. No terceiro trimestre do ano passado, eram 10.476 empregados com 650 gestores, enquanto em novembro deste ano o número é de 8.233 funcionários, reduzindo para 545 o contingente de gestores. “Melhoramos a eficiência da companhia na forma de gerir seus processos”, observou o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Eduardo Haiama.
Com um investimento de R$ 1,86 bilhão no terceiro trimestre, a Eletrobras viu esse item crescer 88% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Monteiro, o foco dos investimento será de reforços e melhorias dos ativos já existentes, considerados por ele de extrema qualidade.
A receita regulatória bruta na transmissão subiu 9%, indo a R$ 5,1 bilhões. Já na geração, por conta da descotização de algumas usinas, houve uma ligeira queda, R$ 6,7 bilhões para R$ 6,4 bilhões. Para Haiama, a queda na receita da geração no curto prazo afeta apenas no curto prazo, mas no médio e longo é favorável. Segundo ele, hoje há 140 grandes empreendimentos de grande porte em implantação nas LTs da Eletrobras que devem ter um capex dessa categoria de R$ 6,3 bilhões até 2027 e uma Receita Anual Permitida associada de R$ 958 milhões.
Durante evento realizado em São José da Barra, Governo de Minas e Eletrobras apresentam cronograma de estudos para expansão de transporte aquaviário – Foto: Eletrobras / Divulgação
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), e a Eletrobras, apresentaram, na última terça-feira (7), em São José da Barra (MG), o cronograma para início dos estudos de viabilidade para expansão do transporte aquaviário na região.
O evento reuniu lideranças regionais, representantes de associações de municípios e teve o objetivo de detalhar as fases do processo.
Os levantamentos iniciais de viabilidade devem durar 150 dias. Em seguida, a Seinfra fará a análise técnica do material e, na sequência, abrirá o projeto para consulta e audiência pública. A previsão é a de que o edital para a concessão do serviço seja lançado em meados de 2025.
O projeto irá contemplar a expansão, exploração, operação e manutenção dos serviços de travessia por balsas nos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas e Mascarenhas de Moraes. A expectativa é a de que a ampliação do serviço melhore a mobilidade na região e fomente o desenvolvimento dos municípios que margeiam a represa.
O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, destacou que o objetivo do projeto é melhorar a prestação de serviços de transporte aquaviário que irá desenvolver a mobilidade no Sul de Minas e beneficiar milhares de mineiros.
“Sabemos dos desafios para ter um transporte aquaviário mais bem estruturado. Tenho a certeza de que hoje demos um passo muito importante durante esse encontro”, afirmou o secretário.
Transformação
Os serviços de transporte por balsas são oferecidos há cerca de 60 anos no Sul do estado. Com a ampliação esperada a partir da concessão, a expectativa é a de que mais de 400 mil pessoas sejam beneficiadas nos 15 municípios que circundam as usinas hidrelétricas de Mascarenhas de Moraes e Furnas.
Denis Martins da Silva, comandante da balsa que liga os municípios de Guapé a São José da Barra, trabalha há cerca de 30 anos com uma embarcação construída em 1957. Ele transporta diariamente uma média de 120 veículos e tem boas expectativas com o início dos estudos.
“Atualmente, essa balsa já não atende as demandas das cidades da nossa região, porque é pequena para o fluxo de veículos e cargas que os caminhões transportam. A gente espera que novas embarcações sejam colocadas em operação o mais rápido possível para mudar essa realidade”, explica o comandante.
Presidente do PT de São José da Barra (MG), Julianderson Gaspar, assessor parlamentar, Diego Batista, representando o deputado estadual Ulysses Gomes (PT) e o deputado federal Odair Cunha (PT/MG), juntamente com o diretor do SINDFURNAS, Ricardo Fernandes – Foto: Arquivo pessoal
Para o presidente do PT de São José da Barra, isso seria uma perda irreparável, pois o nome Furnas representa a história de um povo.
Na última quarta-feira (4), o presidente do Partido dos Trabalhadores de São José da Barra (MG), Julianderson Gaspar, juntamente com o assessor parlamentar, Diego Batista, representando o deputado estadual Ulysses Gomes (PT) e o deputado federal Odair Cunha (PT/MG), estiveram no SINDEFURNAS (Sindicato dos Eletrecitários de Furnas), reuniram com o diretor do sindicato, Ricardo Fernandes, que também é um diretor da ASEF (Associação dos Empregados de Furnas), para discutirem sobre a migração do nome da empresa Furnas para Eletrobras.
“Nós do Partido dos Trabalhadores junto com outros políticos, associações e a sociedade civil, vamos organizar audiências públicas para que isso não aconteça, pois Furnas é um patrimônio do povo de São José da Barra e região”, disse Julianderson.
Sindicatos afirmam que direção da Eletrobras privada quer destruir a história de Furnas
Há alguns dias, a direção da Eletrobras privada disse que iniciou estudos para incorporação da subsidiária Furnas. A iniciativa, faz parte de “plano para simplificar estrutura societária e governança, em meio aos trabalhos de reestruturação da empresa após a privatização”.
Segundo os sindicatos, a Eletrobras quer incorporar Furnas, cancelar o CNPJ da empresa e todas as referências que fizeram a história da nossa joia da coroa. As informações levantadas pelos sindicatos dão conta de que os estudos estão avançados. Querem finalizar a absorção de Furnas até o final do ano e estimam a incorporação das concessões das usinas e linhas de transmissão de Furnas pela Eletrobras em 14 semanas.
“Além de um grande prejuízo para o povo mineiro, para a memória afetiva de Juscelino Kubitschek, John Cotrim e Itamar Franco, para as associações de fomento ALAGO, AMOG, AMEG e AMUSUH, o fim de Furnas é um golpe no Brasil! No orgulho nacional!” Informaram em nota.
Furnas é a maior das subsidiárias da Eletrobras, com presença em 15 estados e no Distrito Federal, e capacidade instalada de geração de mais de 18 GW. Furnas gera energia a partir de fontes hidrelétricas, gás natural, eólica e solar. Seu sistema inclui 22 hidrelétricas, duas termelétricas, um complexo com cinco parques eólicos e 35.201 km de linhas de transmissão e 72 subestações.
“Hoje todo o Brasil sabe quem comanda a Eletrobras. Foram os mesmos que quebraram as Lojas Americanas, o trio da 3G Lemann, Telles e Sicupira. Esses acionistas só querem saber de dinheiro e de encher os bolsos de dividendos. Estão correndo contra o tempo porque sabem que o governo pode recuperar os 43% da Eletrobras a qualquer momento. Nós de Furnas vamos resistir a mais este absurdo da Eletrobras! Inspirados em Itamar Franco, convocamos o povo de Furnas, as famílias, os prefeitos, os parlamentares, as associações, para uma reação forte contra a tentativa de destruição total da nossa amada empresa!” Finalizou a nota assinada por SINTERGIA-RJ – SINDEFURNAS – STIEESP – SINERGIA/CAMPINAS – STIU-DF – STIEENNF – STIEPAR – SINEFI-PR – SINERGIA-ES – SINDEL – SENGE RJ – SINAERJ – ASEF.
Eletrobras inicia estudo para incorporação de Furnas – Foto: reprodução
A Eletrobras (ELET3) inicia estudos para avaliar a possibilidade de incorporação da sua subsidiária integral Furnas.
Já o BTG Pactual (BPAC11) anunciou a aquisição de 100% do capital da gestora e DTVM da Magnetis.
A Vibra Energia (VBBR3) recebeu, na última terça-feira (22), um valor de R$ 41,2 milhões, da Companhia de Gás do Espirito Santo – Es Gás, a título de dividendos do período até 30 de junho.
A agência de classificação de risco Fitch atribuiu, pela primeira vez, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ à Iguatemi (IGTI11), com perspectiva “estável”.
Eletrobras (ELET3;ELET6)
A Eletrobras iniciou os estudos preliminares para avaliar a possibilidade de integração das operações entre a Eletrobras e sua subsidiária integral Furnas.
Segundo fato relevante, a medida faz parte da iniciativa de simplificação da estrutura societária e de governança prevista no Planejamento Estratégico da Eletrobras.
BTG Pactual (BPAC11)
O BTG Pactual anunciou a aquisição de 100% do capital da gestora e DTVM da Magnetis, uma das primeiras empresas de tecnologia financeira no Brasil dedicada a investimentos. O valor da operação não foi revelado.
De acordo comunicado do banco, a compra faz parte da estratégia de expansão das plataformas digitai, com aumento da base de clientes e avanço na oferta de produtos e serviços para pessoas físicas.
Vibra (VBBR3)
A Vibra Energia (VBBR3) recebeu, na última terça-feira (22), um valor de R$ 41,2 milhões, da Companhia de Gás do Espirito Santo – Es Gás, a título de dividendos do período até 30 de junho 2023, em decorrência do disposto no Edital do leilão nº 01/2023 e no contrato de compra e venda celebrado em 03 de julho de 2023.
Iguatemi (IGTI11)
A agência de classificação de risco Fitch atribuiu, pela primeira vez, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ à Iguatemi (IGTI11), com perspectiva “estável”.
Conforme a Fitch, o rating da Iguatemi reflete sua destacada posição consolidada de negócios como uma das principais operadoras de shopping centers no Brasil, com relevante carteira de propriedades de elevada qualidade e altos índices de ocupação.
Minerva (BEEF3)
A gestora T. Rowe Price Associates elevou a participação para 31.375.584 ações ordinárias, representativas de 5,17% das ações de emissão da Minerva.
EDP Brasil (ENBR3)
A EDP Brasil (ENBR3) informou que a CVM aprovou na segunda a conversão do registro de categoria da companhia para categoria “B”. Com isso, as ações de emissão da empresa deixaram de ser negociadas na B3.
A empresa relembra, em fato relevante, que possui uma assembleia geral extraordinária (AGE) marcada para 30 de agosto na qual será definida a proposta de resgate compulsório das 22,8 milhões de ações que ainda estão em circulação no mercado.
Caso o resgate compulsório seja aprovado em AGE, a empresa informa que serão resgatadas até a totalidade das ações ordinárias remanescentes em circulação detidas por acionistas que se encontrarem inscritos nos registros no final do dia 29 de agosto deste ano.
Taesa (TAEE11)
A Taesa (TAEE11) comunicou que o Instituto Água e Terra da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável do Governo do Estado do Paraná concedeu a Licença Prévia (LP) para o trecho da LT 525kV Bateias – Curitiba Leste (C1/C2), com extensão aproximada de 75 km, incluindo as obras de ampliação das Subestações SE Bateias e SE Curitiba Leste a serem interligadas, referentes às instalações da concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica.
Ananaí é um empreendimento referente ao lote 1 do leilão de transmissão nº 02/2021, realizado em dezembro de 2021, 100% controlada pela Taesa. Ananaí apresenta uma RAP total de R$ 166,2 milhões para o ciclo 2023-2024 e um Capex ANEEL de R$ 1,750 bilhão.
O empreendimento está localizado nos estados de São Paulo e Paraná, com extensão aproximadamente de 363 km de linhas de transmissão. O prazo estipulado pela ANEEL para energização de Ananaí é março de 2027.
Hypera Pharma (HYPE3)
A Hypera Pharma passou a integrar o FTSE4Good Index Series, um dos principais índices internacionais de sustentabilidade organizados pela Financial Times Stock Exchange (FTSE) Russell, divisão da Bolsa de Valores de Londres. O índice é composto por companhias de capital aberto em todo o mundo e considera mais de 300 indicadores ESG -Environmental, Social and Governance (ou ASG – Ambiental, Social e Governança).
Segundo a companhia, ela ficou acima da média geral do setor e da indústria nos três pilares, alcançando a nota 3.2. Para fazer parte o índice, as empresas sediadas em mercados emergentes precisam obter de nota superior a 2.9.
“Esse reconhecimento reflete os resultados das nossas iniciativas nessas três dimensões, fortalecidas pela nossa visão de um futuro sustentável. Além disso, compor o FTSE4Good Index Series reafirma nosso compromisso com iniciativas de governança corporativa, buscando gerar valor e promover a saúde e bem-estar da população”, afirma Breno Oliveira, CEO da Hypera Pharma.
Ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) caem até 4,4% com parecer da PGR que defende maior poder de voto do governo na empresa – Foto: reprodução
As ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) intensificaram as perdas na reta final do pregão desta quarta-feira (16) e fecharam em queda após notícias de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pela derrubada do trecho da lei de desestatização da elétrica que reduziu o poder de voto da União a 10%. ELET3 fechou em baixa de 3,56% (R$ 33,908), enquanto ELET6 teve desvalorização de 4,43% (R$ 37,75).
O parecer foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em ação de relatoria do ministro Kássio Nunes Marques.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no Supremo o aumento do poder de voto da União na Eletrobras. Ele sugeriu, no entanto, que seja aberta a possibilidade de acordo entre as partes.
“A União, até então controladora da empresa, presenciou, de mãos atadas, os acionistas minoritários limitarem seu (da União) poder de voto, em benefício exclusivo deles e em prejuízo exclusivo da União”, defendeu o PGR, que tem se aproximado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em busca da recondução ao cargo.
Ele opinou que as normas que diminuíram o poder de voto da União devem incidir apenas para as ações adquiridas após a desestatização da Eletrobras.
Para Aras, essa solução preserva o interesse público e as “legítimas expectativas” dos acionistas minoritários.
A manifestação foi feita em ação do governo federal que questiona a limitação do poder de voto da União na Eletrobras.
Em maio, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo, em ação direta de inconstitucionalidade, para rever alguns pontos sobre a privatização da Eletrobras, que ocorreu em junho de 2022. Dentre eles, pediu que o STF conceda para a União um poder de voto na Eletrobras proporcional à sua participação na elétrica.
O governo conta com 42,61% das ações ordinárias da Eletrobras. Contudo, devido à lei da desestatização da Eletrobras, a proporção de votos é limitada a 10%, uma vez que a privatização transformou a Eletrobras numa “corporation”, uma empresa de capital privado sem acionista controlador.
Assim, nenhum acionista tem poder de voto superior a 10%, mesmo com maior número de ações ordinárias. O mecanismo foi incluído na lei de privatização para evitar que um grupo privado, por exemplo, assumisse o controle da empresa.
Suposto pacto prevê a antecipação de aportes de R$ 27 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em troca da desistência do governo da ADI 7385
Ministro nega acordo com Eletrobras para desistir de ação – Foto: divulgação
O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira negou nesta terça-feira (11) rumores de um eventual acordo entre acionistas e a Eletrobras em troca da desistência da ação movida pelo governo para retomada do poder de voto.
O suposto acordo prevê a antecipação de aportes de R$ 27 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em troca da desistência do governo da ADI 7385.
A deputados e sindicalistas, Silveira afirmou haver otimismo por parte do governo no êxito da ação contra a Eletrobras.
A Eletrobras informou nesta segunda-feira (19) que lançará um novo plano de demissão voluntária (PDV) em 20 de junho, o segundo desde a conclusão de sua privatização.
O PDV tem previsão de saída de até 1.574 colaboradores e custo estimado entre R$ 450 milhões e R$ 750 milhões, com um payback (tempo de retorno do investimento) similar aos planos anteriormente praticados, disse a companhia elétrica.
No último programa do tipo, que ocorreu no fim do ano passado, o payback foi estimado em 11,2 meses.
A medida faz parte de um processo de renovação e “oxigenação” da força de trabalho na Eletrobras. O primeiro PDV teve quase 2,5 mil inscritos, com grande parte dos desligamentos realizados até abril, e com uma economia anual estimada de R$ 1,1 bilhão.
No fim de maio, a elétrica abriu um processo seletivo para contratação em mais de 800 vagas, que serão oferecidas de forma escalonada, para suas subsidiárias CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas.
“O lançamento do PDV está associado a medidas de otimização de custos e despesas operacionais, ao Plano Estratégico 2023-27, além de viabilizar maior aderência à nova estrutura organizacional da companhia que está em fase final de modelagem e implantação”, afirmou, em comunicado.
O período de inscrição do segundo PDV será de 20 de junho a 21 de julho deste ano, e os desligamentos ocorrerão a juízo e conveniência da companhia, disse a Eletrobras.
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