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Jornal Folha Regional

Minas Gerais tem recorde de presos inscritos em avaliação para conclusão do ensino médio

Número de participantes do Encceja PPL subiu 35% entre 2020 e 2025, com avanço expressivo nas aprovações do Ensino Fundamental e recorde no sistema prisional mineiro

Minas Gerais tem recorde de presos inscritos em avaliação para conclusão do ensino médio – Foto: divulgação

Mais de 13 mil custodiados do sistema prisional mineiro concluíram, naterça-feira (23/09), o primeiro dia do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) 2025. A prova, elaborada e coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), em parceria com as secretarias estaduais de Educação, concede anualmente, por meio de uma avaliação de dois dias, a emissão de certificado de conclusão dos ensinos fundamental e médio a detentos que não concluíram as atividades escolares na idade regular.

Em 2025, o Encceja PPL acontece entre os dias 23 e 24/9, com um recorde histórico de inscritos das unidades prisionais e centros socioeducativos de Minas Gerais. No total serão 13.201 presos e 297 adolescentes sob medida socioeducativa prestando os dois dias de avaliação, em busca dos certificados de conclusão do primeiro e segundo graus escolares.

Houve um crescimento expressivo nas inscrições entre 2020 e 2025, saltando de 9.747 para 13.201 participantes, representando um aumento superior a 35,44%. Os dados, além de demonstrarem o sucesso das oportunidades educativas dentro do sistema, apontam os novos caminhos que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) oferece aos indivíduos sob regime fechado.

De 2020 a 2024, a taxa de aprovação no Encceja PPL subiu de 16,27% para 25,74%, um avanço que reflete não apenas maior adesão ao exame, mas também a evolução do preparo dos participantes, números que mostram um cenário de crescimento qualitativo contínuo. Em 2025, a expetativa é de que as aprovações sejam ainda mais expressivas.

Como ressalta diretora de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, Mírian Célia dos Santos, as expectativas para as provas de 2025 são bastante positivas. “Nos últimos anos, tivemos crescimento consistente tanto no número de inscritos quanto nos índices de aprovação. O objetivo é seguir ampliando as oportunidades educacionais e fortalecendo o impacto social da formação”, destacou.

Novos caminhos

Nos recortes por nível de ensino, tanto o fundamental quanto o médio apresentaram evolução. Entre 2020 e 2024, o número de aprovados no Ensino Fundamental passou de 2.742 para 4.042 (+47%), enquanto no ensino médio, o crescimento foi de 1.925 para 2.894 (+50%).

Vale destacar que o ensino fundamental, por ser o alvo da maior parte dos inscritos, manteve liderança absoluta em número de aprovações e registrou um salto de desempenho entre 2023 e 2024. Esses indicadores reafirmam o Encceja PPL em seu papel de ampliador de oportunidades educacionais, promovendo inclusão e estimulando trajetórias de transformação pessoal e social.
 

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), Rogério Greco, ao incentivar a participação dos presos no Encceja PPL, Minas dá uma demonstração clara do empenho do estado na recuperação dos indivíduos privados de liberdade. “Aqui nós motivamos o trabalho, o estudo e tudo o que contribua para reinserção dos presos na sociedade. Queremos que eles saiam recuperados, se tornando cidadãos capazes de trilhar um novo caminho, após deixarem a prisão”, conclui. 

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – Foto: divulgação

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou, nesta quinta-feira (10/7), durante solenidade realizada na Escola Estadual Maria Floripes Nascimento Alves, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a aquisição de 32 mil Chromebooks, que serão utilizados por estudantes de escolas do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) em todo o estado.

A entrega dos equipamentos marca mais um passo do Governo de Minas para ampliar o acesso à tecnologia e modernizar o ensino na educação estadual, que conta também com uma plataforma educacional exclusiva elaborada pelo Google.

Os equipamentos, adquiridos com investimento de R$ 57 milhões em recursos do Programa Escola em Tempo Integral, serão usados em atividades dentro das unidades escolares.

A iniciativa tem como objetivo promover a cultura digital, enriquecer a formação dos estudantes e apoiar práticas pedagógicas mais inovadoras e colaborativas.

O vice-governador Mateus Simões ressaltou a importância do programa, que vai equipar as escolas com tecnologia, melhorando a qualidade da educação e a preparação dos alunos para o mercado de trabalho. “Só neste programa da aquisição dos Chromebooks, nós estamos adquirindo 32 mil equipamentos, que são suficientes para cobrirmos quase a totalidade do nosso ensino em tempo integral profissionalizado”, disse.

“A decisão do Governo de Minas é garantir que em cada uma das escolas, seja aqui, na Região Metropolitana, seja no Vale do Jequitinhonha, possa ser fornecida a melhor solução pedagógica disponível e a tecnologia mais atualizada para que os nossos alunos possam ser os melhores e com condições de, assim, mudar a vida deles e das suas famílias”, destacou o vice-governador.

Ao todo, serão contempladas 1.097 escolas estaduais que oferecem o modelo EMTI. Os dispositivos escolhidos são Chromebooks, modelo amplamente utilizado em instituições de ensino no Brasil e no mundo, reconhecido por sua eficiência, segurança e acessibilidade.

Inclusão digital e inovação pedagógica

Governo de Minas anuncia aquisição de 32 mil Chromebooks para escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – Foto: divulgação

Os computadores contam com o sistema operacional ChromeOS, que oferece armazenamento em nuvem e proteção contra ameaças virtuais, por meio do recurso Sandbox.

Os equipamentos também incluem recursos de acessibilidade, como lupa, alto contraste e leitor de tela (ChromeVox), garantindo uma experiência inclusiva para todos os estudantes.

Cada aparelho será configurado com acesso individualizado por meio do e-mail corporativo dos alunos, o que permitirá a criação de ambientes personalizados e seguros, com acesso às plataformas educacionais e às ferramentas do Google Workspace for Education — como Google Docs, Sheets, Meet e outras soluções que favorecem o aprendizado colaborativo.

“A aquisição dos Chromebooks representa mais um passo concreto na construção de uma escola pública conectada com o presente e preparada para o futuro. Estamos fortalecendo a cultura digital e dando aos nossos estudantes as ferramentas necessárias para aprender, criar e se desenvolver em um mundo cada vez mais tecnológico”, destaca a secretária de Estado Adjunta da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), Fernanda Neves.

Tecnologia a serviço da aprendizagem

A entrega dos Chromebooks reforça a estratégia do Governo de Minas, por meio da SEE/MG, de equipar a rede estadual com soluções tecnológicas que melhorem o cotidiano escolar de alunos, professores e gestores.

A chegada dos equipamentos é aguardada com muita ansiedade pelos alunos da rede estadual de ensino, uma vez que irá proporcionar uma melhora das condições de estudo.

“Receber o computador é muito importante, principalmente nos meus estudos, porque vai facilitar muito acessar a plataforma de aulas disponibilizadas pelo governo, ver a nota da redação e assistir as vídeos-aulas. Acredito que vai ajudar bastante todos os alunos da escola”, comemorou a estudante Rayca Karoline.

Rayka cursa o segundo ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Floripes Nascimento Alves, uma das instituições contempladas pelo programa.

Em 2023, o Estado distribuiu 65 mil notebooks para professores e especialistas do ensino médio, com um investimento de R$ 123,3 milhões. Já em fevereiro deste ano, mais de 3 mil diretores de escolas receberam Chromebooks para apoiar a gestão pedagógica e administrativa das unidades.

Modernização e equidade

No mesmo mês, a plataforma educacional Google Workspace for Education Plus passou a estar disponível. Com investimento de R$ 30,6 milhões, a parceria beneficia cerca de 245 mil servidores e mais de 1,36 milhão de estudantes matriculados nos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A plataforma oferece uma variedade de ferramentas tecnológicas avançadas que transformam o aprendizado digital, promovendo um ambiente colaborativo onde estudantes e professores podem interagir de forma mais eficaz. Além disso, com recursos de inteligência artificial, a plataforma fornece dados e informações que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem.

Além da parceria com o Google, o Governo de Minas já investiu quase R$ 460 milhões na renovação do parque tecnológico das escolas. Foram entregues mais de 79 mil desktops, 5 mil notebooks e mais de 11 mil pontos de wi-fi já foram instalados.

Estudantes do ensino médio de Minas Gerais já podem se inscrever no Enem 2025

Estudantes do ensino médio de Minas Gerais já podem se inscrever no Enem 2025 - Foto: reprodução
Estudantes do ensino médio de Minas Gerais já podem se inscrever no Enem 2025 – Foto: reprodução

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já estão abertas e devem ser feitas até o dia 7/6, exclusivamente pela Página do Participante.

Neste ano, alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas terão uma pré-inscrição já feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em Minas Gerais, cerca de 195 mil estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública estadual estão aptos a se inscrever na edição deste ano do Enem. Além disso, 444 mil estudantes do 1º e 2º anos também podem participar como treineiros, como forma de preparação, sem que o resultado seja válido para acesso ao ensino superior.

Preparação da rede pública

Para apoiar a preparação dos estudantes, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), disponibiliza gratuitamente a plataforma Enem MG. A ferramenta reúne conteúdos alinhados à Matriz de Referência do Enem e oferece videoaulas, simulados, correção de redações e planos de estudo personalizados.

Os estudantes também podem simular suas notas e verificar a chance de ingresso em instituições públicas de ensino superior. Segundo a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Senra, a preparação dos estudantes para o Enem é uma prioridade da rede estadual.

“O Governo de Minas, por meio da plataforma Enem MG, oferece diversas ações de apoio, como simulados, correção de redações e trilhas formativas que ajudam a organizar a rotina de estudos. É essencial que os alunos aproveitem esses recursos desde agora, com foco e dedicação, para alcançar um bom resultado no fim do ano”, destaca a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Senra.

Certificação para o ensino médio

Participantes com 18 anos completos até a data da primeira aplicação da prova, que indicarem, no momento da inscrição, a intenção de obter a certificação do ensino médio, poderão utilizar os resultados do Enem 2025 para este objetivo.

Para isso, é necessário atingir, no mínimo, 450 pontos em cada área de conhecimento e 500 pontos na redação. A lista das instituições certificadoras será divulgada em portaria específica do Inep. O retorno da certificação pelo Enem não exclui o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que continua sendo aplicado e possibilitando a certificação de conclusão do ensino médio.

Ações realizadas

No último dia 21/5, a rede estadual realizou o segundo teste de redação, que segue o formato do Enem, com a participação de mais de 700 mil estudantes. Além disso, em abril foi realizado o primeiro simulado em preparação para o Enem nas escolas públicas e outro será realizado no segundo semestre, ao longo do ano ainda estão previstos outros testes de redação e aulões.

Os estudantes também podem acompanhar as aulas ao vivo da Maratona Enem, que acontecem de segunda a sexta-feira, sempre às 14h, pelo canal da Educação no YouTube, no canal 2 da multiprogramação da TV Rede Minas, e na plataforma Enem MG. Os estudantes podem acessar as aulas tanto pelo site quanto pelo aplicativo, garantindo praticidade e acessibilidade a todos.

Realização das provas

As provas do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16/11, em todo o país. O exame é composto por quatro áreas do conhecimento (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática) e uma redação.

O resultado do Enem pode garantir vaga em instituições de ensino superior públicas ou privadas, tanto no Brasil quanto no exterior. As formas de acesso incluem o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em instituições públicas; o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas integrais e parciais em faculdades particulares; e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de financiamento estudantil. 

São José da Barra alcança 100% em frequência escolar no fundamental

São José da Barra alcança 100% em frequência escolar no fundamental - Foto: reprodução
São José da Barra alcança 100% em frequência escolar no fundamental – Foto: reprodução

Doresópolis, Fortaleza de Minas, Itaú de Minas, Monte Santo de Minas, Pimenta, Pratápolis, São José da Barra e Vargem Bonita alcançaram 100% na taxa de frequência escolar no ensino fundamental, com alunos entre 6 e 14 anos.

Os dados são do “Educação: Resultados Preliminares da Amostra do Censo Demográfico 2022”, divulgado na última quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o órgão, a média da taxa de frequência escolar nesse grupo de idade (6 a 14 anos) ficou em 98,66% na região, abaixo da média registrada em Minas Gerais, que alcançou 98,83%.

Conforme os dados do IBGE, 16 municípios da região atingiram taxa igual ou acima da média estadual, com destaque para Carmo do Rio Claro (99,86%), Capetinga (99,75%) e Itamogi (99,63%).

São Tomás de Aquino (93,51%), Delfinópolis (94,38%) e Nova Resende (94,82%) registraram as taxas mais baixas na região, conforme aponta o órgão.

Considerando os alunos da Educação Infantil (0 a 3 anos), a média da região ficou em 25,32%, abaixo da média do estado, que atingiu a taxa de 32,4%. Seis municípios da região superaram esse índice.

Doresópolis (56,58%) foi o município com melhor índice nesse recorte de idades, seguido por Piumhi (48,99%), Monte Santo de Minas (36,02%) e Capitólio (35,38%). Os índices mais baixos foram em São José da Barra, com 1,87% de taxa de frequência de alunos nas creches, seguido por Fortaleza de Minas (5,48%) e Capetinga (8,93%).

No grupo entre 4 e 5 anos, com alunos do Pré-Escolar, a taxa regional de frequência ficou em 83,89%. Em Minas, o índice alcançou 88,36%, com cinco cidades superando a taxa estadual.

Destaque para Doresópolis, com 100% de taxa de frequência, sendo o único município da região com esse índice, seguido por Fortaleza de Minas (96,38%) e Alpinópolis (95,62%). Já Vargem Bonita (68,5%), Capetinga (72,09%) e São Tomás de Aquino (74,44%) registraram os menores índices nesse grupo de idades.

Considerando a taxa de frequência no ensino médio, para alunos com idade entre 15 e 17 anos, a região alcançou taxa de 84,59%, ante índice de 86,08% no estado.

O município de Doresópolis foi o único na região que alcançou 100% nesse grupo de idades. Destaque também para Monte Santo de Minas (93,01%), Capetinga (92,31%) e Pratápolis (91,15%).

Delfinópolis, com 70,91% de frequência no Ensino Médio, Nova Resende (72,11%) e Bom Jesus da Penha (73,44%) registraram as taxas mais baixas na região.

Brasil

O Censo 2022 apurou que, na população brasileira com 0 a 3 anos de idade, a taxa de frequência escolar bruta era de 33,9%. Entre as pessoas de 4 a 5 anos, a taxa em 2022 foi de 86,7%. Já entre as pessoas entre 6 e 14 anos, esse indicador foi de 98,3%, enquanto na faixa de 15 a 17 anos foi de 85,3%.

Meta

Segundo a analista do IBGE, Juliana Queiroz, “a meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como objetivos a universalização da educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade e a ampliação da oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos.

Na região apenas o município de Doresópolis alcançou as metas do PNE em relação a oferta de vagas na educação infantil (56,58%) e na pré-escola, com 100%.

Em relação a meta no ensino fundamental, o PNE recomenda taxa de 95%. Apenas Delfinópolis, Nova Resende e São Tomás de Aquino ainda não atingiram esse objetivo.

O PNE recomenda ainda 85% de taxa de frequência no ensino médio, sendo assim, 13 municípios da região alcançaram esse objetivo.

Anos de estudo

Na região, considerando os dados do Censo Demográfico de 2022, o número médio de anos de estudo da população com 11 anos ou mais atingiu 8,38 anos, abaixo da média de Minas que ficou em 9,4 anos.

Entre as cidades da região, os pontos extremos foram Itaú de Minas (9,9 anos) e São Tomás de Aquino (7,3 anos). Apenas três municípios da região ficaram acima da média alcançado pelo estado. Itaú de Minas, Passos (9,7) e Piumhi (9,6) se destacaram nesse aspecto.

Logo atrás aparece São Sebastião do Paraíso e Capitólio, ambos com 9,2 anos, Pratápolis (9,1) e São José da Barra (9).

De acordo com o IBGE, o número de anos de estudo é calculado pelas informações da série e nível ou grau que a pessoa estava frequentando ou havia concluído.

Segundo o órgão, para o ensino fundamental completo são considerados 9 anos de estudo; ensino médio completo, 12 anos de estudo. Já aqueles que completaram o ensino superior atingem 16 anos de estudo.

São José da Barra alcança 100% em frequência escolar no fundamental - Imagem: reprodução
São José da Barra alcança 100% em frequência escolar no fundamental – Imagem: reprodução

Via: Clic Folha

Aos 91 anos, sul mineira realiza sonho e se forma no Ensino Médio

Aos 91 anos, sul mineira realiza sonho e se forma no Ensino Médio - Foto: Arquivo Pessoal
Aos 91 anos, sul mineira realiza sonho e se forma no Ensino Médio – Foto: Arquivo Pessoal

Nascida em Piranguçu, no Sul de Minas, Iolanda Ribeiro Conti, de 91 anos, realizou seu sonho no último dia 11, em Guarulhos (SP), onde mora. Ela recebeu o diploma do Ensino Médio, que simboliza a realização de um sonho de décadas. Ela frequentou as aulas pelo programa Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“Eu queria muito escrever meu nome. Sempre me incomodou não saber ler e escrever. Mas nunca deixei de sonhar e consegui. Querer é poder, mas temos que correr atrás. Nada é fácil. Tem que ter muita fé em Deus e não perder a esperança. Quanto mais se vive mais se aprende. A idade não importa”, contou em entrevista.

Dona Iolanda não pôde frequentar a escola quando era criança. Ela começou a trabalhar na roça quando tinha 8 anos. Além disso, ela tinha a responsabilidade de cuidar dos irmãos. Aos 11 anos, ela foi levada por uma família para São Paulo. A promessa era colocá-la na escola, mas, na realidade, foi submetida a trabalho doméstico e exploração. 

Anos depois, ela conseguiu sair da jornada de exploração. Dona Iolanda formou uma família, teve três filhos e trabalhou em diversos empregos, como faxineira, padeira e lavadeira. Mas o sonho de estudar continuava vivo.

Quando tinha 85 anos, ela deu o primeiro passo: escreveu seu nome pela primeira vez. Sua filha, Vera Lúcia Ribeiro Conti, que é fisioterapeuta, foi a principal incentivadora desse processo. “Sempre falou o quanto queria estudar, aprender a escrever e a ler. Foi então que a matriculei numa escola. Ela escreveu o nome dela pela primeira vez aos 85 anos. Foi emocionante”, disse.

Uma jornada inspiradora

Foi Vera que matriculou a mãe na Escola Estadual Padre Conrado Sivila, onde Iolanda concluiu o ensino fundamental e, posteriormente, o ensino médio. Durante todo o percurso, Vera a acompanhou diariamente, mostrando a força dos laços familiares.

“Acompanhava todos os dias nas aulas, que eram aqui perto de casa. Sou fisioterapeuta e deixei de atender clientes à noite para ir com ela. E valeu a pena. Faria tudo de novo porque ela fez muito por mim. Eu sou adotada por ela e sou muito grata”, afirmou.

Para Iolanda, a escola foi além do que imaginava. “Fiquei muito contente, graças a Deus me deram oportunidade. Conheci pessoas muito boas que cuidaram bem de mim, me deram a maior força. Sou feliz. E eu não faltava nas aulas, mesmo na chuva e no frio”, contou.

Agora, com o ensino médio completo, Iolanda sonha em entrar na faculdade. O curso escolhido foi Nutrição. Quando era mais jovem, o sonho era ser enfermeira.  “Eu vou para a faculdade, vou fazer aquilo que quero fazer. Querer é poder. Se Deus quiser, né? Deus é quem sabe. Mas se consegui até agora, consigo o resto”, disse.

Vera já se prepara para realizar mais esse sonho. “Tem gente que fala que ela está tão senhorinha. Mas se for preciso eu vou com ela nas aulas, vou ajudar porque ela merece. É um sonho que ela tem”, declarou.

Ministro quer usar Enem como certificação de conclusão do Ensino Médio

Ministro da Educação, Camilo Santana - Foto: redes sociais
Ministro da Educação, Camilo Santana – Foto: redes sociais

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou neste domingo (10/11), durante divulgação do balanço preliminar do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as metas e projetos para o Enem em 2025.

A primeira delas é transformar o exame em certificação de conclusão do Ensino Médio para pessoas acima de 18 anos, assim como já funciona hoje o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Santana repassou a demanda ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que fará toda a avaliação para tornar a medida possível. Segundo o ministro, a ideia é concluir essa fase de estudos de implementação até o início das inscrições do Enem do próximo ano, ou seja, até maio de 2025.

Fortalecimento do Enem

O presidente do Inep, Manuel Palácios, entende que a medida é uma forma de fortalecer o Enem. A ideia é utilizar a dimensão do exame, que foi aplicado neste domingo em 10 mil locais espalhados em 1.753 cidades do Brasil, para garantir uma chance maior das pessoas certificarem a conclusão do ensino médio.

O Encceja, segundo ele, será mantido e, caso a medida seja implementada no Enem 2025, as duas formas de certificação serão oferecidas pelo Ministério da Educação.

“Vamos nos debruçar agora sobre a demanda feita pelo ministro e apresentar a melhor proposta. O objetivo é garantir um acesso maior aos jovens, e aí vamos avaliar o fluxo”, expôs Palácios.

Para o presidente do Inep, é bem provável que, com o tempo, o Enem se mostre uma alternativa mais interessante e acessível aos jovens, nesse sentido, em relação ao Encceja.

Alunos poderão realizar Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio na E.E. de Furnas, em São José da Barra

Alunos poderão realizar Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio na E.E. de Furnas, em São José da Barra - Imagem: divulgação
Alunos poderão realizar Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio na E.E. de Furnas, em São José da Barra – Imagem: divulgação

Os alunos que irão ingressar no primeiro ano do ensino médio em 2025, poderão realizar um Curso Técnico em Informática integrado, na Escola Estadual de Furnas, em São José da Barra (MG).

Proporcione ao seu filho uma educação de qualidade, ele irá terminar o ensino médio com dupla formação.

Basta acessar o link abaixo e cadastrar/matricular seu filho na Escola Estadual de Furnas, ou, entre em contato com a secretária da escola.

https://cadastroescolar.educacao.mg.gov.br/index.html

Novo ensino médio será implementado na rede pública em Minas em 2025; veja o que muda

Novo ensino médio será implementado na rede pública em Minas em 2025; veja o que muda - Foto: divulgação
Novo ensino médio será implementado na rede pública em Minas em 2025; veja o que muda – Foto: divulgação

Minas Gerais será um dos primeiros estados do Brasil a adotar as mudanças nos três anos de ensino médio na rede pública, conforme previsto na Lei 14.945/2024, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) e estabelece novas diretrizes para o ensino médio a partir de 2025. 

Uma das principais alterações será o aumento da carga horária da Formação Geral Básica (FGB), que passará de 1,8 mil para 2,4 mil horas dentro das 3 mil horas totais do ensino médio. Em Minas Gerais, o cronograma anual será dividido em 800 horas para FGB e 200 horas para Itinerários Formativos.

Outra mudança significativa será a redução no número de componentes curriculares, que passará para 15 no 1º ano. Essa alteração foi possível em função da reestruturação do Itinerário Formativo, que contemplará o aprofundamento em áreas como Ciências da Natureza, Linguagens, Matemática e Ciências Humanas e Sociais nos 2º e 3º anos.

No ensino médio diurno a integração entre essas áreas vai enfatizar temas como Cidadania Global e Economia e Trabalho, enquanto no ensino médio noturno, o foco será em Mobilidade Urbana.

Assim, haverá um aumento de uma aula semanal em alguns componentes curriculares para o ensino médio parcial diurno.

No 1º ano do ensino médio, as disciplinas com carga horária ampliada serão Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Física, Química e Geografia.

No 2º ano, o incremento será nas matérias de Língua Portuguesa, Educação Física, Matemática, Física, Biologia e História.

Já no 3º ano, as mudanças serão nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Química, Biologia, Geografia, História e Artes.

A nova estrutura dará ênfase à cultura digital, com o componente Tecnologia e Inovação  no ensino médio noturno e na  Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O Projeto de Vida, que trabalha habilidades socioemocionais e reflexões sobre o futuro, continuará presente em todos os anos de escolaridade do ensino médio.

Ensino Médio em Tempo Integral

No Ensino Médio em Tempo Integral (Emti) preparatório haverá ampliação da carga horária da Formação Geral Básica para além das 2,4 mil horas.

A depender da oferta de ensino integral em vigor, essa carga horária poderá ser de 3 mil horas, distribuídas ao longo dos três anos de escolaridade, com aumento de aulas para todos os componentes curriculares.

No entanto, é fundamental que essa ampliação de carga horária seja acompanhada pelo desenvolvimento de metodologias mais dinâmicas e inovadoras, e que permitam explorar novos ambientes de aprendizagem, qualificando o tempo que o estudante passa na escola.

No Itinerário Formativo, a reestruturação segue a mesma proposta do ensino médio parcial, com a manutenção da carga horária das atividades integradoras como forma de garantir a formação interdimensional dos estudantes, promovendo uma educação integral que valorize sujeitos autônomos, solidários e competentes.

Os itinerários formativos e as disciplinas eletivas permitem aos estudantes moldar sua educação conforme seus interesses e objetivos profissionais.

Na Escola Estadual Romero de Carvalho, em Pedro Leopoldo, essas disciplinas são trabalhadas de forma interdisciplinar, enriquecendo a experiência educacional.
 
Um exemplo é o projeto que criou um pesticida natural a partir do licuri, um fruto típico da região. O professor Antônio Carlos destaca como esses projetos ligam o conhecimento acadêmico à prática, beneficiando a comunidade local.

“Esses projetos são a maneira que a escola vê de integrar as disciplinas do Novo Ensino Médio, ligando os itinerários e as eletivas com as disciplinas tradicionais, trazendo um significado para a vida do estudante, inserindo isso no cotidiano dele”, destaca Antônio Carlos, professor de Geografia da escola.

O estudante Caio Felipe, de 17 anos, trabalha em uma empresa da região no setor agropecuário e explica como o projeto está interligado com seu trabalho.

“Eu trabalho com hortas, sou do agro. Este projeto que combate pragas me ajudou muito no meu serviço, pois pude aplicar o que aprendi aqui. No futuro, vamos poder utilizar esse produto lá, já que é bastante eficaz. Também trouxe bastante conhecimento adquirido no trabalho para cá, integrando trabalho e estudo”, comenta.

Alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Em 2023, o Ministério da Educação (MEC) realizou uma consulta pública sobre a reestruturação do ensino médio.

O relatório resultante e as discussões subsequentes levaram à publicação da Lei nº 14.945 em 31/7/2024, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) e estabelece novas diretrizes para o ensino médio a partir de 2025.

Vídeo: mulher conclui Ensino Médio aos 41, graduação aos 47 e passa em concurso aos 49 anos

Mulher conclui Ensino Médio aos 41, graduação aos 47 e passa em concurso aos 49 anos – Vídeo: reprodução/Gran Cursos

Filha de empregada doméstica e eletricista, Simone Veloso tem uma história exemplar. A mulher se formou no ensino médio aos 41 anos, fez curso superior e aos 49, passou em concurso público. Ela foi aprovada para o concurso para escrivão de Justiça de São Paulo.

“Se a gente se dedicar 100% a gente consegue mudar a história, mudar tudo. É com estudo mesmo que se muda. Tem que se dedicar 100%, não pode ser 90% nem 80%”, ensinou a mais nova policial.

Enquanto estudava, a mulher fez malabarismos. Para sobreviver, trabalhou como motorista de aplicativo e vendeu água de coco. Sem computador, assistia as aulas on-line pelo telefone e, para economizar usava os cadernos da filha.

Determinação do concurso

A mulher contou que sua meta era passar no concurso para escrivão, exatamente como ocorreu.

Meu plano de ensino eram assistir as aulas, fazer os exercícios e anotar todos os detalhes.

“Eu coloquei na cabeça: esse concurso vai me tirar [o foco]”, disse Simone. “Não tem nada no mundo que se compare [a essa alegria]”, disse Simone.

Perseverança e foco

Simone brinca que jamais gostou de estudar. Mas que, ao decidir, que passaria em um concurso público, tudo mudou. Passou a se dedicar totalmente para os estudos.

“Enquanto estava estudando, eu deixei de assistir novelas e televisão”, contou ela. “

Mesmo sem computador, estudando pelo celular e pela TV, Simone nunca deixou as dificuldades a impedirem de seguir em frente.

Dicas da Simone

A mulher disse que elegeu três aspectos são fundamentais na sua lista de dicas para concurso público.

  • Manter o foco;
  • Estudar sempre, sem perder as metas;
  • Aproveitar todo o tempo

Pobreza extrema

A falta de estímulo na infância e na adolescência fez com que Simone se distanciasse dos estudos. “Não tenho boa lembrança nem saudades nenhuma”, desabafou.

Sem condições financeiras, a mulher começou a trabalhar aos 14 anos, sendo levada a deixar a escola. “Não gostava de estudar, mas gostava de ler. Com isso meu português era bom”, disse.

Porém, uma “chave” mudou, quando ela percebeu que tinha condições de passar em concurso público. Foi aí que resolveu terminar o ensino médio e, passar o vestibular.

Mulher conclui Ensino Médio aos 41, graduação aos 47 e passa em concurso aos 49 anos - Foto: reprodução/Gran Cursos
Mulher conclui Ensino Médio aos 41, graduação aos 47 e passa em concurso aos 49 anos – Foto: reprodução/Gran Cursos

Comissão de Educação aprova texto do Novo Ensino Médio, que vai a plenário

Comissão de Educação aprova texto do Novo Ensino Médio, que vai a plenário - Foto: reprodução
Comissão de Educação aprova texto do Novo Ensino Médio, que vai a plenário – Foto: reprodução

A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta quarta-feira 19, o projeto de lei que institui mudanças no Novo Ensino Médio. Agora, o projeto segue para análise do plenário do Senado.

O colegiado aprovou, em votação simbólica, o texto apresentado pela relatora, a senadora professora Dorinha Seabra (União-TO) que, após acordo com o Ministério da Educação, manteve a carga horária de 2.400 horas para a formação geral básica dos estudantes. 

A proposta prevê uma modulação temporal para que as redes de ensino se adaptem às mudanças e aponta que as 2.400 horas da formação geral básica sejam alcançadas a partir de 2029.

A ideia é que, entre 2025 e 2028, a carga horária para a formação geral básica atinja o piso de 2.200 horas, com possibilidade de aproveitamento integrado de 200 e 400 horas da FGB, conforme a carga horária do curso técnico.

Se o curso for de 800 horas, o mínimo estabelecido pelo Catálogo Nacional de Cursos, não haverá mudanças. Se for de 1.000 horas, o aproveitamento poderá ser de até 200 horas. Se for de 1.200, até 400 horas da FGB poderão ser destinadas para trabalhar.

O novo relatório também prevê a expansão da carga horária total dos cursos de Ensino Médio com ênfase em formação técnica e profissional, a partir de 2029: para 3.200, 3.400 e 3.600 horas, quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos de 800, 1.000 e 1.200 horas. Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece 3 mil horas para a modalidade.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Fernando Cassio, a retomada das horas para a formação geral básica dos estudantes é um mérito do relatório.

“Acho que a proposta da relatora se mostra sensível a uma questão central, que pra gente ter um Ensino Médio universal, dentro daquilo que é o próprio desenho da política educacional no Brasil, a gente precisa ter uma formação geral básica igual para todo mundo”, avalia.

O pesquisador ainda entende que ao prever a ampliação da carga horária total do Ensino Médio, prevendo a oferta da educação técnica, o texto também sinaliza para a necessidade de se qualificar essa oferta.

“Veja, estamos falando de uma formação técnica robusta, e não de cursinhos de curta duração, o que eu acho que é um avanço do que tínhamos até então com a reforma do Temer”, avaliou.

“Entendo que esse tempo de adequação de cinco anos para se chegar às 2400 horas, efetivamente, vai criar uma agenda junto às secretarias de educação e ao governo federal de que precisamos criar matrículas no ensino técnico de alta qualidade no País, o que só se faz com investimentos”, concluiu.

Jornal Folha Regional
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