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Jornal Folha Regional

Empresário de Franca é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões; vítimas são de Cássia, Ibiraci e outras cidades

Empresário de Franca, SP, é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões; vítimas são de Cássia, Ibiraci e outras cidades – Foto: redes sociais

Ao menos 30 produtores rurais já registraram ocorrência policial denunciando o empresário Elvis Vilhena Faleiros, natural de Franca (SP), pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos galpões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), entidade da qual ele é presidente.

De acordo com a Polícia Civil, o número de pessoas prejudicadas pode ser ainda maior e chegar a 180 vítimas, com um prejuízo financeiro estimado em R$ 132 milhões. As denúncias envolvem produtores de Ibiraci (MG), onde fica a sede da cooperativa, além de cafeicultores de Franca e Cristais Paulista (SP) e das cidades mineiras de Claraval e Cássia.

A Justiça decretou a prisão de Elvis Faleiros, que segue foragido. Além dele, dois diretores da Cocapil também são investigados. Como medida judicial, houve a penhora de bens do presidente e dos diretores da cooperativa.

O delegado responsável pelo caso em Ibiraci, Estevam Ferreira, informou que os depoimentos colhidos até o momento apresentam versões semelhantes. Segundo ele, os produtores afirmam que confiaram a guarda do café à cooperativa e, quando solicitaram a retirada das sacas, foram surpreendidos pela inexistência do produto nos armazéns. O inquérito policial deve ser concluído até esta sexta-feira (9), mas novas denúncias ainda podem ser formalizadas por outras vítimas.

As irregularidades começaram a ser descobertas em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a Cocapil para retirar parte do café estocado e constataram que as sacas não estavam mais no local onde deveriam estar armazenadas.

Para a Polícia Civil, o caso tem grande impacto econômico e social. O delegado destacou que se trata de uma conduta extremamente grave, com forte prejuízo à economia local, o que justificou o pedido de prisão preventiva como resposta proporcional ao dano causado à ordem pública.

A defesa de Elvis Faleiros, representada pelo advogado Márcio Cunha, afirmou que o déficit financeiro da cooperativa teria ocorrido em razão das oscilações do mercado cafeeiro. Segundo ele, o empresário tem a intenção de ressarcir todos os produtores lesados e estaria buscando recursos financeiros para quitar integralmente os cafés depositados.

Durante as investigações, a Polícia Civil também ouviu dois diretores da Cocapil, que atribuíram o desvio das sacas a dificuldades financeiras enfrentadas pela cooperativa. Eles relataram que a situação começou a se agravar a partir de 2021, período marcado pela valorização do café e por contratos de venda com preços previamente travados, que se tornaram inviáveis de cumprir diante da alta do mercado. Segundo os relatos, esse cenário teria provocado um desequilíbrio financeiro prolongado, levando o presidente da cooperativa a utilizar o café dos produtores para pagar dívidas.

A defesa confirmou que a cooperativa enfrentou uma crise prolongada e afirmou que havia expectativa de recuperação da produção, o que não se concretizou. De acordo com o advogado, além da instabilidade econômica, fatores climáticos também contribuíram para o agravamento da situação, como as geadas registradas a partir de 2020 e a forte seca em 2021, que comprometeram a produção e dificultaram o cumprimento dos contratos e a recomposição dos estoques.

Até o momento, apenas o presidente da cooperativa teve a prisão decretada. A defesa informou que já ingressou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi analisado devido ao recesso do Judiciário.

VÍDEO | Veja reação de suspeito de matar gari ao saber que continuará preso

Um vídeo mostra o momento em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, reage ao ser informado que permanecerá preso pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. As imagens foram registradas durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (13/8), na Central de Audiências de Custódia (CEAC), no bairro Lagoinha, região Noroeste da capital.

O crime ocorreu na última segunda-feira (11/8), no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sem prazo para expirar. A defesa tentou o relaxamento da prisão, alegando que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa, mas o pedido foi negado.

Renê Júnior foi autuado por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — e por ameaça contra a motorista do caminhão de coleta. O juiz Leonardo Damasceno destacou que o acusado já responde a processo por lesão corporal grave em São Paulo, o que indicaria “personalidade violenta e reiteração delitiva”.

Na decisão, o magistrado também citou o comportamento do suspeito no momento do crime. “Ao sacar sua pistola e apontá-la diretamente para a motorista, proferindo as palavras ‘se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara’, o autuado demonstrou total descontrole emocional e perigosa predisposição para o uso de violência letal como primeira resposta a contrariedades do cotidiano”, afirmou.

Veja o que se sabe sobre a confusão de trânsito que acabou com a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes

O crime

Na manhã de segunda-feira (11/8), por volta das 9h, houve uma confusão no trânsito no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando um carro BYD cinza, vindo na direção contrária, se aproximou. O motorista do carro — apontado como o suspeito — teria sacado uma arma e ameaçado a condutora do caminhão, dizendo que “iria atirar na cara” dela. Logo depois, ele teria atirado contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que estava trabalhando na coleta.

O gari foi atingido na região torácica, próximo às costelas, e socorrido ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu aos ferimentos. Após o disparo, o suspeito fugiu no mesmo carro BYD cinza e foi localizado pela polícia na tarde do mesmo dia, enquanto malhava em uma academia de alto padrão no bairro Estoril. Ele foi preso sem oferecer resistência. Conforme relatos das testemunhas, pouco antes de ser atingido, Laudemir teria dito: “Acertou em mim”. Testemunhas que estavam no local do crime afirmaram que o suspeito “saiu tranquilo e com semblante de bravo” após atirar na vítima.

A vítima

A vítima foi identificada como Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, gari da Localix Serviços Ambientais. Colegas e parentes o descrevem como trabalhador, pacífico e dedicado à família. Laudemir deixou esposa, uma filha de 15 anos e enteadas; segundo testemunhas e familiares, era muito querido no trabalho e em casa.

Segundo Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, Laudemir tentou apaziguar a situação durante a confusão no trânsito e acabou sendo atingido enquanto trabalhava. “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar”, afirmou Ivanildo.

Versão de Renê

Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, negou a autoria do crime durante o depoimento. Segundo ele, no dia do homicídio, saiu de casa às 8h07 e seguiu o trajeto que costuma fazer até Betim, onde trabalha. Relatou que chegou à empresa, saiu para almoçar, retornou ao trabalho, voltou para casa ao final do expediente, trocou de roupa, saiu para passear com os cães, guardou os animais e foi à academia.

A PCMG informou que as imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para confrontar a rota e os horários descritos por Renê. Segundo a corporação, “tem que ser comprovado” o trajeto narrado pelo suspeito. Até o momento, Renê não passou por exames periciais.

Como a polícia chegou até Renê e o que a PCMG sabe até o momento

De acordo com o delegado Evandro Radaelli, do DHPP, a Polícia Militar capturou e identificou o suspeito, que foi levado à unidade. “Fizemos o levantamento de informações, a identificação de testemunhas e conseguimos, em fase preliminar, confirmar elementos que levaram à ratificação da prisão. Também houve identificação de imagens, calibres de arma de fogo e representação pela prisão preventiva”, afirmou. Com base nesses elementos, houve representação pela prisão preventiva do suspeito. Os investigadores também pontuaram que, durante o depoimento, o suspeito não apresentava sinais de embriaguez ou de uso de drogas. “Ele é articulado, fala bem e não havia necessidade da realização do exame toxicológico”, informou o delegado Matheus Moraes.

O delegado informou ainda que o suspeito não possuía porte de arma. A informação ainda vai ser checada pela instituição com a Polícia Federal. A investigação identificou a placa e a propriedade do veículo supostamente envolvido e colheu depoimentos de todas as testemunhas; o inquérito inclui análise de imagens e oitivas para consolidar o conjunto probatório. “Identificaram a placa do veículo e, após isso, consequentemente, a propriedade. Com isso, chegaram às informações de que ele passou pelo local [do crime]. Por meio de oitivas de testemunhas, pudemos confirmar que era um indivíduo de porte físico reconhecível e pudemos confirmar a autoria do fato”, disse o delegado Evandro Radaelli.

O caso está sob investigação contínua da Polícia Civil. Renê foi autuado por homicídio duplamente qualificado e por ameaça contra a motorista do caminhão. Após os procedimentos no DHPP, ele foi encaminhado ao Ceresp Gameleira, onde aguardará audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (13). A esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, não sabia que o marido era suspeito de um assassinato até a prisão dele em uma academia do bairro Estoril, segundo a PCMG.

Investigação da Corregedoria e a arma

Segundo a apuração, uma pistola calibre .380 foi recolhida e entregue à Corregedoria. A delegada Ana Paula Lamego Balbino — apontada como esposa do suspeito — teve a arma pessoal entregue à Corregedoria para perícia e apuração sobre cautela e guarda do armamento. Radaelli afirmou que ainda não é possível dizer se a arma utilizada no crime pertence à delegada; essa verificação está em curso e o caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Diversos veículos noticiaram que, em depoimento, o próprio empresário afirmou que a arma pertenceria à esposa, o que motivou a instauração de procedimento pela Corregedoria para apurar eventual falha na guarda do armamento. A investigação disciplinar e o inquérito policial seguem abertos para esclarecer esse ponto.

Homenagens e velório

Familiares, amigos e colegas se reuniram na manhã de terça-feira (12/08) na Igreja Quadrangular, em Nova Contagem, para o velório de Laudemir. Em falas marcadas pela revolta e pela dor, parentes o descreveram como “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando.” 

A enteada Jessica França, 25, disse que a família está em choque e cobrou justiça. Ela informou que Laudemir é “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando. Saiu de casa cedo, era um dia que ia chegar mais tarde, mas não voltou. Todo domingo de manhã ele fazia café da manhã, cuidava da gente.” Em coro, colegas e o patrão também pediram que o caso não fique impune.

Emocionada, a esposa do gari, Liliane França, afirmou: “O Lau não voltou. Me devolveram o Lau no caixão. Não pode ficar assim, tem que haver uma mudança, tem que haver justiça.” Ela também cobrou respeito à categoria e lembrou das dificuldades e da falta de tolerância enfrentadas pelos garis.

A mãe do gari Laudemir de Souza Fernandes passou mal durante o velório do filho. Abalada, ela foi amparada por familiares e levada a um hospital após apresentar pressão muito baixa, conforme relatou a sobrinha de Laudemir. 

Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, disse: “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar.” Ele reforçou que a categoria está sensibilizada e exigiu responsabilização: “Estamos clamando por justiça. A nossa categoria é muito forte. Então não mexa com os garis.”

Quem é o suspeito

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, é o suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. Ele se apresenta no LinkedIn como alguém que “transforma empresas e acelera resultados através de liderança estratégica e inovação”. Ele é marido da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Ana Paula Balbino Nogueira.

Segundo o perfil profissional, Renê tem 27 anos de experiência executiva no setor de alimentos e bebidas e afirma possuir “histórico comprovado de gerar crescimento exponencial e liderar transformações organizacionais complexas” no mercado brasileiro e internacional.

Ele já ocupou cargos executivos em empresas como Coca-Cola, Vigor, Red Bull e Ambev. Sua experiência mais recente começou em agosto, quando assumiu a diretoria de negócios da Fictor Alimentos. Após a prisão, a empresa informou que ele havia iniciado as atividades há menos de duas semanas, repudiou a conduta atribuída ao funcionário e manifestou solidariedade à família da vítima.

Na formação acadêmica de Renê constam estudos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Fundação Getulio Vargas (FGV), Ibmec, Universidade de São Paulo (USP), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Harvard Business School. Em seu LinkedIn, há uma recomendação escrita pela esposa, na qual ela afirma que ele é um “homem de caráter irrefutável”.

Defesa do suspeito

O advogado de Renê, Henrique Viana Pereira, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o caso.

Empresário é preso por matar gari e diz que arma era da esposa delegada

Suspeito Renê da Silva Nogueira Júnior – Foto: redes sociais

A arma usada no crime que resultou na morte do gari Laudemir de Souza Fernandes na manhã desta segunda-feira (11) pertencia à delegada Ana Paula Balbino Nogueira, da Polícia Civil de Minas Gerais, esposa do suspeito Renê da Silva Nogueira Júnior.

A informação foi dada por ele em depoimento à polícia. A mulher não estava no veículo no momento da discussão com o gari.

O empresário foi preso pela polícia pela morte de Laudemir, mas negou envolvimento no crime. O gari foi baleado enquanto trabalhava numa rua do bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte.

Segundos testemunhas, o empresário atirou no gari após discutir com a motorista do caminhão de lixo. Ele exigiu que fosse liberado espaço na rua para que ele pudesse passar com seu carro, um veículo elétrico do modelo BYD.

Na noite desta segunda-feira, a delegada foi encaminhada à Corregedoria da corporação. Uma investigação foi aberta para apurar se houve omissão de cautela da delegada, ou seja, descuido com a arma.

Levado para o Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito negou à polícia que tenha cometido o crime. No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, no entanto, consta a informação de que ele afirmou que a arma é de sua mulher.

Em nota, a Polícia Civil confirmou que instaurou o procedimento disciplinar e inquérito para apurar a conduta da delegada e que outras informações serão divulgadas posteriormente.

Vítima Laudemir de Souza Fernandes – Foto: redes sociais

Duas armas apreendidas na casa do casal

A Corregedoria da Polícia Civil apreendeu, no apartamento do casal, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, duas armas que estavam em posse da delegada.

Uma delas é uma arma funcional, de uso profissional. A outra é uma arma calibre .380, que teria sido a utilizada no homicídio. Ambas estavam guardadas no escritório do apartamento, sobre uma estante.

A arma supostamente usada no crime foi recolhida e está sob custódia do delegado Evandro Nascimento Radaelli, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Homicídios.

Caso fique comprovado que houve falha na cautela da arma, a delegada Ana Paula poderá responder por transgressão disciplinar no âmbito administrativo da corporação.

Como foi o momento do crime

Segundo a mulher que dirigia o caminhão de lixo e ouviu do empresário exigência para que fosse liberado espaço na rua, havia espaço suficiente para o carro de Renê passar. O suspeito teria se irritado e ameaçado atirar nela. Os garis tentaram intervir e pediram que ele se acalmasse.

“O condutor falou com ela: ‘se você esbarrar no meu carro, vou dar um tiro em você. Você duvida?’. Ela entrou em choque, e os coletores começaram a falar pra ele não fazer isso. Foi quando um deles, o Laudemir, levou um tiro”, contou o sargento da Polícia Militar, Thiago Ribeiro.

A vítima foi socorrida pela Polícia Militar e levada em uma viatura para o hospital, onde morreu. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que Laudemir prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada de limpeza e afirmou que está prestando apoio à família dele.

Via: G1

“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS

“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS - Foto: divulgação
“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS – Foto: divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4/6), a Operação Serôdio, com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada à inserção fraudulenta de vínculos empregatícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), com uso irregular das plataformas GFIP e e-Social.

A ação ocorre conjuntamente com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP).

Segundo a PF, as fraudes eram praticadas por meio de empresas fictícias, utilizadas para viabilizar benefícios indevidos, como aposentadoria, salário-maternidade e seguro-desemprego.

Um dos investigados consta como responsável por mais de 500 empresas – ele utilizava familiares para operacionalizar o esquema, cujo prejuízo é estimado em R$ 3,5 milhões.

São cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços, além de três mandados de prisão temporária, todos expedidos pela Justiça Federal.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato previdenciário, falsidade ideológica, falsidade material e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Serôdio, faz alusão à natureza extemporânea dos vínculos, realizados fora do prazo legal para registro das contribuições.

“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS - Foto: divulgação
“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS – Foto: divulgação
“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS - Foto: divulgação
“Dono” de 500 empresas é alvo da PF por fraude de R$ 3,5 mi no INSS – Foto: divulgação

Empresário reclama de ‘energia fraca’ da Cemig e relata queima de equipamentos, em Guapé

Um empresário, que possui um estabelecimento comercial no município de Guapé (MG), gravou um vídeo mostrando insatisfação com o serviço prestado pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG).

Segundo Iury Souza, a energia que chega até o local não é suficiente para fazer com que seus equipamentos funcionem com eficácia, como por exempli a câmara fria, que deveria estar com a temperatura negativa, mas marca 17°C. ”É um defeito simples, mas precisamos trabalhar e não vai. Amanhã chega chopp para mim e os fios do motor estão derretendo”, relatou.

Iury disse que há aproximadamente um ano, solicita a Cemig e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), para que o problema fosse resolvido, mas nada é feito. Ele diz que a companhia ofereceu um pequeno desconto pelo transtorno, mas deixa claro que não é isso que ele quer. ”Não quero ‘descontinho’, quero que a energia melhore”.

A ANEEL informou ao proprietário do estabelecimento que o prazo para resolver o problema é até 30 de dezembro de 2025. ”Um ano e sete meses para arrumar uma energia, o que está acontecendo?”.

Conforme Iury, um equipamento do seu empreendimento, que custa R$ 6.579,00, está queimado devido a energia fraca que chega até o local. Ele afirma que diversos equipamentos já queimaram, como chopeiras.

O empresário fala também sobre a falta de energia na região, que é constante.

”As roças aqui tudo ficando sem energia, três, quatro dias, produtores perdendo leite. Fizeram uma subestação, os postes estão todos caídos, tortos, isso é uma vergonha. Aqui na cidade tem muitos produtores de café. Vai começar a safra e a energia nas roças estão ruim. No Araúna, que é uma comunidade aqui, já chegou a ficar quatro dias sem energia. Perto do paredão já ficou três dias sem energia”.

Dono da Land Rover morre e deixa herança de R$ 675,5 milhões para cão e funcionários

Dono da Land Rover morre e deixa herança de R$ 675,5 milhões para cão e funcionários - Foto: redes sociais
Dono da Land Rover morre e deixa herança de R$ 675,5 milhões para cão e funcionários – Foto: redes sociais

O empresário indiano Ratan Tata, dono das marcas de automóveis Land Rover e Jaguar, faleceu aos 86 anos no dia 8 de outubro. O testamento dele trouxe à tona algo incomum para a partilha de sua fortuna, estimada em R$ 673 milhões.

Ratan deserdou o irmão Jimmy Tata e suas duas meias-irmãs, deixando-os fora de sua divisão de bens.

Em um gesto surpreendente, Ratan, que não era casado e nem tinha filhos, destinou parte considerável de sua herança ao seu fiel escudeiro, o cachorro Goa. Além de garantir “gastos ilimitados” para o bem-estar do animal, os funcionários próximos do empresário também receberão parte da herança.

De acordo com o jornal The Times of India, o cão receberá conforto e cuidados até o fim de sua vida. A guarda do animal ficará a cargo de Rajan Shaw, cozinheiro de longa data de Tata, que também foi beneficiado em seu testamento. Konar Subbiah, mordomo e confidente do empresário por três décadas, também foi contemplado.

A decisão de incluir um animal de estimação entre os herdeiros é considerada rara na Índia e gerou grande repercussão na imprensa local. A maior parte da fortuna de Tata será destinada à Ratan Tata Foundation, uma fundação filantrópica criada por ele em 2022. A organização sem fins lucrativos tem como objetivo financiar projetos de caridade e promover o desenvolvimento social.

Um amigo próximo de Tata, que preferiu não se identificar, afirmou ao The Times of India que o testamento do empresário é um “gesto de gratidão pela alegria e pelo cuidado” que ele recebeu de seus animais e de seus assessores mais próximos.

A morte do empresário, anunciada em um hospital de Mumbai, gerou grande repercussão em todo o país, com diversas autoridades, incluindo o primeiro-ministro Narendra Modi, expressando suas condolências e reconhecendo a trajetória de sucesso e contribuição de Tata para a sociedade indiana.

Empresário de 58 anos é morto a tiros no meio da rua em Boa Esperança

Empresário de 58 anos é morto a tiros no meio da rua em Boa Esperança - Foto: redes sociais
Empresário de 58 anos é morto a tiros no meio da rua em Boa Esperança – Foto: redes sociais

Um empresário, de 58 anos, foi morto a tiros no meio da rua, no bairro Belo Horizonte, em Boa Esperança (MG), na noite do último sábado (19).

Ainda não se sabe a motivação do crime, mas testemunhas contaram que o suspeito, de 36 anos, devia uma quantia em dinheiro para a vítima. Ninguém havia sido preso até a publicação desta matéria.

De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), um vizinho ouviu o barulho dos tiros e acionou os militares. A vítima foi encontrada caída no chão, com três perfurações no peito e duas na cabeça, ao lado de um carro.

O carro do homem, com um projétil alojado na lataria, foi apreendido, e o celular dele também, para auxiliar nas investigações.

A Polícia Civil esteve no local e coletou os elementos necessários para a apuração do crime. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Empresário de 56 anos é preso suspeito de matar namorada de 15 anos

Empresário de 56 anos é preso suspeito de matar namorada de 15 anos - Foto: redes sociais
Empresário de 56 anos é preso suspeito de matar namorada de 15 anos – Foto: redes sociais

A Polícia Civil da Paraíba prendeu em flagrante o empresário Gilson Cruz de Oliveira, de 56 anos, suspeito de assassinar uma adolescente, de 15, com quem tinha um relacionamento amoroso. O feminicídio aconteceu na tarde do último domingo (14), em Monteiro, uma cidade de 33 mil habitantes localizada a 319 km de João Pessoa.

O empresário foi preso na segunda-feira (15) em Brejo da Madre de Deus, no interior de Pernambuco, com a ajuda da Polícia Militar. No domingo, a polícia descobriu que ele estava em Caruaru (PE), mas saiu da cidade antes da chegada do Grupo Tático Especial de Monteiro.

Oliveira foi levado de volta para a Paraíba, onde as investigações continuam. A adolescente foi assassinada com tiros na cabeça e no rosto. Áudio divulgado pela TV Paraíba mostra que ela havia contado a uma amiga que era vítima constante de violência por parte do namorado.

“Ele já tentou fazer muita coisa comigo. Já jogou a pistola dele na minha cara, estourou minha cabeça e tive que dar pontos”, disse. “Mas nunca tive coragem de denunciar”. Maria Lúcia dos Santos, mãe da vítima, disse à emissora de TV que a filha era maltratada e recebia ameaças. A adolescente temia que a família também fosse alvo de violência.

Amigas da jovem informaram à polícia que ela aparecia com marcas no corpo, inclusive mordidas. O suspeito já havia sido condenado, em primeira instância e com direito a recurso, por lesão corporal contra a filha.

A defesa do empresário ainda não falou sobre o caso.
Ao menos 10.655 mulheres foram vítimas de feminicídio no país de março de 2015 (quando a lei sobre o tema foi criada) a dezembro de 2023, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicado com exclusividade pela Folha em março.

A lei do feminicídio, sancionada em março de 2015, qualifica o crime quando ele é cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, quando envolve violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Corpo de empresário francano que desapareceu durante pesca subaquática é encontrado no Rio Grande

Corpo de empresário francano que desapareceu durante pesca subaquática é encontrado no Rio Grande – Foto: redes sociais

O corpo do mecânico Alex Sandro Oliveira Acuio, de 41 anos, que desapareceu no Rio Grande em Rifaina (SP), foi encontrado na manhã da última segunda-feira (24) em Sacramento (MG).

Segundo as primeiras informações, ele foi achado pelo funcionário de um rancho na margem mineira do rio. A mulher de Alex Sandro foi chamada ao local e confirmou que o corpo é do marido.

O Corpo de Bombeiros de Sacramento esteve no local para auxiliar o resgate.

Alex Sandro era dono de uma loja de motos em Franca (SP) e desapareceu no Rio Grande na noite de segunda-feira (17) após passar mal durante a prática da pesca subaquática. Ele estava com um amigo.

De acordo com comunicado da Prefeitura de Rifaina, que prestou auxílio nas buscas, Alex Sandro se afogou em uma área de segurança nacional da Usina de Jaguara, conhecida como “golfo” ou “garganta do diabo”.

Ainda de acordo com a prefeitura, Alex Sandro e um amigo atravessaram cerca de 100 metros a nado da margem paulista para a mineira, em Sacramento. Como o mecânico passou mal, os dois resolveram retornar para o lado paulista, mas Alex Sandro acabou levado pelo rebojo.

O local do afogamento tem cerca de 70 metros de profundidade e é formado pela força das águas que saem da turbina da usina hidrelétrica, atravessam o vertedouro e passam pelo “golfo”.

Desde segunda-feira (17), bombeiros trabalhavam nas buscas pelo mecânico.

Empresário acusado de estupro de vulnerável no interior de SP é preso em São Sebastião do Paraíso

Empresário acusado de estupro de vulnerável no interior de SP é preso em São Sebastião do Paraíso – Foto: Polícia Civil

Um empresário de 46 anos, acusado pelo crime de estupro de vulnerável em Ribeirão Preto (SP), foi preso na tarde de quarta-feira (19) em São Sebastião do Paraíso (MG).

Segundo informações da Polícia Penal, o homem foi preso após mandado de prisão preventiva ser expedido.

O homem foi preso enquanto trafegava pela rodovia MGC-491 e foi abordado. O homem não ofereceu resistência.

Após a formalização do procedimento, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficou à disposição da justiça.

A Polícia Civil não deu mais detalhes sobre a identidade do homem ou o crime que ele cometeu.

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