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Jornal Folha Regional

Concurso Internacional de Queijo Artesanal conta com curadoria da Epamig

Concurso Internacional de Queijo Artesanal conta com curadoria da Epamig – Foto: reprodução

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT) será, pelo terceiro ano consecutivo, responsável pela curadoria do Concurso Internacional de Queijo Artesanal (Araxá International Cheese Awards).

A competição, que faz parte da programação da ExpoQueijo Brasil, abrange 47 categorias de queijos elaborados a partir de diferentes tipos de leite, como de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas. O evento acontece de 26 a 29/6, nos salões do Grande Hotel e Termas de Araxá, em Minas Gerais.

“A comissão de curadoria é formada por sete profissionais da Epamig ILCT, entre pesquisadores e bolsistas, e dez integrantes da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). Nossa atuação envolve a avaliação prévia dos produtos inscritos, a elaboração do edital do concurso e a capacitação de uma banca internacional composta por cerca de 200 jurados”, explica Kely de Paula, professora e pesquisadora da Epamig ILCT.

Queijos de diversos países são avaliados conforme os critérios definidos no edital, com destaque para a análise sensorial, que considera aspectos como aparência, cor, textura, aroma e sabor.

Os vencedores recebem medalhas de ouro, prata e bronze, além da premiação máxima, o Super Ouro. Os produtos premiados podem utilizar o selo oficial “ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards”, agregando valor e reconhecimento no mercado.

Dinâmica do concurso

A competição ocorre na sexta-feira (27/6), a partir das 13h, com duração estimada de quatro horas. Na mesma data, às 19h, tem início a segunda etapa, na qual são avaliados os queijos que conquistaram medalha de ouro nas 47 categorias. A fase final, que define o Super Ouro, será no sábado, dia 28/6, às 10h30.

ExpoQueijo 

Além da competição, a programação da ExpoQueijo inclui palestras e workshops técnicos, rodadas de negócios, degustações guiadas, exposição e venda de queijos de diversas regiões do Brasil e do mundo.

“O evento é um espaço para valorizar os produtores e  impulsionar a qualidade dos queijos no cenário nacional e internacional. A atuação da Epamig ILCT no evento garante rigor técnico e credibilidade, participar desse evento é uma oportunidade de fortalecer nosso compromisso com o desenvolvimento do setor lácteo e com a valorização dos queijos artesanais”, conclui Kely de Paula.

Realização

O evento é organizado pela Bonare Eventos, em parceria com associações de produtores de queijos. Conta com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura de Minas Gerais, do Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e suas vinculadas Emater-MG, Epamig-ILCT e IMA, além da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais e da Prefeitura de Araxá.

Calor e falta de chuva prejudicam cafezais no Sul de Minas, diz Epamig

Altas temperaturas, associadas à redução do potencial hídrico das plantas, comprometem o pegamento da florada - Foto: EPAMIG
Altas temperaturas, associadas à redução do potencial hídrico das plantas, comprometem o pegamento da florada – Foto: EPAMIG

As chuvas irregulares e as elevadas temperaturas registradas em 2024 têm resultado em grande preocupação para os cafeicultores de diferentes regiões produtoras. No Sul de Minas, dados coletados no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) em Três Pontas mostram que o déficit hídrico acumulado até o mês de setembro foi mais que o dobro do que a média normalmente registrada neste período.

As pesquisadoras Vanessa Figueiredo, Margarete Volpato e Vânia Silva têm acompanhado as condições de hidratação das plantas e alertam para os cuidados necessários para reduzir os impactos ao cafeeiro. “Uma planta desequilibrada e mal nutrida vai sofrer muito mais que uma planta enfolhada e com os tratos fitossanitários e nutricionais realizados adequadamente”, adverte Vanessa.

Confira, a seguir, artigo de autoria das pesquisadoras, no qual são descritos os dados registrados, as condições e algumas recomendações para amenizar os impactos negativos.

Impacto do déficit hídrico e temperaturas elevadas sobre o estado hídrico do cafeeiro na região Sul de Minas Gerais

Dentre os diversos impactos de eventos climáticos extremos, destaca-se neste ano de 2024 o aumento da temperatura, em média 1,5º C maior que no ano de 2023, para o mesmo período e precipitações muito mal distribuídas. Eventos como esses causam sérios danos às plantações de café.

De acordo com os dados coletados na estação meteorológica da MINASUL, instalada no Campo Experimental da EPAMIG em Três Pontas/MG, setembro encerrou-se com um déficit acumulado de 345,1 mm, sendo o normal para este período um déficit acumulado em torno de 150,0 mm.

O déficit hídrico diminui a hidratação das plantas. Neste momento, o cafeeiro encontra-se em uma condição onde não consegue recuperar a noite, a água perdida durante o dia. Aproximando-se de 150 dias sem uma chuva expressiva, conseguimos observar grande parte das lavouras cafeeiras sentindo bastante, com intenso desfolhamento e ataque de pragas e doenças.

As plantas que estão tolerando um pouco melhor essas condições adversas são aquelas que estavam podadas (Safra Zero) no ano de 2023 e não produziram em 2024. E que, por isso, apresentam um nível de enfolhamento mais alto.

No município de Três Pontas/MG, no ano de 2024, as precipitações mensais até o momento ficaram em torno de 888 mm, um acumulado considerado dentro do normal. Mas, é importante destacar que as chuvas foram muito mal distribuídas, de janeiro a março choveu um acumulado de 860 mm e de abril até 30 de setembro choveu apenas 28 mm, o que não favorece as fases fenológicas da cultura.

Cafeeiros com ausência de folhas em nós dos ramos produtivos − Três Pontas, MG, 2024 - Foto: EPAMIG
Cafeeiros com ausência de folhas em nós dos ramos produtivos − Três Pontas, MG, 2024 – Foto: EPAMIG

É importante conhecer o impacto dessas variações sobre o estado hídrico da planta para tentar ajustar as práticas de manejo, tais como adubação, irrigação e controle fitossanitário. A planta vai responder aos estímulos que nós dermos a ela. É fundamental que o produtor tenha pontualidade e capriche nos manejos, principalmente, em momentos de graves intempéries climáticas.

Os impactos sobre o desenvolvimento vegetativo e a produção são largamente variáveis em função das cultivares e do manejo adotado na lavoura. Uma planta desequilibrada e mal nutrida vai sofrer muito mais que uma planta enfolhada, com os tratos fitossanitários e nutri­cionais realizados adequadamente.

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