Jornal Folha Regional

Torcida organizada do Cruzeiro se une e salva pessoas presas na enchente em MG

Torcedores da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, se uniram para salvar moradores em meio a uma enchente em Belo Horizonte (MG). Juntos, eles fizeram um “cabo de guerra” e resgataram uma família com duas crianças que estavam dentro do carro.

As chuvas torrenciais que atingiram Belo Horizonte na última terça-feira (23) duraram mais de uma hora. Durante o ocorrido, várias ruas da cidade foram alagadas, causando problemas para os moradores.

Membros do ‘Comando Zona Norte’, da Máfia, estavam reunidos no bairro Santa Branca, Norte de BH, e assim que presenciaram as terríveis cenas, correram para ajudar! “Os membros do Comanda Zona Norte tiveram a felicidade de estarem reunidos no lugar certo e na hora certa”, disse a torcida em comunicado.

Forte correnteza

No vídeo compartilhado pela torcida, é possível ver uma forte correnteza na Rua 12 de Outubro.

Surpreendidos pela chuva, vários moradores ficaram ilhados dentro de carros. A água não parava de subir e ameaçava a afogar os condutores e passageiros. Vendo isso, os membros da torcida se organizaram para começar o resgate.

Cabo de guerra humano

Nas imagens, é possível ver um membro da torcida, junto com um adolescente, segurando uma corda. Os dois estão em cima de carros em meio à enchente, enquanto outros membros da Máfia seguram uma corda.

Era preciso ser rápido e o desespero era grande. A água arrastava os carros, e estava prestes a também arrastar os dois.

O adolescente caiu na água, mas conseguiu se segurar no carro e foi rapidamente puxado pelos membros da torcida. Agora, era preciso salvar ainda o integrante, que arriscou a própria vida para trazer o menino em segurança.

Os colegas jogaram uma tábua de madeira, e assim que pulou no objeto, ele foi agarrado pelos amigos.

Problema crônico

A torcida ainda criticou as autoridades e disse que o problema de inundações em BH é crônico.

“Quem é de Belo Horizonte sabe muito bem do problema crônico que a região da Vilarinho tem com os grandes volumes de chuvas, muitas vidas já foram perdidas na região e ano após ano o problema continua”, disseram em comunicado.

Felizmente, dessa vez, os membros da torcida ajudaram que a tragédia não fosse maior.

“Parabenizamos nossos integrantes pela atitude e coragem”, disse a torcida.

Ajuda com os carros

Depois que a chuva amenizou, os integrantes da torcida ainda ajudaram os moradores a subirem com os carros.

“Estamos subindo com os carros para um lugar algo, se voltar a chover não vai arrastar mais”, disse uma voz no vídeo.

Maior livraria de Petrópolis tem estoque destruído por enchentes. ‘Perdemos tudo’, diz dono

Fotos que circularam nas redes sociais mostram o estado que ficou a principal livraria em funcionamento na cidade de Petrópolis, Região Serrana do Rio, após o temporal que atingiu a cidade na terça-feira (15).

Segundo Marcelo Fiorini, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis, parte da loja foi invadida pela força da água e por muita lama. Os livros foram colocados na calçada em frente à loja, que fica na Rua 16 de março.

Uma publicação nas redes sociais da loja confirma a veracidade das fotos que circularam nas redes.

“Sentimos imensamente por todas as vítimas das chuvas. Nossa equipe e família estão bens. Tivemos perdas materiais que iremos recuperar. Nosso subsolo ficou submerso mas a loja não foi tão afetada. Os livros que veem eram os que estavam no subsolo, mas os que estão na área da loja, seguem preservados. Estamos trabalhando firme para recuperar e voltaremos breve. Mais fortes”, diz a postagem

Segundo Amaury Madeira, proprietário da loja, mais de 15 mil exemplares foram atingidos e o prejuízo estimado é de R$ 500 mil. O material ficou submerso por lama e esgoto por mais de 48 horas.

“Estamos aconselhando a população para não recolher nenhum livro exposto na calçada por questão de saúde, o material pode estar infectado por causa do longo tempo submerso. Já pedimos a prefeitura para retirar a pilha de livros e estamos aguardando”, explicou Amaury.
Alguns exemplares do subsolo ficaram danificados mas ainda podem ser usados.

“Estamos separando ainda o que pode ser usado, e vamos escolher alguma instituição para doar”, disse.

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